Tenho lido e visto muitos artigos, entrevistas, reportagens e podcasts sobre a questão da A.I. (inteligência artificial).
Ultimamente tenho reparado que há muita gente a sair da Google, da OpenAI, da Apple, da Meta, entre outras e - tal como o fizeram há uns tempos sobre as redes sociais, revelando as consequências negativas, o desinteresse ou incapacidade na regulação, o foco nos lucros e na incessante captação da atenção dos utilizadores - a mencionarem a data de 2027 como possível e mais que provável ponto de inflexão na história da humanidade face ao, talvez já inevitável, controlo que iremos perder para as máquinas quânticas, para a A.I., para a superinteligência...
Quem percebe do assunto diz que está a acontecer precisamente o que sempre aconteceu com o tabaco, a gasolina com chumbo, o fluor, o amianto, o teflon, as radiofrequências das redes de telecomunicações, as próprias redes sociais e tantas outras coisas:
- enaltecem-se os benefícios, escondem-se as consequências negativas, por vezes até mostrando que se está a estudar a coisa mas as conclusões só chegam muito tempo depois do mal estar feito!
O problema com a A.I. e que torna isto tão diferente, único e imprevisível, é que a mudança é tão drástica, repentina e exponencial que não vai dar tempo para nada!
Quem fala disto diz que é muito provável perdermos o controlo em 2027 e os mais optimistas referem que podem ser 10 a 15 anos muito complicados e negros.
Acho que a razão pela qual TANTA gente anda a trabalhar nisto MESMO sabendo que vai dar merda e pode até ser o fim da humanidade, ou pelo menos do mundo como o conhecemos é que isto é um bocado como a metáfora do anel do Sr dos Anéis em jeito de “se eu chegar lá primeiro posso controlar a coisa melhor que outros e não vou ser escravo da AI deles porque vou controlar a minha AI”.
Até há uns anos o que me preocupava mais eram as alterações climáticas. Depois veio a pandemia e as guerras e mudei o foco... agora mudei novamente a minha atenção para a A.I. e ando mesmo preocupado com isto!