quarta-feira, 15 de março de 2006

Moléculas dos maus odores

Ocorreu-me uma questão muito importante. Poder-me-ia ter ocorrido uma qualquer outra coisa, mas foi uma questão que se levantou. Reparei num pormenor de um reclame de ambientadores, onde se ouve a frase “elimina as moléculas dos maus odores”… ok, já chegaram lá? …eu espero… “moléculas dos maus odores”??? Como é que o cheiro de um assado que comemos com todo o prazer ou de um bouquet de flores se torna em mau odor? Até percebo que o que digerimos se transforme em merda, e então cheire mesmo mal, agora como é que uma coisa que tem umas determinadas moléculas, portadoras de um cheiro agradável, se transforma em mau cheiro sem ser ingerido por alguém? São as moléculas que se alteram, liquefazem-se, apodrecem? Que raio acontece às moléculas do cheiro, visto que não passam pelo estômago de ninguém? Como é que as moléculas dos cheiros apodrecem no ar? E como é que tudo isto me pode levar a mudar os meus cortinados e a colcha da cama? E já agora o que significa a expressão latina fodicare?

terça-feira, 14 de março de 2006

Lista de filmes para ver quando tiver Alzheimer

De certo já aconteceu a toda a gente, ter um amigo que revela o final de um filme que queríamos ver, provavelmente levado pelo entusiasmo e tentando convencer-nos a ir vê-lo, ou ouvir uma conversa de terceiros num elevador ou no café, que nos alerta para um pormenor importante do plot da história. É das situações mais chatas pela qual podemos passar, mas o pior é não conseguirmos evitar. Aqui há dias, numa conversa com um amigo, foi-me revelado parte importante da história do filme Matchpoint do Woody Allen, o qual eu quero muito ver, mas pelo que um outro amigo meu disse, já não vai ter grande piada depois do que me foi contado. Sendo assim, e porque esta ideia nasceu naquela conversa, proponho que pensem numa possível lista de filmes para verem quando tiverem Alzheimer. Eu tenho mais sorte, porque me esqueço dos plots da maioria dos filmes e consigo revê-los quase com a mesma intensidade como da primeira vez. Não é um defeito, acreditem, é uma grande vantagem. Tudo bem que não me consigo esquecer dos finais, mas mesmo em filmes como Usual Suspects, American Beauty, ou Vanilla Sky, me esqueço de montes de pormenores e sempre que os volto a ver retiro o mesmo gozo da primeira vez.

domingo, 12 de março de 2006

Linhas eróticas

De certo que já todos repararam, porque eles inundam-nos a televisão com este tipo de anúncios, especialmente à noite, que é quando a programação melhora um pouco… ok, tem dias! Este tipo de anúncio, além de estúpido por natureza, vai mais longe em idiotice na forma como é feito. Quase todos têm mulheres jeitosas de lingerie, ou a esfregarem-se, mas porque é que tem de haver linhas do género (telefone ou sms, entenda-se!): “gajas boas como o milho, manda sms com a palavra milho para o 4002… manda sms com a palavra milho para o 4002”… e porque é que repetem aquela história do sms e do número duas vezes? Estes tipos irritam, são bem piores que os da tvshop!!

sábado, 11 de março de 2006

Insultos e impropérios, part deux

Lembrei-me de um insulto que uso muitas vezes, e muito embora não tenha espaço naquele extraordinário Top3, merece o devido destaque. Aqui fica então a frase mítica: “Só não és mais parvo por falta de espaço!” Ah, e a beleza desta injúria é a de poder ser utilizada nas mais variadas e diversificadas situações, bastando para isso trocar a palavra “parvo” por outra qualquer que se adeqúe às circunstâncias:
Exemplo 1: só não és mais cromo por falta de espaço!
Exemplo 2: só não és mais fútil por falta de espaço!
etc.

sexta-feira, 10 de março de 2006

The Dark Side of The Force

Para mim, ontem foi um dia de luto... só me ocorrem frases do género: welcome to the dark side of the force, ou welcome to the desert of the real! I sob in mourn…

quarta-feira, 8 de março de 2006

Vida Diet

Se o Natal e o Carnaval são quando um homem quiser, então eu ponho música quando bem me apetecer e me der na real gana. Apresento-vos “Vida Diet” dos brasileiros Pato Fu…



A gente se acostuma com tudo
A tudo a gente se habitua
E até não ter um lugar
Dormir na rua
A tudo a gente se habitua

Me habituei ao pão light
À vida sem gás
O meu café tomo sem açúcar
E até ficar sem comer
Sem te ver
A gente custa mas se habitua

Sem giz, sem água
Sem paz, sem nada

Não vai ser diferente
Se eu me for de repente
Se o céu cai sobre o mundo
E o mar se abrir
Em um inferno profundo

Se acostumou sem querer
Ao salto alto
Salário baixo, à vida dura
E até ficar sem tv
É bom pra você
Televisão ninguém mais atura

Expressões alentejanas

A cultura alentejana é rica e farta em expressões originais e singulares, entre elas estão duas que eu aprecio imenso (“…afalfá-las!” lol) mas nem sempre as uso: “homessa!?” e “vá a ver!”. A primeira é uma expressão típica e muito utilizada pelo meu avô; a segunda é comummente utilizada por quase todos os alentejanos. O meu avô diz homessa a por tudo e por nada, qualquer coisa serve para ele se espantar. O vá a ver já é uma expressão mais generalizada, até os bimbos têm o “à’lá’ber!”, mas eles utilizam-na no início de uma frase e nós no fim, para arrematar, de forma inteligente, uma intenção ou vontade de fazer algo, por exemplo: “Oh Zéi! Tou chei'da fome. Vamo’z’ali até à tasca do Ti’Maneli comer uns torresmos e beber umas minis… vá ver!” c.q.d.

terça-feira, 7 de março de 2006

Insultos e impropérios

Dediquei algum tempo a reflectir sobre este tema e cheguei a uma conclusão interessante (ou não!). Pensei naquela que será a pior forma de vilipendiar alguém e cheguei ao um delicioso Top3. Em primeiríssimo lugar temos “se pudesse transferia-te para o governo Regional da Madeira”, que não carece de justificação; num segundo lugar, já um pouco afastado, temos “que te saia do rabo algo que nem a ciência possa identificar”; e num terceiro lugar, mas muito próximo do 2º, temos “devias comer comida de prisão para o resto da tua vida”. Houve muitos outros com que me debati para chegar a este top3, mas sem dúvida que se tornou esclarecedor à medida que fui pensando na eventualidade de me acontecer o que estes vitupérios representam.

segunda-feira, 6 de março de 2006

Bendito roupão!

Aqui há tempos escrevi as piores coisas sobre essa fantástica peça de roupa que é o roupão! Levei algum tempo, mas acontece que me apercebi de um pormenor muito interessante (ou não!). A forma mais credível que nós temos de nos vestirmos como um super-herói, tirando o Carnaval, é andar de roupão. Haverá indumentária mais análoga ao traje de um vigilante ou super-herói do que um roupão? É como se andássemos de capa! Depois é verem-me a saltar de prédio para prédio, ou montado numa bicicleta com a capa, desculpem, o roupão, a debater-se contra o vento da noite… o mundo é a minha ostra… brutal!

domingo, 5 de março de 2006

Oscars, apresentadores e ventos de mudança

Aqui há dias tive uma conversa interessante e lembrei-me de a transpor para aqui. Ok, foi mais um monólogo do que um diálogo, mas tinha todos os contornos de uma conversa.

Explicava eu porque é que gosto tanto de ver os Oscars e nunca perdi uma transmissão desde que era bem puto. Não vejo por causa dos filmes, nem tão pouco por causa dos prémios, vejo sim porque acho que é uma experiência interessante e única. Assisto a cinema europeu, mas é óbvio que sempre fui inundado com cinema americano desde tenra idade, e música também, embora oiça tanto americana como inglesa (e outra), e nos Oscars até se nota uma estreita ligação entre ambos os mundos (não gosto de ver os Grammys, MTV Awards, etc, só mesmo os Oscars… e os Golden Globes quando calha!).

Um pouco como toda a gente, sempre fantasiei com os actores, actrizes, realizadores e o mundo do cinema em geral e para mim o ponto alto revela-se naquelas quatro horas de emissão ao vivo, num domingo para 2ª feira, em que tudo pode acontecer.

Desde os tempos da caça às bruxas na era McCarthy que o mundo do cinema nos EUA está dividido, embora pouco se note em entrevistas, premieres, nas apresentações ou conferências de imprensa. Quedam estas alturas, muito pontuais, em que se notam as divergências e aparecem as rachas no verniz.

Começando pelos apresentadores, nota-se que tem havido uma grande evolução e progresso mental, pois os americanos são um povo preconceituoso e até hipócrita, mas revelam tudo o que têm de pior e melhor em situações muito específicas como é o caso dos Oscars. Senão vejamos:

Billy Cristal até tem piada, mas é demasiado mainstream;

Steve Martin esteve bem, mas em linha com o Billy Cristal;

Woopy Goldberg tem a sua graça mas é muito politicamente correcta;

David Letterman, muito ao seu estilo, já foi uma mudança… pelo menos diferente do normal;

Chris Rock grande mudança por um lado, mas sendo ele preto e tendo sido entregues 3 prémios a actores pretos no ano anterior (coisa inédita!), já se esperava; humor acido e interventivo com alguns rasgos de brilhantismo;

Jon Stewart será uma revolução... estaremos cá para ver!

Aqui há uns bons anos deram um prémio de carreira ao realizador Elia Kazan, conhecido por ter sido um bufo na altura da caça às bruxas e o que aconteceu quando subiu ao palco é que foi aplaudido por muitos e vaiado por outros. Essa foi a situação que mais destoou até ao discurso de agradecimento deo Michael Moore há uns anos atrás. E tendo em conta o país em que se encontram, o tipo de espectáculo que é, os motivos que o sustentam e sendo a Academia algo conservadora, estas pequenas mas cada vez menos pontuais situações, mostram um pouco do carácter daqueles com quem fantasiamos e julgamos serem de uma determinada forma e afinal são de outra, ou até são exactamente como antecipávamos...

Seja como for, é uma verdadeira experiência sociológica, digna de se ficar acordado até mais tarde para se poder assistir em directo. Sim, porque a tv dá um apanhado no dia seguinte, mas é uma tanga cheia de comentários manhosos, cortes e até alguma censura.

Vejam este ano que vai ser bombástico! Pelo apresentador e porque ficaram de fora das categorias principais os blockbusters e as grandes produções.

Este ano os Oscars vão ser um evento um pouco mais dedicado à cinefilia na sua vertente mais artística!

sexta-feira, 3 de março de 2006

A Guerra não é justa!

A guerra é uma coisa muito estúpida. Porque é que um país como os EUA manda aviões com bombas e mísseis tácticos, para logo de seguida serem enviados aviões com ajuda humanitária!? Primeiro vão as bombas e os rockets e depois o arroz e o feijão. Como se não fosse suficiente um tipo ficar sem uma parte da casa por causa de um bomba que explodiu no quintal, e depois ainda se arrisca a ficar sem telhado porque lhe pode muito bem cair um caixote de comida em cima. E como se não bastasse tudo isto, um ano ou dois mais tarde é só McDonalds e Burger King’s por toda a parte… a guerra não é justa, não é não!

quinta-feira, 2 de março de 2006

Dica culinária: batatas e maçãs

Esta descobri eu sozinho: batatas fritas (preferencialmente aos palitos, feitas em casa, claro!) e maçã crua (verde) ou pêro cru (amarelo). Se quiserem juntar maionese, para molhar as batatas, força, é belíssimo!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

Carnaval dos pobres

Sobre este tema, achei melhor começar com duas frases, sendo a primeira tipicamente brasileira, das favelas mesmo:
- “pobre gosta mesmo é de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual”
- “os brasileiros esquecem a pobreza com a riqueza dos fatos e o calor do samba”

Faz-me impressão o tempo e o dinheiro que se gasta na preparação do típico Carnaval Carioca, tido como o maior e melhor do mundo. Chega a ser quase um ano de organização para ser tudo consumido numa única noite. A esta atitude, chamam os antropólogos e etnólogos de Potlatch (palavra de origem índia que significa “dom”; comportamento de busca de poder que consiste, muitas vezes, na destruição espectacular de enormes riquezas e recursos). Sem querer entrar muito por definições e significados, gostava apenas de mostrar o meu ponto de vista e opinião sobre o Carnaval em duma forma geral. Acho inconcebível que, com a finalidade última da festa e da diversão, se empreenda tanto esforço humano, tempo de trabalho e recursos financeiros na produção de um espectáculo que apenas serve como droga colectiva, tipo pão e circo, com o efeito de provocar o esquecimento da situação real de pobreza, miséria e dificuldades em que se vive num país como o Brasil… ou Portugal! É uma montra de idiotice e falta de inteligência. Ok, há muita corrupção e miséria, o que só provoca abstinência, abstenção e inaptidão, mas quem faz um trabalho de mérito a produzir uma festa destas, também conseguiria empreender esforços em quaisquer outras tarefas que fizessem aquele país andar para a frente. Se há quem mate pela droga, porque tem fome ou inveja, que se organizem e se façam ouvir numa revolução… matem pela terra, pelo orgulho cultural e pela subsistência como povo. Assim não vão a lado nenhum! É pelo simples facto dos pobres ansiarem pelo luxo, e não pelo desejo de uma vida melhor, justamente, que as coisas estão como se mostram: um fosso cada vez maior entre pobres e ricos, e pouca capacidade de produzir pontes para o atravessar ou de ganhar fôlego para o conseguir cruzar a nado. Mantermo-nos à tona não é viver! Os brasileiros não são assim tão diferentes dos portugueses e nós até podíamos aprender com o que vemos neles, se assim o quisermos ver, claro! Se o Natal é quando um homem quiser, também o Carnaval o é. Não podemos andar cinzentos e taciturnos um ano inteiro, enchendo-nos de vontade e motivação só para gastarmos tudo em duas ou três ocasiões por ano. Temos de andar de olhos bem abertos sempre e não deixar que nos comam por parvos. Sejamos audazes e atrevidos. Tenhamos a coragem de nos dedicarmos a ser felizes. Desliguemos as televisões, não compremos mais revistas, e sobretudo não invistamos no apelo à ignorância, à pacatez e à mediocridade. Já basta de sermos um povo de brandos costumes. Deixemos a Amália e a Irmã Lúcia morrer, e assassinemos o Fado e a Saudade!! A estupidez é de facto feliz, mas só é verdadeiramente néscio quem faz por isso ou se deixa andar nesse caminho pouco sinuoso e fácil. Basta um suspiro e a percepção da realidade para tudo passar a ser diferente… WHAT IS THE FUCKING MATRIX!!!

domingo, 26 de fevereiro de 2006

A Preguiça…

Já repararam que estamos todos cada vez mais preguiçosos? Numa época em que há mais e mais coisas para “trabalhar” por nós, como os comandos para tudo e mais alguma coisa (tv, vídeo, dvd, aparelhagem, ar condicionado, etc.), os notebooks e PDA’s, o microondas e as comidas congeladas, andamos o mínimo possível a pé e fazemos por deixar os carros o mais perto possível dos sítios que visitamos, entre outras coisas. E esta tendência não se manifesta só no trabalho físico, mas também na postura intelectual e psicológica. Hoje em dia poupamos em tudo o que dizemos e escrevemos, senão vejamos:
“tasse?” em vez de “está tudo bem contigo?”
“Porta-te” em vez de “porta-te bem!”
“Fica” em vez de “fica bem”
“vá” em vez de “vou andando que está a ficar tarde”
“hasta” em vez de “adeus e até qualquer dia”
Nos sms e chats, por exemplo, escrevemos com siglas e abreviaturas, cada vez lemos menos e vemos mais televisão, menos cinema e mais dvd’s, menos álbuns e mais mp3. É impressionante no que nos estamos a tornar, a continuar neste caminho. Só a merda das telenovelas é que continuam a proliferar! Como é possível se são tão chatas e compridas!? Não percebo! Vá, tasse!? Fiquem…

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Avô Cantigas!?

Em pequenino, alem do Coelho da Páscoa, do Pai Natal e de palhaços, não acreditava no Avô Cantigas, pareciam-me todos falsos. O Coelho da Páscoa e o Pai Natal serão os mais óbvios... quem põe ovos são as galinhas, não os coelhos, e ovos de chocolate?, fora da Suiça!?, não me parecia viável; o Pai Natal nunca conseguiria bater o mundo inteiro numa noite nem que fosse num Hércules C130, e renas voadoras!?, por favor!!, além disso, nem todos os edifícios têm chaminés e seria impossível o Pai Natal entrar numa palhota ou num igloo sem dar cabo de uma parede, e não estou a ver o Pai Natal a fazer maldades, mesmo que com boa intenção, seria ir contra as sua premissa (só os meninos bem comportados é que recebem presentes, o que me parece bem fascizante!), tipo “epá, dei cabo daquela parede mas foi com boa intenção, agora venham dai essas bolachas e esse copázio de leite, vá!”. Os palhaços porque não acreditava que alguém fizesse aquele trabalho com gosto ou por vontade própria, por muito bem pago ou muitas regalias sociais que tivesse, além de que aquele sorriso era nitidamente pintado; depois vi o filme do Batman e percebi logo que tinha razão quando vi que o Jack Nicholson tinha mau feitio naturalmente. Em último lugar vem o Avô Cantigas… ok, o que se pode achar dum tipo de 30 anos, de cabelo bem escuro por debaixo de um capachinho de cabelo grisalho falso, que dá saltos num palco como se nunca tivesse tido ponta de reumatismo ou osteoporose, a cantar cantigas manhosas a roçar o pimba… quanto muito teria aquela doença do alemão que nos lixa o cérebro e nem saberia de que terra era, mas ele parecia estar a gostar e sabia as letras todas duma ponta à outra. Não me parecia bem… Noutro dia vi, enquanto fazia zapping, o Natal dos Hospitais e reparei que o Avô Cantigas, que ainda cá anda, está muito consistente e coerente com a sua personagem, parece de facto muito mais velho: o cabelo grisalho é dele, a notória falta de genica em palco deve-se à sua real idade, falhou um ou outro verso de uma das músicas que cantava em playback… agora sim! Agora já posso dizer que acredito no Avô Cantigas! ...qualquer dia dou por mim a acreditar no Pai Natal!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Chinesices

Estou a desenvolver uma irritação especial pelos chineses. São de facto um povo com uma cultura milenar e com características muito interessantes, mas ao mesmo tempo mostram ser um gigante imperialista, prepotente e abusador dos direitos do Homem. Não me esqueço do que aconteceu no Tibete! Por outro lado, e face à invasão dos produtos chineses no nosso mercado português, há a noção de que eles fazem tão bem e mais barato… é uma ideia profundamente errada e acarreta consequências enormes: os chineses têm por hábito o roubo de ideias e patentes aos investigadores internacionais (sabemos que há muitos investigadores e inventores que vendem as suas ideias ou acabam por ir trabalhar para empresas e governos de outros países que não o seu de origem, mas o que se passa na China não é nada disso, é roubo mesmo!); os chineses ignoram por completo as regras de higiene e segurança no local de trabalho, forçam crianças a trabalhar nas piores situações e ambientes, e escravizam os trabalhadores forçando-os a trabalhar durante muito mais do que as 8 horas diárias; elaboram e constroem os seus produtos, muitos deles literalmente copiados como já referi, usando materiais de baixa qualidade (mas com grande engenho, sem dúvida); mostram um total desrespeito pela espiritualidade e sentimento religioso das “N” sub-culturas que os caracterizam como povo; quando no estrangeiro, os chineses mantêm-se afastados da população geral mais por sua vontade do que por “imposição natural”; os restaurantes e as lojas chinesas costumam ser antros de máfias bem organizadas e muitas vezes não vendem o que anunciam… em suma, os chineses são um povo estranho, de hábitos e costumes invulgares extremamente enraizadas. Não estou aqui a tentar passar a mensagem de que serão piores do que outros, não o são!, mas numa época em que os americanos são tão criticados por serem imperialistas, arrogantes e obtusos, não nos podemos esquecer que há outros. Além disso a comida deles enche durante meia hora e depois ficamos outra vez com fome, mas então com bónus: cólicas ou diarreia! …eles andem’naí!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Dica culinária: yogurte e muesli

Yogurte de Pêssego de 500g (ou Alperce ou lá o que é!), daqueles tipo balde, com Muesli… tudo isto num Lidl próximo de si! ;)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Hapiness is a warm gun

No seguimento do post sobre fanatismo e cartoons, com estas palavras até parece que estamos num registo nonsense montypythiano, e porque hoje é 2ª feira, dia de música nova, lembrei-me de dar a conhecer ao mundo uma frase de um amigo meu, frequente comentador deste blog (por esta nem esperavas… ou talvez sim!): “A felicidade não é estúpida, a estupidez é que é feliz”. Ok, dou-vos uns segundos para reflectir… e agora oiçam a música…
frase: Verde
música: Beatles (excerto da música)
…eheheh, tão a propósito! E com duplo significado (esta é só para quem conhece o Verde pessoalmente)

domingo, 19 de fevereiro de 2006

Mira Técnica Rules!!

Porra! Quero ver televisão porque estou no meu dia de folga, e não tenho muitos para gozar, e só dá Irmã Lúcia em todos os canais (não, não tenho cabo ou satélite). E como se não fosse mau o suficiente, o painel de convidados da RTP1 são os seguintes: Padre Borga (tá lá sempre!), D. Duarte de Bragança (“erhh, gosto muito de Sintra, e de Timor, e dos meus filhos… e de Sintra!”), e o ex-ministro das finanças Bagão Félix (coitadito!). A questão que se põe é a seguinte: onde está o Guterres e o Padre Melícias?? É que está lá a pandilha quase toda!? Às tantas ouvi o seguinte comentário de um jornalista da TVI, nos breves 2 minutos em que utilizei a luz da tv para me guiar enquanto achava os chinelos, e isto ainda durante o cortejo pela auto-estrada: “é impressionante a quantidade de gente que está a pé nos viadutos para dizer um último adeus à Irmã Lúcia quando ela passa” …erh-erhh… ELA VAI DENTRO DE UM CAIXOTE!!!, e por muito arejado que seja o caixão e muita superfície vidrada que tenha o carro funerário, a senhora não vai conseguir ver puto! Vou dar continuidade ao meu movimento que começou com a Amália: “DEIXEM A IRMÃ LÚCIA MORRER!!!” E enquanto escrevo isto, aos 31 minutos passados das 2 horas… MIRA TÉCNICA!!! AHAHAHAHAHAHAHAHA!!! Perderam a ligação com o exterior. VIVA A RTP! …ok, foram uns gloriosos 30 segundos de descanso. Normalmente eu não sou (muito) gozão, mas há limites! “O Último Adeus”?? What the f*?

Parabéns ao Blog!

Yep! Já passou um anito desde que resolvi ceder à tentação e deixar de produzir apenas sites para me dedicar também aos blogs. Entretanto já fiz um portal e vários blogs de (relativo) sucesso, mas o Blog da Courela do Tanganho é que se mantém no topo do cardápio cibernético e com a melhor avaliação… a vossa! Só fica bem agradecer a quem o visita e comenta, e tenho-o feito inúmeras vezes, mas o que é bom é para se celebrar sempre e da melhor forma: um obrigado e a vontade de continuar o projecto. A gente lê-se por ai! ;)

sábado, 18 de fevereiro de 2006

Cartoons do demo! Uhuhuh…

Em relação à questão dos cartoons nos jornais, tidos como blasfémia pela comunidade muçulmana, só me apraz dizer uma ou outra coisa. Só merece respeito quem respeita e se faz respeitar. Há muito muçulmano arrogante e obtuso por aí... é o que dá ser-se religioso, fanático e extremista! Até entendo quando se é "terrorista" pela terra, pela pátria, pela cultura, por uma ideia... mas não admito o exagero e a barbárie como meio de provar que deveriamos ser todos iguais. Já houve outros a cair pelo mesmo e até por muito menos. O humor pode e deve ser usado para criticar e expor a ironia e o ridículo, para nos fazer reflectir sobre as coisas mundanas e aparentemente "normais".
Há uma frase que eu acho fantástica e que se aplica a muitas situações que nós, apercebendo-nos apenas da realidade já mastigada e meio deglutida pelos directores de informação de televisões, rádios e jornais, não ligamos e não damos a devida importância: "one man's terrorist is a nother man's freedom fighter". Não nos podemos esquecer nunca que a verdade que encaramos, de forma racional ou passional, como real e absoluta é sempre e só um dos vários e possíveis pontos de vista. Seja como for, matar em nome de algo ou alguém é sempre errado, quer seja à bomba, a tiro ou por meio de uma cadeira eléctrica ou injecção letal. Não sou religioso, apenas me considero como sendo espiritual, mas há coisas boas a retirar da Bíblia, do Alcorão ou da Tora, e "não matarás" parece-me bem. Viva a liberdade de expressão!! Viva o Blog da Courela do Tanganho! Viva as postas de pescada e os arrotos!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Dica culinária: pão do Rosalino

Hoje trago uma dica para quem gosta de torradas: torrar o pão fatiado e pincelar com manteiga derretida. Funciona infinitamente melhor se for com pão alentejano (pão de plástico sucks!). Já agora, e porque fica sempre bem dar a conhecer o que há de especial, e para quem vive em Évora, comprem pão do Rosalino (tasca/mercearia na antiga estrada de Beja perto do Café D’El Rei e duma Residencial que práli há). Vale a pena visitar o tasco por duas razões: pelo pão, porque é um monumento histórico, pela natureza especial e única do estabelecimento, e pela fauna que por lá se encontra.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Ser rico, dinheiro e vidas chatas

Não tenho como objectivo ser rico! Os ricos são gente muito convencida, complexada e preconceituosa.

Não me parece bem...

O dinheiro não compra aquilo que não se adquire com esforço, dedicação e resiliência e ninguém edifica um carácter decente levando uma vida fácil.

Ser rico deve ser uma chatice!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Frase do dia

“Não se consegue lançar uma OPA sobre a inteligência de um Homem!”

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Gente rija!

Gostava de ser um daqueles tipos madrugadores que começam logo o dia com um banho revigorante de água fria, só comem coisas saudáveis e atingem os 90 anos… mas não consigo! Eu gosto de gorduras, sal e pimenta, beber sumos do Lidl e de tomar banhos de água a escaldar, quase a descascar a pele. Posso não viver até aos 90, mas serão uns 50 ou 60 anos muito bem gozados! “Até que idade pensas em divertir-te!?”

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Plim… e não tinha de me esforçar muito!

Se eu fosse ilusionista não faria aparecer pombas das mangas do meu casaco ou um coelho duma cartola, não faria desaparecer edifícios completos ou aviões em pleno voo, tudo isso me parece ridículo e falível. Se eu tivesse o dom da magia faria desaparecer o pó da casa, desentupia fossas sem ter de mexer na morraça, cortava a relva toda e podava as árvores do quintal, faria aparecer pequenos almoços na cama e cortava as unhas só com o poder da mente. Como é que os ilusionistas não pensam nisso!? São todos filhos de gente rica?? São é uma beca totós!

sábado, 11 de fevereiro de 2006

Batido de atum para toda a gente!

Juntando um pouco de cinema sci-fi, literatura e arte, aqui fica uma lista das naves mais conhecidas de sempre:
Nebuchadnezzar, Logos, Osiris – Matrix
Enterprise – Star Trek
Millenium Falcon, Tie Fighter, X-Wing – Star Wars
Nostromo – Alien
Discovery – 2001, A Space Odyssey
Leonov – 2010, The Year We Made Contact

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Maravilhas da Natureza… ou não!

Custa-me a acreditar que aqueles rolos de papel de alumínio ou de película aderente tenham 50 metros de material… nah, deve ser engano! Um dia destes prendo uma ponta na porta da rua e desenrolo tudo até ao portão para comprovar. Só assim dormirei descansado.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Ramela D o m i n a t r i x

Ora aí está um post que se adequa às manhãs, e porquê? Porque é de manhã, mesmo depois de se ter lavado a cara ou tomado um banho de chuveiro, que as ramelas atacam. Quando nos damos conta que temos uma ramela fazemos de tudo para que ela saia. Esfregamos, friccionamos, coçamos, usamos saliva, tudo o que nos venha à cabeça… é a puta da loucura! Mas isso não é assim tão estranho, o que é curioso é o facto disso nos magoar à brava e não deixarmos de tentar tirá-la… ele é gemidos e grunhidos num comportamento verdadeiramente animalesco digno do maior empenho que podemos empreender, e tudo sem nunca cessar esforços. Desistir, mesmo com dor, é palavra que uma pessoa com ramelas não tem no seu dicionário… à força ou com jeitinho elas hão-de sair! Hão-de, hão-de!!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Revolução, tempos antigos e fascizóides

O que era giro era voltarmos outra vez aos tempos antigos.

Esta gentalha fascizóide está mesmo com vontade de amochar e levar nos costados outra vez.

O que eu acho mais estranho é que quem é responsável pelo estado de sítio em que nos encontramos não é uma geração alheia ao fenómeno da privação de liberdade, do partido único, da censura, etc., não é a minha geração que está no poder (quem nasceu no final da década de 70), são ainda os que cresceram e se desenvolveram durante o tempo do estado novo (nem destaco com letra grande, porra!).

O povo português tem memória curta, mas pelos “pecados” de alguns não deviam sofrer todos!!

Uma atitude positiva é o que nos pode salvar, e se voltarmos ao totalitarismo, e não será com uma monarquia da tanga, de certeza, uma coisa boa teremos mais tarde… outro feriado nacional!

Fixe era se os totós dos militares tomassem conta disto já em meados de Fevereiro, e depois os Espanhóis nos libertassem lá para dia 26 de Abril. Um duplo feriado!? Sempre é mais fácil de se verificar do que aparecer outro Messias… coitado! E se a coisa corresse mal com os Espanhóis, sempre podíamos esperar por 2 de Maio e fazíamos a revolução.

Tulha daqui para fora! Viva la revolucion Mexicana!!

sábado, 4 de fevereiro de 2006

Who is Tyler Durden?

O filme polémico e genial “Fight Club” serviu para abrir os olhos a muita gente. A mim fez-me pensar em muita coisa, e tendo em conta que sobrevivi ao ano de 1998, depois de ter visto em pouco mais de 3 meses os filmes “Fight Club”, “What is The Matrix”, “American Beauty” e “Clockwork Orange”, one wonders… esta lista de filmes, vistos de uma assentada, é de fazer arrepiar os pelos do rabo a qualquer um, mesmo a quem não os tem! Depois de tudo bem digerido, uma pessoa muda. A música que hoje começa a passar na MusicBox deste blog é um dos temas do filme Fight Club com o famoso discurso do Tyler Durden. Enjoy!

Como começam os boatos…

E por falar em António Sala… o tipo não estava também implicado no processo da Casa Pia?? Aquele tom de voz e o seu famigerado vasculho nunca me enganaram!
lol

Do Sala não reza a história!

Já que dediquei um post a personalidades do mundo da música, porque não falar sobre… os Enapá 2000!? Quem não se lembra da música sobre o António Sala? eheheh “Na lida da casa não há alegria, o Sala não sai da telefonia (…) do Sala não reza a história, cantemos alto a nossa vitória”. Entre outras coisas, o Manuel João Vieira é um visionário… eu de facto lembro-me da música, mas nunca penso na personagem, decididamente o Sala não fica para a história!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Um pouco de história e trivialidades

A pedido de muitas famílias, e resultante de uma conversa entre amigos, a maioria dos quais assíduos frequentadores deste blog, passo a revelar as idades de alguns dos nossos “ídolos”:
Jim Morrison, 8/12/1943, faria 63 anos
John Lennon, 9/10/1940, faria 66 anos
Paul McCartney, 18/6/1942, faz 64 anos
Janis Joplin, 19/1/1943, faria 63 anos
Jimi Hendrix, 27/11/1942, faria 64 anos
Roger Waters, 6/9/1943, faz 63 anos
David Gilmour, 6/3/1946, faz 60 anos
Mick Jagger, 7/6/1943, faz 63 anos
Keith Richards, 18/12/1943, faz 63 anos (e se não fossem as transfusões de sangue, já tinha lerpado 27 vezes)
James Brown, 3/5/1933, faz 73 anos
Tina Turner, 26/11/1938, faz 68 anos
Caetano Veloso, 7/8/1942, faz 64 anos
Chico Buarque de Hollanda, 19/6/1944, faz 62 anos
Ellis Regina, 17/3/1945, faria 61 anos
Tom Jobim, 25/1/1927, faria 79 anos

Bolacha-Bife

Ora aí está um conceito a passar ao próximo como se de um achado se tratasse. As “bolachas bife” são aquelas bolachas tipo integrais, de fácil digestão, que enchem como se fosse um bife ou uma banana. Não são as bolachas de dieta que o mulherio costuma comer, são as Digestive… as famosas Bolacha-Bife! É um bocado como o O.B., dão para o pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar, ceia ou um snack sem hora definida, quer seja na praia, no campo, na montanha, etc. Um carregamento de bolachas-bife num país africano salvava muita gente… ou cá, porque também se passa fome por terras lusas, infelizmente!

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

As Misses e as Bolachas

Tive uma ideia genial para acabar com a fome no mundo. E o que é que isso poderá ter a ver com um concursos de Misses, e mais estranhamente ainda, com bolachas? Eu respondo… sem qualquer tipo de hesitação ou ínfimo titubeio que seja! …eheh… ok, ok, eu digo: nos concursos de Misses, entre outras provas, há sempre aquela fase da pergunta decisiva, em que 99,9% das candidatas respondem “acabar com as guerras” ou “pôr fim à fome no mundo” à invariável pergunta “qual o seu maior desejo”. A questão das bolachas não se prende com uma proposta minha para mais uma prova além das eliminatórias dos fatos de banho ou do vestido de noite, mas sim com o que eu vou passar a revelar (a história das Misses era só para dar um leve colorido ao post); ora então cá vai – e esta é que é a verdadeira ideia, um novo e brilhante conceito a ter em mente para o futuro: quando chego a casa tarde, depois de mais de 4 horas sem comer nada, com a barriga a dar horas, ansioso por forrar o estômago com qualquer coisa que seja, se comer umas bolachas, por mais insignificantes que sejam, mesmo sem recheio ou cobertura de chocolate, perco imediatamente, como que por magia, toda a vontade de comer. Chego a ficar sem fome pela noite dentro. Horas a fio!! Ainda não estão a ver aonde quero chegar? Eu passo a explicar: a melhor forma para acabar com a fome no mundo é dar bolachas aos mais carenciados, é simples! Ok, para as zonas mais frias não é a mesma coisa que Vodka, mas será uma boa solução a curto prazo… sim, porque passadas umas horas, a fome acumulada reaparece como que se tivéssemos levado um soco no estômago, mas isso será sempre um problema para os capitalistas resolverem, não eu!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Desvio

Tenho um desvio no ventríloquo esquerdo, o meu coração fala por mim mesmo quando eu não digo nada…

domingo, 29 de janeiro de 2006

Cai neve na Courela

Não, não é uma música foleira do José Cid ou um jingle publicitário com uma versão dum tema do Roberto Carlos... está a nevar na Courela do Tanganho!!! Por uma vez na vida os meteorologistas acertaram na mouche e tiro-lhes o chapéu! Está a nevar! UHUHUHUHUHUHUH!!! Pode parecer ridículo para alguns, tipo as gentex daxe Beiraxe, mas é uma experiência única e fantástica para um alentejano viver... no Alentejo! ahahahahah! Altamente!!!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Jamba

Eu trocava em qualquer dia da semana, e com mais vontade ainda num dia de fim-de-semana, umas largas centenas de presos por homicídio, violação e assaltos a bancos, pelos tipos que inventaram o Clube Jamba, aquele sapo ridículo e os macacos que peidam melodias de natal. Corria-os todos à pazada! Fora daqui gentalha do demo!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

You got mail!

Quem é que os tipos dos bancos pensam que enganam com aquelas cartas em envelopes brancos sem logótipo, sigla ou nome? Refiro-me às cartas dos bancos que trazem os cartões de MB. Os satânicos e indolentes parasitas não devem aperceber-se que essas são as cartas mais típicas que podemos receber na nossa caixa do correio… eu, pelo menos, apercebo-me logo de quando estou a receber um cartão, mesmo sem apalpar o envelope, no entanto, prevejo que os ladrões não se apercebam de tal coisa, uma vez que eles não possuem contas com cartões de débito. Esta patranha faz-me lembrar outra coisa interessante (ou não!); é tal e qual os bófias que se passeiam em carros descaracterizados. Eles bem tentam passar despercebidos e dissimuladamente controlar a “cena”, mas é óbvio que nos apercebemos do que eles são, principalmente pelos casados de cabedal com cotoveleiras, óculos escuros Rayban, e pelos bólides que ostentam, tipo Lancia Dedra, Fiat Croma, etc. ...há males que não têm cura possível!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Fresca e fofa!

A partir de agora publicarei, num post semanal, a cada segunda-feira, uma música que goste e queira dar a conhecer. Como já fiz com antes, porei a letra juntamente com o respectivo mp3 na MusicBox. Esta semana temos uma música do novo álbum de Fiona Apple, de 2005 (Extraordinary Machine). É uma música ao estilo típico dela mas com uns pozinhos diferentes, uma vez que ela mudou de produtor neste novo trabalho. Quanto a mim está ao seu melhor nível, as usual! Esta música, pela sua letra, melodia e vocalização, merece o prémio pão de plástico: “fresca e fofa”!



I certainly haven't been shopping for any new shoes
And I certainly haven't been spreading myself around
I still only travel by foot and by foot, it's a slow climb,
But I'm good at being uncomfortable, so
I can't stop changing all the time

I notice that my opponent is always on the go
And won't go slow, so's not to focus, and I notice
He'll hitch a ride with any guide, as long as
They go fast from whence he came
But he's no good at being uncomfortable, so
He can't stop staying exactly the same

If there was a better way to go then it would find me
I can't help it, the road just rolls out behind me
Be kind to me, or treat me mean
I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine

I seem to you to seek a new disaster every day
You deem me due to clean my view and be at piece and lay
I mean to prove I mean to move in my own way, and say,
I've been getting along for long before you came into the play

I am the baby of the family, it happens, so
Everybody cares and wears the sheeps' clothes while they chaperone
Curious, you looking down your nose at me, while you appease
Courteous, to try and help - but let me set your mind at ease

If there was a better way to go then it would find me
I can't help it, the road just rolls out behind me
Be kind to me, or treat me mean
I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine

Do I so worry you, you need to hurry to my side? It's very kind
But it's to no avail; I don't want the bail
I promise you, everything will be just fine

If there was a better way to go then it would find me
I can't help it, the road just rolls out behind me
Be kind to me, or treat me mean
I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine

domingo, 22 de janeiro de 2006

Cidadãos, Zé Povinho e República do Kunami

Que chore quem quer chorar, que dê o salto quem quer fugir, que se aprovisione quem teme a fome, e puta que os pariu para quem tem vontade de rir… este país tem realmente o que merece! A memória do Zé Povinho é curta e não há mazelas que durem mais do que 10 anos, fica assim tristemente provado.

Quem sabe se daqui a uns 10 anitos não é o Sócrates a ser eleito presidente. DASS!? :((

Está tudo podre e fede como se houvesse merda das sarjetas espalhada pelas ruas. Dou os meus parabéns a quem ganhou, claro, embora não com tanta veemência quanto a quem lutou fervorosamente e com determinação por princípios que parecem adormecidos, esses sim, merecem o meu respeito e orgulho: Alegre, Louçã, Jerónimo… ah valentes!, não desistam nunca, nós estamos aqui!!

Os cidadãos deste país têm tido e terão o que merecem, sempre foi assim e sempre há-de ser, no entanto não consigo deixar de ficar triste e pensar que, a andar para trás não chegamos a lado nenhum, e agora os espanhóis já não vão querer pegar nisto, que eles são tudo menos parvos, e era por isso que eu esperava… em suma, e mesmo sem isto ser o Brasil, Angola ou os EUA, sejam bem-vindos à República do Kunami.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Charuto encabaçado

Para quem pensa que vou falar de ovnis, estão muito enganados. O post sobre o roupão fez-me lembrar outra coisa que nós usamos de quando em vez, e que sempre que o fazemos acabamos por nos arrepender. O saco de cama é daquelas coisas que só nos apercebemos do quão desconfortável é até nos enfiarmos dentro dele. E depois é tentar manter a roupa no lugar, sem despir involuntariamente a parte de cima do pijama, ou conseguir enfiar as pernas até ao fim sem descalçar as meias, porque é virtualmente impossível chegar com as mãos aos pés dentro de um saco de cama de tamanho individual, só mesmo abrindo o fecho; depois de aberto, ao correr o fecho, aquilo prende-se no forro a cada 15cms, e é uma briga para o voltar a fechar. Uma vez fechado, connosco devidamente instalados, começamos com comichões no nariz ou no pescoço, e se nos tentamos mexer para libertar um braço, lá começa o processo todo outra vez; mas desta vez, já a desesperar, mexemo-nos tanto que abrimos um pedaço do fecho da entrada da tenda, e assim vão entrar melgas, e só de pensar nisso ainda ficamos com mais comichões, mas agora é nas pernas, e no fundo das costas, e não nos conseguimos mexer porque estamos enfiados naquele sarcófago manhoso que mais parecemos um charuto encabaçado, e começamos a espernear e a dar cotoveladas nos nossos companheiros de tenda, e depois eles acordam, e vêem a tenda toda escancarada, e as melgas que já circundam a carne em busca do sangue quente de tanta excitação, e a confusão alastra-se para a tenda do lado, e depois para as seguintes, e assim sucessivamente, e não tarda muito está a merda do parque de campismo inteiro em alvoroço com centenas de alemães, ingleses e bimbos em altos berros a disparatar connosco por causa do mastronço do saco de cama que não tem ponta por onde se lhe pegue!! Bahhhhhh!!! Ainda se fosse de casal, e tivéssemos com uma menina toda giraça ao nosso lado, lá dentro, no quentinho do casulo em formato familiar, sem amigos que só fazem é ressonar a noite inteira sem dar sossego. Assim sim, seria perfeito! (mas tinha de se abrir antes de começar a esfrega!)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Sprite ou 7up?

Nos restaurantes ou cafés, há sempre aquele momento inusitado em que o empregado de mesa pergunta o que queremos para beber, ao que eu respondo: “vou querer uma 7up, se faz favor”; e momentos mais tarde aparece-me o infeliz com uma garrafa aberta de Sprite… ou pior, se for de Snappy! Mas que raio de inteligência caracteriza este pobre coitado!? Ou será um pormenor, aparentemente insignificante, de um grande plano maquiavélico montado para me importunar no conjunto das refeições que eu realizo no exterior da minha casa? Não vos parece ridículo!? É óbvio que não falo da minha mania da perseguição, mas sim deste mau costume singular e curioso que a maioria dos empregados de mesa manifestam possuir. Se peço uma merda de um Sumol, não quero uma Fanta! Se peço um Pleno Tisana, não quero a porcaria de um Nestea! ...se peço a conta, não quero que ele me dê com a puta da frigideira no alto da pinha!!! A ver se atinam, pá!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Pão com manteiga

Adoro sandochas! …com manteiga de vaca, manteiga de amendoim, maionaise, seja o que for, mas detesto quando me perguntam num café se quero manteiga no pão e depois me aparecem com margarina. Estará tudo louco!? Margarina!?!? Essa poção fétida que teima em destruir o paladar durante a simples degustação de uma divinal sandocha. É que não há pão, queijo ou fiambre que lhe resistam. Essa gente devia ser presa a uma bigorna e lançada duma catarata de 15m. Não há pachorra!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Maldito roupão

O roupão é das peças de roupa mais ridículas que há, não dá jeito nenhum. A forma como se fecha deixa entrar frio, e para que não se abra tem de ser atado… atado!? …a era do fecho eclair, dos botões tipo mola e do velcro já passou meus amigos, a tecnologia já nos trouxe a roupa que nos alimenta e nos administra vitaminas pela pele, e que muda de cor consoante o nosso estado de espírito… um cinto em forma de cordel!? Isso é coisa de mosteiros conventos e retiros espirituais. Além das características referidas ainda há o facto de ser incómodo pelos materiais com que são feitos, grossos e desconfortáveis. Se o pijama consegue ser confortável, porque não fazem o mesmo com o roupão? Já requer um upgradezito como peça de roupa fundamental que é para a maioria das pessoas. Alguém que trate disso!

domingo, 15 de janeiro de 2006

Película de plástico

Eu prosterno-me de joelhos, no chão, perante o tipo que se lembrou de colocar aquela película de plástico a separar as fatias de queijo flamengo. É das melhores descobertas algumas vez alcançadas. Eu digo isto de peito cheio para o mundo ler, ou só os 3 ou 4 gajos que passam por aqui à procura de pornografia, porque já uma vez disse o pior sobre o tipo que se lembrou de pôr celofane à volta dos cd’s e dvd’s, coisa que não lembra a ninguém! Mas isto sim, é uma valente descoberta!

sábado, 14 de janeiro de 2006

Uma lição de vida

Para quem ainda não reparou, ou não quis ouvir, aqui fica a letra da música que escolhi para passar na MusicBox deste blog. É uma música do primeiro álbum a solo de Sarah Bettens, a vocalista dos K’s Choice, uma das minhas bandas preferidas. Esta música é linda e quero partilhá-la com quem gosto… os meus amigos! E principalmente porque nunca se perde tempo a ouvir ou a ler coisas com significado:



Don’t stop trying, there’s always reason to go on living
As long as you can breath
Stay clear of extremes
Just say what you mean
But try not to be mean

You should say thank you often
Like your hair
Wave to strangers everywhere
Do what you’re supposed to do
Don’t look at what the others do

Think before you buy a car
Don’t marry someone you met at a bar
There’s no such thing as going too far
Love who you are

Don’t be scared of what’s ahead
But wear a helmet to protect your head
Be aware, say you care, don’t say fair

Stay close to the hands that raised you
Watch for signs
Never waste expensive wine
Spoil your body, spoil yourself
Never cheat and share your wealth

Sing when you’re glad
Close the door if you sound bad
Don’t believe a man who knows he’s right
Don’t skip ahead, enjoy your flight

Be nice to your dog
Drive slow in the fog
Convince yourself to write a song
Change clothes every day
Call ahead when you’re late
Be safe when you’re planning to get laid

Read what you like
Be on your brother’s side
It’s okay to wonder why
But don’t expect to understand your life

Don’t expect to understand your life...

Tempo perdido, parte II

Tempo perdido são todos os momentos que passo sem ti…

Tempo perdido…

Um dos piores sentimentos que se pode ter é a percepção ou a sensação de tempo perdido: algo que ficou por dizer, fazer, sentir, viver. Na lógica do “you can’t taste the sweet without the sour”, até percebo que existam alturas em que temos de trabalhar e de nos dedicarmos às coisas menos felizes da vida, até porque há quem se sinta bem a fazer isso, ou até mesmo realizado pessoalmente, mas é uma pena vivermos tão pouco tempo e termos a noção de que se podia fazer tão mais! Visitar outros países, conhecer outras culturas, passar aquele tempo “morto” de sofá em frente à televisão, ou na internet, com os amigos na paródia ou só na conversa. Podia ser sempre rambóia até cair para o lado. Não haveria outra coisa senão diversão e tempo de ócio e lazer… porque é que esta sociedade está montada desta forma? Agora as coisas ainda se complicam mais, porque não há emprego, não há poder de compra, não haverá reformas, etc. É uma pena não termos mais tempo, mas piora um pouco se gastarmos o que de facto temos em merdas “pouco” significantes (que é sempre um conceito relativo, claro!)… vá a abrir a pestana, levantem o cu do sofá e aproveitem TODO O TEMPO de que dispõem, divirtam-se, que esta vida são só dois dias e passa num instante, só não precisa de ser um instante breve e insignificante, antes bem vivido e cheio de forma e conteúdo! Há uma postura muito interessante que resulta de várias frases de grandes pensadores/observadores: “hoje é o primeiro dia do resto da tua vida”, “começa cada dia como se fosse de propósito”, entre outras… é vital que nos sintamos sempre confortáveis em qualquer situação que se nos apresente, quer gostemos quer não. Não se trata de conformismos ou resignações, apenas de uma adaptação constante e inteligente a cada situação que apareça. Há coisas boas e coisas más, e se é no meio que está a virtude, então no meio da “estrada” é o pior sítio para se fazer equilibrismo, mas há que conseguir atingir um ponto de equilíbrio... é tudo uma questão de equilíbrio! Há uma outra frase que eu aprecio muito: “o orgulho é a muleta dos inseguros”; a segurança e estabilidade vêm com o auto-conhecimento e a auto-aceitação. Somos todos únicos e importantes… mais não seja para nós próprios!
Certo!? eheh… este postulado não carece de confirmação, eu penso assim e pronto! Como dizia um amigo meu: “a perfeição é” (sem reticências, ponto de exclamação, final ou de interrogação… apenas é)

Equilíbrio: estado em que se acham os corpos solicitados por forças iguais e contrárias; justa medida; proporção devida; igualdade de forças.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Jogar Futebol vs Jogar à Bola

Neste post vou falar na diferença entre jogar futebol e jogar à bola. Podem parecer o mesmo ao comum mortal, mas são coisas muito diferentes. Uma é desporto e a outra é lazer, uma faz-se com colegas e a outra faz-se com amigos. Jogar à bola é o que eu e o meu pessoal fazíamos no ringue da escola primária do Chafariz D’El Rei, no ringue da Universidade, no ringue da Caixa, ou no campo da Severim de Faria, jogar futebol é o que os cracks fazem nos torneios ou os profissionais fazem nos estádios. Mas também jogávamos matraquilhos e íamos à pesca, mas isso é conversa para outro blog…

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Dúvida existencial

Se há coisas que sempre mexeram comigo, como que aquelas comichões a que não conseguimos chegar para coçar, por muito que nos estiquemos, é tentar perceber como é que põem os guindastes de pé. Já vivi ao lado de construções em que havia guindastes, e até me mantive atento para assistir ao processo, mas eles conseguiram pô-lo de pé no espaço de uma manhã enquanto eu estava a trabalhar. Qual o meu espanto e tristeza quando chego a casa à hora do almoço e deparo com aquilo tudo já montado e a funcionar. Como é que põem aquela bisarma de pé, com outro a elevar as últimas peças a montar no topo? E guindastes a montar outros guindastes!? Isso é perverso!!
…mas como é que aquilo se monta, porra!?!?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

What do you mean!?

"There's always more than one way to say exactly what you mean"
Fastball, Out Of My Head, All The Pain Money Can Buy

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

A mística da pastilha elástica

Quando se é puto, uma das coisas que dão um prazer enorme, antes de se descobrir o gozo (estúpido) dos cigarros, a adrenalina de se roubar uma Playboy ou um encontro fortuito com um buraco que dá para o balneário das raparigas, é o fenómeno da pastilha elástica. Funciona quase de forma mística, transmitindo uma sensação de poder e liberdade a quem a tem na boca. Podia-se passar pelas conversas mais entediantes com a maior descontracção, com cara de quem está a prestar atenção, estando-se completamente concentrado na pastilha, no sabor e na crescente vontade de fazer balões! ...melhor ainda quando se estava na sala de aula com o professor a explicar e nós ali, na buínha, sem perceber puto e a fazer muito pouco por isso, mascando como se não houvesse amanhã... até o sabor desaparecer!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Tem dias…

Por vezes penso que gostava de ser bem alto, para que ninguém reparasse que estou a perder cabelo. Outras vezes… não!

domingo, 8 de janeiro de 2006

Banzai!!!

Já era sem tempo de alguém, fora do seu perfeito juízo, fazer a celebração ao maior programa televisivo de todos os tempos. Não falo do Barco do Amor, do Nico de Obra ou do Rex o Cão Polícia, falo sim do grandioso, do esplendoroso, do genialmente fantástico Nunca Digas Banzai!! Puro programa de emoções e expectativas levadas ao seu extremo que nos ocupava as nossas gloriosas manhãs de sábado. Não eram os desenhos animados repletos de violência que nos cativavam e prendiam que nem súbditos obedientes ao grande altar do entretenimento passivo, ou os episódios antigos (na altura recentes) de séries como o Dallas ou o Norte e Sul, era mesmo o Nunca Digas Banzai, esse culto à adrenalina em ambiente de concurso. Porque é que nunca mais ninguém se lembrou de passar isso ao fim de semana, ou transformar a totalidade da série numa box-set de DVD’s, ou até mesmo fazer uma compilação tipo Best Of dos melhores e mais emocionantes episódios? Os putos destas últimas gerações, bem como as gerações vindouras, estão desesperadamente à procura de icons decentes e merecedores de afecto e idolatria. Os D’Zrt e os Pokemon não servem… tragam de volta o He-Man e o Sport Billy!

sábado, 7 de janeiro de 2006

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Os pacotes medem-se aos palmos!

Os pacotes de leite ou de sumo pequeninos não têm líquido suficiente para me satisfazer, nunca chegam até ao fim da sandocha ou da tosta mística. Lá estou eu a comer qualquer coisa, todo contente, quando oiço aquele temido som do ar a esgueirar-se pela palhinha, significando que o fim do líquido está apenas a uns dois goles de distância, ou menos, e isso irrita-me!! Um pacote de litro de leite com chocolate seria um disparate qualquer, ou uma litrada de 7up poderia ser encarada como uma quase tentativa de suicídio, mas 25cl também não deixam ninguém saciado, porra!!, é manifestamente pouco. Uns míseros 25cl não chegam para satisfazer e sim, os pacotes podem medir-se aos palmos… as latas, essas, já são “outros quinhentos”.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

Mulheres bonitas...

Um amigo meu perguntava-me numa resposta a um mail meu: “Diz-me lá uma coisa. Estas mulheres são tão belas e já te passaram tantas pelos olhos (a mim tb mas de certeza em menor escala :) ) como é que vives com o real? Um dia destes, se pudermos, haveremos de discutir este assunto. Acho que estas fotos, como tantas outras, de mulheres fotograficamente belas, acabam por ser fonte de frustração”… ele há-de me perdoar a citação e a consequente exposição, mas talvez tenha vontade de responder em forma de comentário. Eis a minha resposta:
“Vivo bem com as mulheres bonitas e fantásticas que vejo nas fotos porque tenho a noção de que não existem. É tudo uma construção com base nas fantasias de alguém. Gosto de mulheres reais, do dia-a-dia, e prefiro-as sem perfume, sem maquilhagem, e com pouca roupa! Adoro ter acesso à verdadeira e real mulher, de pijama, a fazer o pequeno almoço antes de sair, ter acesso ao seu cheiro, à sua essência, saber o que adora e o que odeia, os seus medos e receios, o que a torna um ser humano mais forte. Adoro saber que posso fazer parte da vida dela ao ponto de me dizer que existe para me amar e é quem é porque eu faço parte da sua vida, que tudo o que está para trás do momento em que me conheceu já não faz muito sentido agora, que adora ser como é... e porque eu também sou o mesmo e sinto da mesma forma! Não há NADA que bata isto! Não há mulher bonita, momento sensual ou prazer carnal que transcenda o gozo/prazer/fruição/gosto de amar alguém. Depois disso, e usando uma metáfora de jogos de cartas, o resto é palha. Há mulheres, prazeres e momentos do "2" ao "10", mas será sempre e só... palha!”
Continuando a alegoria das cartas, uma trunfo assim permite-nos aceder a todas as outras que dão pontos. Só conseguimos ser realmente felizes quando nos sentimos bem connosco, mostrando-nos como realmente somos, e com alguém que também se sente bem consigo, ao nosso lado. E é tão mais fácil de se atingir isto quanto mais as pessoas se abrirem e se deixarem de merdas e atrofios, fechados e cada um no seu "caminho" não vamos a lado nenhum, é como andar a correr numa máquina de ginásio... conseguem-se grandes records, de sprints ou endurances, mas não há paisagem!
Agora que reli o mail, acho que ele não estava à espera duma resposta destas… ou estavas!? ;)

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Dakar em África

Porque estamos à beira de mais um episódio importante nesta saga que é a democracia portuguesa, mas também porque já começou o Dakar deste ano, devo referir um pormenor interessante (ou não!): este ano é a primeira vez na história do Rally Dakar que este começa e acaba em África. Perdoem-me os mais susceptíveis mas as estatísticas comprovam-no!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Ilha da Fantasia

Uma das personagens de séries televisivas mais carismáticas de sempre será sem dúvida o anão da Ilha da Fantasia, aquele que gritava “dé plén, dé plén!!”. Para quem não se lembra, a Ilha da Fantasia era uma daquelas séries americanas que iam buscar a fina flor do entulho no que dizia respeito a actores e actrizes quase reformados e fora de moda, reunindo-os em volta de “histórias” sem pés nem cabeça de episódios altamente repetitivos e desinteressantes. Outro bom exemplo destas séries manhosas é o Barco do Amor. Bem, mas de onde veio este anão e porque raio é que eu estou a escrever sobre ele, dedicando-lhe um post inteiro neste blog fantástico!? Pois bem, este anão trabalhava em part time numa caixa de MB quando foi convidado a participar no episódio piloto da referida série, como foi bem com o resto do elenco, decadente e ridículo, ficou até ao fim. A série lá teve o seu sucesso, principalmente nesse grande momento televisivo que era o Agora Escolha, e hoje podemos encontrar o dito anão em vários programas de televisão e palcos por esse país fora, mas não como actor. Nos dias que correm ele dá pelo nome de Toy e tornou-se num cantor romântico de relativo sucesso… sim, porque ninguém bate o Toni Carreira!! ...quer dizer, eu batia-lhe, se tivesse ao pé dele, e fazia-o engolir a guitarra, pimba manhoso!

domingo, 1 de janeiro de 2006

Moda do Pé de Gesso

Foi nos anos 80 que se inventou o conceito do pé de gesso. Naquela altura os actores porno, os músicos e os políticos partilhavam o mesmo fetiche de usar meias brancas independentemente do resto da farpela, e este pormenor, a par com os penteados, faziam uma mistura explosiva. Serve de exemplo o meu amigo Márcio que anda sempre com o pezito (mais pezão!!, porque tem umas plataformas que lhe permitem dormir de pé) revestido de meias brancas, como se quer (ou não!). Damn those 80’s!

sábado, 31 de dezembro de 2005

Bom Ano de 2006!

Nesta quadra festiva embebedem-se, encharquem-se em doces e esqueçam por uns dias que o próximo ano só pode ser pior do que estes últimos... ainda assim, desejo o melhor possível para 2006! Andem de pestana bem aberta, e quer façam escolhas passionais ou tomem decisões reflectidas o que interessa é que sintam tudo o que façam... já agora reflictam sobre "certas coisas" e votem em consciência (NÃO AO VOTO ÚTIL!!!).

Sejam egoístas, porque se o forem verdadeiramente, farão o melhor por vocês e isso inclui todos de quem gostam, pois ninguém é feliz sozinho.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Pratos e talheres

Como falámos anteriormente (até parece que estou a apresentar um talk-show) em coisas que sabem mal ou que irritam, lembrei-me de referir outra:

- o ruído dos talheres e pratos.

Quando estamos a pôr a mesa ou no final da refeição, a raspar pratos, por exemplo, por vezes é uma chinfrineira que chega a magoar… it’s no good!

Se trabalhasse num restaurante, acho que me passava do juízo em pouco tempo.

Depois de trabalhar nos correios, e não me refiro andar de mota a distribuir cartas, acho que lava-pratos num restaurante movimentado ficará num pouco distante segundo lugar dos trabalhos mais manhosos que há.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

Fardas femininas, aglomerados de homens e saldos

Numa noite destas tive um sonho excelente que me deu uma ideia genial:

- uma companhia aérea em que as assistentes de bordo - elas não gostam que se lhes chame de hospedeiras - andariam “vestidas” com fardas desenhadas pela Fátima Lopes…

Já estão a imaginar o filme?, não era brutal!?

E quem diz uma companhia aérea, diz os seguranças femininos de museus e lojas de roupa. Aliás, só assim é que deixariam de existir aqueles aglomerados de amigos, namorados e maridos que se dão à porta das lojas de roupa e lingerie. Assim já haveria um sólido motivo para se permanecer dentro da loja.

Mas sinceramente, nunca fiquei à porta de lojas de roupa e lingerie feminina. Acompanho o mulherio até à sala de provas e fico sempre à coca de qualquer situação que se me apresente, uma vez que estou por ali à espera que a amiga/namorada apareça no corredor para mostrar a blusa ou o casaco que está a experimentar, há sempre uma rapariga que aparece cá fora meio despida, uma cortina mal fechada ou um espelho teimosamente bem colocado e em ângulo ideal.

Só não entro em lojas de acessórios ou que estejam em saldos, aí é a morte do artista!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

Lotaria, nomes e um trabalho estúpido

Podem dar-me os exemplos que quiserem, mas o 1º prémio vai para direitinho para os meninos e meninas (já grandes, entenda-se!) que apresentam o sorteio da Lotaria.

Não há função mais estranha e idiota do que cantar números frente às câmaras, jornalistas e demais mirones. Roça mesmo o cúmulo do ridículo!

Agora imaginem a vida que levam estas pessoas, alvos e vítimas de chacotas sucessivas, se já tivessem sido gozadas em crianças. Bastava chamarem-se Edalberto, Ricardina, Emanuel, Henriqueta, ou algo do género.

O que eu me pergunto é o seguinte: será que os pais destas crianças é tudo gente estúpida que não consegue antecipar o futuro? ou não gostam mesmo das crianças e marcam-nas logo à nascença?

Era escusado…

sábado, 24 de dezembro de 2005

Quem é afinal o Pai Natal?

É um tipo gordo, tímido, pouco social, apreciador de bolachinhas com leite simples e que gosta muito de dar presentes a meninos... síndrome da Casa Pia ou há aqui mesmo qualquer coisa em que ainda ninguém reparou!? Hum! ...é coisa para ser investigada seriamente.

“No Natal…

...o meu presente, eu quero que seja a minha agenda, a minha agenda… trá-lá-lá-lá-lá!"
Depois de ter lido a “Carta ao Pai Natal” do Boss AC reparei num pormenor que toda a gente conhece mas que não oiço à maioria a referir-se em conversas ou discussões: os meninos mal comportados são os que ganham as melhores prendas… ok, talvez não as melhores, mas as mais caras. Eu cá estou bem assim, nunca tive a menor pretensão de ser rico e também não o desejo a ninguém. Os ricos não têm amigos verdadeiros, não conquistam confiança através do carácter e das suas atitudes… “compram-no” sem esforço! Não desejo isso a ninguém, desejo antes, neste Natal e para o próximo ano, que haja sentido de humor, pois que como as coisas estão, como o país vai andando, com os governantes e políticos que temos, com a parca vontade e baixa motivação, bem como com toda a idiotice que nos caracteriza enquanto portugueses, só com bom humor e atitude combativa é que iremos sobreviver… e vamos sobreviver!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

Portas, Doors e concertos

“There are things known and things unknown… and in between are the doors”.

Fez este passado dia 6 de Dezembro, dois anos que vi The Doors ao vivo e o Jim estava por lá… que pena o Densmore não fazer parte do projecto.

Foi um concerto memorável!

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Super Gorila

Quem não se lembra das pastilhas Super Gorila?, aquelas aos cubos que tanto prazer davam a mastigar, qual bola anti-stress, e que proporcionavam momentos de divertimento a fazer balões. E quando o sabor desaparecesse, punha-se mais uma na boca… mais prazer, mais divertimento, mais e maiores balões! Havia até quem fizesse balões do tamanho ou maiores que a sua própria cabeça, correndo apenas um risco… o de rebentar (o balão, e não a cabeça!) e passar horas a tirar pastilha elástica da cara, cabelos e roupa. Pois bem, ontem, uma amiga minha lembrou-se duma conversa em grupo que tivemos aqui há tempos, durante uma jantarada da kanalha, sobre pastilhas Super Gorila, Sugos, Conguitos, Caprisone, Tang, Bombocas, etc., e trouxe-nos um pack de pacotes de vários sabores de Super Gorila. Escusado será dizer que houve fessta até altas horas a fazer balões, como se não houvesse amanhã, e a partilhar recordações e sensações de adolescência, com a vantagem de nos lembrarmos de tudo pois o grupo de amigos ainda é o mesmo. Valente janta de Natal!

domingo, 18 de dezembro de 2005

Não conseguir espirrar

Ihhhhh, outra coisa que dá cabo de mim é ter vontade de espirrar e não conseguir. Por vezes fico até 5 minutos com aqueles “piquinhos” no nariz, tipo aquela sensação horrorosa de quem deixou, involuntariamente, chegar seven-up às fossas nazais, mesmo que não saia pelas narinas, já custa horrores! E por falar nisso, uma vez que sofro de alergias e isto me acontece, assim na boa, TODOS OS DIAS!!, devo partilhar um truque para acelerar o processo do espirro voluntário: levantar a cabeça e olhar para a luz, quer seja do sol (não durante muito tempo, claro!) ou de um candeeiro de tecto ou secretária; vão por mim que resulta na perfeição.

sábado, 17 de dezembro de 2005

O drama do tampo frio

Se há coisas que custam a fazer, uma delas é sentar o rabo num tampo de sanita nesta época de inverno. Não interessa se o tampo é de plástico ou de madeira, vai dar ao mesmo. Naquele preciso momento em que a pele sensível e delicada do nosso traseiro toma contacto físico com o tampo gélido de uma qualquer e vulgar, ficamos ali a grunhir cobras e lagartos durante uns bons 6 segundos de puro sofrimento. Tudo bem que dura pouco, mas é um curto momento de tortura.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

ZMB, lavar as mãos e gente estúpida

“Vá mandem-me lavar as mãos antes de ir p’rá mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos!”

Zé Mário Branco, és um senhor!!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Green Day, american idiot e guerra no Iraque

Hoje apraz-me a ideia de escrever sobre um momento histórico que se deu ontem e que para sempre permanecerá na minha memória. O presidente norte-americano George W. Bush admitiu que a Guerra no Iraque se fez sob falsos pretextos, ou seja, mostrou de forma simpática e despreocupada que arrastou meio mundo, dito civilizado, para uma guerra injusta, fundamentada de forma atabalhoada com informação forjada e insidiosa.

Basicamente, aquilo que o fez precipitar um conflito que desencadeou uma Guerra, que, de forma atempada e oportuna, supostamente impediria que essa mesma Guerra viesse a ocorrer, não tinha qualquer razão de o ser… não existiam armas de destruição maciça, não existia motivo humanitário para o que se passou, não havia fundamento político para o que se deu, apenas e só existia interesse e especulação oportunistas… algumas mentiras, muito negócio e 30.000 mortos civis mais tarde, este senhor vem a público, sem se arrepender, mostrar que de facto se enganou.

Ao pé deste tipo de gente, Hitler era um menino!!

Fumem Marlboro, comam no McDonalds e encharquem-se em Coca-Cola… eu cá oiço boa música!

Green Day RULES!!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

A Mansão

Hoje vou explanar uma teoria que teve origem noutra pessoa, que não eu ou um alter ego meu, sobre os videoclips dos rappers e hip-hopers americanos. A teoria assenta no facto de todas aquelas mansões, carros e mulherões serem absolutamente um mesmo e único cenário. Os gajos são todos primos e amigos, quer sejam pretos ou brancos, do rap ou do hip-hop, e é até isso que explica que eles se multipliquem da forma como o fazem, pois se são familiares, os genes não têm possibilidade de se espalharem. A dita mansão é uma só e deve ser enorme, com “n” divisões, de modo a partilharem-ma para fazer todos aqueles videoclips em que aparecem grandes bombas, gatas e aviões… e carros!! Agora que penso nisso, a malta que gosta desse estilo de música do lado de lá do oceano, assim como cá, tem sempre a tendência para gostar de coisas berrantes e que dêem nas vistas, quer seja roupa, carros, casas ou mulheres, só que em Portugal não se investe muito nas casas. Cá não há grandes hipóteses porque os tunings (ou xunings) compram carros de 3000cts e depois ainda lhes põem mais 2000 ou 3000cts em material: ailerons, saias, subwoofers, leds, muitos leds!, autocolantes para o tampão da gasolina, pele de zebra ou leopardo nos bancos e volante, buracos novos para servirem de entradas de ar, etc. Depois do bólide pronto, correm as zonas nocturnas e as roulotes de cachorros com música de discoteca em altos berros, de modo a ser impossível sequer formular um pensamento básico que seja, dentro do habitáculo, à procura duma gaja que vá bem com os estofos e que chegue com as mamas ao tablier. Estes tipos mais parecem pavões com o cio! lol
Aqui há tempos, em Lisboa, vi 4 tipos num Golf tuning, azul, cheio de plásticos e música pão com grão em altos berros, a fazerem valentes acelerações, mas parados!, completamente a seco. Tiveram naquele disparate, com muita a gente a assistir, durante uns bons 15 minutos. É óbvio que o carrito não aguentou e o motor cedeu… entrei numa loja, e 20 minutos mais tarde ainda tive o estranho mas delicioso prazer de os ver a entrar na carrinha do reboque e num táxi. Pode parecer um comportamento funesto e repreensível da minha parte, mas para quem já foi a muitas concentrações motard e de automóveis como eu, e viu a quantidade de energúmenos, que não têm outro nome, a destruir material (motas e carros) e a esbanjar dinheiro, é perfeitamente compreensível. Não merecem! Isto até me faz lembrar de uma outra teoria sobre a atribuição de licenças de condução e automóveis/motas consoante a habilidade técnica e capacidades psicológicas de cada um, mas isso fica para outro post.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Pasteis de nata, padres e a carneirada

Ouvi no último episódio de A Revolta dos Pasteis de Nata, um padre dizer, como mensagem final no programa dedicado à religião, o seguinte:

- "o que eu peço aos jovens é que sejam a consciência crítica da igreja, para que deixe de ser uma igreja de rebanho e passe a ser uma igreja de pessoas".

Pareceu-me uma afirmação corajosa e digna, que eu aplicaria a toda a gente, num sentido mais abrangente e não só religioso.

domingo, 11 de dezembro de 2005

Nazis, cabrões e cabros grandes

De uma forma sincera, frontal e crua, devo dizer que não me senti mal a ver os neo-nazis australianos a levar no lombo com os bastões da polícia, antes pelo contrário!

Se há seres humanos de segunda categoria, serão os que acreditam que tal coisa existe.

Racistas, brancos ou pretos, deveriam ser todos presos juntos até se conseguirem aceitar como iguais... ou até não restar um vivo!

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Sá Carneiro, nome de aeroporto e estranheza

Depois de reler o post “A Política e a Morte” reparei num pormenor interessante... ou não!

O aeroporto da cidade do Porto tem o nome de uma pessoa que morreu num desastre de avião.

Estranho, não!?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

I Robot

Ontem vi o filme “I Robot” e achei fantástico! Filmado com muita mestria, contendo cenas verdadeiramente deliciosas, belíssimos efeitos especiais/visuais e um argumento muito interessante. A história, ainda que pouco original, serve como um perfeito complemento ao projecto Matrix, tendo em conta principalmente o Animatrix com as histórias que precedem a trilogia de filmes. Este fime apenas peca por algumas ingenuidades de argumento e pelo facto de todos os automóveis serem da marca Audi, mas o carro do Will Smith, que está muito bem no papel, é um valente bólide!

domingo, 4 de dezembro de 2005

Política, fellatio e assuntos sérios

Aqui há tempos, em ambiente de trabalho (fatiota e tal), conheci um tipo francês que me deliciou com uma frase de sua autoria.

Íamos a caminho do norte para uma reunião de trabalho e aproveitámos o tempo de viagem para conversar sobre as diferenças e semelhanças entre portugueses e franceses.

Entre outras coisas, e tocando ao de leve no assunto da 'política', ele saiu-se com esta pérola: “a economia e as finanças são assuntos sérios demais para serem tratados pelos políticos” (J.Pallota).

Já tinha essa sensação e agora que reflecti exaustivamente sobre a frase em causa e em tudo o que ela implica, cheguei à conclusão que não há político que se safe neste Portugal que é profundo e está sempre no seu melhor.

O Manuel João Vieira será, quiçá, o candidato mais apurado e ao nível da bandalheira descuidada em que se encontra o nosso país, quase em estado de sítio, e ideal para chegar a Presidente da República. Tal como ele diz, numa das suas frases de campanha, “um banana para uma república das bananas”, além disso ele promete fellatios gratuitos para toda a gente, tal como há 5 anos tinha prometido uma ginasta russa e um dançarino cubano para todos os portugueses e portuguesas, respectivamente. Se não for o Manuel João, e tendo em conta o caminho que isto está a tomar, acho que até o advogado do Bibi serve melhor do que o Cavaco ou o Soares.

Parafraseando um actual colega meu que não tem problemas em usar palavrões nas situações mais pertinentes, inclusivamente em ambiente de trabalho, digo e sublinho com veemência: "puta que os pariu!"

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Situações, sentimentos e interjeições de rock

Este mundo seria um local bem mais aprazível e saudável se todos nos expressássemos com a maior das naturalidades e de forma inequívoca sempre que a situação o justificasse.

Cada vez que alguém de quem não gostamos se dirigisse a nós, ou uma rapariga jeitosa se apresentasse perante a nossa visão periférica, fossemos promovidos, ganhássemos um passatempo na rádio, nos caísse um vaso no pé, ou uma qualquer outra situação pontual de entre um sem número de situações surpreendentes, bastava que nos dessemos a entender por meio de interjeições de rock!

Numa situação agradável bastava um “Oh yeah!”; depois de nos acontecer uma coisa má, usava-se uma “fuck you mamma!”; se fosse uma coisa normal usar-se-ia uma “Get Up-a!”; e assim sucessivamente.

Não ficaria nada por dizer, pois cada pessoa manifestaria todo o seu sentimento.

Por outro lado, não se gastaria tempo com explicações e justificações. Tudo dito de forma evidente, inequívoca e em poucos segundos.

Simples, eficaz e prático.

domingo, 27 de novembro de 2005

Cacho, banana e o nexus do universo

O Universo começa e termina na banana que eu comi hoje de manhã.

A explicação cósmica e holística da criação de tudo está contida no cacho de onde hoje retirei, hoje, uma banana para degustar e ingerir.

Pois que era uma banana com aspecto de estar madura e quase fora do período ideal para ser comida, já com manchas pretas, mas que depois de descascada ainda se apresentava rija, com sabor e textura típicos de uma banana ainda verde.

Dei uma dentada e formulei o seguinte pensamento:

“Estarei eu no nexus do universo, onde tudo começa e acaba, presenciando a espacio-temporalidade que se me apresenta de forma pouco respeitadora de quaisquer leis e regras até hoje vigentes, sem que disso alguém se dê conta, excepto a minha singela e humilde individualidade!? …ahh... eis-me na presença de algo transcendente, fantástico e cósmico que tanto carece de explicação, mas para o qual jamais encontrarei lógica que o determine e lhe dê razão para existir. É melhor comer a porra da banana até ao fim antes que mude de cor, se liquefaça ou mude de dimensão!”

sábado, 26 de novembro de 2005

Carros, chapeleiras e naprons

No seguimento do post anterior, devo informar que adquiri conhecimento pertinente que vem dar explicação a uma das questões anteriormente colocadas.

Neste momento, sou o feliz possuidor da informação que desvenda o mistério dos naprons em forma de chapéu, devidamente depositados na chapeleira de certos automóveis, mais comummente Toyotas Corolla e Datsuns 1200, clássicos.

Esses "chapéus" existem nesse digno local para albergar um rolo de papel higiénico que possa ser útil numa situação pontual de aperto.

Lá está o sentido prático do tuga, sempre em evidência.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Carros, coletes e fatos-de-treino

Num país em que muita gente anda de fato-de-treino ao fim de semana, e logo com as cores mais garridas e contrastantes possível, só poderia aparecer uma moda tão estúpida e incrível como a do colete reflector no banco do carro... no banco não, nas costas do banco!!, que é para se ver bem! Ou não fosse aquela coisa fluorescente!!

Não percebo, juro que não percebo!

Já dei voltas e voltas aos meus pensamentos e não encontro pedaço de lógica que se lhe aplique.

E já que falo nisto, porque não explicarem-me a função dos CD’s pendurados no espelho reflector, dos naprons bordados na chapeleira e da placa de metal identificativa no tablier com o nome e morada, não vá o bólide ser encontrado perdido no mato e precisar de alguém que o conduza de volta ao dono, porque caso o condutor se embebede ou algo assim, é mesmo o carro que se vai perder, pois!

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Os cabrões dos máximos

Que há gente parva a conduzir na estrada já toda a gente sabe, mas e aqueles idiotas que vêm de médios até chegarem perto e no preciso e exacto momento em que se cruzam connosco decidem ligar os máximos mesmo na nossa cara!? O que é que se passa com essa gente? Esta é uma das coisas que me dá vontade de galgar o separador central, se o houver, ou ultrapassar a faixa longitudinal contínua, mudar a marcha para o sentido contrário, e ir atrás do fdp com os máximos ligados só para lhe moer o juízo. Ele há pessoas que só não são mais estúpidas por falta de espaço. Nestas coisas não há cá ricos e pobres, mulher ou homem, velho ou novo... há gente estúpida ou não!

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Mijar sentado não lembra a ninguém!

Aqui há tempos participei numa conversa entre amigos, bastante elucidativa, sobre necessidades fisiológicas. Chegámos à conclusão de que a maioria dos homens ali presentes, na altura rapazes, mijavam sentados (“fazer xixi” é conversa de putos!), coisa que a mim me faz alguma confusão. Ora se as mulheres foram laureadas com o facto de terem orgasmos múltiplos como contrapartida de terem sido os homens, os presenteados com a possibilidade de mijar de pé, porque raio é que alguns espécimes do género masculino irão, conscientemente, abdicar dessa mais valia!?... não faz qualquer sentido! Mijar de pé é do melhor que há! É das melhores características que vêm no pacote “ser homem” e nem sequer é extra ou opcional, já vem de fábrica assim! E à semelhança das mulheres, que têm o bidé, nós também possuímos uma loiça só para nós nessa divisão original que é o quarto de banho: o urinol, esse conceito místico digno da mais árdua e intrincada contemplação. Quer se seja exímio ou trapalhão, esforçado ou preguiçoso, mais ou menos artista, mijar de pé é de homem!

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

O drama da cortina

Para os mais modernaços este post não vai saber a vivência quotidiana, mas mesmo para estes, bem como para os demais, será sempre uma espécie de recordação indelével. De certo que já aconteceu a todos, estar a tomar um bom e reconfortante banho de chuveiro quando a merda da cortina se descola da loiça e toca nas nossas costas, ou mesmo que ao de leve na coxa, mais parecendo um íman sem despegar, e com o susto, damos um ressalto para trás, o que nos faz tocar com o nalguedo nos azulejos ainda mais frios! Minutos depois, já recompostos, e com um esforço empreendedor digno de um engenheiro holandês, lá conseguimos fazer aquela bolsinha de água para segurar a pérfida cortina no intuito de dar seguimento ao banho, mas agora numa ansiedade e nervosismo constantes, pois temos a certeza que está tudo fechado, porta e janelas, e mais ninguém está na casa de banho e não há puta de brisa que faça a cortina mexer, mas ela lá se descola de vez em quando!

domingo, 20 de novembro de 2005

Bichas vs Futebol de Salão

Epá, ok, eu sei que sou um bocadinho preconceituoso em relação às bichas, mas sinceramente… estava descansado a fazer zapping quando passei pela SIC (Blahhh!!) e vi os tipos do Esquadrão Gay a tentar jogar futebol de salão. Porra!?, mais parecia que estavam a fazer ballet! Eu conheço homens que fazem ballet e dança contemporânea, e nada que se compare com o que eu vi. Dança é dança, futebol é futebol, homem é homem, gay é gay, e bichonas loucas como estas não se parecem com nada. Nada tenho contra a homossexualidade ou contra o movimento gay, mas detesto ver homens femininos assim como detesto ver mulheres demasiado dengosas e cheias de sei lá… mariquices!!!

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Passarolas Voadoras

Só mais um pedacinho de cóltura... e da nossa:

"As Passarolas Voadoras são seres críticos e sensíveis que observam a realidade social e sobre ela fazem as suas dissertações em forma de música e poema. Vivem longe de tudo e todos, fazendo passagens muito pontuais e breves pelo nosso planeta. Relatam o que vêm de uma forma satírica e humorística para que seja perceptível por todos sem excepção. No final do bom ano de 2002 d.c. surgiu a tão suscitada obra prima, real cagada passarolal, o bestialmente aclamado álbum de estreia das Passarolas Voadoras. Estamos, portanto, em pleno momento estasiático de inspiração e introspecção para que se dê mais uma vinda e consequente descida das Passarolas à Terra. Eles andem n'aí, e muito d'em'breve se mostrarão ao mundo qual D. Sebastião na neblina vespertina... aguardai!"

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Valdez e as Piranhas Douradas

Serve este post para vos injectar um pouco de cóltura:

"Valdez e as Piranhas Douradas é uma banda de seis/sete músicos, formada no início dos anos noventa. A sua estética xunga/rock/comercial caracteriza-se pela criação de ambientes de loucura dançante e baladas bimbo/românticas, através da aglutinação de múltiplas sonoridades desde o tango ao pop/rock, fazendo dos “Valdez e as Piranhas Douradas” uma persistente lufada de ar fresco no definido mundo musical."

Valdez e as Piranhas Douradas são: Pedro Wilson (voz), Odete (vozes de fundo e balarina), , Magui (vozes de fundo e balarina), Rui de Sá (acordeão, xilofone, harmónica, coros), João Baião (guitarra ritmo e solo), Abílio (baixo), Sérgio Bolota (bateria, percussão). Eu já vi ao vivo e o meu comentário é "loucura total!!!"

terça-feira, 15 de novembro de 2005

A long, long time ago...

There was a place called
Courela do Tanganho
A wish was made,
expectations were high
But finally...
...the circle is now complete!

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Guerra dos sexos, trânsito e maquilhagem

Noutro dia reparei num pormenor interessante... ou não!

Quando alguém faz algum tipo de disparate no trânsito, se for mulher e der conta do que fez, coisa que nem sempre acontece, nem tenta reparar em quem está a buzinar ou a mandar vir. Segue em frente, nunca olhando para o lado ou pelo espelho retrovisor

Se for homem, claro que dá conta do que fez, começa logo armado em galarote a cacarejar de volta e a fazer manguitos ou coisa pior.

Este é mais um exemplo das diferenças entre os sexos. Neste caso, no que diz respeito à forma de guiar e de encarar o trânsito.

Mas antes que me apelidem de sexista, coisa que me acontece não tão raras vezes, devo referir que as estatísticas mostram que as mulheres são os condutores menos propensos a ter acidentes e as companhias de seguros sabem disso. Tanto que elas pagam menos pelo seguro automóvel.

Afinal a história dos saltos-altos e da maquilhagem enquanto conduzem não passa de mera especulação insidiosa.

domingo, 13 de novembro de 2005

Necessidades, campismo e o cocó

Quem está habituado a fazer a necessidade número 2 sentado não sabe mesmo a sorte que tem! Quando se faz campismo, quando se tem necessidade num domingo de compras num centro comercial, ou se trabalha num local com muita gente e a limpeza só é feita de manhã e também se tem vontade de “ir” já depois das 18h e os urinóis não têm bolas de naftalina e está um daqueles cheiros corpulentos no ar que parece que se leva um soco no estômago assim que se passa a porta e ainda por cima o pessoal não acerta com o papel nos baldes e o wc está um autêntico caos mas tu tens de aguentar isso durante uns bons 4 infernais minutos, a necessidade de “ir” durante uma viagem e as áreas de serviço são como são, ou até mesmo em sanitas sem tampo ou daquelas em que tem de se ser artista e acertar no buraco do chão (normalmente acontece nos wc’s de tascas e restaurantes de estrada); todas estas, situações que desafiam o corpo humano em termos psicológicos e físicos. Só quem tem de o “fazer” de pé, ainda que de vez em quando, é que tem a verdadeira noção do quanto sabe bem fazer o cocó sentado… para alguns é um luxo!

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Me Gandim, You Tarzan

Desapareceu de entre nós, comuns mortais, uma personagem rica e plena de magia. Um indivíduo marcante, quase transcendente. Um semi-deus capaz de grandes feitos e desvarios… um mito! A Fonte da Telha jamais será a mesma sem a sua presença. Tarzan Taborda deixou-nos no pico dos seus setenta e muitos anos, mas deixa saudades e memórias agradáveis. Pena que o Mário Soares fique sem mandatário para o desporto, mas é assim a vida! Serás recordado com carinho Tarzan! Agora vamos ter de mudar o tempo verbal da frase dos Gatos Fedorentos para “forte, forte ERA o Tarzan Taborda”, mas a mítica frase permanecerá igual: “beija-me na boca e chama-me tarzan”.

domingo, 6 de novembro de 2005

Mitos desvendados, parte II

Depois de reler os comentários ao post “Mitos desvendados (parte I)”, com referência aos “Amigos de Gaspar” e a outras séries e desenhos animados da nossa geração (quem nasceu entre ’75 e ’85, por aí) reparei num outro mito que se gerou à volta de 3 personagens de ficção: o Sport Billy, o Jerry do Parker Lewis Can’t Lose, e o McGyver. Já perceberam aonde quero chegar? Não!? Eu explico! Estes três são exemplos perfeitos do famoso e mui aclamado Self Made Man.

O Sport Billy tinha tudo dentro da sua malinha de mão (ou mariconete, como preferirem chamar), o Jerry sacava tudo do seu casacão, e por último, o McGyver conseguia fazer milagres com as coisas mais simples de que dispunha. Estes são os verdadeiros heróis, os outros, como por exemplo o Batman, são uma cambada de filhos de gente rica sem mais nada de interessante para fazer do que combater o crime quais vigilantes na noite, armados em pseudo-heróis… ou isso ou nasceram com a vocação, mas na família errada. E nada me afasta da ideia de que todos esses super-heróis andaram nos escuteiros quando eram putos, o que só os pode ter corrompido e levado a uma estado tal que os deixou incapazes de conter o impulso de andar constantemente mascarados (isto vem da grande máxima – escuteiros: bando de meninos vestidos de parvo, liderados por um parvo vestido de menino).

Os Self Made Men não precisam de máscaras, os verdadeiros heróis não carecem de levar uma vida dupla e inconstante que só lhes estraga ainda mais o sossego, psicológico e mental entenda-se, e a capacidade de funcionar em sociedade, e é desta gente que o mundo está a precisar, são precisas mais almas caridosas, generosas e solidárias.

O nosso futuro depende de pessoas altruístas e orientadas para os outros, não de Valentim’s Loureiro’s, Fátima’s Felgueira’s e afins… esses!?, puta que os pariu!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Jazz para ouvir em dias de chuva

Naqueles dias manhosos em que chove sem parar e não há vontade de sair à rua, está fresco e só apetece ficar frente à lareira, com meia dúzia de velas acesas, deitados num tapete de pelo grosso e fofo, almofadas por todo o lado, o cheiro a lenha e incenso, a observar o lume, na tua companhia, a ouvir um jazz típico de quinteto: piano, bateria com vassouras, contra-baixo, sax e uma voz quente de mulher... Sarah, Ella, Nina, Dinah, Diana… recordação ou fantasia!? ...tu decides!