As mulheres têm coisas engraçadas! Uns pormenores são giros, outros tendem para o irritante, mas todos curiosos. Claro que cada um tem as suas idiossincrasias, mas as mulheres são férteis em detalhes que muitas vezes ultrapassam a compreensão dos homens.
A minha esposa tem uma relação engraçada com o cabide que está na porta da casa de banho. Como normalmente sou o segundo a tomar banho de manhã, apanho sempre um cenário enigmático que me deixa uns bons segundos a tentar descodificá-lo e a equacionar como hei-de pendurar a minha roupa.
A abordagem dela não é linear, de quem pendura o pijama de um lado e a roupa lavada que vai usar de outro. Não, a minha esposa usa o cabide de forma estranha... alternada... assim como os homens usam os urinóis nas casas de banho pública.
Por exemplo: se um homem está a usar o urinol da ponta direita, outro homem entra e vai usar o da outra ponta, ou, se também estiver ocupado, quem entra escolhe um do meio, com pelo menos um urinol de intervalo para os que estão a ser usados. E se não houver um desses disponível, espera-se!! Claro que há excepções, como presenciei no último dia da Expo98, num festival de música quando a banda do topo do cartaz está prestes a entrar em palco e outros cenários com cariz de urgência. É o código não falado dos urinóis!
Pois que cá em casa o cabide da porta da casa de banho, mas também o da porta do nosso quarto e até o da porta do quarto da nossa filha - porque é assim que as mães passam estas excentricidades às filhas - exibe roupa da mesma forma. O que, para mim, é altamente desconcertante e me deixa o cérebro todo enleado logo de manhã!
E invariavelmente torno-me eu o chato, porque pego na roupa dela e ponho-a toda para um dos lados, ficando eu com o outro lado para a minha roupa, o que também deve ser algo irritante para ela.