quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Master Supremo do Universo

O meu amigo Tusa, não interessa agora qual o seu nome verdadeiro, embora vos garanta ser mesmo esta a sua alcunha - abreviatura de Tusante - tinha um feitio especial quando era adolescente e estava em fase de crescimento. Sempre foi muito gozão e brincalhão, e embora houvesse quem sofresse particularmente mais com as suas investidas jocosas, ele era assim com toda a gente. Era típico nele todo o tipo de implicância, brincadeiras e partidas. Havia muito pouca confiança nele quando era um dos responsáveis pela cozinha numa jantarada de amigos. Há uma série de exemplos que aparecem num outro blog que tenho, dedicado ao grupo de amigos que ainda se mantém activo, mas o que me fez escrever este post foi a notícia que vi hoje logo de manhã: No CERN em Geneve, (mais ou menos equivalente à americana NASA) realizou-se hoje uma experiência científica sem precedentes que consiste na recriação do Big-Bang com o propósito do estudo do fenómeno da criação de matéria através da análise das várias etapas que se sucederam à criação do Universo. E o que é que tudo isto tem a ver com o Tusa, perguntam vocês? Pois bem, passo a explicar...
Nas inúmeras noites que tínhamos de conversa quando éramos gaiatos, muitas vezes entre copos e jogatanas de cartas na garagem do Gordo, na casa do Cid ou na Courela do Tanganho, os assuntos eram de qualquer espécie e o Tusa costumava chegar a um ponto em que se fartava da conversa se apenas ficássemos à volta de temas mais sérios (Filosofia, Religião, Política, etc.), e nesse momento agarrava em qualquer coisa que se parecesse com um
pau de marmeleiro (referência ao Velho Barrocas, vizinho da garagem do Gordo que tantas vezes nos moeu o juízo, mas isso são outros quinhentos) e grunhia uma frase do género "sou o Master Supremo do Universo e digo que temos de mudar de conversa já!". Ora o Tusa está já há dois anos a trabalhar no CERN em Geneve, precisamente onde se realizou hoje a referida experiência científica. Há de facto coisas fantásticas que me deixam literalmente abismado com as voltas que o mundo dá, nomeadamente as coincidências. Nunca a frase mais proferida pelo Tusa "sou o Master Supremo do Universo", a par com outras frases do tipo "fo'todo p'azeite!", "não há gordos espertos" e "levantas-zu, tens du'baixar!", fez tanto sentido. Tusa, tu tás lá!! Aqui fica um grande abraço e espero que não estejas de férias em Portugal agora feito emigra, meu cabro grande, senão este post não faz qualquer tipo de sentido!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Alvim, meu grande badocha!

Está oficialmente confirmado! Fernando Alvim ultrapassou Jerónimo de Sousa no Top3 das Cenas Mais Deprimentes e Bizarras a Serem Exibidas na Televisão Portuguesa.

1º lugar
Fernando Alvim, cromo da rádio no programa "Prova Oral da Ant3na, da televisão por cabo nos programas Curto-Circuito na Sic Radical e outros, e dos finais de noite das Queimas das Fitas e outras do género com o seu set de disk jokey, foi convidado a participar na mais recente publicidade da Vobis. Escusado será dizer que é impossível deixar qualquer pessoa indiferente visionando aquela figura simpática de porte caricato e centro gravítico baixo a expressar-se fisicamente em movimentos e espasmos dignos de quem está com um ataque de gases ou algo similar.

2º lugar
Jerónimo de Sousa, ainda campeão da risota e de conversas de café, que se manteve firme num incontestável primeiríssimo e lugar durante largas semanas, ou anos, foi agora ultrapassado de forma justíssima pelo actual líder. Contudo, ainda que destronado, a sua dança em tempo de campanha deixará marcas para sempre nas pessoas mais sensíveis e de certo, jamais deixará de estar num lugar de pódio.

3º lugar
Cavaco Silva, que permanece num sólido terceiro posto, dado que há mais de uma década se mantém nos lugares de pódio, oscilando por vezes entre as várias posições cimeiras com outros candidatos de peso, está mais do que firme (e irto! ...ai, hecatombe é que é com "H", pois!) no Top3. Ninguém jamais vai esquecer a célebre cena do bolo-rei.

Outros Candidatos:
Joe Berardo - a sua forma de falar não deixa ninguém indiferente
Mira Amaral - impressionante a quantidade de saliva que se pode acumular nos cantos da boca de uma pessoa
Herman José - aquele cabelo loiro e as emergentes personagens cada vez mais bichonas e gayzolas não enganam ninguém
Artur Albarran - mais do que a sua vasta e etérea colecção de gravatas, é o que ele diz que nos fere cada vez que aparece na televisão

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Pensamentos porcos, expressões típicas e reprovações sociais

Confesso que tenho protelado a publicação deste post. Não que já estivesse escrito, mas de certa forma já tinha corpo na minha mente porca... já vão perceber porquê!
Como é que uma pessoa "normal" diz que vai à casa de banho quando quer ou tem necessidade de ser um pouco mais específica?

- vou cagar e vou mijar é típico de gente pouco sociável, desleixada ou que gosta de chocar, são normalmente as pessoas que não lavam as mãos de pois de ir...

- vou fazer cocó e vou fazer xixi só fica bem quando se é gaiato, em mais velho parece amaricado. Imaginem um tipo que está num primeiro date com uma rapariga por quem se sente obviamente atraído e lhe diz uma destas imediatamente antes de se levantar da mesa de um restaurante. Ridículo, não!?

- vou obrar e vou urinar (mais comum ouvir-se "óbrar" e "órinar") é coisa de velho e fica sempre mal, são termos, por si só, sujos e altamente reprováveis em contextos sociais comuns. Só fica mais ou menos bem quando se dizem em tom jocoso entre amigos.

- vou defecar e vou expelir líquidos corporais pela uretra é assim
um pedacinho a atirar para o campo das ciências exactas e pouca gente de valores de QI mais vulgares irá compreender. Usar uma destas fica sempre fora de contexto, mesmo como piadola.

- vou mandar um fax e vou mudar a água às azeitonas até se encaixam relativamente bem num ambiente de trabalho, escritório ou reunião de negócios, ou até mesmo entre amigos, mas não serve para a grande maioria das situações.

- vou fazer o nº2 e vou fazer o nº1 são americaníces
puras e raramente conseguem ser entendidas pelo comum dos mortais, no entanto, são as expressões mais limpinhas a serem usadas no propósito em causa.

Em suma, e depois de me debruçar durante algum tempo sobre este tema, concluo que não existe um termo sociavelmente aceitável que se adeqúe a todas as situações. Há que ser bastante prático e tentar conjugar as várias hipóteses consoante a situação.

terça-feira, 2 de setembro de 2008

Deolinda, musica e muita tuguísse

Hoje venho recomendar uma nova banda portuguesa. Os Deolinda, que têm uma sonoridade fadista e umas letras muito castiças, são um projecto muito interessante que traz algo de novo à música portuguesa, o que é sempre bom! Recomendo vivamente o tema "Movimento Perpétuo Associativo" que retrata de forma satírica o que é a parte má (ou não!) da essência tuga.
Ah valentes!! Nas palavras sábias de um amigo meu, "cheguem-lhe bagage!!"

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Kit 'abre a pestana pá!'

Pelas conversas e trocas de email que tenho tido com muita gente (não há exagero neste ponto), parece-me boa altura para relançar o "kit abre a pestana pá!", também conhecido por "manual de sobrevivência em sociedades decadentes e apodrecidas", aqui no blog. Já o tinha feito, mas acho que estamos sempre a tempo de nos reeducarmos e reactivarmos a nossa memória. Aqui fica então:

New World Order (vários)
http://www.youtube.com/watch?v=4PpMdTmVMpo
http://www.youtube.com/watch?v=7a9Syi12RJo
http://www.youtube.com/watch?v=4PpMdTmVMpo
http://www.youtube.com/watch?v=m89SB59DT34

Loose Change 2nd Edition
http://www.youtube.com/watch?v=1Yx9NRX37SM (completo)
http://www.imdb.com/title/tt0831315/

Farenheit 9/11
http://www.imdb.com/title/tt0361596/

Zeitgeist
http://www.zeitgeistmovie.com

Zeitgeist Addendum
http://video.google.com/videoplay?docid=1172807855110808149
(novo filme a ser exibido a 2/10/2008, disponível online a 3/10/2008)


» manual de sobrevivência
» The Ultimate Conspiracy Guide

sexta-feira, 29 de agosto de 2008

dias da semana...

Quando pego na agenda durante a semana e vou vendo o dia em que estamos, fico mesmo satisfeito com a 6ª feira:
SEG
TER
QUA
QUI
SEX... hum!!
SAB
DOM

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

Política violenta desperta reacção violenta

Ah e tal, "Portugal assiste perplexo à crescente onda de assaltos e crime violento"... sim!?

Não é coisa a goste de assistir nos noticiários e perceber que de facto existe e vai acontecendo cada vez mais e um pouco por todo o lado de norte a sul do país - por vezes há notícias em que não acredito ou calculo serem exageradas - mas daí até ficar perplexo é um esticão um pedacinho grande.

Como as coisas estão neste país em termos económicos e sociais é claro que esperava por isto e muito mais!

Ainda bem que não sou dono de um banco, de uma ourivesaria ou de posto de combustível...

terça-feira, 26 de agosto de 2008

Sinais do tempo, romper com o passado ou pancadas novas

"homem que é homem não chora"... a cortar cebola!


"então, foste à faca?"... não, fui ao laser!


"a vaca da vizinha"... está mais louca que a minha!

"o bom filho"... desta casa não sai nem à força!

"Carnaval"... na política ninguém leva a sério!

"Quem te avisa"... interesseiro é!

segunda-feira, 25 de agosto de 2008

Cotonetes, algodão e movimento

Quero aqui e desde já iniciar um movimento cívico para pressionar os fabricantes de artigos de higiene a aumentarem a quantidade de algodão fixada em ambas as pontas das suas cotonetes. Aquilo cada vez traz menos farfûncia e por vezes arranha. Um tubinho de plástico não serve para limpar ouvidos. Queremos mais algodão!!! Queremos quantidade qualidade!! Queremos melhores cotonetes para os nossos ouvidos!!!

sexta-feira, 22 de agosto de 2008

Olimpíadas, notícias e futurologia

Tenho seguido os Jogos Olímpicos mais pelas notícias do que em directo. Não tanto pela diferença horária, mas pela quantidade de notícias e artigos que se fazem com o que se passa tanto à frente como pelos bastidores. Se pudesse fazer um resumo, seria algo deste género:
4ª feira: partida da comitiva olímpica portuguesa, moral em alta e muita esperança
6ª feira: abertura dos
Jogos Olímpicos, elevadas expectativas
sábado: há alguns portugueses bem colocados para medalhas
domingo: as coisas não estão a correr muito bem para os atletas portugueses, expectativas goradas
2ª feira: ainda nenhum português venceu uma medalha; desilusão no Judo, na Vela, etc., já se ouvem burburinhos e há alguma celeuma no seio da comitiva olímpica
3ª feira: vergonha nacional; não há hipóteses de se vencerem medalhas; demissão de Vicente Moura do Comité Olímpico Português; anda tudo em alvoroço
4ª feira: medalha de prata para Vanessa Fernandes na prova de triatlo; Vicente Moura reconsidera demissão, afinal apenas não se recandidata nas próximas eleições
5ª feira: medalha de ouro para Nélson Évora; uma das melhores prestações de Portugal nos Jogos Olímpicos; Vicente Moura enche-se de orgulho e admite recandidatar-se se houver condições para isso
amanhã... Vicente Moura herói nacional orienta os desígnios olímpicos nacionais como ninguém, permanece em funções no Comité Olímpico Português de forma vitalícia, com triplo salário mensal até 2100, bónus de produtividade mais indemnização pela frustração que ainda teve durante o início dos Jogos Olímpicos de Pequim em 2008.
Cambada de saloios vendidos!
Oh Vicente, vai comer um cão cheio de Pulgas, sim!? Troll!!!

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

WTF is Miguel!?

Enviaram-me um email com isto...

http://www.savemiguel.com/

De início achei estranho, "Save Miguel"?, o Rob Reiner em Portugal? Mas que raio de macacada é esta? Mas depois fui vendo, porque a curta está muito engraçada e bem feita, e cheguei ao fim satisfeito com o projecto e pronto a solidarizar-me com a iniciativa.
Vale a pena ver até ao fim.

domingo, 17 de agosto de 2008

Óculos, descontos e vestiários

Aqui há umas semanas fui passear ao Freeport de Alcochete - já sei o que muitos diriam se isto fosse uma conversa, mas não fui às compras, é que em Évora não há salas de cinema decentes - para passar a tarde e ver uma filmaça. O tempo passou bem e depressa e à volta decidi comprar uns óculos escuros novos porque já ando há mais de um ano com uns que têm uma das lentes completamente riscadas. De facto os preços são muito convidativos. Comprei uns óculos todos janotas da colecção do ano passado - até parece que isso significa alguma coisa para mim, são giros e pronto! - que passaram de 134€ (pqp!) para 36€. Na viagem nem me apercebi de nada, mas quando cheguei e saí do carro, reparei que as lentes faziam um espécie de efeito de "aquário redondo" (os peixes não duram muito tempo em aquários redondos porque se passam completaemente) e dão uma moca do caraças! Na viagem já vinha um bocado avoado, mas com o carro em andamento não me apercebi que seriam os óculos a provocar isso. Depois de várias semanas a tentar usá-los, não numa base diária e sempre sem sucesso, achei que tinha um problema para resolver: já não os podia trocar porque passou do limite dos 30 dias, não conseguia usá-los de jeito nenhum, não me parecia bem vendê-los com este "defeito" e tão pouco poderia oferecê-los se não eram bons. Andei este tempo todo até os perder (quase sem querer) num vestiário da Modalfa...
Se alguém os "achou", digo já que não os aceito de volta!!

terça-feira, 12 de agosto de 2008

Olimpiadas, sketches e notícias hilariantes

Na passada 6ª feira começaram os Jogos Olímpicos em Peking e ouvi uma notícia extensa, em jeito de reportagem, que apresentava as estatísticas e números em torno do evento: milhões de telespectadores, centenas de milhares de colaboradores, dezenas de milhares de desportistas, milhares de figurantes, 70 chefes de Estado - e foi aqui que a coisa descambou - e muitas críticas de todo o mundo à política chinesa no que aos direitos humanos diz respeito.

O presidente dos EUA, George W Bush, mostrou-se, e passo a citar (citava o jornalista e eu também cito!), estar "muito preocupado com a questão dos direitos humanos na China"...

AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA.. assim de repente já não sabia se estava a ouvir as notícias ou um sketch do Bruno Nogueira.

Diz o roto para o nu, porque não te vestes tu!".

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Prendas foleiras, música pimba e uma viagem de loucos

Sempre tive a noção de que as piores prendas que alguém me poderia dar seriam roupa, tipo peúgos, soquetes ou trouces, ou algum tipo de desodorizante, sabonete ou sais de banho. Várias vezes recebi esse tipo de ofertas e assim aconteceu neste último Natal. Recebi um pack com desodorizante e água-de-colónia do Banderas e fiquei duplamente ofendido: pareceu-me uma prenda inútil e calculei que andasse a cheirar mal e fosse essa a forma mais "simpática" que teriam arranjado para me transmitir tal noção de realidade. Acontece que a água-de-colónia do António Banderas tem feito um tremendo sucesso, o cheiro e eu que o trago na pele, dando todo um novo significado ao tema popularizado pelo Toy. E por falar em Música Pimba, ou popular, muito embora o Toy se enquadre mais na horda de cantores românticos do que na corja de intérpretes pimba, há um tema que me foi dado a conhecer numa das últimas incursões que fizemos com os Kazoo, desta feita à Guarda. Fizemos a viajem de ida e volta no mesmo dia e no regresso, para que ninguém dormisse, evitando assim qualquer possibilidade de termos um acidente por despiste, viemos o caminho todo a cantar temas dos Monty Python, Irmãos Catita, Ena Pá 2000, Mercuriocromos, Fúria do Açúcar e, depois de gasto o repertório de standards da maluqueira, passámos às versões de temas de desenhos animados e músicas natalícias com letras adulteradas, entendam-se “palavrões que ferve”! A meio da viagem já tínhamos gasto todo o repertório aceitável e entrámos sorrateiramente pelos meandros da Música Pimba, que em qualquer outro momento seria totalmente inadmissível, mas completamente tolerável no instante que se adivinhava, já com toda a gente a cair na sonolência e quase total apatia. Foi quando o meu irmão se lembrou de uma música que ouviu no carro de uns amigos que o tinham ido buscar a casa para sair uns dias antes. Era o tema “Vais Partir” do Clemente e ele caracterizou-a de algo diferente e altamente potente e energizante. Como ninguém sabia a letra toda, ficámo-nos pelo refrão cantado quase até à exaustão. Funcionou! A música tem um poder demoníaco só comparável a um ou outro tema dos Metallica ou Iron Maiden. Ao chegar a casa, perto das 4h da madrugada, ainda fui espreitar no YouTube e confesso que me rendi ao poderio daquela introdução de orquestra e da entrada tão impetuosa quanto arrebatadora da voz assim em jeitos de contra-tempo. Só tenho uma palavra para descrever: brutal!!

segunda-feira, 4 de agosto de 2008

Férias, passeios e gente parva

Ontem, a modos que me decidi a ir passear junto à Costa Alentejana, e que belo passeio foi, mas há sempre coisas que me fazem pensar um pouco por todo o lado… o pensar e as coisas que provocam esses pensamentos. Quando vou a conduzir e me deparo com lixo à beira da estrada fico lixado e mal disposto, mas ainda assim fico sem perceber o propósito da coisa. Só vejo duas possibilidades: ou passou por ali uma família de entre 10 a 14 elementos, que podiam ir em 3 carros ou 2 carrinhas monovolume e sem ter caixotes ou contentores de lixo por perto, e dada tamanha necessidade em se livrarem de coisas indesejadas, como garrafas de vidro, pacotes de cartão, papel higiénico, 1 fogão a gás, 1 sofá com o fundo roto, 1 eventual poia humana, 2 cagadelas de cão, 1 porta de frigorífico com as dobradiças montadas para abrir da esquerda para a direita, 7 cascas de laranja, 4 latas de atum, 1 lata de salsichas, 2 pensos higiénicos tipo tanga, 1 tampão tipo ultra-absorvente, 3 preservativos tamanho standard, 1 coleira de gato com guizo, se aprouveram a largar toda esta tralha por ali mesmo, ou então houve apenas uma ou duas pessoas, ou uma família nuclear, que iniciaram o depósito de entulho tipo restos e porcaria e outros demais idiotas se lhes seguiram de forma negligente e continuada. Entre uma e outra hipótese não me agrada nenhuma. Mas ainda há pior, que são as pessoas que aventam os cigarros pela janela!! Será assim tão difícil apagar a merda da beata no cinzeirinho de plástico todo catita que o carro já trazia de série? Parece que a única coisa opcional que essas pessoas têm, no que ao transporte motorizado e sua locomoção na via pública diz respeito, é escolherem ser civilizadas e cívicas, mas como é sobejamente sabido, o que não falta por aí é gente parva com bons carros (e maus!).

quinta-feira, 31 de julho de 2008

Golpadas, banca e tacharia

Em primeiro lugar começo por pedir desculpas pelo momento de inactividade com vos presenteei estes últimos dias, mas sem internet em casa é complicado log’ar-me e postar qualquer coisa on a moment’s notice. Em segundo lugar peço igualmente desculpa pelo teor do texto que se segue, sendo ele de teor económico e chato, mas entenderão que devemos questionar-nos a respeito de certas situações quando as vimos serem noticiadas como a que apareceu noutro dia nos telejornais. Eu percebo que a Adobe compre a apetecida concorrente Macromedia, ou que o Google tenha comprado o Blogger e o YouTube porque querem ter tudo e todos, que a Microsoft anseie por ser dona da AOL ou da Apple, que as seguradores sejam alvo de fusões a toda a hora e que a banca seja palco para os mais incríveis takeovers hostis de que há memória, mas é de roçar a total perplexidade quando se ouve dizer que o BPI teve uma baixa nos lucros porque detinha grande parte das acções do BCP e que igualmente o BCP também teve uma quebra nos lucros por deter muitas acções do BPI. Será caso para dizer: “quem é que apareceu primeiro, o ovo ou a galinha?” E a resposta é: o tacho!, quer seja para fritar a galinha ou para estrelar o ovo. Poder-se-á dizer que na base de tudo isto estará o descrédito em que caiu o BCP pela gestão danosa – e mafiosa, permitam-me acrescentar – que tem tido nos últimos anos (ou sempre!?), mas não é bem esse o pormenor que me ofende. Antes o facto de ambos os bancos, que se digladiaram mutuamente e fizeram de tudo para se comprar um ao outro há bem pouco tempo, serem de facto quase donos um do outro e ambos se arrastarem para as perdas em bolsa por parvoeira institucional. Pensando bem, até nem me ofende! Irrita-me que não tenha sido eu ou outro tipo das quintas armado em Robin dos Bosques a ter consumado esse golpe de génio. Por outro lado, e vendo as coisas a um nível mais macro, custa-me a conceber que esta gentinha idiota não consiga pensar para além da sua secretária de meio-metro de fundo e três de largo e nem se lembrem que há vida para além do seu tacho. Este país está entregue à bicheza, é o que é!

terça-feira, 22 de julho de 2008

O Vitor Espadinha está em toda a parte!

Depois do almoço cheguei ao consultório e fiquei espantado. Não tanto quanto pelo calor abrasador que está lá fora, porque vim de mota e não há cá ar-condicionados nem mariquíces dessas, mas pelo facto de não estar ainda ninguém para ser atendido. Referi que deveria ser mesmo por causa do calor. Responde a minha colega da recepção:
- "Então não vês que as pessoas não aguentam este calor!? A cidade está deserta..."
Ao que eu respondi, passados poucos segundos a acrescentar à lentidão natural que me caracteriza neste momento em que me debato com o típico esturpor pós-prandial
- "A cidade está deserta e alguém escreveu o teu nome em toda a parte. Nas casas, nos carros, nas pontes, nas ruas. Em todo o lado essa palavra repetida ao expoente da loucura! Ora amarga, ora doce! Para nos lembrar que o amor é uma doença quando nele julgamos ver a nossa cura!"
Acho que vou aproveitar para desligar as luzes e arrochar até às 17h.
Os sacanas dos espanhóis é que a levam direita!

relembro:
http://ctanganho.blogspot.com/2005/03/necessidade-da-sesta-argumentao.html

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Membros, sonhos e toalhetes de casa de banho

Ando conscientemente a tentar reduzir a quantidade de toalhetes de papel que utilizo para secar as mãos nos restaurantes e cafés. Durante algum tempo não conseguia usar menos do que três, duas de uma vez e mais uma para terminar a tarefa, mas com algum auto-controlo e organização mental lá consegui passar para dois. Menos do que isso e chego à mesa com as mãos húmidas. Ou então, quando isso acontece e já não nos apetece voltar ao wc, e também porque depois há sempre uma mulher ou dois gaiatos que estão na bacia cá de fora que serve apenas para quem quer lavar as mãos e não precisa propriamente de ir à casa de banho – coisa que sempre estranhei e até cheguei a fazer disso uma nota mental como um primeiro indicador de que um dia seria possível alguém vir a ter um bidé no meio da sala, junto dos cães de loiça – nesse momento tentamos esgueirar-nos para onde ninguém nos veja a brandir os braços para secar as mãos ainda húmidas como se fossemos maluquinhos – este fenómeno é tão mais gravoso quanto mais pipi for a roupa que levamos vestida; imaginem um tipo de fato e gravata a agitar freneticamente ambos os braços, com cara de poucos amigos, sem razão aparente e como se não houvesse amanhã!? Sim, porque o tipo estaria furioso por ter deixado o serviço para terminar cá fora e estaria desejando voltar para a mesa e altamente convencido de que ninguém o veria. E por falar em figuras ridículas, no verão acordo muitas vezes a meio da noite com um braço ou uma perna dormente, levanto-me quase completamente a dormir e ando pela casa fora a rodar o braço ou a arrastar a perna meio aos saltos para ver se aquele formigueiro endemoninhado e ligeiramente violento, quase a roçar a dor, acaba por passar. Nunca consegui perceber bem quanto tempo demoro nesse processo mas pode muito bem ser apenas o tempo residual de um sonho… agora que penso nisso, será que isso aconteceu mesmo ou estaria a sonhar? E se sim, será um sonho recorrente, mesmo quando umas vezes é com um braço e outras com uma perna? E por último, como interpretaria Freud este fenómeno estranho!? Já agora, em jeito de epílogo, confesso que ao reler o título do post, dei comigo nos meandros de algumas paisagens virtuais assim a atirar para o escabroso. Mas de certo que ao chegarem a este momento do texto verão que o título, bem como todo o post, são total e verdadeiramente inocentes.

sábado, 19 de julho de 2008

Sistemas, problemas e soluções

Hoje recebi um email de um amigo e companheiro nas lides da música, nomeadamente o baterista da banda que tenho agora, os Kazoo, e mesmo sem ter ainda respondido ou ter conversado com ele sobre este email, arrisco-me a colocá-lo online para vossa apreciação. Confesso que até este momento, talvez tenha mudado seriamente de opinião e postura depois de ter lido o texto, fiz mais parte do problema do que da solução. Sempre me predispus a tocar de graça na maioria dos sítios para onde me convidavam a tocar, fosse pelo convite em si, pelo local, pela exposição que teria, pelo incremento de experiência, pelo prazer de tocar para aquele público, etc., e nunca me apercebi que isso pudesse constituir mais um dente na roda da engrenagem. Se há coisa contra a qual eu me oponho ferozmente é a de fazer parte de uma engrenagem bem montada e oleada, o chamado sistema, e muitas vezes entramos nesse processo inconscientemente ou até voluntariamente sem o saber. Se há coisa que eu detesto mesmo é fazer parte do problema sem me aperceber disso, mas não há nada como manter a mente aberta, ser-se crítico, auto-crítico e estar-se sempre e oportunamente disposto a mudar. Seja para melhor ou para pior, mudar é sempre bom! Claro que se for para pior, mais facilmente se arrepia caminho, e para melhor muda-se sempre, já diz o povo.
E por falar em Kazoo, vamos dar um concerto no AtéJazz Café em Estremoz que marcará, com toda a naturalidade, o fim de um ciclo e o início de outro, em muitos aspectos que se irão dar a notar ao longo de um futuro próximo. Conto com a vossa presença e espero que gostem.
Fico à espera de comentários a este post…

“Pois...
Muito bem, algum dia havia de acontecer!!!!!
Andei alguns meses ou talvez mais de um ano a recusar tocar num clube de Lisboa, embora recebesse frequentemente telefonemas do dono e programador, no sentido de lá apresentar um grupo ao qual pertencia na época, isto porque todos os outros elementos insistiam bastante para que lá fossemos tocar.
Sempre respondi que não tocaria pelos cachets "da casa", apesar de todos os outros elementos quererem tocar lá pelo preço proposto pelo programador, preço esse que era, obviamente, o "da Casa". Isto porque eu achava que o referido grupo merecia um cachet um pouco mais alto. Um dia recebi um telefonema do tal senhor, em que o mesmo se resignava e se propunha pagar o não referido cachet, que eu achava ser o mínimo razoável.
Até sou capaz de tocar de borla (já o fiz muitas vezes) se for necessário e a causa for justa, aliás, tal como diz a Inês, que penso não ter ainda conhecido pessoalmente, o que eu cobro não é o gig, é o soundcheck, pois esse não dá gozo a ninguém! Tocar? Isso dá-me gozo, isso eu faria sempre de borla, se pudesse. Todavia, o facto de trabalhar numa coisa de que gosto não obriga a que o tenha de fazer de graça.
Acho que os clubes ou bares que apresentam Jazz ou qualquer outro tipo de musica deveriam ter várias tabelas para pagarem os cachets de acordo com a qualidade dos grupos que contratam. Para mim, faz todo o sentido que uma banda de alunos de uma escola de Jazz que ensaiou uns Standards para "matar" 1 gig não receba o mesmo cachet de um grupo consagrado.
Por outro lado, o facto dos bilhetes serem mais caros, para uma banda consagrada ajuda muito a "educar" o público. Se eu for comprar um Audi A6 tenho de pagar muito mais do que se resolver comprar um Fiat Cinquecento!!!! Porque é que na música a coisa tem de ser diferente?
Quanto ao resto, acho que a culpa é, maioritariamente, dos músicos, sim sr!
Sempre me provocou uma certa urticária a trivial converseta entre músicos em que às tantas se ouve a fatídica frase: - quanto é que "eles" pagam nesse clube?
Quanto é que "eles" pagam???!!!???
"Eles" só têm de pagar o que os músicos pedem e o que "eles" decidem ou não pagar! Se os músicos valem o que pedem, "eles" pagam, se não, boa tarde mes amis!
Muita gente que conheço tocou no famoso Splash, um clube do Porto, talvez o mais importante desta cidade, na década de 80. Recebi ao longo de vários anos, telefonemas do Carlos Araújo, sócio gerente e músico, a convidar-me para lá tocar com o meu grupo, ao que sempre respondi que sim sr, teria imenso prazer e o cachet seria de X, ao que a resposta era, invariavelmente que, todos os grupos que lá tocavam recebiam X menos Y, ao que a minha resposta era, invariavelmente, que por esse preço o meu grupo não tocaria lá! Nunca lá toquei oficialmente, sempre que ia ao Porto, passava lá, toquei em muitas jam sessions no Splash e eu e o Carlos Araújo continuamos a dar-nos bem, mas, nunca fizemos "negócio".
Não pretendo com isto dizer que sou melhor, igual ou pior mas, esta "guerra" é, para mim, muito antiga e há muito tempo que acho que cada um tem o seu preço e não devemos alinhar com as "tabelinhas" que os alguns tentam inventar, para nos "normalizarem".
O público português é tão inteligente como qualquer outro, o problema é que os agentes culturais portugueses não parecem ter vontade ou tempo para dar uma ajuda a educar o público.
Na verdade, isto é um puzzle em que, se as peças não encaixam, nunca iremos ver o "boneco" em todo o seu esplendor!
Num clube onde ninguém paga para entrar, num dia, pode ouvir-se um dos melhores músicos portugueses ou, quiçá, da Europa e, no dia seguinte, pelo mesmo preço, ou seja, zero, o mesmo público, assiste a um qualquer caramelo a tocar o trem das 11, com os acordes todos "despenteados"! Acreditem, não é ficção, eu já assisti a isto, em Lisboa e não foi há muito tempo! E o caramelo do "dia anterior" era um americano, de New York, bem conceituado! O do "trem das 11" não faço ideia quem fosse...
Como pode o público menos esclarecido ficar mais ou menos atento e interessado numa actuação realmente boa se o preço é exactamente o mesmo? Neste caso de quem é a culpa? Obviamente, dos dois, do programador do clube, porque não tenta valorizar o melhor que apresenta ao seu público e do músico de qualidade que não se fez pagar de acordo com o seu estatuto. Entre todo este elenco, o "actor" com menos culpas no cartório é o do "trem das 11"! É esse mesmo que tem usufruído do total desrespeito que tem havido neste tipo de situações, entre músicos de boa qualidade que tocam por qualquer preço e patrões de clubes que não valorizam a oferta de qualidade ao seu público. Eu até compreenderia perfeitamente se o patrão do clube pretendesse oferecer a custo zero, aos seus clientes, um concerto de qualidade, o que não consigo compreender é que despreze completamente o concerto em questão, apesar da imensa qualidade, só porque lhe saiu barato!!!!
Sei que é muito difícil organizar esta classe dos músicos e apelar à sua solidariedade (uma palavra que até me custa articular, nos momentos que vivemos!) mas, pensem bem!
Quanto é que um bom grupo de Jazz ganhava num bom clube de Lisboa ou Porto, nos anos 80? Qual era o impacto que causava uma actuação de um bom grupo de jazz? Qual era o envolvimento e tratamento reservados aos mesmo grupos, por parte das entidades ou clubes durante a organização desses eventos?
Pensem quanto custava 1 litro de gasolina, um jantar ou um carro de gama baixa.
Quanto é que um bom grupo de Jazz ganha agora num clube? Que impacto tem? Quanto custa 1 litro de gasolina, 1 jantar, 1 carro de gama baixa? Qual é o tratamento que recebe, por parte da organização?
Eu já pensei muito nisso ao longo dos últimos anos e não vejo a quem atribuir a maioria da culpa senão aos músicos, infelizmente. Acreditem que preferia mil vezes dizer que a culpa é da crise, dos donos dos bares, dos políticos, dos árabes, dos americanos, do ministério da cultura, da música pimba, da rádio, da televisão, do Santana Lopes, do Sócrates, do Ediberto Lima, do Herman, etc., mas, o que é um facto é que os músicos não são muito exigentes.
Há alguns anos, a televisão começou a deixar de pagar cachets aos artistas e músicos que participam em programas, uma "invenção" do Ediberto Lima, na SIC, com a qual todas as estações de televisão se solidarizaram, inclusivamente, as do estado. Toda a gente se solidarizou (convinha-lhes reduzirem os custos de produção), toda a gente menos os artistas e músicos, que alinharam no esquema, passando a participar gratuitamente.
Hoje, é prática comum, as televisões apresentam artistas e músicos a custo zero, pois os músicos lá vão, alegremente, trabalhar de borla, enquanto as televisões ocupam, também à custa destes, espaços de programação que custam balúrdios de dinheiro a toda a gente.
Todos ganham e todos pagam! Todos? Não, os músicos e artistas não ganham nada. O argumento utilizado, numa prática de esperteza saloia em que muito poucos, doutras actividades, alinham, é o de que os artistas e músicos se promovem quando se expõem na televisão. É um facto mas, esses momentos de televisão são pagos a preço de ouro pela publicidade. Quem recebe dividendos disso? Não são nem os artistas nem os músicos. E, acreditem que, quando esses espaços de publicidade são vendidos, os preços variam consoante a qualidade dos artistas que intervêm nos programas.
É mais fácil vender um pacote de publicidade num programa onde vai estar, por exemplo, o Rui Veloso, do que num programa onde vai ser entrevistado, por exemplo, o Ediberto Lima!!!!!!
Pois é, o que eu acho, no meio disto tudo, é que o mais fácil, no meio musical, é tocar ou cantar, o resto é que é muito mais complicado!!!!!!!
1 abraço e...
Organizem-se, façam-se cobrar pelo vosso justo valor...sem medo! Não há dinheiro? Então, não há palhaços! Se todos os "palhaços" se unirem, não vai haver circo! E lembrem-se...não há circo sem palhaços.
1 abraço deste vosso amigo e palhaço,

Nanã Sousa Dias”

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Bandas para todos os gostos...

Hoje venho fazer publicidade, não só à minha actual banda, como a outras onde já estive inserido. Umas que continuam e outras que se volatilizaram no eter, mas que ainda assim deixaram boas recordações e música feita para ser ouvida quando bem apetecer. Aqui ficam os sites e links:

k a z o o | KLO | Kazoo Love Orchestra
site: kazoo.site.vu
MySpace: myspace.com/kazooloveorchestra
PalcoPrincipal: palcoprincipal.clix.pt/kazoo_love_orchestra
Hi5: kazooloveorchestra.hi5.com

WHY
MySpace: myspace.com/whyevora
PalcoPrincipal: palcoprincipal.clix.pt/why

JusyBlazz
site: jusyblazz.site.vu
MySpace: myspace.com/jusyblazz

the BackDoors
site: thebackdoors.site.vu

terça-feira, 15 de julho de 2008

iPhone, crise e muita estupefacção

Confesso que ainda não vislumbrei nenhum iPhone e já não os posso ver à frente! Acabou o Euro2008 e como a bola ainda não rola na relva, embora até haja notícias numa base diária - todos os dias iguais ou pouco diferentes do dia anterior: "Grimi cada vez mais perto do Sporting", "Parece que o CristianoRonaldo acaba por ir mesmo é para o Vitória de Setúbal!", "Porto afinal vai à Champions", "...afinal não vai", "...ai afinal já vai outra vez e o Benfica que se quilhe" - a malta, para se esquecerem da inflação, das taxas de juro e do preço do petróleo, só fala do iPhone! Mas quem é que, não sendo filho de pais ricos, não tendo a sua própria mina de diamantes em Angola ou uma exploração com milhares de cabeças de gado no nordeste brasileiro, se imagina a comprar um telemóvel que custa mais aquele balúrdio!? Se a pergunta já é estranha, a resposta mais bizarra seria, claro... eu fico parvo com a quantidade de gente que se prepara para adquirir um brinquedo desses! Até os compram a prestações!! Há coisas mais caras, é certo, e gente a comprá-las a pronto a toda a hora, mas tanto por um telemóvel? Ou eu não faço bem parte desta sociedade ou esta sociedade não faz parte de nada que tenha jeito. Então com gente a passar fome - hoje não vou apontar o dedo a ninguém, é só mesmo um desabafo extasiado - pessoas a viverem no limiar da pobreza ou praticamente na miséria, desemprego e precariedade contratual, instabilidade económica sem fim à vista e um crise sem precedentes ou proporções mensuráveis por comparação, ainda há quem diga de peito feito que vai comprar um iPhone a prestações? Anda tudo doidinho ou quê!? Eu cá tenho um Nokia 6100 com 4 anos e espero que me dure outros 4, pelo menos. Faz chamadas, não faz? Então para que quero uma merda de bolso nova que faz tudo menos tostas mistas e que custa quase tanto como o meu ordenado base? Se calhar ainda se morre de câncaro mais depressa com um destes novos que um dos antigos. Tomem tacto e orientem-se porque isto não vai melhorar tão depressa. Vá a ver!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Ainda os pedidos de desculpa...

Por falar em pedidos de desculpa, os tipos da TVI deviam ajoelhar-se perante mim por me fazerem andar o dia inteiro a assobiar o tema da Adelaide Ferreira... detesto aquela música! Quem é que disse à rapariga que ela sabia cantar? Deve ser filha do inventor das fichas triplas, deve!

Além disto, queria deixar bem claro, em jeito de comunicado, que eu nunca votei no Cavaco Silva, mas também acho que pelo caminho que as coisas estão a tomar, poderá muito bem vir a ser um voto útil a considerar. É com cada marmanjo mais manhoso na política hoje em dia... ichhh!!!

Desculpas, loucuras e filmes manhosos

Não há ninguém perfeito e é normalíssimo termos características de personalidade menos cómodas e até por vezes inconvenientes. Todos temos, por uma razão ou por outra, motivos até de sobra para nos desculparmos por algo que fizemos, directa ou indirectamente, e isso até nem significa necessariamente que tenhamos algo de que nos devemos ou podemos arrepender, apenas mostra que somo humanos, erramos e que convém sermos justos e pedir desculpa quando pomos a pata na poça à força toda. Há quem tenha de pedir desculpas pelas mais variadas razões, como ter votado no Cavaco para 1º ministro e/ou para presidente da república, ter deixado acabar o papel higiénico sem referir esse facto e deixar alguém pendurado numa situação complicada, ter comido a última bolacha da taça quando já tinha mamado quase todas as outras e isto aconteceu sem ninguém ver, não ter feito pisca para sair da rotunda e ouvir aquela monumental buzinadela e nem sequer olhar pelo espelho retrovisor com um olhar inocente que fosse, toda a gente perguntar quem terá pisado merda porque cheira mal no carro e tu nunca te descoseste sabendo que tinhas sido tu e até fingiste olhar para as solas dos teus sapatos e tiveste a lata de dizer que não, teres ficado com aquela caixa de diskettes com jogos do Amstrad compradas a meias e o teu amigo já te ter perguntado onde estava mas tu não deste parte fraca porque não te apetece ires enfiar-te no sótão à procura, um amigo teu ter feito as figuras mais insanas pelas ruas de Setúbal durante a viagem de finalistas do secundário porque alguém lhe enfiou quatro aspirinas na Coca-Cola e tu não deste o braço a torcer admitindo que tinhas sido tu, ou da outra vez que deram a comer bolo de chocolate surpresa naquela passagem de ano a um desgraçado que não se dedicava ao consumo corrente daquela coisa que faz rir e andou a alucinar a noite toda com as suas funções corporais até se ter literalmente passado dos carretos durante aquele jogo de matraquilhos com uma mesa que tinha o fundo iluminado e ninguém se desculpou, ou o filme alugado para uma noitada deixando os teus amigos passar a maior seca da vida deles a malhar aquela manhosice até ao fim durante duas preciosas horas das suas vidas que podiam ter sido passadas a ver um documentário ou uma comédia romântica... quem te mandou alugar o filme The Mist só porque o trailer parecia fixe!?
Na maior parte das vezes as desculpas não se pedem, evitam-se, mas há um razoável e considerável número de situações que requerem as nossas mais sinceras justificações e apologias em defesa de uma amizade ou do respeito que nutrimos por outra pessoa que nos é próxima. De tanta coisa descrita, umas que vi acontecer, outras que fizias’zeu e ainda outras que terão porventura feito a mim, só me lembro de ter de pedir desculpa pelo filme alugado na terça-feira, mas também me apraz relembrar que havia várias escolhas e foi a maioria que optou pelo thriller. Só não digo “é bem feito” porque também o gramei até ao fim!

sexta-feira, 4 de julho de 2008

Maluquinhos, pérolas e pimbalhada

Em primeiro lugar, gostaria de esclarecer-vos de que há por aí gente muito mais maluca do que eu. Já é estranho o que escrevo neste blog, mais bizarro é haver quem por cá passe numa base diária, mas mais fantástico ainda é haver quem me pergunte pelos posts e me peça por mais quando falho dois ou mais dias. Oh junkies do demo, sevandijas cibernéticos, isto é tudo bom mas por vezes o que é demais também enjoa! Será normal? Não! Estarei eu a fazer perguntas a mim mesmo neste preciso momento!? Também não, porque vocês lêem o que eu escrevo, não neste momento mas noutros, os vossos momentos. E pergunto eu, agora sim a mim mesmo, mas carecendo de uma resposta vossa mais tarde, o que estarão vocês a perder nas vossas vidas nos preciosos minutos em que se dedicam à leitura e análise desta pérola blogística!? E posto isto, posto isto – redundância genial para quem por ventura lá conseguir chegar – hoje volto à carga com a publicidade aos “nossos” (porra!? salvo seja!!) artistas musicais que têm passado nas manhãs televisivas enquanto em procuro umas meias numa gaveta, completamente às escuras, não correndo ainda assim qualquer risco porque são todas da mesma cor, com a escova de dentes na boca e grande parte da espuma da pasta já a escorrer queixo abaixo, ainda com uma cotonete enfiada numa das orelhas, ao mesmo tempo que vou apertando o cinto e dou uma espreitadela a ver se a tosta mística já puxou fogo ou não. A respeito da nova colectânea de temas de Marco Paulo: será que não ficaria melhor chamarem-lhe “O Pior de Marco Paulo”? Parece-me que “Best Of” não é o termo que “melhor” se lhe aplica. De certo que não sacrificariam as vendas, se é que não as aumentariam! Depois também aparece a nova colectânea de temas da Dina: “Os Maiores Temas da Dina”! Porquê, serão os mais chatos e compridos que ela tem? Estará por lá o hino do CDS-PP? E uma cópia do hino do CDS-PP em CD autografada pelo Paulo Portas ou pela Dina, arranja-se? E qual dos dois é mais homem para isso!? Deixem-se de coisas e vão de fim-de-semana ou de férias descansados sem levarem o portátil atrás. Apostem nos livros e se gostam e não conseguem passar sem um pouco de insanidade, mesmo quando querem descansar, comprem um livrinho do Woody Allen que são pequeninos e baratos mas com muito muito sumo (Sem Penas, Pura Anarquia, etc.). Portem-se mal se puderem e bom fds!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Motas, carros e gente parola

Como motard que sou, sinto-me deveras ofendido com a história do pré-pagamento para motas nos postos de combustível. Só pelo princípio da coisa já me irrita, pelo preconceito mesquinho, mas numa segunda abordagem vem-me à ideia o facto de serem os produtores, revendedores, postos de combustíveis e o próprio Estado quem mais rouba nesta cadeia, não é o motociclista consumidor final. Isto já dava pano para mangas, mas então depois da reportagem que vi ontem na televisão, cai tudo por terra... ou quase tudo! O dono de um posto de combustíveis lamentava-se em directo pelo facto de haver cada vez mais pessoas a abastecer combustível e a fugir sem pagar - algo de estranho até aqui!? não! - imaginem vocês que o tipo se referia a automobilistas e não a motociclistas. "Fazem-no com matrículas falsas, mais de mansinho ou à pressa, mas cada vez mais". Pois está claro, é um verdadeiro escândalo, só tenho pena de não ter tomates para o fazer também, porque assim como estão os preços o que dá vontade é um tipo armar-se em Robin Dos Bosques e gamar aos tanques ricos para dar aos depósitos pobres.

terça-feira, 1 de julho de 2008

Também os Irlandeses e os Polacos!

Depois de dar os parabéns aos Espanhóis pela conquista europeia a nível desportivo, também quero felicitar os Irlandeses pelo feito histórico de terem feito vencer o "não" no referendo ao Tratado de Lisboa. Hoje também os Polacos bateram com a porta... acho que estamos todos de parabéns como europeus, pelo menos até voltarem à carga e inventarem outra forma! Até lá, prometo manter-me vigilante, acordado e sempre crítico!

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Viva la furia espanhola!

Eu sou todo pró-Espanha, por isso só tinha mesmo era de fazer um post a congratular nuetros hermanos pela campanha fantástica que fizeram neste Euro e particularmente pela sova que deram aos alemães e Italianos. Tiveram em todos os jogos, e não perderam um, uma performance muito boa e a final foi o culminar de muito trabalho e preparação. Jogaram de forma inteligente e criativa, como guerreiros. Foi a coroação do futebol espectáculo e fartos de grêgos, alemães, italianos e franceses e do seu futebol chato, cinzentão e demasiado racional estamos todos nós. Viva la furia espanhola!!

domingo, 22 de junho de 2008

Gastronomia, política e diarreia

Gosto muito de arroz e massas, particularmente de cous-cous, mas não dando assim tanto trabalho a fazer, os cous-cous são muito chatos de comer. Qualquer garfada provoca uma avalanche e quando não escorregam para fora do prato, caiem do garfo no percurso que os leva até à boca. Mas há mais coisas más de comer e beber. Os calamares podem ser terrivelmente perigosos quando fica aquele fiozinho que prende o pedaço engolido que devia ir directamente para o estômago "sem passar na partida" e fica ali pendurado a medir-se de razões com a glote; ingerir uma bebida com gás quando esta se engana no caminho e nos sobe ao nariz também pode ser agonizante; ir um bocado de picante para o gôto; ou queimarmo-nos a provar a tomatada enquanto está ao lume e ficarmos com a língua e céu-da-boca num tal estado que depois nem conseguimos comer com gosto a lasanha porque não lhe sentimos o sabor. Comer e beber têm muito que se lhe diga. Tudo tem as suas idiossincrasias e susceptibilidades, até uma coisa mundana e simples como a gastronomia pode ter os seus perigos. Aliás, não é preciso ir muito longe, basta pensar numa má disposição por má digestão ou a consequente diarreia. Não há nada pior do que ficar a cagar fininho… só talvez ouvir um discurso do Cavaco no 25 de Abril ou do Sócrates no 10 de Junho. A política, essa, é quase sempre indigesta.

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Accordho Orctopfgrapfíco

Depois das novelas e de muitas outras coisas que não são para aqui chamadas, nomeadamente os dentistas e as putas, só faltava esta. Eles deram cabo na língua portuguesa e agora vamos nós fazer o mesmo aqui? Porquê!? Quero mais é que o acordo ortográfico se quilhe!!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Bola, Circo e Sicko

Bem, parece que acabou a loucura do futebol, as constantes ligações em directo a Neuchâtel, as crónicas, artigos e reportagens cobre tudo o que tem a ver com os jogadores da selecção, suas mulheres e familiares, bem como todos os demais pormenores e detalhes das suas vidas privadas que curiosamente nem nas revistas cor-de-rosa ainda tinham aparecido por serem tão irrelevantes e pouco curiosas. Quem quer saber que o Raul Meireles se depila completamente e que o Quaresma usa cremes para pôr na cara? Acabou o circo e ao que tudo indica, com os juros, combustíveis e inflação a subirem numa base diária, em breve acabará o pão. Ah!, e senhor primeiro ministro, parece que se lhe acabou também o sossego.
Num registo algo mais positivo, vi hoje o mais recente documentário do Michael Moore, "Sicko", e vejo cada vez mais parecenças entre americanos e portugueses. Gostei particularmente de três pormenores, que não vou revelar por completo para não estragar: o que o inglês refere sobre a democracia, o que o francês refere sobre os franceses e a sua capacidade interventiva, e o gesto do Michael Moore no final para com o seu rival cibernético. Muito bom. Um must see!!

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Realidade, ilusão e magia

Calculo que toda a gente tenha a noção do que é o silêncio, mas será que já alguém o escutou realmente? E as cores, uma cor completa ou a total ausência de cor?Em qualquer situação, teremos sempre algo que nos inibe e impede de chegar a essa percepção plena. Por exemplo na questão do som, existem sempre alguns ruídos, ou nos nossos ouvidos, que até possam não existir verdadeiramente – algum tipo de acufeno presente na nossa audição – ou barulhos exteriores: vento, um pássaro ao longe, o barulho da cidade, o nosso estômago, etc. Nunca vamos saber o que é a total ausência de sons e ruídos. Em relação às cores, por muito que nos possam parecer homogéneas e completas, numa tela, numa parede ou num ecran, são sempre compostas de uma mistura de várias cores e de impressões que os nossos próprios olhos reproduzem. De certo que já experimentaram brincar com as pálpebras quando estão na praia, virados para o sol. Conseguem-se ver várias cores, desde o amarelo ao roxo, mas também vemos sempre algumas coisas que estão nos nossos próprios olhos. Quando nos deitamos e fechamos os olhos no escuro, também não vemos preto, há sempre ali um esverdeado ou outra cor qualquer misturada. O que é interessante nisto tudo, podia arranjar exemplos que nunca mais acabava o post, é que cada indivíduo tem a sua noção da realidade e também a forma como a experiencia, e além da realidade, ainda temos a imaginação, que se nos apresenta mais ou menos consoante o nosso estado de espírito, quer estejamos a dormir quer estejamos acordados. Tudo o que experienciamos neste mundo é saboreado pelos nossos sentidos e filtrado pela nossa consciência individual e única. Mesmo àqueles a quem falta algum sentido ou a falha seja na filtragem, há sempre algum tipo de percepção e consequente consciencialização. Da Arte, passando pela Política e acabando na Religião, há que ter sempre muita atenção e cuidado na interpretação do que nos é apresentado ou imposto. Nenhuma outra consciência deve ser dona da nossa, e mesmo quando nos deixamos arrastar, por necessidade ou apenas porque sabe bem naquele momento, devemos fazer uma posterior reflexão e perceber onde começa e acaba a ilusão e se o problema está em nós ou se nos é submetido. Seja como for, a verdadeira magia existe, não é só paisagem. É apenas e só uma questão de interpretação.

quinta-feira, 12 de junho de 2008

Confissões, aspiradores e toda a morraça de um quintal

Tenho andado intrigado com algo que descobri recentemente. Um tipo solteiro tem de aturar muita coisa, principalmente quando se arma em fada do lar. Da lavagem da roupa à loiça, do passar a ferro à confecção de pratos e petiscos, da manutenção do chão à limpeza das prateleiras infestadas de pó, há de tudo um pouco para nos moer o juízo e impedir o descanso. Tenho investido em maquinaria para me ajudar nas lides domésticas, mas a mais recente aquisição, que por acaso até foi oferta, veio a revelar-se uma verdadeira tragédia. O aspirador portátil foi-me por demais recomendado como um dos melhores utensílios que se pode ter em casa. Pois que ajuda bastante a manter a casa limpa e evita termos de recorrer a toda a hora à vassoura e à pá ou ao aspirador grande, que nem sempre dá jeito tirá-lo do fundo da dispensa, acrescentar-lhe os vários módulos e adaptadores, esticar o fio e ligá-lo à corrente. De facto dá muito jeito, mas acabei por me tornar refém e escravo do cabrão do aspirador portátil! Passo o tempo todo de cu para o ar a aspirar desenfreadamente como aqueles loucos que procuram moedas e colares na areia da praia. Vejo um jeitoso conjunto de migalhas que se largaram da toalha da mesa quando a levantei, vou buscar o furioso e quando me agaixo para libertar o seu poderoso poder de sucção - sem esta potente redundância a piada perderia todo o seu poderio - acho um novelo de cotão debaixo daquele armário, ou um conjunto de pelos de gato junto do tapete da entrada - e eu nem sequer tenho gatos em casa - ou o que resta de duas pétalas das flores que tenho no quintal, ou pedaços já meio desfeitos das putas das bagas da árvore que está mesmo em frente ao quintal e dá uma valente sombra mas que caga morraça o ano inteiro, ou a porcaria dos restos do tapete que tenho à porta da cozinha que se vai desfazendo e suja mais do que limpa... bem, até cansa! Há coisas que deviam facilitar mas só estorvam.

quarta-feira, 11 de junho de 2008

Pussichés, pechisbéques e bibelots... prendas engraçadas!

Hoje de manhã os meus olhos abriram-se para o mundo! Não porque tinha acordado ou porque já era dia quando abriram, mas porque vi um reclame na tv que me mudou para sempre.
Quando chega o Natal ou um aniversário de um amigo, passamos pela eternizante agonia, embora dure apenas uns dias, vá lá, um semana ou duas no máximo, de tentarmos perceber o que dar a uma determinada pessoa. Consoante o tipo de relação que temos com essa pessoa, assim deverá ser o tipo de prenda a dar, mas quando pensamos em dar alguma coisa engraçada ou humorística, as nossas opções são sempre algo limitadas: um livro daqueles tipo "como engatar uma mulher em 3 tempos" ou "como ficar estupidamente culto em 5m"; um filme em dvd do Steven Seagal; uma embalagem de cocó a fingir; uma pack ual para o amigo(a) poder usufruir com a(o) namorada(o) que consiste numa caixa de preservativos com sabor a cacau, pevides de pepino e batata doce, uma lata de chantilly e um de borracha; um quadro daqueles que nunca ninguém consegue ver o que está por detrás da imagem, talvez porque é apenas abstracto e não 3D, mas só tu é que sabes disso; um bilhete de volta da Jamaica para Portugal em época baixa; um saco de 25 fichas de carrinhos-de-choque; um capacete de vicking com cornos, homologado para circular na via pública; um boneco insuflável com a cara do José Cid para a amiga e uma boneca insuflável com a cara da Manuela Moura Guedes antes dela própria parecer uma boneca insuflável para o amigo; etc., etc., etc. São algumas as possibilidades, mas nada se compara ao que eu vislumbrei hoje logo pela matina: um Best Of duplo do Richard Clayderman!!! É melhor do que qualquer cd de música New Age ou de sons da Natureza, julgam o quê!? Quem é que não gosta de se sentir confortável como naqueles momentos em que aguarda consulta na sala de espera do dentista, ou naquele elevador que cheira a um aglomerado de bufas, cholé e odor corporal e demora eternidades para subir do rés-do-chão até ao 5º andar, ou mesmo no intervalo do filme na sala de cinema. Será o sucesso de qualquer festa!! Não vou já a correr comprar porque tenho fé que alguém me ofereça... ou não!

domingo, 8 de junho de 2008

Bólides, combustíveis e vontades várias

Parece-me um valente faux pas que a Galp tenha mandado fazer uma publicidade televisiva – e ainda hoje me pergunto porque será que tem um tema do Bob Dylan como banda sonora – em que o autocarro da Selecção Portuguesa de Futebol aparece a ser empurrado pelos seus adeptos. Tanto quanto se percebe no reclame, não se trata apenas de o fazer para pegar de empurrão, o que seria brutalmente violento, pedindo que o fizessem com os jogadores e toda a equipa técnica lá dentro, por outro lado uma auto-desculpabilização ou pseudo-exoneração do processo de cartelização face aos sucessivos aumentos do preço dos combustíveis também não seria álibi suficiente, mas ainda assim me parece tanto curioso quanto despropositado. Será que amanhã também vou conseguir atestar o depósito do meu bólide com "vontade de vencer"? E sendo uma segunda-feira, dada a altíssima probabilidade de me levantar com mau feitio, onde poderei encontrar uma bomba que tenha depósitos atestados com alta determinação!?

quinta-feira, 5 de junho de 2008

Paisagens Sonoras

No seguimento do post anterior sobre música, deixo-vos algumas paisagens sonoras:

álbum: Ágætis Byrjun
álbum: ( )
banda: Sigur Rós

álbum: The Dark Side Of The Moon
banda: Pink Floyd

tema: Echoes
banda: Pink Floyd

tema: Teardrop
tema: Angel
banda: Massive Attack

álbum: In Absentia
banda: Porcupine Tree

álbum: Peasants, Pigs & Astronauts
banda: Kula Shaker

álbum: Bullitt Soundtrack
compositor: Lalo Schifrin

São só alguns exemplos. Feed more, please!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

A Música

A música é uma coisa fantástica! Não há nada que se compare ao momento em que ouvimos aquele tema pela primeira vez na rádio e ficamos em pulgas por não sabermos quem é a banda que a toca, esperando ansiosamente por escutá-lo outra vez; ou o álbum pelo qual esperámos tanto tempo e deleitarmo-nos em casa a ouvi-lo de uma ponta a outra sem interrupções; ou aquele cd ao vivo do concerto a que assistimos uns meses antes e ficámos sem saber se voltaríamos a repetir a dose de entusiasmo daquela noite mágica. As experiências são várias e quase sempre únicas. Há quem se mova pelas letras, outros mais pelas melodias, ainda há os maluquinhos dos solos e os que gostam mais da teatralidade espectacular de um concerto do que propriamente do som. Por muito que se goste de ouvir e sentir, nem toda a gente sabe o que é fazer música. Escutar e criar são duas coisas bem diferentes e inclusivamente há quem diga que talvez seja impossível um músico ouvir e sentir a música como as outras pessoas o fazem, sem recorrer ao processo intuitivo e automático de “decompor” e analisar um tema quando o escuta. De facto, pensando bem, talvez haja um fundo de razão nesta questão. Quando escuto uma música, sou capaz de dissociar cada instrumento do todo, a melodia do ritmo, a estrutura da letra e a voz da parte instrumental. Mesmo que não queira, é inevitável que o faça, mas ainda assim consigo dar atenção ao todo. No entanto acredito que, não sendo da mesma perspectiva, talvez o resultado seja diferente. No que diz respeito à parte criativa, uns fazem-na a metro e outros de forma alternativa e mais ou menos artística, mas seja de que maneira for é algo de fantástico na criação, na execução ou ao nível da sua posterior audição. Além de tudo o que já descrevi da música como pura fruição, ainda há um mundo que está de alguma forma vedado a quem não toque um instrumento ou não cante. Neste ponto também há alguma discórdia quanto à diferença da pura execução, por exemplo alguém que mesmo sem ouvido e sensibilidade para a música possa aprender a tocar por pauta sem falhar, e a execução sensível de alguém que sinta a música no seu todo. Serão todos músicos ou haverá diferenças entre músicos e executantes? E os intérpretes onde ficam nessa escala? Os verdadeiros músicos, mais ou menos virtuosos ou mais ou menos diletantes, têm uma capacidade inata de intuir a música muito para além de uma pauta ou guia de acordes (tablaturas, etc.) e isso dá-lhes uma natural aptidão e competência para construir paisagens musicais que um mero executante, como todo o respeito que merece, nunca conseguirá, pelo menos sozinho. Se virmos a coisa do ponto de vista de uma orquestra, mesmo sendo todos os músicos que a compõem meros executantes, no geral o resultado pode ser fantástico. Há aqui um meio caminho (middle ground) difícil de definir. Um músico pode construir um tema todo do princípio ao fim – melodia, estrutura de acordes, ritmo, letra, arranjos, orquestrações – ou apenas dar o seu contributo com ideias, a sua sensibilidade e a forma de tocar. Senão, quem quereria pertencer a uma banda em que apenas um ou dois elementos fazem tudo? Como em tantas outras áreas, a música não se faz completamente sozinha por uma pessoa apenas. Mesmo que se pense em tudo ao pormenor, se grave em estúdio todos os instrumentos e todas as vozes, se faça a gravação, produção e masterização sem ajuda de ninguém, na altura de a apresentar ao vivo, que é onde a música mais faz sentido, por muito que soe bem e nos mova em suporte físico (cd), só se consegue fazer algo com a ajuda de outros músicos. Se houver apenas um músico que guie todos os outros executantes, a coisa não tem o mesmo significado sensível. Pode ter forma mas perde em conteúdo. Era exactamente aqui que eu queria chegar! Uma das melhores partes da música no seu todo é sem dúvida a apreciação, também há muito gozo no processo criativo, mas nada, mesmo nada, bate a parte da execução! Até porque quando se juntam vários músicos em vários instrumentos, quer seja numa Jam Session, num ensaio de banda ou gravação em estúdio, a energia que se cria naqueles momentos, por vezes vinda do nada, é simplesmente fantástica, quase indescritível. Só mesmo experimentando ou estando lá para assistir! Se criar a solo já é belíssimo, porque mexe com a nossa sensibilidade como se de uma potente tempestade tropical misturada com uma chuva de estrelas carregada e uma aurora boreal lindíssima se tratasse, criar em conjunto e no impulso de um instante é puramente extasiante. Para mim a parte criativa é uma coisa natural, saem-me letras, riffs, ritmos e melodias a qualquer hora do dia e noite tal como me aparecem as ideias para este blog, e há quem pergunte como o faço e ache estranho, mas não consigo explicar de outra forma que não o de ser tão natural como respirar, mas por muito gozo que me dê fazer e ouvir música sozinho, não há nada como contar com outras pessoas seja a que nível for.
Este texto começou por ter como base de referência uma ideia engraçada que traz algumas gargalhadas em qualquer ensaio ou Jam que se faça, e no final vou revelá-la, mas acabou por ser uma forma de mostrar o que eu acho da música e a forma como a sinto. Quero por fim, deixar um grande abraço aos músicos e amigos com quem já tive o privilégio e a honra de fazer e/ou tocar música, e mostrar que, embora esteja muito motivado a trabalhar quase em exclusivo no projecto Kazoo, provavelmente a banda que eu sempre quis montar, estou sempre (bem) disposto e disponível para outras paisagens musicais. Nada me dá mais prazer nesta vida do que a música, e como tal, gosto de a partilhar em todas as fases do processo (criação, maturação e execução).
Este post é dedicado aos músicos que me têm acompanhado nos últimos 16 anos, mesmo àqueles que acham que não têm o que é preciso. Correndo o risco de parecer convencido e arrogante, digo-vos que nunca me enganei a respeito da sensibilidade de ninguém e há hoje muita gente por aí que evoluiu e cresceu de forma fantástica porque eu fui chato o suficiente para lhes moer o juízo. Quando se tem um talento, seja ele qual for, não se pode ser egoísta e desperdiçá-lo ou guardá-lo só para si. A música, mesmo a que trazemos bem dentro de nós, não é só nossa, é de todos! Ainda estou à espera da revelação de uma pessoa que sempre esteve e estará na base da minha inspiração. Quando um dia aprenderes a sentir a música como eu a sinto, nunca mais vais querer voltar para trás e poderás estar mais próxima de ser feliz, acredita!
Agora a piadola:
Num ensaio ou jam, a coisa que mais faz rir o pessoal acontece mesmo antes de começar: a contagem! Nunca ninguém sabe se se entra ao 3, entre o 3 e o 4 ou ao 4. (private joke para músicos! lol)

terça-feira, 3 de junho de 2008

Selecção Portuguesa

…de manhã:
ao ouvir as notícias na rádio enquanto me locomovia no meu bólide para o meu local de trabalho, ouvi dizer que haveria dois treinos da Selecção Portuguesa na Suiça abertos ao público com ingressos pagos… pensei logo: “deve ser a única selecção a cobrar para a irem ver aos treinos e com este ritmo de entusiasmo nem passamos da primeira fase”

…à hora do almoço:
liguei a tv e depois da notícia do Mourinho no Inter de Milão, lá estava a confirmação de que a única selecção com treinos “abertos ao público” com ingressos pagos é a portuguesa.

É por estas e outras que não avançamos como país! É tudo um bando de cagões e interesseiros. No entanto, tenho esperança, porque gosto muito de futebol e sigo os jogos da selecção, que além de bem pagos e muito admirados, os jogadores consigam ser humildes o suficiente para perceber o que está por detrás destas manifestações de alegria e contentamento quando ainda não ganhámos nada. Somos um país pobre mas com muita vontade, só temos andado meio perdidos muito por causa de quem comanda o barco. Só posso desejar boa sorte à selecção e melhor sorte ainda para todos nós!

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Combate do Ano: Palma vs Winehouse

Depois da triste figura que a Amy Winehouse fez no Rock in Rio, só posso deduzir que não estará muito mais tempo entre nós. E eu que julgava que o Jorge Palma batia todos os records?
Há duas questões que me assolam com base no que vi:
- que raio de manager tem a Amy Winehouse, que a empurra para um palco naquelas condições?
- será que a Amy Winehouse recebeu o cachet que estava acordado ou fizeram um desconto à organização do Rock in Rio?
Gosto muito da voz dela e dos primeiros trabalhos, o "Frank" por exemplo. Já o álbum mais recente não me diz muito ("Rehab"), pois apenas pegou em músicas soul e motown mais ou menos conhecidas (Aretha Franklin, Ottis Redding, etc.) e fez-lhe letras e arranjos novos. Por muito bem que soe, não é o suficiente para ser um bom álbum! Acho que se armou uma aura à volta da rapariga (sim, tem apenas 24 anos) que ela não merece e talvez nem consiga suportar. Se morrer um dia destes de overdose ou de se atirar de uma varanda, vai com certeza ficar na história da música quando ainda fez tão pouco para o merecer. Tem apenas e só um excelente e fora do normal registo vocal, mas a desgraçar-se assim desta maneira, só consegue mostrar isso em estúdio e por pouco tempo.
Depois de vencer ao Jorge Palma em cima do palco, a Amy Winehouse prepara-se para defrontar o futebolista Lucho Gonzalez numa praia perto de si...

sexta-feira, 30 de maio de 2008

Ainda a questão dos comandos...

Depois de ter recebido mais um daqueles emails pseudo-engraçados cheios de interesse sociológico, decidi responder a quem mo enviou. Algumas respostas eram parvas, não tanto quanto as perguntas, outras eram racionais com a intenção de desmontar a idiotice da questão, mas esta chamou-me a atenção e decidi responder com alguma dedicação...

11. Por que as pessoas apertam o comando da televisão com mais força quando a pilha está fraca???<
hum, agora é que eu vou dar uma resposta decente a esta pergunta interessante:
para quem nunca abriu um comando, posso afirmar que mesmo com a membrana de plástico que une todas as teclas por dentro do comando, a transpiração e humidade vão-se acumulando por debaixo das teclas e o contacto deixa de se fazer nas devidas condições; por vezes, quando se carrega com mais força, consegue-se ultrapassar a dificuldade da tecla não tocar na placa verde que tem os contactos porque se aumenta a superfície de contacto entre ambas (perdoa-me a redundância, mas é complicado explicar de outra forma). É difícil perceber imediatamente se é este o problema ou falta de carga nas pilhas!

quarta-feira, 28 de maio de 2008

Gasóleo vs Banha de Porco

Para começar, devo avisar-vos de que não se trata de um confronto entre duas personagens do wrestling tuga à americana. É de facto uma possibilidade a que hoje assisti numa reportagem da Sic no telejornal. Depois do óleo vegetal, agora descobriram que a Banha de Porco Preto serve para fazer trabalhar os motores a gasóleo e com apenas ligeiras modificações. Vi nas notícias uma carrinha grande a trabalhar com uma porção de banha de porco preto que o tipo – talvez mecânico, não tinha pinta de cientista – tinha preparado na cozinha dele uns escassos minutos antes: derreteu a banha num tacho, filtrou e passou para uma garrafa, de seguida, já no quintal, colocou uma mangueira que vinha do motor a puxar a banha líquida (só se mantém líquida enquanto está quente, depois solidifica, sendo essa uma das pequenas alterações a fazer-se num motor a gasóleo para que possa consumir este combustível) e noutro recipiente podia-se ver a diferença do líquido quando o motor passava do gasóleo que ainda tinha para o consumo da banha. Para minha surpresa, a carrinha não pifou nem tão pouco se queixou! Ficou ali a trabalhar um bom bocado na maior. E depois disto o quê? Caca de hamster liquefeita com Sonasol Verde!? Agora é que já vi tudo!

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Indiana Jones

O que dizer deste quarto episódio da Saga Indiana Jones?
A história está interessante, ao nível dos filmes anteriores, talvez com um ritmo um pouco mais acelerado com menos “esquemas”, enigmas e bobby-traps, e mais comercialoide. O final tresanda a Steven Spielberg mas continuo a achar que neste filme é aceitável, enquanto que no remake do War Of The Worlds foi lamentável. O que mais gostei no filme foi o som dos murros, que continua igual, e as curiosidades nos diálogos e características das personagens. De resto, o filme não passa de puro entretenimento, assim como os outros, mas cumpre bem essa função, no entanto, nada de especial e um pouco aquém das expectativas criadas durante o tempo de espera.

terça-feira, 20 de maio de 2008

Tempo, clima e meteorologia

"O que se passa com o tempo?" perguntam as pessoas.
O quê? Então andam a dar cabo do planeta aos poucos e ainda perguntam inocentemente como se fosse capricho do tempo? E muita sorte temos nós em não termos ciclones, sismos fortes, maremotos e tsunamis, porque este é um país de brandos costumes até para os fenómenos meteorológicos.
Façam um favor a todos nós que cá andam e aos que estão por vir:

Poupem electricidade:
- regulem os monitores dos computadores para activarem o screensaver após 2m sem uso e desligarem após 5m
- retirem os transformadores de telemóveis e outros equipamentos das tomadas se não estão a carregar
- desliguem no botão as televisões, aparelhagens, leitores de vídeo e sistemas de som (em stand-by consomem e vocês pagam no final do mês)

Poupem água:
- cuidado com as lavagens de carros, motas e regas de jardim
- tenham um balde e usem-no para guardar a água do banho enquanto não está à temperatura que querem
- usem a água do balde em vez do autoclismo

Separem o lixo:
- não custa nada separar o lixo e não é preciso terem uns contentores ou baldes caseiros todos pipis, às vezes basta uns sacos de plástico na despensa para o papel, outro par ao vidro e outro para as embalagens. É impressionante a quantidade de lixo que juntamos se separarmos; o lixo biológico acaba por ter de se vazar poucas vezes por semana e em sacos pequenos

Poupem nos transportes e façam desporto:
- com os combustíveis cada vez mais caros, e não necessariamente só por causa do custo do petróleo, convém apostarmos mais noutras formas de nos deslocarmos: a pé, de bicicleta, transportes públicos, etc.
- outra forma de poupar na nossa carteira, é combinarem-se viagens e deslocações "a meias"

Estes são exemplos de coisas que facilmente podemos fazer e com resultados muito bons em termos de poupança económica. Só trazem vantagens, duplamente!

quinta-feira, 15 de maio de 2008

Primeiro Ministro, culpa e péssimas desculpas

Oh xô Primeiro Ministro, isto até pode ser um país de gente poucoxinha, mas por muito poucoxinho que seja o povão, não é bem a mesma coisa do que sermos um país de energúmenos com a mentalidade de crianças de 4 anos. Já da memória não diria o mesmo, pois mais parecemos, como povo, volto a frisar, uma cambada de peixes de aquário (basta pensar no Cavaco, Santana Lopes, etc.).

Esse seu pedido de desculpas assim a atirar para o foleiro e deprimente, não convence ninguém!

Ai não sabia? Então um avião não é um transporte e também um local de trabalho? Ou ia a jogar à lerpa com os seus companheiros de governo e esqueceu-se de onde estava?

Ah vai deixar de fumar!? Não sem antes pagar a coima que a sua Lei do Tabaco prevê, oh fa’xavor!

As desculpas, sr. Primeiro Ministro, não se pedem… evitam-se!

Já agora, aproveitando essa onda de frontalidade e transparência, que estranhamente denoto em si, devia dizer qualquer coisa como “Mea Culpa! Vou deixar de fumar e largar a política”. Ficava-lhe tão bem! Até poderia ser que conseguisse vencer outras eleições com maioria absoluta daqui a uns aninhos.

Pense nisso.

segunda-feira, 12 de maio de 2008

Mau-feitio, sitcoms e lutas de titãs

Ontem acabei o post a dizer que não gosto do La Feria e do Zé Castelo Branco, esse espécimen estranho, indicador do que há de mais bizarro na condição humana (condição!? da-a!). Hoje começo por dizer que não percebo porque é que séries como Lost, Prison Break, Gray's Anatomy e Nip Tuck são um sucesso. São chatas, compridas e assemelham-se muito a telenovelas... hum, acho que acabei de responder à minha pergunta. Depois há os Friends, com um sentido de humor pouco acima de razoável. Séries boas de comédia temos os Monty Python's Flying Circus, Seinfeld, The Office, Coupling, My Name is Earl e qualquer coisa que os Gato Fedorento decidam fazer. Para quem gosta de humor simples e directo temos as séries Two And a Half Men, Just Shoot Me, That 70´s Show e Frasier. Se quiserem séries mais maduras e "sérias", temos o Northern Exposure e o House.

Confesso que adoro séries e sitcoms mas fico algo limitado tendo apenas os 4 canais portugueses básicos (RTP1, RTP2, Sic e TVI), tendo muitas vezes de me cingir ao dvd e ao divX. Gostava que respondessem a este post com outros títulos de séries que vocês achem boas...

Uma última nota, que vos deixo com algum pesar: a nova série humorística Os Contemporâneos, quanto a mim, é um flop "daqueles"! É pena, porque eu gosto muito dos textos do Markl mas não gosto do Eduardo Madeira. Parece-me uma espécie de luta de titãs do humor tuga: Markl vs Madeira... requintado vs afoleirado!

domingo, 11 de maio de 2008

Globos, bubas e tugas

Ainda me custa a acreditar, mas hoje assisti a pelo menos meia hora dos Globos de Ouro da Sic. Fui ver o Sporting x Boavista a casa dos meus avós – não tenho SportTv no meu barraco – e acabei por ficar lá a jantar (ou cear). Nada disto interessa, o que é de facto relevante é ser uma gala tipicamente tuga, à imagem do resto da programação televisiva, nomeadamente da Sic... medíocre! A apresentadora é jeitosa (Barbara Guimarães) mas não chega aos calcanhares do Billy Cristal ou do Jon Stewart e passa o tempo entre a leitura do ponto e a tentativa pouco profícua de fazer piadolas que acabam sem arrancar do público grandes risadas; os sketches são ridículos a roçar o insuportável e o resultado das votações não têm grande interesse porque são levadas a cabo pelo público, que não tem o mínimo de tacto para escolher quem de facto é bom. No pouco que vi, e entre tanto lixo televisivo, uma coisa se destacou, não necessariamente pela posivita: já vi muitas vezes o Jorge Palma em cima de um palco e quase sempre completamente desgraçado e a cair de bêbado, mas nunca o tinha visto literalmente a arrastar-se. Que espectáculo lamentável! Já agora, e para finalizar, gostaria de dizer publicamente que detesto o La Féria e o Zé Castelo Branco. Tenho dito!

quinta-feira, 8 de maio de 2008

Stress, computarores e pantufas

Um dos momentos mais stressantes que de quando em vez se me ocorrem, dá-se quando estou por exemplo ao computador e descalço as pantufas sem me dar conta, por estar distraído. Depois, enquanto estou relativamente concentrado a fazer ou a ver qualquer coisa no ecran, vou tentando calçar a pantufa mas não consigo perceber bem onde fica o buraco da entrada para o pé e isso gera, quase instantaneamente, uma galopante camada de irritação e impaciência que quase me deixam à beira da demência. De cada vez que isto acontece, e já depois de muito ter esticado, encolhido e rodado a perna e o pé para me conseguir calçar, ocorre-me este pensamento: “ora aqui estão uns bons 70 segundos da minha vida que eu gostaria de ter de volta”.

quarta-feira, 7 de maio de 2008

A Alegria da Alergia!

Hoje só me apraz dizer… cabrõezões dos Plátanos, que me retiram o gozo da vida! Bem ditos anti-histamínicos, que mo trazem de volta!
Já conheciam alguma palavra com dois tís? Ou será tiles!?
Dormir pouco e arrastar-me o dia todo como um zombie deixa-me assim, mais para lá do que para cá. Se pudesse apanhava uma overdose de anti-histamínicos! Giro, giro é quando chega o fim de semana e se fazem as experiências com misturas de bebidas alcoólicas... loucura total!!

terça-feira, 6 de maio de 2008

TVI: “Em Terra de Cegos”, TSF: ANACOM e operadoras de telecomunicações

Depois de ver a reportagem que passou ontem na TVI pouco depois do jornal da noite, quem ainda não tinha bem a noção, com certeza ficou plenamente esclarecido… isto é um país de bandidos e filhos da puta mercenários!! Só há espaço para a especulação e o interesse económico. É o mercado imobiliário, a energia (petróleo, electricidade, água, etc.), as telecomunicações, a alimentação, a saúde… a lista é enorme e pouco ou nada fica de fora. Cabe-nos a todos nós mudar isso. Ideias e palavras podem mudar o mundo SIM!! Eu cá não me calo e faço questão de puxar pelos outros. Eu trabalho na área da saúde e já tinha uma noção, mas confesso que fiquei surpreendido. Que escândalo!!
Já agora, para quem não reparou ainda – eu ouvi hoje na TSF no programa Antena Aberta (ou será esse o da Antena 1!? não interessa!) – a ANACOM, de forma escandalosamente ilegal, autorizou os operadores de telecomunicações a cobrarem uma taxa fixa no início das ligações/telefonemas quando até aqui tinham sido proibidas disso mesmo. A ANACOM não faz lei nem pode interpretá-la a seu belo proveito. Isto é ilegal e não podemos estar à espera que alguém se lembre de regular a entidade reguladora! Passem a palavra.

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Turnos, vizinhança e o blog do futuro

O que se pode fazer quando a vizinhança decide montar uma mobília de quarto e cozinha numa segunda-feira de manhã quando ainda nem 8 horas são!? Já voltaremos a esta questão.
O principal problema reside no facto de muitos de nós levarmos uma vida dupla. Quem goste de se deitar tarde ou simplesmente não consiga deitar-se cedo, seja porque razão for, negócios ou prazer, faz o seu turno até à hora que bem lhe apetecer, sem se lembrar que no outro dia vem sempre o tipo do turno das manhãs. Nunca nos preocupamos muito com o que lhe deixamos: sono, cansaço, má disposição, dores de cabeça, ressacas, resmas de loiça empilhada e nem uma taça para o Chocapic, etc. Um dia destes o tipo faz greve e como vai ser nessa altura?
Voltando à questão da vizinhança do demo... eu nem conseguia evitar a barulheira infernal das marteladas e aparafusações com berbequins eléctricos - ora aí está uma invenção que tanto trouxe de bom como de mau, porque quaisquer três parafusos num armário ou prateleira que se monte numa parede parece o som de uma pitstop da Formula1 - enfiando a minha cabeça debaixo do duche com a água na máxima potência. Estava no nono círculo do Inferno e como não tenho fundo de bufo, também não tenho bem a certeza do que diz a lei quanto ao barulho permitido ou não de manhã e qual o horário, não sou pessoa de ligar à bófia a dizer qualquer coisa como "talvez estejam uns vândalos a pilhar a casa do vizinho de cima, se calhar é melhor virem cá ver o que se passa".
Por outro lado, e porque tento sempre ser positivo, especialmente nesta altura da semana, acabei por ter mais tempo para escrever no blog... agora tenho de me atirar à loiça porque já não tenho talheres limpos!

Post Scriptum: para os mais entusiastas do blog, que pensem que as ideias aparecem na altura de escrever posts, desenganem-se. Tenho em média 3 a 4 ideias por dia, 2 telemóveis cheios de lembretes escritos e falados e um ficheiro de Word com cerca de 27 páginas cheias de ideias, linha a linha. Este blog nunca mais vai acabar!! Vai ficar por aí quando só resistirem as baratas e o Alberto João Jardim.

domingo, 4 de maio de 2008

Super-liga-tuga

Em primeiro lugar recuso-me a chamá-la de "B-Win Liga", acho piroso e pretensioso, e depois gostava de dizer que agora que está a chegar ao fim é que a coisa se torna interessante. Quando já nos habituámos à ideia do Porto pertencer a outra camada atmosférica é que leva uma sova de 0-3 (em casa!) e a luta pelo 2º lugar fica ao rubro? Porque é que não começam assim desde o início!? Estou desejando que chegue o Europeu!

quinta-feira, 1 de maio de 2008

Dragon Ball, Herman e loiríce endemoninhada

Quando vi a notícia na internet de que iria sair uma adaptação para o cinema dos desenhos animados Dragon Ball, sinceramente pensei que seria o Herman José o escolhido para o papel de Goku ou Vegeta. Ninguém como ele para ficar loiro de um momento para o outro!
Agora a sério, se é que isso é possível, Dragon Ball no cinema!? Depois disto acho que já vi tudo!

terça-feira, 29 de abril de 2008

Gandim Recomenda #1

Banda: Monstro Mau
Álbum: Mostro o Meu Monstro Mau
Ano: 2007
MySpace: http://www.myspace.com/monstromau
Banda portuguesa de Rock/Funk com membros de outros bandas como os EZ Special.

Banda: Sara Bareilles
Álbum: Little Voice
Ano: 2007
Site Oficial: http://www.sarabareilles.com/

Banda: KT Tunstall
Álbum: Drastic Fantastic
Ano: 2007
Site Oficial:
http://www.kttunstall.com/
MySpace:
http://www.myspace.com/kttunstall

Banda: Sarah Bettens
Álbum: Scream
Ano: 2005
Site Oficial: http://www.sarahbettens.com/
Trabalho a solo da vocalista dos K's Choice

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Desporto, palmadas e uma confusão dos diabos

A questão das palmadas é dúbia e leva-nos a terrenos estranhos, no mínimo desconfortáveis. Um tipo como eu até pode gostar de levar umas palmadinhas mas só se for uma mulher a dar, ou os meus pais. O meu pai é o único homem que me pode dar palmadas. Não que eu queira ou goste, mas numa situação extrema de mau comportamento, o que me parece de todo improvável, uma vez que já estou na casa dos trinta, até admito essa remota possibilidade. Irritam-me os treinadores e colegas de alguns desportos de equipa que dão palmadinhas no rabo antes de se entrar ou sair do campo de jogo. Quando jogava volei, em gaiato, detestava isso e mostrava que não queria. Pancadinhas nas costas, abraços mais ou menos musculados ainda ia, palmadas é que não! Agora até há jogadores que dão beijos na cara (e na boca!) quando outro marca golo. Isto tudo me faz confusão! De certa forma até já tinha concebido a ideia de que a tourada ou o rugby seriam actividades artísticas ou desportivas que os homens teriam inventado para se poderem agarrar, apalpar, cheirar, sem terem de cair no óbvio, como a sauna, os banhos turcos, as massagens ou a guardação de vacas, mas no futebol e outros desportos do género? O que é que se passa com estes homens de hoje!? Ele é homosexuais, bissexuais, metrossexuais, transsexuais, hermafroditas, transformistas, transviados e até os que se enquadram na categoria “tipo Zé Castelo Branco”. Parece-me que as mulheres estão cada vez mais masculinas e os homens cada vez mais parvos!

quinta-feira, 24 de abril de 2008

A puta da gota de água

Deixando conscientemente de lado a dor de dentes, a apendicite e o entalar do material num fecho eclair, assim de repente não me lembro de nada mais irritante para um homem do que aquela gota descendente e provocadora que vai deslizando pelo nosso braço abaixo enquanto fazemos a barba com a lâmina, no lavatório frente ao espelho da casa de banho. Para falar a verdade, não é apenas uma gota, mas um carreirinho de gotas tipo que vão escorregando pelo braço abaixo até ao cotovelo, aumentando o seu poder cada vez que passamos a lâmina na água para retirarmos o excesso de espuma e pelos decepados. A pior parte nem é a sensação de molhado, pois a água até pode ser morna, mas o facto das gotas irritantemente irem arrefecendo ao longo do seu percurso descendente pode ser aterrador e deixar qualquer homem à beira de um ataque de espasmos. Sabemos bem que a cada passagem pela água ainda vai ser pior, mas se por um acaso cedemos à tentação de limpar o braço, logo de seguida se irá repetir o processo todo desde o início e não acredito que haja alguém obsessivo-compulsivo suficiente para limpar o braço numa toalha a cada passagem de lâmina. É das coisas mais chatas e irritantes pelas quais um homem tem de passar, sem contar com a disfunção eréctil, claro, mas também há as máquinas eléctricas, que essas enrolam os pelos e a irritação aparece poucas horas depois assim que os sacaninhas rompem a pele. Os homens estão condenados com esta questão dos pelos, porque na cara ninguém vai fazer depilação com laser, fotodepilação ou cremes sintéticos. Não gosto de ver, mas aposto que os tipos do Jackass já terão com certeza feito um número com cera quente na cara

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Portugal no Seu Melhor #1

Sócrates diz que não estamos em crise quando todo o mundo se afunda numa recessão económica sem precedentes.
Cavaco dá os parabéns a Alberto João Jardim pelo democrata que é, tendo em conta a obra que tem feito.
Santana está na calha para se re-re-re-re-re-re-candidatar à presidência (para já) do PSD quando ainda há tão pouco tempo foi chutado de lá para fora... ah!, e de primeiro-ministro também.
O Herman José está cada vez mais bichona e loiro.
O jogo mais vendido é o The Sims, que serve exactamente para "brincar" com a nossa vida social, mas estando sozinhos em casa horas a fio sentados frente a um ecran de computador
Estamos na Primavera que mais parece um Inverno, ainda não deixámos de estar constipados e já somos afectados pelas alergias.
Está tudo louco!?!?
A única coisa boa que tenho visto nos últimos tempos é a Conceição Lino que parece cada vez mais... nova!
(confesso aqui e desde já, a minha perdição por essa mulher)

...e alguém que me explique que raio tem o Bob Dylan a ver com a Selecção Portuguesa???

terça-feira, 22 de abril de 2008

Dentistas, cromados e pastas dentífricas

Quando eles dizem no reclame da Colgate que é a pasta dentífrica mais utilizada em Portugal por dentistas, será que querem dizer que é a pasta de dentes com que os dentistas mais escovam os seus dentes? É que podem muito bem utilizá-la para limpar as jantes do cabriolet, os pára-choques do jipe ou os cromados da Harley. Ficamos sem saber…

domingo, 20 de abril de 2008

Garrafas de plástico, latas e morraça cancerígena

Recebi um email que alertava para o perigo das garrafas de plástico com água deixadas dentro do carro, pois alegadamente provocam o cancro da mama. Não sei se isso será mesmo verdade, mas já li vários artigos que explicam como os recipientes de plástico e latas de conservas podem tornar-se cancerígenos se utilizados prolongadamente ou reutilizados depois de abertos. Quando se abre uma lata de atum ou de salsichas, por exemplo, deve-se consumir tudo no momento ou colocar o que sobrar num tupperware, porque os conservantes utilizados neste tipo de produtos começam a degradar-se com a exposição ao ar. O mesmo acontece com as garrafas de água, mas não só se deixadas no carro ao calor, também se voltarmos a enchê-las ou mesmo se levarmos muito tempo a consumir todo o seu conteúdo. Resumindo e concluindo, recipientes como garrafas de plástico e latas são lavados e preparados com determinados conservantes para reterem dentro do prazo de validade, quando fechados, os mais variados produtos e não devem ser reutilizados ou deixarmos permanecer o seu conteúdo neles depois de uma primeira utilização.

notícias relacionadas:
http://diario.iol.pt/sociedade/agua-plastico-quimico-garrafas-de-plastico-agua-engarrafada-bisfenol/942157-4071.html
http://www.radioelmo.com/index.asp?idEdicao=50&id=5831&idSeccao=396&Action=noticia