O blog que vai bem com meia dose de migas de espargos, uma caneca de Mokambo e um rebuçadinho de mentol.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Realidade, ilusão e magia
Calculo que toda a gente tenha a noção do que é o silêncio, mas será que já alguém o escutou realmente? E as cores, uma cor completa ou a total ausência de cor?Em qualquer situação, teremos sempre algo que nos inibe e impede de chegar a essa percepção plena. Por exemplo na questão do som, existem sempre alguns ruídos, ou nos nossos ouvidos, que até possam não existir verdadeiramente – algum tipo de acufeno presente na nossa audição – ou barulhos exteriores: vento, um pássaro ao longe, o barulho da cidade, o nosso estômago, etc. Nunca vamos saber o que é a total ausência de sons e ruídos. Em relação às cores, por muito que nos possam parecer homogéneas e completas, numa tela, numa parede ou num ecran, são sempre compostas de uma mistura de várias cores e de impressões que os nossos próprios olhos reproduzem. De certo que já experimentaram brincar com as pálpebras quando estão na praia, virados para o sol. Conseguem-se ver várias cores, desde o amarelo ao roxo, mas também vemos sempre algumas coisas que estão nos nossos próprios olhos. Quando nos deitamos e fechamos os olhos no escuro, também não vemos preto, há sempre ali um esverdeado ou outra cor qualquer misturada. O que é interessante nisto tudo, podia arranjar exemplos que nunca mais acabava o post, é que cada indivíduo tem a sua noção da realidade e também a forma como a experiencia, e além da realidade, ainda temos a imaginação, que se nos apresenta mais ou menos consoante o nosso estado de espírito, quer estejamos a dormir quer estejamos acordados. Tudo o que experienciamos neste mundo é saboreado pelos nossos sentidos e filtrado pela nossa consciência individual e única. Mesmo àqueles a quem falta algum sentido ou a falha seja na filtragem, há sempre algum tipo de percepção e consequente consciencialização. Da Arte, passando pela Política e acabando na Religião, há que ter sempre muita atenção e cuidado na interpretação do que nos é apresentado ou imposto. Nenhuma outra consciência deve ser dona da nossa, e mesmo quando nos deixamos arrastar, por necessidade ou apenas porque sabe bem naquele momento, devemos fazer uma posterior reflexão e perceber onde começa e acaba a ilusão e se o problema está em nós ou se nos é submetido. Seja como for, a verdadeira magia existe, não é só paisagem. É apenas e só uma questão de interpretação.
quinta-feira, 12 de junho de 2008
Confissões, aspiradores e toda a morraça de um quintal
Tenho andado intrigado com algo que descobri recentemente. Um tipo solteiro tem de aturar muita coisa, principalmente quando se arma em fada do lar. Da lavagem da roupa à loiça, do passar a ferro à confecção de pratos e petiscos, da manutenção do chão à limpeza das prateleiras infestadas de pó, há de tudo um pouco para nos moer o juízo e impedir o descanso. Tenho investido em maquinaria para me ajudar nas lides domésticas, mas a mais recente aquisição, que por acaso até foi oferta, veio a revelar-se uma verdadeira tragédia. O aspirador portátil foi-me por demais recomendado como um dos melhores utensílios que se pode ter em casa. Pois que ajuda bastante a manter a casa limpa e evita termos de recorrer a toda a hora à vassoura e à pá ou ao aspirador grande, que nem sempre dá jeito tirá-lo do fundo da dispensa, acrescentar-lhe os vários módulos e adaptadores, esticar o fio e ligá-lo à corrente. De facto dá muito jeito, mas acabei por me tornar refém e escravo do cabrão do aspirador portátil! Passo o tempo todo de cu para o ar a aspirar desenfreadamente como aqueles loucos que procuram moedas e colares na areia da praia. Vejo um jeitoso conjunto de migalhas que se largaram da toalha da mesa quando a levantei, vou buscar o furioso e quando me agaixo para libertar o seu poderoso poder de sucção - sem esta potente redundância a piada perderia todo o seu poderio - acho um novelo de cotão debaixo daquele armário, ou um conjunto de pelos de gato junto do tapete da entrada - e eu nem sequer tenho gatos em casa - ou o que resta de duas pétalas das flores que tenho no quintal, ou pedaços já meio desfeitos das putas das bagas da árvore que está mesmo em frente ao quintal e dá uma valente sombra mas que caga morraça o ano inteiro, ou a porcaria dos restos do tapete que tenho à porta da cozinha que se vai desfazendo e suja mais do que limpa... bem, até cansa! Há coisas que deviam facilitar mas só estorvam.
Etiquetas:
coisas chatas e irritantes,
modo fada do lar
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Pussichés, pechisbéques e bibelots... prendas engraçadas!
Hoje de manhã os meus olhos abriram-se para o mundo! Não porque tinha acordado ou porque já era dia quando abriram, mas porque vi um reclame na tv que me mudou para sempre.
Quando chega o Natal ou um aniversário de um amigo, passamos pela eternizante agonia, embora dure apenas uns dias, vá lá, um semana ou duas no máximo, de tentarmos perceber o que dar a uma determinada pessoa. Consoante o tipo de relação que temos com essa pessoa, assim deverá ser o tipo de prenda a dar, mas quando pensamos em dar alguma coisa engraçada ou humorística, as nossas opções são sempre algo limitadas: um livro daqueles tipo "como engatar uma mulher em 3 tempos" ou "como ficar estupidamente culto em 5m"; um filme em dvd do Steven Seagal; uma embalagem de cocó a fingir; uma pack ual para o amigo(a) poder usufruir com a(o) namorada(o) que consiste numa caixa de preservativos com sabor a cacau, pevides de pepino e batata doce, uma lata de chantilly e um de borracha; um quadro daqueles que nunca ninguém consegue ver o que está por detrás da imagem, talvez porque é apenas abstracto e não 3D, mas só tu é que sabes disso; um bilhete de volta da Jamaica para Portugal em época baixa; um saco de 25 fichas de carrinhos-de-choque; um capacete de vicking com cornos, homologado para circular na via pública; um boneco insuflável com a cara do José Cid para a amiga e uma boneca insuflável com a cara da Manuela Moura Guedes antes dela própria parecer uma boneca insuflável para o amigo; etc., etc., etc. São algumas as possibilidades, mas nada se compara ao que eu vislumbrei hoje logo pela matina: um Best Of duplo do Richard Clayderman!!! É melhor do que qualquer cd de música New Age ou de sons da Natureza, julgam o quê!? Quem é que não gosta de se sentir confortável como naqueles momentos em que aguarda consulta na sala de espera do dentista, ou naquele elevador que cheira a um aglomerado de bufas, cholé e odor corporal e demora eternidades para subir do rés-do-chão até ao 5º andar, ou mesmo no intervalo do filme na sala de cinema. Será o sucesso de qualquer festa!! Não vou já a correr comprar porque tenho fé que alguém me ofereça... ou não!
Quando chega o Natal ou um aniversário de um amigo, passamos pela eternizante agonia, embora dure apenas uns dias, vá lá, um semana ou duas no máximo, de tentarmos perceber o que dar a uma determinada pessoa. Consoante o tipo de relação que temos com essa pessoa, assim deverá ser o tipo de prenda a dar, mas quando pensamos em dar alguma coisa engraçada ou humorística, as nossas opções são sempre algo limitadas: um livro daqueles tipo "como engatar uma mulher em 3 tempos" ou "como ficar estupidamente culto em 5m"; um filme em dvd do Steven Seagal; uma embalagem de cocó a fingir; uma pack ual para o amigo(a) poder usufruir com a(o) namorada(o) que consiste numa caixa de preservativos com sabor a cacau, pevides de pepino e batata doce, uma lata de chantilly e um de borracha; um quadro daqueles que nunca ninguém consegue ver o que está por detrás da imagem, talvez porque é apenas abstracto e não 3D, mas só tu é que sabes disso; um bilhete de volta da Jamaica para Portugal em época baixa; um saco de 25 fichas de carrinhos-de-choque; um capacete de vicking com cornos, homologado para circular na via pública; um boneco insuflável com a cara do José Cid para a amiga e uma boneca insuflável com a cara da Manuela Moura Guedes antes dela própria parecer uma boneca insuflável para o amigo; etc., etc., etc. São algumas as possibilidades, mas nada se compara ao que eu vislumbrei hoje logo pela matina: um Best Of duplo do Richard Clayderman!!! É melhor do que qualquer cd de música New Age ou de sons da Natureza, julgam o quê!? Quem é que não gosta de se sentir confortável como naqueles momentos em que aguarda consulta na sala de espera do dentista, ou naquele elevador que cheira a um aglomerado de bufas, cholé e odor corporal e demora eternidades para subir do rés-do-chão até ao 5º andar, ou mesmo no intervalo do filme na sala de cinema. Será o sucesso de qualquer festa!! Não vou já a correr comprar porque tenho fé que alguém me ofereça... ou não!
domingo, 8 de junho de 2008
Bólides, combustíveis e vontades várias
Parece-me um valente faux pas que a Galp tenha mandado fazer uma publicidade televisiva – e ainda hoje me pergunto porque será que tem um tema do Bob Dylan como banda sonora – em que o autocarro da Selecção Portuguesa de Futebol aparece a ser empurrado pelos seus adeptos. Tanto quanto se percebe no reclame, não se trata apenas de o fazer para pegar de empurrão, o que seria brutalmente violento, pedindo que o fizessem com os jogadores e toda a equipa técnica lá dentro, por outro lado uma auto-desculpabilização ou pseudo-exoneração do processo de cartelização face aos sucessivos aumentos do preço dos combustíveis também não seria álibi suficiente, mas ainda assim me parece tanto curioso quanto despropositado. Será que amanhã também vou conseguir atestar o depósito do meu bólide com "vontade de vencer"? E sendo uma segunda-feira, dada a altíssima probabilidade de me levantar com mau feitio, onde poderei encontrar uma bomba que tenha depósitos atestados com alta determinação!?
quinta-feira, 5 de junho de 2008
Paisagens Sonoras
No seguimento do post anterior sobre música, deixo-vos algumas paisagens sonoras:
álbum: Ágætis Byrjun
álbum: ( )
banda: Sigur Rós
álbum: The Dark Side Of The Moon
banda: Pink Floyd
tema: Echoes
banda: Pink Floyd
tema: Teardrop
tema: Angel
banda: Massive Attack
álbum: In Absentia
banda: Porcupine Tree
álbum: Peasants, Pigs & Astronauts
banda: Kula Shaker
álbum: Bullitt Soundtrack
compositor: Lalo Schifrin
São só alguns exemplos. Feed more, please!
álbum: Ágætis Byrjun
álbum: ( )
banda: Sigur Rós
álbum: The Dark Side Of The Moon
banda: Pink Floyd
tema: Echoes
banda: Pink Floyd
tema: Teardrop
tema: Angel
banda: Massive Attack
álbum: In Absentia
banda: Porcupine Tree
álbum: Peasants, Pigs & Astronauts
banda: Kula Shaker
álbum: Bullitt Soundtrack
compositor: Lalo Schifrin
São só alguns exemplos. Feed more, please!
quarta-feira, 4 de junho de 2008
A Música
A música é uma coisa fantástica! Não há nada que se compare ao momento em que ouvimos aquele tema pela primeira vez na rádio e ficamos em pulgas por não sabermos quem é a banda que a toca, esperando ansiosamente por escutá-lo outra vez; ou o álbum pelo qual esperámos tanto tempo e deleitarmo-nos em casa a ouvi-lo de uma ponta a outra sem interrupções; ou aquele cd ao vivo do concerto a que assistimos uns meses antes e ficámos sem saber se voltaríamos a repetir a dose de entusiasmo daquela noite mágica. As experiências são várias e quase sempre únicas. Há quem se mova pelas letras, outros mais pelas melodias, ainda há os maluquinhos dos solos e os que gostam mais da teatralidade espectacular de um concerto do que propriamente do som. Por muito que se goste de ouvir e sentir, nem toda a gente sabe o que é fazer música. Escutar e criar são duas coisas bem diferentes e inclusivamente há quem diga que talvez seja impossível um músico ouvir e sentir a música como as outras pessoas o fazem, sem recorrer ao processo intuitivo e automático de “decompor” e analisar um tema quando o escuta. De facto, pensando bem, talvez haja um fundo de razão nesta questão. Quando escuto uma música, sou capaz de dissociar cada instrumento do todo, a melodia do ritmo, a estrutura da letra e a voz da parte instrumental. Mesmo que não queira, é inevitável que o faça, mas ainda assim consigo dar atenção ao todo. No entanto acredito que, não sendo da mesma perspectiva, talvez o resultado seja diferente. No que diz respeito à parte criativa, uns fazem-na a metro e outros de forma alternativa e mais ou menos artística, mas seja de que maneira for é algo de fantástico na criação, na execução ou ao nível da sua posterior audição. Além de tudo o que já descrevi da música como pura fruição, ainda há um mundo que está de alguma forma vedado a quem não toque um instrumento ou não cante. Neste ponto também há alguma discórdia quanto à diferença da pura execução, por exemplo alguém que mesmo sem ouvido e sensibilidade para a música possa aprender a tocar por pauta sem falhar, e a execução sensível de alguém que sinta a música no seu todo. Serão todos músicos ou haverá diferenças entre músicos e executantes? E os intérpretes onde ficam nessa escala? Os verdadeiros músicos, mais ou menos virtuosos ou mais ou menos diletantes, têm uma capacidade inata de intuir a música muito para além de uma pauta ou guia de acordes (tablaturas, etc.) e isso dá-lhes uma natural aptidão e competência para construir paisagens musicais que um mero executante, como todo o respeito que merece, nunca conseguirá, pelo menos sozinho. Se virmos a coisa do ponto de vista de uma orquestra, mesmo sendo todos os músicos que a compõem meros executantes, no geral o resultado pode ser fantástico. Há aqui um meio caminho (middle ground) difícil de definir. Um músico pode construir um tema todo do princípio ao fim – melodia, estrutura de acordes, ritmo, letra, arranjos, orquestrações – ou apenas dar o seu contributo com ideias, a sua sensibilidade e a forma de tocar. Senão, quem quereria pertencer a uma banda em que apenas um ou dois elementos fazem tudo? Como em tantas outras áreas, a música não se faz completamente sozinha por uma pessoa apenas. Mesmo que se pense em tudo ao pormenor, se grave em estúdio todos os instrumentos e todas as vozes, se faça a gravação, produção e masterização sem ajuda de ninguém, na altura de a apresentar ao vivo, que é onde a música mais faz sentido, por muito que soe bem e nos mova em suporte físico (cd), só se consegue fazer algo com a ajuda de outros músicos. Se houver apenas um músico que guie todos os outros executantes, a coisa não tem o mesmo significado sensível. Pode ter forma mas perde em conteúdo. Era exactamente aqui que eu queria chegar! Uma das melhores partes da música no seu todo é sem dúvida a apreciação, também há muito gozo no processo criativo, mas nada, mesmo nada, bate a parte da execução! Até porque quando se juntam vários músicos em vários instrumentos, quer seja numa Jam Session, num ensaio de banda ou gravação em estúdio, a energia que se cria naqueles momentos, por vezes vinda do nada, é simplesmente fantástica, quase indescritível. Só mesmo experimentando ou estando lá para assistir! Se criar a solo já é belíssimo, porque mexe com a nossa sensibilidade como se de uma potente tempestade tropical misturada com uma chuva de estrelas carregada e uma aurora boreal lindíssima se tratasse, criar em conjunto e no impulso de um instante é puramente extasiante. Para mim a parte criativa é uma coisa natural, saem-me letras, riffs, ritmos e melodias a qualquer hora do dia e noite tal como me aparecem as ideias para este blog, e há quem pergunte como o faço e ache estranho, mas não consigo explicar de outra forma que não o de ser tão natural como respirar, mas por muito gozo que me dê fazer e ouvir música sozinho, não há nada como contar com outras pessoas seja a que nível for.
Este texto começou por ter como base de referência uma ideia engraçada que traz algumas gargalhadas em qualquer ensaio ou Jam que se faça, e no final vou revelá-la, mas acabou por ser uma forma de mostrar o que eu acho da música e a forma como a sinto. Quero por fim, deixar um grande abraço aos músicos e amigos com quem já tive o privilégio e a honra de fazer e/ou tocar música, e mostrar que, embora esteja muito motivado a trabalhar quase em exclusivo no projecto Kazoo, provavelmente a banda que eu sempre quis montar, estou sempre (bem) disposto e disponível para outras paisagens musicais. Nada me dá mais prazer nesta vida do que a música, e como tal, gosto de a partilhar em todas as fases do processo (criação, maturação e execução).
Este post é dedicado aos músicos que me têm acompanhado nos últimos 16 anos, mesmo àqueles que acham que não têm o que é preciso. Correndo o risco de parecer convencido e arrogante, digo-vos que nunca me enganei a respeito da sensibilidade de ninguém e há hoje muita gente por aí que evoluiu e cresceu de forma fantástica porque eu fui chato o suficiente para lhes moer o juízo. Quando se tem um talento, seja ele qual for, não se pode ser egoísta e desperdiçá-lo ou guardá-lo só para si. A música, mesmo a que trazemos bem dentro de nós, não é só nossa, é de todos! Ainda estou à espera da revelação de uma pessoa que sempre esteve e estará na base da minha inspiração. Quando um dia aprenderes a sentir a música como eu a sinto, nunca mais vais querer voltar para trás e poderás estar mais próxima de ser feliz, acredita!
Agora a piadola:
Num ensaio ou jam, a coisa que mais faz rir o pessoal acontece mesmo antes de começar: a contagem! Nunca ninguém sabe se se entra ao 3, entre o 3 e o 4 ou ao 4. (private joke para músicos! lol)
Este texto começou por ter como base de referência uma ideia engraçada que traz algumas gargalhadas em qualquer ensaio ou Jam que se faça, e no final vou revelá-la, mas acabou por ser uma forma de mostrar o que eu acho da música e a forma como a sinto. Quero por fim, deixar um grande abraço aos músicos e amigos com quem já tive o privilégio e a honra de fazer e/ou tocar música, e mostrar que, embora esteja muito motivado a trabalhar quase em exclusivo no projecto Kazoo, provavelmente a banda que eu sempre quis montar, estou sempre (bem) disposto e disponível para outras paisagens musicais. Nada me dá mais prazer nesta vida do que a música, e como tal, gosto de a partilhar em todas as fases do processo (criação, maturação e execução).
Este post é dedicado aos músicos que me têm acompanhado nos últimos 16 anos, mesmo àqueles que acham que não têm o que é preciso. Correndo o risco de parecer convencido e arrogante, digo-vos que nunca me enganei a respeito da sensibilidade de ninguém e há hoje muita gente por aí que evoluiu e cresceu de forma fantástica porque eu fui chato o suficiente para lhes moer o juízo. Quando se tem um talento, seja ele qual for, não se pode ser egoísta e desperdiçá-lo ou guardá-lo só para si. A música, mesmo a que trazemos bem dentro de nós, não é só nossa, é de todos! Ainda estou à espera da revelação de uma pessoa que sempre esteve e estará na base da minha inspiração. Quando um dia aprenderes a sentir a música como eu a sinto, nunca mais vais querer voltar para trás e poderás estar mais próxima de ser feliz, acredita!
Agora a piadola:
Num ensaio ou jam, a coisa que mais faz rir o pessoal acontece mesmo antes de começar: a contagem! Nunca ninguém sabe se se entra ao 3, entre o 3 e o 4 ou ao 4. (private joke para músicos! lol)
terça-feira, 3 de junho de 2008
Selecção Portuguesa
…de manhã:
ao ouvir as notícias na rádio enquanto me locomovia no meu bólide para o meu local de trabalho, ouvi dizer que haveria dois treinos da Selecção Portuguesa na Suiça abertos ao público com ingressos pagos… pensei logo: “deve ser a única selecção a cobrar para a irem ver aos treinos e com este ritmo de entusiasmo nem passamos da primeira fase”
…à hora do almoço:
liguei a tv e depois da notícia do Mourinho no Inter de Milão, lá estava a confirmação de que a única selecção com treinos “abertos ao público” com ingressos pagos é a portuguesa.
É por estas e outras que não avançamos como país! É tudo um bando de cagões e interesseiros. No entanto, tenho esperança, porque gosto muito de futebol e sigo os jogos da selecção, que além de bem pagos e muito admirados, os jogadores consigam ser humildes o suficiente para perceber o que está por detrás destas manifestações de alegria e contentamento quando ainda não ganhámos nada. Somos um país pobre mas com muita vontade, só temos andado meio perdidos muito por causa de quem comanda o barco. Só posso desejar boa sorte à selecção e melhor sorte ainda para todos nós!
ao ouvir as notícias na rádio enquanto me locomovia no meu bólide para o meu local de trabalho, ouvi dizer que haveria dois treinos da Selecção Portuguesa na Suiça abertos ao público com ingressos pagos… pensei logo: “deve ser a única selecção a cobrar para a irem ver aos treinos e com este ritmo de entusiasmo nem passamos da primeira fase”
…à hora do almoço:
liguei a tv e depois da notícia do Mourinho no Inter de Milão, lá estava a confirmação de que a única selecção com treinos “abertos ao público” com ingressos pagos é a portuguesa.
É por estas e outras que não avançamos como país! É tudo um bando de cagões e interesseiros. No entanto, tenho esperança, porque gosto muito de futebol e sigo os jogos da selecção, que além de bem pagos e muito admirados, os jogadores consigam ser humildes o suficiente para perceber o que está por detrás destas manifestações de alegria e contentamento quando ainda não ganhámos nada. Somos um país pobre mas com muita vontade, só temos andado meio perdidos muito por causa de quem comanda o barco. Só posso desejar boa sorte à selecção e melhor sorte ainda para todos nós!
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Combate do Ano: Palma vs Winehouse
Depois da triste figura que a Amy Winehouse fez no Rock in Rio, só posso deduzir que não estará muito mais tempo entre nós. E eu que julgava que o Jorge Palma batia todos os records?
Há duas questões que me assolam com base no que vi:
- que raio de manager tem a Amy Winehouse, que a empurra para um palco naquelas condições?
- será que a Amy Winehouse recebeu o cachet que estava acordado ou fizeram um desconto à organização do Rock in Rio?
Gosto muito da voz dela e dos primeiros trabalhos, o "Frank" por exemplo. Já o álbum mais recente não me diz muito ("Rehab"), pois apenas pegou em músicas soul e motown mais ou menos conhecidas (Aretha Franklin, Ottis Redding, etc.) e fez-lhe letras e arranjos novos. Por muito bem que soe, não é o suficiente para ser um bom álbum! Acho que se armou uma aura à volta da rapariga (sim, tem apenas 24 anos) que ela não merece e talvez nem consiga suportar. Se morrer um dia destes de overdose ou de se atirar de uma varanda, vai com certeza ficar na história da música quando ainda fez tão pouco para o merecer. Tem apenas e só um excelente e fora do normal registo vocal, mas a desgraçar-se assim desta maneira, só consegue mostrar isso em estúdio e por pouco tempo.
Depois de vencer ao Jorge Palma em cima do palco, a Amy Winehouse prepara-se para defrontar o futebolista Lucho Gonzalez numa praia perto de si...
Há duas questões que me assolam com base no que vi:
- que raio de manager tem a Amy Winehouse, que a empurra para um palco naquelas condições?
- será que a Amy Winehouse recebeu o cachet que estava acordado ou fizeram um desconto à organização do Rock in Rio?
Gosto muito da voz dela e dos primeiros trabalhos, o "Frank" por exemplo. Já o álbum mais recente não me diz muito ("Rehab"), pois apenas pegou em músicas soul e motown mais ou menos conhecidas (Aretha Franklin, Ottis Redding, etc.) e fez-lhe letras e arranjos novos. Por muito bem que soe, não é o suficiente para ser um bom álbum! Acho que se armou uma aura à volta da rapariga (sim, tem apenas 24 anos) que ela não merece e talvez nem consiga suportar. Se morrer um dia destes de overdose ou de se atirar de uma varanda, vai com certeza ficar na história da música quando ainda fez tão pouco para o merecer. Tem apenas e só um excelente e fora do normal registo vocal, mas a desgraçar-se assim desta maneira, só consegue mostrar isso em estúdio e por pouco tempo.
Depois de vencer ao Jorge Palma em cima do palco, a Amy Winehouse prepara-se para defrontar o futebolista Lucho Gonzalez numa praia perto de si...
sexta-feira, 30 de maio de 2008
Ainda a questão dos comandos...
Depois de ter recebido mais um daqueles emails pseudo-engraçados cheios de interesse sociológico, decidi responder a quem mo enviou. Algumas respostas eram parvas, não tanto quanto as perguntas, outras eram racionais com a intenção de desmontar a idiotice da questão, mas esta chamou-me a atenção e decidi responder com alguma dedicação...
11. Por que as pessoas apertam o comando da televisão com mais força quando a pilha está fraca???<
hum, agora é que eu vou dar uma resposta decente a esta pergunta interessante:
para quem nunca abriu um comando, posso afirmar que mesmo com a membrana de plástico que une todas as teclas por dentro do comando, a transpiração e humidade vão-se acumulando por debaixo das teclas e o contacto deixa de se fazer nas devidas condições; por vezes, quando se carrega com mais força, consegue-se ultrapassar a dificuldade da tecla não tocar na placa verde que tem os contactos porque se aumenta a superfície de contacto entre ambas (perdoa-me a redundância, mas é complicado explicar de outra forma). É difícil perceber imediatamente se é este o problema ou falta de carga nas pilhas!
11. Por que as pessoas apertam o comando da televisão com mais força quando a pilha está fraca???<
hum, agora é que eu vou dar uma resposta decente a esta pergunta interessante:
para quem nunca abriu um comando, posso afirmar que mesmo com a membrana de plástico que une todas as teclas por dentro do comando, a transpiração e humidade vão-se acumulando por debaixo das teclas e o contacto deixa de se fazer nas devidas condições; por vezes, quando se carrega com mais força, consegue-se ultrapassar a dificuldade da tecla não tocar na placa verde que tem os contactos porque se aumenta a superfície de contacto entre ambas (perdoa-me a redundância, mas é complicado explicar de outra forma). É difícil perceber imediatamente se é este o problema ou falta de carga nas pilhas!
quarta-feira, 28 de maio de 2008
Gasóleo vs Banha de Porco
Para começar, devo avisar-vos de que não se trata de um confronto entre duas personagens do wrestling tuga à americana. É de facto uma possibilidade a que hoje assisti numa reportagem da Sic no telejornal. Depois do óleo vegetal, agora descobriram que a Banha de Porco Preto serve para fazer trabalhar os motores a gasóleo e com apenas ligeiras modificações. Vi nas notícias uma carrinha grande a trabalhar com uma porção de banha de porco preto que o tipo – talvez mecânico, não tinha pinta de cientista – tinha preparado na cozinha dele uns escassos minutos antes: derreteu a banha num tacho, filtrou e passou para uma garrafa, de seguida, já no quintal, colocou uma mangueira que vinha do motor a puxar a banha líquida (só se mantém líquida enquanto está quente, depois solidifica, sendo essa uma das pequenas alterações a fazer-se num motor a gasóleo para que possa consumir este combustível) e noutro recipiente podia-se ver a diferença do líquido quando o motor passava do gasóleo que ainda tinha para o consumo da banha. Para minha surpresa, a carrinha não pifou nem tão pouco se queixou! Ficou ali a trabalhar um bom bocado na maior. E depois disto o quê? Caca de hamster liquefeita com Sonasol Verde!? Agora é que já vi tudo!
sexta-feira, 23 de maio de 2008
Indiana Jones
O que dizer deste quarto episódio da Saga Indiana Jones?
A história está interessante, ao nível dos filmes anteriores, talvez com um ritmo um pouco mais acelerado com menos “esquemas”, enigmas e bobby-traps, e mais comercialoide. O final tresanda a Steven Spielberg mas continuo a achar que neste filme é aceitável, enquanto que no remake do War Of The Worlds foi lamentável. O que mais gostei no filme foi o som dos murros, que continua igual, e as curiosidades nos diálogos e características das personagens. De resto, o filme não passa de puro entretenimento, assim como os outros, mas cumpre bem essa função, no entanto, nada de especial e um pouco aquém das expectativas criadas durante o tempo de espera.
A história está interessante, ao nível dos filmes anteriores, talvez com um ritmo um pouco mais acelerado com menos “esquemas”, enigmas e bobby-traps, e mais comercialoide. O final tresanda a Steven Spielberg mas continuo a achar que neste filme é aceitável, enquanto que no remake do War Of The Worlds foi lamentável. O que mais gostei no filme foi o som dos murros, que continua igual, e as curiosidades nos diálogos e características das personagens. De resto, o filme não passa de puro entretenimento, assim como os outros, mas cumpre bem essa função, no entanto, nada de especial e um pouco aquém das expectativas criadas durante o tempo de espera.
terça-feira, 20 de maio de 2008
Tempo, clima e meteorologia
"O que se passa com o tempo?" perguntam as pessoas.
O quê? Então andam a dar cabo do planeta aos poucos e ainda perguntam inocentemente como se fosse capricho do tempo? E muita sorte temos nós em não termos ciclones, sismos fortes, maremotos e tsunamis, porque este é um país de brandos costumes até para os fenómenos meteorológicos.
Façam um favor a todos nós que cá andam e aos que estão por vir:
Poupem electricidade:
- regulem os monitores dos computadores para activarem o screensaver após 2m sem uso e desligarem após 5m
- retirem os transformadores de telemóveis e outros equipamentos das tomadas se não estão a carregar
- desliguem no botão as televisões, aparelhagens, leitores de vídeo e sistemas de som (em stand-by consomem e vocês pagam no final do mês)
Poupem água:
- cuidado com as lavagens de carros, motas e regas de jardim
- tenham um balde e usem-no para guardar a água do banho enquanto não está à temperatura que querem
- usem a água do balde em vez do autoclismo
Separem o lixo:
- não custa nada separar o lixo e não é preciso terem uns contentores ou baldes caseiros todos pipis, às vezes basta uns sacos de plástico na despensa para o papel, outro par ao vidro e outro para as embalagens. É impressionante a quantidade de lixo que juntamos se separarmos; o lixo biológico acaba por ter de se vazar poucas vezes por semana e em sacos pequenos
Poupem nos transportes e façam desporto:
- com os combustíveis cada vez mais caros, e não necessariamente só por causa do custo do petróleo, convém apostarmos mais noutras formas de nos deslocarmos: a pé, de bicicleta, transportes públicos, etc.
- outra forma de poupar na nossa carteira, é combinarem-se viagens e deslocações "a meias"
Estes são exemplos de coisas que facilmente podemos fazer e com resultados muito bons em termos de poupança económica. Só trazem vantagens, duplamente!
O quê? Então andam a dar cabo do planeta aos poucos e ainda perguntam inocentemente como se fosse capricho do tempo? E muita sorte temos nós em não termos ciclones, sismos fortes, maremotos e tsunamis, porque este é um país de brandos costumes até para os fenómenos meteorológicos.
Façam um favor a todos nós que cá andam e aos que estão por vir:
Poupem electricidade:
- regulem os monitores dos computadores para activarem o screensaver após 2m sem uso e desligarem após 5m
- retirem os transformadores de telemóveis e outros equipamentos das tomadas se não estão a carregar
- desliguem no botão as televisões, aparelhagens, leitores de vídeo e sistemas de som (em stand-by consomem e vocês pagam no final do mês)
Poupem água:
- cuidado com as lavagens de carros, motas e regas de jardim
- tenham um balde e usem-no para guardar a água do banho enquanto não está à temperatura que querem
- usem a água do balde em vez do autoclismo
Separem o lixo:
- não custa nada separar o lixo e não é preciso terem uns contentores ou baldes caseiros todos pipis, às vezes basta uns sacos de plástico na despensa para o papel, outro par ao vidro e outro para as embalagens. É impressionante a quantidade de lixo que juntamos se separarmos; o lixo biológico acaba por ter de se vazar poucas vezes por semana e em sacos pequenos
Poupem nos transportes e façam desporto:
- com os combustíveis cada vez mais caros, e não necessariamente só por causa do custo do petróleo, convém apostarmos mais noutras formas de nos deslocarmos: a pé, de bicicleta, transportes públicos, etc.
- outra forma de poupar na nossa carteira, é combinarem-se viagens e deslocações "a meias"
Estes são exemplos de coisas que facilmente podemos fazer e com resultados muito bons em termos de poupança económica. Só trazem vantagens, duplamente!
quinta-feira, 15 de maio de 2008
Primeiro Ministro, culpa e péssimas desculpas
Oh xô Primeiro Ministro, isto até pode ser um país de gente poucoxinha, mas por muito poucoxinho que seja o povão, não é bem a mesma coisa do que sermos um país de energúmenos com a mentalidade de crianças de 4 anos. Já da memória não diria o mesmo, pois mais parecemos, como povo, volto a frisar, uma cambada de peixes de aquário (basta pensar no Cavaco, Santana Lopes, etc.).
Esse seu pedido de desculpas assim a atirar para o foleiro e deprimente, não convence ninguém!
Ai não sabia? Então um avião não é um transporte e também um local de trabalho? Ou ia a jogar à lerpa com os seus companheiros de governo e esqueceu-se de onde estava?
Ah vai deixar de fumar!? Não sem antes pagar a coima que a sua Lei do Tabaco prevê, oh fa’xavor!
As desculpas, sr. Primeiro Ministro, não se pedem… evitam-se!
Já agora, aproveitando essa onda de frontalidade e transparência, que estranhamente denoto em si, devia dizer qualquer coisa como “Mea Culpa! Vou deixar de fumar e largar a política”. Ficava-lhe tão bem! Até poderia ser que conseguisse vencer outras eleições com maioria absoluta daqui a uns aninhos.
Pense nisso.
Esse seu pedido de desculpas assim a atirar para o foleiro e deprimente, não convence ninguém!
Ai não sabia? Então um avião não é um transporte e também um local de trabalho? Ou ia a jogar à lerpa com os seus companheiros de governo e esqueceu-se de onde estava?
Ah vai deixar de fumar!? Não sem antes pagar a coima que a sua Lei do Tabaco prevê, oh fa’xavor!
As desculpas, sr. Primeiro Ministro, não se pedem… evitam-se!
Já agora, aproveitando essa onda de frontalidade e transparência, que estranhamente denoto em si, devia dizer qualquer coisa como “Mea Culpa! Vou deixar de fumar e largar a política”. Ficava-lhe tão bem! Até poderia ser que conseguisse vencer outras eleições com maioria absoluta daqui a uns aninhos.
Pense nisso.
terça-feira, 13 de maio de 2008
segunda-feira, 12 de maio de 2008
Mau-feitio, sitcoms e lutas de titãs
Ontem acabei o post a dizer que não gosto do La Feria e do Zé Castelo Branco, esse espécimen estranho, indicador do que há de mais bizarro na condição humana (condição!? da-a!). Hoje começo por dizer que não percebo porque é que séries como Lost, Prison Break, Gray's Anatomy e Nip Tuck são um sucesso. São chatas, compridas e assemelham-se muito a telenovelas... hum, acho que acabei de responder à minha pergunta. Depois há os Friends, com um sentido de humor pouco acima de razoável. Séries boas de comédia temos os Monty Python's Flying Circus, Seinfeld, The Office, Coupling, My Name is Earl e qualquer coisa que os Gato Fedorento decidam fazer. Para quem gosta de humor simples e directo temos as séries Two And a Half Men, Just Shoot Me, That 70´s Show e Frasier. Se quiserem séries mais maduras e "sérias", temos o Northern Exposure e o House.
Confesso que adoro séries e sitcoms mas fico algo limitado tendo apenas os 4 canais portugueses básicos (RTP1, RTP2, Sic e TVI), tendo muitas vezes de me cingir ao dvd e ao divX. Gostava que respondessem a este post com outros títulos de séries que vocês achem boas...
Uma última nota, que vos deixo com algum pesar: a nova série humorística Os Contemporâneos, quanto a mim, é um flop "daqueles"! É pena, porque eu gosto muito dos textos do Markl mas não gosto do Eduardo Madeira. Parece-me uma espécie de luta de titãs do humor tuga: Markl vs Madeira... requintado vs afoleirado!
Confesso que adoro séries e sitcoms mas fico algo limitado tendo apenas os 4 canais portugueses básicos (RTP1, RTP2, Sic e TVI), tendo muitas vezes de me cingir ao dvd e ao divX. Gostava que respondessem a este post com outros títulos de séries que vocês achem boas...
Uma última nota, que vos deixo com algum pesar: a nova série humorística Os Contemporâneos, quanto a mim, é um flop "daqueles"! É pena, porque eu gosto muito dos textos do Markl mas não gosto do Eduardo Madeira. Parece-me uma espécie de luta de titãs do humor tuga: Markl vs Madeira... requintado vs afoleirado!
domingo, 11 de maio de 2008
Globos, bubas e tugas
Ainda me custa a acreditar, mas hoje assisti a pelo menos meia hora dos Globos de Ouro da Sic. Fui ver o Sporting x Boavista a casa dos meus avós – não tenho SportTv no meu barraco – e acabei por ficar lá a jantar (ou cear). Nada disto interessa, o que é de facto relevante é ser uma gala tipicamente tuga, à imagem do resto da programação televisiva, nomeadamente da Sic... medíocre! A apresentadora é jeitosa (Barbara Guimarães) mas não chega aos calcanhares do Billy Cristal ou do Jon Stewart e passa o tempo entre a leitura do ponto e a tentativa pouco profícua de fazer piadolas que acabam sem arrancar do público grandes risadas; os sketches são ridículos a roçar o insuportável e o resultado das votações não têm grande interesse porque são levadas a cabo pelo público, que não tem o mínimo de tacto para escolher quem de facto é bom. No pouco que vi, e entre tanto lixo televisivo, uma coisa se destacou, não necessariamente pela posivita: já vi muitas vezes o Jorge Palma em cima de um palco e quase sempre completamente desgraçado e a cair de bêbado, mas nunca o tinha visto literalmente a arrastar-se. Que espectáculo lamentável! Já agora, e para finalizar, gostaria de dizer publicamente que detesto o La Féria e o Zé Castelo Branco. Tenho dito!
quinta-feira, 8 de maio de 2008
Stress, computarores e pantufas
Um dos momentos mais stressantes que de quando em vez se me ocorrem, dá-se quando estou por exemplo ao computador e descalço as pantufas sem me dar conta, por estar distraído. Depois, enquanto estou relativamente concentrado a fazer ou a ver qualquer coisa no ecran, vou tentando calçar a pantufa mas não consigo perceber bem onde fica o buraco da entrada para o pé e isso gera, quase instantaneamente, uma galopante camada de irritação e impaciência que quase me deixam à beira da demência. De cada vez que isto acontece, e já depois de muito ter esticado, encolhido e rodado a perna e o pé para me conseguir calçar, ocorre-me este pensamento: “ora aqui estão uns bons 70 segundos da minha vida que eu gostaria de ter de volta”.
quarta-feira, 7 de maio de 2008
A Alegria da Alergia!
Hoje só me apraz dizer… cabrõezões dos Plátanos, que me retiram o gozo da vida! Bem ditos anti-histamínicos, que mo trazem de volta!
Já conheciam alguma palavra com dois tís? Ou será tiles!?
Dormir pouco e arrastar-me o dia todo como um zombie deixa-me assim, mais para lá do que para cá. Se pudesse apanhava uma overdose de anti-histamínicos! Giro, giro é quando chega o fim de semana e se fazem as experiências com misturas de bebidas alcoólicas... loucura total!!
Já conheciam alguma palavra com dois tís? Ou será tiles!?
Dormir pouco e arrastar-me o dia todo como um zombie deixa-me assim, mais para lá do que para cá. Se pudesse apanhava uma overdose de anti-histamínicos! Giro, giro é quando chega o fim de semana e se fazem as experiências com misturas de bebidas alcoólicas... loucura total!!
terça-feira, 6 de maio de 2008
TVI: “Em Terra de Cegos”, TSF: ANACOM e operadoras de telecomunicações
Depois de ver a reportagem que passou ontem na TVI pouco depois do jornal da noite, quem ainda não tinha bem a noção, com certeza ficou plenamente esclarecido… isto é um país de bandidos e filhos da puta mercenários!! Só há espaço para a especulação e o interesse económico. É o mercado imobiliário, a energia (petróleo, electricidade, água, etc.), as telecomunicações, a alimentação, a saúde… a lista é enorme e pouco ou nada fica de fora. Cabe-nos a todos nós mudar isso. Ideias e palavras podem mudar o mundo SIM!! Eu cá não me calo e faço questão de puxar pelos outros. Eu trabalho na área da saúde e já tinha uma noção, mas confesso que fiquei surpreendido. Que escândalo!!
Já agora, para quem não reparou ainda – eu ouvi hoje na TSF no programa Antena Aberta (ou será esse o da Antena 1!? não interessa!) – a ANACOM, de forma escandalosamente ilegal, autorizou os operadores de telecomunicações a cobrarem uma taxa fixa no início das ligações/telefonemas quando até aqui tinham sido proibidas disso mesmo. A ANACOM não faz lei nem pode interpretá-la a seu belo proveito. Isto é ilegal e não podemos estar à espera que alguém se lembre de regular a entidade reguladora! Passem a palavra.
Já agora, para quem não reparou ainda – eu ouvi hoje na TSF no programa Antena Aberta (ou será esse o da Antena 1!? não interessa!) – a ANACOM, de forma escandalosamente ilegal, autorizou os operadores de telecomunicações a cobrarem uma taxa fixa no início das ligações/telefonemas quando até aqui tinham sido proibidas disso mesmo. A ANACOM não faz lei nem pode interpretá-la a seu belo proveito. Isto é ilegal e não podemos estar à espera que alguém se lembre de regular a entidade reguladora! Passem a palavra.
segunda-feira, 5 de maio de 2008
Turnos, vizinhança e o blog do futuro
O que se pode fazer quando a vizinhança decide montar uma mobília de quarto e cozinha numa segunda-feira de manhã quando ainda nem 8 horas são!? Já voltaremos a esta questão.
O principal problema reside no facto de muitos de nós levarmos uma vida dupla. Quem goste de se deitar tarde ou simplesmente não consiga deitar-se cedo, seja porque razão for, negócios ou prazer, faz o seu turno até à hora que bem lhe apetecer, sem se lembrar que no outro dia vem sempre o tipo do turno das manhãs. Nunca nos preocupamos muito com o que lhe deixamos: sono, cansaço, má disposição, dores de cabeça, ressacas, resmas de loiça empilhada e nem uma taça para o Chocapic, etc. Um dia destes o tipo faz greve e como vai ser nessa altura?
Voltando à questão da vizinhança do demo... eu nem conseguia evitar a barulheira infernal das marteladas e aparafusações com berbequins eléctricos - ora aí está uma invenção que tanto trouxe de bom como de mau, porque quaisquer três parafusos num armário ou prateleira que se monte numa parede parece o som de uma pitstop da Formula1 - enfiando a minha cabeça debaixo do duche com a água na máxima potência. Estava no nono círculo do Inferno e como não tenho fundo de bufo, também não tenho bem a certeza do que diz a lei quanto ao barulho permitido ou não de manhã e qual o horário, não sou pessoa de ligar à bófia a dizer qualquer coisa como "talvez estejam uns vândalos a pilhar a casa do vizinho de cima, se calhar é melhor virem cá ver o que se passa".
Por outro lado, e porque tento sempre ser positivo, especialmente nesta altura da semana, acabei por ter mais tempo para escrever no blog... agora tenho de me atirar à loiça porque já não tenho talheres limpos!
Post Scriptum: para os mais entusiastas do blog, que pensem que as ideias aparecem na altura de escrever posts, desenganem-se. Tenho em média 3 a 4 ideias por dia, 2 telemóveis cheios de lembretes escritos e falados e um ficheiro de Word com cerca de 27 páginas cheias de ideias, linha a linha. Este blog nunca mais vai acabar!! Vai ficar por aí quando só resistirem as baratas e o Alberto João Jardim.
O principal problema reside no facto de muitos de nós levarmos uma vida dupla. Quem goste de se deitar tarde ou simplesmente não consiga deitar-se cedo, seja porque razão for, negócios ou prazer, faz o seu turno até à hora que bem lhe apetecer, sem se lembrar que no outro dia vem sempre o tipo do turno das manhãs. Nunca nos preocupamos muito com o que lhe deixamos: sono, cansaço, má disposição, dores de cabeça, ressacas, resmas de loiça empilhada e nem uma taça para o Chocapic, etc. Um dia destes o tipo faz greve e como vai ser nessa altura?
Voltando à questão da vizinhança do demo... eu nem conseguia evitar a barulheira infernal das marteladas e aparafusações com berbequins eléctricos - ora aí está uma invenção que tanto trouxe de bom como de mau, porque quaisquer três parafusos num armário ou prateleira que se monte numa parede parece o som de uma pitstop da Formula1 - enfiando a minha cabeça debaixo do duche com a água na máxima potência. Estava no nono círculo do Inferno e como não tenho fundo de bufo, também não tenho bem a certeza do que diz a lei quanto ao barulho permitido ou não de manhã e qual o horário, não sou pessoa de ligar à bófia a dizer qualquer coisa como "talvez estejam uns vândalos a pilhar a casa do vizinho de cima, se calhar é melhor virem cá ver o que se passa".
Por outro lado, e porque tento sempre ser positivo, especialmente nesta altura da semana, acabei por ter mais tempo para escrever no blog... agora tenho de me atirar à loiça porque já não tenho talheres limpos!
Post Scriptum: para os mais entusiastas do blog, que pensem que as ideias aparecem na altura de escrever posts, desenganem-se. Tenho em média 3 a 4 ideias por dia, 2 telemóveis cheios de lembretes escritos e falados e um ficheiro de Word com cerca de 27 páginas cheias de ideias, linha a linha. Este blog nunca mais vai acabar!! Vai ficar por aí quando só resistirem as baratas e o Alberto João Jardim.
domingo, 4 de maio de 2008
Super-liga-tuga
Em primeiro lugar recuso-me a chamá-la de "B-Win Liga", acho piroso e pretensioso, e depois gostava de dizer que agora que está a chegar ao fim é que a coisa se torna interessante. Quando já nos habituámos à ideia do Porto pertencer a outra camada atmosférica é que leva uma sova de 0-3 (em casa!) e a luta pelo 2º lugar fica ao rubro? Porque é que não começam assim desde o início!? Estou desejando que chegue o Europeu!
quinta-feira, 1 de maio de 2008
Dragon Ball, Herman e loiríce endemoninhada
Quando vi a notícia na internet de que iria sair uma adaptação para o cinema dos desenhos animados Dragon Ball, sinceramente pensei que seria o Herman José o escolhido para o papel de Goku ou Vegeta. Ninguém como ele para ficar loiro de um momento para o outro!
Agora a sério, se é que isso é possível, Dragon Ball no cinema!? Depois disto acho que já vi tudo!
Agora a sério, se é que isso é possível, Dragon Ball no cinema!? Depois disto acho que já vi tudo!
terça-feira, 29 de abril de 2008
Gandim Recomenda #1
Banda: Monstro Mau
Álbum: Mostro o Meu Monstro MauAno: 2007
MySpace: http://www.myspace.com/monstromauBanda portuguesa de Rock/Funk com membros de outros bandas como os EZ Special.
Banda: Sara Bareilles
Álbum: Little Voice
Ano: 2007
Site Oficial: http://www.sarabareilles.com/Álbum: Little Voice
Ano: 2007
MySpace: http://www.myspace.com/sarabareilles
Banda: KT Tunstall
Álbum: Drastic Fantastic
Ano: 2007Site Oficial: http://www.kttunstall.com/
MySpace: http://www.myspace.com/kttunstall
Banda: Sarah Bettens
Álbum: Scream
Ano: 2005
Site Oficial: http://www.sarahbettens.com/Ano: 2005
MySpace: http://www.myspace.com/sarahbettens
Trabalho a solo da vocalista dos K's Choice
segunda-feira, 28 de abril de 2008
Desporto, palmadas e uma confusão dos diabos
A questão das palmadas é dúbia e leva-nos a terrenos estranhos, no mínimo desconfortáveis. Um tipo como eu até pode gostar de levar umas palmadinhas mas só se for uma mulher a dar, ou os meus pais. O meu pai é o único homem que me pode dar palmadas. Não que eu queira ou goste, mas numa situação extrema de mau comportamento, o que me parece de todo improvável, uma vez que já estou na casa dos trinta, até admito essa remota possibilidade. Irritam-me os treinadores e colegas de alguns desportos de equipa que dão palmadinhas no rabo antes de se entrar ou sair do campo de jogo. Quando jogava volei, em gaiato, detestava isso e mostrava que não queria. Pancadinhas nas costas, abraços mais ou menos musculados ainda ia, palmadas é que não! Agora até há jogadores que dão beijos na cara (e na boca!) quando outro marca golo. Isto tudo me faz confusão! De certa forma até já tinha concebido a ideia de que a tourada ou o rugby seriam actividades artísticas ou desportivas que os homens teriam inventado para se poderem agarrar, apalpar, cheirar, sem terem de cair no óbvio, como a sauna, os banhos turcos, as massagens ou a guardação de vacas, mas no futebol e outros desportos do género? O que é que se passa com estes homens de hoje!? Ele é homosexuais, bissexuais, metrossexuais, transsexuais, hermafroditas, transformistas, transviados e até os que se enquadram na categoria “tipo Zé Castelo Branco”. Parece-me que as mulheres estão cada vez mais masculinas e os homens cada vez mais parvos!
quinta-feira, 24 de abril de 2008
A puta da gota de água
Deixando conscientemente de lado a dor de dentes, a apendicite e o entalar do material num fecho eclair, assim de repente não me lembro de nada mais irritante para um homem do que aquela gota descendente e provocadora que vai deslizando pelo nosso braço abaixo enquanto fazemos a barba com a lâmina, no lavatório frente ao espelho da casa de banho. Para falar a verdade, não é apenas uma gota, mas um carreirinho de gotas tipo que vão escorregando pelo braço abaixo até ao cotovelo, aumentando o seu poder cada vez que passamos a lâmina na água para retirarmos o excesso de espuma e pelos decepados. A pior parte nem é a sensação de molhado, pois a água até pode ser morna, mas o facto das gotas irritantemente irem arrefecendo ao longo do seu percurso descendente pode ser aterrador e deixar qualquer homem à beira de um ataque de espasmos. Sabemos bem que a cada passagem pela água ainda vai ser pior, mas se por um acaso cedemos à tentação de limpar o braço, logo de seguida se irá repetir o processo todo desde o início e não acredito que haja alguém obsessivo-compulsivo suficiente para limpar o braço numa toalha a cada passagem de lâmina. É das coisas mais chatas e irritantes pelas quais um homem tem de passar, sem contar com a disfunção eréctil, claro, mas também há as máquinas eléctricas, que essas enrolam os pelos e a irritação aparece poucas horas depois assim que os sacaninhas rompem a pele. Os homens estão condenados com esta questão dos pelos, porque na cara ninguém vai fazer depilação com laser, fotodepilação ou cremes sintéticos. Não gosto de ver, mas aposto que os tipos do Jackass já terão com certeza feito um número com cera quente na cara
Etiquetas:
coisas chatas e irritantes,
conversas de casa de banho
quarta-feira, 23 de abril de 2008
Portugal no Seu Melhor #1
Sócrates diz que não estamos em crise quando todo o mundo se afunda numa recessão económica sem precedentes.
Cavaco dá os parabéns a Alberto João Jardim pelo democrata que é, tendo em conta a obra que tem feito.
Santana está na calha para se re-re-re-re-re-re-candidatar à presidência (para já) do PSD quando ainda há tão pouco tempo foi chutado de lá para fora... ah!, e de primeiro-ministro também.
O Herman José está cada vez mais bichona e loiro.
O jogo mais vendido é o The Sims, que serve exactamente para "brincar" com a nossa vida social, mas estando sozinhos em casa horas a fio sentados frente a um ecran de computador
Estamos na Primavera que mais parece um Inverno, ainda não deixámos de estar constipados e já somos afectados pelas alergias.
Está tudo louco!?!?
A única coisa boa que tenho visto nos últimos tempos é a Conceição Lino que parece cada vez mais... nova!
(confesso aqui e desde já, a minha perdição por essa mulher)
...e alguém que me explique que raio tem o Bob Dylan a ver com a Selecção Portuguesa???
Cavaco dá os parabéns a Alberto João Jardim pelo democrata que é, tendo em conta a obra que tem feito.
Santana está na calha para se re-re-re-re-re-re-candidatar à presidência (para já) do PSD quando ainda há tão pouco tempo foi chutado de lá para fora... ah!, e de primeiro-ministro também.
O Herman José está cada vez mais bichona e loiro.
O jogo mais vendido é o The Sims, que serve exactamente para "brincar" com a nossa vida social, mas estando sozinhos em casa horas a fio sentados frente a um ecran de computador
Estamos na Primavera que mais parece um Inverno, ainda não deixámos de estar constipados e já somos afectados pelas alergias.
Está tudo louco!?!?
A única coisa boa que tenho visto nos últimos tempos é a Conceição Lino que parece cada vez mais... nova!
(confesso aqui e desde já, a minha perdição por essa mulher)
...e alguém que me explique que raio tem o Bob Dylan a ver com a Selecção Portuguesa???
terça-feira, 22 de abril de 2008
Dentistas, cromados e pastas dentífricas
Quando eles dizem no reclame da Colgate que é a pasta dentífrica mais utilizada em Portugal por dentistas, será que querem dizer que é a pasta de dentes com que os dentistas mais escovam os seus dentes? É que podem muito bem utilizá-la para limpar as jantes do cabriolet, os pára-choques do jipe ou os cromados da Harley. Ficamos sem saber…
domingo, 20 de abril de 2008
Garrafas de plástico, latas e morraça cancerígena
Recebi um email que alertava para o perigo das garrafas de plástico com água deixadas dentro do carro, pois alegadamente provocam o cancro da mama. Não sei se isso será mesmo verdade, mas já li vários artigos que explicam como os recipientes de plástico e latas de conservas podem tornar-se cancerígenos se utilizados prolongadamente ou reutilizados depois de abertos. Quando se abre uma lata de atum ou de salsichas, por exemplo, deve-se consumir tudo no momento ou colocar o que sobrar num tupperware, porque os conservantes utilizados neste tipo de produtos começam a degradar-se com a exposição ao ar. O mesmo acontece com as garrafas de água, mas não só se deixadas no carro ao calor, também se voltarmos a enchê-las ou mesmo se levarmos muito tempo a consumir todo o seu conteúdo. Resumindo e concluindo, recipientes como garrafas de plástico e latas são lavados e preparados com determinados conservantes para reterem dentro do prazo de validade, quando fechados, os mais variados produtos e não devem ser reutilizados ou deixarmos permanecer o seu conteúdo neles depois de uma primeira utilização.
notícias relacionadas:
http://diario.iol.pt/sociedade/agua-plastico-quimico-garrafas-de-plastico-agua-engarrafada-bisfenol/942157-4071.html
http://www.radioelmo.com/index.asp?idEdicao=50&id=5831&idSeccao=396&Action=noticia
notícias relacionadas:
http://diario.iol.pt/sociedade/agua-plastico-quimico-garrafas-de-plastico-agua-engarrafada-bisfenol/942157-4071.html
http://www.radioelmo.com/index.asp?idEdicao=50&id=5831&idSeccao=396&Action=noticia
sábado, 19 de abril de 2008
Amigos, bola e jolas
Uma verdadeira prova de amizade dá-se quando um amigo teu que é benfiquista ferrenho vem ver o jogo Sporting x Benfica a tua casa, traz por engano cervejas sem álcool, o Benfica acaba por perder justamente, mas por uma margem daquelas que dói, e no final do jogo ainda tem a capacidade de te dar os parabéns pelo resultado e pedir desculpa pelo engano das cervejas. Nem num jogo de cartas a dinheiro ou em ambientes de casas de strip um amigo teu pode ser tão simpático e generoso.
Numa relação de amizade entre homens, que no fundo tem sempre algo de competitivo por natureza (qualquer coisa de positivo que as mulheres nunca vão saber o que é e talvez tenha sido com base nisto que os gregos inventaram o desporto e as olimpíadas), saber perder é algo que se constrói de forma esforçada e consciente, assim como saber ganhar. Nesta vida não há nada que, sendo espontaneamente adquirida, se possa manter com a mesma facilidade e comodidade. Na óptica do “só se dá valor ao que se tem quando se perde”, que é uma colossal e enigmática verdade, deve-se trabalhar ao máximo para se manter uma relação que se quer madura e inalterável. Pode parecer contraditório, mas na amizade como no amor, temos sempre que dar o nosso melhor (e pior) para manter uma relação, caso contrário, facilitando ou vacilando, as relações definham ou transformam-se em monstros instáveis e caprichosos. Esta será, talvez, uma das mais duras verdades a que temos de nos habituar e interiorizar quando chegamos à fase adulta. Tudo é um desafio, até o que julgamos ser garantido! As amizades, não só as que guardamos desde a adolescência, mas também as que vamos criando pela vida fora, são trunfos que devemos amontoar e empregar orgulhosamente, e como troféus que também são, devem ser polidos e protegidos constantemente.
Grande Marius, porque vais estando por aí, tanto na vida real como cibernética, este post é para ti!
Abraço
Numa relação de amizade entre homens, que no fundo tem sempre algo de competitivo por natureza (qualquer coisa de positivo que as mulheres nunca vão saber o que é e talvez tenha sido com base nisto que os gregos inventaram o desporto e as olimpíadas), saber perder é algo que se constrói de forma esforçada e consciente, assim como saber ganhar. Nesta vida não há nada que, sendo espontaneamente adquirida, se possa manter com a mesma facilidade e comodidade. Na óptica do “só se dá valor ao que se tem quando se perde”, que é uma colossal e enigmática verdade, deve-se trabalhar ao máximo para se manter uma relação que se quer madura e inalterável. Pode parecer contraditório, mas na amizade como no amor, temos sempre que dar o nosso melhor (e pior) para manter uma relação, caso contrário, facilitando ou vacilando, as relações definham ou transformam-se em monstros instáveis e caprichosos. Esta será, talvez, uma das mais duras verdades a que temos de nos habituar e interiorizar quando chegamos à fase adulta. Tudo é um desafio, até o que julgamos ser garantido! As amizades, não só as que guardamos desde a adolescência, mas também as que vamos criando pela vida fora, são trunfos que devemos amontoar e empregar orgulhosamente, e como troféus que também são, devem ser polidos e protegidos constantemente.
Grande Marius, porque vais estando por aí, tanto na vida real como cibernética, este post é para ti!
Abraço
quinta-feira, 17 de abril de 2008
Fátima, Futebol e Fado
Várias vezes abordo a questão da política, também já toquei no assunto religião, mas até agora, que me lembre, foram raras as vezes que falei de futebol.
Acima de tudo, tento manter o bom gosto… mas hoje tenho de referir o seguinte:
O Sporting x Benfica de hoje nas meias-finais da Taça de Portugal foi um jogo fantástico que ficará na minha memória como Barcelona x Atlético Madrid de 1996 (o jogo que me fez começar a gostar de futebol), o Portugal x Inglaterra de 2000 ou o Portugal x Inglaterra de 2004.
Grande Sporting!!!
Acima de tudo, tento manter o bom gosto… mas hoje tenho de referir o seguinte:
O Sporting x Benfica de hoje nas meias-finais da Taça de Portugal foi um jogo fantástico que ficará na minha memória como Barcelona x Atlético Madrid de 1996 (o jogo que me fez começar a gostar de futebol), o Portugal x Inglaterra de 2000 ou o Portugal x Inglaterra de 2004.
Grande Sporting!!!
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Dia Mundial da Voz
AHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHAHAHAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHAHAHAHAHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAHHHHHHHHHHHHHH!!!Melhor do que espreguiçar e espirrar sem qualquer tipo de restrições, só mesmo berrar a plenos pulmões quando nos dá na real gana!
terça-feira, 15 de abril de 2008
Coincidências e Déjà Vus
De tanta idiotice e invenção desajeitada que está por detrás das várias religiões existentes, já para não falar dos plágios flagrantes que umas fazem das outras, a única coisa que me poderá levar a acreditar na ideia da existência de alguma consciência superior a nós, humanos e comuns mortais, é a realidade das coincidências e dos déjà vus. Depois de dois ou três segundos de interesse cómico, a sensação que fica é a de que alguém anda a brincar connosco, e se assim é, aquilo que poderá eventualmente existir, a que vulgar e receosamente chamam de entidade divina, é como que um puto traquinas que gosta de brincar com as formigas e com a lupa que traz no bolso, ao lado da fisga e do pacote de sugos. Pensando bem, isso explicaria muita coisa, como os desastres naturais desprovidos de justificações racionais, aos quais se juntam tentativas fortuitas de explicação baseadas em modelos teóricos. Com tanta coisa prática e relevante a que se assiste todos os dias, e também dada a imensa reflexão e teorização para lhes tentar dar um fundamento mais ou menos lógico, anda tudo perdido sem saber para que lado se hão de virar, e é no meio da confusão que aparecem mais coincidências e déjà vus para atrapalhar ainda mais o processo. Vivemos em tempos incertos e revoltos, mas sem dúvida interessantes. O melhor disto tudo ainda será a liberdade de pensamento e expressão, escolha-se ou não uma religião mais ou menos óbvia, ou nenhuma, pois cada um que acredite no que quiser, mas que acredite mesmo!
domingo, 13 de abril de 2008
Vacas magras, cabrões cheios dele e muita sacanice à mistura
Hoje no supermercado, ao fazer as compras do fim-de-semana – sim, ainda podia ter sido um pedacinho mais fastidioso se porventura referisse que também aspirei a casa e tratei da roupa, tendo inclusivamente ficado refém das abertas sem chuva que este estranho clima primaveril nos tem proporcionado – reparei num pormenor que exemplifica perfeitamente como funciona o Marketing de uma empresa em tempo de vacas magras (esta metáfora não poderia ter calhado melhor, como veremos mais à frente). O nível de vida dos portugueses está a piorar com o constante decrescer do poder de compra, o aumento da inflação, o crédito mal parado, o endividamento das famílias, o nível de desemprego e a precariedade do mesmo, o preço do petróleo, entre alguns outros factores mais ou menos relevantes para esta questão. A alimentação, por exemplo, está mais cara, e como é que vocês acham que o Departamento de Marketing e Publicidade da Mimosa achou que iria convencer os portugueses a continuarem a comprar leite em vez de optarem simplesmente pela água del cano? Terá sido com um pedido de desculpas informal por escrito em todos os pacotes, assim tipo “Pedimos desculpa mas o aumento do preço do litro de leite não depende só de nós”? Um redondo e sonoro não!! Nos pacotes de leite de litro da Mimosa pode ler-se “Bem Essencial”. Tomem e embrulhem, certo!? Só pode! Por este andar chegamos ao final do ano a oferecer pacotes de leite como prenda de Natal em vez de garrafas de whiskey.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
terça-feira, 8 de abril de 2008
Cães, idiotas e caixas de correio standardizadas
Até hoje, nunca tinha percebido a razão que leva os carteiros a deixarem os folhetos de publicidade, jornais e revistas enrolados e entalados na ranhura, a meio caminho entre a caixa de correio e o chão do prédio, do quintal ou da rua. Se as caixas levam alguma quantidade de tralha publicitária, porque as cartas cabem em qualquer lado, até por debaixo da porta, e agora até são todas standardizadas para caber um razoável molho de revistas A4, assim tipo 5 revistas 5, porque será que eles deixam aquilo a assim e não empurram tudo para dentro? (Taveira, anyone!?) De certo que já alguns de vós se questionaram sobre isso mesmo, claro, nem outra coisa seria de esperar. Pois bem! Qual é o maior amigo do homem? – esqueçam a reportagem que deu há poucos dias na TVI – o cão. E qual é o maior inimigo do carteiro, seja ele homem ou mulher? Lá está, o cão! Agora raciocinem comigo, se é que conseguem descer – ou subir, ou atirarem-se para o lado – ao nível da minha insanidade lógica: tirando a caça ocasional da mosca ou da melga, o que utilizamos nós para “treinar” os nossos cães!? Ah pois é! Revistas, jornais ou folhetos da Moviflor enrolados (espero sinceramente que não usem o catálogo do Ikea ou as Páginas Amarelas do Norte Alentejo, taditos dos bichinhos). O idiota, que não tem outro nome porque é de facto uma boa ideia, se bem que inconsistente, pois o que não falta aí são cães que lhe comeriam o braço se este o abanasse na sua direcção, mais valia enfiar a tralha para dentro como deve ser e andar com um valente Tazer, agora tão em voga. Sempre se socorria dos bichos em situações de aflição, mas também aumentaria muito mais a sua popularidade no bairro onde faz a ronda, porque de certo lhe daria para a traquinice e há muito boa gente por aí em quem apetece mesmo pregar partidas. Acreditem que é muito mais fácil arranjar uma arma destas do que um brinquedo daqueles de pregar choques com um aperto de mão. Se fosse carteiro, a bem ou a mal, seria o rei do bairro!
domingo, 6 de abril de 2008
Autoclismos, stocks de casas de banho e calças com bolsos a granel
A ida a uma casa de banho que não a da nossa casa é sempre uma aventura. Se for em viagem temos as áreas de serviço, os restaurantes e cafés, parques de campismo etc., sendo que cada um destes cenários traz um sem número de eventualidades caricatas e cómicas passíveis de explorar num outro post, mas se for em casa de outras pessoas, até mesmo familiares ou amigos, também não ficam longe as possibilidade de acontecimentos humorísticos e bizarros. Dada a situação, não tendo o cuidado de tentar perceber se o rolo exposto de papel higiénico está no fim ou não, e se sim, se haverá mais rolos à nossa disposição, nem que para isso tenhamos que vasculhar os armários e gavetas alheios, pode tornar-se num autêntico pesadelo. Caso isto aconteça, o que devemos fazer?
Chamar alguém que nos venha acudir? – e a vergonha de termos que ir destrancar a porta e aparecer de calças em baixo e sermos vistos pela frincha que se abre à largura de se conseguir fazer passar um rolo de folha tripla?
Enviar um sms ou ligar a alguém que discretamente peça ao dono da casa para fazer a tão necessária reposição do stock de rolos de papel higiénico? – é nesta altura que nos lembramos da razão que nos levou a comprar aquelas calças com bolsos de lado, que tanto jeito dá para trazer o telemóvel sem nos lembrarmos que andamos com ele sempre atrás, e nunca surgiu a hipótese de as levarmos para uma caçada, pescaria ou prova desportiva no meio do mato ou da selva!
Usar o bidé? – aquele mono de loiça que muitas casas-de-banho têm e que nem sempre reparamos neles até lhes darmos uma biqueirada sem querer e aí nos lembrarmos que não o utilizávamos desde criança, quando as nossas mães nos obrigavam a lavar os pés no verão antes de nos irmos deitar?
Usar a toalha das mãos? – dificilmente conseguiríamos esconder a toalha permanentemente e levá-la para casa para mais tarde a entregar lavada (!?) fica completamente fora de hipótese!
Vestir as calças antes de acabar o serviço também é completamente impensável sem que haja um urso, um polícia ou uma bichona louca no nosso encalço para nos apanhar.
Haverá, porventura, tantas hipóteses quantas as mentes perversas a reflectir sobre elas. Até hoje, posso gabar-me de nunca ter passado por uma situação destas, mas já me vi enredado numa do género e consegui desenrascar-me porque tinha um canivete suíço no bolso (das tais calças)… o autoclismo avariou-se e eu consegui safar-me em beleza! Não vou entrar em pormenores, mas o McGiver não teria feito melhor.
Chamar alguém que nos venha acudir? – e a vergonha de termos que ir destrancar a porta e aparecer de calças em baixo e sermos vistos pela frincha que se abre à largura de se conseguir fazer passar um rolo de folha tripla?
Enviar um sms ou ligar a alguém que discretamente peça ao dono da casa para fazer a tão necessária reposição do stock de rolos de papel higiénico? – é nesta altura que nos lembramos da razão que nos levou a comprar aquelas calças com bolsos de lado, que tanto jeito dá para trazer o telemóvel sem nos lembrarmos que andamos com ele sempre atrás, e nunca surgiu a hipótese de as levarmos para uma caçada, pescaria ou prova desportiva no meio do mato ou da selva!
Usar o bidé? – aquele mono de loiça que muitas casas-de-banho têm e que nem sempre reparamos neles até lhes darmos uma biqueirada sem querer e aí nos lembrarmos que não o utilizávamos desde criança, quando as nossas mães nos obrigavam a lavar os pés no verão antes de nos irmos deitar?
Usar a toalha das mãos? – dificilmente conseguiríamos esconder a toalha permanentemente e levá-la para casa para mais tarde a entregar lavada (!?) fica completamente fora de hipótese!
Vestir as calças antes de acabar o serviço também é completamente impensável sem que haja um urso, um polícia ou uma bichona louca no nosso encalço para nos apanhar.
Haverá, porventura, tantas hipóteses quantas as mentes perversas a reflectir sobre elas. Até hoje, posso gabar-me de nunca ter passado por uma situação destas, mas já me vi enredado numa do género e consegui desenrascar-me porque tinha um canivete suíço no bolso (das tais calças)… o autoclismo avariou-se e eu consegui safar-me em beleza! Não vou entrar em pormenores, mas o McGiver não teria feito melhor.
Etiquetas:
coisas chatas e irritantes,
conversas de casa de banho
quinta-feira, 3 de abril de 2008
Árvores de cheiro, alergias e taludas chorudas
Qual será a probabilidade de eu, um ano decorrido desde a última vez que comprei um ambientador para o automóvel, voltar a acertar no mesmo que tem um cheiro que me deixa mal disposto? Não sei como será, se comparado com a probabilidade de ganhar o Euromilhões, mas no domingo pareceu-me bem quando o comprei, e a escolha era difícil dada a quantidade de cheiros e fragrâncias – dizer a palavra fragrâncias faz-me sempre sentir que estou no meio de um daqueles reclames a detergentes da roupa em que toda a gente tem bom aspecto e as roupas são da mesma cor e há putos a correr por todos os lados a rasgar lençóis – e hoje à tarde quando cheguei ao carro, uma vez que o coloquei logo de manhã e já fez bastante calor durante o dia, ia caindo de costas quando abri a porta do carro. Tive sérias dificuldades em conduzir até casa com aquela essência demoníaca a ocupar a quase totalidade da viatura e acreditem que vim o caminho todo de janelas abertas e ar-condicionado no máximo. Não sei qual o vosso gosto, mas aquelas arvorezinhas de pendurar no carro com cheiro a “flores silvestres” dão cabo de mim. E por falar em ambientadores!? Se eu quiser conduzir de mota com bons cheiros, só mesmo se escolher passear no campo! Mas por outro lado são tão reais as fragrâncias – lá está! – quanto as reacções alérgicas. Porque raio não calhei eu a ser alérgico a maus cheiros, tipo esgoto, estrume, peidos e cholé!? Dava-me um jeitão!
quarta-feira, 2 de abril de 2008
Papel rasgado, soutiens e pedidos de desculpas
Porque é que é suposto pedir-se perdão ou desculpa às pessoas que estão na mesma divisão que nós antes de se rasgar papel? Não seria mais apropriado se fosse imediatamente antes de abrir o soutien de uma mulher que está à nossa frente numa fila e tem um top tão minúsculo que o fecho do soutien fica à mostra? ou de darmos um beijo à socapa a outra que esteja de frente para nós? ou antes de puxarmos a cadeira a alguém que se vai sentar? ou à pessoa a quem vamos entregar o bitoque onde cuspimos enquanto estava ao lume? ou depois de pregarmos um porradão no carro de outra pessoa naquela rotunda em que ateimamos fazê-la (mal) por fora? ou mesmo um pedido público de desculpas aos portugueses por termos votado no PS para as últimas eleições legislativas?
relembro:
Película de plástico
Plásticos do demo
Post Scriptum:
não subscrevo as últimas 3 ideias apresentadas, foi só um suponhamos!
relembro:
Película de plástico
Plásticos do demo
Post Scriptum:
não subscrevo as últimas 3 ideias apresentadas, foi só um suponhamos!
segunda-feira, 31 de março de 2008
Película aderente, supermercados e vida depois da morte
Para quem ainda não reparou, talvez porque não tenha ainda comprado ou usado, atenção que a película aderente do Lidl é uma bosta! Pode prestar para qualquer outra coisa menos para aderir a um tuperware, taça de loiça, vidro ou metal. Já experimentei em tudo quanto é recipiente e não vale mesmo nada. Depois de reciclada, pode ser que venha a dar naqueles invólucros chatos dos cd’s, o que lhe dará um after life relativamente desinteressante.
domingo, 30 de março de 2008
Parabéns a mim...
...e aos demais que frequentam estas paragens… vocês, claro! Sem vocês não haveria vontade de escrever coisas insanas – já pensá-las e passar por elas não é coisa que eu consiga controlar facilmente – e este blog já vai com 3 anos, de certo uma idade (quase) madura, blogosfericamente falado, 584 posts publicados e mais de 14.000 visitas. Para quem o faz e também para quem cá vem e não descura a vida real em detrimento da vida virtual cibernética, devo reconhecer que é obra! Sinto-me bastante satisfeito, quase a roçar tangencialmente a felicidade estúpida, e estou muito grato pela vossa amizade e dedicação constante.
1 grande abraço
Pedro
1 grande abraço
Pedro
sábado, 29 de março de 2008
Compilações, prendas e extravagâncias
Toda a gente gosta de receber prendas, talvez até mais do que dar, mas sem dúvida que as melhores prendas não são compradas porque não custam dinheiro, são feitas. Esse tipo de prendas talvez dê tanto gosto a quem recebe como a quem a produz, e no punhado de coisas que se podem fazer e oferecer a alguém, uma compilação de músicas bate todos os records de dedicação e empenho. Haverá coisa mais fantástica do que fazermos uma compilação de músicas para dar a alguém de quem gostamos, alguém verdadeiramente importante para nós? A resposta é não, claro que não! A música é das coisas mais importantes para os seres humanos (e alguns animais e plantas) e nada supera a motivação que nos move a produzir uma compilação de temas (originais ou de outros) para provocar algum tipo de efeito positivo em alguém. A escolha de músicas para uma compilação pode demorar anos, já passei por isso, e no fim, depois de tanto esforço, somos recompensados com um sorriso como prelúdio da boa disposição quando esse alguém a quem queremos agradar se digna a reproduzir o nosso cd no carro, no computador, na aparelhagem ou no leitor de mp3 portátil. Nem precisamos de estar lá para ver isso, é certo e sabido e vale bem a pena o empenho dedicado. São pequenas coisas que significam tanto, como de resto todas as coisas simples sempre significaram. Ir a uma loja e comprar uma bugiganga vistosa ou perguntar a familiares e amigos o que acham que aquela pessoa precisa ou vai gostar, são as coisas mais fáceis que há. Por outro lado, o tempo de reflexão e conceptualização investido na produção de uma compilação original não tem preço, mas a pessoa que receber o resultado deste compromisso irá sem dúvida entender a sua grandeza.
sexta-feira, 28 de março de 2008
Demagogia económica x Economia demagógica
O alegado Engenheiro e certo Primeiro-ministro José Sócrates afirmou ontem que a consolidação orçamental está garantida, o deficit está ao nível do esperado, que estamos a sair da crise e até irá baixar impostos, nomeadamente o IVA para 20% (uma fartura!). Acrescentou também, na pessoa do Ministro da Economia (não quis com isto chamar fantoche a ninguém, entenda-se!), que poder-se-á verificar mais uma descida do IVA em um ponto percentual no próximo ano (ou não fosse ano de eleições). Sr. pseudo Engenheiro José Sócrates, então será possível sermos o único país que de tanto estar na cauda da Europa, na tangencia constante de tudo o que conta e na periferia perfeita do mundo em geral quando é bom, agora até a crise económica internacional nos passa ao lado? Não sei se acho isso bom, mas talvez seja caso para lhe endereçar os meus parabéns.
quinta-feira, 27 de março de 2008
Igrejas, marmelos e drogas leves
Não se pode fumar nas igrejas e conventos por causa da Lei do Tabaco ou por causa do outro marmelo!?
quarta-feira, 26 de março de 2008
O Alentejo
Recebi por email este texto fantástico, só tenho pena de não saber quem o escreveu.
Obrigado Ofélia! ;)
"O ALENTEJO
Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.
O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.
Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.
Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.
D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»
E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.
Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.
Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.
E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis. Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!
É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?"
(autor desconhecido)
relembro:
http://ctanganho.blogspot.com/2007/05/isto-sim-qualidade-de-vida.html
http://ctanganho.blogspot.com/2006/08/h-dias-assim.html
http://ctanganho.blogspot.com/2005/08/alentejo.html
http://ctanganho.blogspot.com/2006/07/adizeres-alentejanos-parte-ii.html
Obrigado Ofélia! ;)
"O ALENTEJO
Palavra mágica que começa no Além e termina no Tejo, o rio da portugalidade. O rio que divide e une Portugal e que à semelhança do Homem Português, fugiu de Espanha à procura do mar.
O Alentejo molda o carácter de um homem. A solidão e a quietude da planície dão-lhe a espiritualidade, a tranquilidade e a paciência do monge; as amplitudes térmicas e a agressividade da charneca dão-lhe a resistência física, a rusticidade, a coragem e o temperamento do guerreiro. Não é alentejano quem quer. Ser alentejano não é um dote, é um dom. Não se nasce alentejano, é-se alentejano.
Portugal nasceu no Norte mas foi no Alentejo que se fez Homem. Guimarães é o berço da Nacionalidade, Évora é o berço do Império Português. Não foi por acaso que D. João II se teve de refugiar em Évora para descobrir a Índia. No meio das montanhas e das serras um homem tem as vistas curtas; só no coração do Alentejo, um homem consegue ver ao longe.
Mas foi preciso Bartolomeu Dias regressar ao reino depois de dobrar o Cabo das Tormentas, sem conseguir chegar à Índia para D. João II perceber que só o costado de um alentejano conseguia suportar com o peso de um empreendimento daquele vulto. Aquilo que para o homem comum fica muito longe, para um alentejano fica já ali. Para um alentejano não há longe, nem distância porque só um alentejano percebe intuitivamente que a vida não é uma corrida de velocidade, mas uma corrida de resistência onde a tartaruga leva sempre a melhor sobre a lebre.
Foi, por esta razão, que D. Manuel decidiu entregar a chefia da armada decisiva a Vasco da Gama. Mais de dois anos no mar... E, quando regressou, ao perguntar-lhe se a Índia era longe, Vasco da Gama respondeu: «Não, é já ali.». O fim do mundo, afinal, ficava ao virar da esquina.
Para um alentejano, o caminho faz-se caminhando e só é longe o sítio onde não se chega sem parar de andar. E Vasco da Gama limitou-se a continuar a andar onde Bartolomeu Dias tinha parado. O problema de Portugal é precisamente este: muitos Bartolomeu Dias e poucos Vasco da Gama. Demasiada gente que não consegue terminar o que começa, que desiste quando a glória está perto e o mais difícil já foi feito. Ou seja, muitos portugueses e poucos alentejanos.
D. Nuno Álvares Pereira, aliás, já tinha percebido isso. Caso contrário, não teria partido tão confiante para Aljubarrota. D. Nuno sabia bem que uma batalha não se decide pela quantidade mas pela qualidade dos combatentes. É certo que o Rei de Castela contava com um poderoso exército composto por espanhóis e portugueses, mas o Mestre de Avis tinha a vantagem de contar com meia-dúzia de alentejanos. Não se estranha, assim, a resposta de D. Nuno aos seus irmãos, quando o tentaram convencer a mudar de campo com o argumento da desproporção numérica: «Vocês são muitos? O que é que isso interessa se os alentejanos estão do nosso lado?»
E até nas anedotas, os alentejanos revelam a sua superioridade humana e intelectual. Os brancos contam anedotas dos pretos, os brasileiros dos portugueses, os franceses dos argelinos... só os alentejanos contam e inventam anedotas sobre si próprios. E divertem-se imenso, ao mesmo tempo que servem de espelho a quem as ouve.
Mas para que uma pessoa se ria de si própria não basta ser ridícula porque ridículos todos somos. É necessário ter sentido de humor. Só que isso é um extra só disponível nos seres humanos topo de gama.
Não se confunda, no entanto, sentido de humor com alarvice. O sentido de humor é um dom da inteligência; a alarvice é o tique da gente bronca e mesquinha. Enquanto o alarve se diverte com as desgraças alheias, quem tem sentido de humor ri-se de si próprio. Não há maior honra do que ser objecto de uma boa gargalhada. O sentido de humor humaniza as pessoas, enquanto a alarvice diminui-as. Se e Estaline se rissem de si próprios, nunca teriam sido as bestas que foram.
E as anedotas alentejanas são autênticas pérolas de humor: curtas, incisivas, inteligentes e desconcertantes, revelando um sentido de observação, um sentido crítico e um poder de síntese notáveis. Como bom alentejano que me prezo de ser, deixei o melhor para o fim. O Alentejo, como todos sabemos, é o único sítio do mundo onde não é castigo uma pessoa ficar a pão e água. Água é aquilo por que qualquer alentejano anseia. E o pão... Mas há melhor iguaria do que o pão alentejano? O pão alentejano come-se com tudo e com nada. É aperitivo, refeição e sobremesa. E é o único pão do mundo que não tem pressa de ser comido. É tão bom no primeiro dia como no dia seguinte ou no fim da semana. Só quem come o pão alentejano está habilitado para entender o mistério da fé. Comê-lo faz-nos subir ao Céu!
É por tudo isto que, sempre que passeio pela charneca numa noite quente de verão ou sinto no rosto o frio cortante das manhãs de Inverno, dou graças a Deus por ser alentejano. Que maior bênção poderia um homem almejar?"
(autor desconhecido)
relembro:
http://ctanganho.blogspot.com/2007/05/isto-sim-qualidade-de-vida.html
http://ctanganho.blogspot.com/2006/08/h-dias-assim.html
http://ctanganho.blogspot.com/2005/08/alentejo.html
http://ctanganho.blogspot.com/2006/07/adizeres-alentejanos-parte-ii.html
terça-feira, 25 de março de 2008
A escrita, o vazio e a puta da loucura
Começar a escrever um post e de repente...
segunda-feira, 24 de março de 2008
Leite, liquidez e soltura
Deve estar escrito em algum lado que quando eu aqueça leite no microondas e o leve para a sala ou o quarto, acabe por entornar no caminho. Ou então mesmo quando me vou a sentar no sofá, na secretária ou na cama. Bem sei que o leite frio tem outro grau de liquidez ou viscosidade (whatever!) e que quando se aquece fica mais líquido ou mais “solto”, mas acontece que eu comecei esta frase como queria, com um sonante “bem sei”! Se assim é, sabendo, porque raio é que entorno sempre a porcaria do leite? Vou a dar passos certos e bem definidos, a olhar para o copo (ou caneca), sempre a fitar o líquido branco e pronto... quando menos espero, ou mesmo quando espero e sem conseguir evitar, lá entorno aquela porcaria! É como a mastigação, tantos anos de experiência e de vez em quando continuo a falhar.
relembro:
Mastigação experiente
relembro:
Mastigação experiente
domingo, 23 de março de 2008
Maganas das amêndoas
Envelhecer é isto que vos vou dizer agora...
Putas das amêndoas de Páscoa que me fizeram partir um dente a comê-las! Qualquer dia estou a fazer rastreios e despistes a tudo e mais alguma coisa. Ele é colesterol, diabetes, olhos e ouvidos, etc. Desde os 7 anos que não vou ao dentista e agora vou ter de me resignar e visitar um desses facinoras de bata branca. Ganda galo... coelho ou lá o que é! Mas também, quem me manda gostar mais de morder do que de chupar as amêndoas, já com os gelados é a mesma coisa, até fico mal disposto e com dor de cabeça por causa do frio quando mordo um Calipo. Páscoa manhosa!!
Putas das amêndoas de Páscoa que me fizeram partir um dente a comê-las! Qualquer dia estou a fazer rastreios e despistes a tudo e mais alguma coisa. Ele é colesterol, diabetes, olhos e ouvidos, etc. Desde os 7 anos que não vou ao dentista e agora vou ter de me resignar e visitar um desses facinoras de bata branca. Ganda galo... coelho ou lá o que é! Mas também, quem me manda gostar mais de morder do que de chupar as amêndoas, já com os gelados é a mesma coisa, até fico mal disposto e com dor de cabeça por causa do frio quando mordo um Calipo. Páscoa manhosa!!
sábado, 22 de março de 2008
Páscoa, filmes e sestas do demo
Embora tenha sido feriado, esta sexta-feira soube um pouco como as outras. O culminar de uma semana de trabalho e o cansaço apoderou-se de mim. Decidi não sair à noite e acabei por me deixar dormir no sofá enquanto via um filme em dvd. Já o filme tinha acabado, quando decidi ver o que estava a dar na televisão. Na RTP1 estava a dar a Paixão de Cristo – já cá faltava este, depois do Música no Coração pelo Natal, agora esta rotina na Páscoa – e na RTP2 estava a dar umas imagens de uma cruz a arder e gente vestida de branco. Fiquei apreensivo porque pensei que fosse um filme passado no Mississipi com o Klu Klux Klan como mote para a história, mas não, era mesmo a celebração da Páscoa em directo do Vaticano. Sinceramente, para gente estranha vestida de robes brancos com cruzes a arder em segundo plano, acho que preferia os cromos de capuz. Pelo menos seria um filme! E por falar em filme, o que estava a ver quando sucumbi ao sono (quem já viu o filme ainda vai achar mais piada à ironia desta frase), era a filmaça Invasão com a Nicole Kidman e o Daniel Craig… qualquer semelhança entre os possuídos do filme e os que apareciam nas imagens do Vaticano será pura coincidência
Boa Páscoa...
Boa Páscoa...
quinta-feira, 20 de março de 2008
Serviço Público ou algo que se pareça #1
Hoje acordei com a vontade de criar uma nova rubrica de Serviço Público, ou algo que se pareça, neste blog que é tanto meu quanto vosso. Sendo assim, e dado que muita gente me tem perguntado "qual é aquela música do reclame do Fiat Bravo?", eu respondo definitiva e assertivamente: é o tema Meravigliosa Creatura da Gianna Nannini. Atenção que há duas versões, uma fixe, a do spot publicitário, e uma foleira, a original. Vá, ide emular!
quarta-feira, 19 de março de 2008
Colunex vs Simplex
O mundo está perdido! Hoje encontrei uma espinha num douradinho de pescada. E se uma criança se tivesse engasgado com a espinha? É melhor optar pelo Simplex e xibar-me todo à ASAE no portal do governo.
Perdoem-me a arrogância literária, mas o título está genial, não está!? lol
Perdoem-me a arrogância literária, mas o título está genial, não está!? lol
terça-feira, 18 de março de 2008
"Isto é futebol total!"
O Porto ser campeão outra vez e desta forma!
sábado, 15 de março de 2008
Tabaco, fumo e leis do demo
Sinceramente, e já me expressei sobre isto antes, acho a Lei do Tabaco de uma hipocrisia atroz! Primeiro porque deveria ser uma questão de civismo a questão do fumo em espaços fechados, e cada pessoa tem a obrigação de pensar em si, porque não, mas também nos outros quando se dedica a uma prática tão egoísta como fumar. Em segundo lugar porque há uma lei que muita gente parece respeitar. Ontem estive numa festa de anos num espaço que eu adoro frequentar onde se deixa ao critério de cada um fumar dentro ou fora do espaço fechado. Não interessa que haja lei ou bom senso, o que é um facto é que eu levei o meu computador portátil e um disco externo com mp3 para passar durante a noite e hoje de manhã, já nem vou referir a minha roupa, cabelo e a mala do portátil, imagine-se só, o disco externo cheirava a fumo!!! Não estou a brincar! E atenção que já estou a dar o benefício de ter alergias e rinite, ficando o meu olfacto ser afectado por isso. Se o tabaco mata, e não só quem fuma activamente, porque é que se continua a fumar em espaços fechados? Não me interessa as leis e a repressão, mas também penso na questão da contínua forma repressiva como o Estado se dedica a educar os seus cidadãos, o que é certo e válido é que gostava de viver num país onde a tendência fosse para o progressivo amadurecimento de ideias, lutando assim contra os preconceitos, para o civismo e bom senso. Se há coisa que detesto são as falsas moralidades, é tudo uma questão de Ética! Se não sabem a diferença entre Ética e Moral, convido-vos a espreitar um dicionário filosófico, pois está mais do que visto que os dicionários comuns deixam a coisa mal definida e até confusa:
in http://www.priberam.pt:
Ética: disciplina filosófica que tem por objecto de estudo os julgamentos de valor na medida em que estes se relacionam com a distinção entre o bem e o mal.
(parte “errada” que gera confusão: ciência da moral)
Moral: conjunto de costumes e opiniões que um indivíduo ou um grupo de indivíduos possuem relativamente ao comportamento; conjunto de regras de comportamento consideradas como universalmente válidas; lição, conceito que se extrai de uma obra, de um facto, etc.; relativo ao domínio espiritual.
(parte “errada” que gera confusão: parte da filosofia que trata dos costumes e dos deveres do homem para com o seu semelhante e para consigo; ética; que diz respeito à ética)
Há uma grande área em comum entre a Ética e a Moral no que à definição entre o Bem e o Mal diz respeito, mas sem dúvida que a grande diferença entre uma e outra é que a Moral está intimamente ligada ao sentimento religioso enquanto que a Ética é completamente autónoma e independente, apenas estando ligada à nossa condição humana, ao Livre-Arbítrio.
Em filosofia definem-se da seguinte forma:
Ética: é pura e simplesmente o saber viver ou a arte de viver.
Moral: conjunto de normas e costumes que os indivíduos devem respeitar para poderem viver em conjunto, em sociedade.
Ou seja, Ética diz respeito à questão individual e em como devemos viver o melhor possível, de forma egoísta, porque não dizê-lo, significando sempre e obrigatoriamente respeitar os outros indivíduos, também eles no seu processo pessoal de quererem ser egoisticamente felizes, enquanto que Moral diz respeito às regras e leis (umas laicas e outras canónicas) que nos “forçam” a viver “melhor” como grupo.
Para terminar, convido-vos a lerem um livro delicioso (e pequeno, para quem não tem tempo ou não gosta muito) de Fernando Savater: “Ética Para Um Jovem” (péssima tradução de “Ética Para Amador”, no original em castelhano).
in http://www.priberam.pt:
Ética: disciplina filosófica que tem por objecto de estudo os julgamentos de valor na medida em que estes se relacionam com a distinção entre o bem e o mal.
(parte “errada” que gera confusão: ciência da moral)
Moral: conjunto de costumes e opiniões que um indivíduo ou um grupo de indivíduos possuem relativamente ao comportamento; conjunto de regras de comportamento consideradas como universalmente válidas; lição, conceito que se extrai de uma obra, de um facto, etc.; relativo ao domínio espiritual.
(parte “errada” que gera confusão: parte da filosofia que trata dos costumes e dos deveres do homem para com o seu semelhante e para consigo; ética; que diz respeito à ética)
Há uma grande área em comum entre a Ética e a Moral no que à definição entre o Bem e o Mal diz respeito, mas sem dúvida que a grande diferença entre uma e outra é que a Moral está intimamente ligada ao sentimento religioso enquanto que a Ética é completamente autónoma e independente, apenas estando ligada à nossa condição humana, ao Livre-Arbítrio.
Em filosofia definem-se da seguinte forma:
Ética: é pura e simplesmente o saber viver ou a arte de viver.
Moral: conjunto de normas e costumes que os indivíduos devem respeitar para poderem viver em conjunto, em sociedade.
Ou seja, Ética diz respeito à questão individual e em como devemos viver o melhor possível, de forma egoísta, porque não dizê-lo, significando sempre e obrigatoriamente respeitar os outros indivíduos, também eles no seu processo pessoal de quererem ser egoisticamente felizes, enquanto que Moral diz respeito às regras e leis (umas laicas e outras canónicas) que nos “forçam” a viver “melhor” como grupo.
Para terminar, convido-vos a lerem um livro delicioso (e pequeno, para quem não tem tempo ou não gosta muito) de Fernando Savater: “Ética Para Um Jovem” (péssima tradução de “Ética Para Amador”, no original em castelhano).
sexta-feira, 14 de março de 2008
Verde, laranja, roxo e cortinados do best!
Para a insanidade ser total, só mesmo juntado a verde à cor laranja, com umas pinceladas de roxo, assim em jeito de fato-de-treino de tuga num domingo de manhã quando este vai ao café de xanatas, brilhantina no cabelo, fardula do peito à mostra e palito nos dentes... típico estilo "cromado burguês"!
Verde, amigo de há mais de 2 décadas, companheiro de momentos insanos, palhaço deste circo que é a vida, este post é para ti (assim a modos que a dar-te os parabéns, grande abraço e bem-vindo aos 30!):
Tenho a certeza de que sei a altura exacta em que comecei a caminhar para a loucura, o preciso momento em que iniciei a minha viagem descendente e em espiral rumo à insanidade total. Tudo começou quando comprei uns cortinados cor-de-laranja. Ainda comecei por colocá-los na sala mas não conseguia ver televisão de dia, era impossível. Deixam o ambiente completamente alaranjado e mudam as cores e os tons de tudo. Quando chegava a casa parecia que alguém estava a fazer uma festa e eu tinha chegado tarde e sem ser convidado, as fotografias e posters na parede parecia que estavam todos a sépia. Aconteceu-me algumas vezes ir à cozinha buscar uma banana e trazer um pepino, tirar a caixa de caldos knorr do frigorífico pensando que era uma tablete de chocolate do Lidl, entre muitos outros incidentes deste género. Fartei-me e mudei as cortinas da sala para o quarto. Agora já não é só ao fim de semana ou final do dia. A loucura é todos os dias e começa logo pela manhã quando abro os estores da janela do meu quarto. Uns drogam-se ou embebedam-se, outros dedicam-se à política, outros fazem desporto radical, eu comprei uns cortinados cor-de-laranja!
Termino o post com uma frase tua, para que te lembres sempre: "a felicidade não é estúpida, a estupidez é que é feliz!"
Verde, amigo de há mais de 2 décadas, companheiro de momentos insanos, palhaço deste circo que é a vida, este post é para ti (assim a modos que a dar-te os parabéns, grande abraço e bem-vindo aos 30!):
Tenho a certeza de que sei a altura exacta em que comecei a caminhar para a loucura, o preciso momento em que iniciei a minha viagem descendente e em espiral rumo à insanidade total. Tudo começou quando comprei uns cortinados cor-de-laranja. Ainda comecei por colocá-los na sala mas não conseguia ver televisão de dia, era impossível. Deixam o ambiente completamente alaranjado e mudam as cores e os tons de tudo. Quando chegava a casa parecia que alguém estava a fazer uma festa e eu tinha chegado tarde e sem ser convidado, as fotografias e posters na parede parecia que estavam todos a sépia. Aconteceu-me algumas vezes ir à cozinha buscar uma banana e trazer um pepino, tirar a caixa de caldos knorr do frigorífico pensando que era uma tablete de chocolate do Lidl, entre muitos outros incidentes deste género. Fartei-me e mudei as cortinas da sala para o quarto. Agora já não é só ao fim de semana ou final do dia. A loucura é todos os dias e começa logo pela manhã quando abro os estores da janela do meu quarto. Uns drogam-se ou embebedam-se, outros dedicam-se à política, outros fazem desporto radical, eu comprei uns cortinados cor-de-laranja!
Termino o post com uma frase tua, para que te lembres sempre: "a felicidade não é estúpida, a estupidez é que é feliz!"
quarta-feira, 12 de março de 2008
Toalhetes, jogo de cintura e maçanetas imundas
Acontece muitas vezes, quando vamos à casa de banho de um restaurante, café ou centro comercial, lavarmos as mãos e só depois, com as mãos encharcadas de água e a pingar, repararmos que não há secador de mãos nem outra forma de as limparmos senão com a máquina de toalhetes para secar as mãos que está atulhada de papéis até ao gargalo. Nesta altura tentamos retirar uma toalhete e só saem pedaços de papel rasgado porque aquilo está atascado... alguém achou que assim não teria de lá voltar tão depressa, talvez o empregado do mês! Quatro murros, seis cotoveladas e dois pontapés depois lá conseguimos secar as mãos, mais pelo tempo de espera do que pelas toalhetes, e deixamos o chão repleto de porcaria - papel, por muito limpo que esteja, e humidade só pode dar porcaria - Agora, procurando agilizar o nosso jogo de cintura, temos de apanhar o que conseguirmos mas sem tocar no chão, porque aquilo está imundo. Lavamos mais uma vez as mãos, secamos, agora as toalhetes já saem pela ordem certa em vez de virem aos packs de cinco, e seguimos em direcção à porta. Nessa altura pensamos na quantidade de pessoas que agarram aquela maçaneta sem previamente terem lavado as mãos depois de usar as instalações. Vá de tentar abrir a porta só com os cotovelos, sem sucesso! Agora utilizando o casaco, sem sucesso! Ainda nos lembramos de ir buscar toalhetes mas escorregam, quando finalmente usamos as mangas e tentamos não nos esquecer daí a cinco minutos de as arregaçarmos quando estivermos a comer, não vá elas tocarem na borda do prato ou nos talheres. Lavar as mãos não dá jeito nenhum e se nos lavamos todos os dias e o corpinho todo no banho, então bastava darmos a proverbial mijadela e voltarmos para a mesa de seguida. Se não fosse confiarmos no asseio do nosso material, chegaríamos à conclusão que os volantes dos automóveis, corrimãos, maçanetas, botões de elevadores, teclados de terminais de multibancos, computadores de trabalho e outras coisas que se agarram e manipulam numa base diária, estariam completamente emporcalhados e cobertos de morraça.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Cinema tuga
Nos tempos que correm, o cinema português resume-se a isto:
Mais um filme com a Soraia Chaves toda descascada, mais um filme com o Nicolau Breiner a fazer de polícia, mas um filme com o Vítor Norte a fazer de bandido, mais um filme com o Diogo Infante a fazer de galã, mais um filme com o Joaquim de Almeida a fazer de Joaquim de Almeida a fazer de qualquer coisa. Não tenho visto grandes evoluções a não ser em termos técnicos. A realização ainda deixa muito a desejar, os argumentos estam pejados de clichés e americaníces e a direcção de actores parece ser feita por encenadores de teatro, só mesmo ao nível da fotografia, som, etc., é que tem havido novidades, mas mesmo assim, longe do que poderia ser... e é pena!
Mais um filme com a Soraia Chaves toda descascada, mais um filme com o Nicolau Breiner a fazer de polícia, mas um filme com o Vítor Norte a fazer de bandido, mais um filme com o Diogo Infante a fazer de galã, mais um filme com o Joaquim de Almeida a fazer de Joaquim de Almeida a fazer de qualquer coisa. Não tenho visto grandes evoluções a não ser em termos técnicos. A realização ainda deixa muito a desejar, os argumentos estam pejados de clichés e americaníces e a direcção de actores parece ser feita por encenadores de teatro, só mesmo ao nível da fotografia, som, etc., é que tem havido novidades, mas mesmo assim, longe do que poderia ser... e é pena!
quarta-feira, 5 de março de 2008
Bola, política e à mistura
Hoje estava a ver o Porto x Schalke04 quando me dei conta de uma série de coisas, algumas mais interessantes que outra (ou não!). O Marques Mendes faria a festa num debate político sobre o jogo de hoje, pois poderia referir-se ao guarda-redes do Schalke04 com toda a vontade e gozo – “O Porto foi afastado… ganda nóia!!” (Neuer); lembrei-me que uma das soluções para terminar com a eterna disputa pela televisão em casa das típicas famílias tugas seria as telenovelas serem narradas por comentadores de futebol; e por último, apercebi-me que fico satisfeito quando o Porto ganha jogos na Liga dos Campeões ou Taça Uefa, mas que também fico contente quando perdem!
Quando acabei de escrever o título achei que este post prometia, mas depois de o ler vejo que não poderia estar mais equivocado. Não pode ser sempre tudo ao melhor nível, tem de haver espaço para a expectativa!
Quando acabei de escrever o título achei que este post prometia, mas depois de o ler vejo que não poderia estar mais equivocado. Não pode ser sempre tudo ao melhor nível, tem de haver espaço para a expectativa!
terça-feira, 4 de março de 2008
A unhaca, a tecnologia e a polícia do bem
Os tugas são conhecidos pelos seus mais caricatos e bizarros vícios e manhas. Quer seja a escarreta no passeio, o afagar das jóias da família em plena rua, a buzinadela na passadeira quando vêm uma menina, ou os piropos provenientes dos andaimes, é fácil apanhar alguém numa situação grotesca deste género. Quanto a mim, um dos que mais me assusta é a unhaca do dedo mindinho. Seja para limpar o cotão ou a cera do pavilhão e canal auditivo, para a manutenção da narina no eterno combate contra o macacão, ou mesmo para coçar o tomatito por cima das calças sem ter de abrir a braguilha, é uma característica assim tipo… como direi… a atirar para o nojento! Por outro lado, com a velocidade cavalgante a que a tecnologia vai evoluindo hoje em dia e os telemóveis a apresentarem teclados cada vez mais pequenos e com teclas minúsculas, qualquer dia todos nós precisaremos de deixar crescer a unha do dedo mindinho para conseguir escrever sms, por exemplo. Porque será que os tipos da ASAE não implicam com estes hábitos tipicamente portugueses!? Este sim, seria o alvo preferencial de uma verdadeira polícia do consumidor. Imagino uma sociedade modernaça e civilizada em que à ASAE apenas coubesse a função de orientar os cidadãos para o bom gosto e as boas maneiras: multar o excesso de decibéis no que à música pimba diz respeito – poderiam sempre ouvir o que quisessem mas no recato do lar, nunca em altos berros de carro a passear e a intimidar outros cidadãos – andarem munidos de tesouras, canivetes capa-grilos, corta-unhas ou rebarbadoras que fossem, por forma a manter toda a gente de unhas bem aparadas e decentes – há sempre o perigo de se vazar uma vista a alguém sem querer – obrigar as pessoas a puxarem o autoclismo depois de usarem o órinol (lindo vocábulo!) ou a sanita e lavarem as mãos depois de usar qualquer um deles, aventar umas vergastadas a quem cuspisse para o chão ou fosse apanhado a mijar numa esquina, dar uns tabefes ou uma bem assente com a costa da mão a quem deitasse alguma coisa para o chão quando houvesse a possibilidade de a colocar num balde do lixo, especialmente se fosse o invólucro de plástico dos maços de tabaco. Se é para haver polícia que oprima e coaja, ao menos que fosse por uma boa causa!
segunda-feira, 3 de março de 2008
Pau, plástico e a pílula da felicidade
...que se lixe a ASAE! Cá na minha casa usam-se colheres e espátulas de pau e, sempre que é possível, aposta-se na comida tradicional. Já basta o rapa-tachos ser de borracha e a grande parte da comida vir em couvetes de plástico para ainda agora virem estes totós dizerem o que devo ou não utilizar como utensílios na preparação das minhas refeições. Nos restaurantes já me parece mal, então no meu covil é que não pode ser! Pelo que tenho visto nas lojas e supermercados, já vai sendo raro achar material de madeira e vegetais, legumes e fruta disponível para escolha. Qualquer dia ainda se dedicam os feirantes ao contrabando de colheres de pau no lugar de outras coisas. Seja como for, com tanta regra e lei repressiva, se na música o vinyl ainda continua vivo, na cozinha a madeira vai durar para sempre... enquanto houver árvores, pois calculo que os japoneses, depois da melancia cúbica, se dediquem a inventar árvores insufláveis que produzam oxigénio. Os suecos da Volvo já inventaram um sistema de arrefecimento para um automóvel que produz ozono. Pensando nisso, acho que já faltou mais para as refeições do comuns mortais serem do género das dos astronautas, tipo pílula! Se esse dia chegar, engulo-as com shots de Vodka para não me lembrar!
sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008
Escritórios, desesperos e muita animação
Final do mês, anda tudo aflito para conseguir terminar o que tem a fazer, principalmente a papelada de modo a deixar as coisas resolvidas a tempo de enviar pelo correio e é nestes momentos que algumas coisas começam a falhar. O toner da fotocopiadora no fim e aquele apito irritante da máquina não te deixa sossegar, as folhas encravam a impressora, não há agrafes naquela gaveta onde deveriam estar, a rapariga mais recente na empresa deu cabo de uma unha na guilhotina e berra a plenos pulmões lá da sala do fundo, o elástico parte-se quando não tens braço para alcançar outro e estás preso a uma resma de papeis que se a soltares certamente se irão espalhar pela secretária de alto a baixo, o anti-virus bloqueou o computador por causa de um zip manhoso que vinha num email de um amigo, a esferográfica rebenta e deixa tudo cheio de tinta, estás a conseguir partir mais minas com a lapizeira do que noutro momento qualquer e isso quase te deixa à beira de um ataque de fúria, o chefe grita da sala dele a perguntar pelo relatório final, há um colega a assobiar o "aperta, aperta com elas" três cubículos mais à frente e uma colega logo ao lado a cantar alto e a remexer-se na cadeira como se tivesse espasmos incontroláveis pensando que faz a mesma figura da Shakira, há um outro colega a enfardar ovos da Páscoa de chocolate como se não houvesse amanhã e tá-se cagando de alto e de repuxo para ajudar seja quem for, os cinco cafés que já bebeste desde as 8h começam a fazer-se notar e o último cigarro no maço que está à tua frente em cima da secretária já tem mofo porque tinhas jurado a ti mesmo deixar de fumar e agora é que vinha mesmo a calhar e sabia tão bem... pensa positivo... depois do fim deste mês vem logo o princípio de outro igual! Força aí!!!
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008
Saco de Plástico, essa instituição!
Acho que a maioria das pessoas negligenciam o poder do saco de plástico comum, das lojas e supermercados. Além do óbvio, dá para todo o tipo de usos, inclusivamente para pôr na cabeça. Noutro dia vi uma velhota à porta do hospital, à chuva, com um saco de plástico no alto da cabeça, até às orelhas e protegendo convenientemente a nuca e pescoço, provavelmente à espera da sua boleia. Ecológico ou não, o saco de plástico é uma instituição, principalmente nos meios rurais e mais pobres. Senão, porque outra razão investiriam tanto os partidos em sacos de plástico durante as campanhas eleitorais?
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Bófia, radares e ideias parvas
Tenho esperanças que um dia que a brigada de trânsito me apanhe a alta velocidade e na operação stop alguns kms mais à frente me venham dizer:
- “o quê!?!? Você seguia a 195km/h… com este carrinho!? Não pode ser!! Não goze comigo… vá-se lá embora!”
Mais à frente serei apanhado outra vez e nessa altura eu direi:
- “o quê!?!? 195 km/h… com este carro!? Você acha mesmo que esta caixinha de fósforos se move a essa velocidade!? Não é possível! Recuso-me a pagar isso!"
- “o quê!?!? Você seguia a 195km/h… com este carrinho!? Não pode ser!! Não goze comigo… vá-se lá embora!”
Mais à frente serei apanhado outra vez e nessa altura eu direi:
- “o quê!?!? 195 km/h… com este carro!? Você acha mesmo que esta caixinha de fósforos se move a essa velocidade!? Não é possível! Recuso-me a pagar isso!"
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
Histórias de um audioprotesista #2
Continuando com a saga, lembrei-me de outro episódio engraçado, desta feita aconteceu mesmo comigo. Quando se trabalha muitas horas por dia, se tem de dizer vezes sem conta a mesma coisa, e acrescentando a isso umas boas centenas de kms, é normal que se chegue ao final do dia cansado e ao final de uma semana com cansaço acumulado. Sinceramente não me lembro o dia da semana em que isto aconteceu mas foi ao final do dia, por volta da hora do jantar.
O audioprotesista preparava-se para dar início à consulta em casa de um paciente e precisava de ligar o equipamento electrónico à corrente eléctrica:
técnico: "Desculpe, não tem uma picha tripla?"
paciente: "...como!?"
técnico: apercebendo-se da gaffe e sem se deixar rir - "...uma ficha ou uma extensão onde possa ligar o equipamento!!"
O audioprotesista preparava-se para dar início à consulta em casa de um paciente e precisava de ligar o equipamento electrónico à corrente eléctrica:
técnico: "Desculpe, não tem uma picha tripla?"
paciente: "...como!?"
técnico: apercebendo-se da gaffe e sem se deixar rir - "...uma ficha ou uma extensão onde possa ligar o equipamento!!"
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Felicidade, capas de edredons e tarefas impossíveis
No dia em que conseguir alinhar o edredon com os quatro cantos da capa de edredons sem ter de me enfiar lá dentro – estou a ser literal nesta expressão, não há aqui qualquer tentativa de criar uma metáfora – será o dia em que eu vou ser feliz! (*) Já ouvi todas as dicas e truques mas é impossível alinhar os cantos do edredon com os da capa quando se trata de uma cama tamanho de casal, pelo menos quando é só uma pessoa a tentar fazê-lo. Já tentei alinhar os cantos da zona da cabeceira e depois pôr-me em cima da cama aos saltos, a esbracejar como se não houvesse amanhã – e neste caso particular, durando algum tempo, há amanhã e também há dores de braços como se tivesse feito pesos e halteres – e deixar a natureza e as leis da gravidade seguirem o seu curso, mas não seguem, as maganas! É humanamente impossível conseguir fazer isso sozinho. Tento sempre uma e outra vez mas acabo por me descalçar, despir e enfiar –me pela abertura da capa indo lá dentro alinhar tudo, cantos e rebordos, até ficar jeitoso. É uma tarefa verdadeiramente herculiana.
(*) longe de mim querer fazer publicidade a um banco (bando) de metecaptos que se julgam donos da economia portuguesa, mas a frase fica bem assim!
(*) longe de mim querer fazer publicidade a um banco (bando) de metecaptos que se julgam donos da economia portuguesa, mas a frase fica bem assim!
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Histórias de um audioprotesista #1
Uma consulta de rastreio auditivo consiste num breve questionário clínico, otoscopia, timpanometria, audiometria e consequente aconselhamento do paciente. Isto não aconteceu comigo, mas com uma ex-colega e amiga.
Durante o questionário clínico, o audioprotesista pergunta ao paciente:
técnico: tem desequilíbrios?
paciente: ...emocionais?
técnico: sem saber bem o que dizer – “…não...”
paciente: ...mentais!?
técnico: logo para acabar com a conversa – “…não, tonturas!!”
técnico: tem desequilíbrios?
paciente: ...emocionais?
técnico: sem saber bem o que dizer – “…não...”
paciente: ...mentais!?
técnico: logo para acabar com a conversa – “…não, tonturas!!”
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Ecologia ou parvoíce!?
Hoje vi um cartaz publicitário de uma empresa de lavagens automáticas que dizia o seguinte:
“O Elefante Azul é Ecológico”
Pergunto-me se cagará poias azuis e azotadas!
“O Elefante Azul é Ecológico”
Pergunto-me se cagará poias azuis e azotadas!
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
Coçar a micose
Se há razão óbvia para não gostar de andar de camisa é o facto de em determinados momentos querer coçar-me, porque apareceu uma teimosa comichão, e não conseguir fazê-lo nas devidas condições. Passo a explicar! Quando temos uma t-shirt e uma ou mais blusas vestidas, facilmente nos conseguimos coçar se aparecer algum tipo de comichão, enquanto que se for uma camisa a estar vestida por debaixo de uma blusa de malha, por exemplo, já não é tão fácil. Para nos coçarmos com uma camisa vestida, só mesmo agarrando nas várias peças de roupa e usando os próprios tecidos para esfregar contra a pele. Se for só com um dedo não dá porque o tecido da camisa não deixa. Experimentem, vão ver que é verdade. A usar camisa, que seja de fato, porque aí só temos mesmo a camisa vestida, ou com uma t-shirt ou camisola interior de algodão, que anula o efeito da camisa, e já nos dá um acesso facilitado para nos coçarmos. A não ser que estejamos com um colete ou o casaco do fato por cima, e isso sim, é um pesadelo, mas com certeza dura pouco tempo porque são fáceis de despir e num instante estamos a dar azo a uma esfrega desenfreada. Esfreg'aí!!!
terça-feira, 19 de fevereiro de 2008
Holocausto, internet e o Coelho da Páscoa
Está mais do que visto que a internet é uma fonte de informação, mas temos de nos cingir aos sites, porque se pensarmos nos emails, bem, aí a conversa é outra. Eu recebo todo o tipo de emails falsos, falsificados ou fora de prazo que me fazem passar a maiores vergonhas virtuais. Ele é cães para dar que já foram todos entregues ou abatidos, sangue para um adolescente que teve um acidente de mota e está no hospital mas que na realidade já tem 35 anos e três filhos, um rim para um velhote que já reencarnou numa abelha lá para os lados de Madagáscar faz mais de quatro anos, os esquemas para nos clonarem os cartões de MB, os eternos avisos (mais ultimatos) de bom karma que te dizem que deves reencaminhar o email para dez pessoas ou vais ter azar para sempre, já para não falar dos powerpoints com ursinhos, muita fotografia e música foleira que os brasileiros teimam em inventar e distribuir. Cada email é mais ridículo, bizarro ou macabro que o anterior. Até parece que há gente especializada em fazer e manter estes emails a circular... e há, todos nós! A última esparrela em que caí foi um email sobre a suposta retirada do "Holocausto" dos livros escolares do Reino Unido. Não podia ser mais falso, como seria de esperar. Ao que parece, eu é que ainda acredito no Coelho da Páscoa. Parece também que devo uma desculpa a todos que receberam o reencaminhamento do tal email que enviei. Não tenho tempo para confirmar algumas coisas e acabo por dar asas a estas parvoeiras. E por falar em Páscoa, quando é que começam a vender amêndoas de chocolate nos supermercados??
segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008
Dinamarca (registada)
Em primeiro lugar gostaria de esclarecer que nada se passa de errado no Reino da Dinamarca, mas lá que é estranho, isso é! Imaginem só que aquilo é tudo gente civilizada, certinha e respeitadora de tudo quanto é regra. No trânsito, pura e simplesmente não atravessam as ruas fora das passadeiras e tão pouco o fazem com o sinal no vermelho para os peões. É engraçado brincar com eles e atravessar a passadeira antes de sair o verde... não reparam e vêm todos atrás, confiando! Copenhaga é a capital do design, do bom gosto, da comida gourmet - assim a atirar para a Nouvelle Couisine, mas com mais sustânca - e das bicicletas modernaças (lá está, o design). São todos loirinhos e branquinhos, gente bonita e vistosa. Vestem-se como se tivessem saído da passerelle (até me questiono como é que dará jeito elas andarem de bicicleta e saltos-altos!?) e uma coisa é certa, é só rabinhos, coxas e pernas bem tonificadas! Nunca tinha visto tanta mulher com pernas bonitas e bem feitas como lá!! Parecem modelos mas com as medidas certas, não são escanzeladas, e os homens têm todos bom aspecto. A cidade de Copenhaga não é grande mas é super espaçosa. As ruas são largas e os edifícios não são muito altos. Na zona de Nyhavn (novo porto), junto aos canais, podem apreciar-se os prédios coloridos, as esplanadas, os barezinhos e os restaurantes. Por falar em restaurantes, Copenhaga tem mais de 2000! E não dei por haver tascas, estamos a falar de restaurantes todos pipís. É normal, é tudo caríssimo! Uma sandocha (típica open sandwich dinamarquesa) custa em média 10€. Há museus por todo o lado, galerias de arte, lojas de roupa e de peças de design. Os dinamarqueses são conhecidos pelas peças de design em metal: faqueiros, chaleiras, etc. É um país com pouco mais de quatro milhões de pessoas, achatado (o monte mais alto tem 147m de altura), descendentes dos Vikings e são os maiores produtores de carne suína do mundo, mas garanto que não há porcaria nem cheira mal em lado nenhum. Pelo que pude indagar, e indaguei bastante, em média desconta-se cerca de 50% de impostos do ordenado individual, mas os quadros superiores das empresas chegam a descontar 60%. O ordenado mínimo ronda os 400 contos, não há desemprego, não há praticamente crime e é tudo de graça no que à saúde e segurança social diz respeito. É de facto um país de gente civilizada, madura. Lá por ser uma Monarquia não deixa de ser uma democracia, que funciona. O que mais me surpreendeu foi a postura deles no trabalho. Lá trabalha-se com gosto, motivação e proactividade. Nas fábricas e empresas não há escritórios, é tudo openspace, e abundam as cores e a ergonomia. Na sede da minha empresa perto de Copenhaga, o edifício é todo modernaço e há pormenores tão fantásticos como um ginásio, uma sala de massagens, uma sala de jogos (snooker e matraquilhos, são doidos por matraquilhos), uma sala de leitura com todas as revistas que se vendem no país, entre outros pormenores interessantes como a cantina que tem comida belíssima, tipo restaurante buffet, para a qual todos os trabalhadores descontam do seu ordenado, tudo o resto é gratuito. Os dinamarqueses são muito diferentes dos suecos, filandeses e noruegueses. Não se suicidam nem se desgraçam com drogas e álcool. Trabalham a sério e sabem divertir-se com tacto. É um mundo diferente, um admirável mundo novo! O frio e as poucas horas de luz não me fazem deixar de pensar que gostaria de ir para lá viver. Tirando o Alentejo, que também tem o seu ritmo próprio, e até ver, só mesmo em Copenhaga.
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Gays, roupa e armários
A questão da homossexualidade é um tema que, já não sendo (tão) tabu, carece de alguma delicadeza a ser lidado, pois pode ferir susceptibilidades. Sem querer brincar com o assunto, de forma gratuita pelo menos, lembrei-me de uma coisa engraçada. Parece-me que só não há mais homossexuais homens a saírem do armário porque de facto eles gostam muito de roupa!
sábado, 16 de fevereiro de 2008
À saúde da nossa Saúde!
Sei perfeitamente que ler coisas mais sérias para além das verborreias que eu regurgito de forma cómica neste blog que têm exactamente o intuito de alertar mas também de entretet e que parecem interessar algumas pessoas de forma recorrente e quase militante, o qual vos agradeço mais uma vez de forma sentida, pode não ser tão motivador, mas de vez em quando gosto de partilhar convosco alguns textos de outras pessoas. Este é daqueles que a mim me inspira e dá coragem para entender e tentar lutar contra o Status Quo e o Estado de Sítio em que se encontra este país. Andei recentemente pelo estrangeiro, visitando duas realidades completamente díspares, mas também muito diferentes da nossa, e posso dizer-vos que pressinto que estamos a caminhar para o abismo em termos sociais e humanos. Resta saber se damos o tal "passo em frente" ou se mudamos radicalmente de ideias e voltamos as costas a essa realidade de forma proactiva, inteligente e civilizada, no sentido de mudar, transformar e crescer como povo. Já vai sendo tempo de o fazer e a vários níveis. No que à Saúde diz respeito, este país está de facto a saque. Há que se perceber o porquê!
Depois deste pedacinho de tempo, dediquem apenas mais três minutos a ler o que vos deixo em baixo e retirem as vossas conclusões. Se quiserem falar sobre isso, comentem ou falem mesmo!
Boaventura Sousa Santos, Opinião
É a saúde, estúpido!
«Is the economy, stupid», afirmou Bill Clinton, em 1992, para explicar aos republicanos as razões da sua vitória eleitoral. Com isso queria dizer que as preocupações principais dos norte-americanos tinham a ver com o estado da economia e o modo como este se traduzia no seu bem-estar. E por isso uma das suas promessas eleitorais prioritárias era a criação de um sistema de saúde universal que acabasse com o escândalo de, no país mais rico do mundo, cerca de 30 milhões de cidadãos não terem qualquer protecção na doença. As grandes empresas da indústria da saúde (das hospitalares às seguradoras e à indústria farmacêutica) moveram uma das guerras mediáticas mais agressivas de que há memória contra a «medicina socialista» de Clinton e a proposta caiu. Hoje são 49 milhões os norte-americanos sem qualquer protecção na doença.
É trágico que em Portugal se esteja a tentar destruir aquilo a que o povo norte--americano tanto aspira. Mais trágico ainda é que, neste domínio, haja, desde 2002, uma continuidade entre as políticas do PSD e do PS. Descartada a retórica, os objectivos dos ministros da Saúde Luís Filipe Pereira e Correia de Campos (ou dos governos a que pertenceram) foram os mesmos: privatizar o bem público da Saúde, transformando-o num lucrativo sector de investimentos de capital (afirmação de um quadro de uma grande empresa de saúde: «Mais lucrativo que o negócio da saúde, só o negócio das armas»); transformar o Serviço Nacional de Saúde (SNS) num sistema residual, tecnológica e humanamente descapitalizado, proporcionando serviços de baixa qualidade às populações pobres; definir a eficiência em termos de custos e não em termos de resultados clínicos (levado ao paroxismo pela decisão de limitar o aumento da produção cirúrgica nos hospitais, para não aumentar a despesa); impor rápida e drasticamente três palavras de ordem: privatizar, fechar, concentrar; promover parcerias público/privado em que todos os riscos são assumidos pelo Estado e as derrapagens financeiras não contam como desperdício ou ineficiência (já que um e outra são um exclusivo do sector público).
A Correia de Campos apenas devemos reconhecer a coerência. Desde que passou pelo Banco Mundial assumiu-se como coveiro do Estado Social, na Saúde e na segurança social. Na Comissão do Livro Branco da Reforma da Segurança Social, a que pertenci, verifiquei com espanto que os seus aliados na comissão não eram os socialistas, eram precisamente Luís Filipe Pereira (que pouco depois quis privatizar a Saúde) e Bagão Félix (que, desde sempre quis privatizar a Segurança Social). Portanto, de duas uma: ou o PS abandonou os seus princípios ou Correia de Campos está no partido errado. A sua recente demissão parece apontar para a segunda opção. Veremos. O SNS é um dos principais pilares da democracia portuguesa, e a ele se devem os enormes ganhos de desenvolvimento humano nos últimos 30 anos; qualquer retrocesso neste domínio é um ataque à democracia.
O SNS é um factor decisivo da gestão territorial do país. Os critérios de eficiência incluem a eficiência na vida dos doentes, cujo atendimento pontual é fundamental para que não se perca uma manhã num acto médico que dura 20 minutos. É urgente modernizar o SNS para o aproximar dos cidadãos, permitindo a participação destes e das associações de doentes na concretização do direito à saúde. Promover a todo o custo o regime de exclusividade e terminar com a escandalosa promiscuidade entre a medicina pública e privada. Promover a estabilidade e as carreiras, apostar na inovação técnica e científica e democratizar o acesso às faculdades de Medicina. E, sobretudo, tornar claro o carácter complementar do sector privado, antes que os grupos económicos da saúde (Grupo Mello, BES, BPN/GPS, CGD/HPP, etc.) tenham suficiente poder para serem eles próprios a definir as políticas públicas de saúde. Quando tal acontecer serão eles a dizer: «É a saúde, estúpido!», a saúde dos seus negócios, não a dos cidadãos estúpidos.
in VISÃO, 14/02/2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)