quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Redes Sociais, ferramentas giras e uma cadela doida

...e quando achava que a minha opinião sobre as Redes Sociais dificilmente iria conseguir descer mais uns furinhos que fosse - muito por causa das lamentáveis confusões geradas à volta de certos tópicos (como política, tourada, religião e outros), que nos fazem perder a calma, o norte e de certa forma transformar em pessoas irritadiças e facilmente "desequilibráveis" (uns mais do que outros, claro!) - sai decididamente revigorada e sobe muitos furos na escala de apreciação por estas coisas cibernéticas e etéreas que aparentemente e numa primeira análise nos parecem estar a afastar e fazer perder qualidades como pessoas sociais e carentes de contacto que somos.

Sem dúvida que o saldo continua positivo, principalmente depois de hoje ter visto um post relatando o desaparecimento da minha cadela ter sido partilhado 226 vezes em pouco mais de duas horas, até por pessoas que não conheço pessoalmente (amigos de amigos...) e de ter recebido várias mensagens e telefonemas de muitas dessas pessoas que não conheço... informação de onde a viram, do seu paradeiro entretanto, ideias sobre como procurar um animal nestas circunstâncias (fisicamente e também na net) e de como evitar ou minimizar quando puder voltar a acontecer, até pedidos de amizade que apareceram de pessoas que ainda não me tinham achado por aqui. Muito interessante!

Esta é, de facto, uma ferramenta com provas dadas de que funciona e se recomenda, principalmente nestes momentos críticos em que o contacto e as redes de contactos se revelam determinantes, congregando esforços, multiplicando apoios e fazendo disparar a motivação e o interesse pelas questões mais humanas.

Ninguém morreu, não foi grave mas tenho de admitir que FIQUEI MUITO SURPREENDIDO com o que aconteceu e FICO GRATO A TODOS!! Valentes!! ;)

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Nós, outros e portas que se abrem ou fecham

Quando alguém te bate à porta dizes 'quem é?' e não 'quem foi?'.

A propósito desta frase fantasticamente objectiva e também da questão das bagagens emocionais nas relações, só há duas ou três coisas a referir...

Em nós, que estamos sempre a tempo de mudar, perceber melhor quem somos e quem escolhemos ser. Nos outros, também importa entender, mas principalmente aceitar que são o que são connosco e não o que foram com outros, noutros momentos e contextos diferentes. Claro que há vícios, padrões e o desgaste do que se investiu com outras pessoas, noutras relações, mas sim, quando começamos algo novo há que ser positivo, pensar menos e sentir mais! Dar espaço para que as coisas aconteçam e não forçar porque já se 'viveu este ou aquele filme' com quem quer que fosse. Nem tudo são acidentes à espera de acontecer e se há coisa garantida nesta vida é que a mudança é constante, em nós e nos noutros, mas mais importante ainda, no decorrer de um novo começo, é perceber se gostamos mesmo, se há química e se o timing é certo... se vale a pena, porque como diz o Caetano, "quando a gente gosta é claro que a gente cuida" e também o Bob Marley referia que "não há nada mais cobarde do que despertar o amor em alguém sem intenção de amar de volta".

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Lençóis, edredons e capas

Houve alturas em que me enfiava lá dentro para acertar as pontas do edredon com as da capa... que totó!! eheh

Isto é verdadeiro serviço público!

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Amizades, vidas cheias e gente desorientada

Não percebo a malta nova hoje em dia e a gestão que fazem das relações e das amizades. Quando acontece alguma coisa chata ou mais lixada, alguém que se embebeda e faz um disparate, que se desorienta e comete um erro, que é infiel a um(a) namorado(a) ou que é desleal para com um amigo em comum... a malta cospe para o lado, guarda como se fosse 'segredo' e continua em frente a dizer "não me meto na vida dos outros, não tenho nada a ver com isso". Porra, então somos 'amigos' e não nos metemos na vida deles!? Não há mais "meter-se em e com alguém" do que ser-se amigo de dessa pessoa. Seja ela só amiga, uma namorada ou até um familiar! Metermo-nos na vida uns dos outros à grande é que é um bom indicador de que temos vidas cheias e que as partilhamos com outras pessoas a quem também (pre)enchemos a vida. E ser amigo não é só coisas boas e interessantes, nem é fácil... é fodido!! Ser-se amigo é ser-se militante, apoiar incondicionalmente, não medir distâncias, nunca esquecer e estar lá... não sempre, mas pelo menos quando é preciso.

A formação do nosso carácter faz-se com o input dos amigos, tanto ou mais do que com o input dos familiares, professores e adultos mais próximos enquanto crescemos... e há que convir que levamos a vida toda a crescer, a aprender, a amadurecer e os amigos são a família que escolhemos, não nos são impostos... esses são os conhecidos, os colegas, os amigos dos amigos... os nossos amigos a sério são os que nós escolhemos!

Quando uma pessoa faz merda e é nossa amiga, quer queiramos, quer não, somos igualmente arrastados para a merda com essa pessoa!! Faz parte do "contracto"! Os amigos são a consciência uns dos outros e têm a obrigação de se colocar na pele do outro e de colocar o outro a jeito de se ver de fora também. Que raio de 'amizades' são essas em que a malta vai para os copos, faz desporto, passeia, vai de férias e tal mas quando é para segurar cabelos porque a amiga está a vomitar ou para despir umas calças todas mijadas porque o amigo está k.o. no chão... quando faz merda à namorada ou anda a dizer mal de outro amigo nas costas... quando anda a arranjar sarna para se coçar no local de trabalho... quando morre a avó, o pai, a irmã ou o primo... quando o amigo está no hospital... e sei lá quantos mais cenários aqui poderia descrever e não estarmos lá para apoiar, ajudar e até passar pela mesma merda em que o(a) amigo(a) está!? Se não for assim, se não engolirmos estes sapos e não sentirmos um pouco daquilo que os nossos "amigos" estão a sentir, isso não é ser amigo (e paga-se caro mais tarde ou mais cedo, quando precisarmos também; embora isto seja uma mera referência e não uma forma de dizer que "mais vale ajudarmos para depois nos ajudarem também", pois numa amizade a coisa deve ser feita voluntária e altruisticamente).

Orientem-se, pá!!

No meu tempo (e ainda hoje) não era assim. Levo constantemente na cabeça dos meus amigos (que felizmente não são assim tão poucos - embora cada vez mais estejam longe geograficamente, mas com Skype, Whatsup, Viber, Hangouts, Facebook e outros a coisa torna-se mais suportável e por vezes até mais interessante) e de ouvir coisas que me custa a ouvir, a engolir sapos gigantes e a levar com sermões a torto e a direito, mas ainda bem que assim é! É sinal que há quem se preocupe, tenha paciência e capacidade para sair da sua zona de conforto para me fazer ver como as coisas são e o que faço sem dar conta. Amizade é militância!

Esqueçam lá os orgasmos, as gomas e o vinho tinto, os amigos são a melhor coisa do mundo!

domingo, 19 de julho de 2015

Estudos, gostos e benefícios para uma vida melhor

Numa altura em que há estudos para todos os gostos e feitios, deixo uma lista daqueles que acho que fazem toda a diferença.

7 Proven Health Benefits of Dark Chocolate
http://authoritynutrition.com/7-health-benefits-dark-chocolate/

Multiple Studies Show Coffee is Good for You
www.newsmax.com/Health/Health-News/coffee-safe-drink-protect/2015/04/02/id/636048/

Eating Pickles Could Help You Feel Less Anxious
www.grubstreet.com/2015/06/pickle-study.html

Staring at Boobs Extends Male Life by 5 Years
www.thebuzzmedia.com/staring-at-boobs-extends-male-life-by-5-years/

15 Science-Backed Reasons to Have More Sex
http://greatist.com/health/health-benefits-of-sex

quarta-feira, 17 de junho de 2015

Modas, pancadas e vaidades

Ele há, de facto, pessoas para tudo! Não entendo esta moda - assim como não percebo nem sigo outras - da proliferação dos runners.

Primeiro foi a fossanguice dos ginásios, depois das selfies e agora... pois, tinha de dar nisto do vício da correria, das apps de smartphones que controlam tudo menos o quociente de totozíce e os gadgets em formato de relógio, pulseira ou colar de fitness que monitorizam e avisam em relação a qualquer coisa excepto quanto à falta de tacto. São os posts de estatísticas no Twitter, os desafios aos amigos no Facebook, as selfies por vezes até com selfie-sticks on the run (e a malta não aparenta ter receio de tropeçar enquanto não olha para a frente)... a sério que não entendo esta história do culto do corpo, juro que não entendo!!

Eu cá gosto de fazer exercício porque como e durmo melhor e porque no cômputo geral me sinto bem comigo, até com o meu próprio corpo, mas estes exageros não são sintomas de gente saudável, não são! Mostram-se embriagados da superficialidade e futilidade que os dias efémeros nos oferecem, porque no fim disto tudo podem correr os quilómetros que quiserem, malhar o que bem entenderem, conseguir aqueles abdominais xpto ou aquele rabinho todo pipi, que não tenho nada a ver com isso, mas vai tudo dar ao mesmo. E porque raio acham que meio mundo quer ver isso espalhado pela internet? O que não falta na net são fotografias com bem melhor enquadramento, luminosidade e qualidade geral e até com a malta descascada ou a fazer coisas bem mais interessantes. Quem é que quer ver uma foto com uma luz manhosa, cores azuladas, cheia de grão e uma queixada desproporcional face ao cocuruto da cabeça!? Esta malta acha que vai durar para sempre ou então que, não durando, finta a velhice...

Acredito genuinamente que andamos neste mundo para deixar obra feita, uma marca, mas que as nossas carcaças não são obras de arte nem tão pouco telas para nos marcarmos "artisticamente" - o que me remeteria para a questão das tatuagens, que é outra moda que me incomoda particularmente - sendo apenas veículos para uma viagem que se quer interessante e em certa medida, e até em determinados momentos, com paragens que se revelem revigorantes. Considero que devemos de facto tratar bem o corpinho para se viver melhor, mais saudáveis fisicamente e, por consequência, mais sãos psicológica e emocionalmente. Mas não devemos esquecer que os nossos cascos estão irremediavelmente condenados à decrepitude, vaticinados à extinção e a ser irremediavelmente consumidos por bicharocos (salvo a eventualidade da irmos parar a um forno ou a uma exposição). Envelhecer com dignidade e orgulho é uma arte, encarar o corpo como algo que naturalmente e de forma sistemática se torna mais "feio" com o passar do tempo e o acumular das experiências e vivências é uma vantagem competitiva para com nós próprios e esse é o nosso maior desafio enquanto meros mortais.

Quem sou eu para criticar o que motiva os outros, quando ainda por cima é algo que não faz mal objectivamente a ninguém!? Mas há por trás destas modas extemporâneas algo que me incomoda. Este clima de miserabilismo de ideias é esvaziante e profundamente desnorteante, principalmente quando se nota que as conversas, os posts, as apps e o tempo em que outros trabalham e uns se mimam, redundam nesta feira de vaidades. Por vezes parece que importa bem mais a tatuagem no braço, a marca dos headphones, a pochete transparente com o smartphone da berra, a roupita condicente da cabeça aos pés e os logos das marcas bem visíveis em tudo o que se traz "vestido"... do que aquilo que trazemos dentro, para além do que é palpável mas que se reflecte tremendamente no olhar, na postura e na forma como nos mostramos aos outros. A motivação do(s) acessório(s) face ao interesse no fundamental. Como diz um amigo meu, "o pavoneamento dos objectivos de vistas tão curtas é que me maça, como me maça um noticiário da TVI".

Cada um faz o que entende com o seu tempo e eu também gosto de partilhar no éter o que faço no meu tempo livre... parece que somos todos vítimas das nossas vaidades, pelos vistos.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Ego, eco e o feedback dos imbecis

A propósito de uma referência a Umberto Eco – "redes sociais deram voz a legião de imbecis"...

Os imbecis, onde incluo idiotas, fuinhas e chicos-espertos, são o resultado da pobreza de espírito e não (necessariamente) da falta de cultura ou de inteligência. Há por aí muita gente menos dotada nos campos do raciocínio lógico, destreza matemática, capacidade de memória, orientação geográfica/espacial/ tridimensional, intuição e até mesmo da inteligência emocional e não se armam em totós, carapaus de corrida ou bestas! Os imbecis estão condenados, ou antes, nefastamente inclinados, a dar cabo da Liberdade, pois teimam em atropelar objectiva e contundentemente as liberdades individuais dos seus "pares"... ou melhor, de quem lhes está próximo ou tem a má sorte de se atravessar nos seus caminhos, caminhos esses especial e particularmente rectilíneos, porque essa gente não se dá ao trabalho de ajustar minimamente a direcção quando mete uma coisa na cabeça, é sempre em frente e a todo o gás!!

Hoje em dia os imbecis proliferam de uma forma absurda porque se lhes dá condições para isso. Dá um jeitão a quem governa! Já não vivemos na "era do vazio" mas sim do orgulho em esvaziar tudo... vale tudo menos tirar olhos e vazer vistas, porque olhinhos interesseiros são vitais para comprar revistas, ver televisão, ir a festivais (onde a música já passou para segundo ou terceiro plano, atrás das personalidades e do ‘barulho das luzes’), apreciar a arte da Joaninha ou os concertos do Toni... e não ver para além desta neblina do faz de conta, que de facto até é!

Contudo, ainda há algo mais a dizer sobre isto, pois os imbecis não devem de todo ser confundidos com os psicopatas! Os primeiros fazem-no a eito e à toa, já os últimos (que são sempre os primeiros) ajustam as condições climáticas da estufa para que estes floresçam e proliferem.

É o culto da mediocridade, onde impera o diletantismo e o aperfeiçoamento constante e a cada milésimo de segundo do amadorismo, na apenas aparente ditadura dos sargentos onde todos se intitulam donos do seu destino, sem se aperceberem que seguem em fila indiana, de olhar toldado e fixo em tudo o que brilha, a caminho do matadouro... antes fosse do cadafalso... e tudo sobejamente registado em formato de 'selfi'sh' e videoclips caseiros.

Os imbecis ferem a Liberdade, de morte... haja paciência para tanto Ego à solta!!

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Futebol, má educação e falta de ética

A forma como o Sporting está a tratar o Marco Silva, mete nojo!
A forma como o Benfica está a tratar o Jorge Jesus, mete nojo!
A forma como o Jorge Jesus está implicitamente a tratar o seu colega de profissão, Marco Silva, mete nojo!
A forma como a maioria dos adeptos de todos os clubes de futebol se comportam, mete nojo!
O Futebol mete nojo!
As televisões e os jornais metem nojo!

Porventura, até este post meterá nojo e como tal, torna-se o meu último comentário público sobre futebol, para que eu próprio não venha a meter nojo!

Não pode valer tudo (menos tirar olhos). Detesto a forma como as pessoas se comportam no mundo do futebol. Estou fora!!

terça-feira, 2 de junho de 2015

Séries, análises e críticas

Depois de Flashforward e The Event, agora cancelaram mais uma série que prometia tanto após uma belíssima temporada de estreia, que forçosamente se tornaram únicas para as três. Agora foi Forever, uma série quanto a mim brilhantemente idealizada, muto bem escrita a nível de argumento e diálogos, com personagens fortes e bem entrosadas entre elas e também com a história e os plot-twists que se sucediam, de grande nível cultural e histórico, repleta de pérolas e grandes ideias, muito mais do que uma mera série de polícias, qualquer outra série passada em NYC e até bem mais esgalhada do que tantas outras séries sobre viagens no tempo, imortalidade ou questões sobrenaturais. É com muita pena que me apercebi da decisão da ABC de não lhe dar continuidade. Não sei se não passo a pegar numa série só após saber que terá pelo menos uma segunda temporada...

Um outro exemplo de uma série absolutamente fantástica e que me marcou é The Newsroom. Que colosso televisivo! Embora pouco conhecida do público em geral, durou mais uma temporada do que inicialmente o criador queria e porque o público e o canal televisivo pediram e valeu a pena (3 no total). Ao nível e ao jeito de House MD na irreverência, genialidade e imaginação vs. realidade.

Vou começar a ver estas...
Aquarius (só vi o primeiro e promete, muito bem feita e original)
Mozart in The Jungle
Outlander (vi três episódios e conquistou-me; nada do outro mundo mas bem escrita)
Penny Dreadful
The Leftovers
The Messengers
Wayward Pines

Continuando a seguir estas...
Better Call Saul (tal como o Breaking Bad, começa devagarinho e depois agarra forte... a ver vamos)
Homeland (ansioso pela 5ª temporada, a 4ª começou menos bem mas terminou em grande)
House of Cards (fiz uma pausa a meio da 3ª temporada porque já me irritava, mas hei-de terminar)
Orphan Black (as primeiras 2 temporadas muito boas, a 3ª está mais fraquita mas vou continuar)
Satisfaction (interessante mas nada de especial; acho que não vai ter uma 2ª temporada...)
Shameless (ou se adora ou se detesta... não consigo ver de seguida mas gosto quando lhe pego)
The Blacklist (todos os argumentos para uma grande série e não é, no entanto prende e gosto)
The Last Ship (todos os argumentos para uma má série mas não é, quero ver mais)
The Strain (todos os argumentos para ser péssima, não é grande coisa mas quer ver mais)
The Walking Dead (é das que quando começa a irritar dá-nos um chapadão e deixa com vontade)
True Detective (nova temporada, nova história e novos personagens... tudo diferente!)
Under The Dome (não é uma grande série, mas prendeu-me)

Não incluo aqui as sitcoms, isso é outra conversa!

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Acção, carros e santa paciência que o filme é péssimo

Bem, o filme 'Furious 7' é tão mau, tão mau, mas tão mau, que o vi com muito esforço e ainda assim tive de o ver outra vez e logo de seguida... a segunda foi para não me esquecer de nada do que queria apontar para criticar e fazer este post... xiça? god damn it! Mas para não ser um post chato e comprido - como o próprio filme - e demasiado técnico, deixo o óbvio e atiro-me com ganas ao fundamental... e por tópicos!

- a malta do tuning gosta de sacar os airbags e já nem liga ao drift ou ao drafting, agora só vale o 'chicken game' e depois andar à pancadaria numa briga de rua.

- tecnologia ultrapassada é o que está a dar: carros antigos com nitro ou o Echellon e o Eye ????? numa pendrive USB 3.0.

- gesso? nah! e fisioterapia para quê!? "vou ali estatelar uma ambulância e pegar num canhão e fico logo bom!"
e manobras de ressuscitação também não fazem cá falta, "deixa-me só fazer-lhe um cafuné e dizer-lhe que gosto muito dele e ele já acorda!"

- a bófia só aparece para multar os excessos de velocidade ou juntamente com os bombeiros.

- drones and choppers are for pussies!!

- finalmente percebe-se para que servem aquelas suspensões que os latinos nos EUA gostam de colocar nos seus bufantes.

- no fim de tudo, depois de tanta confusão e alarido, bastava uma saquilada de granadas e uns tirinhos certeiros.

Mais... as cenas de diálogos cruciais carregadas de música 'emocional', as boquinhas moralistas armadas em frases inteligentes... epá, give me a fucking break, nem o Michael Bay consegue fazer pior com os seus slow motions carregados de bandeiras americanas a esvoaçar ao vento e musiquinha manhosa!!

É pena um dos actores da saga ter morrido, claro, até porque na vida real era um bacano e deixa boas referências, mas pode ser que assim não peguem mais nesta receita manhosa para fazer outras sequelas. Deixem o Paul Walker morrer!!

terça-feira, 19 de maio de 2015

Vida light, selfies e festas hollywoodescas

...ainda sobre as cenas canalhas de ontem e considerações sobre a sociedade em geral.

vidas light + smartphones = selfie'sh people

Hoje em dia anda tudo a pensar só no seu umbigo!

Um clube tomou conta de uma praça lisboeta como se fosse uma sala de espectáculos alugada. Uma festa hollywoodesca encenada que é tudo menos espontânea ou genuína Alguns adeptos não se querem divertir e dão azo às suas frustrações sociais para com o poder e a autoridade. Polícias a agirem individual e emocionalmente, talvez fruto das suas frustrações profissionais e pessoais. Jogadores na passadeira vermelha com smartphones e GoPros montados em selfies-sticks, 'desligados' do momento, longe dos seus fãs e mais a pensar no Twitter e Instagram do que no momento e na celebração em si. Gente a querer filmar e fotografar tudo e mais alguma coisa e a verem a realidade pelo rectângulozinho luminoso em vez de levantar os olhos para o cenário real...

Há um sentimento de grande ansiedade e frustração que todos sentimos no dia-a-dia neste país doente, mal educado e aparentemente sem rumo. Anda tudo com os nervos à flor da pele, de pavio curto, sem réstia de paciência e completamente desorientado: polícias, adeptos, todos! ...e já estou a ver o filme todo ou pelo menos as cenas dos próximos capítulos:

- polícias que actuam desproporcionalmente e abusam... não serão todos, mas pelas imagens vêem-se bem quem são e o que fazem;
- adeptos que usam o pretexto da celebração para criar confusão e desacatos... não eram todos benfiquistas, mas havia ali muitas camisolas do clube e noutros momentos também os dos outros clubes fazem o mesmo (e ainda há duas finais de taças e o último jogo do Benfica-Marítimo no Estádio da Luz);
- o desporto transforma-se em ultra competição e mau perder/ganhar;
- as festas cedo se transformam em verdadeiros cenários de guerra;
- momentos de lazer em família transformam-se em pura instabilidade e insegurança;
- o PSD/CDS ganham as eleições legislativas; a austeridade mantém-se;
- a impunidade face aos abusos de poder (submarinos, BPN, BPP, BANIF, BCP, BES/GES... e entretanto o Montepio e outros) continua;
- os números do desprego, inflação e taxas de juros mantêm-se em níveis históricos;
- o "pão e o circo" escasseiam ou tornam-se demasiado caros para a maioria das pessoas e as famílias mais endinheiradas deixam de ir ao futebol por causa da instabilidade e insegurança e apostam eu paus de selfies para telemóveis e tablets de última geração;
- o sentimento de ansiedade e frustração toma conta do povo e a cada greve, manifestação e ajuntamento de grupos na rua há "cães de fila" a controlar as movimentações e a abusar assim que as coisas se descontrolam minimamente;
- as pessoas optam por perder direitos individuais e colectivos em prol da segurança...

...e é assim que nasce uma nova ditadura!! Que tristeza de país, este...

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Festa, sociedade dividida e bestas inqualificáveis

Sobre a festa do Benfica, tenho algumas considerações a tecer.

O desporto, antes de negócio, indústria e dos inúmeros interesses financeiros, devia ser pura alegria e competição saudável. É uma pena que se assista a isto que aconteceu no Marquês, mas também ao que se viu no estádio em Guimarães, dentro e fora, antes, durante e no final só jogo. Mas o que se passou no Marquês hoje à noite, tanto da parte dos adeptos (da massa de adeptos, podiam de facto não ser benfiquistas!) como dos polícias, só demonstra que as coisas não estão bem a nível geral na sociedade portuguesa. Os ânimos exaltam-se facilmente, o nível de ansiedade é grande e palpável... isto é um sinal dos tempos e uma pequena amostra do contexto em que vivemos em Portugal neste momento. Há gente que só quer armar confusão, provavelmente para exteriorizar um descontentamento galopante e um sentido de frustração exponencial, cada vez mais difíceis de gerir. Isto nada terá a ver com desporto, celebração ou festejos descontrolados.

Independentemente de quem começou os desacatos e com que intenção, poucas coisas meterão mais nojo do que ver agentes da autoridade - formados para proteger e agir com proporcionalidade - a carregar em cima de pessoas que se encontram no chão, que em pânico vêm em sentido contrário ao do cordão policial ou que tentando defender-se, marcando uma posição na base da argumentação ou até mesmo injuriando, levam e até mais do que uma bastonada! Pelas imagens consegue-se perceber claramente que são actuações individuais e não da polícia de intervenção em geral. Esses agentes armados em bestas são tão ou mais criminosos do que quem inicia e mantém a confusão. Voltando à questão fulcral da proporcionalidade, metem nojo como seres humanos, que deviam ser, e não máquinas ou cães de fila.

Como amante do desporto e do futebol em particular, mesmo sendo sportinguista, tenho pena que os benfiquistas não tenham podido festejar como mereciam e até às tantas. Perde-se um bom momento de celebração e de festejos, que é algo que deve estar na base do desporto como competição saudável, ainda antes dos interesses financeiros, dos mercados e da indústria que é o mundo do futebol.

Também tenho de referir que acho muito estranho e até me incomoda, que tenham tomado de assalto o Marquês com aquela parafernália toda... não me refiro aos adeptos mas sim à produção de um evento que devia ser espontâneo e natural. É impressionante a quantidade de tralha e o pormenor pensado para aquele espaço e com tanto detalhe!! Estas coisas deviam ser feitas de improviso e a preparação devia cingir-se ao autocarro, a bandeiras e cartazes, a uma instalação sonora e pouco mais. O estádio é o estádio, a rua é de todos!

Para finalizar, depois de várias notas negativas, resta-me dar os parabéns ao Benfica e aos benfiquistas pelo campeonato e por serem bi-campeões, é inteiramente justo.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Super-heróis, super realizadores e super demais

Tenho de começar por confessar que adoro filmes de super-heróis... ok, nem todos me fascinam mas vejo-os todos, principalmente nesta nova fase em que os argumentistas e realizadores "casam" muito bem as histórias originais com a realidade actual, como os X-Men, os Avengers, o Batman e o Super-Homem. E além dos filmes também há séries com fartura, umas a passar agora e outras a sair brevemente (Agents of Shield, Agent Carter, Daredevil, Flash, Arrow...), mas o que é demais também enjoa, caramba! Isto é de modas... Há uns anos eram os vampiros, depois os lobisomens, entretanto os zombies e agora parece que é a confusão total do vale tudo:

Supergirl... então esta menina vem donde?

Spiderman... continuam com isso!? estes novos remakes estão piores que os anteriores remakes!!

Fantastic Four... outra vez? um remake, já??

Antman... really!?

Superman vs. Batman... WTF!?!?

E não é só o exagero de filmes e séries, são os argumentos a roçar o idiota nalguns casos, são os apelos inconscientes para o "tratar do assunto fora da justiça e pelas próprias mãos" e a loucura das premiere mundiais em simultâneo... give me a fucking break!!

Por cada filme de super-heróis devia haver um de cada um destes senhores realizadores: Woody Allen, Quentin Tarantino, Kevin Smith e Guy Ritchie... good clean fun com conteúdo sumarento e sem moralismos bacocos. Tenho dito!

quarta-feira, 13 de maio de 2015

Filmes, pudins e mortes do Sean Bean

Coisas interessantes aconteceram hoje...

Comi um 'pudim mandarim' cujo prazo de validade terminava em 2008, referindo-me, para que fique claro, às saquetas com o pozinho e não ao pudim em si... e vi um filme em que o actor Sean Bean não morre, coisa rara... o filme, não o pudim! Porque pudim mandarim e gelatinas é do que mais se come nesta casa. Acontece que me apareceu uma caixa com 4 saquetas de pudim mandarim que só podiam andar perdidas... go figure!

Bem, não se aprende nada aqui!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Criminalidade, multidão e carraças

Apanhei esta notícia na net...


...o meu comentário:
Só se for nos assaltos à mão-armada ou com bombas a carrinhas de valores, porque a corrupção alastra-se como um sacana dum cancro e até se podem tirar fotos ao calha da multidão em qualquer lado que aparece sempre um filha da mãe dum abutre ou uma magana duma carraça!!

domingo, 3 de maio de 2015

Coelho, Loureiro e o toque rectal

Devo confessar que acho altamente reprovável, aliás, extremamente condenável, que o Passos Coelho tenha identificado o Dias Loureiro no meio da multidão e para todo o país ver. Então o homem é um foragido da justiça, escapa-se de Cabo Verde para vir a Portugal, provavelmente a uma consulta à próstata, dado que está na idade certa, e o sacana do Coelho bufa-se assim que o vê!? Acho mal!! Já um tipo não pode fazer o toque rectal descansado que vem logo um sacana destes aumentar a dose! Carrega, Coelho!!!

quarta-feira, 29 de abril de 2015

Bom dia, boas notícias e vida boa

Epá, que boa maneira de começar o dia... especialmente depois de ter tido, ontem, mais uma daquelas conversas com amigos quarentões em que se aborda o tema de se estar a ficar velho, de doenças como a diabetes e outras.

Hoje li um estudo que refere que comer queijo prolonga a vida!! Txiiii... um dia destes ainda vou ler algures que chegaram à conclusão que o vinho tinto e o chocolate também prolongam a vida, isso é que era de valor! Prolongar não sei, mas que tornam tudo melhor e qualquer situação mais aprazível, isso sim. Há lá coisa melhor do que queijo, tinto e chocolate!? Só se for bem acompanhado, em viagem e com uma boa banda sonora.

Bem, vou atacar o brie que tenho no frigorífico!!

terça-feira, 28 de abril de 2015

Manteiga, margarina e serviço público

Apanhei isto na net e resolvi partilhar...


Manteiga vs. Margarina

Foi fabricada para engordar perus. Mas quando os perus começaram a morrer por causa dela, as pessoas que tinham investido na sua pesquisa começaram a procurar uma utilização alternativa que lhes permitisse, no mínimo, recuperar o investimento.
Foi nessa altura que alguém se lembrou de juntar um corante amarelo àquela que era, até aí, uma substância branca, tornando-a mais apetecível para consumo humano e apresentá-la no mercado como um substituto da manteiga.

Mas será que sabe qual é realmente a diferença entre a margarina e a manteiga? Vejamos:
- Ambas têm a mesma quantidade de calorias.
- A manteiga tem um pouco mais de gorduras saturadas (8 gramas contra 5 gramas da margarina).
- De acordo com um estudo da Harvard Medical, comer margarina pode aumentar em 53% as doenças cardíacas em mulheres, relativamente àquelas que comem a mesma quantidade de manteiga.

A Manteiga:
- Aumenta a absorção de nutrientes presentes em outros alimentos.
- Traz mais benefícios nutricionais do que a margarina (e os que a margarina tem foram adicionados artificialmente!).
- É mais saborosa que a margarina e pode melhorar o sabor de outros alimentos.
- Existe há séculos e a margarina há menos de 100 anos.

A Margarina:
- Triplica risco de doença cardíaca coronária...
- Aumenta o colesterol total e o LDL (este é o colesterol ruim) e diminui o colesterol HDL (o colesterol bom).
- Aumenta o risco de cancro em 500%.
- Reduz a qualidade do leite materno.
- Diminui a resposta imunológica.
- Diminui a resposta à insulina.

E, finalmente, a parte mais interessante e perturbadora:
A margarina está a uma molécula de ser... plástico! e possui 27 ingredientes que existem na… tinta de pintar!

Se não está convencido faça a seguinte experiência:
Abra uma embalagem de margarina e deixe-a aberta num local à sombra durante alguns dias. Vai poder constatar algumas coisas muito interessantes:

1. Não há moscas! (isso deve querer dizer alguma coisa!!!).
2. A margarina não mostra sinais de apodrecimento, decomposição ou alteração no cheiro.
3. Não tem bolor (nada se desenvolve ou cresce nela).

Ou seja, nem as moscas nem os mais pequenos microrganismos se interessam por aquilo. Não há ali nada de bom! Porquê? Bom, porque a margarina é quase plástico.
Exclua este produto de sua vida. A sua saúde agradece.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

25 de Abril, tugas e bastardos e que não sabem nada

Ontem li algures na internet, num site de um jornal, que "a maioria dos portugueses aprova a coligação PSD/CDS". Ora aqui fica a minha estranha mas até visionária comparação entre o 25 de Abril e a série Game of Thrones...

Tal como o Jon Snow, a maioria dos portugueses não sabem nada (para não dizer que não sabem um c...!) e sendo o Jon Snow o menino bonito de Westeros, os Tugas são também o menino bonito da Europa, mas acho que depois de vilipendiados em praça pública pelos mais ricos, levaram porrada que ferve, de se separarem da família e no final imporem respeito a pulso, com tempo e o traquejo alcançado por meio de inúmeras batalhas e incontáveis derrotas, a coisa um dia ainda muda de figura... mas até lá!? até lá, os que já sabem alguma coisa têm de continuar a levar porrada e a ficar vigilantes na muralha até que a maioria se canse e aprenda. Que tristeza de reino, este... sermos governados por Lannisters e Freys e os Starks já são poucos e os que restam estão emigrados e espalhados por esse mundo fora.

Este Snow que vos escreve está farto do estado a que as coisas chegaram e principalmente da forma passiva com que nos vamos todos aguentando, mas continua pacientemente à espera do momento em que as várias facções se orientem, que apareçam os dragões e decidam deitar fogo vivo a isto, que o Cavaco tenha um destino parecido ao do Tywin, que alguém dê de comer quiche de pombo ao Coelho, que o Portas apareça empalado às portas de uma qualquer muralha e que esses cães tinhosos todos que inundam de tachos deste país encontrem a paz final numa montanha verdejante longe daqui. Até lá, cá estarei a escrever mais episódios e juro que não "mato" ninguém nas minhas crónicas, muito menos as nossas personagens preferidas!

Valar Morghulis e 25 de Abril sempre!!

sábado, 25 de abril de 2015

Liberdade, resiliência e resistência

Pensar e escrevinhar pr'aqui qualquer coisa sobre o 25 de Abril em plena crise, num imediato pós-Troika, já em contagem decrescente para as eleições legislativas e em pleno crescendo para umas eleições presidenciais, só me apraz dizer...

...viva a Liberdade!
...viva a Resiliência!!

...viva a Resistência!!!

sexta-feira, 17 de abril de 2015

Calças, garfadas descontroladas e mastigação desenfreada

Hoje, pela primeira vez, vesti as calças começando pela perna esquerda, estando de pé... foi tamanha a estranheza e a confusão mental que tive dificuldade em manter o equilíbrio... e conter as gargalhadas!

Só comparável aqueles momentos em que, sem saber porquê e ao fim de tantos anos de experiência e mastigação bem sucedida, falho a boca com o garfo ou os meus maxilares decidem trincar as bochechas por dentro, vezes sem conta até perder a paciência... e as outras pessoas à mesa, a capacidade de conter as gargalhadas!

Que raio se passa nas nossas cabeças nestes momentos!?

sexta-feira, 20 de março de 2015

Música, luta e vontade de ser, sentir e partilhar

"Não desistas, no princípio é sempre mais difícil!"

Esta vai com dedicatória aos meus 'irmãos de armas', amigos músicos e companheiros de palco e de estrada. Antes era "no início é que é duro", agora é "no meio é que é lixado" e às tantas, no fim "não sei como será"... tá mau, pois tá, mas felizmente ou infelizmente, isto de ser músico não é como noutras áreas... é-se porque se sente e porque se faz! Não porque se ganha dinheiro, porque se vive disso ou porque apetece ser.

Cada vez há mais profissionais do espectáculo e menos profissionais da música... mas cada vez há mais músicos, basta ver como se multiplicam com a ajuda do YouTube e dos concursos de TV. Para muito boa gente, como eu, é como respirar e de pouco importa se se é autodidacta, se se aprende na escola ou se se faz o conservatório até ao fim... isto vale para quem anda a tocar, para quem anda a escrever e a compor, para quem anda a gravar, para quem só toca em casa por cima de música de outros, para quem brinca com loops, para quem não sai da garagem, para quem anda a curtir workshops ou a estudar a sério nas melhores escolas e conservatórios... vale para todos!!

Fazer música, criar melodias e escrever poesia cantada, até interpretar coisas de outros, é para quem sente e quer partilhar o que sente. É das melhores coisas que a vida e este mundo têm para oferecer e não há crise, gente interesseira ou filha da mãe que acabe connosco! Um músico é... (ponto)

quinta-feira, 19 de março de 2015

Sexo, ginásio e barriguinha

Recentemente saiu um estudo que indica que os homens com barriga são os melhores na cama. Claro que hoje em dia há estudos para todos os gostos, mas neste caso é fácil perceber porquê!

Os homens que investem demasiado tempo na questão do físico são inseguros e os carecas, gordos, vesgos, marrecos ou menos abonados sabem que o são ou o que têm e que uma mulher que vá para a cama com eles é daqueles bónus que não acontecem todos os dias, logo, esmeram-se que nem uns doidos para dar prazer à parceira. Já os típicos spornossexuals (google it!) procuram ver o seu reflexo em qualquer superfície que brilhe e não se aplicam. Perdem-se no momento e concentram-se mais neles próprios do que nas raparigas (por vezes mais do que uma!) que lhes circulam pelo quarto e o sexo torna-se medíocre, monótono e enfadonho... hence, the belly!

Sinceramente, quem é que tem paciência para aturar gente muito bonita ou perfeitinha demais na cama!? E aqueles rabinhos e coxas de ginásio são melhores de ver do que de mexer (pormenores destes, só posso comentar sobre mulheres, pois!). Nah, gente normal e com defeitos é melhor na cama do que gente demasiado "trabalhada"! Trabalham, pois trabalham, mas não é na cama... é no ginásio! E tomam coisas estranhas em forma de batidos, gotas e suplementos e depois "não funcionam"!! São de alta manutenção e baixa performance, como certos bólides que por aí há...

quarta-feira, 18 de março de 2015

Roupa, cabelo e ...não, não é barba, mas sim o bigodinho do Hitler

Se a roupa e os penteados mudam consoante as tendências, quanto tempo é que é preciso passar para que me dê vontade de gozar comigo, ou outras pessoas, quando vejo fotografias?

...10 anos?

...15!?

...20!??

E o que raio aconteceu na década de '80 para as roupas e os penteados serem tão, mas tão foleiros que não há quem tenha coragem de repetir o erro ao ponto de achar que voltam a entrar na moda!?

Quem é o responsável pelo desastre que foi essa década horrível para a humanidade?

Acho que desde os tempos do Santo Ofício que nada era tão prejudicial para a sociedade em geral... nem o III Reich foi tão mau como os penteados do Jon Bon Jovi e a roupa da Madonna!!

Epá, os nazis eram do piorío mas foi com a tecnologia que eles descobriram que se chegou ao espaço, que apareceu o micro-ondas, o velcro, os avanços na genética, na medicina, nas próteses, etc. Tudo bem que mataram e torturaram muita gente e isso não é brincadeira nenhuma nem motivo de brincadeira, mas os anos '80 foram maus, maus, maus, maus... ichhh!!

terça-feira, 17 de março de 2015

Filmes, géneros e filosofia

Interstellar... WOW!!

Escrito, produzido e realizado por um dos maiores realizadores de cinema dos nossos tempos, Christopher Nolan. Quanto a mim, a par com Terrence Mallick e os irmãos Wachowski (Andy e Lana), chegaram ao topo onde encontramos nomes como Stanley Kubrik e outros neste género, entre o Sci-Fi, o Thriller e a pura Filosofia.

outras referências:
Matrix (1, Animatrix, 2 e 3)
Cloud Atlas
The Thin Red Line
The Tree Of Life
2001, A Space Odyssey

...e não me incomodam nada as críticas de que o Nolan devia concentrar-se em ser o novo Hitchcock e não o novo Kubrik. Ele já trabalhou muito bem os dois géneros e é o Christopher Nolan e p(r)onto!

quarta-feira, 11 de março de 2015

Kanalha, expressões e um site que já é um clássico

Numa conversa no Facebook com uma amiga, a propósito de uma expressão que inventei há mais de uma década e que parece ter finalmente pegado - "há piores / up yours" - embora muitos não acreditem ter sido eu a criá-la, mas isso também não interessa nada, acabei de me aperceber que o site que eu e dois amigos criámos em 1995, dedicado ao nosso grupo de amigos, carinhosamente baptizado de Kanalha, faz este ano 20 anos de existência.

As expressões que usamos são criadas por alguém e muitas das que eu amigos meus usamos nas nossas conversas e no dia-a-dia, foram de facto criadas por nós. Muitas foram adaptadas e a grande maioria foram criadas por outros, mas é sempre um regalo lembrar-me que este site começou por uma brincadeira e que, 20 anos depois, ainda está online!

Este site foi criado no tempo do mIRC, nos primórdios da internet com imagens e no tempo dos modems de 33Kbps... WOW!!!

Deixo-vos não com o site, mas com uma das suas páginas, esta dedicada às expressões:
http://ctanganho.no.sapo.pt/kanalha/dicionario.htm

Ainda sobre o site e o grupo de amigos, tenho de acrescentar o seguinte...

Porquê 'Kanalha'? porque o Velho Barrocas, saudosa personagem que viveu na rua onde curiosamente hoje eu vivo e há mais de 20 anos atrás passava as minhas tardes e noites, na Garagem do Gordo, ocasionalmente aparecia aos berros a bater com um pau de marmeleiro no portão da garagem e a proferir uma frase que ficou para a história e hoje, depois dele ter morrido e da sua casa ter sido demolida, fica para sempre: "canalha dum cabrão, andam só a gozar com o velho". Convém dizer que não fazíamos nada, na altura, que os adolescentes normais não fizessem e de facto, salvo raras excepções, não gozávamos com ele, mas o desgraçado não gostava das movimentações que muitas vezes as mais de 15 motorizadas levavam a cabo nas proximidades da sua casa, praticamente ao lado da referida garagem... pois, era um martírio para ele!!

sexta-feira, 6 de março de 2015

Chocolate, vida e pormenores

Pode parecer trivial, básico e até estranho comentar isto mas noutro dia um amigo meu mudou para sempre a minha vida com uma frase que, logo ali, achei fascinante e num instante vislumbrei o quão diferente seria a minha existência a partir daquele preciso momento.

Durante um ensaio abri uma tablete de chocolate para a malta ir comendo e a determinada altura, depois de ter comido vários quadradinhos, esse amigo refere... "olha que o chocolate é para se deixar derreter na boca e nunca para trincar nem mastigar!"

Claro que percebi imediatamente que o sacana tinha toda a razão e, guloso e acelerado como sou, apercebi-me que raramente o fazia e nunca tinha perdido um segundo a pensar nesse pormenor!! Ele há coisas muito bem caçadas e isto traz todo o sentido à frase "a felicidade está nos pormenores!"

...true!

terça-feira, 3 de março de 2015

Filmes, laranjas e coisas raras

A melhor cena do filme Ocean's 11 é quando a personagem Saul Bloom aparece no Hipódromo a descascar uma laranja como o meu avô me ensinou... cortar a casca por gomos! ...coisa rara!!


segunda-feira, 2 de março de 2015

Guga, Futre e Egos

Tenho andado a reparar que pela postura, forma de gesticular (esbracejar!!), quantidade de disparates proferidos por segundo, tamanho desmesurado do Ego e o sucesso atingido de forma meteórica e desproporcional face ao talento demonstrado, fico com a impressão que o Gustavo Santos e o Paulo Futre são um e a mesma pessoa... já alguém os viu juntos no mesmo sítio!?

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Doors, rock e bandas de referência

Quando me perguntam qual é a minha banda preferida de todos os tempos, a minha resposta vai invariavelmente cair em algo deste género: "epá, não posso só escolher uma... talvez os Queen, os Beatles e os Pink Floyd (com Roger Waters!!) como Top3 ou em primeiro lugar ex aequo"

Depois contrapõem com Led Zeppelin, AC-DC, Deep Purple, Jethro Tull ou mesmo os Rolling Stones... até que que se lembram de me dizer: "e os Doors, pá!? Tu até tocaste numa banda de tributo a Doors!?"

Então aqui fica a minha opinião sobre este assunto...

Eu adoro The Doors, mas não foram tão influentes nem eram uma banda tão completa e eclética como Queen, Beatles ou Pink Floyd - noutra área menos abrangente do Rock. Até Jethro Tull, Barkley's James Harvest, Yes ou Chicago batem os Doors neste capítulo, embora os Doors sejam uns monstros e das minhas bandas preferidas.

The Doors tinham um mínimo denominador comum entre eles que assentava em algo profundamente humano e básico: melodias simples e envolventes, arranjos interessantes e originais com referências fora do comum no Rock dos anos '60 - Brecht, Wagner, flamenco, jazz..., letras desconcertantes e uma poesia lindíssima e arrebatadora, a teatralidade da banda em palco e a irreverência de Morrison, que tem sido sempre tão mal (re)tratado no cinema e vale a pena ler algumas das biografias que por aí andam para conhecer o homem para além da banda. Eram uma banda de luxo e posso dizer que assistir a um concerto deles (já sem o Morrison e o Densmore, em 2003), conhecer o Robbie Krieger e o Ray Manzarek pessoalmente e estar à conversa com eles durante mais de 30m e ter feito parte de uma banda de tributo em que tive a oportunidade de ser baterista, o que me deu uma posição privilegiada para curtir quase tanto como o público nesses concertos que demos entre 2000 e 2003, como quanto músico em palco, só posso dizer que é algo de soberbo, tocar o 'The End', o 'When The Music's Over' ou o 'Light My Fire' com mais de 6m de solos de hammond e guitarra eléctrica ao vivo. Belos Tempos!!

Outra banda que é uma grande, grande referência para mim são os Clã, mas isso já é conversa para outro post...

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Cinema, adrenalina e música

Porra, acabei agora de ver o 'Whiplash'... e agora quem é que vai dormir!? Até hoje, só um filme de terror valente é que me deixava neste estado... que final domoníaco!!

...bem, lá tenho eu de ir ver uma comédia romântica para ver se pego no sono, nem que seja só mais lá prás 5h.

...naaah, vou mas é ver o 'Ocean's 11' ou o 'Casino Royale'!

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Humanismo, cultura e medos

Já meio fora de contexto, várias semanas depois do ataque ao Charlie Hebdo, reparei que um amigo tinha publicado um post no Facebook e que mostrava uma perspectiva muito interessante sobre o assunto das guerras e da intolerância.

«Só se resolve com humanismo. Um olhar profundo aos erros perpetuados insistentemente pelo negócio da guerra e interesses pelas riquezas alheias que tem feito das nações do médio oriente os escombros dos países economicamente desenvolvidos. Milhões de famílias tem há gerações as suas vidas anuladas emergidas em ódios de ignorância sem culpa e sem esperança. Perpetuam-se fundamentalismos em ambas as faces tornando o futuro da humanidade impraticável.»

Haja Humanismo, Cultura, vontade de vencer os medos e a consciência de quer podemos mudar o mundo começando primeiro por nós, pela nossa postura e pelas decisões que tomamos face a questões e assuntos sérios e fundamentais. Neste contexto, condescendência, passividade e silêncio são crimes de guerra.

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Sacos, impostos e publicidade

Já tenho lido e ouvido muita opinião sobre a questão dos sacos de plástico nos supermercados e do imposto verde a eles associado. Tendo já comprado vários sacos daqueles grandes que custam 0,50€, não me importo de pagar 0,10€ pelos sacos de plástico, mas acho que há duas condições que deviam ser cumpridas: serem mais resistentes e não trazerem publicidade, pelo menos que não ocupasse o saco todo, porque senão estamos a pagar para fazer publicidade e é injusto e nisso não alinho.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Birdman, bom cinema e os filmes que marcam

Desde Pulp Fiction em 1995, Fight Club em 1998 e a trilogia Matrix (e Animatrix e Enter The Matrix) entre 1999 e 2003 que um filme não me surpreendia tanto e tão instintivamente, na forma, conteúdo e principalmente impacto ao nível da realização/cinematografia. Num segundo lugar ex aequo, poria outros como V For Dendetta, Crash, Cloud AtlasInglorious Basterds, Stranger Than Fiction e mais recentemente a belíssima surpresa que foi assistir ao Secret Life of Walter Mitty e perceber no fim quem o realizou.

São filmes que mudam a face, estrutura e história do mundo do cinema, sobem bastante a fasquia do que é fazer bons filmes! Tanto a nível técnico como numa perspectiva mais de sensibilidade artística e da dimensão humana, porque Alejandro González Iñárritu escreveu, dirigiu e produziu Birdman, é um filme super completo: direcção técnica, direcção de actores, fotografia, história, argumento, banda sonora, efeitos especiais, efeitos visuais... Visualmente arrebatador, em que tudo se passa em tempo contínuo, contrastando interiores exíguos de um teatro com a paisagem envolvente de prédios e ruas movimentadas de New York, principalmente na zona da Broadway. Realidades claustrofóbicas, apontando sempre para dentro das próprias personagens e daquilo que vivem individualmente, dos seus dilemas e dramas enleados em si e entre si. A banda sonora está brutal, de tão crua e desconcertante e o argumento muito mas muito bem esgalhado, levando-nos por vezes a confundir a realidade do passado de Keaton com a ficção da história de Riggan, o que dá uma dimensão deveras interessante à narrativa que tem um ritmo, em certos momentos, alucinante. Edward Norton está soberbo, Emma Stone e Naomi Watts ao melhor nível e Zach Galifianakis está irreconhecível, transformado num bom actor dramático! Os restantes actores e actrizes acompanham muito bem o elenco principal e não há falhas a apontar a nada nem a ninguém. Ficará certamente na história como um clássico… digo eu!

Mesmo que a Academia se incline mais para Boyhood ou para Theory Of Everything, porque serão tipicamente filmes mais “à americana” e bons para vencer Oscars, Birdman tem arrecadado inúmeros prémios e reconhecimento pelo mundo fora, mesmo nos EUA e é para mim e muito boa gente o filme do ano.

http://www.imdb.com/title/tt2562232/

Futebol, racismo e exemplos

A propósito das faixas e t-shirts nos derbies de futebol e futsal entre SLB e SCP, exibidas por claques e representantes de claques de ambos os clubes. Quem é que está certo ou tem a postura mais válida (porque digna nenhum tem)!? ...Sporting?? ...Benfica?? Sinceramente, para exemplo de carácter o Chelsea é que fica bem na figura e num nível muito acima destes dois clubes, aqui representados pelos seus presidentes.

Em Londres há uma investigação em curso para apurar quem foram todos os adeptos (brancos) do Chelsea que em Paris impediram um passageiro (preto) de entrar no metro e proferiram frases e cânticos racistas, sendo que três já foram identificados e impedidos de entrar no estádio e porque com estas coisas não se brinca e as consequências têm de ser duras e marcantes, para que não voltem a acontecer.

O Bruno de Carvalho e o Luis Filipe Vieira são uns meninos... birrentos e idiotas! Haja paciência para aturar esta canalha do futebol português.

E para quando a proibição de claques organizadas em Portugal? Isso é que era de valor! Só assim é que se podia voltar a ir ver jogos de futebol em família, bom ambiente e segurança. Vou esperando sentado...

sábado, 21 de fevereiro de 2015

Fome, campanhas e gente estuporada

Os idiotas que andam a alimentar a polémica das tatuagens do Ibrahimovic no vídeo, pelo facto de serem provisórias, que vão todos passar fome durante um mês para ver o que custa. ...cambada de miseráveis!

805 milhões de pessoas a passar fome no mundo e estas centenas de abéculas, curvadas sobre as suas secretárias com dedos nervosos nos teclados, provavelmente obesos de tanto enfardar hambúrgueres e malhar refrigerantes, só podem ter (má) celulite em vez de massa cinzenta na cabeça e um calhau no peito no lugar onde devia estar um coração.

Que lhes caia um piano de cauda em cima quando finalmente largarem o computador e saírem de casa para ir às compras ao supermercado, provavelmente para encher o carrinho de morraça enlatada e porcarias embaladas.

Façam bom proveito e não se engasguem, seus bácoros desgraçados!!

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2015

Pensamentos, regras e uma vida melhor

Pensamento do dia:

Regras básicas que deviam ser obrigatórias em prol de uma sociedade mais saudável:

- votar (num partido, em alguém, branco ou nulo, mas ir sempre votar!)
- evitar e condenar as cunhas e os favores (principalmente as borlas profissionais)
- ser-se frontal, sincero e assertivo no dia-a-dia... e sorrir!!
- deixar de ver televisão, procurar as notícias na internet, ver documentários e TED talks como se não houvesse amanhã e LER!!!
- fazer piscas nas putas das rotundas
- não usar o novo acordo ortográfico e evitar dizer palavrões como "lemites", "stúpido" e outros do género, porra!
- não comer fast food e moderar os açucares (nomeadamente os refrigerantes)
- trocar pastilhas elásticas e rebuçados por tomates cherry (não fazem balões mas dão um gozo desmedido ao rebentar na boca com a primeira trincadela)

...e o resto!? Bem, o resto vinha logo a seguir e quase como que naturalmente!!

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

Vida, blog e maluqueira

Não sei quantas 'vidas' tem um blog ou qual a expectativa de tempo da sua vida útil, mas depois de muita coisa reflectida, escrita e partilhada, fico extremamente satisfeito e orgulhoso com a significativa, marcante e importante (redundância tríplice!) marca de 10 anos de existência.

Mais de 1500 posts e cerca de 55.000 visitas depois, sem qualquer publicidade e apenas divulgação maioritariamente entre amigos, ainda por aqui anda e eu ainda de roda dele.

Agradeço as visitas, os comentários públicos, as mensagens privadas e principalmente a força que muita gente me tem dado para não desistir desta maluqueira que é o 'Triplicidades'... e costumam dizer-me "olha lá, não tens escrito nada porquê!? gosto de passar pelo teu blog para me rir um bocadinho, tirar umas ideias e por vezes até aprender qualquer coisa... vá lá!!"

Tem sido uma viagem interessante de partilha com alguns amigos mas principalmente com pessoas que tenho conhecido virtual e presencialmente, que de repente e contra todas as expectativas se tornaram próximas e passaram a fazer parte da minha vida real.

Epá, pensando bem é obra... e é giro, isto!

Obrigado

domingo, 15 de fevereiro de 2015

Arte, comédia e ligações humanas

As artes performativas têm características únicas, principalmente no que toca à ligação com o público. Este vídeo é muito interessante e mostra que os momentos mais marcantes na carreira de um artista não são necessariamente os 'pontos altos' em termos comerciais, como as vendas ou records de assistência em espectáculos, ou mesmo participações neste ou naquele programa de televisão, festival, etc. Não me vou adiantar porque vale a pena ver o vídeo...

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Arte, música e feeling

Na música, como em quase tudo na vida, há coisas boas, más e menos conseguidas, apesar do talento, trabalho e esforço. Mesmo sendo bom e tentando fazer bem, há o over singing e o trigger happy, por exemplo e borra-se a pintura com relativa facilidade e até sem darmos por isso, pois no momento até estamos lá a dar o que temos, mas será tudo o que temos!?

O Joaquín Sabina refere que "uma boa música deve ter uma boa letra, boa melodia, ser bem cantada e ter mais qualquer coisa... e as três primeiras até podem falhar".

Este tipo já tinha falhado noutra edição do programa, borrou a pintura no primeiro tema desta edição com tanta vontade de fazer bem, ouviu as críticas que tocaram num ponto altamente pessoal e sensível e com humildade, largou a guitarra, fechou os olhos e cantou com feeling... from the gut... e a tal 'quarta coisa que torna uma música fantástica' apareceu.

É por isto que a música é uma linguagem universal e uma forma de arte tão completa e incrivelmente interessante e genuinamente humana.

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

Amor total, de meio-termo e amor nenhum

«Entregar-nos a alguém não pode ser uma coisa de meio-termo. Podemos dizer que amamos, jurar novas galáxias e atingir picos de satisfação, mas rendermo-nos a alguém é oferecer-lhe o que temos de melhor, a começar pelo coração. Não pode correr mal porque se correr, a palavra 'mal' será demasiadamente pequena para ser usada. A tragédia de nos tornarmos órfãos afectivos é a constatação de não nos poderem devolver aquilo que demos. Ficamos sem uma parte do que nos fez ser especiais, porventura a melhor. Ficamos ocos.»
(Luís Osório)

...ocos e sem norte e quem já amou pelo menos uma vez na vida sabe que há uma quase imediata e até estranha certeza, funcionando como uma ténue mas fixa luz ao fundo do túnel: há vida depois de um grande amor e há ainda outro amor a cuidar, que precisa igualmente de uma entrega total: o amor-próprio!

segunda-feira, 26 de janeiro de 2015

Sócrates Story, manifs e populaça

Em relação à manifestação de apoio a José Sócrates que ocorreu ontem na minha cidade, só tenho isto a referir, quase em jeito de comentário oficial ou comunicado à populaça...

Instalem câmaras de vídeo e distribuam microfones na prisão, chamem-lhe "Sócrates Story 1" e vejam em casa, não saiam à rua a manifestar apoio nem coisa nenhuma! Esta gente quer-se é ligada por intravenosa à TV e longe da vista. Apre!!!

O Anselmo está doente e o Toni anda a tratar da vidinha dele e pronto... a carneirada ansiosa por festança e entretenga faz romarias à prisão de Évora. Ainda por cima são chatos, estridentes, vestem todos de igual, entopem o trânsito e nem sequer ensinam os locais a fazer piscas e rotundas como deve ser... epá, vão pro raio que os parta!!

domingo, 25 de janeiro de 2015

Grécia, Europa e chutos nos tintins

Hoje os Gregos vão reinventar a Democracia e dar uma chapada de luva branca (antes fosse com as costas da mão de um lenhador ou mecânico de tractores ou mesmo um chuto nos tintins por uma empregada da limpeza!!) ao resto da Europa! Haja coragem e lucidez, que se faça luz neste túnel desgraçado em que entrámos nestes últimos 7/8 anos de crise económica, financeira e de valores éticos. Hoje vejo-me grego para saber dos resultados eleitorais e perceber o verdadeiro significado de esperança e justiça social. Ah, valentes!!

sexta-feira, 23 de janeiro de 2015

Conversas, paixões e moving on

Depois de uma conversa interessante com um amigo, daquelas que nos deixam cheios, encontrei isto na net. Podia ter sido escrito por mim e vem bem a propósito por causa de algo que ele referiu: "deixa lá... mas o importante é não teres perdido a capacidade de te apaixonares e te dares a alguém, porque infelizmente, isso às tantas desaparece."

«Entregar-nos a alguém não pode ser uma coisa de meio-termo. Podemos dizer que amamos, jurar novas galáxias e atingir picos de satisfação, mas rendermo-nos a alguém é oferecer-lhe o que temos de melhor, a começar pelo coração.
Não pode correr mal porque se correr, a palavra 'mal' será demasiadamente pequena para ser usada. A tragédia de nos tornarmos órfãos afectivos é a constatação de não nos poderem devolver aquilo que demos. Ficamos sem uma parte do que nos fez ser especiais, porventura a melhor. Ficamos ocos.»
(Luís Osório)

Com esta idade, não sei quanto mais terei para dar antes de perder essa capacidade...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Sociedade, valores e psicopatia

Apanhei esta notícia na net e debrucei-me sobre a questão...

Há anos que ando a referir isto mesmo! Desde que vi e ouvi um tipo a ser entrevistado no talk show Conan, que tinha lançado um estudo com conclusões assustadoras, em que - salvo erro de memória - 4 em cada 10 CEO's das grandes empresas americanas mostravam comportamentos psicopatas. E é importante as pessoas perceberem que um psicopata não é um sociopata nem um serial killer, é apenas e só um indivíduo sem escrúpulos e sem noção da diferença entre bem e mal, capaz de fazer qualquer coisa em prol do seu egoísmo individual. São normalmente pessoas social e politicamente funcionais mas com uma grave distorção da realidade, que por serem assim, escalam mais facilmente e depressa dentro das organizações e quantas mais pessoas deste calibre chegam ao topo das hierarquias profissionais e políticas, mais esta sociedade tende a premiar comportamentos distorcidos e desajustados porque quem manda não tem uma escala de valores éticos e morais que primem pela justiça e igualdade, antes pelo contrário.

Só assim se percebe porque é que se tratam (salvam!) a banca e as seguradoras desta forma tão desigual face a outras empresas e principalmente face à população, só desta maneira se enquadra o conteúdo da programação televisiva e o que está a acontecer à indústria musical e de entretenimento televisivo a nível mundial.

Mandam-nos areia para olhos com a ideia de que vivemos numa sociedade capitalista que assenta numa meritocracia, quando a verdade é outra! Somos peças de uma máquina bem oleada, um sistema pensado à escala global para permitir o desajuste como norma. Passou a ser normal o egoísmo (selfies, blogs, comentadores profissionais...), a ser premiado o individualismo (concursos de televisão que não funcionam com equipas e que até humilham os concorrentes) e a ser encorajado o egocentrismo (espiação pública de pecados e exorcização de comportamentos em programas de reality tv, como o Big Brother e a Casa dos Segredos). Estão a dar cabo da Escola (ataque aos professores e sistema de educação), a amordaçar as Artes e a Cultura (já dizia o Goebbles...), a sobrevalorizar o poder do entretenimento (festivais de música e cinema que se focam no mediatismo dos artistas e galas de prémios que desvirtuam o que há de melhor na criação artística, tornando tudo uma competição) e principalmente a obrigar-nos ceder e retroceder face a direitos básicos que foram conquistados com sangue, suor e lágrimas ao longo de décadas e séculos.

Depois há outras questões que normalmente passam ao lado mas que devem ser trazidas para esta discussão e enquadradas com a realidade. Dizem as estatísticas que tem vindo a aumentar o número de agressões de alunos e pais a professores, agressões (algumas verdadeiramente bizarras) entre namorados, a violência doméstica, a criminalidade organizada (não trago para aqui a questão do terrorismo nem os roubos por necessidade)... porque será!?

Como sociedade, estamos cada vez mais desajustados, insensíveis e complacentes. Isto está a tornar-se insuportável!!

Posto isto, claro que vejo com bons olhos o que tem acontecido mundialmente com ataques organizados pelos Anonymous e outros grupos revolucionários. Pena que neste país se ande sempre a reboque ou se apanhe o comboio em andamento... brandos costumes, pois é!

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Liberdade, religião e estados de alma

Fico mesmo triste com estas merdas...

O que se passou hoje em Paris não pode de forma alguma fazer-nos ter medo de ter uma opinião e de a manifestar criticamente e até com sentido de humor. Uma opinião fundamentada, perfeitamente séria ou regada com humor, seja negro ou colorido, não pode jamais ser alvo de uma qualquer manifestação consequente e até oposta que não seja igualmente fundamentada e sobretudo ponderada e pacífica, mesmo que qualquer uma delas despolete instabilidade emocional, fira susceptibilidades e até incendeie consciências.

Somos seres humanos, pensantes, conscientes, sensíveis... Aqueles dois tipos que hoje em Paris se manifestaram de forma bárbara e completamente desajustada e descontextualizada, independentemente da sua filiação política e religiosa, não falam em nome de uma Religião ou Estado, manifestaram apenas a vontade de um grupo de gente que não sabe o que é ser-se humano, são animais!

Como ateu, normalmente e por princípio incomodam-me as religiões e tudo o que as rodeia; pelos seus fundamentos enganadores, manipulação política e controlo social - não tanto pela parte mais interessante que puxa pelo melhor de nós a nível individual, mas ainda assim acredito não ser necessário haver instituições que se arroguem o direito de controlar grupos de pessoas com nutrido sentido espiritual - e mais ainda me incomodam os seus seguidores fundamentalistas e cegos! A minha postura é a da cultura, da informação e da moderação e condeno firmemente este tipo de actuação, mas receio ainda mais pelo que se seguirá. Não as réplicas dos mesmos, que continuam a monte, ou dos seus companheiros de armas, mas pela postura e actos desencadeados através da mais que comum firme reposta que países ditos desenvolvidos e livres costumam levar a cabo nestes momentos. Haja reflexão e contenção antes de agir, mesmo depois de um tão violento e bizarro ataque à Liberdade (de expressão e de imprensa).

Como civilização, ainda temos muito que crescer...

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Tempo, incertezas e definições (mais ou menos objectivas)

Finalmente, um guia para ajudar a perceber as diferentes noções de tempo que todos temos e que de certa forma são mais ou menos universais, mas que até agora ninguém tinha ainda compilado e explicado assim...

1:00 | migalha - "não demora nada, é só uma migalha..."

2:30 | bequinha - "espera só uma bequinha, tá bem!?"

5:00 | beca - "espera aí, aguenta só uma beca!!"

7:00 | lusco-fusco - "nada disso, é só o tempo do lusco-fusco!"

10:00 | bocadinho - "despachem-se que eles estão a chegar daqui a bocadinho..."

15:00 | momento - "ainda estão no forno mas estão quase a sair, só um momento"

20:00 | bocado - "já não falta muito!? ok, então volto daqui a bocado!"

30:00 | um até já - "fecham a que horas!? não há problema, então até já!"

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

Chocolate, amêndoas e mastigação

Um amigou revolucionou completamente a minha forma de apreciar chocolate. Apenas referiu estas palavras mágicas: "o chocolate não se mastiga!"

Por acaso já utilizava esta fórmula a comer amêndoas de chocolate, deixando-as desfazerem-se na boca quase até ao fim, mas ainda assim aplicando-lhes uma esmagadora e certeira acção de movimento tipo guilhotina com a língua contra o céu da boca, deixando-as completamente expostas e desfeitas a meu bel-prazer... altamente satisfatório, a tocar a genialidade gastronómica!

Agora que passei a comer bombons e quadradinhos de tabletes sem nunca os trincar, txiiiii, que brutalidade de gozo!! Recomendo vivamente!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Agradecimento, ondas etereanas e gente rija

Aproveitando o meu agradecimento nas redes sociais, faço dele um novo post neste dia pós-festa...

Ora cá está o agradecimento oficial a tanta gente boa que se chegou a mim no dia de ontem...

As redes sociais, agora falando exclusivamente no plano da virtualidade, andam todas a tender para a real morraça!! Iludem, enchem-nos de dúvidas e de falsas expectativas. Andamos todos a roçar o engano em muitos e variados momentos e tudo parece que é, mas vai-se a ver e não é bem assim... é um fenómeno caricato, por vezes bizarro e tangencial ao assustador, mas as redes sociais - o FB em particular - têm um pormenor que se lhes é intrínseco, marcante e apesar de tudo, o que se percebe e se vai interiorizando com o tempo, gerador de uma agradável tendência para a proximidade. Seja com os que estão geograficamente distantes, sendo uma excelente ferramenta para manter amizades nos meandros da militância, seja com as inusitadas surpresas de gente, que de outra forma muito dificilmente se chegaria a nós… ou nunca!!... este mundo etéreo, ridiculamente definido pela incerteza e insegurança, também é um potencial dinamizador de algo raro e extremamente necessário nos dias de hoje: ligações humanas. Em determinados chega a ser um bálsamo!!

Quem me conhece bem sabe que ando constantemente no fio da navalha no que à exposição virtual diz respeito, havendo pormenores fundamentais nestas andanças que me incomodam bastante, mas devo admitir, satisfeito ao fazê-lo, que o saldo continua a ser francamente positivo. Não o digo apenas e só depois de por aqui ter estado a responder a muita gente que dedicou umas migalhas de tempo a tornar o meu dia mais brilhante, especial e tradicionalmente sendo um dia invernoso e cinzento; digo-o porque saio revigorado depois de um dia bem passado! (apesar de não ter conseguido fazer “aquela festa” que costuma dar-nos que falar durante meses, em que me esforço por juntar muita gente interessante e interessada em estar junta, em partilhar um momento diferente regado de boa conversa e muita música ao vivo… este ano foi diferente mas igualmente bom)

Fico muito honrado por ser alvo da vossa atenção, mesmo sabendo que "alarmes" não faltaram na net e smartphones a avisar que ontem seria, vá lá, o meu dia. A quem me parabenizou e abraçou ontem e ainda hoje, o meu sentido obrigado!! Fez diferença, para melhor, num dia que já de si estava a ser em grande e em tão boa companhia.

Nas palavras sábias do Sérgio Godinho, “só quer a vida cheia quem teve a vida parada” e eu, cá ando muita satisfeito com isto!

Beijos e abraços, fiquem em boa companhia e BOM ANO de 2015!!

Vá agora acabar com esta merda de converseta mole, que isto tá feito é para gente rija! SIGA!!

terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Vida, relações e internet

Num final de ano e em jeito de balanço, apanhei este texto na net que dá muito em que pensar...

Não só nas relações românticas, mas nas relações em geral e nas amizades virtuais. Na questão da individualidade, maturidade e crescimento pessoal e principalmente na forma como vivemos o nosso dia-a-dia. Como ouvimos música e vemos televisão, como achamos que estamos tão focados no agora e ligados a tudo e todos e se calhar até não!

Não é suposto a vida ser tão fácil como aparentam as selfies e as fotos das viagens dos nossos amigos nas redes sociais, o acumular de inícios de relações românticas que não passam dessa fase, as amizades que não se encaram de forma militante, aquelas poucas mas expressivas relações em que não se investe tempo, presencialmente ou com um telefonema, porque se anda demasiado ocupado com tantas relações virtuais em chats, mensagens e troca de galhardetes em formato de post... enfim, sinais dos tempos.

Vale a pena ler e reflectir...


«This Is How We Date Now

We don’t commit now. We don’t see the point. They’ve always said there are so many fish in the sea, but never before has that sea of fish been right at our fingertips on OkCupid, Tinder, Grindr, Dattch, take your pick. We can order up a human being in the same way we can order up pad thai on Seamless. We think intimacy lies in a perfectly-executed string of emoji. We think effort is a “good morning” text. We say romance is dead, because maybe it is, but maybe we just need to reinvent it. Maybe romance in our modern age is putting the phone down long enough to look in each other’s eyes at dinner. Maybe romance is deleting Tinder off your phone after an incredible first date with someone. Maybe romance is still there, we just don’t know what it looks like now.

When we choose—if we commit—we are still one eye wandering at the options. We want the beautiful cut of filet mignon, but we’re too busy eyeing the mediocre buffet, because choice. Because choice. Our choices are killing us. We think choice means something. We think opportunity is good. We think the more chances we have, the better. But, it makes everything watered-down. Never mind actually feeling satisfied, we don’t even understand what satisfaction looks like, sounds like, feels like. We’re one foot out the door, because outside that door is more, more, more. We don’t see who’s right in front of our eyes asking to be loved, because no one is asking to be loved. We long for something that we still want to believe exists. Yet, we are looking for the next thrill, the next jolt of excitement, the next instant gratification.

We soothe ourselves and distract ourselves and, if we can’t even face the demons inside our own brain, how can we be expected to stick something out, to love someone even when it’s not easy to love them? We bail. We leave. We see a limitless world in a way that no generation before us has seen. We can open up a new tab, look at pictures of Portugal, pull out a Visa, and book a plane ticket. We don’t do this, but we can. The point is that we know we can, even if we don’t have the resources to do so. There are always other tantalizing options. Open up Instagram and see the lives of others, the life we could have. See the places we’re not traveling to. See the lives we’re not living. See the people we’re not dating. We bombard ourselves with stimuli, input, input, input, and we wonder why we’re miserable. We wonder why we’re dissatisfied. We wonder why nothing lasts and everything feels a little hopeless. Because, we have no idea how to see our lives for what they are, instead of what they aren’t.

And, even if we find it. Say we find that person we love who loves us. Commitment. Intimacy. “I love you.” We do it. We find it. Then, quickly, we live it for others. We tell people we’re in a relationship on Facebook. We throw our pictures up on Instagram. We become a “we.” We make it seem shiny and perfect because what we choose to share is the highlight reel. We don’t share the 3am fights, the reddened eyes, the tear-stained bedsheets. We don’t write status updates about how their love for us shines a light on where we don’t love ourselves. We don’t tweet 140 characters of sadness when we’re having the kinds of conversations that can make or break the future of our love. This is not what we share. Shiny picture. Happy couple. Love is perfect.

Then, we see these other happy, shiny couples and we compare. We are The Emoji Generation. Choice Culture. The Comparison Generation. Measuring up. Good enough. The best. Never before have we had such an incredible cornucopia of markers for what it looks like to live the Best Life Possible. We input, input, input and soon find ourselves in despair. We’ll never be good enough, because what we’re trying to measure up to just does not fucking exist. These lives do not exist. These relationships do not exist. Yet, we can’t believe it. We see it with our own eyes. And, we want it. And, we will make ourselves miserable until we get it.

So, we break up. We break up because we’re not good enough, our lives aren’t good enough, our relationship isn’t good enough. We swipe, swipe, swipe, just a bit more on Tinder. We order someone up to our door just like a pizza. And, the cycle starts again. Emoji. “Good morning” text. Intimacy. Put down the phone. Couple selfie. Shiny, happy couple. Compare. Compare. Compare. The inevitable creeping in of latent, subtle dissatisfaction. The fights. “Something is wrong, but I don’t know what it is.” “This isn’t working.” “I need something more.” And, we break up. Another love lost. Another graveyard of shiny, happy couple selfies.

On to the next. Searching for the elusive more. The next fix. The next gratification. The next quick hit. Living our lives in 140 characters, 5 second snaps, frozen filtered images, four minute movies, attention here, attention there. More as an illusion. We worry about settling, all the while making ourselves suffer thinking that anything less than the shiny, happy filtered life we’ve been accustomed to is settling. What is settling? We don’t know, but we fucking don’t want it. If it’s not perfect, it’s settling. If it’s not glittery filtered love, settling. If it’s not Pinterest-worthy, settling.

We realize that this more we want is a lie. We want phone calls. We want to see a face we love absent of the blue dim of a phone screen. We want slowness. We want simplicity. We want a life that does not need the validation of likes, favorites, comments, upvotes. We may not know yet that we want this, but we do. We want connection, true connection. We want a love that builds, not a love that gets discarded for the next hit. We want to come home to people. We want to lay down our heads at the end of our lives and know we lived well, we lived the fuck out of our lives. This is what we want even if we don’t know it yet.

Yet, this is not how we date now. This is not how we love now.

(Jamie Varon)»


Foi muito por causa destas e de outras questões que compus o tema "Dono do Teu Nariz"

sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Arte, kitsch e a morraça da Joana Vasconcelos

Achei isto no Facebook e trouxe para aqui para lançar o debate...

«Haja pachorra, Joana!
Já tive mais pachorra do que tenho hoje para aturar o que não gosto. Também já tive mais dinheiro do que tenho hoje e, em compensação, menos cabelos brancos do que tenho agora. É assim a vida: vamos perdendo e ganhando coisas. Só a Joana Vasconcelos é que não ganha talento nem perde vergonha. Como diz o povo, mais vale cair em graça que ser engraçado, e com ela é isso mesmo que sucede. Há humoristas que acham que qualquer chorrilho de palavrões ditos em público tem um piadão a que ninguém resiste; a Joana Vasconcelos acha que qualquer coisinha feita em ponto grande se torna numa obra de arte. Este não é o único critério, não exageremos. Segue pelo menos um outro. Consiste em vestir qualquer objeto de croché. Compra um sapo na loja dos chineses; paga uma miséria a uma senhora na pré-reforma para que lhe faça uma espécie de preservativo em croché; veste o sapo e está a obra de arte feita. Vendem que nem pãezinhos, as galerias que o digam. Os compradores devem ser os mesmos que riem alarvemente com os palavrões ditos em público. Eu consigo apreciar menos as porcarias que ela faz que os palavrões ditos em público, mas isso sou eu, e com os gostos de cada um ninguém tem nada a ver. Nem eu diria nada não fosse ver a última diarreia da insigne artista. O galaró prantado na praia de Copacabana, putativa representação da portugalidade, roubou-me o último pingo de pachorra. Como o Brasil já foi terra de canibais não percamos a esperança: talvez ainda façam cabidela… de Joana. Enquanto fazem e não fazem, e procurando conciliar o riso alarve do palavrão com a diarreia da artista, que tal trocar o galo de Barcelos por um caralhão das Caldas?»
(Luís Cunha)


...de facto não consigo entender como e porque é que gostam tanto da "arte" dela no estrangeiro. Cá até dou e benefício da dúvida, uma vez que há tanta gente pirosa a usar desculpa para tudo "porque é kitsch" e pensando bem, há artistas a expôr fotografias de anus, esculturas de cocó e outras merdas apelidadas de arte só porque é 'trendy' ou "demasiado arrojado" para ser entendido por comuns mortais. Há arte útil como o design, arte comercial que entretém, arte contemplativa, arte especulativa... há muitos tipos de arte, sim, mas isto não sei o que lhe hei-de chamar que não seja "arte morraça"! Cá por mim a "artista" pode ir comer um cão cheio de pulgas. E ainda estou para saber se o Cavaco tem alguma obra da Joana Vasconcelos na sua marquise...

terça-feira, 16 de dezembro de 2014

Vazio, cheio e meia benga

Uma das teorias mais controversas e paradoxais de que há memória, pelo menos desde que se lembraram de beber líquidos em recipientes de vidro - vulgo copos, principalmente tratando-se de bebidas alcoólicas, sendo que serão as que mais puxam pela imaginação, que muita gente se debate com a questão do copo estar meio cheio ou meio vazio. Filosofias à parte, consigo dar cabo deste problema em duas estocadas em jeito de frases lógicas:

- quando se enche o copo até meio, o copo está meio cheio;

- quando se enche o copo até cima e se bebe ou se vaza algum do líquido até ficar sensivelmente a meio, o copo está meio vazio.

End of discussion... ou não!

domingo, 14 de dezembro de 2014

Seinfeld, prémios e brutal honestidade

Nunca tive ídolos mas sou um profundo e convicto admirador de algumas pessoas interessantes que por aí andam ou já andaram há algum tempo.

Para mim, Jerry Seinfeld é um tipo que personifica a sofisticação que a simplicidade pode trazer, é como o peso do silêncio no meio das músicas, é a importância da observação consciente de uma sociedade cheia de podres mas que, assim como a caracterizam pela negativa, também a podem forçar a melhorar pela brutalidade que é apercebermo-nos das coisas como elas são, de facto e sem rodeios, inclusivamente até com algum humor à mistura, o que em si já é absolutamente delicioso.

Ser consciencioso é importante, fundamentar as opiniões é extremamente relevante, ser auto-crítico é determinante, mas temperar tudo isto com humor, é outro nível e há tipos assim, que minam o sistema por dentro. Este é um dos bons exemplos de alguém que aprendeu as regras do jogo e faz do jogo e das suas personagens o que quer, com frontalidade e honestidade em todos os momentos ("first learn the rules than break them like a pro"). É um tipo que conquistou a liberdade interessante que o dinheiro e o estatuto podem 'comprar' neste mundo bizarro em que parece que as coisas só fluem num sentido.

É deveras refrescante e até reconfortante perceber que há quem não inche demasiado com o dinheiro, o poder e a fama e se mantenha fiel a si próprio, sobretudo e apesar de continuar a fazer parte do jogo!

Este tipo é simplesmente genial!!


quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Goucha, tribunais e falta de tacto

"Goucha Processa Estado Português"

Hoje dei com esta notícia e várias questões se levantam e me fazem confusão...

Em primeiro lugar, porque raio é que alguém no seu perfeito juízo processa um canal de televisão, tendo em conta que se trata de um programa de entretenimento que vive de monólogos tipo standup comedy, sketchs e entrevistas com convidados, sendo que, entre outros assuntos, se abordam temas como a comunicação social e figuras públicas!?

Em segundo lugar, sendo as questões da sexualidade e de género algumas das que suscitam mais arbitrariedade a nível de considerações humorísticas, ainda que considere a hipótese de haver limites até para o próprio sentido de humor, o Sr. Goucha pôs-se a jeito duas vezes: quando foi alvo de chacota no programa ‘5 Para a Meia-Noite’ e também quando perdeu em tribunal.

É que a liberdade tem destas coisas. Cada um pode ser o que bem entende e apresentar-se como lhe der na real gana, mas quando se é uma bichona doida, ao mesmo tempo apresentador (confesso que estive quase para escrever esta palavra no feminino… a equipa do “5” tem piada!) de um dos programas com mais visibilidade da televisão portuguesa e se passa grande parte to tempo a arranjar lenha para se queimar em directo e para quem quiser ver… epá, se há alguém que falta ao respeito a alguém, é o Goucha a si próprio! E isto sem nunca ter visto mais do que 5 minutos seguidos de qualquer dos seus programas na TVI – claro que no tempo da RTP e mesmo na TVI antes ter assumido a sua preferência sexual, esta questão não se punha; noutros tempos o apresentador primava pelo profissionalismo e não passava o tempo a mandar piadolas ambíguas e chalaças dúbias sobre Homossexualidade e as suas preferências sexuais, fazendo-se o centro de todas as atenções, num programa cuja audiência - ao vivo no estúdio e onde quer que alguém tenha ligado as televisões por este país fora - é maioritariamente composta por mulheres... e isto ao lado de uma loira que consegue rivalizar com a Júlia Pinheiro a nível de decibéis!! É obra!

Tenho para mim que um dia destes o Sr. Goucha ainda acaba a ser processado pela comunidade gay, mas para já está a pôr-se a jeito para ouvir outro sermão de um qualquer juiz europeu.

Esta gente não investe tempo e dinheiro noutros assuntos mais importantes como os alimentos transgénicos ou a questão da co-adopção!? Bons assuntos para serem levados ao Tribunal Europeu dos Direitos do Homem.

Isto não é um problema de injustiça com base no preconceito, é um problema de estupidez com base na falta de tacto… de todas as partes envolvidas!

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Pais, meninas e meninos

Noutro dia um amigo meu, pai de uma menina com 3 anos e um rapaz recém-nascido nos braços, dizia orgulhoso:

- "Finalmente um 'pilas'!! ...mas atenção que adorei a experiência de ter uma menina... em todo o lado há tanta coisa e tão gira para elas, nas lojas, nos catálogos (...) fiz-lhe uma casa de bonecas com uma cozinha (...) estou sempre atento ao que diz (...) levo-a 'aqui' e 'ali'... sou um pai babado, estou a adorar!!"

Resposta pronta de vários dos homens presentes, em simultâneo e em polifonia:

- "...espera até ela ter 16 anos!!"

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Paz, felicidade e redes sociais

Diz o Nobel da Paz que...

«o emprego é um tipo de escravatura porque se está às ordens de outra pessoa. Aceita-se um emprego, há horários e condições que se têm de aceitar: por isso não se é livre. Porquê escolher isso? Por que não ser livre, tomar as decisões sobre o que se quer fazer? Isso é o estado natural do ser humano. Quando se aceita um emprego começa-se por baixo. Vai-se subindo de nível, até que, no fim da vida, eventualmente se chega ao topo. Isso é uma utilização muito limitada do talento humano. Os seres humanos têm um poder criativo tão grande. Porquê perder a energia e o poder, fazendo algo que outros mandaram, e que nós podemos não gostar, só para ter um cheque ao fim do mês? Assim estamos a vender-nos. E para quê? Temos é que fazer as coisas de que gostamos. Por isso, o nosso estado natural é sermos criadores do nosso próprio emprego, sermos, nós próprios, empreendedores.

Como é que seria o mundo só com empreendedores? Não precisamos de pessoas que sigam outras?
Seria divertido, toda a gente ia adorar. Imagine que eu seria empreendedor e você também. Você precisava de mim e eu de si, teríamos uma parceria, trabalharíamos juntos. Seríamos livres. E esse seria o nosso trabalho. Faria as coisas porque queria, e não porque precisava.»

(Muhammad Yunus, artigo completo aqui...)

Entre o I think careers are a 20th century invention e the things you own end up owning you, esta lógica de 'ganhar' dinheiro para termos o que nos dizem que é importante - casa, carro, férias, gadgets... - é conducente a uma vida de escravatura, sim! Durante a nossa vida adulta passamos a maioria do nosso tempo a dormir e a sonhar com mais e melhor(es coisas) ou a trabalhar para as ter. Entre 6h de sono, que devia ser de qualidade e com total ausência de stress e 8h de trabalho que deveria ser de entrega e motivo de orgulho, investimos tanto em coisas que realmente não gostamos, para impressionar pessoas que, no mínimo, não nos interessam assim tanto e com o objectivo último e premente de nos tornarmos em algo que contraria a nossa mais intrínseca forma de ser. Na maior parte das situações até nos limitamos a nós próprios porque há regras estúpidas em jeito de 'porque sim', que nos são impostas a todo o momento por outros e por nós próprios, tanto em ambiente profissional como social. Somos demasiado exigentes com tudo e todos e isso até poderia ser bom, produtivo, desde que devidamente direccionado.

Vivemos tempos de livre e fácil acesso à informação, estando constante e frustrantemente inundados em estudos científicos, reportagens e artigos de opinião, sempre controlados pela confusão da realidade que nos apresentam, normalmente paradoxal e conflituosa... são os tempos dos treinadores de bancada, toda a gente tem direito a uma opinião... bah! Por mais ridículo que pareça, é um facto que hoje em dia é importante parecer que se tem ou que se é antes de ter ou ser. As páginas de Facebook, Twitter e Instagram iludem com um mar de selfies descontextualizadas, os blogs e o YouTube mentem descaradamente com vídeos manipulados mas ninguém liga, ou pior, entra-se numa corrida que leva a uma espiral de ilusão que não faz qualquer sentido... só 'porque sim'.

É sabido, pelo menos para alguns, que as hierarquias servem para manter o status quo e que certas instituições como as religiosas e políticas são os pilares desta falta de respeito pela humanidade na sua mais básica condição e hoje em dia já ninguém está disposto a confiar em políticos sérios ou líderes religiosos desinteressados, que são raros, mas dispõem-se motivadamente a dar poder a populistas demagogos que são produtos deste frenesim bizarro que promove a ausência de talento e o culto da mediocridade. Não importa se se é bom em alguma coisa, tem de se ser o melhor possível na arte da ilusão e ninguém se apercebe que o truque é sempre o mesmo e igual para todos. Já não há coelhos em cartolas ou cartas de jogo que surpreendam quem quer que seja, quando devíamos era surpreendermo-nos com o nível de falso interesse a que isto chegou, Já não vai havendo muita gente interessada, é tudo uma cambada de interesseiros!

Haja paciência para sobreviver a esta fase da nossa cultura ocidental (cada vez mais globalizada)... Para pegar em mais uma frase de filme: carpe diem e mente aberta!


...quem não 'apanhou', as referências: Into The Wild, Fight Club e Dead Poets Society.

sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Abutres, fisco e meninos de coro

Um dos maiores gangsters e mafiosos da história americana foi apanhado pelo fisco. Se ao menos por cá os abutres fossem apanhados assim. ...declarar rendimento mínimo, bens em nome de familiares, offshores, sedes em paraísos fiscais... o Al Capone era um menino!!

domingo, 23 de novembro de 2014

Política, gafanhotos e síndrome de Tourette

Face à realidade portuguesa atual, à verborreia que escorre a rodos juntamente com os gafanhotos nos discursos que nascem de verdadeiras diarreias mentais da grande maioria dos detentores de cargos públicos e muitos dos políticos em Portugal, estou seriamente inclinado a votar no próximo candidato que sofra de síndrome de Tourette!!

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Fios em espiral, maus filmes e internet

Se há coisa que me irrita solenemente, ao mesmo tempo que me deixa verdadeiramente maravilhado, é o estranho fenómeno que se dá com os fios em espiral dos telefones fixos. Porque raio e em que momento é que o fio fica com aqueles jeitos manhosos ao arrepio da continuidade da espiral!!? Não me faço entender? Passo a explicar...

Por vezes, a meio do fio do telefone, aparecem umas "contra-espirais" que certamente surgiram com a maior das facilidades, mas que para desaparecerem tem de se pegar no fio e ir desenrolando o mesmo no sentido da espiral, até que esta fique homogénea e normal, sem "arrepios"! Isto irrita, não só porque demora tempo e temos de ter o auscultador fora do "descanso", mas porque não dá para perceber quando, quem, como ou o que provoca tal alteração. Além de estupefacto, esta situação recorrente deixa-me ridiculamente interessado em desvendar um mistério que já se arrasta há mais de três décadas, em vários telefones e locais diferentes, claro!

É assim como que um péssimo filme que se assiste no cinema mas que estranhamente nos deixa curiosos em saber o final, sendo que de repente há um corte de electricidade, saindo forçosamente a meio, não voltando a repor o filme naquela sala, em qualquer outro cinema e tão pouco algum canal de televisão o compra para exibi-lo nem que fosse às 3h da madrugada ou num domingo às 16h! (claro que neste cenário ainda não havia internet, streaming ou torrents!)