terça-feira, 30 de outubro de 2007

300

Confesso-me um convicto interessado pela Numerologia, Matemática e tudo o que tenha a ver com números, mas prometo que não vou continuar com este tipo de títulos por muito mais tempo. Por falar em números, recordo que sempre detestei a Matemática na escola até ter chegado à Universidade e conhecido o meu professor da cadeira de Matemática II do curso de Sociologia. Nunca tinha visto ou pensado a Matemática daquela forma. O tipo explicava as parábolas com arremessos de paus de giz; mostrava o interesse da Trignometria com slides lindos da Catedral de Alhambra; comentava o funcionamento da Estatística com o visionamento e consequentes debates de filmes como o 2001, A Space Odissey e outros do género. Aquilo é a uma aula! Mando desde já um cínico e venenoso “olá” à minha professora de Matemática do 9º, 10º e 11º, que sempre me chumbou e mesmo assim acabei o ensino secundário. Foi o azar de ter sempre apanhado professores de Matemática péssimos e a nunca esperada sorte de ter apanhado a reforma do ensino secundário. Não me lembro de ter pedido favores a ninguém, calhou! Mas a realidade dos terríveis professores de Matemática contrastava vivamente com os belíssimos professores de História, Filosofia e Psicologia que também tive a oportunidade e o prazer de conhecer e assistir às suas aulas desde o 9º até ao 12º, passando também para a Universidade. É como tudo, há bons profissionais em todos os ramos, trabalhos e funções.
Agora passo para o tema que me levou a escrever este post.
Vi aqui há dias o filme 300 e gostei bastante. Parti para o seu visionamento com algumas reservas, mas passados poucos minutos dissiparam-se. O filme, que embora o belíssimo aspecto é um low budget movie, conquistou-me pela imagem, realização, produção, pela coragem na adaptação de mais uma BD do Frank Miller, mas principalmente pela história e argumento. Convido-vos a todos a vê-lo, não necessariamente na minha casa, pois vale bem a pena. Já agora deixo outra dica no éter, também ele um filme e uma adaptação de uma BD do Frank Miller, desta feita pelo realizador Robert Rodriguez: Sin City. Já tem uns aninhos e talvez só se apanhem dvd’s de aluguer carregados de riscos e impressões digitais mutantes, mas vale o esforço de tentar alugar ou mesmo comprar. Em tempos natalícios arranjam-se este tipo de filmes em dvd bastante baratos, naquelas grades de miscelânea cultural que os hiper-mercados têm na zona dos electrodomésticos em que misturam concertos do Tony Carreira ou do Caetano Veloso com filmes tipo The Secret Of My Sucess e Apocalypse Now, Redux. Como sempre ouvi do meu pai desde pequeno, “é fartar vilanagem”!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

500

Chegámos ao fofinho e redondinho número de 500 posts publicados. 500 posts escritos, muitos lidos e alguns comentados. Era uma tarefa impensável e quase megalómana no início, mas eis que aqui chegámos. Chegámos no plural, pois! Nada disto tinha sido possível, não fosse o incentivo que vocês proporcionam com as constantes e infindáveis visitas. Sendo assim, endereço os parabéns a quem cá passa e dedica um pedadinho do seu tempo a consultar este cardápio de pensamentos gasosos. Obrigado pela força! Vou tentando responder com dedicação e vontade em perpetuar esta baiuca cibernética. Um grande bem haja a todos!

domingo, 28 de outubro de 2007

O tempo muda ou somos nós que (o) mudamos?

Esta noite mudou o tempo, aliás, a hora, o que é sempre um conceito e um processo de alteração da realidade perceptível, profundamente interessante. Assim que me levantei, ainda meio estremunhado e com a visão desfocada, pensando que já era meio dia, o que me dava muito pouco tempo de descanso no conforto do meu sofá da sala e me fazia ganhar consciência de que me deveria ir dirigindo para a cozinha por forma a ir preparando o que viria a ser, horas mais tarde, uma amostra pouco recomendável de um almoço, deparei de imediato com o brilho ofuscante do relógio do meu pouco utilizado vídeo VHS - que é automático nestas mudanças e acertos horários, pois que se liga ao teletexto, coisa que nunca percebi para que serviria até chegar ao meu primeiro equinócio de Inverno com este aparelho fantástico na minha sala, reparando neste extraordinário e mui útil pormenor - que me dizia que ainda eram apenas 11h. Passados alguns minutos no refastelo do meu sofá, recordei mais um episódio caricato dos meus tempos de adolescente.

Quando era puto, por volta dos 14 anos, uma das coisas que me dava real gozo era voltar para casa à noite fora do horário de chegada, pré-estabelecido em conversa com os meus pais, e chamar-lhes à atenção de que estava a cumprir integralmente o combinado, apenas que o horário tinha mudado. Para um típico adolescente com o normal respeito pelos seus progenitores, mas também com a emergente vontade de desafiar o estabelecido, isto era o culminar de muito tempo de espera e poder realmente desafiar a autoridade, sem que isso resultasse em qualquer tipo de sermão ou castigo. A chamada chapada de luva!

No Verão perdia-se uma hora, mas no Inverno era a loucura total. Mais uma hora para estar na rua com os amigos, ou nos copos com os amigos, ou na jogatana com os amigos, ou na cantoria e guitarrada com os amigos, ou na conversa com os amigos, ou aos beijos com as amigas. Belos tempos! Cerca de 30 minutos depois, muitas imagens deliciosas que passaram pela minha mente e todo um processo árduo de compilação, síntese e escrita, num portátil que me aquece as pernas mas que já vai sabendo bem porque o tempo, melhor, o clima, também está a mudar e ainda não tenho os meus gatos a viver comigo para me aquecerem e a manta que comprei no Ikea não é de lã e não aquece assim tanto, mas também quem me manda a mim estar de boxers e t-shirt numa altura destas em que acho que esta frase já vai chata e comprida demais para um razoável entendimento da minha escrita maluca, eis que me levanto a caminho da cozinha... bom resto de fim de semana.

sábado, 27 de outubro de 2007

13, esse número mágico!

Não resisti a publicar um desabafo cibernético que recebi em forma de e-mail, de uma pessoa muito próxima... o tipo de humor, se o quiserem reconhecer, é muito semelhante ao que aqui tem sido exposto e sendo assim não destoa. Deve ser mal de família!

Domingo, 14 Outubro, de manhã.
A RTP1 transmitia, em directo, as cerimónias de Fátima.
A SIC transmitia, em directo, as cerimónias de Fátima.
A TVI transmitia, em directo, as cerimónias de Fátima.
A TSF transmitia, em directo, as cerimónias de Fátima.
A Rádio Renascença transmitia, em directo, as cerimónias de Fátima.
Tive medo de ligar a torradeira...

quinta-feira, 25 de outubro de 2007

Manual de sobrevivência em sociedades decadentes e apodrecidas

Deixo-vos uma lista de coisas obrigatórias e urgentes de serem assimiladas e digeridas... sem mais comentários:

Documentários
- Bowling For Columbine
- Farenheit 9/11
- Loose Change, 2nd Edition
- Zeitgeist
- An Inconvinient Truth

Filmes
- V For Vendetta
- The Matrix (pelo menos o 1º filme + Animatrix)
- The Wall / Pink Floyd (o filme)
- Thin Red Line
- The Shawshank Redemption
- American Beauty
- The Day After Tomorrow
- O Código DaVinci
- In The Flesh / Roger Waters (concerto)

Música
- The Wall / Pink Floyd
- Dark Side Of The Moon / Pink Floyd
- Wish You Were Here / Pink Floyd
- Animals / Pink Floyd
- Final Cut / Pink Floyd
- The Pro's And Cons Of HitchHiking / Roger Waters
- Radio K.A.O.S. / Roger Waters
- Amused To / Roger Waters
- Flickering Flame / Roger Waters
- OK Computer / Radiohead
- Pigs, Peasants And Astronauts / Kula Shaker
- Chicago III / Chicago

Livros
- O Pêndulo de Foucault / Umberto Eco
- O Código da Bíblia / Michael Drosnin
- O Processo / Kafka
- Metamorfose / Kafka
- Anti-Cristo / Nietzsche
- Assim Falava Zaratustra / Nietzsche
- O Admirável Mundo Novo / Aldous Huxley
- Fernão Capelo Gaivota / Richard Bach
- Ética Para Amador / Fernando Savater

Sites
The Ultimate Conspiracy Guide
Só me Apetece é Cobrir



Pode estar a faltar-me qualquer coisa de essencial, mas depois vou acrescentando ou vocês podem contribuir para isso!

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Parado vs Andando

Tenho andado extremamente preocupado com as notícias sobre o endividamento das famílias portuguesas e a questão do crédito mal parado. Hoje vi uma notícia que me deixou a pensar… “mal parado”... mas que raio de conceito manhoso é este!? Por mais voltas que o crédito dê, por muito que vá andando por ai, acaba sempre no mesmo sítio... no banco! Não há volta a dar e isto raramente significa que pare na nossa conta, só se for tipo paragem nas boxes. Aliás, desafio qualquer português de classe média e média-baixa a tentar ter dinheiro na sua conta à ordem por mais de quatro meses sem lhe mexer, esquivando, muitas vezes a todo o custo, os empréstimos pré-aprovados, os créditos pessoais, cartões de crédito, aplicações, ordens de compra de acções, etc. É uma tarefa próxima do impossível. Mais fácil se revela uma fuga às empresas de telecomunicações ou aos indianos vendedores de rosas na noite. Depois há os perdões de juros e de empréstimos, mas isso é só para alguns. Eles bancam o dinheiro e nós bancamos o otário!

terça-feira, 16 de outubro de 2007

A humanidade e o tampo da sanita

O tampo da sanita será dos objectos mais enigmáticos que poderemos encontrar nas nossas casas. É claro que alguém poderia, e bem, contra-argumentar referindo que há o poutpourri no 'ólio' de entrada, os ambientadores de armário ou as bolas de naftalina, as velas altamente decorativas que nunca mas nunca se acendem, nem naquela noite de consoada às escuras ou no aniversário em que a avó se esqueceu de colocar velas no bolo de anos do neto, um candeeiro cuja lâmpada de fundiu e nunca mais se substitui porque só nos lembramos quando o tentamos acender e nunca quando vagueamos pelos corredores do supermercado, entre muitos outros exemplos, uns mais funestos do que outros. Volto à questão da casa de banho porque é a divisão da casa que mais me fascina. Vibro com muitas outras coisas na minha casa, mas o wc é de longe o mais apelativo. É a divisão mais fácil de apreciar e criticar ao mesmo tempo. Não há grandes móveis, gaveta ou baús para esconder as coisas, ficando quase tudo à vista. As mulheres adoram todas as casas de banho, quer seja num restaurante, hotel ou em casa de amigos, adoram ir espreitar! Nos bares e discotecas pelam-se por ir em par ou trio, e para fazerem fila esperando a vez de cada uma não é de certeza, a não ser que isso meta conversa, e esta conversa pode ser sobre os mais ínfimos assuntos, não necessariamente sobre a própria casa de banho. Voltando à questão do tampo da sanita, prometendo não voltar a falar sobre os tampos translúcidos com objectos no seu interior, lembrei-me destes serem um dos assuntos que mais opõe e divide os sexos. As mulheres queixam-se dos homens deixarem o tampo e a tampa levantados, encostados ao autoclismo ou à parede, numa verdadeira – dizem elas – atitude desrespeitosa e indelicada para com ou vários utilizadores da dita casa de banho. Por outro lado todos se queixam das pinguinhas que por vezes algumas almas mais descuidadas ou com menos tendência para o número circense deixam no tampo sem se preocuparem em limpar, talvez porque nem se preocupem com mais nada além do alívio oportuno. Depois também há, e já foi referido anteriormente, os que se sentam para mijar quando muito bem o poderiam fazer de pé. Pois que a natureza os brindou com essa fantástica mais valia em detrimento da capacidade de ter orgasmos múltiplos, por exemplo, que só as mulheres podem ter – a capacidade e os próprios orgasmos, dois momentos bem distintos – que por força das circunstâncias mijam sempre sentadas ou de cócoras; estes são os verdadeiros artistas. O que me ocorreu, e bastante me apraz relatar, é que as mulheres, no alto da sua (des)preocupação, também deixam a tampa para cima, e isso chateia os homens, alguns! Passo a explicar: os homens levantam tampa e tampo para poderem mijar de pé; as mulheres e os tais artistas levantam apenas a tampa para mijarem sentados. O mais comum é toda a gente deixar a sanita em constante e eterno estado de premente utilização. Sendo assim, porque é que só as mulheres é que podem queixar-se dos homens deixarem o tampo levantado? Eles não se podem queixar-se delas (e dos artistas) deixarem a tampa levantada!? Há um sem número de razões pelas quais tudo deve estar no seu lugar, nomeadamente o tampo e a tampa em baixo, mas apenas ressalvo a mais importante: pode cair alguma coisa valiosa para aquele buraco negro de loiça e quando isso acontece, sendo de facto algo estimável ou insubstituível, torna-se no mínimo chato ter de arregaçar a manga para retirar o que quer que seja que lá foi parar. Pois que tirar aquilo com um utensílio de cozinha ou de jardim não dá assim tanto jeito, mas convém sempre tentar primeiro. Isto é como fazer piscas nas rotundas. Não sejam preguiçosos e deixem as coisas na sua devida disposição, tampo e tampa para baixo, mas acima de tudo tenham atenção ao sentar-se. Façam-no depois do anterior utilizador se ter levantado. Não convém criar embaraços e confusões num espaço tão exíguo.

sábado, 13 de outubro de 2007

A puta da loiça suja

É oficial! Juntei tanta loiça durante meia dúzia de dias em jantares a solo e jantaradas com amigos que já levo dois dias a lavá-la e ainda tenho os talheres e os tupperwares para acabar. É certo que não passei as quatro ou cinco horas úteis que tenho para estar em casa por dia, de roda do lava-loiças nesta árdua tarefa, mas dediquei algo mais acima de dez minutos por dia para dar a volta à imundice em que se transformou a minha cozinha. Mais não seria possível, uma vez que tenho de reservar algum tempo para o piano, o blog, a consola e também para o convívio com o sexo oposto, não necessariamente por esta ordem ou com a mesma importância. Estou a ponderar seriamente arranjar loiça descartável e cingir-me ao canivete, tipicamente alentejano, para consumar as minhas refeições caseiras e sempre que puder levar-me a comer fora, uma vez que na minha cozinha não há onde conectar uma máquina de lavar a loiça que por acaso até tenho possibilidades de comprar. Paciência! Mas esta história da quantidade de loiça que se acumula na casa de um homem solteiro tem muito que se lhe diga. É um verdadeiro e categórico teste à resistência masculina face às necessidades inerentes à vida em sociedade. Já lá vai o tempo em que se era obrigado a caçar para sobreviver, quando um homem não sabia o que era um napron ou um descascador de alhos e a nouvelle cuisine ainda estava bem longe de ser inventada. Nessa altura bastava um pau comprido para atirar aos bichos e dois paus curtos para acender uma fogueira. Não havia banho-maria ou refogados com caldos knorr e a comida não era confeccionada, apenas pendurada ao lume durante o tempo que fosse preciso. As labaredas, em jeito de lume brando ou alto, dependiam apenas da quantidade de lenha que havia para queimar. Não que faça a apologia desses inauditos tempos, embora a minha mente esteja povoada de boas memórias de acampamentos e pic-nics no campo, mas recordo tudo isto com alguma nostalgia.

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Congratulations Mr. Gore!

Normalmente não me surpreendem os prémios dos festivais de cinema ou os Nobel, mas lá de quando em vez aparece uma nomeação mais interessante e muito raramente ganha aquele que menos esperávamos. Depois de dois Oscars e uma catrefada de outros prémios com o documentário "An Inconvinient Truth", agora foi a vez da surpresa total: Al Gore e o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas da ONU foram os justos vencedores do Nobel da Paz deste ano. Isto só prova que um homem que tem dedicado toda uma vida à questão do aquecimento global e das alterações climáticas tem mexido com as consciências e deixado muita gente preocupada. Agora, será que isto chega? NÃO!! Não basta apercebermo-nos da importância da questão, nem tão pouco saber da premência que ela acarreta. Não chega fazermos pequenas alterações ou ligeiros ajustes. Temos de reestruturar a vida em sociedade. É preciso mudarmos radicalmente a nossa postura e forma de fazer as coisas, não apenas a forma de pensar as coisas, isso é o princípio mas nem pode ocupar muito tempo, há que arrepiar caminho e ser-se rápido e decidido a agir, é isso que importa neste momento. Fazer pressão junto dos grupos económicos para que os grandes poderes por detrás das companhias eléctricas e petrolíferas, os fabricantes de automóveis e demais envolvidos possam, não apenas pela viabilidade económica, que sem dúvida é importante nesta sociedade, mas também pela urgência em evitar uma catástrofe de dimensões globais que nos afecta a todos e nunca vista desde que há seres humanos a povoar este planeta. A questão final e última é mesmo esta: o planeta está a corrigir, naturalmente, os desvios que intencionalmente provocámos no seu equilíbrio dinâmico. A mãe natureza prevalecerá sempre, espero! Uma última consideração muito pessoal. Não se deixem ficar por gestos importantes, sem dúvida, mas de consequências mínimas face ao que importa realizar. Separar os lixos é importante mas não chega! Mudem a vossa vida para todos podermos gozá-la da melhor forma possível por muito e bom tempo.

Por fim, deixo uma lista de coisas que se podem fazer que ajudam bastante e sem dúvida ajudam o planeta e a nossa carteira:
- separem os lixos
- não deixem os equipamentos eléctricos em stand-by (com a luzinha acesa), desliguem tudo no botão ou na corrente
- não deixem os transformadores de telemóveis, computadores portáteis, consolas de jogos, etc. ligados à corrente, desliguem tudo da ficha quando não estão a ser utilizados
- cuidado com os gastos de água e de electricidade desnecessários, racionalizem
- troquem as lâmpadas incandescentes normais por lâmpadas fluorescentes e economizadoras
- limpem regularmente os filtros dos ar-condicionados
- apostem em painéis solares térmicos substituindo caldeiras eléctricas (extremamente dispendiosas) e esquentadores a gás (outros que tal)
- sempre que possível estender a roupa na corda em vez do secador eléctrico
- isolem bem as portas e janelas, conseguem-se grandes poupanças de energia no verão e inverno desta forma
- mudem as janelas e portas normais para vidro duplo
- quando comprarem equipamentos novos escolham os mais eficientes do ponto de vista energético, mesmo que inicialmente possam ser mais caros, vai fazer a diferença na carteira ao longo do tempo
- vão ver estas e outras dicas ao site: http://www.climatecrisis.net/

quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Sonhos do demo

Hoje acordei a meio da noite depois de ter sonhado que era um glutão do Omo... não foi propriamente um sonho mau, nem tão pouco um pesadelo, mas também não foi um sonho fofinho. E era só isto, ou foi apenas o que eu fixei, mas chega perfeitamente para perceber o nível de insanidade a que estou sujeito durante a noite. De dia até levo uma vida normal, mas de noite a conversa é outra. Não consigo controlar minimamente o que se passa dentro da minha cabeça, depois de me deitar. Felizmente nunca me deu para sonhar com o Alberto João Jardim de cinto de ligas a recitar poesia em francês; ou o Sócrates com uma farda das SS, a regurgitar passagens do Mein Kampf com excertos do Anel dos Nibelungos tocados em rings de telemóveis; ou o Cavaco Silva a comer doce de natas sem qualquer tipo de utensílio de cozinha e mais uma vez a mastigar de boca escancarada, ou qualquer coisa do género... ou pior ainda! Mas ainda assim, quando me dá para a maluquice, é sempre dentro dos limites do bom gosto.

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Estado Novo 1 x Velho Sócrates 2

Antes fosse o resultado do jogo entre duas equipas do distrital de futebol…

Com tudo o que se tem passado ultimamente e com o receio que tenho de que um dia destes possamos cair numa nova ditadura, decidi escrever este post, sem conteúdo que pudesse gerar uma possível e mais que provável acusação por difamação e injúria, para tentar perceber se é possível controlarem a minha vida, cibernética ou física, com pequenos ajustes harmoniosos e simpáticos.

O que quero dizer com isto? Será que isto é o Matrix, 1984 e Pink Floyd que há em mim?

Vamos ver se este blog se mantém online por muito mais tempo, agora que decidi dedicar-me a beliscar o poder onde mais comichão este sente. Já o fiz noutras ocasiões, embora de forma mais ligeira.

Hoje sacrifico-me a dizer que este governo é dos mais à direita que este país já teve nos últimos 30 anos; que as suas políticas sociais e de emprego metem nojo e apenas servem os grandes patrões; a política para a saúde apenas serve os grandes interesses económicos; o plano tecnológico é uma anedota que só faz rir gestores de algumas grandes empresas de telecomunicações; os favores, o nepotismo, o compadrio, teimam em existir e mostrarem-se um pouco por todo o lado e em todas as áreas da sociedade; o presidente da república, o tal do bolo-rei, é um fantoche; o pseudo engenheiro parece enganar meio mundo sem que ninguém se ofenda verdadeiramente com isso; quem ousa enfrentar publicamente as autoridades e o governo acaba despedido, afastado ou intimidado (exemplo mais escandaloso e recente: José Rodrigues dos Santos, RTP); os dirigentes desportivos mandam mais neste país do que aqueles em quem votamos (os que votam)… se um árbitro tendencioso, parcial, corrupto, com mau feitio e gosto por meninas fosse chamado a apitar este jogo, de certo se sentiria mal. No mínimo intimidado! É daqueles jogos em que qualquer que seja a equipa a vencer, acabamos todos por perder! Vá, agora “…mandem-me lavar as mãos antes de ir para a mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos…”

Acabo com Zé Mário Branco e acabo bem, espero!

domingo, 30 de setembro de 2007

Barulhos inconvenientes

Há todo um conjunto de regras sociais aceites pela grande maioria das pessoas e também há umas quantas excepções, as tais que as confirmam, que dão um gozo brutal a quem tem a coragem para destoar e divergir dos demais. De entre os vários barulhos inconvenientes incluídos no cardápio das regras sociais, fazer barulho com a palhinha nos restaurantes e cafés quando o líquido está no final do copo é talvez dos que mais prazer me dão. Não só pela reacção imediata das pessoas que estão à volta, como pela sensação de que estou a beber a totalidade de uma bebida que gosto, não sobrando nada que seja inatingível, como por vezes acontece nos pacotes de litro de sumo, aqueles que têm a saída ao centro no topo do cartão e que deixam sempre umas gotas preciosas no fim, mas também porque me faz voltar aos meus tempos de puto em que não havia pruridos em fazer disparates, faziam-se e pronto, depois logo se sofriam as consequências. Pegando nesta ideia, havia outras coisas que adorava fazer e ainda hoje faço sempre que tenho oportunidade, seja onde for: liquefazer pudim ou gelatina com o poder de sucção da boca a passar entre os dentes. Mete nojo!? Paciência, é belíssimo!! Há os peidos furtivos nos elevadores, deixando toda a gente aflita. Uns porque estão a contar com o mau cheiro típico que se aproxima dissimuladamente, outros porque se desnorteiam a tentar perceber quem terá sido o animal que o fez deflagrar. Depois há o espirrar com toda a força que lhe é caracteristicamente natural, inclusivamente já ouvi dizer que se podem perder os olhos das órbitas por conter um espirro, de preferência utilizando palavrões bem escabrosos enquanto se liberta a morraça encalacrada. Experimentem fazer isto, é do melhor que há! Por fim, um gozo que descobri recentemente, porque sofro de rinite e sinusite e tenho a garganta constantemente entupida, que é aclarar a garganta com um pigarrear artístico. Passo desde já a explicar! Se temos de fazer aquele barulho chato e incomodativo – erh, erh – porque não fazê-lo com excertos de áreas de óperas famosas ou pedaços de música clássica? A vida em sociedade pode ter muitas normas que a definem e regulam, muitas vezes aprisionando-nos num cinzentismo deprimente, mas há toda uma quantidade de coisas que se podem fazer para tornar a coisa mais interessante e colorida. Aos poucos, em arranques impulsivos que roçam quer a timidez quer a arrogância, vou tentando mudar o estado a que nos deixámos chegar através de uma loucura que espero ser saudável e minimamente desafiadora.

sábado, 29 de setembro de 2007

Tive de ler o manual!

Não vou sequer esboçar uma tentativa de comparação da minha geração com esta que anda agora entre os oito e os doze anos, pois não valeria o esforço. Prefiro antes explicar que no meu tempo não carecíamos de ler manuais para aprender a mexer nas coisas tecnológicas. Hoje em dia também não há necessidade de manuais, aliás, nem precisam de aprender, já nascem ensinados! Tive computador desde cedo, consola de jogos, bem primitivos é certo, mas difíceis de dominar, vídeo VHS, televisão com comando, rádio digital, relógio com cronometro, telefone de botões e mais tarde telefone portátil, e nunca precisei de recorrer a um manual de instruções ou guia de utilização, que na realidade teria sido o seu quê de complicado pois era raro o manual que tinha as instruções em inglês, quanto mais em português. A minha geração conseguiu orientar-se com todo o tipo de engenhocas sem que para isso necessitasse de ajuda, apenas afinco e determinação para compreender o que se tinha à frente e como pôr aquilo a funcionar em condições… ou com o mínimo de condições. Por muito que me custe admitir, devo fazê-lo sem grandes quezílias, pois cheguei aos meus vinte e nove anos e senti pela primeira vez a violenta necessidade de recorrer a um manual de instruções para emparelhar o auricular Bluetooth com o telemóvel e para perceber como o meu auto-rádio (comprei um carro em segunda mão que já trazia um rádio todo xpto montado, especial naquela série) “engolia” os cd’s pela ranhura. Parece ridículo não? Pois foi exactamente assim que eu me senti na altura, em três momentos distintos: quando constatei que o rádio não engolia cd’s pela ranhura, quando sucumbi à tentação e me predispus a consultar o manual, e quando finalmente me apercebi de que tudo funcionava bem e que estive muito perto de ir chatear o tipo do stand que me vendeu o carro, que me tem como alguém que sabe tudo sobre carros e os avanços tecnológicos que os caracterizam, nomeadamente ao nível da segurança, motores, gadgets, etc. – já estou a aborrecer com tanta descrição – porque, claro está, era mais uma prova de que o carro valeu o dinheiro que paguei por ele – antes enfadado, agora satisfeito e orgulhoso… não com a consulta pró-activa do manual, mas com o investimento – pois percebi que o rádio xpto come seis cd’s seis pela mesma ranhura e esta não estava disponível para engolir cd’s porque primeiro se têm de escolher as slots em que se querem inserir os ditos. Simples e fantástico, não? E tive de ler a porcaria do manual para perceber isto!

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Homenzinhos e mulherões

Quando se pergunta a uma criança o que quer ser quando crescer, invariavelmente se ouve dos rapazes que querem ser pilotos de avião, bombeiros, jogadores de futebol, e oportunamente lá aparecem uns mais sinceros e garganeiros que dizem querer ser playboys - gigolo é uma palavra ainda assim algo complicada para homens deste tamanho. Como oposição à sinceridade e ingenuidade típicas dos rapazes, as raparigas contrapõem com algum método e maturidade que demonstram desde bem cedo, alegando querem ser médicas, veterinárias, farmacêuticas, bibliotecárias ou coisas ainda mais específicas como TOC’s ou assistentes sociais. A questão que eu ponho, mais uma vez sem receio de ser acusado de machismo, é: se os homens são capazes de dizer abertamente que querem ser playboys ou gigolos, as mulheres serão capazes de dizer que querem ser cabras quando forem grandes? (repararam na piadola meio forçada dentro da própria frase ao nível da organização de palavras? confesso que me saiu naturalmente, não foi orquestrado… – rindo!)

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Futebol, Fátima e Fado

O Porto perdeu em Fátima, os D’zrt terminaram e hoje logo de manhã mandei uma real cagada que me deixou verdadeiramente bem disposto para o resto do dia. Depois de um dia mau pode muito bem vir um dia bom… e depois de um post decente, pode muito bem vir um texto de(mente de) merda! Há dias assim e hoje deu-me para isto, amanhã há mais e a saga continua. Assim de repente, como quem não quer a coisa, sobre este tema poderia escrever inúmeras linhas e tecer os mais ultrajantes comentários, mas este post não carece de mais porquidão, está bem assim… ou não!?Escrevi isto de rajada e agora que o li de uma assentada, não percebo se é prosa ou poesia, se original ou porcaria. E p’ra finalizar… vou-ma’sé deitar!

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

"É só mais um dia mau..."

Tornarmo-nos adultos não significa deixarmo-nos vencer pelo comodismo, pelo conformismo e pelos hábitos. Podemos e devemos manter-nos em estado de alerta, sempre (auto)críticos e abertos a tudo o que possa vir, boas ou más experiências, tudo é bem vindo. Também faz parte da fase a deixarmos cair, ou pôr de lado, alguns sonhos e objectivos, e percebermos que não somos tão únicos ou especiais como pensávamos, que o mundo não gira só à nossa volta, que não vamos viver para eternamente, que a sorte não dura sempre, que as merdas acontecem com muita regularidade, que "a vida é o que nos acontece enquanto fazemos planos", que "não podemos ter sempre o que queremos", entre outros pensamentos, teorias, filosofias, frases e clichés, uns mais verdadeiros do que outros, porque lá está, não somos únicos mas também não somos todos iguais.
Estando preste a entrar na casa dos trinta, tenho tirado algum tempo para pensar nestas coisas e tenho reparado em pormenores muito interessantes. Até há dois ou três anos atrás fazia questão de mostrar a toda a gente que nunca me iria casar e não queria ter filhos, adorava chocar as pessoas com este tipo de afirmações e outras ainda mais cáusticas que entravam pelos meandros da política, da filosofia ou da religião. Típico comportamento de adolescente rebelde. E sim, era um adolescente rebelde, mas hoje já me considero o. Tem de ser, faz parte. Acreditem que não me conformei com isso, dei as boas vindas a este novo estádio da minha existência com absoluta satisfação e orgulho. De certa forma as grandes dúvidas ficaram para trás, agora debato-me questões de fundo que vão sendo respondidas com o tempo e com a experiência. Acima de tudo gosto do que vejo no espelho e daquilo que sinto quando faço as minhas introspecções, muito importante para termos a tão desejada estabilidade psicológica, mas há certas coisas típicas da fase a às quais ainda não me habituei. São incómodas e fazem-me uma certa comichão. Em criança fazemos amigos a todo o momento, bastava haver interesses em comum como um saco de berlindes, jogos de computador, ou haver alguém com uma mesa de ping-pong na garagem. Na adolescência era o desporto, as ideologias e as causas humanitárias, as listas para as associações de estudante, ou as jam's e guitarradas durante os intervalos ou no final das aulas. Agora em o é tudo mais complicado. É difícil fazer-se amigos porque as pessoas estão mais fechadas, cínicas ou apenas complicadas – não me considero complicado, apenas complexo. Há muita gente com feridas abertas, com problemas antigos que se arrastam por vezes há décadas, e qualquer coisinha despoleta discussões, invejas e ódios completamente desproporcionados. Por outro lado ainda mantemos os amigos de sempre, aqueles amigos do peito que teimam em resistir ao tempo, mas esses nem sempre estão connosco. Costumo dizer até, que os melhores amigos não são os que estão sempre connosco, mas sim os que estão lá quando é preciso. É verdade que o carácter das pessoas se revela nos momentos de crise e os amigos ajudam a apoiar, reparar e resolver o que nos vai acontecendo, quer ao nível de crises externas, quer internas. Os amigos, a par com a família, são o que há de mais importante nas nossas vidas. Já dizia o grande Sérgio Godinho que "coisa mais preciosa no mundo não há". Mas é neste preciso momento singular que eu me deparo com algumas das tais questões de fundo: como é que lidamos com a perda de um daqueles amigos? E quando acontece em pouco tempo, não interessa quanto pois é relativo, perdermos vários desses amigos? E quando um deles é aquela pessoa em quem mais confiávamos acima de tudo e todos. Aquela pessoa que um dia conquistámos e nos mostrou, com provas dadas durante mais de uma década, que a confiança é completamente à prova de tudo? É do mais fodido que há e põe tudo, ou apenas muito, em causa! São várias voltas sucessivas e em catadupa de 90, 180 e 360º que nos deixam completamente sem norte. Mas como no amor, ao contrário de certos filmes e peças shakespearianas, e mesmo quando mete amizade e amor à mistura, num último e derradeiro teste à nossa força essencial, ninguém morre de desgosto e tudo o que mexe com as nossas entranhas pode ser libertador. Numa primeira instância digere-se para depois se evacuar. É uma guerra interna, suja e sombria, que deixa baixas e apresenta danos colaterais, mas com jeitinho e preserverança acabamos por sair mais fortes dela. É mais uma batalha e "é só mais um dia mau..."

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

O número 23

Há mais sobre o número 23 do que podem imaginar. Basta procurar por “enigma 23” ou "23 enigma" na net, é impressionante e dá muito que pensar. Não querendo monopolizar este post à volta do número 23, quero apenas dizer que vi hoje o filme “The Number 23” de Joel Schumacher com Jim Carrey no principal papel, e sem ser um filme brilhante, surpreendeu-me bastante. Jim Carrey faz um bom papel e sério, como já nos vem habituando desde “Eternal Sunshine Of The Spotless Mind” (outro bom filme), e a realização está ao nível do que Schumacher tem vindo a fazer (“8mm”), mas o que me espantou foi o argumento. Está muito bem escrito, original e deixa-nos quase de boca aberta – a mim não porque consegui adivinhar antes do tempo. Um bom filme, vale a pena!
No final, e assim em jeito de and now for something completly different, acho escandaloso a forma como a situação do Mourinho no Chelsea monopolizou os jornais, as rádios e os telejornais de manhã à noite… mas antes o Mourinho que a Maddie. Este mundo está perdido! 23 punhadas no focinho dos responsáveis pelas televisões era o que eu dava de boa vontade.

referências:
http://www.number23movie.com
http://www.imdb.com/title/tt0481369/
http://1001gatos.org/23/
http://www.blather.net/blather/2003/07/the_23_enigma_captain_clark_we.html
http://en.wikipedia.org/wiki/23_(numerology)
http://afgen.com/numbr23b.html
http://www.sayer.abel.co.uk/23.htm

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Notícias do Mundo

Vamos por tópicos e sem exageros, para não se parecer demasiado com um noticiário da TVI. Neste blog não há desgraças nem sorte macaca, apenas factos e uma interpretação humorística do que está à vista de toda a gente:
Este blog acalmou durante as férias do seu fundador, mas continua vivo e de boa saúde.
Portugal está cada vez mais longe do que há de melhor e pior na Europa… se é que alguém percebe o que isto quer dizer!?
José Sócrates não consegue ter uma posição mais à direita, nem que passasse o resto do tempo a masturbar-se apenas com a mão oposta à da esquerda, de punho fechado, em jeito de saudação ou cumprimento político.
George Bush continua burro e com vontade de mostrar isso mesmo.
Da tarde de hoje, um rapaz no Burquinafasso proferiu a seguinte frase: “gosto muito da minha mãe e de chupa-chupas de cereja”. Entretanto, no Pentágono houve uma pronta reacção, e passo a citar: “Isto é mais uma prova cabal de que há provas concretas de existirem indícios formais da possibilidade de haver uma oportunidade ainda que ínfima, mas real, da ligeira mas séria eventualidade de se acharem um dia destes, armas de destruição massiva algures que seja, e a cereja, quando comida ao sol do deserto, provoca graves distúrbios na digestão. Os povos que fomentam a ingestão forçada e continuada de fruta, bagas e qualquer outro tipo de sobremesa nos seus semelhantes, ainda que todos diferentes, todos iguais a si próprios, devem ser incapacitados na sua capacidade de provocar o mal. Não estamos para brincadeiras até às 18 horas de cada dia, e depois das 21 horas só nos dedicamos ao divertimento até trinta minutos antes de irmos para a cama. Este tipo de abusos têm de parar!”
Foi quebrado mais um record do Guiness com a maior concentração de sempre de pais natal a segurarem uma banana da Madeira enquanto se penteavam com gel líquido transparente e uma escova de casco de tartaruga, a beberem sumo de manga por uma palhinha do Noddy e a comerem Pastéis de Belém só com açúcar em pó e sem canela.
A bronca “Scólari” não tem qualquer fundamento. Ao que parece, o técnico brasileiro apenas respondeu aos vitupérios do desportista sérvio, que o acusou de ser pouco homem (ou homossexual), mostrando este, de punho fechado, o anel que comprova que é muito homem e casado… quantos haverá por aí que até têm uma horda de filhos em casa, mulher e gostam de atracar de poupa!? Nada é o que parece, mas ao que tudo indica, as quase quatro dezenas de milhares de espectadores no estádio de Alvalade, bem como os milhões que seguiram o jogo e os incidentes que lhe seguiram, pela televisão, estavam todos a ver mal!

Na moda, a Fátima Lopes conseguiu mostrar mais meio centímetro de peito e dois de anca nas novas criações para a Primavera-Verão de 2027.
…agora o desporto:
O Benfica teima em jogar de cor-de-rosa e em perder.
O Futebol Clube do Porto não deixa de ser um bando de cabrões arrogantes com sorte.
…e por fim a meteorologia:
Não se percebe nada do que se passa com o tempo! Não há Verão nem Inverno, apenas bom tempo, seguido de mau tempo, depois bom tempo, a seguir mais mau tempo, bom tempo, mau tempo, não tão bom mas não propriamente mau tempo, bom tempo, mau tempo, até tudo isto implodir!

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Maddie McCann

Começo este post por congratular a RTP pelo verdadeiro e esforçado serviço público eu prestou hoje com o programa “Prós e Contras”, como já vem sendo um bom hábito. Pode falar-se da questão do Segredo de Justiça, da interferência da imprensa livre e autónoma na construção do senso comum que a sustenta (duplamente), da forma mais ou menos avançada com que uma Polícia, que se quer científica, objectiva e imparcial, digna de um Estado de Direito moderno, elabora e realiza uma investigação criminal, e de muitas outras questões paralelas mas sempre pertinentes, mas certo é ser típico do ser social – não utilizei ser humano propositadamente – o interesse pelos assuntos que lhes são supostamente alheios. Não vou apreciar a imprensa ou as revistas cor-de-rosa, a televisão ou os opinion makers. Apenas me critico a mim, deixando a dica para os demais que me poderão ler neste blog. Não sendo, de facto, uma pessoa curiosa, dou muitas vezes por mim a ler, ouvir e ver tudo o que possa, para tentar perceber mais e melhor o que poderá ter-se passado neste caso tão enigmático, como no caso Casa Pia, no Apito Dourado ou seja lá qual for… mas curioso porquê? Enigmático porquê? E tentar saber tudo porquê? Bem, depois de hoje e tentando não me esquecer desta resolução fantástica, vou aprender a dar tempo ao tempo e deixar que as coisas aconteçam no seu espaço e tempo certo. Tudo importa saber, mas com a devida contextualização, para que depois se possa opinar, ajuizar e criticar, sempre de forma fundamentada. Não interessa em nada decidir afastar-me da informação por mera teimosia bacoca, pois o resultado poderia ser ainda pior (vivo constantemente com o receio de estarmos cada vez mais próximos de um novo estado totalitário mais ou menos invisível), mas não vou alimentar a besta que nós próprios criamos quando abrimos a nossa mente colectiva à fome e necessidade de informação, tão característicos da nossa condição social e humana. Interesse e curiosidade sim, bisbilhotice e intriga, certamente que não! Nos dias de hoje há forças tão poderosas que fogem ao controle das Instituições, de um Estado, de uma Lei. Não podemos ingenuamente alimentar um monstro que se sustenta do próprio lixo que produz, qual máquina perfeita auto-sustentável de DaVinci. Há que haver regras, que as há, bom senso, que nem sempre aparece, rigor, que nem sempre impera, mas sobretudo uma determinação racional e corajosa pela formulação, administração e manutenção de uma autocrítica constante, capaz de conter, educar e manietar, se assim for necessário, o monstro que todos nós ajudamos a criar. Como é costume dizer-se, “nem tanto ao mar, nem tanto à terra”. É tudo uma questão de equilíbrio dinâmico de forças, internas e externas: livre-arbítrio e raciocínio lógico a um nível íntimo ou individual; senso comum e consciência colectiva a um nível global ou civilizacional. Seja como for gosto pouco de circos, sobretudo se for eu o palhaço!
Além de palhaço também não gosto de ser urso. Admito que dei o nome da menina ao post para testar cientificamente a visibilidade do meu blog nos próximos dias. Não os espero vencer, sozinho pelo menos, mas também não me quero juntar a eles, acreditem! É apenas um exercício de avaliação usando a mais pura metodologia científica. Não quero mesmo que este blog se desproporcione para além do meu controle, mas também não sou ingénuo ao ponto de não pensar que não estou já inserido no logaritmo que sustenta o motor de busca do Google, o mais usado no mundo inteiro para fazer buscas na internet. A ver vamos…

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Trabalhinhos de verão

Quem é que nunca teve um trabalho de verão? Mesmo que não fosse nada de muita responsabilidade ou algo pontual, qualquer pessoa já dedicou algum tempo das suas férias para ganhar uns trocos ou mesmo para arranjar dinheiro para voltar para casa se o guito das férias já se tivesse acabado. No mundo dos trabalhos temporários e sazonais, com a constante necessidade de arranjar uns biscates ou um part-time, ainda há a motivação acrescida de encontrar o trabalhinho de sonho. Quer seja realizado durante o verão ou o resto do ano, de sonho é ter um trabalho daqueles em que não se faz muito, as responsabilidades são mínimas, ainda se avistam algumas raparigas, até podemos trabalhar para o bronze ou ficar num local em que se esteja à sombra, onde se possa dormitar uns bocadinhos, ouvir música, ler ou ver um filme no leitor de DVD portátil e eventualmente beber qualquer coisa fresca mesmo que não contenha álcool. Parece bem, certo? Pois aqui há uns dias apercebi-me que isso existe ou anda a roçar lá muito perto. Não é apenas uma quimera utópica. Depois da experiência que tive pelos meandros das forças policiais, da qual não me arrependo de forma alguma, acho que na altura escolhi foi mal a força policial. Se tivesse escolhido acertadamente talvez não me tivesse vindo embora. Confesso que não me importava nada ser da GNR, mas teria de ser da Brigada de Trânsito. Aprecio imenso aqueles tipos que ficam dentro dos carros descaracterizados com o radar instalado no pára-choques. Ficam ali tardadas a fio, estiraçados, a bater grandes sornas. E como os carros nunca são pequenos utilitários, têm espaço à bruta para encostar o banco e esticar as pernas, até dá jeito, pois passa mais despercebido. Os tipos da zona de Portalegre, Estremoz e Évora não fazem absolutamente caso algum do que as outras pessoas pensam. Dormem de vidros abertos e com a perna ou braços de fora, caso não tenham ar-condicionado, o que está de todo muito mal pensado, do ponto de vista das condições do posto de trabalho, ou então com o carro ligado e o a/c a funcionar. Eu já me dei ao trabalho de parar por trás e tirar fotografias, os tipos tão duríssimos de sono e não dão por nada. Grandes vidas! Tirando a parte chata que é a formação e o estágio, trabalhar-se por turnos e em horários complicados, e o notável abalo que nos dá à nossa estrutura individual o facto de nos vermos ao espelho e termos de admitir que, passados tantos anos e tanta patifaria típica de criança e adolescente, a dizer mal da bófia em tudo quanto era canto, algumas vezes, inclusive, a ter de fugir deles, nos tornámos naquilo que nunca, alguma vez, em tempo algum, pensaríamos ser possível, sem que de alguma forma fosse revestido de um invólucro de castigo ou tortura… não me parece assim tão mal. É tudo uma questão de feitio.