segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Pessoas, momentos e motas

Ainda sobre o vídeo referido no último post...

Uma das reflexões da narradora é uma frase conhecida:

"Tempos difíceis criam pessoas fortes, pessoas fortes criam tempos bons, tempos bons criam pessoas fracas e pessoas fracas criam tempos difíceis."
- G. Michael Hopf

Eu acho que, tal como quem tem animais é melhor pessoa, o mesmo acontece com quem anda de mota!

domingo, 9 de agosto de 2026

Motas, carros e liberdade

Vi um vídeo no YouTube sobre a suposta morte da cultura das motas e de como nos anos '90 a idade média de quem tinha uma mota andava na casa dos 20 anos e hoje em dia andará na casa dos 50 anos. Que a minha geração - e as anteriores - procuravam fazer coisas divertidas na rua, enquanto que os miúdos de hoje ficam dentro de casa agarrados ao vício das redes sociais, consolas e outras coisas que vêm em ecrãs.

Tudo certo, concordo e assino por baixo, mas às tantas a youtuber referia que tinha deixado de ir a eventos de imprensa e apresentações de novos modelos porque sentia que o foco tinha mudado das motas em si e de as conduzir, para as specs, a análise dos números e as novidades face ao modelo anterior ou à concorrência e quando, finalmente, iam andar nas motas era muito mais para tirar as fotos e fazer os vídeos naqueles locais instagramáveis e não tanto pelo prazer de andar na mota e testá-la verdadeiramente.

Então ela enquadra o vídeo, feito na Islândia, um local incrível e mágico, mas inóspito e onde rara seria a pessoa que andaria por ali de mota naquelas condições, como fazendo parte do seu desejo de voltar às raízes e à primeira vontade de andar de mota, explorar e sentir a ligação com a paisagem.

Concordo com tudo o que mostrou no vídeo, mas não consegui evitar de comentar o vídeo com isto:

"A ideia de que, quando se conduz um automóvel se vê menos coisas do que quando se anda de mota depende muito da estrada, do contexto e do nosso estado de espírito nesse dia ou nesse momento. Adoro motas, muito pela sensação de liberdade que proporcionam, mas por vezes conecto-me mais com a paisagem e o contexto à minha volta e sinto-me mais à vontade a conduzir um carro do que a andar de mota, onde pode ser mais stressante tendo em conta tudo o que acontece à nossa volta... se a estrada for estreita e não der tempo de olhar para o lado ou se houver trânsito e até gente ao telemóvel enquanto conduz, se é um dia de semana e anda tudo com pressa para chegar ao destino e apostam nas ultrapassagens à papo-seco... enfim! Prefiro mota em certas estradas e com determinados estados de espírito e carro noutros. E também depende da mota... e do carro! A combinação perfeita dos dois seria, provavelmente, um descapotável... ou um roadster! :)"

Na linha deste pensamento e como já tenho partilhado com amigos que ficaram estranhamente espantados com as minhas mais recentes decisões neste departamento, fui muito positiva e agradavelmente surpreendido com a forma mais despreocupada e livre como posso andar na cidade numa scooter 125cc, relativamente a um carro e sobretudo a uma mota maior... e como posso chegar mais depressa e "sem espinhas" ao meu destino numa trotinete!

É que eu sempre vi as scooters como algo idiota, até ridículo, que jamais me daria prazer de conduzir... e, de facto, não dá! Mas, neste cenário, o prazer pode ser outro, como o de perder menos tempo no trânsito, chegar mais depressa ao destino, poder ir às compras e levar tudo o que preciso (exceção feita a garrafões de água, caixas de 25 minis ou pacotes familiares de papel higiénico), poder parar perto dos sítios onde quero ir e acima de tudo a facilidade de estacionamento, pois há sítios onde não deixaria uma mota maior, mas ninguém me chateia se deixar a scooter... e os consumos são brutais e a poupança é incrível!

E ainda há a trotinete, que uso nas ciclovias e passeios e nem tenho de me chatear com carros... nem motas! Levo menos coisas, é certo, mas levo-me a mim mais depressa e com ausência total de stress.

Haja dinheiro e espaço na garagem para ter um veículo para cada contexto e mood, que isso é que faz sentido!!

domingo, 2 de agosto de 2026

Música, tecnologia e desgostos

Por mais que goste de viver no passado, porque sabe bem revisita-lo de quando em vez, sou pouco dado a arrependimentos... mas também por mais que haja necessidade de progredir e criar futuro, há sempre espaço para desgostos, aprender e crescer com eles.

Bem, mas filosofias à parte, o maior desgosto que tenho na vida é não ser possível ouvir Queen, Beatles ou Pink Floyd dos anos 60 e 70, mas gravados com tecnologia de 20 ou 30 anos depois!

Passo a explicar...

Certas bandas como Queen, The Beatles, Pink Floyd, The Beach Boys e outras gravavam em 4 pistas - que era o que havia na altura - e depois passavam o resultado essas 4 pistas para uma nova pista... e usavam as outras 3 para gravar mais instrumentos e mais vozes. E depois repetiam este processo até - infelizmente - se perder muita qualidade de som!

Com o advento do digital este processo tornou-se radicalmente diferente, podendo gravar-se ad eternun, ou em certos casos ad nauseum,  sem se perder qualidade. Os Aerosmith são um bom exemplo disso: basta ouvir uma das suas faixas dos álbuns dos anos 90 - com phones!! - para perceber que há para ali pormenores que quase saturam o tema... mas é tããããão bom!!

E custa-me que, por mais que haja músicas originais de Pink Floyd nos anos 90 e depois, por mais remasterizações que se façam de temas antigos, não é a mesma coisa!

As bandas que gravavam daquela forma pré-digital, e por mais que me soe bem ouvi-los, nunca vão poder ser escutadas de outra forma!

E atenção, não me refiro à ausência de ruído que o vinil e a cassete tinham e o CD não! Esse "ruído" é bem saboroso e acrescenta mística e patine aos temas. Refiro-me mesmo à perda de qualidade e há, inclusivamente, testemunhos de produtores e técnicos de som de estúdio que referem que as fitas analógicas dos Queen e Beatles, por exemplo, chegavam quase ao ponto de se tornarem tão finas/gastas que quase se rasgavam!!

E é isto... nunca vou saber como certas músicas soariam se fossem gravadas, da mesma forma, no mesmo ambiente e contexto, mas com tecnologia digital.

É um desgosto que trago comigo... e que se dilui um pouco quando oiço essas mesmas músicas em vinil  ou mesmo em CD com phones. Sim, porque em mp3 ainda se perde mais qualidade e com colunas 5.1 ou 3.1 não vale a pena sequer tentar!

quinta-feira, 30 de julho de 2026

Imbecis, idiotas e nerds

O Umberto Eco falava nas redes sociais como a invasão dos imbecis, referindo-se à forma como os idiotas podiam dizer, com a maior das facilidades e para todo o mundo ter acesso, as barbaridades que antes só tinham coragem de proferir depois de um copo de vinho, num lugar recôndito onde não faziam mal à humanidade.

De facto, até ao aparecimento das redes sociais, o idiota da aldeia era rapidamente silenciado ou posto a um canto pelos outros com um cabal e inequívoco "tu não digas disparates!". E hoje em dia os idiotas de cada aldeia falam uns com os outros, organizam-se e transformam um movimento numa força imparável, que os "outros" já não os conseguem controlar.

E se as redes sociais dão palco aos idiotas, já a A.I. capacita os diletantes com ferramentas capazes de fazer estragos sérios, pois qualquer um pode criar um mail de phishig, uma App que roube passwords, hackear um site ou criar uma campanha falsa que procura donativos com a ajuda de um LLM (large language model). Fácil e sem espinhas...

Depois ainda temos os nerds, danados por terem sido vítimas de bullying na escola e universidade, a exercerem a sua vingança porque hoje em dia são os multimilionários à frente de empresas como a Meta, Google, Tesla, OpenAI, Anthropic, Palantir, etc., e têm nas mãos os destinos do mundo, quando todos já admitiram que haverá pelo menos 20% de probabilidade da humanidade deixar de existir em breve às mãos de uma entidade que eles estão a criar, sem monitorização, sem controlo e sem regras. E nenhum deles olha a meios porque quer ser o responsável pela criação da super inteligência, achando que se o outros chegarem lá primeiro vai tudo ficar pior.

Entre os imbecis, os idiotas e os nerds, estamos todos entregues aos bichos!!

sexta-feira, 24 de julho de 2026

Informação, teorias e tangas

Hoje lembrei-me de reforçar a ideia de que é muito importante estarmos atentos, vigilantes e sermos críticos - e auto-críticos - para não tomarmos o que nos é apresentado como adquirido e verdades universais. E isto é válido para tudo, sobretudo o que nos chega via rede sociais.

Vou dar exemplos...

O pequeno-almoço tornou-se a “mais importante refeição do dia” desde que os irmãos Kellogg fundaram a empresa de cereais e forçaram a ideia de que era importante tomar pequeno-almoço para venderem mais cereais e terem mais pessoas no seu sanatório

Mas não só, também que se deve comer-se a cada 2h ou fazer 5 refeições por dia.

A teoria do HDL/LDL serem bom e mau colesterol, proposta por um médico francês nos anos '60 e nunca provada, quando até já há tantos estudos credíveis que mostram que o foco deve estar na alimentação e na monitorização da função hepática, sendo que o fígado é responsável por fabricar 80% do colesterol que temos no organismo.

A noção de que o sal faz mal e provoca hipertensão, quando já há muitos estudos credíveis que põe em causa essa ideia e até apontam para o contrário.

Não é só nesta fase mais recente que demagogos e populistas nos "vendem” ideias erradas… há muita coisa que vem desde sempre!

Nos anos 50 havia publicidade ao tabaco com médicos de bata a fumarem, dizendo que não fazia mal e até era bom!!

A gasolina teve chumbo até há uns anos atrás e só foi completamente banida a nível mundial em 2021, quando se sabe há tanto tempo que tem efeitos nefastos no desenvolvimento das crianças e nos níveis de inteligência.

O flúor ainda hoje é usado nas pastas de dentes porque empresas como a DuPont conseguiram que estudos apontando para o único benefício que tem - evitar cáries - conseguisse suplantar todas as suas outras desvantagens, nomeadamente o facto ser cancerígeno.

E tantos outros produtos como o teflon nas frigideiras, o amianto nos materiais de construção, etc.

Hoje, mais do que nunca, é preciso muita resiliência, foco e até militância para se conseguir ter acesso à verdade e aos factos e nortearmos as nossas decisões com fundamento. É importante separar o essencial do acessório e conseguir discernir o que é verdade e o que é mentira, o que é credível e o que é pura tanga!

Houve tempos em que as coisas estavam escondidas, hoje está tudo disponível! É só procurar e fazer o fact checking.

Não é fácil e dá trabalho, mas informação é o que não falta...

sexta-feira, 17 de julho de 2026

Inteligência artificial, idiotas e chico-espertice

Até agora, quando alguém não conseguia cumprir uma tarefa, não alcançava um objectivo ou mostrava alguma inveja com os resultados dos outros usávamos a frase "olha, estudasses!". Era uma forma de mostrar a essas pessoas que, para se chegar longe e ter sucesso, havia todo um percurso que carecia de foco, motivação e resiliência.

Por exemplo, até um hacker tinha de aprender bastante, evoluir durante largos anos e trabalhar muito para conseguir entrar num site institucional. Este tipo de crime não era simples como "a oportunidade faz o ladrão", antes pelo contrário: era preciso estudar e muito!

Hoje dia, com a ajuda da inteligência artificial, qualquer idiota pode pedir ao ChatGPT, Claude, Mythos ou outro agente para criar um mail de phishing, uma App com um trojan ou um virus de telemóvel e criar problemas a sério.

A I.A. pode fazer maravilhas mas anda, certamente, nas mãos erradas, a criar muita merda...

quinta-feira, 26 de março de 2026

Mulheres, homens e cabides de porta

As mulheres têm coisas engraçadas! Uns pormenores são giros, outros tendem para o irritante, mas todos curiosos. Claro que cada um tem as suas idiossincrasias, mas as mulheres são férteis em detalhes que muitas vezes ultrapassam a compreensão dos homens.

A minha esposa tem uma relação engraçada com o cabide que está na porta da casa de banho. Como normalmente sou o segundo a tomar banho de manhã, apanho sempre um cenário enigmático que me deixa uns bons segundos a tentar descodificá-lo e a equacionar como hei-de pendurar a minha roupa.

A abordagem dela não é linear, de quem pendura o pijama de um lado e a roupa lavada que vai usar de outro. Não, a minha esposa usa o cabide de forma estranha... alternada... assim como os homens usam os urinóis nas casas de banho pública.

Por exemplo: se um homem está a usar o urinol da ponta direita, outro homem entra e vai usar o da outra ponta, ou, se também estiver ocupado, quem entra escolhe um do meio, com pelo menos um urinol de intervalo para os que estão a ser usados. E se não houver um desses disponível, espera-se!! Claro que há excepções, como presenciei no último dia da Expo98, num festival de música quando a banda do topo do cartaz está prestes a entrar em palco e outros cenários com cariz de urgência. É o código não falado dos urinóis!

Pois que cá em casa o cabide da porta da casa de banho, mas também o da porta do nosso quarto e até o da porta do quarto da nossa filha - porque é assim que as mães passam estas excentricidades às filhas - exibe roupa da mesma forma. O que, para mim, é altamente desconcertante e me deixa o cérebro todo enleado logo de manhã!

E invariavelmente torno-me eu o chato, porque pego na roupa dela e ponho-a toda para um dos lados, ficando eu com o outro lado para a minha roupa, o que também deve ser algo irritante para ela.

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Assobio, distrações e toda uma vida depois

Nesta vida tudo muda.

O universo, a natureza, as pessoas, as coisas...

Mas a prova de que eu continuo a ser a mesma pessoa, tantos anos depois, é que continuam a mandar-me parar de assobiar quando não dou por estar a fazê-lo. Só que há 45 anos era a minha professora na escola primária e agora é a minha esposa quando eu estou a arrumar a cozinha e ela está a tentar pôr a nossa filha a dormir.

A música nasceu comigo e comigo há-de ficar sempre.

É sem querer, é automático... juro que não dou por isso!!

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

A.I., experts e controlo

Tenho lido e visto muitos artigos, entrevistas, reportagens e podcasts sobre a questão da A.I. (inteligência artificial).

Ultimamente tenho reparado que há muita gente a sair da Google, da OpenAI, da Apple, da Meta, entre outras e - tal como o fizeram há uns tempos sobre as redes sociais, revelando as consequências negativas, o desinteresse ou incapacidade na regulação, o foco nos lucros e na incessante captação da atenção dos utilizadores - a mencionarem a data de 2027 como possível e mais que provável ponto de inflexão na história da humanidade face ao, talvez já inevitável, controlo que iremos perder para as máquinas quânticas, para a A.I., para a superinteligência...

Quem percebe do assunto diz que está a acontecer precisamente o que sempre aconteceu com o tabaco, a gasolina com chumbo, o fluor, o amianto, o teflon, as radiofrequências das redes de telecomunicações, as próprias redes sociais e tantas outras coisas:

- enaltecem-se os benefícios, escondem-se as consequências negativas, por vezes até mostrando que se está a estudar a coisa mas as conclusões só chegam muito tempo depois do mal estar feito!

O problema com a A.I. e que torna isto tão diferente, único e imprevisível, é que a mudança é tão drástica, repentina e exponencial que não vai dar tempo para nada!

Quem fala disto diz que é muito provável perdermos o controlo em 2027 e os mais optimistas referem que podem ser 10 a 15 anos muito complicados e negros.

Acho que a razão pela qual TANTA gente anda a trabalhar nisto MESMO sabendo que vai dar merda e pode até ser o fim da humanidade, ou pelo menos do mundo como o conhecemos é que isto é um bocado como a metáfora do anel do Sr dos Anéis em jeito de “se eu chegar lá primeiro posso controlar a coisa melhor que outros e não vou ser escravo da AI deles porque vou controlar a minha AI”.

Até há uns anos o que me preocupava mais eram as alterações climáticas. Depois veio a pandemia e as guerras e mudei o foco... agora mudei novamente a minha atenção para a A.I. e ando mesmo preocupado com isto!

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

T-shirts, calças de ganga e economia de escala

Bem sei que é expectável, nestes tempos de neoliberalismo económico e de economias baseadas no lucro acima de tudo, que as empresas arranjem constantemente formas de poupar nas despesas, mas irrita-me solenemente que a loja onde compro as t-hirts tenha decidido encurtar as mangas e o tronco em 1cm e a loja onde compro calças de ganga tenha decidido fazer o mesmo com o bolsinho pequenino (dentro do bolso maior do lado direito, de quem veste).

Porque é que isto me incomoda!? Pois porque as t-shirts tamanho L me estão grandes e as de tamanho M continuam a ficar-me bem nos ombros mas agora ficam ridículas nos braços e pior... com qualquer movimento normal em que tire alguma coisa de um armário da parte de cima na cozinha, me espreguice ou faça certas manobras a conduzir a puta da t-shirt sai facilmente de dentro das calças!!!

E o bolsinho pequenino das calças de ganga tinha o tamanho certo para guardar o comando da garagem , de lado, porque ficava preso sem que saltasse do bolso quando me sento e agora não! E tenho receio de o perder!!!

Percebo que em milhares de t-shirts e milhares de pares de calças se poupe uns cobres, mas é só estúpido e irrita!!!

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Irritações, apitos e electrodomésticos do demo

Depois de demasiado tempo de opressão e obscurantismo, heis que sinto o cheiro da liberdade e a minha vida ganha um novo sentido!!

Não, isto não tem nada a ver com A.I., redes sociais ou política...

Por mais que me envergonhe admitir, andei anos, ANOS, a levar com electrodomésticos da Siemens a apitarem como se não houvesse amanhã!! Era o microondas, era a máquina de lavar loiça, a máquina de lavar roupa, a máquina de secar roupa, até o forno!!

Terminavam o programa e ficavam ad nauseam a apitar irritantemente como se não houvesse amanhã... até que alguém chegasse ao pé deles para carregar num cabrão dum botão!!!

Há 6 anos vim viver para casa da minha, então, namorada e claro que pouco tempo depois lhe perguntei se tinha os manuais. Ainda tentei procurar pelas imagens dos equipamentos mas só agora, que o Google tem uma particularidade de busca de imagens com A.I. - Google Lens - é que consegui chegar aos modelos certos dos equipamentos...

Bem sei o que podem pensar e ter vontade de dizer, mas eu tentei carregar 5 e 10 segundos em todos os botões, por exemplo, com o microondas desligado, ligado, de porta aberta, de porta fechada... e em alguns apareciam-me letras e números... e até tentei várias conjugações mas nunca consegui perceber o que isso mudava e foi ficando sempre assim, com um apito ad eternum e alto que doia!

Finalmente consegui, não só reduzir o tempo dos apitos para 10 segundos, como baixar o volume dos mesmos... e a diferença é gigantesca!

Já posso ir ao wc, ir à garagem buscar alguma coisa ou ir vestir o pijama enquanto aqueço um copo de bebida vegetal no microondas sem ficar stressado se chegava a tempo ou se acordava alguém... ou o prédio todo!!

Agora viver nesta casa é um sossego... ahhhhhhhhh :)

quarta-feira, 24 de dezembro de 2025

Natal, prendas e coisas chatas

Irritam-me as pessoas que decidem fazer as compras de Natal no último dia!!

Tiveram semanas para o fazer, porque raio deixam tudo para o fim, em cima da hora e do joelho!?

Filas de trânsito, nas lojas, nos supermercados, nas caixas para pagar… insuportável!!

…e acima de tudo, dificultam muitíssimo a vida a um tipo como eu, que deixa tudo para o fim.

É muito chato!!

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Partilhas, bons conselhos e outros momentos

Hoje, ao partilhar fotos da minha filhota pequena num grupo de Whatsapp da família, uma tia escreveu:

- "que princesa… É momento de viver o presente. Aproveita! Beijinhos"

Inteiramente verdade mas há alturas em que mais vale usarmos a imaginação, deixarmo-nos levar por pensamentos, ainda que ridículos e despropositados, do que apreciar o que está a acontecer.

Não!?

Então e quando se está a arrumar a gaveta das meias em silêncio porque não temos como pôr música no quarto e o telemóvel ficou a carregar na sala e a coluna de bluetooth não chega tão longe?

E passar a ferro num dia quente de verão sem AC nem ventoinha disponíveis?

E quando se está numa sala de espera de um dentista, cheia de gente que não sabe estar?

E quando se vai ao único wc na empresa e esteve lá antes um cagão durante 30m e aquilo é um cubículo e já não há spray anti-odores na lata que está ali à mão mas agora não serve para nada? Ou ao wc no intervalo de um jogo de futebol no estádio e só há um de vinte urinóis livre e é precisamente o do meio!?

E estar a almoçar num restaurante e ter de mamar com a CMTV com o som alto ou outro canal qualquer onde está a passar uma entrevista com o André Ventura!?

Ele há momentos em que mais vale ficar hermeticamente fechados dentro da nossa cabeça do que levar com o que se está a passar à nossa volta.

sábado, 15 de novembro de 2025

Amigos, smileys e repetições

Quem me conhece sabe que não gosto de redes sociais e nem as uso! E também sabe que não sou fã de chats, embora admita que deem jeito. Mas recentemente apercebi-me que ganhei o estranho mas viciante hábito de fazer reply às mensagens que me enviam e às conversas nos chats com smileys e emoticons.

Por exemplo, alguém escreve "ui, aquilo nos EUA está a pegar fogo!" e eu coloco uma labareda na sua mensagem.

Ou alguém escreve "damos uma volta de mota este fds?" e eu coloco uma mota ou um smiley com óculos de sol.

Mas hoje apercebi-me que isto pode ser irritante, quase ao nível daquelas pessoas que repetem os finais das nossas frases... "das nossas frases".

Que tipo de pessoas são estas? ..."são estas?".

São nossos conhecidos... "nossos conhecidos"... são nossos amigos... "nossos amigos"... e estão um pouco por todo o lado... "por todo o lado".

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Homens, medidas e poder

Segundo uma notícia que veio a público, referindo-se a um documentário recente sobre Adolph Hitler, o ditador alemão sofria de síndrome de Kallmann, ou seja e simplificando: tinha um micro-pénis.

Também se sabe, através de vários testemunhos de mulheres que passaram pela vida de Trump, que este também terá um pénis pequeno.

A julgar pela postura de muitos ditadores, outros - senão todos - terão/teriam a mesma condição física/genética.

Mas para além da História, o senso comum também nos mostra que é normal os homens com este tipo de problema, tentarem compensá-lo de forma desproporcional, seja a adquirir carros potentes, aviões enormes, a edificar arranha-céus e outras coisas do género ou pura e simplesmente a serem uns verdadeiros cabrões.

E esta ideia vai em linha de conta com outro fenómeno que estamos a assistir por estes dias, em que os nerds da Big Tech - vulgo Musk, Zuckerberg, Bezos e outros - outrora vítimas de bullying na escola, talvez, quem sabe, por questões do foro sexual, se estão a vingar de todos em vez de se focarem nos idiotas que lhes fizeram mal em miúdos.

Hum, curioso...

Ora, por aqui se conclui que homens de pila pequena não devem poder ter acesso ao poder, sob pena de fazerem a vida negra à malta!