quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Bolacha-Bife

Ora aí está um conceito a passar ao próximo como se de um achado se tratasse. As “bolachas bife” são aquelas bolachas tipo integrais, de fácil digestão, que enchem como se fosse um bife ou uma banana. Não são as bolachas de dieta que o mulherio costuma comer, são as Digestive… as famosas Bolacha-Bife! É um bocado como o O.B., dão para o pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar, ceia ou um snack sem hora definida, quer seja na praia, no campo, na montanha, etc. Um carregamento de bolachas-bife num país africano salvava muita gente… ou cá, porque também se passa fome por terras lusas, infelizmente!

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

As Misses e as Bolachas

Tive uma ideia genial para acabar com a fome no mundo. E o que é que isso poderá ter a ver com um concursos de Misses, e mais estranhamente ainda, com bolachas? Eu respondo… sem qualquer tipo de hesitação ou ínfimo titubeio que seja! …eheh… ok, ok, eu digo: nos concursos de Misses, entre outras provas, há sempre aquela fase da pergunta decisiva, em que 99,9% das candidatas respondem “acabar com as guerras” ou “pôr fim à fome no mundo” à invariável pergunta “qual o seu maior desejo”. A questão das bolachas não se prende com uma proposta minha para mais uma prova além das eliminatórias dos fatos de banho ou do vestido de noite, mas sim com o que eu vou passar a revelar (a história das Misses era só para dar um leve colorido ao post); ora então cá vai – e esta é que é a verdadeira ideia, um novo e brilhante conceito a ter em mente para o futuro: quando chego a casa tarde, depois de mais de 4 horas sem comer nada, com a barriga a dar horas, ansioso por forrar o estômago com qualquer coisa que seja, se comer umas bolachas, por mais insignificantes que sejam, mesmo sem recheio ou cobertura de chocolate, perco imediatamente, como que por magia, toda a vontade de comer. Chego a ficar sem fome pela noite dentro. Horas a fio!! Ainda não estão a ver aonde quero chegar? Eu passo a explicar: a melhor forma para acabar com a fome no mundo é dar bolachas aos mais carenciados, é simples! Ok, para as zonas mais frias não é a mesma coisa que Vodka, mas será uma boa solução a curto prazo… sim, porque passadas umas horas, a fome acumulada reaparece como que se tivéssemos levado um soco no estômago, mas isso será sempre um problema para os capitalistas resolverem, não eu!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Desvio

Tenho um desvio no ventríloquo esquerdo, o meu coração fala por mim mesmo quando eu não digo nada…

domingo, 29 de janeiro de 2006

Cai neve na Courela

Não, não é uma música foleira do José Cid ou um jingle publicitário com uma versão dum tema do Roberto Carlos... está a nevar na Courela do Tanganho!!! Por uma vez na vida os meteorologistas acertaram na mouche e tiro-lhes o chapéu! Está a nevar! UHUHUHUHUHUHUH!!! Pode parecer ridículo para alguns, tipo as gentex daxe Beiraxe, mas é uma experiência única e fantástica para um alentejano viver... no Alentejo! ahahahahah! Altamente!!!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Jamba

Eu trocava em qualquer dia da semana, e com mais vontade ainda num dia de fim-de-semana, umas largas centenas de presos por homicídio, violação e assaltos a bancos, pelos tipos que inventaram o Clube Jamba, aquele sapo ridículo e os macacos que peidam melodias de natal. Corria-os todos à pazada! Fora daqui gentalha do demo!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

You got mail!

Quem é que os tipos dos bancos pensam que enganam com aquelas cartas em envelopes brancos sem logótipo, sigla ou nome? Refiro-me às cartas dos bancos que trazem os cartões de MB. Os satânicos e indolentes parasitas não devem aperceber-se que essas são as cartas mais típicas que podemos receber na nossa caixa do correio… eu, pelo menos, apercebo-me logo de quando estou a receber um cartão, mesmo sem apalpar o envelope, no entanto, prevejo que os ladrões não se apercebam de tal coisa, uma vez que eles não possuem contas com cartões de débito. Esta patranha faz-me lembrar outra coisa interessante (ou não!); é tal e qual os bófias que se passeiam em carros descaracterizados. Eles bem tentam passar despercebidos e dissimuladamente controlar a “cena”, mas é óbvio que nos apercebemos do que eles são, principalmente pelos casados de cabedal com cotoveleiras, óculos escuros Rayban, e pelos bólides que ostentam, tipo Lancia Dedra, Fiat Croma, etc. ...há males que não têm cura possível!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Fresca e fofa!

A partir de agora publicarei, num post semanal, a cada segunda-feira, uma música que goste e queira dar a conhecer. Como já fiz com antes, porei a letra juntamente com o respectivo mp3 na MusicBox. Esta semana temos uma música do novo álbum de Fiona Apple, de 2005 (Extraordinary Machine). É uma música ao estilo típico dela mas com uns pozinhos diferentes, uma vez que ela mudou de produtor neste novo trabalho. Quanto a mim está ao seu melhor nível, as usual! Esta música, pela sua letra, melodia e vocalização, merece o prémio pão de plástico: “fresca e fofa”!



I certainly haven't been shopping for any new shoes
And I certainly haven't been spreading myself around
I still only travel by foot and by foot, it's a slow climb,
But I'm good at being uncomfortable, so
I can't stop changing all the time

I notice that my opponent is always on the go
And won't go slow, so's not to focus, and I notice
He'll hitch a ride with any guide, as long as
They go fast from whence he came
But he's no good at being uncomfortable, so
He can't stop staying exactly the same

If there was a better way to go then it would find me
I can't help it, the road just rolls out behind me
Be kind to me, or treat me mean
I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine

I seem to you to seek a new disaster every day
You deem me due to clean my view and be at piece and lay
I mean to prove I mean to move in my own way, and say,
I've been getting along for long before you came into the play

I am the baby of the family, it happens, so
Everybody cares and wears the sheeps' clothes while they chaperone
Curious, you looking down your nose at me, while you appease
Courteous, to try and help - but let me set your mind at ease

If there was a better way to go then it would find me
I can't help it, the road just rolls out behind me
Be kind to me, or treat me mean
I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine

Do I so worry you, you need to hurry to my side? It's very kind
But it's to no avail; I don't want the bail
I promise you, everything will be just fine

If there was a better way to go then it would find me
I can't help it, the road just rolls out behind me
Be kind to me, or treat me mean
I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine

domingo, 22 de janeiro de 2006

Cidadãos, Zé Povinho e República do Kunami

Que chore quem quer chorar, que dê o salto quem quer fugir, que se aprovisione quem teme a fome, e puta que os pariu para quem tem vontade de rir… este país tem realmente o que merece! A memória do Zé Povinho é curta e não há mazelas que durem mais do que 10 anos, fica assim tristemente provado.

Quem sabe se daqui a uns 10 anitos não é o Sócrates a ser eleito presidente. DASS!? :((

Está tudo podre e fede como se houvesse merda das sarjetas espalhada pelas ruas. Dou os meus parabéns a quem ganhou, claro, embora não com tanta veemência quanto a quem lutou fervorosamente e com determinação por princípios que parecem adormecidos, esses sim, merecem o meu respeito e orgulho: Alegre, Louçã, Jerónimo… ah valentes!, não desistam nunca, nós estamos aqui!!

Os cidadãos deste país têm tido e terão o que merecem, sempre foi assim e sempre há-de ser, no entanto não consigo deixar de ficar triste e pensar que, a andar para trás não chegamos a lado nenhum, e agora os espanhóis já não vão querer pegar nisto, que eles são tudo menos parvos, e era por isso que eu esperava… em suma, e mesmo sem isto ser o Brasil, Angola ou os EUA, sejam bem-vindos à República do Kunami.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Charuto encabaçado

Para quem pensa que vou falar de ovnis, estão muito enganados. O post sobre o roupão fez-me lembrar outra coisa que nós usamos de quando em vez, e que sempre que o fazemos acabamos por nos arrepender. O saco de cama é daquelas coisas que só nos apercebemos do quão desconfortável é até nos enfiarmos dentro dele. E depois é tentar manter a roupa no lugar, sem despir involuntariamente a parte de cima do pijama, ou conseguir enfiar as pernas até ao fim sem descalçar as meias, porque é virtualmente impossível chegar com as mãos aos pés dentro de um saco de cama de tamanho individual, só mesmo abrindo o fecho; depois de aberto, ao correr o fecho, aquilo prende-se no forro a cada 15cms, e é uma briga para o voltar a fechar. Uma vez fechado, connosco devidamente instalados, começamos com comichões no nariz ou no pescoço, e se nos tentamos mexer para libertar um braço, lá começa o processo todo outra vez; mas desta vez, já a desesperar, mexemo-nos tanto que abrimos um pedaço do fecho da entrada da tenda, e assim vão entrar melgas, e só de pensar nisso ainda ficamos com mais comichões, mas agora é nas pernas, e no fundo das costas, e não nos conseguimos mexer porque estamos enfiados naquele sarcófago manhoso que mais parecemos um charuto encabaçado, e começamos a espernear e a dar cotoveladas nos nossos companheiros de tenda, e depois eles acordam, e vêem a tenda toda escancarada, e as melgas que já circundam a carne em busca do sangue quente de tanta excitação, e a confusão alastra-se para a tenda do lado, e depois para as seguintes, e assim sucessivamente, e não tarda muito está a merda do parque de campismo inteiro em alvoroço com centenas de alemães, ingleses e bimbos em altos berros a disparatar connosco por causa do mastronço do saco de cama que não tem ponta por onde se lhe pegue!! Bahhhhhh!!! Ainda se fosse de casal, e tivéssemos com uma menina toda giraça ao nosso lado, lá dentro, no quentinho do casulo em formato familiar, sem amigos que só fazem é ressonar a noite inteira sem dar sossego. Assim sim, seria perfeito! (mas tinha de se abrir antes de começar a esfrega!)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Sprite ou 7up?

Nos restaurantes ou cafés, há sempre aquele momento inusitado em que o empregado de mesa pergunta o que queremos para beber, ao que eu respondo: “vou querer uma 7up, se faz favor”; e momentos mais tarde aparece-me o infeliz com uma garrafa aberta de Sprite… ou pior, se for de Snappy! Mas que raio de inteligência caracteriza este pobre coitado!? Ou será um pormenor, aparentemente insignificante, de um grande plano maquiavélico montado para me importunar no conjunto das refeições que eu realizo no exterior da minha casa? Não vos parece ridículo!? É óbvio que não falo da minha mania da perseguição, mas sim deste mau costume singular e curioso que a maioria dos empregados de mesa manifestam possuir. Se peço uma merda de um Sumol, não quero uma Fanta! Se peço um Pleno Tisana, não quero a porcaria de um Nestea! ...se peço a conta, não quero que ele me dê com a puta da frigideira no alto da pinha!!! A ver se atinam, pá!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Pão com manteiga

Adoro sandochas! …com manteiga de vaca, manteiga de amendoim, maionaise, seja o que for, mas detesto quando me perguntam num café se quero manteiga no pão e depois me aparecem com margarina. Estará tudo louco!? Margarina!?!? Essa poção fétida que teima em destruir o paladar durante a simples degustação de uma divinal sandocha. É que não há pão, queijo ou fiambre que lhe resistam. Essa gente devia ser presa a uma bigorna e lançada duma catarata de 15m. Não há pachorra!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Maldito roupão

O roupão é das peças de roupa mais ridículas que há, não dá jeito nenhum. A forma como se fecha deixa entrar frio, e para que não se abra tem de ser atado… atado!? …a era do fecho eclair, dos botões tipo mola e do velcro já passou meus amigos, a tecnologia já nos trouxe a roupa que nos alimenta e nos administra vitaminas pela pele, e que muda de cor consoante o nosso estado de espírito… um cinto em forma de cordel!? Isso é coisa de mosteiros conventos e retiros espirituais. Além das características referidas ainda há o facto de ser incómodo pelos materiais com que são feitos, grossos e desconfortáveis. Se o pijama consegue ser confortável, porque não fazem o mesmo com o roupão? Já requer um upgradezito como peça de roupa fundamental que é para a maioria das pessoas. Alguém que trate disso!

domingo, 15 de janeiro de 2006

Película de plástico

Eu prosterno-me de joelhos, no chão, perante o tipo que se lembrou de colocar aquela película de plástico a separar as fatias de queijo flamengo. É das melhores descobertas algumas vez alcançadas. Eu digo isto de peito cheio para o mundo ler, ou só os 3 ou 4 gajos que passam por aqui à procura de pornografia, porque já uma vez disse o pior sobre o tipo que se lembrou de pôr celofane à volta dos cd’s e dvd’s, coisa que não lembra a ninguém! Mas isto sim, é uma valente descoberta!

sábado, 14 de janeiro de 2006

Uma lição de vida

Para quem ainda não reparou, ou não quis ouvir, aqui fica a letra da música que escolhi para passar na MusicBox deste blog. É uma música do primeiro álbum a solo de Sarah Bettens, a vocalista dos K’s Choice, uma das minhas bandas preferidas. Esta música é linda e quero partilhá-la com quem gosto… os meus amigos! E principalmente porque nunca se perde tempo a ouvir ou a ler coisas com significado:



Don’t stop trying, there’s always reason to go on living
As long as you can breath
Stay clear of extremes
Just say what you mean
But try not to be mean

You should say thank you often
Like your hair
Wave to strangers everywhere
Do what you’re supposed to do
Don’t look at what the others do

Think before you buy a car
Don’t marry someone you met at a bar
There’s no such thing as going too far
Love who you are

Don’t be scared of what’s ahead
But wear a helmet to protect your head
Be aware, say you care, don’t say fair

Stay close to the hands that raised you
Watch for signs
Never waste expensive wine
Spoil your body, spoil yourself
Never cheat and share your wealth

Sing when you’re glad
Close the door if you sound bad
Don’t believe a man who knows he’s right
Don’t skip ahead, enjoy your flight

Be nice to your dog
Drive slow in the fog
Convince yourself to write a song
Change clothes every day
Call ahead when you’re late
Be safe when you’re planning to get laid

Read what you like
Be on your brother’s side
It’s okay to wonder why
But don’t expect to understand your life

Don’t expect to understand your life...

Tempo perdido, parte II

Tempo perdido são todos os momentos que passo sem ti…

Tempo perdido…

Um dos piores sentimentos que se pode ter é a percepção ou a sensação de tempo perdido: algo que ficou por dizer, fazer, sentir, viver. Na lógica do “you can’t taste the sweet without the sour”, até percebo que existam alturas em que temos de trabalhar e de nos dedicarmos às coisas menos felizes da vida, até porque há quem se sinta bem a fazer isso, ou até mesmo realizado pessoalmente, mas é uma pena vivermos tão pouco tempo e termos a noção de que se podia fazer tão mais! Visitar outros países, conhecer outras culturas, passar aquele tempo “morto” de sofá em frente à televisão, ou na internet, com os amigos na paródia ou só na conversa. Podia ser sempre rambóia até cair para o lado. Não haveria outra coisa senão diversão e tempo de ócio e lazer… porque é que esta sociedade está montada desta forma? Agora as coisas ainda se complicam mais, porque não há emprego, não há poder de compra, não haverá reformas, etc. É uma pena não termos mais tempo, mas piora um pouco se gastarmos o que de facto temos em merdas “pouco” significantes (que é sempre um conceito relativo, claro!)… vá a abrir a pestana, levantem o cu do sofá e aproveitem TODO O TEMPO de que dispõem, divirtam-se, que esta vida são só dois dias e passa num instante, só não precisa de ser um instante breve e insignificante, antes bem vivido e cheio de forma e conteúdo! Há uma postura muito interessante que resulta de várias frases de grandes pensadores/observadores: “hoje é o primeiro dia do resto da tua vida”, “começa cada dia como se fosse de propósito”, entre outras… é vital que nos sintamos sempre confortáveis em qualquer situação que se nos apresente, quer gostemos quer não. Não se trata de conformismos ou resignações, apenas de uma adaptação constante e inteligente a cada situação que apareça. Há coisas boas e coisas más, e se é no meio que está a virtude, então no meio da “estrada” é o pior sítio para se fazer equilibrismo, mas há que conseguir atingir um ponto de equilíbrio... é tudo uma questão de equilíbrio! Há uma outra frase que eu aprecio muito: “o orgulho é a muleta dos inseguros”; a segurança e estabilidade vêm com o auto-conhecimento e a auto-aceitação. Somos todos únicos e importantes… mais não seja para nós próprios!
Certo!? eheh… este postulado não carece de confirmação, eu penso assim e pronto! Como dizia um amigo meu: “a perfeição é” (sem reticências, ponto de exclamação, final ou de interrogação… apenas é)

Equilíbrio: estado em que se acham os corpos solicitados por forças iguais e contrárias; justa medida; proporção devida; igualdade de forças.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Jogar Futebol vs Jogar à Bola

Neste post vou falar na diferença entre jogar futebol e jogar à bola. Podem parecer o mesmo ao comum mortal, mas são coisas muito diferentes. Uma é desporto e a outra é lazer, uma faz-se com colegas e a outra faz-se com amigos. Jogar à bola é o que eu e o meu pessoal fazíamos no ringue da escola primária do Chafariz D’El Rei, no ringue da Universidade, no ringue da Caixa, ou no campo da Severim de Faria, jogar futebol é o que os cracks fazem nos torneios ou os profissionais fazem nos estádios. Mas também jogávamos matraquilhos e íamos à pesca, mas isso é conversa para outro blog…

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Dúvida existencial

Se há coisas que sempre mexeram comigo, como que aquelas comichões a que não conseguimos chegar para coçar, por muito que nos estiquemos, é tentar perceber como é que põem os guindastes de pé. Já vivi ao lado de construções em que havia guindastes, e até me mantive atento para assistir ao processo, mas eles conseguiram pô-lo de pé no espaço de uma manhã enquanto eu estava a trabalhar. Qual o meu espanto e tristeza quando chego a casa à hora do almoço e deparo com aquilo tudo já montado e a funcionar. Como é que põem aquela bisarma de pé, com outro a elevar as últimas peças a montar no topo? E guindastes a montar outros guindastes!? Isso é perverso!!
…mas como é que aquilo se monta, porra!?!?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

What do you mean!?

"There's always more than one way to say exactly what you mean"
Fastball, Out Of My Head, All The Pain Money Can Buy

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

A mística da pastilha elástica

Quando se é puto, uma das coisas que dão um prazer enorme, antes de se descobrir o gozo (estúpido) dos cigarros, a adrenalina de se roubar uma Playboy ou um encontro fortuito com um buraco que dá para o balneário das raparigas, é o fenómeno da pastilha elástica. Funciona quase de forma mística, transmitindo uma sensação de poder e liberdade a quem a tem na boca. Podia-se passar pelas conversas mais entediantes com a maior descontracção, com cara de quem está a prestar atenção, estando-se completamente concentrado na pastilha, no sabor e na crescente vontade de fazer balões! ...melhor ainda quando se estava na sala de aula com o professor a explicar e nós ali, na buínha, sem perceber puto e a fazer muito pouco por isso, mascando como se não houvesse amanhã... até o sabor desaparecer!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Tem dias…

Por vezes penso que gostava de ser bem alto, para que ninguém reparasse que estou a perder cabelo. Outras vezes… não!

domingo, 8 de janeiro de 2006

Banzai!!!

Já era sem tempo de alguém, fora do seu perfeito juízo, fazer a celebração ao maior programa televisivo de todos os tempos. Não falo do Barco do Amor, do Nico de Obra ou do Rex o Cão Polícia, falo sim do grandioso, do esplendoroso, do genialmente fantástico Nunca Digas Banzai!! Puro programa de emoções e expectativas levadas ao seu extremo que nos ocupava as nossas gloriosas manhãs de sábado. Não eram os desenhos animados repletos de violência que nos cativavam e prendiam que nem súbditos obedientes ao grande altar do entretenimento passivo, ou os episódios antigos (na altura recentes) de séries como o Dallas ou o Norte e Sul, era mesmo o Nunca Digas Banzai, esse culto à adrenalina em ambiente de concurso. Porque é que nunca mais ninguém se lembrou de passar isso ao fim de semana, ou transformar a totalidade da série numa box-set de DVD’s, ou até mesmo fazer uma compilação tipo Best Of dos melhores e mais emocionantes episódios? Os putos destas últimas gerações, bem como as gerações vindouras, estão desesperadamente à procura de icons decentes e merecedores de afecto e idolatria. Os D’Zrt e os Pokemon não servem… tragam de volta o He-Man e o Sport Billy!

sábado, 7 de janeiro de 2006

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Os pacotes medem-se aos palmos!

Os pacotes de leite ou de sumo pequeninos não têm líquido suficiente para me satisfazer, nunca chegam até ao fim da sandocha ou da tosta mística. Lá estou eu a comer qualquer coisa, todo contente, quando oiço aquele temido som do ar a esgueirar-se pela palhinha, significando que o fim do líquido está apenas a uns dois goles de distância, ou menos, e isso irrita-me!! Um pacote de litro de leite com chocolate seria um disparate qualquer, ou uma litrada de 7up poderia ser encarada como uma quase tentativa de suicídio, mas 25cl também não deixam ninguém saciado, porra!!, é manifestamente pouco. Uns míseros 25cl não chegam para satisfazer e sim, os pacotes podem medir-se aos palmos… as latas, essas, já são “outros quinhentos”.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

Mulheres bonitas...

Um amigo meu perguntava-me numa resposta a um mail meu: “Diz-me lá uma coisa. Estas mulheres são tão belas e já te passaram tantas pelos olhos (a mim tb mas de certeza em menor escala :) ) como é que vives com o real? Um dia destes, se pudermos, haveremos de discutir este assunto. Acho que estas fotos, como tantas outras, de mulheres fotograficamente belas, acabam por ser fonte de frustração”… ele há-de me perdoar a citação e a consequente exposição, mas talvez tenha vontade de responder em forma de comentário. Eis a minha resposta:
“Vivo bem com as mulheres bonitas e fantásticas que vejo nas fotos porque tenho a noção de que não existem. É tudo uma construção com base nas fantasias de alguém. Gosto de mulheres reais, do dia-a-dia, e prefiro-as sem perfume, sem maquilhagem, e com pouca roupa! Adoro ter acesso à verdadeira e real mulher, de pijama, a fazer o pequeno almoço antes de sair, ter acesso ao seu cheiro, à sua essência, saber o que adora e o que odeia, os seus medos e receios, o que a torna um ser humano mais forte. Adoro saber que posso fazer parte da vida dela ao ponto de me dizer que existe para me amar e é quem é porque eu faço parte da sua vida, que tudo o que está para trás do momento em que me conheceu já não faz muito sentido agora, que adora ser como é... e porque eu também sou o mesmo e sinto da mesma forma! Não há NADA que bata isto! Não há mulher bonita, momento sensual ou prazer carnal que transcenda o gozo/prazer/fruição/gosto de amar alguém. Depois disso, e usando uma metáfora de jogos de cartas, o resto é palha. Há mulheres, prazeres e momentos do "2" ao "10", mas será sempre e só... palha!”
Continuando a alegoria das cartas, uma trunfo assim permite-nos aceder a todas as outras que dão pontos. Só conseguimos ser realmente felizes quando nos sentimos bem connosco, mostrando-nos como realmente somos, e com alguém que também se sente bem consigo, ao nosso lado. E é tão mais fácil de se atingir isto quanto mais as pessoas se abrirem e se deixarem de merdas e atrofios, fechados e cada um no seu "caminho" não vamos a lado nenhum, é como andar a correr numa máquina de ginásio... conseguem-se grandes records, de sprints ou endurances, mas não há paisagem!
Agora que reli o mail, acho que ele não estava à espera duma resposta destas… ou estavas!? ;)

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Dakar em África

Porque estamos à beira de mais um episódio importante nesta saga que é a democracia portuguesa, mas também porque já começou o Dakar deste ano, devo referir um pormenor interessante (ou não!): este ano é a primeira vez na história do Rally Dakar que este começa e acaba em África. Perdoem-me os mais susceptíveis mas as estatísticas comprovam-no!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Ilha da Fantasia

Uma das personagens de séries televisivas mais carismáticas de sempre será sem dúvida o anão da Ilha da Fantasia, aquele que gritava “dé plén, dé plén!!”. Para quem não se lembra, a Ilha da Fantasia era uma daquelas séries americanas que iam buscar a fina flor do entulho no que dizia respeito a actores e actrizes quase reformados e fora de moda, reunindo-os em volta de “histórias” sem pés nem cabeça de episódios altamente repetitivos e desinteressantes. Outro bom exemplo destas séries manhosas é o Barco do Amor. Bem, mas de onde veio este anão e porque raio é que eu estou a escrever sobre ele, dedicando-lhe um post inteiro neste blog fantástico!? Pois bem, este anão trabalhava em part time numa caixa de MB quando foi convidado a participar no episódio piloto da referida série, como foi bem com o resto do elenco, decadente e ridículo, ficou até ao fim. A série lá teve o seu sucesso, principalmente nesse grande momento televisivo que era o Agora Escolha, e hoje podemos encontrar o dito anão em vários programas de televisão e palcos por esse país fora, mas não como actor. Nos dias que correm ele dá pelo nome de Toy e tornou-se num cantor romântico de relativo sucesso… sim, porque ninguém bate o Toni Carreira!! ...quer dizer, eu batia-lhe, se tivesse ao pé dele, e fazia-o engolir a guitarra, pimba manhoso!

domingo, 1 de janeiro de 2006

Moda do Pé de Gesso

Foi nos anos 80 que se inventou o conceito do pé de gesso. Naquela altura os actores porno, os músicos e os políticos partilhavam o mesmo fetiche de usar meias brancas independentemente do resto da farpela, e este pormenor, a par com os penteados, faziam uma mistura explosiva. Serve de exemplo o meu amigo Márcio que anda sempre com o pezito (mais pezão!!, porque tem umas plataformas que lhe permitem dormir de pé) revestido de meias brancas, como se quer (ou não!). Damn those 80’s!

sábado, 31 de dezembro de 2005

Bom Ano de 2006!

Nesta quadra festiva embebedem-se, encharquem-se em doces e esqueçam por uns dias que o próximo ano só pode ser pior do que estes últimos... ainda assim, desejo o melhor possível para 2006! Andem de pestana bem aberta, e quer façam escolhas passionais ou tomem decisões reflectidas o que interessa é que sintam tudo o que façam... já agora reflictam sobre "certas coisas" e votem em consciência (NÃO AO VOTO ÚTIL!!!).

Sejam egoístas, porque se o forem verdadeiramente, farão o melhor por vocês e isso inclui todos de quem gostam, pois ninguém é feliz sozinho.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Pratos e talheres

Como falámos anteriormente (até parece que estou a apresentar um talk-show) em coisas que sabem mal ou que irritam, lembrei-me de referir outra:

- o ruído dos talheres e pratos.

Quando estamos a pôr a mesa ou no final da refeição, a raspar pratos, por exemplo, por vezes é uma chinfrineira que chega a magoar… it’s no good!

Se trabalhasse num restaurante, acho que me passava do juízo em pouco tempo.

Depois de trabalhar nos correios, e não me refiro andar de mota a distribuir cartas, acho que lava-pratos num restaurante movimentado ficará num pouco distante segundo lugar dos trabalhos mais manhosos que há.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

Fardas femininas, aglomerados de homens e saldos

Numa noite destas tive um sonho excelente que me deu uma ideia genial:

- uma companhia aérea em que as assistentes de bordo - elas não gostam que se lhes chame de hospedeiras - andariam “vestidas” com fardas desenhadas pela Fátima Lopes…

Já estão a imaginar o filme?, não era brutal!?

E quem diz uma companhia aérea, diz os seguranças femininos de museus e lojas de roupa. Aliás, só assim é que deixariam de existir aqueles aglomerados de amigos, namorados e maridos que se dão à porta das lojas de roupa e lingerie. Assim já haveria um sólido motivo para se permanecer dentro da loja.

Mas sinceramente, nunca fiquei à porta de lojas de roupa e lingerie feminina. Acompanho o mulherio até à sala de provas e fico sempre à coca de qualquer situação que se me apresente, uma vez que estou por ali à espera que a amiga/namorada apareça no corredor para mostrar a blusa ou o casaco que está a experimentar, há sempre uma rapariga que aparece cá fora meio despida, uma cortina mal fechada ou um espelho teimosamente bem colocado e em ângulo ideal.

Só não entro em lojas de acessórios ou que estejam em saldos, aí é a morte do artista!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

Lotaria, nomes e um trabalho estúpido

Podem dar-me os exemplos que quiserem, mas o 1º prémio vai para direitinho para os meninos e meninas (já grandes, entenda-se!) que apresentam o sorteio da Lotaria.

Não há função mais estranha e idiota do que cantar números frente às câmaras, jornalistas e demais mirones. Roça mesmo o cúmulo do ridículo!

Agora imaginem a vida que levam estas pessoas, alvos e vítimas de chacotas sucessivas, se já tivessem sido gozadas em crianças. Bastava chamarem-se Edalberto, Ricardina, Emanuel, Henriqueta, ou algo do género.

O que eu me pergunto é o seguinte: será que os pais destas crianças é tudo gente estúpida que não consegue antecipar o futuro? ou não gostam mesmo das crianças e marcam-nas logo à nascença?

Era escusado…

sábado, 24 de dezembro de 2005

Quem é afinal o Pai Natal?

É um tipo gordo, tímido, pouco social, apreciador de bolachinhas com leite simples e que gosta muito de dar presentes a meninos... síndrome da Casa Pia ou há aqui mesmo qualquer coisa em que ainda ninguém reparou!? Hum! ...é coisa para ser investigada seriamente.

“No Natal…

...o meu presente, eu quero que seja a minha agenda, a minha agenda… trá-lá-lá-lá-lá!"
Depois de ter lido a “Carta ao Pai Natal” do Boss AC reparei num pormenor que toda a gente conhece mas que não oiço à maioria a referir-se em conversas ou discussões: os meninos mal comportados são os que ganham as melhores prendas… ok, talvez não as melhores, mas as mais caras. Eu cá estou bem assim, nunca tive a menor pretensão de ser rico e também não o desejo a ninguém. Os ricos não têm amigos verdadeiros, não conquistam confiança através do carácter e das suas atitudes… “compram-no” sem esforço! Não desejo isso a ninguém, desejo antes, neste Natal e para o próximo ano, que haja sentido de humor, pois que como as coisas estão, como o país vai andando, com os governantes e políticos que temos, com a parca vontade e baixa motivação, bem como com toda a idiotice que nos caracteriza enquanto portugueses, só com bom humor e atitude combativa é que iremos sobreviver… e vamos sobreviver!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Portas, Doors e concertos

“There are things known and things unknown… and in between are the doors”.

Fez este passado dia 6 de Dezembro, dois anos que vi The Doors ao vivo e o Jim estava por lá… que pena o Densmore não fazer parte do projecto.

Foi um concerto memorável!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Super Gorila

Quem não se lembra das pastilhas Super Gorila?, aquelas aos cubos que tanto prazer davam a mastigar, qual bola anti-stress, e que proporcionavam momentos de divertimento a fazer balões. E quando o sabor desaparecesse, punha-se mais uma na boca… mais prazer, mais divertimento, mais e maiores balões! Havia até quem fizesse balões do tamanho ou maiores que a sua própria cabeça, correndo apenas um risco… o de rebentar (o balão, e não a cabeça!) e passar horas a tirar pastilha elástica da cara, cabelos e roupa. Pois bem, ontem, uma amiga minha lembrou-se duma conversa em grupo que tivemos aqui há tempos, durante uma jantarada da kanalha, sobre pastilhas Super Gorila, Sugos, Conguitos, Caprisone, Tang, Bombocas, etc., e trouxe-nos um pack de pacotes de vários sabores de Super Gorila. Escusado será dizer que houve fessta até altas horas a fazer balões, como se não houvesse amanhã, e a partilhar recordações e sensações de adolescência, com a vantagem de nos lembrarmos de tudo pois o grupo de amigos ainda é o mesmo. Valente janta de Natal!

domingo, 18 de dezembro de 2005

Não conseguir espirrar

Ihhhhh, outra coisa que dá cabo de mim é ter vontade de espirrar e não conseguir. Por vezes fico até 5 minutos com aqueles “piquinhos” no nariz, tipo aquela sensação horrorosa de quem deixou, involuntariamente, chegar seven-up às fossas nazais, mesmo que não saia pelas narinas, já custa horrores! E por falar nisso, uma vez que sofro de alergias e isto me acontece, assim na boa, TODOS OS DIAS!!, devo partilhar um truque para acelerar o processo do espirro voluntário: levantar a cabeça e olhar para a luz, quer seja do sol (não durante muito tempo, claro!) ou de um candeeiro de tecto ou secretária; vão por mim que resulta na perfeição.

sábado, 17 de dezembro de 2005

O drama do tampo frio

Se há coisas que custam a fazer, uma delas é sentar o rabo num tampo de sanita nesta época de inverno. Não interessa se o tampo é de plástico ou de madeira, vai dar ao mesmo. Naquele preciso momento em que a pele sensível e delicada do nosso traseiro toma contacto físico com o tampo gélido de uma qualquer e vulgar, ficamos ali a grunhir cobras e lagartos durante uns bons 6 segundos de puro sofrimento. Tudo bem que dura pouco, mas é um curto momento de tortura.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

ZMB, lavar as mãos e gente estúpida

“Vá mandem-me lavar as mãos antes de ir p’rá mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos!”

Zé Mário Branco, és um senhor!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Green Day, american idiot e guerra no Iraque

Hoje apraz-me a ideia de escrever sobre um momento histórico que se deu ontem e que para sempre permanecerá na minha memória. O presidente norte-americano George W. Bush admitiu que a Guerra no Iraque se fez sob falsos pretextos, ou seja, mostrou de forma simpática e despreocupada que arrastou meio mundo, dito civilizado, para uma guerra injusta, fundamentada de forma atabalhoada com informação forjada e insidiosa.

Basicamente, aquilo que o fez precipitar um conflito que desencadeou uma Guerra, que, de forma atempada e oportuna, supostamente impediria que essa mesma Guerra viesse a ocorrer, não tinha qualquer razão de o ser… não existiam armas de destruição maciça, não existia motivo humanitário para o que se passou, não havia fundamento político para o que se deu, apenas e só existia interesse e especulação oportunistas… algumas mentiras, muito negócio e 30.000 mortos civis mais tarde, este senhor vem a público, sem se arrepender, mostrar que de facto se enganou.

Ao pé deste tipo de gente, Hitler era um menino!!

Fumem Marlboro, comam no McDonalds e encharquem-se em Coca-Cola… eu cá oiço boa música!

Green Day RULES!!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

A Mansão

Hoje vou explanar uma teoria que teve origem noutra pessoa, que não eu ou um alter ego meu, sobre os videoclips dos rappers e hip-hopers americanos. A teoria assenta no facto de todas aquelas mansões, carros e mulherões serem absolutamente um mesmo e único cenário. Os gajos são todos primos e amigos, quer sejam pretos ou brancos, do rap ou do hip-hop, e é até isso que explica que eles se multipliquem da forma como o fazem, pois se são familiares, os genes não têm possibilidade de se espalharem. A dita mansão é uma só e deve ser enorme, com “n” divisões, de modo a partilharem-ma para fazer todos aqueles videoclips em que aparecem grandes bombas, gatas e aviões… e carros!! Agora que penso nisso, a malta que gosta desse estilo de música do lado de lá do oceano, assim como cá, tem sempre a tendência para gostar de coisas berrantes e que dêem nas vistas, quer seja roupa, carros, casas ou mulheres, só que em Portugal não se investe muito nas casas. Cá não há grandes hipóteses porque os tunings (ou xunings) compram carros de 3000cts e depois ainda lhes põem mais 2000 ou 3000cts em material: ailerons, saias, subwoofers, leds, muitos leds!, autocolantes para o tampão da gasolina, pele de zebra ou leopardo nos bancos e volante, buracos novos para servirem de entradas de ar, etc. Depois do bólide pronto, correm as zonas nocturnas e as roulotes de cachorros com música de discoteca em altos berros, de modo a ser impossível sequer formular um pensamento básico que seja, dentro do habitáculo, à procura duma gaja que vá bem com os estofos e que chegue com as mamas ao tablier. Estes tipos mais parecem pavões com o cio! lol
Aqui há tempos, em Lisboa, vi 4 tipos num Golf tuning, azul, cheio de plásticos e música pão com grão em altos berros, a fazerem valentes acelerações, mas parados!, completamente a seco. Tiveram naquele disparate, com muita a gente a assistir, durante uns bons 15 minutos. É óbvio que o carrito não aguentou e o motor cedeu… entrei numa loja, e 20 minutos mais tarde ainda tive o estranho mas delicioso prazer de os ver a entrar na carrinha do reboque e num táxi. Pode parecer um comportamento funesto e repreensível da minha parte, mas para quem já foi a muitas concentrações motard e de automóveis como eu, e viu a quantidade de energúmenos, que não têm outro nome, a destruir material (motas e carros) e a esbanjar dinheiro, é perfeitamente compreensível. Não merecem! Isto até me faz lembrar de uma outra teoria sobre a atribuição de licenças de condução e automóveis/motas consoante a habilidade técnica e capacidades psicológicas de cada um, mas isso fica para outro post.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Pasteis de nata, padres e a carneirada

Ouvi no último episódio de A Revolta dos Pasteis de Nata, um padre dizer, como mensagem final no programa dedicado à religião, o seguinte:

- "o que eu peço aos jovens é que sejam a consciência crítica da igreja, para que deixe de ser uma igreja de rebanho e passe a ser uma igreja de pessoas".

Pareceu-me uma afirmação corajosa e digna, que eu aplicaria a toda a gente, num sentido mais abrangente e não só religioso.

domingo, 11 de dezembro de 2005

Nazis, cabrões e cabros grandes

De uma forma sincera, frontal e crua, devo dizer que não me senti mal a ver os neo-nazis australianos a levar no lombo com os bastões da polícia, antes pelo contrário!

Se há seres humanos de segunda categoria, serão os que acreditam que tal coisa existe.

Racistas, brancos ou pretos, deveriam ser todos presos juntos até se conseguirem aceitar como iguais... ou até não restar um vivo!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Sá Carneiro, nome de aeroporto e estranheza

Depois de reler o post “A Política e a Morte” reparei num pormenor interessante... ou não!

O aeroporto da cidade do Porto tem o nome de uma pessoa que morreu num desastre de avião.

Estranho, não!?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

I Robot

Ontem vi o filme “I Robot” e achei fantástico! Filmado com muita mestria, contendo cenas verdadeiramente deliciosas, belíssimos efeitos especiais/visuais e um argumento muito interessante. A história, ainda que pouco original, serve como um perfeito complemento ao projecto Matrix, tendo em conta principalmente o Animatrix com as histórias que precedem a trilogia de filmes. Este fime apenas peca por algumas ingenuidades de argumento e pelo facto de todos os automóveis serem da marca Audi, mas o carro do Will Smith, que está muito bem no papel, é um valente bólide!

domingo, 4 de dezembro de 2005

Política, fellatio e assuntos sérios

Aqui há tempos, em ambiente de trabalho (fatiota e tal), conheci um tipo francês que me deliciou com uma frase de sua autoria.

Íamos a caminho do norte para uma reunião de trabalho e aproveitámos o tempo de viagem para conversar sobre as diferenças e semelhanças entre portugueses e franceses.

Entre outras coisas, e tocando ao de leve no assunto da 'política', ele saiu-se com esta pérola: “a economia e as finanças são assuntos sérios demais para serem tratados pelos políticos” (J.Pallota).

Já tinha essa sensação e agora que reflecti exaustivamente sobre a frase em causa e em tudo o que ela implica, cheguei à conclusão que não há político que se safe neste Portugal que é profundo e está sempre no seu melhor.

O Manuel João Vieira será, quiçá, o candidato mais apurado e ao nível da bandalheira descuidada em que se encontra o nosso país, quase em estado de sítio, e ideal para chegar a Presidente da República. Tal como ele diz, numa das suas frases de campanha, “um banana para uma república das bananas”, além disso ele promete fellatios gratuitos para toda a gente, tal como há 5 anos tinha prometido uma ginasta russa e um dançarino cubano para todos os portugueses e portuguesas, respectivamente. Se não for o Manuel João, e tendo em conta o caminho que isto está a tomar, acho que até o advogado do Bibi serve melhor do que o Cavaco ou o Soares.

Parafraseando um actual colega meu que não tem problemas em usar palavrões nas situações mais pertinentes, inclusivamente em ambiente de trabalho, digo e sublinho com veemência: "puta que os pariu!"

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Situações, sentimentos e interjeições de rock

Este mundo seria um local bem mais aprazível e saudável se todos nos expressássemos com a maior das naturalidades e de forma inequívoca sempre que a situação o justificasse.

Cada vez que alguém de quem não gostamos se dirigisse a nós, ou uma rapariga jeitosa se apresentasse perante a nossa visão periférica, fossemos promovidos, ganhássemos um passatempo na rádio, nos caísse um vaso no pé, ou uma qualquer outra situação pontual de entre um sem número de situações surpreendentes, bastava que nos dessemos a entender por meio de interjeições de rock!

Numa situação agradável bastava um “Oh yeah!”; depois de nos acontecer uma coisa má, usava-se uma “fuck you mamma!”; se fosse uma coisa normal usar-se-ia uma “Get Up-a!”; e assim sucessivamente.

Não ficaria nada por dizer, pois cada pessoa manifestaria todo o seu sentimento.

Por outro lado, não se gastaria tempo com explicações e justificações. Tudo dito de forma evidente, inequívoca e em poucos segundos.

Simples, eficaz e prático.

domingo, 27 de novembro de 2005

Cacho, banana e o nexus do universo

O Universo começa e termina na banana que eu comi hoje de manhã.

A explicação cósmica e holística da criação de tudo está contida no cacho de onde hoje retirei, hoje, uma banana para degustar e ingerir.

Pois que era uma banana com aspecto de estar madura e quase fora do período ideal para ser comida, já com manchas pretas, mas que depois de descascada ainda se apresentava rija, com sabor e textura típicos de uma banana ainda verde.

Dei uma dentada e formulei o seguinte pensamento:

- “Estarei eu no nexus do universo, onde tudo começa e acaba, presenciando a espacio-temporalidade que se me apresenta de forma pouco respeitadora de quaisquer leis e regras até hoje vigentes, sem que disso alguém se dê conta, excepto a minha singela e humilde individualidade!? …ahh... eis-me na presença de algo transcendente, fantástico e cósmico que tanto carece de explicação, mas para o qual jamais encontrarei lógica que o determine e lhe dê razão para existir. É melhor comer a porra da banana até ao fim antes que mude de cor, se liquefaça ou mude de dimensão!”

sábado, 26 de novembro de 2005

Carros, chapeleiras e naprons

No seguimento do post anterior, devo informar que adquiri conhecimento pertinente que vem dar explicação a uma das questões anteriormente colocadas.

Neste momento, sou o feliz possuidor da informação que desvenda o mistério dos naprons em forma de chapéu, devidamente depositados na chapeleira de certos automóveis, mais comummente Toyotas Corolla e Datsuns 1200, clássicos.

Esses "chapéus" existem nesse digno local para albergar um rolo de papel higiénico que possa ser útil numa situação pontual de aperto.

Lá está o sentido prático do tuga, sempre em evidência.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Carros, coletes e fatos-de-treino

Num país em que muita gente anda de fato-de-treino ao fim de semana, e logo com as cores mais garridas e contrastantes possível, só poderia aparecer uma moda tão estúpida e incrível como a do colete reflector no banco do carro... no banco não, nas costas do banco!!, que é para se ver bem! Ou não fosse aquela coisa fluorescente!!

Não percebo, juro que não percebo!

Já dei voltas e voltas aos meus pensamentos e não encontro pedaço de lógica que se lhe aplique.

E já que falo nisto, porque não explicarem-me a função dos CD’s pendurados no espelho reflector, dos naprons bordados na chapeleira e da placa de metal identificativa no tablier com o nome e morada, não vá o bólide ser encontrado perdido no mato e precisar de alguém que o conduza de volta ao dono, porque caso o condutor se embebede ou algo assim, é mesmo o carro que se vai perder, pois!

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Os cabrões dos máximos

Que há gente parva a conduzir na estrada já toda a gente sabe, mas e aqueles idiotas que vêm de médios até chegarem perto e no preciso e exacto momento em que se cruzam connosco decidem ligar os máximos mesmo na nossa cara!? O que é que se passa com essa gente? Esta é uma das coisas que me dá vontade de galgar o separador central, se o houver, ou ultrapassar a faixa longitudinal contínua, mudar a marcha para o sentido contrário, e ir atrás do fdp com os máximos ligados só para lhe moer o juízo. Ele há pessoas que só não são mais estúpidas por falta de espaço. Nestas coisas não há cá ricos e pobres, mulher ou homem, velho ou novo... há gente estúpida ou não!

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Mijar sentado não lembra a ninguém!

Aqui há tempos participei numa conversa entre amigos, bastante elucidativa, sobre necessidades fisiológicas. Chegámos à conclusão de que a maioria dos homens ali presentes, na altura rapazes, mijavam sentados (“fazer xixi” é conversa de putos!), coisa que a mim me faz alguma confusão. Ora se as mulheres foram laureadas com o facto de terem orgasmos múltiplos como contrapartida de terem sido os homens, os presenteados com a possibilidade de mijar de pé, porque raio é que alguns espécimes do género masculino irão, conscientemente, abdicar dessa mais valia!?... não faz qualquer sentido! Mijar de pé é do melhor que há! É das melhores características que vêm no pacote “ser homem” e nem sequer é extra ou opcional, já vem de fábrica assim! E à semelhança das mulheres, que têm o bidé, nós também possuímos uma loiça só para nós nessa divisão original que é o quarto de banho: o urinol, esse conceito místico digno da mais árdua e intrincada contemplação. Quer se seja exímio ou trapalhão, esforçado ou preguiçoso, mais ou menos artista, mijar de pé é de homem!

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

O drama da cortina

Para os mais modernaços este post não vai saber a vivência quotidiana, mas mesmo para estes, bem como para os demais, será sempre uma espécie de recordação indelével. De certo que já aconteceu a todos, estar a tomar um bom e reconfortante banho de chuveiro quando a merda da cortina se descola da loiça e toca nas nossas costas, ou mesmo que ao de leve na coxa, mais parecendo um íman sem despegar, e com o susto, damos um ressalto para trás, o que nos faz tocar com o nalguedo nos azulejos ainda mais frios! Minutos depois, já recompostos, e com um esforço empreendedor digno de um engenheiro holandês, lá conseguimos fazer aquela bolsinha de água para segurar a pérfida cortina no intuito de dar seguimento ao banho, mas agora numa ansiedade e nervosismo constantes, pois temos a certeza que está tudo fechado, porta e janelas, e mais ninguém está na casa de banho e não há puta de brisa que faça a cortina mexer, mas ela lá se descola de vez em quando!

domingo, 20 de novembro de 2005

Bichas vs Futebol de Salão

Epá, ok, eu sei que sou um bocadinho preconceituoso em relação às bichas, mas sinceramente… estava descansado a fazer zapping quando passei pela SIC (Blahhh!!) e vi os tipos do Esquadrão Gay a tentar jogar futebol de salão. Porra!?, mais parecia que estavam a fazer ballet! Eu conheço homens que fazem ballet e dança contemporânea, e nada que se compare com o que eu vi. Dança é dança, futebol é futebol, homem é homem, gay é gay, e bichonas loucas como estas não se parecem com nada. Nada tenho contra a homossexualidade ou contra o movimento gay, mas detesto ver homens femininos assim como detesto ver mulheres demasiado dengosas e cheias de sei lá… mariquices!!!

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Passarolas Voadoras

Só mais um pedacinho de cóltura... e da nossa:

"As Passarolas Voadoras são seres críticos e sensíveis que observam a realidade social e sobre ela fazem as suas dissertações em forma de música e poema. Vivem longe de tudo e todos, fazendo passagens muito pontuais e breves pelo nosso planeta. Relatam o que vêm de uma forma satírica e humorística para que seja perceptível por todos sem excepção. No final do bom ano de 2002 d.c. surgiu a tão suscitada obra prima, real cagada passarolal, o bestialmente aclamado álbum de estreia das Passarolas Voadoras. Estamos, portanto, em pleno momento estasiático de inspiração e introspecção para que se dê mais uma vinda e consequente descida das Passarolas à Terra. Eles andem n'aí, e muito d'em'breve se mostrarão ao mundo qual D. Sebastião na neblina vespertina... aguardai!"

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Valdez e as Piranhas Douradas

Serve este post para vos injectar um pouco de cóltura:

"Valdez e as Piranhas Douradas é uma banda de seis/sete músicos, formada no início dos anos noventa. A sua estética xunga/rock/comercial caracteriza-se pela criação de ambientes de loucura dançante e baladas bimbo/românticas, através da aglutinação de múltiplas sonoridades desde o tango ao pop/rock, fazendo dos “Valdez e as Piranhas Douradas” uma persistente lufada de ar fresco no definido mundo musical."

Valdez e as Piranhas Douradas são: Pedro Wilson (voz), Odete (vozes de fundo e balarina), , Magui (vozes de fundo e balarina), Rui de Sá (acordeão, xilofone, harmónica, coros), João Baião (guitarra ritmo e solo), Abílio (baixo), Sérgio Bolota (bateria, percussão). Eu já vi ao vivo e o meu comentário é "loucura total!!!"

terça-feira, 15 de novembro de 2005

A long, long time ago...

There was a place called
Courela do Tanganho
A wish was made,
expectations were high
But finally...
...the circle is now complete!

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Guerra dos sexos, trânsito e maquilhagem

Noutro dia reparei num pormenor interessante... ou não!

Quando alguém faz algum tipo de disparate no trânsito, se for mulher e der conta do que fez, coisa que nem sempre acontece, nem tenta reparar em quem está a buzinar ou a mandar vir. Segue em frente, nunca olhando para o lado ou pelo espelho retrovisor

Se for homem, claro que dá conta do que fez, começa logo armado em galarote a cacarejar de volta e a fazer manguitos ou coisa pior.

Este é mais um exemplo das diferenças entre os sexos. Neste caso, no que diz respeito à forma de guiar e de encarar o trânsito.

Mas antes que me apelidem de sexista, coisa que me acontece não tão raras vezes, devo referir que as estatísticas mostram que as mulheres são os condutores menos propensos a ter acidentes e as companhias de seguros sabem disso. Tanto que elas pagam menos pelo seguro automóvel.

Afinal a história dos saltos-altos e da maquilhagem enquanto conduzem não passa de mera especulação insidiosa.

domingo, 13 de novembro de 2005

Necessidades, campismo e o cocó

Quem está habituado a fazer a necessidade número 2 sentado não sabe mesmo a sorte que tem! Quando se faz campismo, quando se tem necessidade num domingo de compras num centro comercial, ou se trabalha num local com muita gente e a limpeza só é feita de manhã e também se tem vontade de “ir” já depois das 18h e os urinóis não têm bolas de naftalina e está um daqueles cheiros corpulentos no ar que parece que se leva um soco no estômago assim que se passa a porta e ainda por cima o pessoal não acerta com o papel nos baldes e o wc está um autêntico caos mas tu tens de aguentar isso durante uns bons 4 infernais minutos, a necessidade de “ir” durante uma viagem e as áreas de serviço são como são, ou até mesmo em sanitas sem tampo ou daquelas em que tem de se ser artista e acertar no buraco do chão (normalmente acontece nos wc’s de tascas e restaurantes de estrada); todas estas, situações que desafiam o corpo humano em termos psicológicos e físicos. Só quem tem de o “fazer” de pé, ainda que de vez em quando, é que tem a verdadeira noção do quanto sabe bem fazer o cocó sentado… para alguns é um luxo!

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Me Gandim, You Tarzan

Desapareceu de entre nós, comuns mortais, uma personagem rica e plena de magia. Um indivíduo marcante, quase transcendente. Um semi-deus capaz de grandes feitos e desvarios… um mito! A Fonte da Telha jamais será a mesma sem a sua presença. Tarzan Taborda deixou-nos no pico dos seus setenta e muitos anos, mas deixa saudades e memórias agradáveis. Pena que o Mário Soares fique sem mandatário para o desporto, mas é assim a vida! Serás recordado com carinho Tarzan! Agora vamos ter de mudar o tempo verbal da frase dos Gatos Fedorentos para “forte, forte ERA o Tarzan Taborda”, mas a mítica frase permanecerá igual: “beija-me na boca e chama-me tarzan”.

domingo, 6 de novembro de 2005

Mitos desvendados, parte II

Depois de reler os comentários ao post “Mitos desvendados (parte I)”, com referência aos “Amigos de Gaspar” e a outras séries e desenhos animados da nossa geração (quem nasceu entre ’75 e ’85, por aí) reparei num outro mito que se gerou à volta de 3 personagens de ficção: o Sport Billy, o Jerry do Parker Lewis Can’t Lose, e o McGyver. Já perceberam aonde quero chegar? Não!? Eu explico! Estes três são exemplos perfeitos do famoso e mui aclamado Self Made Man.

O Sport Billy tinha tudo dentro da sua malinha de mão (ou mariconete, como preferirem chamar), o Jerry sacava tudo do seu casacão, e por último, o McGyver conseguia fazer milagres com as coisas mais simples de que dispunha. Estes são os verdadeiros heróis, os outros, como por exemplo o Batman, são uma cambada de filhos de gente rica sem mais nada de interessante para fazer do que combater o crime quais vigilantes na noite, armados em pseudo-heróis… ou isso ou nasceram com a vocação, mas na família errada. E nada me afasta da ideia de que todos esses super-heróis andaram nos escuteiros quando eram putos, o que só os pode ter corrompido e levado a uma estado tal que os deixou incapazes de conter o impulso de andar constantemente mascarados (isto vem da grande máxima – escuteiros: bando de meninos vestidos de parvo, liderados por um parvo vestido de menino).

Os Self Made Men não precisam de máscaras, os verdadeiros heróis não carecem de levar uma vida dupla e inconstante que só lhes estraga ainda mais o sossego, psicológico e mental entenda-se, e a capacidade de funcionar em sociedade, e é desta gente que o mundo está a precisar, são precisas mais almas caridosas, generosas e solidárias.

O nosso futuro depende de pessoas altruístas e orientadas para os outros, não de Valentim’s Loureiro’s, Fátima’s Felgueira’s e afins… esses!?, puta que os pariu!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Jazz para ouvir em dias de chuva

Naqueles dias manhosos em que chove sem parar e não há vontade de sair à rua, está fresco e só apetece ficar frente à lareira, com meia dúzia de velas acesas, deitados num tapete de pelo grosso e fofo, almofadas por todo o lado, o cheiro a lenha e incenso, a observar o lume, na tua companhia, a ouvir um jazz típico de quinteto: piano, bateria com vassouras, contra-baixo, sax e uma voz quente de mulher... Sarah, Ella, Nina, Dinah, Diana… recordação ou fantasia!? ...tu decides!

domingo, 30 de outubro de 2005

Truques, sanitas e papel higiénico

Para quem costuma utilizar as casas de banho públicas ou do local de trabalho, esta dica é de extrema importância.

Esqueçam as tiras de 2 ou 3 quadradinhos de papel milimetrica e devidamente colocadas à volta no tampo da sanita, ou o cagar de cócoras, que isso é só uma forma de evitar o contacto com o tampo infecto... ainda existe outra questão: a problemática dos salpicos de água!

O maior pesadelo de quem não usa a sua sanita – tirando os que fazem campismo selvagem – deve ser o de dar caras (ou de cu!) com uma em que o buraco da água fique mesmo a direito com a saída… daquelas em que nem dá para usar a loiça como rampa de descida.

Nessa situação, o que devem fazer é o seguinte:

- puxar uma longa tira de papel higiénico – tipo 10 ou 15 quadradinhos – e enrolar/dobrar de forma a que fique assim pró fofo, depois coloquem (não passem com as mãos abaixo da borda da loiça, ok!?) o papel enrolado/dobrado a tapar a água (tem de ser papel suficiente para que algum fique seco à tona... agora é só baixar o calçame, apontar à vontade e sem grandes preocupações e arrear o calhau com fartura.

Esta é uma ideia que serve como complemento ao descrito no início. Só desta forma não haverá javardíce certa!

Se acharam uma ideia de um tipo insano e completamente fixado em teorias merdosas e pouco válidas, só aceito críticas depois de testarem.

sábado, 29 de outubro de 2005

Take it to the bridge

Acho que todos os homens (rapazes!?) da minha idade mantêm, quase secretamente, a mesma fantasia:

- estar na pele do Captain Kirk da Enterprise.

Estar numa divisão única onde se controlam e supervisionam motores, armas, comunicações, mapas, e apetrechado com toda uma série de equipamento, gadgets e luzinhas para todo o tipo de utilização.

É por esta razão que gostamos de armas quando somos crianças, que gostamos de aviões quando somos putos e gostamos de motas e carros desde que nos tornamos adolescentes.

Recentemente descobri algo que me deu um prazer imenso e me dá a sensação de estar aos comandos duma Federation Starship: conduzir um Monovolume!

Costumava pensar que não havia prazer a retirar de um automóvel assim, e que era carro de cota ou de soccer mom… mas não! É carro onde um homem se sente rei de tudo o que a vista alcança!

Tem um assento que mais parece uma poltrona, com todo o tipo de regulação e alguns com aquecimento, tem milhares de botões e luzinhas  - “flashing and beepeing” - para controlar tudo e mais alguma coisa, tem computador de bordo e comandos para aceder a toda a informação sobre o carro, onde se vai e o que se faz no caminho, é confortável como uma divisão daquelas expostas no Ikea, possui um sistema de áudio e vídeo de fazer inveja às salas de cinema, visibilidade à farta, que mais parece uma marquise e frigorífico no porta-luvas para as jolas… só lhe falta uma lareira!!

Now, let’s boldly go where no man has gone before!

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Mitos desvendados, parte I

Já alguma vez pensaram quem seria que cantava aquela música do genérico daqueles desenhos animados ou daquela série de animação? Pois bem, revelo-vos aqui e agora o que há muito esperavam (ou não!):

Era Uma Vez o Espaço – letra e música de Paulo de Carvalho

Abelha Maia – letra e música de Tozé Brito, interpretada por Ágata

Se alguém souber mais alguma(s), faça o obséquio...

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Gel e Brilhantina

Vi um dia destes um reclame na tv sobre um novo gel para penteados que não se desmancham com água e resistem à transpiração… eu fiz esta pausa para ver se me acompanham no raciocínio… gel que não sai com água!?!? Então e o que acontece quando queremos tomar banho e remover a morraça!? Fica para sempre!?

Já lá vai o tempo em que os homens eram de facto Homens e só usavam qualquer artefacto que encaixasse na classe da maquilhagem para se tornarem ainda mais homens. Não saíam de casa à noite sem a brilhantina e um pente no bolso para enfrentar a movida numa postura de gallant, pondo-o todo para trás a la Clark Gable. A brilhantina saia facilmente com água, e podia-se ser o tipo mais charmoso à noite, qual playboy num bunnyranch, e de dia estava-se de volta ao matadouro ou ao guichet das Finanças sem qualquer vestígio do produto no couro cabeludo (provavelmente lavavam o pelo com Restaurador Olex). Hoje em dia é o Zé Castelo Branco na tropa, o Esquadrão G(ay) a mudar os homens portugueses, o La Feria a fazer teatro para milhões, o Carlos Castro nos bastidores da moda, o Herman que está loiro e cada vez mais abichanado, e agora esta nova ideia de que os homens se devem tratar com cremes, géis e outros porcarias que tal… geneticamente falado, isto qualquer dia dá merda!!

domingo, 23 de outubro de 2005

Dica culinária: ervas aromáticas

Como bom alentejano que sou, sei utilizar ervas aromáticas nos mais variados cozinhados (sei quais são os pratos, mas só sei fazer alguns... poucos!). De entre as muitas ervas, lembrei-me de completar o post anterior e passar a dica culinária do tempero da salada à versão 2.0: acrescentar oregãos ou hortelã, e pimento verde aos cubinhos muito pequeninos, se for salada de alface, ou só oregãos se for salada de tomate.
As coisas simples na cozinha, como em tudo, fazem a diferença entre a banalidade e a perfeição.

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Dica culinária: temperar saladas

O tempero da salada é das tarefas mais precisas e laboriosas que há no cardápio do exercício culinário. O objectivo máximo e último é o de atingir a perfeição, e para o alcançar, carece-se de um misto de precisão e sentido de oportunidade únicos. Esta dica culinária é preciosa para o uso doméstico, sendo mais difícil de aplicar em cozinhas industriais:
1. usar um tupperware com tampa que vede bem
2. lavar a salada e depositá-la com carinho no referido tupperware (o “carinho” é só porque me apeteceu! lol)
3. temperar a gosto (ex.: sal-azeite-vinagre, sal-azeite-limão...)
4. colocar a tampa no tupperware e fechar bem
5. agitar o tupperware como se não houvesse amanhã (cima-baixo, circunferências e elipses perfeitamente definidas no espaço, chocalhando ao calhas, é ao gosto do freguês)
6. abrir a tampa do tupperware e está pronto a servir (não fica com nada para escorrer)
Se for num tupperware de vidro com uma tampa de plástico é só levar para a mesa! ...que tal? Bestial, não!?!? ...assim de repente lembrei-me de uma frase: ”somos geniais, nós e os nossos genitais”.

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

A batalha das bananas

Eu gosto muito de fruta, nomeadamente de bananas, mas há que convir que é um martírio conseguir-se o equilíbrio espacio-temporal necessário para não deixar escapar a janela de oportunidade em que uma banana está pronta para ser comida. E não há aqui qualquer tipo de duplo sentido sexual na minha narrativa, qual Saul ou Quim Barreiros, é mesmo uma constatação factual. As bananas passam imediatamente de ainda estão verdes para já estão muito maduras. Ou sabem mal e deixam a boca completamente encortiçada, ou sabem mal e apresentam uma textura ligeiramente ranhosa e pouco convidativa. Que raio aconteceu à fruta nos últimos 10 anos? Foram os avanços na medicina genética e biologia molecular? As alterações climatéricas e ecossistémicas de fundo? A Política Agrícola Comum? Algum tipo de bicheza que ataca primordialmente a fruta? É que não se consegue comprar um cacho de bananas, esperando que elas durem “algum” tempo, têm de ser todas comidas de seguida, sob pena de apenas lhes restar um fim… o batido! Nem para salada de fruta servem!! E sobre as bananas da Madeira nem vou tecer qualquer tipo de comentário ou consideração. Eu quero comer bananas como comia quando era puto, sem me preocupar em ter de ficar em casa à espera que elas atinjam o ponto certo para serem descascadas e degustadas com prazer. Para ficar em casa sem nada de socialmente produtivo para fazer já chegam as noites em que me dedico a reorganizar a minha gaveta das meias.

domingo, 16 de outubro de 2005

Corda Lá

Hoje, ao fim de mais de 10 anos de música, bandas e ensaios, parti uma corda Lá...

Pacotes de cartão

Mas quem é que atina com os pacotes de cartão??? Há duas coisas que me irritam solenemente: em primeiro lugar o facto de ainda a maioria ser do tipo paralelepípedo, e em segundo o facto de virem sempre muito cheios, o que, em conjunto, origina que eu entorne sempre para fora… ou porque falho o copo com as primeiras golfadas, ou porque a parte por onde agarro se “amolga”, dando desastre completo, ou porque acaba por escorrer ao longo do pacote… é sempre a mesma porqueira!! Agora já há os hexagonais da TetraPak, mas ainda só vi nos sumos (litro ou 33cl). O leite da Vigor vinha nuns porreiros, assim pró rectangular mas estreitos e mais altos; depois ainda há vários tipos de abertura, mas nada que me convença, dá sempre molho! Pior, pior, são os sumos do Lidl, que têm uma tampinha de plástico mesmo a jeito para o entornanço total. É fatal como o destino, verdadeiramente exasperante!! Eu já andava doente com ideia de ser um inadequado com as mãos de um puto de 18 anos sempre em fase de crescimento, mas depois de muitos anos de experiência e árduo treino, cheguei a uma conclusão que quero partilhar convosco: qualquer que seja o pacote, especialmente para os “normais” (paralelepípedos), façam uns golpes por cima e na parte oposta à da saída do líquido, pois sempre ajuda a evitar o efeito de vácuo, e o líquido não sai às golfadas desenfreadas, o que nos deixa controlar melhor o fluxo do jacto de saída. Vão por mim!

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

TV Nostalgia

Quem não se lembra de programas clássicos e marcantes como o TV Rural com o Eng.º Sousa Veloso, o 70x7 com aquele padre a tender ligeiramente para o simpático, ou a Eucaristia Dominical com a padralhada toda? Foram programas que marcaram a nossa infância, sem dúvida… mais não seja porque sabíamos que logo de seguida davam os desenhos animados!

Ah, é verdade, por falar nisto, hoje vi o DVD do Duarte e Co. à venda (1ª série). Brutal!!! …”OH ROCHA!?!?” ahahahahahah :))

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Pequeno-almoço de campeões

Todos os dias deparo comigo a escolher de entre as várias hipóteses de um não vasto mas nutricionalmente farto cardápio de pequenos-almoços, é o denominado pequeno-almoço de campeões:
- tosta mística + leite com chocolate (nem quente, nem frio… morninho!)
- omelete com fiambre e queijo + yogurte líquido
- taçalhão de Chocapic com 2 colheres de açúcar.
Com qualquer destas opções fico logo pronto para a loucura atrás das bancadas!

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Paisagens perfeitas

Uma manhã de um dia limpo, depois de nevar, numa montanha no Inverno
Um final de manhã de um dia quente, no campo na Primavera
Uma tarde dourada num jardim de relva e plátanos no Outono
Um final de tarde numa praia deserta num dia de Verão
Uma noite qualquer, a vista do teu corpo…

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

País de caca, políticos e bolo-rei

Vivemos no meio de gente mesquinha e de carácter duvidoso, num país onde compensa ser-se bandido e criminoso.

Tem-se como recompensa máxima, o acesso aos mais altos cargos políticos, cargos esses que deviam ser o ponto máximo de compensação por um caminho de excelência, civismo e solidariedade social… mas quem liga a isso hoje em dia na política?

Quem é que ainda presta contas ao eleitorado nos dias que correm? A confirmar esta teoria está o facto de quase todos os “políticos” com problemas com a “justiça” terem conseguido conquistar as autarquias a que se propunham nas eleições desta noite: a corruptamente meia-brasileira Fátima Felgueiras, o mafioso Isaltino Morais e o carroceiro Valetim Loureiro conseguiram fintar a lógica da razão e manter na sombra da ignorância os seus concidadãos… conseguiram todos excepto o celebre quintaneiro Ferreira Torres, esse incauto desgraçado!

Nepotismo, compadrio, subserviência, ganância e sede de poder estão na ordem do dia, é o salve-se quem poder, e a questão que se põe agora é a seguinte… o que virá a seguir!? O gajo do bolo? (*)

(*) bolo-rei

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

O mito do Super-Homem

De certo já muita gente se lembrou disto, e também é certo que já ouvimos roçar neste assunto em stand-up comedy ou sitcoms, mas o tempo urge por uma compilação decente e abrangente para que possamos chegar a uma conclusão final. E eis que esta surge, para dar resposta a uma tão pertinente empolgante questão: o Super-Homem era gay?
- o tipo usava colants de lycra azul
- vestia umas cuecas vermelhas por cima dos ditos colants azuis, além de que eram slips e não boxers
- calçava umas botas de borracha vermelhas por cima dos referidos colants azuis e a condizer com as cuecas
- as cores escolhidas eram espampanantes e tudo em tecidos brilhantes
- por cima disto tudo, como se não bastasse, ainda envergava uma capa vermelha
- o penteado era feito com brilhantina e com um caracolinho proeminente ao meio da testa
…estão a ver o filme, não estão? …capa!? colants!? caracolinho!? O homem só pode ter passado pelas mãos do Esquadrão G (e todos sabemos o que o “G” significa… Gay, claro está!) assim que atingiu a maioridade e decidiu sair de Smallville para se aventurar na grande Metropolis. Sim, porque estamos a falar do Super-Homem e não do Super-Boy.
Em suma, o desgraçado é a figura da Marvel que mais mete dó. Porque ainda temos o exemplo do Batman, que também usa um fato completo, de pele, mais capa, mas tem bom gosto e não é espampanante. O Super-Homem está mais ao menos ao nível do Herman José, mas sem ter aloirado o cabelo. O Super-Homem é gay e prontos, pá!

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Nova pornografia

Recentemente deparei com um fenómeno muito interessante e deveras apelativo. Reparei que há mais que me excite sexualmente do que apenas gajas nuas e imagens de sexo (implícito ou explícito, que eu não sou esquisito). Acontece que uma partida de ténis feminino entre duas mulheres (perdoem-me a redundância) a gritarem uma com a outra quando batem com a raquete na bola e suadas de tanto esforço, ou os videoclips de fitness tipo “Call On Me”, dão completamente cabo de mim! Deixam-me mais para lá do que para cá!! É puro gozo. E é de saudar que este tipo de programação não tenha sido ainda censurada, auditiva ou visualmente, e que possamos contar com uma ou outra, fim-de-semana sim, fim-de-semana não. É caso para dizer que o desporto dá gozo e traz saúde a quem o pratica… e quem observa!

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Papel higiénico sem picotado

Mas quem, no seu lúcido e perfeito juízo, se orienta numa casa de banho em que só haja papel higiénico sem picotado? Com que tamanho é que se rasgam os pedaços de papel? (sim porque já não se podem chamar de quadradinhos de papel!) E se for numa casa de banho pública, daquelas em que não nos sentamos e fazemos de tudo para não tocar com os atacadores dos sapatos no chão ou mesmo com os cotovelos nas paredes do cubículo, infectas e repletas de frases manhosas mas no entanto pertinentes e a propósito? Deveria ser proibido produzir papel higiénico sem que os quadradinhos viessem devidamente identificados e facilmente destacáveis numa desacoplagem sucessiva e extremamente intuitiva, à medida que o rolo se iria progressivamente desenrolando. Isto sim, seria serviço de extrema utilidade pública! Mas há mais... os rolos de uma só folha, ou ainda que sejam de duas, mas ásperas, deveriam ser também banidos das linhas de produção.

domingo, 2 de outubro de 2005

A saga da Massa

O mundo está dividido entre as pessoas que dizem o esparguete e as que dizem a esparguete. Toda a gente sente que tem razão e acha que está correcta quando se refere a essa massa demoníaca como bem entende, dando uso ao livre arbítrio que tão marcadamente caracteriza a essência do ser humano. Será que, uma vez resolvida esta questão fulcral e primordial, os conflitos no mundo irão acabar? Será por isto que secretamente se debatem todas as candidatas nos mais e variados concursos de Misses por esse planeta fora, por uma Paz Mundial assente num pilar de força e comunhão em que todos nos referiremos ao esparguete da mesma e universal forma sem revezes ou infortúnios? Será que vale a pena orientarmo-nos por essa utopia, qual quimera dourada e resplandecente que se quer verdadeira e atingível no final de um túnel escuro, húmido e tenebroso que demora uma eternidade a ser percorrido mas do qual sairemos vencedores e orgulhosos da nossa demanda? Ou é de outra pasta que estamos a falar quando dizemos “é a massa que faz girar o mundo”? Duma forma ou de outra, faça-se luz sobre a mente humana e ergamo-nos por entre a imundice e a porcaria nefasta que nos enfeza e tolda o espírito, saindo incólumes de toda esta luta que nos assola desde a alvorada dos tempos. Seremos mais e melhores do que já fomos outrora. Seremos insanos e livres, apontando baterias à felicidade comum e ao nosso orgulho como espécie... gritem todos comigo: “ATÉ QUE IDADE PENSAS DIVERTIR-TE!!!”

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Inadequação, Ansiedade, Estranheza

“this is the age of decay and hipocrisy, sometimes I feel like the world isn’t ready for me”
música: S.O.S., álbum: Pigs, Peasants And Astronauts, banda: Kula Shaker

terça-feira, 27 de setembro de 2005

Vida, momentos e respiração

“A vida não se define pelas vezes que respiramos e sim pelos momentos que nos cortam a respiração”.
Esta frase, que tirei do filme que vi hoje (Hitch), dá que pensar! Eu tenho uma postura e uma filosofia de vida que me orienta para o que é verdadeiramente importante na vida. E o que é importante nesta vida, perguntam vocês absortos e interessados!? Para os outros não sei, mas para mim é básico… são mesmo as coisas simples as mais determinantes (já dizia o Joe Cocker). Tudo o que me faz arrepiar os pelos do braço e da nuca, tudo o que mexe com a minha sensibilidade, tudo o que me faz vibrar é aquilo a que eu me refiro como sendo o sumo da vida. Indo buscar outra referência cinematográfica, não se pode ter a noção do doce sem se provar também o amargo (“the sorrow and the sweet”, Vanilla Sky). Tendo ainda em conta o que nos dizem os Rolling Stones, “you can’t always get what you want”, para se ter acesso ao que é bom tem de se ter uma noção, sentida na pele, do que é mau, aprendendo e crescendo com isso – “you have to learn to crawl before you learn to walk” (Aerosmith).
Em suma, cada um é como cada qual, e cada qual sabe de si. Não há cá grandes ensinamentos nem teorias que se possam passar ou oferecer. Cada ser humano deve viver sobre os princípios da ética e do seu carácter e personalidade, sem se deixar influenciar (demais) pelos outros, procurando não se defraudar nos objectivos traçados, bem como das expectativas criadas ao longo da sua existência. A vida é o que fazemos dela!
Agora ide, ide gozar cada minuto da vossa simples e humilde existência e regozijai-vos com o facto de não terem terramotos, tsunami’s, furacões com nomes de mulher ou um presidente/1º ministro chamado George Bush (acautelo aqui o facto de podermos vir a ter o Cavaco Silva como Presidente da República).

Notas:
Ética: disciplina filosófica que tem por objecto de estudo os julgamentos de valor na medida em que estes se relacionam com a distinção entre o bem e o mal.
Moral: conjunto de costumes e opiniões que um indivíduo ou um grupo de indivíduos possuem relativamente ao comportamento.
Vida: espaço de tempo decorrido entre o nascimento e a morte.
Respiração: conjunto de processos através dos quais o organismo absorve o oxigénio de que necessita para as suas combustões, libertando-se, simultaneamente, dos produtos gasosos que constituem resíduos da sua actividade química.

Corolário da loucura

Excêntrico: maluquinho com dinheiro
Insano: maluquinho virtuoso
Louco: maluquinho que pensa que é destemido mas é apenas parvo
Doido: maluquinho com coragem, ou muito estupido
Maluco: maluquinho desprovido de tacto e bom senso
Alienado: maluquinho que não dá por nada do que se passa à sua volta

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Carpe Diem

“as soon as you’re born you start dying so you might as well have a good time... sheep go to heaven, goats go to hell”
música: Sheep Go To Heaven, álbum: Prolonging The Magic, banda: Cake

domingo, 25 de setembro de 2005

Poeta, políticos e palhassos

Ah valente! Temos Homem, temos Poeta, temos Político!!!

Oh Sócrates!? Toma e embrulha!! ahahaha

Oh Soares!? Tás aqui, tás com a Amália…

Citando Comme Restus, faço um segundo comentário a Sócrates, que tanto merece: "Palhasso do caralho!!!"

(música: Palhasso do Caralho, álbum: Pharmacia Ananaz, banda: Comme Restus)

sábado, 24 de setembro de 2005

Ainda os piropos

Estive a reler o post anterior e lembrei-me duma história verídica relacionada com um piropo (não a presenciei pessoalmente):
Um trolha, trabalhando devidamente acondicionado em seu andaime, vê uma mulher toda jeitosa e grita-lhe lá do alto:
- "Oh boa!... oh boa! ...fazia-te aquilo que tu mais gostas"
A mulher, não se deixando intimidar, retorquiu:
- "...só se for chupar a pila do meu marido!!"
...quem é que é o sexo fraco e o forte? LOL
Já nos encontramos de igual para igual, penso eu de que...

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Piropos e frases do género...

Anda cá ao tio que o tio dá sugos!

Se é assim na montra, como será no armazém!?

Tás cansada? …é que tens andado na minha cabeça o dia inteiro.

Doeu? …quando caíste do céu!?

Queres ir dar uma queca e comer umas fatias de pizza? (depois do mais que provável estalo na cara)… O QUÊ??? NÃO GOSTAS DE PIZZA!?!?!?

Se fosses iogurte serias fruta no fundo ou mexida?

(felizmente ou infelizmente não fui eu que inventei estas frases)

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Comida saudável… ou não!

Coca-cola (ou Pepsi), Panrico (ou Bimbo), batatas fritas do McDonalds, frango do KFC, molho da Pita Shawrma, Bolicao, wafers de limão, maionese de limão, ketshup, salsichas, chocolate das figuras de natal, bombons com recheio alcoólico, bolachas com recheio tipo “gel” de frutas…

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Recordações de infância, parte IV

“Bic Laranja escrita fina, Bic Cristal escrita normal… bic, bic, bic… bic, bic, bic”

“O Boca-Doce é bom, é bom, é. Diz o avô e diz o bebé. O Boca-Doce é bom, é bom, é!”

“Tenha um bom dia bom Mokambo, Mokambo, Mokambo...”

domingo, 18 de setembro de 2005

Lagostins de rio

A pedido do meu amigo Rafi, vou a explicar como os lagostins de rio (e de barragem), que estão bem longe da fama e proveito do monstro de Loch Ness, esse sim um animal de ficção (até ver!), são seres reais e membros da típica fauna Alentejana, pois’atão! Os lagostins de rio são bem mais pequenos, co-existem pacificamente com humanos e outros animais, comem-se mas não entram como personagem em filmes da Disney… o que é uma pena (daa-a!) …ok, eu passo explicar: o meu amigo Rafi teve uma discussão com habitantes da grande e cosmopolita cidade de Lisboa (alfacinhas, que também vai bem com arroz de lagostim) e pois que eles não acreditavam na possível realidade de poderem existir lagostins de rio… era sobejamente impensável e terminantemente improvável! Mas fica aqui, e desde já, a prova:
http://www.bragancanet.pt/picote/portugues/imprensa/2000-04/jn_especie_fragil.htm
(não exponho a foto no blog porque eu não gosto dessa bicheza manhosa)

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

Questões pertinentes sobre chocolate

Como é que fazem os Maltesers naquela forma de bolinhas?
Como é que põem o arroz dentro do Crunch? E leva refogado? uma cebola ou duas? e dentes de alho?
O que faziam aos buracos dos Filipinos antes de se lembrarem que os podiam comercializar?
Chocolate branco? Será que é mesmo chocolate?


relembro:
questões mais ou menos pertinentes

Questões fundamentais, parte I

O que acontece ao piloto do esquentador quando não há gás?
O que acontece à luz do frigorífico quando se fecha a porta?
O que acontece ao vento da ventoinha quando esta está desligada?
O que acontece ao som depois de ter sido ouvido ou escutado?
…interessante… (ou não!)

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Freddie rules!

Deixo-vos os agradecimentos de Freddie Mercury no álbum a solo “Mr. Bad Guy” de 1985:
“Special thanks to Barbara, for big tits and inspiration (…) this album is dedicated to all the cat lovers around the world. Screw everybody else!”
Mamas e Gatos… não tenho mais nada a acrescentar! lol

domingo, 11 de setembro de 2005

9/11

Só tenho quatro coisas a dizer em relação a este tópico, e não me tomem por cínico ou insensível:
1º: já faz 4 anos e os americanos continuam a dar tiros nos pés... não aprendem, os desgraçados!!
2º: disseram que o mundo nunca mais seria o mesmo e que tudo iria mudar... era isto que tinham em mente???
3º: 11 de setembro é um dia que há todos os anos
4º: frase para reflectir - "one man's terrorist is a nother man's freedom fighter"

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Queres um balão???

Estive em trabalho na abertura de uma loja nova (quem me conhece sabe do que falo, não quero passar publicidade aqui) e, entre outras coisas, havia um grupo de quatro palhaços a tentar “encantar” a gaiatagem. Digo tentar porque não tinham muito jeito para a coisa. Os dois de andarilhas até se safavam, mas dos dois que andavam rente ao chão com aqueles sapatos exagerados, havia um que era francamente mau mas que me fez rir duma forma stúpidamente genial e que jamais vou esquecer. O tipo com má cara, notava-se através da base branca, do bigode em forma de vasculho (palhaços de bigode??? …estranho!) e do nariz vermelho de plástico mal encaixado, passava pelas crianças a oferecer balões de figuras que ia fazendo no momento. A certa altura depara com um puto que estava com o pai, mesmo a meu lado, e tenta brincar com ele:
(a cena seguinte tem de ser imaginada com os seguintes pormenores extremamente pertinentes: vestimenta de palhaço feliz e comportamento de palhaço triste, má cara, voz grossa (tipo Darth Vader mas sem a asma - James Earl Jones) e sotaque do norte, bem carregado!!)
Palhaço: “Olá… queres um balão???”
Puto: …mudo e quedo…
Palhaço: “…faço-te um cãozinho!!!”
Puto:
…sem reacção…
Palhaço: …nesta altura estava o tipo, feito palhaço, a apertar o nariz vermelho de plástico e a imitar o som de uma buzina de automóvel dos anos 20!
Puto:
…completamente aterrorizado…
Palhaço: fez-lhe um cãozinho (bem jeitoso até) e foi em busca de outra vítima.
Se não acharam piada, paciência, eu caguei-me a rir e serviu de motivo de galhofa durante todos os dias que estive a trabalhar e acho que ganhou um lugar de destaque no meu repertório de bocas e anedotas.Um grande abraço para Santarém e ao pessoal do reforço! ;)

Recordações de infância, parte III

Algumas destas iguarias, sobejamente apreciadas pelo comum mortal, já não se encontram entre nós, outras existirão por aí, mas depois de terem desaparecido e reaparecido com upgrades que em nada as favoreceram, outras, as mais puras, existem ainda inalteráveis e com a formula original… ui!, essas é que valem a pena serem re-saboreadas! Deliciem-se...

...Bombocas, Tang, Caprisone, Milo, Mini Milk, aqueles “chupitos” tipo Calipo fininhos e compridos com vários sabores que se compravam na mercearia, Gorila e Super Gorila, Sugos, chocolate de morango e ananás da Regina, sombrinhas de chocolate, Coma Com Pão, Cerelac (com a antiga família na caixa), Nestum de Arroz...

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Xunguíces

Os anos ’80: música, roupa, arquitectura, os cenários da tv… quase tudo!
Comer (bolo-rei) com a boca aberta.
Fazer barulho com a língua para tirar coisas dos dentes.
Usar um palito à grande e à francesa à frente de toda a gente sem tapar com as mãos e com a boca toda aberta.
Mandar bocas foleiras às raparigas de cima de um andaime.
Homens de cabelo curto em cima e comprido atrás (tipo jogador de futebol nos anos ‘80).
Homens de camisa aberta, fardula de fora e fio de ouro.
As idas ao café de bairro em fato-de-treino (pior se for com as seguintes cores: roxo, verde e amarelo).
Unha do dedo mindinho comprida.
Decorar o carro com ailerons desproporcionais, chamas e entradas de ar em todo o lado (xunging).
Gostar de música pimba, espanholadas e brasileiríces manhosas.
Ser-se escuteiro com mais de 16 anos.
Apreciar touradas (6 touros 6), largadas de touros, lutas de galos e afins.
Ser-se filiado no PP.