quinta-feira, 7 de julho de 2011

Reflexão, motivação e acção

Texto inicial do evento “Ocupar a Praça – A Cultura Está na Rua” criado por mim como reacção à proposta crítica, pro-activa e positiva do blog A Cinco Tons por Carlos Júlio
(em 4.7.11 e todos os dias às 18h30 desde então)

"importa clarificar o que aqui se passa (o que aqui tento fazer):

Eu, Pedro Pinto, cidadão, munícipe e artista, sinto-me incomodado com alguns aspectos que envolvem a questão da "Cultura" nesta cidade. Não quero estar contra ninguém em particular e sou, acima de tudo, a favor da MUDANÇA! De uma mudança consciente, de uma alteração de postura e de uma maior proximidade entre todos - agentes culturais, responsáveis associativos e de colectividades, artistas e público. Pode ser uma ideia peregrina e utópica, mas é uma ideia comum a muita gente, que ocupa espaço e tempo nas nossas conversas e dissertações e, como tal, merecedora de atenção geral... (e não serão as ideias que fazem o mundo girar!?)

A mim, incomodam-me algumas bocas que ouço de gente que não se mexe senão para criticar e de forma muito pouco construtiva. Irritam-me algumas tomadas de posição em jeito de franco-atirador (como podem pensar de mim, claro!) e principalmente deixa-me triste perceber que esta cidade é um tanto ou quanto estranha e diferente de tantas outras por essa Europa fora. Mas uma cidade é feita das pessoas que nela habitam, transitam e visitam e face ao que tenho conhecido nestes últimos meses, ao que tenho vivido com gente nova com quem tenho privado, face ao que tenho sentido em tanta gente anónima, vejo que há muitas pessoas interessantes e interessadas nesta CIDADE QUE APARENTA TER PERDIDO O INTERESSE POR SI MESMA. Aposta-se mais no Entretenimento do que na Cultura e Entretenimento faz falta, a todos ou à larga maioria, e eu também gosto, mas Cultura também! A Cultura educa, é estruturante e mostra-nos o futuro e se há altura em que temos de apostar no futuro, talvez mais pela Cultura do que pela Economia, é agora!!

É importante haver Associações, Colectividades e Grupos, mas mais importante neste momento – parece-me e até posso estar enganado e não me levem a mal pelo atrevimento – é mostrar a todos, inclusive a nós próprios, que ESTAMOS VIVOS do pescoço para cima. Por isso é que eu digo e volto a referir que não interessa se somos mais à ESQUERDA ou à DIREITA. Somos pessoas sensíveis, temos interesse e estamos interessados! Fartos de gente interesseira estamos nós!!

HOJE VOU ESTAR NA PRAÇA DO SERTÓRIO ÀS 19h com a guitarra nas unhas à espera de gente que se interesse pelo futuro de todos (não pelo meu!)

Lanço este repto: larguem o conforto do ar-condicionado e do sofá e venham para a rua... cá vos espero!! ;))

...se não vierem, um grande bem-haja. a gente vê-se por aí noutro dia"

Entre o Facebook e uma quantidade quase astronómica de sms, espicacei para lá de 100 pessoas e apareceram mais de 50 interessantes e interessados. Qualquer coisa de fantástico!
Fica aqui um abraço a quem lá foi no primeiro dia, no segundo e no terceiro - sempre à volta de 40 pessoas, muitas delas diferentes de dia para dia - e o convite para o dia de hoje às 18h30 na Praça João de Deus (frente ao antigo Café Portugal). Apareçam, interessem-se, opinem e dêem alma e vida à Cultura em Évora.

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Cultura, Mudança e Revolução

«Eu, cidadão, munícipe, artista e membro anónimo de um público interessado, sinto-me incomodado com alguns aspectos que envolvem a questão da 'cultura' na cidade de Évora. Não me ponho contra alguém em específico e ninguém em particular. Não me incomoda que haja grupos de pessoas que decidam fazer associações por qualquer razão – eu próprio me sinto mais confortável em grupo e rodeado de pessoas activas e interventivas, subversivas, até – desde que produzam conteúdos com significado e que tragam mais cores a esta paleta que teima em cair nos tons de cinzento que nos escondem de nós próprios e das nossas potencialidades individuais e colectivas. Sou acima de tudo a favor da mudança!

Como povo, penso que devemos alcançar outro tipo de interacção social. Como artistas, um outro tipo de intervenção cultural, talvez mais direccionada a 'destabilizar', inteligente e subtilmente, as inúmeras zonas de conforto que nos caracterizam e demarcam individualmente. Como agentes culturais, sem dúvida uma maior envolvência no diálogo, que permita erguer pontes de confiança, concordância e conciliação – como quem estica os braços, talvez num abraço fraterno – entre indivíduos e grupos com pouca dissemelhança, que muitas vezes caminham em sentidos paralelos e de costas voltadas. Évora é fértil em pequenos triunfos, orgulhos e validações claustrofóbicas que enevoam o espírito e a alma criadora. Há que quebrar o ciclo!

Somos responsáveis pela nossa felicidade e devemos aceitar a mudança como forma de estar numa sociedade moderna. É uma questão de cidadania pura e simples! Devemos fomentar esta mudança de forma consciente e pró-activa numa alteração de postura e maior proximidade entre todos os agentes envolvidos na vida cultural desta cidade; artistas, responsáveis associativos, de colectividades e público. E esta é uma ideia assente em valores fundamentais de liberdade, comum a muita gente – que tem ocupado espaço e tempo nas conversas de café, nas discussões entre amigos, tertúlias circunscritas a espaços culturais – e como tal, merecedora de atenção.

Fascinam-me as bocas que ouço de gente que não se mexe senão para criticar de forma muito pouco construtiva, irritam-me algumas tomadas de posição sem nexo ou o propósito de ter uma continuidade positiva e fico triste ao perceber que a cidade de Évora é um tanto ou quanto estranha e diferente de outras cidades por essa Europa fora. Mas uma cidade é feita das pessoas que nela habitam, transitam e visitam e face ao que tenho conhecido nestes últimos tempos, ao que tenho vivido com novos amigos, com quem tenho privado e partilhado, face ao que tenho sentido em tanta gente anónima com opinião e ideias, vejo que há muita gente interessante e interessada numa cidade que aparenta ter perdido o interesse por si mesma, que aposta demais no entretenimento e menos na cultura, que se fecha continuamente nas suas ruelas já de si labirínticas, que foge às responsabilidades formais, onde amiúde se evita o óbvio e se contornam realidades que marcam a vida de muitos de nós que fazemos esta cidade pulsar. A Cidade vive muito para além do que é visível e palpável. Entretenimento faz falta a todos (ou à larga maioria), mas cultura também. Há espaço para tudo e todos.

A Cultura é estruturante e mostra-nos o futuro, e se há momentos em que temos de apostar no futuro, talvez mais pela Cultura que pela Economia, esse momento é AGORA!! E já se faz tarde…

Arte não se faz apenas em espaços nobres, por encomenda ou com objectivos bem estruturados. É importante perceber que há quem tenha a cultura como modo de vida e de subsistência (e não há mal nenhum nisso, excepto quando se gera algum tipo de habituação a roçar o clientelismo) e que essa dá vida a uma cidade que se move de muitos e variados eixos e interesses que vão para além da própria cultura. Importa perceber que esta gera empregos, promove benefícios e até pode, em certos casos, gerar lucro, mas que não deve ser orientada com outro objectivo que não o de educar e formar pessoas a sentir, reflectir e a criar. A arte nasce da necessidade de conceber e explorar os sentidos nas mais fundamentais características do espírito humano, ganha forma na harmonização de intenções, cresce na partilha de sentimentos e floresce na divulgação dos projectos. Há que mostrar o que de melhor se faz nesta cidade, dar a conhecer o que há de original e único, criar empatias e espaços de diálogo, juntando, de forma positiva e interessada, artistas, agentes culturais e público.

Somos anónimos até dar a cara por aquilo em que acreditamos e sinto que pode e deve haver mais e melhor nesta cidade. Neste momento é importante mostrar a todos, inclusive a nós próprios, que estamos vivos! Não interessa se somos mais à esquerda ou mais à direita. Somos pessoas, temos interesse e estamos interessados. Não vamos deixar morrer a Cultura em Évora! Temos ruas, temos praças, temos as pessoas que passam. Larguemos o conforto das nossas casas, das nossas mentes e os receios que as povoam e vamos para a rua partilhar emoções, sentimentos e opiniões.

A mudança está em cada um de nós.

Cultura é Vida!»


in Registo 7.7.11

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Guerra, Amor e a Besta

Muito se poderá dizer (e disse!) sobre esta imagem, mas eu aposto sem dúvida na versão Make Love Not War e da melhor forma de acalmar a besta humana ser através de simples actos de solidariedade, simpatia e carinho...

















Já diziam os Beatles: "and in the end, the love you take is equal to the love you make"

ou o John Mayer "I believe that my lives gonna see the love I give return to me"


foto retirada da internet através do Google

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Vingança, justiça e distopias

V For Vendetta, já aqui por demais abordado, é um filme brutalmente fantástico e estrondosamente lindo que nos ensina a pensar pelas nossas cabeças, a criticar e a duvidar o que está estabelecido, a sermos melhores pessoas e livres sem nunca cederem naquele centímetro (inch) de dignidade que nos carateriza como seres humanos! Uma obra prima da ficção distópica, com conteúdo e cinematografia absolutamente incríveis que em nada compromete a banda-desenhada original.
É o meu filme preferido e convido toda a gente a assistir!!

"Remember, Remember the Fifth of November
The Gunpowder Treason and Plot
I know of no reason why the Gunpowder Treason
Should ever be forgot"
(Guy Fawkes)

Deixo-vos aqui a carta da Valerie para apreciarem.

Este post serve principalmente para nos lembrar que estamos vivos, que não nos deixamos abater pelas crises e que valemos e somos mais do que os nossos governantes pensam!

terça-feira, 14 de junho de 2011

Catarata, temperatura infernal e a besta furiosa

Se há situações caricatas e grotescas que se dão no nosso metier comum, no nosso domínio, na nossa casa, a cena da água quente é uma delas… passo a explicar! Entra-se na banheira, já com a água a jorrar, quase quente, fazemos os devidos preparativos com a cortina para não inundar a casa de banho e posicionamos o chuveiro no suporte da parede; regulamos a água para uma temperatura óptima e dedicamo-nos ao acto de banhar propriamente dito. Mesmo sem que alguém nos esteja a pregar uma partida na cozinha, sem haver ninguém para puxar o autoclismo e sem termos deixado uma máquina a lavar, o chuveiro teima em gozar connosco e, quase sem pensar, deixamos que a água aqueça enquanto nos ensaboamos no fundo da banheira como se não houvesse amanhã, com a água a dar-nos pelas pernas, quase só nos pés, e damos conta de estar a ficar quente demais... está a ficar quentinha, pois está… está mesmo quente, porra, e agora!? Quem é que passa esta catarata de esguichos contínuos, teimosamente esquentados para chegar à torneira e voltar a temperar este repuxo endemoninhado!? Tenta-se com o braço, queima as costas! Tenta-se com os pés mas não há destreza suficiente para tal manobra. Tenta-se todo o tipo de movimentações circenses mas sempre sem sucesso e pensa-se “tu queres ver que vou ter de sair da puta da banheira e dar a volta por fora da cortina para dar conta desta besta furiosa!?” e nisto, a besta furiosa és tu!!

domingo, 12 de junho de 2011

Fada do Lar, cuecas e alegria

Isto está bonito, está!
Hoje cheguei ao ponto de ter de usar um par de calças que não usava à anos, meias de cores diferentes (cinzento vs azul) e cuecas!! Caramba, tirando para jogar futebol, já não usava cuecas desde os meus 14 ou 15 anos. Este fim-de-semana deixei a parte chata para o fim... na lida da casa, de facto, não há alegria!

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Manhãs, pequenos-almoços e bombas açucaradas

Ontem direccionaram-me a seguinte questão: "mas que tipo de 33 anos é que come Chocapic ao pequeno-almoço e ainda por cima com açúcar!?"

Resposta óbvia: Eu!

quarta-feira, 8 de junho de 2011

Manhãs, braguilha e clientela atenta

Porra!! Mas porque é que saio de casa com a braguilha aberta!? - coisa que acontece frequentemente.
Algures entre pôr a camisa para dentro, apertar o cinto e calçar-me, devo esquecer-me do fecho ou dos botões e depois são clientes meus que me avisam, o que, invariavelmente, me deixa com cara de parvo e começar a manhã com cenas tristes deixa-me - normalmente - meio... aparvalhado! O que vale é que estou MESMO bem disposto! Hoje nada me vai mandar abaixo. Bring it on!!

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Crianças, poder e mudança

Esta já vem tarde, tendo em conta que seria excelente no dia da criança - pelas razões óbvias numa primeira análise da imagem mas também pelas mais recônditas - mas vem mesmo a tempo se pensarmos que podemos ser crianças a vida toda. Como diz o Palma: "nunca é tarde para se ter uma infância feliz!"


quinta-feira, 2 de junho de 2011

Agulhas, palhas e bacalhau

Agulha num palheiro?
E que tal uma espinha minúscula que magoa para caraças, numa garfada enorme de bacalhau com natas a ferver!?

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Polens, pepinos e urnas

Wake up and smell the polens, evita o pupino e pensa bem em quem vais votar, que isto está tão negro que é difícil (*) pensar sequer em voto útil ou voto consciente. Um dó li tá, desperta e dá força à criança que há em ti, pois os adultos são gente muito estranha!




Post Scriptum: (*) difícil mas não impossível... aliás, acho que nunca foi tão óbvio para quem é de esquerda!

terça-feira, 24 de maio de 2011

Tourada, festa e discussão

Depois de mais uma discussão no Facebook, entre amigos e gente interessante que começo agora a conhecer, volto a fazer um post sobre touradas porque acho que é um assunto que não se pode deixar cair.

As Touradas e tudo o que envolve a Festa Brava, desde a criação do touro, à idolatria do animal, ao espectáculo da demonstração de virilidade, às roupas, às gentes envolvidas, à logística e toda a iconografia dão sempre azo a debates inflamados mas sinceramente acho que não vale a pena criar-se uma discussão para gerar ofensas pessoais, até porque se perde tempo com negativismo e os touros continuam a sofrer. Percebo perfeitamente o que sentem os aficcionados e vou contar-vos uma história:
Um tio meu, verdadeiro gentleman à inglesa, tipo Steed da série 'Vingadores', uma vez foi ao futebol. A muito custo, porque não era coisa que apreciasse, de todo, mas lá se decidiu depois de tanto convite. Assistiu a um jogo entre o Lusitano e o Juventude em Évora e chegou, no calor do momento, a chamar os piores nomes ao árbitro e aos jogadores da equipa contrária (à dos seus companheiros, não interessa qual). Depois de uma tarde intensa entre homens, de muita discussão inflamada e de alguns quilómetros percorridos a voltar para casa e disse à minha bisavó, irmã dele: "não sei o que aconteceu, o que se apoderou de mim, mas foi algo muito forte que não quero voltar a sentir porque não era eu que ali estava, não era eu!"

Moral da história:
Percebo que haja emoções, sensações e até razões (estranho, mas aceito) que dêem cabimento a tal espectáculo, mas se com uma argumentação lúcida e administrada de forma pacífica um aficcionado pela tourada não consegue perceber o disparate que faz ao dar força a uma barbárie destas, então não há nada a dizer e não há que respeitar! Se depois de nos apercebermos que somos viciados em algo – droga, adrenalina, seja o que for – não mudamos o nosso comportamento, então estamos seriamente enfermos e nestas coisas não há família, não há amigos, não há interesses, é uma questão de natureza universal, e os valores universais não podem ser relativizados e estou-me completamente cagando para o que possam pensar de mim, posso bem com isso. Touradas é para acabar com elas (ponto)

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Pseudos, cremes e lights

Epá, então não comprei manteiga light no supermercado!?!? Bah!!!
Quando vou às compras, coisa que faço a muito custo se for sozinho, costumo comprar alguns artigos em grandes quantidades, de forma a dar para muito tempo, evitando as visitas mais amiúde. A manteiga de marca Pingo Doce, que é boa e bem mais barata que as outras, tem embalagens muito semelhantes nas versões "com sal", "sem sal" e "light" - coisa que só aprendi com esta experiência - e sem querer trouxe duas embalagens de manteiga light, que é uma bela bosta e mais parece um creme manhoso de barrar, tudo menos manteiga!
Sou daqueles que pede sandochas e tostas místicas acompanhadas da pergunta da praxe: “é mesmo com manteiga ou vai barrar isso com margarina?” e detesta cremes de barrar, pseudo-manteigas, e especialmente coisas light!! Apercebi-me num recente estudo que quase todos os produtos light são piores para a saúde que os originais. Tudo bem que ajudam a manter a linha – so they say – mas matam aos bocadinhos! É como o tabaco, emagrece mas enche-nos os pulmões de morraça! Juntando isto aos desodorizantes com alumínio e álcool, champôs com SSL, peixe com mercúrio, frangos com nitratos, porcos com esteróides, vacas com anabolizantes, verduras e frutas com químicos, cereais trangénicos e outras coisas mutantes, isto está bom é para morrer de cancro!

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Antes, agora e depois

Quer se queira quer não, vive-se antes, durante e depois. Não vale a pena evitar riscos, curtir receios ou ficar à espera do melhor momento. Pode não se viver bem, a bem ou da melhor forma. Pode não se ter chama ou intensidade, sentido ou direcção mas vive-se!

É fácil acomodarmo-nos e viciarmo-nos no conforto do "agora", seja influenciado por receios do futuro ou por influências do passado, mas passado e futuro são importantes. O que quero vir a ser e, como tal, aquilo em que me torno - preferencialmente na melhor versão de mim mesmo - forjam-se no passado e no futuro, naquilo que experienciei e no que está por vir agora, e agora, e agora, e agora, e agora, e mesmo mais tarde.

Tendo por base a dança do ANTES, que me deu o traquejo e jogo de cintura com que desenvolvo o AGORA, torno-me melhor para DEPOIS.

Já dizia a personagem de Morgan Freeman no filme Shawshank Redemption: "get busy living or get busy dying", como se "being comboftably numb is working peacefully towards one's demise".

Tudo é sobrestimado, o verdadeiro equilíbrio fica algures no fio da navalha e essa é a questão principal!

Vivo no presente mas também vivo no passado e no futuro, vivo em todo o lado! Sem pressões, sem ansiedades. Alimento-me de coisas que fizeram ou poderão fazer-me bem e mal, para sentir melhor o presente, porque esse sim, deve ser projectado para agora, sem dúvida, mas não somente ao sabor do vento. Se calhar porque viver só para o momento pode revelar inconsciência e inconsistência, pois se assim não fosse, que sentido faria a leitura de um livro, o visionamento de um filme, seguir uma série, acompanhar uma equipa de futebol, conversar e debater ideias opostas ou consequentemente engrenáveis? Para quê, se só interessaria o agora!?

Mais idiota ainda seria reler ou rever algo que nos deu prazer e conhecimento anteriormente. Se fosse tudo para agora, fazíamos o que nos dava na real gana. Seriamos profundamente egoístas e eternamente desorientados. Deixar-nos-íamos ir no momento, confiando mais em qualquer outra pessoa do que em nós, ou até mais em nós do que nos outros todos.

Aproveitar cada minuto e abraçar todas as sensações e emoções faz todo o sentido, mas não é a mesma coisa do que viver à toa, sem norte, à deriva. Queiramos ou não, deixamos rasto, impressões - por vezes indeléveis - nos outros e marcamos a diferença até em acções simples e aparentemente pouco ou nada relevantes.

O presente é feito de uma mistura tangencial e exponencial entre passado e futuro. O presente não existe, é pura ilusão! Faz-se e acontece à medida que vai sucedendo, por vezes quase em catadupa e viver exclusivamente para ele, de forma "cega", será um vício estranho de consequências imprevisíveis que nos pode deixar a leste de nós próprios ou dos outros, aqueles que significam tanto e que merecem mais e melhor de nós.

Agora sim, claro, mas antes e depois também.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

terça-feira, 26 de abril de 2011

Páscoa, Carnaval e 25 de Abril

Bom dia e bem-vindos à semana da desmoição do borrego e de mais doses massivas de política nojenta.

Páscoa ontem, carnaval todos os dias e 25 de Abril SEMPRE!!!

domingo, 24 de abril de 2011

Abril, revolução e frases famosas

"Meus senhores, como todos sabem, há diversas modalidades de Estado. Os sociais, os corporativos e o Estado a que chegámos. Ora, nesta noite solene, vamos acabar com o Estado a que chegámos!"

Salgueiro Maia

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Abril, eleições à vista e frases famosas

A frase mais famosa das últimas décadas em Portugal foi substituída por:

"onde é que estavas e em que estado te encontravas quando votaste PS pela última vez?"

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Bom cinema, mau e assim-assim

Mais surpresas... boas e más!

Tron Legacy (2010) *****
Mauzinho, típico filme da Disney. impressionante, no entanto, o que eles fizeram com o Jeff Bridges

Biutiful (2010) *****
Um soco no estômago, obrigatório!!

Black Swan (2010) *****
bem filmado e tal mas não achei nada de especial. segundo se lê na net, a Natalie Portman, que venceu o Oscar para Melhor Actriz, não fez nenhuma das cenas de dança do filme; foram todas filmadas por uma body-double bailarina e depois adicionada a cara da Natalie em pós-produção. será que ela mereceu o Oscar!?

28 Weeks Later (2007) *****
Melhor do que a prequela, os cenários estão fantásticos

28 Days Later (2002) *****
Bom dentro do género, nada de especial (o melhor do género: Zombieland)

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Língua, pelo e queimadela

Qual é a pior parte de queimar a língua? ...não conseguir perceber onde está o pelo!

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Abraços, despedidas e parvoeira

Irritam-me as pessoas que se despedem das outras dizendo abraço e beijinhos sem fazer o mínimo de esforço para concretizar essa ideia, ficando-se pela conversa e desistindo completamente da acção. Ao telefone, num sms ou num email já me parece caricato, mas é uma forma de reforçar alguma proximidade ou intimidade, o que até compreendo, mas quando se está à frente da pessoa de quem nos despedimos, dizemos "então um abraço, fica bem!" e não damos abraço nenhum? Fica bem!?!? Só se for "fica bem mas longe, ok?"
É, no mínimo, estúpido!

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Automatismos, dentadas e corta-unhas

Se é normal cometermos alguns deslizes, cairmos nas nossas falhas recicladas ou parvoeiras cíclicas, já não me parece aceitável o que continue a tirar as peles dos dedos à dentada quando sei muito bem o efeito que isso trará no dia seguinte. O sacana do corta-unhas até costuma estar relativamente perto, mas então!? E se assim é, porque é que o faço!? Porque é que nos deixamos levar por este tipo de acções mecânicas que costumam trazer consequências tão dolorosas e ridículas?

terça-feira, 12 de abril de 2011

Chamadas anónimas, madrugada e gargalhadas do demo

Noutro dia ligou-me alguém, já de madrugada, com uma conversa que começava com "lambia-te esse corpinho todo, minha amazona fogosa..." Ao que eu respondi: "só se gostares de salsicha, idiota!!" e desliguei.
Normalmente estas chamadas anónimas deixam um gostinho amargo e estragam uma noite de sono, mas valeu inteiramente a pena o cromo ter-se dado ao trabalho porque é raro rir assim a meio da noite!!

sábado, 9 de abril de 2011

Amor, sensibilidades e o que é fantástico

Amor é o interesse mais desinteressado que conheço.

É uma espantosa e incerta mescla de egoísmo e altruísmo, em doses exageradas mas não extremadas. Capaz de destabilizar qualquer pensamento, raciocínio e ponderação. Podemos tentar escudar-nos de emoções e sentimentos, mas haverá sempre um instante improvável em que fraquejamos, para nosso bem, deixando-nos levar pelos sentidos, num belo momento que se perde no tempo.

Embora uma necessidade, a felicidade não é como um espirro ou um soluço oportunista, é bem mais do que uma querença ou uma carência. É um estado de espírito, uma habilidade que se conquista, trabalha e se aperfeiçoa com o tempo, inclusiva e especialmente com todos os acidentes de percurso que se sucedem e que por vezes nos abatem, amedrontam ou incapacitam. Pontualmente, e por vezes de forma irreversível, perde-se essa capacidade e tal como músculos, articulações e raciocínios, requerem exercício e um sem número de melhoramentos. Na vida nada é estático além da confortável estabilidade criada pela nossa falta de vontade em voltar à carga e de nos deixarmos levar por algo desconhecido, por vezes até assustador, sim, mas nada que valha a pena virá de forma fácil e inteligível. Não nos devemos deixar estar por muito tempo nesse stand-by! É bom, serve o propósito, como quem precisa de contar antes de dar o salto, mas temos de dar esse salto! A capacidade de nos deixarmos apaixonar e ser felizes, por nós, pelo mundo e pelas pessoas, pode e deve ser cultivada, desenvolvida, até aperfeiçoada, senão para que serviriam os livros, as comédias românticas e a companhia de animais!?

No filme Dan in Real Life aparece a frase "love is not a feeling, is an ability" e se isso é verdade, e nada disto é inato ou automático, requer controlo, falta de controlo, depois controlo novamente, descontrolo, ainda a entrega total, para depois nos perdermos por completo ao mesmo tempo que ganhamos tudo o que outra pessoa nos dá, até o que somos nós, bem mais do que somos sozinhos, numa melhor versão de nós próprios. Deixarmo-nos ficar prisioneiros do amor que sentimos, nunca da pessoa que amamos e com isso conquistarmos um extraordinário novo mundo que engloba o que era anteriormente só nosso, dando-lhe um outro sentido imprevisto, aumentando-o exponencialmente em forma e conteúdo, direccionando-nos paralelamente para um infinito desconhecido mas inesperadamente confiável.

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Vida, danças e o que é espantoso

este post começa com a resposta que dei a um comentário a comer, andar e rir...

É irónico que a maior parte dos dias seja, de facto, a maior parte da nossa vida. Não necessariamente a melhor parte, mas conta e de que maneira! Tudo bem que adquirimos experiência e maturidade nos momentos decisivos mas o jogo de cintura ganha-se a dançar todos os dias, principalmente em passos pequenos e simples. Contando com o tempo que dedicamos a dormir, a comer, a fazer exercício, a pensar e a resolver problemas de todos os géneros e feitios, mais vale agirmos como se estivéssemos a sonhar, a degustar, a revitalizar, a reflectir e a crescer! O truque de uma vida cheia e saudável talvez não seja viver cada dia como se fosse o último, mas viver cada dia (ponto)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tec, net e éle-oh-éles

A tecnologia está cada vez pior! Os sites mudam de aspecto e funcionalidade mais vezes do que eu troco de camisa. A informática agora é só bué de gigas, munto megabit, WiFiLálá da novidade e sei lá que mais!? As televisões e leitores multimédia vêm com gadgets, mais apps e popups, Java, Flash, Shockwave, FLAC, FLV, MKV DTS ou DivXPTO e o raio que os parta! Os desktops, laptops, notebooks e handhelds tornam-se obsoletos em 3 meses, os smartphones passam da validade ainda no expositor e os browsers encrencam, brecam e estampam-se constantemente. Depois ainda vêm os cromos e wannabees com a conversa do iPhónix, do MécÓhÉss-X ou do Ubunta-mos e o camandro! Santa paciência, ainda bem que amanhã estou de férias porque vou formatar esta porcaria toda, instalar o DOS, regá-lo com querosene, acender um fósforo e aventá-lo por uma janela... mas uma janela física, daquelas que estão instaladas na parede da casa, tudo sem provocar danos à firewall!
rindo à bruta e em voz alta, EHEH

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Dica culinária: pão congelado

Decidi voltar a esta rubrica com uma dica porreiraça!

Já me tinham dito que valia a pena congelar pão e tenho-o feito habitualmente, mas acontece que inicialmente me deparei com algumas questões. O pão (1kg) deve ser congelado assim que se compra, de preferência partido em metades, quartos ou até fatiado, e descongelado da seguinte maneira:

1. deixar fora do frigorífico de um dia para o outro ou da manhã para a tarde, dentro de um saco... aberto! (para libertar a humidade, sem endurecer)

ou (e a verdadeira dica é esta, com a chancela da minha avó, que é uma exímia cozinheira e pouco percebe de tecnologia mas domina verdadeiramente o "aparelho de microondas", como ela o chama)

2. descongelar no microondas o pão inteiro ou fatiado, completamente envolvido num pano da loiça

Garanto-vos que, resulta e é genial!

terça-feira, 5 de abril de 2011

Frases, sociedades e macacada

li, no Facebook esta pérola: 
"Não é demonstração de saúde ser bem ajustado a uma sociedade profundamente doente."
Jiddu Krishnamurti
(retirada do documentário Zeitgeist Addendum de 2008)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Música, experiências e o que é bom

Na música, as minhas melhores e mais marcantes experiências têm sido, sem dúvida, verdadeiras surpresas! Seja em estúdio, pormenores que se sucedem, não se explicam e direccionam um determinado tema, até esse momento aparentemente arranjado e orquestrado, num sentido ligeira ou até completamente diferente, inesperado e fantástico; seja ao vivo, com momentos indescritíveis de rara conjugação de empatias e sensibilidades entre músicos, normalmente impossíveis de planear; seja aquela música que dá naquele dia, naquela hora, naquele momento na rádio ou aparece numa cena daquele filme incrível ou quando estávamos com aquela pessoa naquele bar, na praia ou no meio do campo à noite... Costumo dizer entre amigos, que vivo para os arrepios e normalmente estes dão-se em momentos, não de expectativa, mas de total surpresa!

Sou um junkie da música! Vivo com, de e para a música e é de facto das poucas coisas (ainda são algumas, até mais que meia dúzia!!) que me põem fora de órbita. Tantas vezes me tira do meu elemento, da minha zona de conforto e me dá a sentir coisas que, até aí, nunca tinha provado.
É bom procurar, perspectivar, sonhar e imaginar, mas o elemento da surpresa, a inquietação do sobressalto e o desassossego da genuína admiração é que nos marcam de forma indelével nesta vida.
Nem sempre o que é diferente é melhor, mas diferente é sempre bom!

domingo, 3 de abril de 2011

Esquerda, revolução e um futuro... (diferente!)

Manifestações, descontentamentos, queda do governo... quanto a mim, a verdadeira revolução em Portugal começa por uma nova esquerda, vigilante e responsável, claro, mas também ambiciosa - porque não! - e capaz de assumir o compromisso de governar com maturidade e a perspectiva de um futuro sustentável. Só através da união e da conjugação de esforços, indo também buscar o que resta de políticos genuinamente de esquerda ao PS, será exequível!

Vá a ver!!

quarta-feira, 30 de março de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011

Rock 'N' Roll no feminino, gajas poderosas e vozes fantásticas

A minha alma está parva! Ok, não acredito nessa porção do meu ser, parece-me esquisito. Digo antes que a minha sensibilidade está em delírio, sim!!
Hoje à hora de almoço, enquanto comia, estava a assistir ao programa Conan (Conan O'Brien) e no final aparece-me uma deusa do Rock que me deixou pregado à cadeira, de garfo na mão até terminar a sua actuação. Foi bombástico! A voz, a presença, a sonoridade de rock à antiga... brutal! Lembrei-me, portanto, de partilhar convosco e de fazer um pequeno apanhado de vozes femininas no Rock desde a Janis Joplin até esta menina que conheci hoje, Grace Potter.

Grace Potter
Apareceu hoje na minha vida mas no mundo da música revelou-se em 2006 com a formação 'Grace Potter & The Nocturnals' e o álbum de estreia 'Nothing But The Water'. O novo álbum de 2010, homónimo, está fantástico! Tem um vozeirão que mete medo!!
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Diana Piedade
Porquê aparecer nesta listagem? Porque é talvez a melhor voz feminina de Rock a actuar em Portugal. Não sei se merecia ter ganho o Idolos nem me interessa, porque não é programa que veja, mas também não me parece ser um travão na sua ainda curta carreira. É uma referência, sem dúvida!
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Joan Osborne
O meu primeiro contacto com ela foi com o tema "What if God Was One Of Us" e depois disso ouvi-a a cantar o tema da Dusty Springfield 'Son Of a Preacher-Man' no álbum 'Early Recordings' de 1996 e fiquei completamente siderado, aliás, todo esse concerto me impressionou! É uma senhora do Rock e Soul.
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Melissa Etheridge
Rivaliza com o Joe Cocker em potência, com o Sting em versatilidade e dá show na guitarra. A sua prestação a meias com a Joss Stone nos Grammys de há 2 ou 3 anos, como tributo à Janis Joplin, é considerada uma das melhores performances ao vivo de sempre. Compôs o tema do genérico do documentário de Al Gore "Unconvinient Truth'.
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Susan Tedeschi
É uma bomba a cantar, assim num meio termo entre a Melissa Etheridge e a Bonnie Raitt, e toca guitarra que é um abuso! Tem originais muito interessantes em ambiente Rock, Folk e Blues. Costuma participar em concertos de Derek Trucks Band, Eric Clapton e outros da área dos Blues.
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Bonnie Raitt
É 'A' senhora dos Blues e do Rock. Tem mais mel na voz do que milhares... milhares? centenas de abelhas nas patas a passarinharem-se pelos favos. Toca slide-guitar que é um espectáculo! Tem alguns duetos muito interessantes com Ray Charles, B.B. King, Eric Clapton e outros.
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Janis Joplin
O que dizer deste fenómeno da música Rock? É o verdadeiro animal de palco! Cantou com várias formações na década de '60 e '70 - Kozmic Blues Band, Full Tilt Boogie Band e Big Brother & The Holding Co. - e não durou muito tempo, mas deixou muita coisa boa. O seu álbum 'Pearl', de 1971 está no meu Top10 de sempre.
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Este post é dedicado à Miró, companheira de banda nos The Ballis Band, que está a poucos feitos de entrar para esta listagem de grandes mulheres do Rock.

segunda-feira, 28 de março de 2011

Bom cinema, mau e assim

Do teatro e da música, apraz-me passar para o cinema!
Apetece-me falar sobre alguns dos últimos filmes que vi ultimamente, pois que houve algumas surpresas agradáveis e outras nem tanto.

The Social Network (2010) *****
Especialmente bom na edição e realização; não é filme para Oscar nem sequer é um 'bom filme'; é cinema interessante, vale a pena ver mas não embandeirar em arco, por favor!

The Expendables (2010) *****
O Silvester Stallone é um profissional competente, digamos assim, mas com o que ouvi dizer à cerca deste filme... por favor! demasiada violência gratuita (o Tarantino tem filmes violentos e não estraga a história de forma alguma), história miseravelmente simplista e banal e lá está a lógica McGyver: o héroi nem um beijinho recebe da donzela que salva. bah! mau filme a todos os níveis, excepto, talvez, na questão da quase total ausência de efeitos especiais, apenas visuais, nada de CGI e imagens computurizadas, e boas cenas de acção e pancadaria com especial nota para a equipa de duplos que fazem um trabalho fantástico

Prince Of Persia, Sands Of Time (2010) *****
Confesso que tinha alguma curiosidade em ver este filme, fã que era do jogo em puto, mas que me assustava a ideia de ser dos estúdios Disney; o filme está fantástico... dentro de género!
Iron Man 2 - o primeiro filme estava deveras interessante, bem feito e com prestações de alto nível de belíssimos actores, nada mau para um filme de putos, mas esta sequela está manhosa à décima! porra!!

500 Days Of Summer (2009) *****
Como é que eu deixei escapar este filme durante tanto tempo; está brutal!! mau de ver para quem está a fazer o luto de uma relação, mas extremamente aconselhável em qualquer outra altura

The Day The Earth Stood Still (2009) *****
O remake do filme de 1951 prometia, a ideia de base ao argumento está muito interessante e até é agradável de ver até aos últimos 20 minutos em que parece que acabou o dinheiro e resolveram terminar o filme sem grandes rodeios. Podia ter sido tão melhor!!

Transformers: Revenge Of The Fallen (2009) *****
Parecia ser mais do mesmo... e é, mas com muito mais piadas e tempo de antena para um dos melhores actores que por aí anda a fazer filmes merdosos e algumas pérolas ocasionais: John Turturro, que me conquistou no filme The Big Lebowski. Já o Transformers não decepciona de forma alguma, achei até um bom filme do género

Sunshine (2007) *****
Não conhecia e não ouvi falar dele em lado nenhum, mas vindo de quem vem, prometia. um belo filme de ficção científica!

domingo, 27 de março de 2011

Roger Waters, The Wall e o meu espanto

Praticamente uma semana decorrida desde o concerto de Roger Waters de tributo aos 30 anos do álbum "The Wall" dos Pink Floyd e continuo com poucas palavras para descrever o que assisti naquela noite de 21 de Março. Foi muito mais que um concerto; foi um assombro de luz; imagem e música; a indelével linguagem estética com conteúdo actualizadíssimo e a incrível leitura e acutilante visão do mundo e da humanidade. É díficil dar a perceber porque tinha de se estar lá para sentir, ouvir e ver o que este artista genial nos dá a conhecer através da sua sensibilidade que tanto mexe com as nossas emoções. Poucos terão saído de lá indiferentes e sem dúvida que além de uma noite fantástica, foi um momento único e histórico que jamais irão esquecer. E mais não digo... mesmo porque não consigo!

sexta-feira, 18 de março de 2011

Teatro, Mensagens Trocadas e Imaginário

A Associação Cultural do'Imaginário estreou ontem a peça de teatro "Mensagens Trocadas" e posso vos dizer que está verdadeiramente fantástica, especialmente tendo em conta que foi também a estreia em palco para alguns dos actores. Com encenação de Isabel Bilou, performances espantosas de quatro actores que nunca saem do palco durante 1 hora e 10 minutos e se encarregam de alterar constantemente a decoração do palco à medida que a peça se desenrola, e um enquadramento cénico simples mas brutalmente eficaz, envolvido por uma sonoplastia, luz e imagens iconográficas em pano de fundo entre as cenas. Muito, muito bom! Recomendo vivamente. Agora mexam esse cú e vão ao teatro, oh'faxavor!

próximas datas:
18, 24 e 25 de Março

links:
http://www.doimaginario.org/
http://doimaginario.blogspot.com/

quinta-feira, 17 de março de 2011

Inconsciente, inception e música pimba

Mas o que é que me deu, ou me deram enquanto dormia, para acordar com uma música do João Pedro Pais na cabeça!?!? Que mal fiz eu para merecer isto! Aqui há tempos foi uma dos Polo Norte, depois foi uma da Mónica Sintra... o meu inconsciente tem uns gostos estranhos ou uma forma muito peculiar de gozar comigo. Em última análise, alguém anda a minar o meu gosto musical com uma espécie de inception altamente contagiante e, vá lá, estúpido! Olha que porra, hã!!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Austeridade, consumismo e sacos de plástico

A melhor frase de sempre em cartaz numa manifestação, exposta na Manif de dia 12 de Março:

"Mete a austeridade no teu Pacote!"

terça-feira, 15 de março de 2011

Censos, respeito e falta de tacto

Trabalho há e à farta, que neste país ainda há muito para fazer. Mestrados é a granel. Formações manhosas, programas ocupacionais sem progressão ou viabilidade financeira, então não!? Empregos é que há poucos! Estabilidade nem vê-la, e futuro? Mais cinzento que esta invernia que não tem fim. Hoje em dia és entretido até mais não, és consumidor a 100% - sempre com desconto em cartão, enquanto o outro do banco vai dando pró gasto, até estoirar - e "colaborador" para trabalhar durante o tempo que te dão em troca de uns trocados, e nesse tempo incerto, com esse salário miserável, só enquanto respeitares as regras estúpidas que te impõem, porque também fazem questão de te mostrar que atrás de ti há 100 cães a fitar esse osso sem carne, sem tutano, mas que ainda vale mais do que passar fome. E vá, engole e cala-te!! Pia baixinho, não contes piadas e pica esse cartão para ires esses 5 minutos ao wc e esses 25 para engolir a sandocha e o pêro... e já agora tem tacto a preencher o impresso do Censos 2011. Vá a ver!

...e por falar em consumismo, FMI, Marktest e Media Markt:

"Eu sou parvo ou quê? Quero ser feliz, porra! Quero ser feliz agora! Que se foda o futuro! Que se foda o progresso! Mais vale só do que mal acompanhado! Vá: mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos! Deixem-me em paz, porra, deixem-me em paz e sossego! Não me emprenhem mais pelos ouvidos, caralho! Não há paciência, não há paciência! Deixem-me em paz, caralho, saiam daqui, deixem-me sozinho, só um minuto!" (J. M. Branco - FMI)

...ainda sobre as 'manifs':

"I will not go. Prefer a feast of friends to the giant family!" (J. D. Morrison - An American Prayer)

segunda-feira, 14 de março de 2011

Kadhafi, facebook e movimentações

Frase do dia ainda quentinha e vinda directamente do Facebook, a propósito de manifestações cívicas, indignação geral e vontade de mudança...

"Aqui também há Kadhafi e camelos, só falta a revolução!" (João Neves)

E para provar que Portugal não é um deserto de ideias e um marasmo no que às iniciativas diz respeito, aqui fica uma lista de novos movimentos:
- Ferve
- Antes da Dívida Temos Direitos
- Precários Inflexíveis
- Os Intermitentes
- Mayday Lisboa
- Professores das AECs da Grande Lisboa
- Professores das AEC's Porto

terça-feira, 8 de março de 2011

Carnaval, parvoeiras em massa e irritação máxima

Irrita-me o Carnaval!!

...querem que desenvolva!? ok... irrita-me a atitude por detrás do Carnaval que consiste, normalmente, em mascarar o que se sente, o que se é e sair à rua desvairado a fazer disparates e o que nos vem à cabeça. Pior quando há combustível alcoólico à mistura. Desde puto que detesto o Carnaval por causa das partidas, das bombinhas de mau cheiro, dos ovos podres, em suma, das parvoeiras fundamentadas na grande e idiota máxima "é Carnaval, ninguém leva a mal!". Ai não que não leva!

Faziam muito melhor em sair à rua, por estes dias ou no resto do ano, mascarados de gente decente, com um sorriso aberto nos lábios, interesse genuíno pelo outro e motivados para melhorar as coisas, começando por si próprios. Mas não, andam o tempo todo a dizer mal do governo, do "emprego", da crise, da educação e da saúde, para depois saírem à rua dois ou três dias por ano mascarados de mulher (mulher? também as há assim e há quem goste, mas as mulheres não são todas putéfias descaradas e mal amanhadas!) a fazer a primeira coisa que lhes vem à cabeça, normalmente parvoeiras. Farto, farto, farto de Carnaval, Halloween, Dia de Sº Valentim, Páscoa e Natal consumistas e desnorteadores. Abram a pestana, oh fa'xavor!

segunda-feira, 7 de março de 2011

"Ou fazes parte do problema, ou parte da solução ou então não vales nada!"

Pegando nesta vaga de instabilidade revolucionária que tem assolado o mundo árabe e tendo em conta o que se passa no campeonato nacional de futebol, culminando na roubalheira xístrica de ontem à noite, acho sinceramente que os benfiquistas deviam dar o exemplo, já que são tantos e tão expressivos, abrindo as hostilidades e dar início a uma revolução popular para repor a democracia no futebol... já agora repunham também a democracia no país todo!!! Estou com convosco!!

sexta-feira, 4 de março de 2011

Trintões, amor e relações

Aqui há tempos enviaram-me este texto, retirado de um blog:

"Tenho 30 anos e não sei nada sobre o amor. Gostava de poder dizer “quem me dera ter 20 anos e saber o que sei hoje”, mas seria pretensão. Porque não sei nada. Durante muito tempo achei que amor era viver com o coração nas mãos, no pescoço, no estômago, pronto a explodir e a projectar-se em mil pedaços. Gostar, gostar a sério, aquele gostar de paixão, só podia ser isso. Viver em ânsia o tempo todo, correr atrás, pedir, implorar, pedir de novo, pôr-me em bicos de pés e anunciar a minha presença. Fazer uma gestão de danos a todo o momento, tentar não incomodar, não estar a mais, dar, dar, dar e receber quase nada em troca. Achar que esse pouco era mais do que suficiente, que mais vale pouco do que nada. E foi isso. Achei sempre que pouco era melhor do que nada. A triste realidade é essa. Já não me lembro de quantas vezes me senti remediada, assim-assim, vai-se andando. De quantas vezes parti a alma e de quantas a voltei a colar. De quantas vezes me apaixonei e de quantas jurei para nunca mais. Que as coisas do amor não eram para mim e mais valia estar quieta. Uma treta. Nunca conseguir estar quieta. E via os acidentes emocionais a darem-se e não podia fazer nada para os evitar. Nem sequer fechava os olhos para não ver. Meti-me em muitas relações sem cinto de segurança, e depois achava estranho fazer mais uma fractura no espírito. As cicatrizes que para aqui vão. A verdade é que sempre fui uma crente, uma utópica, uma arrebatada. Uma totó, a palavra não é outra. Se calhar ainda sou, mas de aliança no anelar esquerdo. Afinal, amor podia ser outra coisa que não uma sofreguidão desatada, uma correria sem meta à vista. Afinal, comecei a perceber, amor era 50/50. E dias mais calmos. E tardes no sofá. E filmes, e séries, e amigos à mesa. E conversas, e planos, e os nomes dos filhos que se quer ter. E uma conta corrente, este mês pago eu a empregada e tu a conta da luz. E dizer que um cão num apartamento nem pensar. E voltar atrás e dizer que sim, haja espaço e boa vontade. E pegar num mapa e ver quanto mundo nos falta ver. E decidir quem desce a pé os três andares para deixar o lixo, quem se arrasta para tratar da louça, quem encaminha a roupa para os armários, quem atira com a carne para o forno (ontem fui eu, hoje és tu). Gosto deste amor. Gosto muito deste amor que me dá beijos quando chego a casa, que não vive imerso em dúvidas existenciais e pós-modernas, que há já algum tempo que sabe o que quer. E que me quer a mim. Disse-o no altar, à frente de todos. Estava lá e ouvi. Retiro o que disse. Tenho 30 anos e sei quanto baste sobre o amor. Quem me dera ter 20 e saber o que sei hoje."

Concordo! A vida e uma relação a dois faz-se no dia-a-dia, nas pequenas coisas e principalmente nas mais simples. "Sofá, filmes, séries e amigos à mesa"...a meu ver, faltam só dois ou três condimentos na receita, mas cada um confecciona-a a seu jeito e vontade!

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Solinho, florzinhas e alergiazinhas

"ah e tal, o bom tempo, o solinho e as florezinhas"...
Morram as flores todas, mais os sacanas dos polens e a magana da sinusite!!! Mau dia!

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Cervejum, humidade e cotão

Aqui há dias, depois de uma noitada de copos e conversa, ofereci-me para levar as garrafas de minis para o vidrão, mas cheguei a casa e, dado o adiantado da hora, esqueci-me completamente. Já não bastava o sacana do elevador do vidro de trás se ter estragado há coisa de mês e meio, apanhando uma semana inteira de chuvadas com o vidro completamente descido e aberto, algumas delas torrenciais, deixando o meu carro com tamanho grau de humidade relativa 'indoors' a atirar-se para os 300%, coisa apenas observável em saunas e piscinas cobertas frequentadas por milhares... milhares!? ...centenas de banhistas ofegantes e extremamente transpirantes. Digamos que o pivete a cervejum, misturado com cheiro de espargos do campo proveniente da humidade com lugar cativo, adicionado de algum cotão de tapetes por falta de aspiração, ganhou forma durante estes últimos dias e passou a entidade corpórea, ainda que quase invisível e que dificilmente deixará o meu carro nos próximos tempos. Tenho a sensação que se o deixasse aberto com a chave na ignição, em plena via pública e com um cartaz no vidro da frente onde se lesse "TRATEM", ninguém lhe pegava!

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Crise, material de escritório e churrascadas

2011... os impostos aumentam, os preços sobem, os ordenados descem e as ajudas sociais caiem. Tudo leva a crer que vai ser o descalabro, mas isso é só para quem não conhece o verdadeiro espírito tuga. Se antes eram só resmas de papel, post-its e clips, agora passam a levar para casa as fotocopiadoras, cadeiras de secretária e mesas de reunião para as churrascadas e os concursos de cuspidela de pevide de melancia. Os políticos passam o tempo a sobrestimar o povo e o universo (tuga) tem uma forma estranha de se equilibrar em situações de crise, aliás, em crise já nós andamos há muito tempo, não é de agora!

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Música, mediocridade e manha

Mas o que é que se passa com o mundo da música nos dias de hoje? As brancas vão buscar rappers pretos para os videoclips, as pretas vão buscar rappers brancos para participarem nos seus temas, o Tony Carreira rouba descaradamente os latinos e estes, por sua vez, apostam em músicos nórdicos e os asiáticos não apostam em nada que se perceba. Seja como for, mantém-se o rácio inter-racial na música manhosa a metro.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Panos, estados da matéria e questões universais

Há mistérios sem fim por esse universo fora, é certo, mas algo que me suscita as mais incrédulas palpitações reflexivas é o fenómeno do pano de limpar a bancada da cozinha. Refiro-me àqueles 'panos' absorventes em género de camurça, que servem para limpar a bancada da cozinha, o microondas e outras superfícies húmidas e emporcalhadas enquanto cozinhamos e preparamos refeições, excepção feita ao fogão, que também não se deve limpar com toalhetes desinfectantes que contenham álcool, mesmo que os bicos a gás já tenham sido desligados há mais de 30 segundos, acreditem! Mas voltando ao 'pano', que de pano pouco tem, pois mais parece um qualquer outro estado da matéria com duas fases bem distintas de corporalização: se está seco não limpa nada, só espalha - parece aqueles guardanapos de esplanada que nos enchem a cara de maionese e mostarda nos momentos menos oportunos - e só consegue apanhar líquidos quando já está húmido. Estranho? ...bastante!

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Farinha, parvoeira e a ciganita

Bem... hoje aconteceu-me uma daquelas situações que só sucedem comigo, de certeza!
Fui ao supermercado à hora de almoço, comprar qualquer coisa para comer e uma menina cigana abordou-me logo à saída do carro a pedir dinheiro. Como tenho por regra não dar dinheiro a ninguém, expliquei-lhe educadamente que iria pagar com cartão, que não tinha moedas comigo e perguntei se lhe podia trazer qualquer coisa, ao que ela respondeu com sugestões algo estranhas para quem andava a pedir, alegadamente por necessidade. Questionei-a se não tinha fome - fazia todo o sentido àquela - ou se precisava de alguma coisa e ela pediu para comprar fraldas... aparentemente não seria um pacote de Tena Lady mas sim fraldas para um bebé que não estava ali com ela. Disse-lhe para vir comigo, porque não saberia por onde escolher, mas ela explicou de imediato que o segurança não a deixava entrar. Perguntei mais uma vez se quereria algo para comer e ela respondeu prontamente: "farinha!". Perguntei: "farinha? um pacote de farinha!?". Voltou a responder: "farinha, sim, farinha!". Lá fui eu buscar qualquer coisa do balcão de take-away, passando pelo corredor das massas e apanhando um 1kg de farinha, 1kg de arroz da prateleira e mais uns enlatados. Dirigi-me à caixa para pagar e a minha mente ainda vagueou pelo tema "fraldas", mas ao mesmo tempo percebi que era demasiado complicado acertar no que a rapariga queria e achei que estava a fazer o mais indicado, dada a situação e a assumida resolução da tertúlia no parque de estacionamento, minutos antes. Chegado cá fora, ligeiramente inchado de contente com o acto de simpatia e solidariedade (detesto o termo caridade, mete-me engulhos!), entreguei-lhe o que tinha comprado para ela e deparei-me com uma expressão que não consigo descrever por palavras... Talvez descontentamento misturado com surpresa e uma ponta de total falta de consideração pelo meu gesto, mas o que é certo é que a miúda queria mesmo "farinha" (da-a!) para o tal bebé e deixou-me com uma das piores sensações de que há memória na minha paleta de emoções e sentimentos, quase em jeito de "soco no estômago". Depois de todo aquele esforço e atenção com alguém carecido, tive de me render à minha manifesta inadequação e entrar para o carro com a quase certeza do meu gesto ter sido em vão, de não ter havido lugar para qualquer tipo de reconhecimento e de ter passado por idiota... aos meus olhos, da pequena, do segurança e de qualquer um que estivesse naquele parque de estacionamento! Estou convicto que haverá quem passe fome por esses parques de estacionamento fora, mas tão depressa não me meto noutra.

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Hank, Gregory & Brandi

Hoje trago-vos mais uma pérola da música, mais propriamente, do género Indie (ou Folk).
Conheci, quase sem querer, nos momentos finais do novo episódio da 4ª temporada de Californication, que, by the way, continua brutal!

Gregory Alan Isakov com Brandi Carlile nas segundas vozes - If I Go, I'm Going

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Matrix, mais filmes e outra revolução

Como fã, tenho de tecer alguns comentários em resposta à típica boca recorrente:

- "ah e tal, só gostei do primeiro filme!"

Não há 1º, 2º e 3º filme! Há um projecto de uma trilogia sci-fi e filosófica, assente num conceito diferente que envolve várias plataformas, com o intuito de revolucionar os filmes de acção, o próprio cinema e sobretudo de... fazer pensar!! Para se conseguir captar a essência do projecto é fundamental ver tudo (com olhos de ver, não como entretenimento puro, que também o é, claro!) ou pelo menos os 3 filmes e as animações (Animatrix e jogo).
os Making Of's dos 3 filmes, do Animatrix e do Enter The Matrix (jogo) são igualmente fantásticos!!!

O projecto MATRIX é composto por:
What is The Matrix
Animatrix (faz a ponte entre os dois primeiros filmes)
The Matrix Reloaded
Enter The Matrix (faz a ponte entre os três filmes)
The Matrix: Path of Neo (faz a ponte entre os três filmes)
The Matrix Revolutions
The Matrix Revisited (making of's de todo o projecto, filmes, animações e jogo)
The Matrix Online (o que acontece logo após o 'Revolutions')

E para quem segue, gosta ou está meramente curioso, os irmãos Wachowski (Andy Wachowski, Lana Wachowski) estão em conversasões com o realizador James Cameron (autor do projecto Avatar) para dar seguimento a dois novos filmes Matrix, com os quais pretendem revolucionar, mais uma vez, a tecnologia inerente a esta nova forma de fazer cinema em 3D.

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

VOTEM, VOTEM e VOTEM!

...epá!!! Estive até este momento a evitar tecer considerações, neste espaço nobre, sobre as eleições presidenciais mas devo admitir que é mais forte do que eu!

Será que as pessaos têm ideia de quem são realmente os portugueses? O povão?

São as peixeiras malucas por beijar o Portas, as feirantes loucas por um autógrafo do Cavaco nas costas de um papel de rifa, são as velhas doidinhas por dançar com o Jerónimo... e as mulheres, quando o Sócrates anda em campanha!? Passam-se literalmente do sentido! Desculpem a tendência machista deste comentário, mas é o q vejo na televisão: agricultores e pescadores homens, queixam-se na 2ª fila, chovendo acusações disto e daquilo mas calam-se quando lhes passam para as unhas uma esferográfica ou um folheto sujo e as mulheres passadas na 1ª fila, a entregarem crianças de colo para a carimbadela da praxe. O problema é que neste país, à parte das conquistas ultramarinas - refiro-me aos descobrimentos, que mesmo assim foram um resultado de um misto de coragem e visão com ganância e interesse religioso - se promove o culto da mediocridade e se alimenta o medo pela difereça: "tá mau assim!? ui, se calhar vêm outros e fica pior... mais vale assim porque estes nós conhecemos e já sabemos o que dizer para dizer mal!" e isso irrita-me solenemente!!! Estou farto desta bandalheira! Estou farto desta corja de grifos! Estou farto especialmente do Cavaco, porra! Desde que sou gente que este animal - que não tem outro nome, dada a ruminação constante de bolo-rei, fundos europeus e votos de gente pouco esclarecida - aí anda a agoirar! Como é que é possível!? Depois ainda oiço alguns dizerem: "qualquer dia ainda voltamos ao tempo da outra senhora, pelo menos andavam todos na linha!" Foda-se, desculpem-me a expressão, mas esta gente só não anda na linha porque nós não queremos. VOTEM E VOTEM EM CONSCIÊNCIA!!!

Já agora, evitem o voto em branco e o voto nulo, porque nestas eleições só fortalece o candidato mais votado e acaba com as possibilidades de uma segunda volta. Não percebem porquê? Já vos faço um desenho (também mo fizeram a mim!):

- se 9 milhões e tal de pessoas se abstiverem e só 20 forem votar, ganha o candidato que obtiver 11 votos

Get it!? Vá a ver e não se demorem! Votem em quem bem entenderem, mas acima de tudo votem em alguém... de preferência, e posso fazê-lo porque este blog é meu, desculpem lá qualquer coisinha, não votem no ACABADO SILVA. Porquê?

Watch this:



Pronto, já desabafei...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Ena tantos, Ena pá e Eno com eles!

Tenho um vício lixado!!
Fumar? Beber? Clubes de strip? Corridas de galgos? Luta de cães? Umas simplesmente idiotas, outras de baixo nível e a última de meter nojo, mas todas elas bem longe de me fazerem tão mal quanto um saco inteiro de gomas. Raramente as como, porque já sei o que a casa gasta e sempre que começo, julgo que consigo evitar comê-las todas e que hei-de perceber quando começar a ficar mal disposto, mesmo a tempo de parar a desgraceira, mas não podia estar mais equivocado e longe da auto-disciplina que se exige neste tipo de situações. Só há duas formas de não comer as gomas todas: se não for só eu a atacá-las ou se ficar indisposto antes de chegar ao fim do pacote, mas mesmo assim não há maneira de perceber qual o sacana do ursinho que me deixa mal disposto, porque a má disposição vem de repente e fico sem saber qual a cor que me põe nesse estado lastimável... mas voto nos verdes! All hail Eno!!

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Fraldas, fractais e composições maradas

Quando um casal de amigos veio cá jantar a casa com as miúdas deles, descobri que o canal Baby TV dá, depois das 22h ou 23h, um ciclo de imagens calmantes com cores, formas e música por trás, para fazer os bebés e as crianças adormecerem de forma leve e descansada. De vez em quando ligo a televisão nesse canal enquanto estou de conversa com amigos ou a trabalhar e vou ouvindo a música que eu escolho. Hoje reparei que, durante algum tempo, estiveram a projectar imagens de fractais meio marados, assim em jeito de quem tomou ácido e está pronto para compôr um Dark Side Of The Moon ou um Strange Days. A darem isto aos putos logo em pequeninos, imagino o que sairá daquelas cabeças mais tarde!?

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Indie, alternativa e outras coisas

Lembrei-me de fazer uma lista de bandas e artistas na onda Indie, Alternativa ou lá o que lhe queiram chamar. A sonoridade Indie/Alternativa começou por ser algo fora do mainstream em termos de estilo, depois porque ficavam fora das lógicas comerciais, o que é sempre sinónimo de algo interessante e costumam andar lado a lado com a qualidade, a meu ver, e hoje em dia já é visto como mais um estilo musical, perfeitamente aceite e assente nas lógicas de mercado... whatever!  Aqui fica uma lista de coisas que eu gosto e acho interessantes pelas letras, melodias, arranjos e vozes:

A Fine Frenzy
Aimee Mann (banda sonora de Magnólia, 1999)
Alice Peacock
Amos Lee
Aqualung

Ari Hest

Ben Fold
Ben Harper
Ben Lee 
Bobby Bare Jr. 

Brett Dennen
Butterfly Boucher
Cake
Damien Rice (banda sonora de Closer, 2004)
Dave Barnes
Fiona Apple
Fountains Of Wayne
Glen Hansard
Gregory Alan Isakov
Jewel
Joe Purdy
John Alagia
John Mayer
Jon McLaughlin
Josh Rouse
Keaton Simons
KT Tunstall
Lazlo Bane (banda sonora de Scrubs)
Martin Sexton
Matt Nathanson
Matt Wertz
Norah Jones
Ryan Adams
Sara Bareilles
Snow Patrol
Sondre Lerche (banda sonora de Dan in Real Life, 2007)
Tammany Hall
Teddy Geiger
Tegan And Sara
The Cardigans
The Foxymorons
The Gabe Dixon Band
The Reindeer Section
The Weepies
Tori Amos
Wilco

Provavelmente já os ouviram em bandas sonoras de séries como o House M.D., Californication, Life, Grey's Anatomy ou Men in Trees e em diversos filmes.

Quanto a mim, o movimento Indie, na música, vem de outros artistas como...

Bob Dylan
Carole King
Cat Stevens
Crosby, Stills, Nash & Young
Elvis Costello
James Taylor
Jimi Hendrix
Joni Mitchell
Lou Reed
Melanie Safka
Paul Simon
Roy Orbison
Solomon Burke
Suzanne Vega
The Band
The Fleetwood Mac
Van Morrison
Warren Zevon

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Bicheza, filmaças e ainda a mudança

O post sobre a "mudança", pegando nos filmes Inception e Dead Poets Society, foi criado com base em algo que coloquei no mural do Facebook. Deu pano para mangas e gerou comentários muito interessantes - ou não fosse exactamente essa a ideia. Numa das interpelações punham a questão de como ser possível mudar sem mudar a nossa essência e a argumentação era baseada na rábula do sapo e do escorpião, em que o animal esverdeado sapo transporta o insecto de uma margem para a outra do rio e a meio da travessia o escorpião injecta-lhe veneno através do ferrão, tornando-se fatal para os dois... "It's in my nature" - says the scorpion...

A minha resposta, agora transposta para o blog, ganhou importância e relevo suficientes para dar continuidade ao post anterior:

Há quem diga - e olhando para o estado das coisas até parece que sim - que somos vírus e não mamíferos, mas acredito genuinamente que está na nossa natureza individual sermos felizes e não apenas sobreviver - por isso existe criação, arte, imaginação. Somos seres racionais mas acima de tudo temos ideias baseadas em sonhos, expectativas e ilusões (nem todas saudáveis). Essas ideias definem o que somos e para onde vamos. Recuso-me a definhar sob a teoria de que somos maus à partida! É certo que há muita gente manhosa que não presta, mas isso será consequência de falhas que muitas vezes não lhes poderão ser imputadas. Certamente não nasceram assim, mas aprenderam a ser de tal modo! A culpa nasce com a percepção e há quem não se conheça, não se perceba ou pura e simplesmente tenha medo de ir fundo dentro de si mesmo. O escorpião só podia estar com os copos ou era do Benfica (nada contra, mas se calhar ele não gostava de verde) ou cresceu só a observar escorpiões à sua volta. O mundo é muito mais do que aquilo que vemos e sentimos. Basta abrir os olhos ou até fechá-los e confiar noutros sentidos...
Acima de tudo, não somos escravos da nossa condição. Temos sempre escolha! Talvez seja essa apenas e só a nossa única limitação, o livre arbítrio. Para sermos livres temos de sentir e pensar livremente, mas como é que se chega lá? Talvez falhando mas continuando sempre a tentar acertar depois de errar.

os comentários seguiram-se...

"não nascemos egoístas, bandidos, etc. Somos moldados pelo ambiente que nos rodeia. E uma ideia pode mudar tudo, sem dúvida."


"sim, nascemos um saco vazio... uma ideia lá para dentro de cada vez, pode mudar tudo... para o bem, ou para o mal  ‎...fiquei a pensar sobre isto... será que são estas primeiras ideias que absorvemos - ainda sem ter um distanciamento necessário sobre elas que permita uma consciencialização - que formam a nossa essência?! que nos tornaram nisto ou naquilo?! será que temos, ou tivemos, algum poder decisivo sobre o que somos?! ...pergunta retórica"

respondi:

Essa não é uma pergunta retórica, ou não deve ser, e é uma excelente questão! Acho que há muita coisa que nos é dado como adquirido mas não o é de facto. Muitas vezes até somos coagidos a pensar de certa forma ou sobre certas coisas. Mesmo com alguns exageros - até sabendo a priori que nos querem também fazer ver certas outras coisas - é bom ver documentários como o Zeitgeist ou filmes-metáfora como o 'Matrix' ou o 'V For Vendetta' para termos uma pequena noção do mundo em que vivemos. Pelo menos por outros olhos, de outra perspectiva que não a nossa.

mais comentários...

"penso que o nosso poder decisivo existe mas sempre limitado pela nossa experiência/conhecimento"

mais resposta:

É disso mesmo que fala o filme 'V For Vendetta'!! Essa não é uma metáfora! Aquele "small inch" onde ninguém pode entrar, quer nos enfiem numa câmara de gás, quer nos apontem uma metralhadora, quer nos dêem socos no estômago ou nos façam ver a programação da TVI. Se nos educarmos, se nos exercitarmos e cuidarmos da nossa mente e alma, como somos impelidos hoje em dia para cuidar do nosso corpo e aspecto físico, seremos pessoas muito mais interessantes e interessadas (não interesseiras! e nada contra bom ascpecto físico!).

mais comentários...

"sim e quanto mais conhecemos, mais aumentamos as probabilidades de tomar as decisões mais acertadas. "Mais" portanto!"

mais reposta:

O engraçado deste "jogo" é que nunca haverá distanciamento ou tempo suficientes para analisarmos bem as coisas antes de as fazermos e temos de nos fazer a elas com intuição e alguma reflexão - quando isso é possível! - nunca desesperar e continuar a tentar. Parece conversa, mas nunca me esqueço disto porque já outros mo disseram, em aulas, tertúlias, livros, filmes... Estamos cá uns para os outros!
Bem sei que vivemos tempos estranhos em que somos criados para sermos individualistas, para viver tudo depressa e bem porque não há tempo, mas há sempre tempo, mais não seja para aprender e fazer melhor logo a seguir. Não somos ratos num labirinto! Há quem queira fazer isso de nós, com tanto centro comercial, hipermercado e ruas cheias de discotecas, mas podemos curtir o que nos dão e manter um espírito crítico, até auto-crítico!
O q é engraçado é que hoje em dia está quase tudo à nossa frente e nós queremos mais, sempre mais. Queremos tudo mas não é preciso. Chegamos ao que verdadeiramente precisamos se tivermos paciência, resiliência e traquejo, mas o jogo de cintura ganha-se dançando!
Life is a work in progress and that's the fun in it!

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Sonhar, pensar, mudar

Há coisas fantásticas e muito bem feitas, mas agora vou-me limitar ao cinema e à música...

"Muda, que quando a gente muda o mundo muda com a gente
A gente muda o mundo na mudança da mente
E quando a mente muda a gente anda pra frente
E quando a gente manda ninguém manda na gente"
Gabriel o Pensador - "Até Quando?"

Vi noutro dia o filme Inception e gostei bastante. Muito bem realizado, com uma fotografia assombrosa, efeitos visuais fantásticos e ajustados às cenas e um argumento muito bem esgalhado (Christopher Nolan continua sem surpreender depois de Memento! mas também, quem é que o manda ser tão brilhante logo no início de carreira!?). Se o conceito que dá origem (por favor não confundir com a ridícula adaptação do título ao português) ao filme é interessante mas contém algumas falhas, já a teoria que aparece bem explanada durante a argumentação de Di Caprio, e que serve de suporte ao conceito inicial do filme, se apresenta, a meu ver, intocável:

"What is the most resilient parasite? Bacteria? A virus? An intestinal worm?
An idea. Resilient, highly contagious. Once an idea has taken hold of the brain it's almost impossible to eradicate."

Já no Dead Poets Society referiam isso:

"No matter what anybody tells you, words and ideas can change the world."

Para mudar, basta mudar de ideias!

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Predadores, sabonetes e totós

Apenas me apraz tecer duas considerações sobre o caso "Carlos Castro vs puto de 20 anos". A primeira já está, agora vamos à segunda. O desgraçado do puto, provavelmente, passou-se porque não mediu bem as consequências de se meter com um predador da socialite que estava por demais habituado a "comer" criancinhas ao pequeno almoço (e nem sequer era comunista!) e no final de algumas desilusões, manipulações e desentendimentos, talvez fora de si, despachou o cronista porque não queria ser "homossexual" (como se isso fosse A vergonha!), na sua escalada da hierarquia social... ora o que o puto não considerou mesmo, é que agora vai ter de passar entre 25 a sei lá quantos anos que ele possa durar, a apanhar sabonetes nos chuveiros de uma penitenciária americana. Ele há com cada um!?

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Publicidade, beleza e estupidez

Hoje fui ao MB endereçar mais uma quantia à Têmênê, relativamente forçado, pois que ando a tentar convencer alguns dos meus amigos e familiares a mudarmos de operador, quando reparo numa publicidade do Millenium onde se podia ler "A Beleza não paga imposto", assinado por baixo "Bárbara Guimarães" e com a sua fotografia a ocupar o moupi quase todo. Respondo com um redondo: "a estupidez também não, mas devia!"

sábado, 8 de janeiro de 2011

Forte, fraco e assim-assim

"Por vezes forte, coragem de leão, às vezes fraco assim é" a magana da vacina do tétano! Onde é que já se viu um madurázio deste tamanho deixar-se ir abaixo com uma injecçãozita manhosa que nem doeu na altura em que foi administrada!? Claro que eu já sabia que podia dar nisto, uma vez que tem sido assim a cada 10 anos, mas meio na brincadeira perguntei à enfermeira e fui imediata e prontamente alvo de chacota pública (tudo bem que só lá estavam dois enfermeiros, eles riram-se baixinho e ninguém ouviu cá fora, mas continua a ser uma chacota pública). O Rambo limpava as feridas com pólvora e eu hoje não consigo guiar, estender roupa ou, por muito estúpido que isto possa parecer, é verdade... mijar de pé!! Alergias dum cabro grande!!!
(demorei mais de 5 minutos a escrever isto só com a mão direita... porra!)

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Os dias da rádio, os dias da minha vida e o meu dia-a-dia

Quando ouço a meteorologia na rádio e dizem "por vezes forte", referindo-se ao vento ou à precipitação, invariavelmente me dá para cantar: "por vezes forte, coragem de leão, por vezes fraco, assim é o coração!". É engraçado como há certas expressões, locais, cheiros e palavras que despoletam memórias e recordações meio adormecidas e ao mesmo tempo tão presentes, (bem) passadas e (sem dúvida) futuras!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Álcool, all cool and the shrink factor

É mesmo o tipo de filme que eu gosto... qual... já lá vamos!

Há coisa que nos tocam... uma conversa aparentemente banal, algo que se diz, uma frase feita, talvez um diálogo do qual não fazemos parte, meio distante mas presente. Um romance diferente que até nem parece literatura, parece verdade. Uma série que nos surpreende em jeito de soco no estômago, mal sabíamos que a televisão podia fazer isso. Por vezes outras realidades ou perspectivas dessas mesmas "existências", filtradas, exageradas ou embelezadas, a enómetros de distância daquilo a que assistimos no dia-a-dia, mas ainda assim estranhamente paralelas aos nossos momentos e sentimentos, descobrem a humanidade das pessoas através das merdas de cada um. Aquilo que nos edifica também nos destrói, o que nos prende, encerra também a ínfima e monstruosa capacidade de nos libertar, as tais duas faces da mesma medalha, os dois ângulos e perspectivas da mesma coisa, ou mais... ser, sentir e experimentar.

Achei fantástico o filme que vi hoje à noite! Deixou-me a leste das minhas coisas mas ainda assim com intimidade e trato suficientes para as recordar com brio, com gosto de as ter, de me envolver, porque fazem parte de mim, do que sou e para onde vou. Dão sentido à viagem, ora no rio ora na margem, e mostram o que muitas vezes não tenho intenção de ver, como um desígnio criado por mim, sem ter bem noção ou vontade, ou a invariabilidade e o apego de algo que faço sem querer, querendo. Como é que podemos ter tanta coisa cá dentro e haver espaço para tanto mais!?

Ah! ... este!

sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

crise financeira, crise imobiliária e crise de espírito

Casa?
Prédio?
...qual quê, Urbanização!!



Não há-de faltar muito para o país estar todo à venda!

domingo, 26 de dezembro de 2010

2011, coisas doces e jingles a metro

De facto sou fã do Pingo Doce! Dos seus produtos de linha branca, da comida take-away, da arrumação e disposição das lojas, da forma como se apresentam ao público, entre outros pormenores, mas acabei de ver agora o novo reclame para o ano 2011 e os tipos abusam na publicidade manhosa com jingles demoníacos!! São maus e ficam a martelar-nos na cabeça... BAH!!!

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

o meu voto de boas festas...

Muitas e boas festas onde bem entenderem, não estourem o piriquito todo (tem de sobrar algum para enfrentar a crise), tratem-se bem, tratem os outros bem e advirtam-se em família!
Um ano novo com muita paciência, determinação e paz de espírito é o que desejo a quem gosto, os outros podem muito bem ir comer um cão cheio de pulgas!!

Já é Natal!

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Vemo-nos gregos, estúpidos e acorrentados

Perdoem-me os mais incautos e sensíveis leitores do blog, mas devo confessar que adorei ver políticos e polícias a levarem no focinho nas notícias que relatavam mais um dia de greve e manifestação geral na Grécia. É triste mas de certa forma libertador. Este mundo está caótico, desordenado e sem outro rumo que não o do consumo exaustivo dos recursos e da paciência de muitos, em proveito de apenas alguns, oportunamente "iluminados" e eu acho que por vezes, sendo que a própria Natureza procura repor a ordem de forma súbita e violenta, também os Homens o devem fazer! É um escândalo a corrupção moral e a devassidão ética em que nos vemos envolvidos, por vezes até de forma inconsciente, uns com os outros, somente porque alguém alega ter sido definido, dito e escrito que assim fosse. Esta New World Order que nos querem impor coercivamente, consiste na universalização da ignorância e da mediocridade, mas não me lixem, hoje em dia até a Igreja Católica, que é das instituições mais grotescas que esta civilização produziu até hoje, vem a público exigir rigor e transparência e uma alteração do status quo, muito embora pela voz de padres e um ou outro bispo, não pelos verdadeiros responsáveis do Vaticano, que esses bem sabem o quanto vale a opacidade conveniente. Isto chegou ao limite de se fazerem as coisas à descarada e sem preconceito ou pingo de escrúpulos. Quanto a mim é simples, as filhas de putíce pagam-se caras! Só tenho pena de quem é inocente, nunca de quem participa na edificação de algo que ao longe reluz, por dentro apodrece e por poros e orifícios verte verdadeiro esterco imundo. Pronto, já desabafei!
Já agora, o Zeitgeist 3 sai em Janeiro. Não conhecem o 2 ou o 1... nenhum!? Mas estão à espera de quê para conhecer verdadeiramente o mundo em que vivem!?

» zeitgeistmovie.com
» Manual de Sobrevivência em Sociedades Decadentes
» Teorias da Conspiração

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

Varandas, pontes e jingles do demo

Bem sei que o Natal é uma época festiva de enfeites por todo o lado e de música na rua, mas eu juro que se ouço mais uma vez o Bridge Over Troubled Waters em flauta de pan, atiro-me de cabeça da varanda desta clínica onde estou a trabalhar hoje! Como se não bastasse ter ido às compras ao Pingo Doce na hora de almoço e aturar aqueles jingles endemoninhados que eles passam a toda a hora... 23 é um limite mais que razoável para ouvir uma versão bera de um tema interessante do Paul Simon. Tirem-me deste filme... please, make it stop!!

Génio, tédio e tickets dos CTT

O nosso cérebro é uma máquina fantástica!
Ontem de manhã saí de casa a entoar uma música, entrei no carro e no exacto momento em que rodo a chave da ignição e o rádio se liga, o que eu estava a cantar cola perfeitamente com a música Something Missing, John Mayer, no preciso momento em que ela tinha terminado quando desliguei o carro no dia anterior. Juro que não me apercebi do que estava a entoar, pois fi-lo inconscientemente, e mesmo que quisesse lembrar-me do que estava a ouvir quando cheguei a casa no dia anterior, seria necessário um esforço herculeano para lá chegar e nunca conseguiria precisar o momento em que tinha parado.
Ontem ao final do dia saí de casa com uma série de documentos que precisavam de ser agrafados antes de os colocar devidamente organizados num envelope a enviar pelo correio e trouxe comigo um agrafador para os agrafar (passo a redundância) enquanto esperava a minha vez na sempre longa fila dos CTT, pois que costumo tirar um ticket e depois aproveito para comer qualquer coisa, passar pelo videoclube ou fico a jogar poker com o telemóvel no carro a curtir um som, e só quando peguei no agrafador para agrafar (mais uma vez!) os ditos papéis é que reparei que não tinha agrafes, nem um!
Sinceramente, ou eu fico mais estúpido com o avançar da hora, o que pode muito bem ser verdade, dado que tenho a tendência para a dislexia quando o cansaço acumula, ou o meu cérebro oscila  entre poder e contra-poder de forma aleatória e ridícula ao longo do dia, deixando-me sem nexo em tarefas mundanas e ejaculando a uma velocidade estonteante, ideias e soluções para questões para as quais até então muito pouca gente se tinha debruçado ou nada disto interessa e este post é das coisas mais parvas que já escrevi até hoje... entre uma e outra... e outra... venha o diabo e escolha, porque eu... erh, lá está... esqueci-me do que ia...

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Bonecagem, crise e estupidez para todos os gostos, feitios e bolsas

Só hoje é que me apercebi da Popota e Leopoldina - que estranhamente, a cada ano que passa aparece com formas mais femininas e este ano aparenta ter feito implantes mamários - serem ambas mascotes da Sonae, respectivamente do Modelo e Continente. Então e a concorrência!? Não há mais bonecagem noutros supermercados!? E por falar em supermercados, porque é Natal e o consumismo demoníaco reina na publicidade televisiva, achei importante manifestar o meu total desagrado, aliás, veemente nojo, pelo anúncio aos centros comerciais Dolce Vita. O reclame começa bem, referindo que o Natal é tempo de comunhão, de dar e receber presentes, etc., mas depois termina com um "esqueça lá isso porque o que interessa é que pode ganhar este magnífico automóvel!" WTF!? Pelo menos os tipos do MiniPreço referem a importância da família estar reunida e de se conseguir fazer um Natal porreiraço com preços baixos. Parece que a crise desperta o melhor e o pior na publicidade... estou para ver o que aí vem!

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Alienígenas, organismos freudianos e vacas

Depois da psicanálise ter respondido a uma das mais inquietantes questões colocadas pelos Pink Floyd, a Nasa respondeu hoje a outra dessas questões com um estrondoso mas pouco melódico "YES, THERE'S SOMEONE OUT THERE!!"... now what!?

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

Um sério update, um update sério ou um update em série!?

Retomando os posts dedicados a séries e sitcoms, lembrei-me de fazer um valente update acrescentando novos itens ou, como era suposto ser o título deste post, há vida depois de Scrubs... COUGAR TOWN!!

series:
House MD (5)
Californication (5)
Northern Exposure (5)
Life (4)
Men in Trees (4)
Scrubs (5)
Cougar Town (5)
Ally McBeal (4)
Boston Legal (4)
The Mentalist (4)
Castle (4)
Hotel Babylon (4)
Private Practice (3)
C.S.I. (com o Grissom 4)
Flashforward (4)
The Event (4)
Burn Notice (3)

sitcoms:
Seinfeld (5)
Coupling (5)
The Office (uk) (5)
Dharma & Greg (5)
My Name is Earl (5)
That 70's Show (5)
Two And a Half Men (4)
Frasier (4)
3rd Rock From The Sun (4)
Duarte & Ca. (5)

Já agora explico que nunca vi o 24, vi dois episódios do 30 Rock e não me conquistou, não curto a novela Gray's Anatomy, não aprecio o C.S.I. NY, irrita-me séries como o Lost ou o Prison Break durarem mais do que uma temporada, não consigo ver um episódio inteiro de Dexter, Nip Tuck sucks!, Lie To Me é uma péssima imitação do The Mentalist, NCIS e NCIS LA são fraquinhas, o Big Bang Theory roça o detestável e abomino o Horatio Cane (talk about type-cast!! o homem é sempre igual em tudo o que faz; será que também fala assim com os filhos?). Tudo o que ficou de fora não merece ser mencionado!
Longe vão os tempos do McGyver, da A-Team, do Cheers, Mission Impossible, The Fugitive, Twilight Zone e Hill Street Blues... ah... faltam algumas!? Pois faltam, muitas, mas este é o meu top. Ide chekar e votar em 100 Top...