quinta-feira, 26 de julho de 2007

Disparates da publicidade

Hoje não vou escrever muito, limito-me a deixar-vos um cardápio de exemplos dos mais variados disparates (entenda-se mentiras ou exageros) que a publicidade traz até nós, esperando convencer-nos a comprar algo que muitas vezes nem queremos ou precisamos, mas que acabamos por apreender como sendo uma necessidade ou algo que vale a pena, mais não seja, experimentar. Acho a Publicidade uma forma arte muito interessante, mas é um perigo em potência, especialmente nas mãos erradas!

L-Casei imunitas
actilase
bio-alcool
bio-eficácia
bífidos activo
bifidos acti-regularis
saking soda
sabão natural
glutões
abas protectoras
...duo-activo
micro-ceras de frutos
hydra-caracóis
"água com sabor a água"
Omega 3

quarta-feira, 25 de julho de 2007

Até já!

As minhas mais sinceras desculpas a quem segue regularmente este blog, mas a tríade trabalho, casa e banda tem-me ocupado todo o tempo disponível e o blog tem sido preterido. São três coisas que me ocupam muito tempo, mas resulta sempre proveitoso e bem investido. A par de tudo isto também vem o descanso, mas o meu covil dá muito que fazer e pouco é o tempo que gasto a dormir. Sempre que chego a casa tenho de ligar o programa “Fada do Lar”, pois há qualquer coisa que deixei por fazer, loiça, roupa, etc., ou que precisa de ser resolvida. Agora descobri que uma pessoa que vive sozinha, por força das circunstâncias, acaba por deixar estragar comida. É de lamentar que isto aconteça, mas os supermercados são os maiores culpados, uma vez que vendem mais coisas em pacotes e menos à unidade. No decorrer desta semana, diariamente apareciam coisas a cheirar mal na minha despensa. Primeiro as batatas, depois os alhos e finalmente as cebolas. Depois passou à cozinha, mais propriamente ao frigorífico, com o queijo fresco e o arroz branco que passarem ambos do prazo de validade dentro dos respectivos tupperwares. A julgar pelo ritmo de degradação e pelo padrão observado, daqui a três ou quatro dias chega ao quarto, mas se eu nunca me esqueço de colocar as meias no cesto da roupa suja, não estou bem a ver o que poderá apodrecer por lá… Viver sozinho e ter uma casa é muito bom mas dá trabalho demais para uma pessoa só. Seja como for, gosto e ando satisfeito!
Agora vou voltar à carga no que aos posts diz respeito. Até já…
…em vez de começar outro post, pego já neste e na típica expressão que quase terminava este post:
Até já é uma expressão que me agrada, é simpática, mas se for utilizada na altura certa e sem abuso, caso contrario até pode tornar-se banal e irritar as mentes mais sensíveis. Há quem, como o meu pai, se despeça com “ate já” como se fosse accionista da TMN, e depois há outros que pouco ou nada dizem ou apenas um banal “porta-te bem” ou um sempre político “hasta”. Por falar em TMN, hoje ligaram-me a dar a novidade de um novo serviço de internet gratuito durante 30 dias a experimentar no telemóvel, e no fim despediram-se, como não podia deixar de ser, com um rotundo e animado “até já”, tal como os tipos da Worten com o “wortem sempre”. Como já passavam das 20h e me apeteceu brincar com a situação (normalmente descarrego as minhas frustrações diárias em cima das operadoras de telemarketing dos bancos e seguradoras), quando a menina se despediu com “até já”, eu respondi: "até já não! Não me diga que me voltam a ligar às nove da noite, por hoje já chega, até amanhã!”. Ela riu-se e eu também. Este foi dos poucos telefonemas do género que correu bem. Normalmente tenho de lhes dizer vezes sem conta, enquanto dura o martírio do telefonema, que não preciso daquilo, ou que não estou disposto a experimentar. Eu sei que é um trabalho duro e até ganham pouco para o que fazerm, mas a mim tira-me do sério.

sexta-feira, 13 de julho de 2007

Sexta-feira 13

Nas palavras sábias do grande Sérgio Godinho, digo-vos que "não sou supersticioso, dá azar ser supersticioso"!
Já estivemos mais longe do tempo em que a ta-feira 13 será mais um motivo para as grandes superfícies e marcas lucrarem com a ingenuidade e curiosidade do povo. Depois do Dia de S. Valentim e outros do género, este dia está mesmo na calha da degradação comercial e consumista, está-se mesmo a ver. Um dos indicadores disso mesmo é as feiras do oculto que se realizam um pouco por todo o país nestas alturas. Cada vez mais as pessoas se interessam pelo sobrenatural, pelas mesinhas e pelas sempre abundantes dicas de videntes e pseudo-profetas. Fazendo um real e comprometido esforço por não opinar muito sobre este fenómeno, só me apraz dizer que acho um tanto ridículo que haja feiras sobre o oculto, até porque aquilo que era anteriormente reservado, depois de divulgado, passa necessária e consequentemente a estatuto de revelado.

Os palhaços também têm dias tristes...

Este post é dedicado a um amigo meu que perdeu o pai nestes últimos dias.
A vida é madrasta, tem coisas bonitas que valem a pena serem preservadas e experienciadas, mas no dia-a-dia apercebemo-nos muitas vezes de haver pormenores que parecem deitar tudo a perder... e não é verdade! A morte faz parte da vida e do processo de evolução e amadurecimento, embora custe ver partir alguém, principalmente quando parecia ainda não estar bem no tempo. E haverá tempo para morrer? Para viver há de certeza, e esse é contado ao segundo. Felizmente ainda não morreu ninguém muito próximo de mim. Considero-me verdadeiramente afortunado por isso e mesmo partilhando da dor dos amigos e familiares que perdem alguém, não sei bem como isso funciona. Posso estar aqui com grandes balelas e depois é que vou ver como é! Um dia destes saberei de certeza como se sente alguém nessa situação, mas se me permites gostaria de te dar força e esperança.
A maioria das pessoas que passam pelas nossas vidas não deixam grandes marcas, é verdade, mas há aquelas especiais que as deixam e de forma indelével. Essas são as que nos ajudam, as que nos vêm ou fazem crescer, aquelas com quem partilhamos aventuras, gostos e desgostos. São as individualidades que vale a pena conhecer e de facto quando desaparecem, deixando de existir perto de nós ou em si mesmas, porque as vidas se complicam ou simplesmente se extinguem, deixam-nos uma profunda e intensa sensação de perda. Isso é mau no momento mas é reflexo do que elas nos deixam depois de partir, e uma vez cicatrizada a ferida, levando o tempo que for preciso, nós devemos sentir a força que essa pessoa significa para nós. Podemos e devemos celebrar a existência das outras pessoas mesmo depois delas já não existirem mais fisicamente, pois porque de tempos a tempos, ou todos os dias, a nossa memória irá oferecendo-nos recordações simpáticas dessas pessoas e do que elas significam para nós. É bom não esquecer, ajustando os níveis de saudade para um estado saudável que nos permita ter sempre um pedacinho dessas pessoas connosco.
Eu abomino a forma como certas religiões tratam do fenómeno da morte, e na nossa sociedade pouco espaço há para os que não acreditam em deus, não querem velar os mortos ou não querem cerimónias típicas ou tradicionais. Parece-me que violentam os que cá ficam com o exagerado tratamento que dão aos que partem… e depois há a chulice do costume, mas isso são outros quinhentos. No fundo o que eu quero dizer é que me custa ver a forma deprimente e depressiva como se trata de uma coisa que é tão natural como a própria vida, mas de facto há muito pouca naturalidade no que há própria vida diz respeito neste sistema e nesta sociedade a caminho da decadência. Eu acho que depois deste momento obviamente triste, vais ver que tudo se encaixa e cai em perspectiva, mas até lá, e depois, tens em mim tudo de bom e menos bom que um amigo pode oferecer a outro. Um grande abraço e força!

domingo, 8 de julho de 2007

Programas típicos de domingo

Tudo o que a um domingo diz respeito eu compreendo excepto a má programação. Sair de casa, passear com a família ou os amigos, dar uma volta de mota ou descapotável, ir ao Jardim Zoológico ver os desgraçados dos bichos enclausurados e tristes enquanto os putos se brigam contentes por um saco de pipocas, ver um jogo de futebol ou qualquer outro espectáculo, pesca, caça, descansar e curtir uma sesta no alpendre… tudo feito no seu ritmo. Isso eu percebo e até aprecio alguns desses programas típicos de fim-de-semana, só não entendo o porquê da má programação da televisão e principalmente os filmes maus. Será para castigar quem fica em casa? Que não merece melhor por não ter arranjado melhor programa? E pior, porque é que quando ficamos em casa a ver televisão, sozinhos ou acompanhados, nos deixamos ficar até ao fim de um filme mau, independentemente do canal em que passa, quer tenha intervalos ou não, e não decidimos dormir, ler um livro, jogar computador, seja o que for!? Parece ridículo mas é mesmo assim! Não sei porque processos passa o meu raciocínio lógico enquanto estou a ver televisão ao fim-de-semana, mas posso garantir que não me sinto eu mesmo durante esse tempo. Faz-me lembrar uma frase do Calvin & Hobbes de uma tira da banda-desenhada:

O Calvin ajoelha-se frente à televisão, ainda desligada, e com os braços esticados para a frente e a cara quase encostada ao tapete profere a seguinte frase:
- “Oh altar do entretenimento passivo, concede-me as tuas imagens incongruentes a uma tal velocidade que torne o pensamento linear impossível…”
Segundos depois, senta-se e ali fica a ver o que está a dar.


É mesmo esta a questão e com tanto canal que há hoje em dia até parece ridículo, irónico talvez, mas ficamos muitas vezes frente à televisão a ver o que dá e não necessariamente a ver o que queremos.

sexta-feira, 6 de julho de 2007

7/7/7

Este número não vos diz nada? Será por ser mais uma capicua (demasiado redonda e redundante, por sinal), uma versão moderna da numeração luciferina ou porque significa prémio para quem costuma arrastar o traseiro pelos bancos das slot machines dos casinos? Nada disso! Para quem ainda não reparou na intensa e exagerada publicidade que a TVI, o, Continente e toda a corja a eles associados têm feito para promover o evento da escolha das novas 7 Maravilhas do Mundo, e só pode ser cego ou muito distraído, é o dia que significa o fim da tortura. Ele é jogadas de Marketing, manobras publicitárias e esquemas comerciais ao mais alto nível para nos fazer ir ao Estádio da Luz sem haver jogo ou assitir em casa pela televisão no referido canal, para que possamos assistir em directo ao veredicto final. A princípio achei uma certa piada, até fui ao site votar e tal, mas agora, depois de tamanho enjoo, já não posso ouvir falar nisso. Estou desejando que chegue a hora de almoço do próximo domingo dia 8 para saber o que foi escolhido, porque confesso estar curioso, e voltar a cara contra a almofada do sofá para me dedicar à sorna. Quanto às maravilhas de Portugal nem me interessa, e ver o Ben Kingsley descer tão baixo ao ponto de co-apresentar um evento à escala mundial ao lado do Goucha, por favor! Bem, seja como for, já faltou mais.

quinta-feira, 5 de julho de 2007

Ainda a xinfrineira das registadoras

Bem, hoje fui ao Lidl fazer compras e comparando com o Pingo Doce, não havia grande barulheira de apitos das caixas registadoras, o engraçado é que parecia uma orquestra meio desafinada. Cada uma das cinco caixas abertas tinham o apito do leitor de código de barras afinado no seu tom, o que fazia parecer uma música bizarra mas interessante. Pena que os preços do Lidl estejam a subir, uma vez que já conquistaram o seu lugar no mercado, porque é dos sítios onde gosto mais de fazer compras. É uma experiência sociológica engraçada, quase parece que estamos noutro país, e de corredor para corredor muda a língua ou o sotaque. Aconselho vivamente as seguintes compras: bolachas, chocolates, aperitivos, yogurtes, detergentes e outras coisas para a cozinha e wc. Lidl rula!

relembro:
As caixas registadores e os apitos infernais

quarta-feira, 4 de julho de 2007

As coisas que me vêm à cabeça logo de manhã

Hoje acordei com esta frase na cabeça: "Kalima shaptidê... kalima shaptidê!!"

terça-feira, 3 de julho de 2007

Tecnologia e gadgets bons Vs. Coisas mal pensadas

A tecnologia e os avanços científicos têm trazido até nós as coisas mais fantásticas no mundo automóvel. Todo o tipo de dispositivos de segurança, motores mais económicos e potentes, vantagens em termos ecológicos e ambientais, entre outras coisas. Ele é caixas de sete e oito velocidades, abs, airbags, controlo de tracção e estabilizadores de direcção, leitores de dvd, gps, informação holográfica no vidro da frente, câmaras de vídeo de infra-vermelhos, sensores de estacionamento, e todo o tipo de gadgets. Mas o que me irrita solenemente é a porcaria da buzina no volante! Quem foi que se lembrou disso? Ajeito o cinto enquanto estou parado numa passadeira cheia de gente e buzino sem querer, estaciono o carro encostado a uma parede e preciso de passar por cima do travão de mão e da manete das mudanças para sair pela porta do lugar do morto e buzino sem querer, faço uma travagem brusca numa descida e buzino sem querer… epá, assim de repente acho que a buzina no volante só dá jeito para os chicos espertos, os que são e gostam de barafustar com tudo e todos, e os que não são e precisam de chamar a atenção dos que são. Não dá jeito!

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Yogurtes, luzes ao fundo e a groguêz do sono

Devo confessar que iria iniciar este post a descompor no Pingo Doce que fica ao lado da BP por não ter o sistema de tickets a funcionar e gerar uma confusão dos diabos nos enchidos e padaria, por ter falhas nas prateleiras, por ter cartazes a anunciar artigos que não estão disponíveis, por estar mal arrumado e desactualizado esteticamente dos restantes Pingo Doce’s, além da questão dos apitos das caixas registadoras que já abordei antes, e principalmente por ter todos os yogurtes de Stracciatella da Danone fora do prazo de validade, mas não o vou fazer! Começo antes por dizer que fui eu que me enganei e li “20/Jun” na embalagem no lugar de “20/Jul”, que era exactamente o que lá estava. Não só li mal em casa quando os queria comer, que se percebe perfeitamente porque ontem já era tarde, só tinha a luz do frigorífico, os yogurtes estavam em cima da bancada e eu de costas para a luz – que é coisa que apenas se deve fazer quando se está deitado num Hospital e nunca na nossa cozinha – voltei a ler mal hoje de manhã, mas percebe-se porquê, pois ainda estava meio grog com sono, voltando a ler mal, juntamente com duas empregadas do Pingo Doce supra citado, hoje ao final da tarde quando quis, com toda a formalidade e bom feitio, trocar os yogurtes alegadamente fora do prazo de validade por outros iguais. O mais engraçado, além de todos estes enganos e ilusões de óptica, é que corri todas as embalagens de yogurtes que estavam na prateleira e deduzi que estivessem todos fora do prazo. Umas acabavam a dia 20, outras a dia 22… mas de Julho!! Mais uma empregada do Pingo Doce e dez minutos mais tarde, trouxe para casa as embalagens originais que tinha comprado a dia 25 de Junho e deixei no supermercado um pedido de desculpas, bem como 5,32€ por um desodorizante, queijo, fiambre e pão. Bem sei que errei, mas o Pingo Doce tem empregadas tão lerdas quanto eu fico no final de um dia trabalho muito intenso. Ok, também era final de dia para elas… ou não, sei lá se alguma das três não teria entrado num turno pouco tempo antes.

Moral da história:
Vejam sempre as datas dos prazos de validade enquanto escolhem os produtos no supermercado; guardem os talões do que compraram durante uns dias; não se fiem na vossa vista quando estão com sono, seja a que horas for; e acima de tudo nunca virem as costas à luz a não ser que tenham tido algum tipo de acidente ou quando já forem velhinhos!

sexta-feira, 22 de junho de 2007

Animações e remakes manhosos

De todas as ideias para fazer um filme com base em desenhos animados dos tempos da nossa infância, os Transformers parece-me a mais ridícula e despropositada. Também não ficaria bem se pegassem nos Estrunfes ou na Heidi (talvez já alguém se tenha lembrado disso nos meandros da ografia), mas reflectindo um pouco sobre a ideia e principalmente depois de ter visto o trailer, que ainda por cima é realizado pelo Michael Bay e produzido pelo Spielberg (olha que dupla comercialoide e manhosa), espero pacientemente que todos se rendam ao que a mim me parece evidente – eu espero que gastem pouco mais de 5€ e uma noite das vossas vidas para lá chegarem – é uma parvoíce pegada! Conheço alguém que discordará veemente desta minha posição e que anda há meses, senão anos, à espera deste momento tal como eu esperei pelos últimos primeiros três filmes da saga Star Wars, mas isso é gente que terá caído da cama em pequeno, não conseguindo raciocinar em certos momentos e aquele som dos robots a transformarem-se far-lhes-á lembrar de quando a mãe lhes levava a taça de Chocapic à cama enquanto estavam doentes e faltavam à escola. Não faz qualquer senso haver carros, camiões e aviões que se transformam em robots e vieram de outro planeta, uns para fazer mal, outros para fazer bem. Já na altura não era grande ideia impingir esta patacoada aos putos, mas agora então é que não interessa mesmo! Neste momento não sei, desde a altura do Dragonball, inclusive, que deixei de ver desenhos animados na televisão, mas no meu tempo havia tanta coisa interessante e quanto a mim os Transformers não eram uma delas. Espero pelo filme em DVD para então o criticar com mais fundamento.

Só mais uma coisa, os tipos da Citroen ou são muito espertos e têm um excelente sentido de oportunidade, ou são possuidores de uma incomensurável e monumental sorte, pois aquela publicidade do C4 fica mesmo na retina e na memória, ainda para mais agora!

terça-feira, 19 de junho de 2007

As caixas registadores e os apitos infernais

Se há coisa que me põe fora de mim é o apito das caixas registadoras dos supermercados Pingo Doce renovados recentemente. Refiro-me àquele pérfido silvo que se dá quando as pessoas da caixa passam os objectos com os códigos de barra junto do sensor. Em todo o lado há disto, não só nos supermercados e todos eles irritam, já para não falar da musiquinha das grandes superfícies e lojas de roupas, que mais vontade me dão de me suicidar do que comprar qualquer coisa que seja, mas os tipos do Pingo Doce andam a abusar da sorte! Depois dos sacos de plástico pagos, agora isto! Aqueles últimos centímetros antes e durante o poisar das minhas mercas no tapete rolante da caixa deixam-me louco, aquela porcaria apita de forma endemoninhada, fica cá dentro da minha cabeça durante uns bons dez minutos depois de ter saído e enquanto lá estou só me apetece partir os escaparates. Sorte a deles eu não ser daqueles tugas modernos que andam com tacos de baseball ou pistolas de alarme atrás do banco do carro. Ou deixo de lá ir ou um dia destes passo-me e apareço no noticiário da TVI ou num Extra da SIC.

sábado, 16 de junho de 2007

As velhas põem-se doidas, parte 2

As minhas avós andam muito modernaças. Noutro dia uma delas disse para a minha mãe: “não te preocupes, tá-se bem!”; uns dias mais tardes ouvi a outra dizer para o meu pai: “há e é um pau!”. Uma das minhas avós já admitiu que vê os Morangos Com Açúcar, pois gosta de assistir à gaiatagem a lidar com os problemas do dia-a-dia e que há miudos interessantes: “tão novinhos e já bons actores” …não sei a quem se refere! O que é certo é que já vão vendo mais os Morangos e as novelas portuguesas do que as brasileiras. A TVI domina, é o que é, e as velhas põe-se doidas!


relembro:
As velhas põem-se doidas, parte 1

sábado, 9 de junho de 2007

Bang!

A televisão dá-nos com cada coisa que por vezes até arrepia. Talvez o princípio e o próprio título do post possam parecer enganadores, pois não me refiro a nenhum documentário sobre a criação do Universo ou a génese da vida na Terra, falo sim de publicidade na TV. Sou perfeitamente capaz de admitir que os detergentes da TV Shop, como por exemplo o Cilit Bang (é de arrepiar, a capacidade imaginativa deste vosso narrador quanto a títulos para posts, não?), tenham de facto aquela capacidade de limpeza a fundo e removam a sujidade entranhada, a morraça encrostada, as bactérias, os germes e afins, mas custa-me acreditar que alguém possa ter o chão ou a bancada da cozinha naquele preparo como aparece na demonstração do reclame. Ninguém que tenha dinheiro para gastar em detergentes vive naquele desasseio, numa perfeita imundice! Tudo bem, eu também já fui estudante universitário, vivi com colegas numa casa longe dos pais, com a loiça a acumular-se muito para além do bom senso e da razoabilidade em termos estéticos e artísticos, desafiando muitas vezes algumas das mais futurísticas obras do Siza Vieira, mas fundamentalmente desafiando todo o tipo de códigos sanitários e de higiene, mas seja como for, aquilo que o reclame nos dá a mostrar é o cúmulo da porcaria. Nem uma barraca com teto de Lusalite, portas a 25cm do chão e as caixas da fossa abertas a pouco mais de 2m da porta da entrada chega aquele ponto. É pura ficção e se o não for deviam exibir aquela frase mítica do “qualquer semelhança entre a ficção e a realidade será pura coincidência” a acompanhar as imagens. Caso seja verdade e sendo por incapacidade, sem dúvida que a nossa solidariedade deveria chegar a essas pessoas, mais do que simplesmente comprando uma lata de atum e um pacote de arroz para entregar ao Banco Alimentar à saída do hipermercado na melancolia de um passeio domingueiro em família, deixando-nos, por momentos, de consciência leve e tranquila, mas se for por desmazelo, então prefiro nem saber de quem possa viver nesse estado. Nesse caso só tenho um comentário: “alimpa-te Saraiva!!!”

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Ganda Jana!

Qual não foi o meu espanto quando vi na televisão o reclame de uma nova marca de água engarrafada que apareceu recentemente no mercado. A água em questão, cuja nacionalidade me é totalmente desconhecida, talvez de um país nórdico ou dos balcãs, é a coisa mais parecida com merda que haverá no mercado – ok!, talvez num pouco distante segundo lugar logo a seguir à biografia do Alberto João Jardim– não que seja uma porcaria (ainda não a provei) mas a própria marca sugere jarvardíce quase em jeito de evocação... Jana! (lê-se iana, supostamente). Ainda compreendo, sendo de facto estrangeira, que não saibam o que isso significa neste país, o que acho deveras estranho, pois a primeira coisa que o comum dos mortais quer saber numa nova língua é os palavrões mais interessantes, mas tem de haver responsáveis em Portugal, que imbuídos do mais rigoroso espirito de profissionalismo, deveriam ter alertado os dirigentes internacionais para esta situação bizarra, pois um simples pormenor como este pode pôr em causa a viabilidade económica do processo. Água Jana não é coisa que eu vá levar à boca tão depressa, mas se quando há sede qualquer coisa serve, pode ser que um dia destes a prove. A ver vamos!

terça-feira, 5 de junho de 2007

Grandes filmaças

Aqui há dias vi um filme que me deixou KO e lembrei-me de fazer um post sobre isso, mas mais do que um filme, pensei que seria interessante deixar-vos uma lista dos filmes que mais me surpreenderam nos últimos tempos (entenda-se "desde que há memória").
O filme a que me refiro aparece no topo da lista e é uma história fantástica com um argumento e realização brilhantes e interpretações brutais, um verdadeiro must see!


Agora deixo-vos a lista, despida de comentários:
Stranger Than Fiction (2006)
Babel(2006)
An Inconvenient Truth (2006)
Loose Change (2006)
Crank (2006)
Lord of War (2005)
Sin City (2005)
Crash (2004)
Sideways 2004)
The Day After Tomorrow (2004)
Closer (2004)
The Butterfly Effect (2004)
The Village (2004)
Alfie (2004) 

Fahrenheit 9/11 (2004)
The Bourne Supremacy (2004) 

Kill Bill: Vol. 2 (2004)
Kill Bill: Vol. 1 (2003)
The Last Samurai (2003) 

Identity (2003)
Intolerable Cruelty (2003)
The Matrix Revolutions (2003) 

The Matrix Reloaded (2003) 
The Animatrix (2003)
The Bourne Identity (2002)
 

Bowling for Columbine (2002) 
Vanilla Sky (2001) 
Ocean's Eleven (2001) 
Le Fabuleux Destin d'Amélie Poulain (2001) 
The Family Man (2000) 
Wonder Boys (2000) 
Snatch (2000) 
The Sixth Sense (1999) 
Dogma (1999)
American Beauty (1999) 
Fight Club (1999) 
The Matrix (1999) 
Fallen (1998) 
Ronin (1998) 
Dark City (1998) 
Pleasantville (1998) 
Meet Joe Black (1998) 
As Good as It Gets (1997) 
The Devil's Advocate (1997) 
Good Will Hunting (1997) 
A Time to Kill (1996) 
Primal Fear (1996) 
Se7en (1995) 
Braveheart (1995)
Pulp Fiction (1994)
Reservoir Dogs (1992) 
Scent of a Woman (1992) 
Delicatessen (1991) 
The Prince of Tides (1991) 
Dead Poets Society (1989) 
The Meaning of Life (1983)
Life of Brian (1979)
One Flew Over the Cuckoo's Nest (1975) 

A Clockwork Orange (1971)
2001: A Space Odyssey (1968) 
Fahrenheit 451 (1966)

...faltam muitos filmes com certeza, mas foi o que consegui compilar em pouco mais de meia hora, e mais do que filmes bons, são filmes que surpreendem!

Nota: podem clicar nos títulos para abrir a página no site da imdb (www.imdb.com).

domingo, 3 de junho de 2007

O carro, o calor e alguns momentos de irritação

Entramos no carro e está um calor de morte. Como se não bastasse a temperatura altíssima que está na rua, assim que entramos e até que o ar condicionado do carro comece a debitar ar fresco num caudal minimamente simpático, temos de gramar aquele bafo quente que mal nos deixa respirar. Passados dois ou três minutos, na melhor das hipóteses, a temperatura ambiente no interior do carro vai melhorando mas ainda seguimos de vidros abertos e com um mau feitio do caraças porque vamos nesse momento a descer uma ladeira e o cinto de segurança fica preso antes de termos fita suficiente para dar a volta ao corpo. Sem capacidade de o enfiar no sítio certo, lá vamos nós a bufar de calor e inabilidade, pensando na eventual possibilidade de aparecer a polícia no caminho, alternando de braços entre o volante e os puxões constantes do cinto até que deixamos de travar e ele se solta de imediato. Colocamo-lo no sítio certo, voltando as duas mãos ao volante, e finalmente atingimos alguma estabilidade e despreocupação, agora sim! Nisto procuramos os óculos e sem nos lembrarmos de que tinham ficado no tabelier do bólide a tarde toda, apercebemo-nos dessa realidade da pior forma assim que encostamos os aros à pele quando os colocamos atrás das orelhas. Mais quatro ou cinco palavrões, nomes feios e três porradas no volante e lá nos fazemos à estrada… Quanto a mim o Verão é a estação do ano mais simpática a seguir ao Inverno, especialmente quando cheira a férias e a aventuras curiosas e interessantes, mas há sem dúvida uma série de cuidados a ter em mente constantemente (que final engraçado… ou não!).

terça-feira, 29 de maio de 2007

10.000 e tal...

Por muito ou pouco que pareça, dado que a Internet é um poço sem fundo onde cabe tudo e o que dá, quando dá, costuma mostrar-se com números que vão para lá da adjectivação de monstruosidade - boa ou má - fico com a ideia de que 10.000 (se tivesse escrito em numeração romana até podia ficar bonito, mas corria o risco de parecer demasiado pomposo e de certa forma até perderia impacto dada a notória simplicidade da simbologia) visitas em dois anitos e tal é algo de que me deva orgulhar - e sendo assim, só me fica bem agradecer-vos - que é coisa que faço (duplamente) do fundo do coração e com o maior dos prazeres e vontade... obrigado... por irem aparecendo, pelos comentários virtuais (escritos) e físicos (ditos), pela fidelidade, que cega não pode ser, absolutamente, pois mais transparente do que isto é impossível, goste-se ou não… e há muito quem goste (all hail!!!). Noções como a de "fidelidade" num meio como este é algo que se esfuma e mistura com outros conceitos que me dizem tremendamente menos e de facto parece-me incrível que continue com ideias, que haja quem goste, quem volte cá e continue a ler o que eu vou fabricando. Há coisas em mim que simplesmente me agradam, algumas que não e outras de que gosto verdadeiramente, e não há que ter falsas modéstias, é bom sabermos o que fazemos e quando o fazemos bem, mas este mundo da escrita fora das canções é algo de novo para mim, ainda, e tem sido uma viagem interessante. Como eu referia há (mas são verdes e a Taça é nossa!) cinquenta e uma palavras atrás, escrevo para este blog principalmente porque me agrada fazê-lo, depois porque me sinto bem a relê-lo e finalmente porque me enche de satisfação e regozijo saber que posso partilhar isso com mais alguém. Se ainda não experimentaram, recomendo vivamente que o façam. Há pouco mais de dois anos achava isto dos blogs uma brincadeira estranha que não duraria muito, depois decidi experimentar, ganhou vida própria e agora não consigo detê-lo. As ideias acumulam-se diariamente, qual massa corpulenta que intimida na forma, bem como no conteúdo, e não concebo um fim para este blog. Mesmo depois de vocês se fartarem, enquanto me restar a vontade egoísta de o alimentar, ele continuará de pé. Ainda que o Google seja re-vendido e re-comprado vezes sem conta, ou que os servidores ganhem doenças virulentas e incuráveis, até que a Internet tenha fim, o Blog da Courela do Tanganho, qual pilha Duracell, irá durar, durar, durar… um grande abraço aos amigos e aos menos conhecidos e bem hajam todos! Vão aparecendo, amanhã há mais.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Dr. House

Ando tão viciado na série que hoje até sonhei com um episódio inteiro, completamente original e imaginado por mim. Aparecia um português que estava a fazer um intercâmbio ou numa bolsa de estudo, alguns pormenores passaram-me ao lado, e enquanto lhe curavam a calvíce com massagens constantes e toda uma panóplia de produtos que cheiravam muitíssimo bem, que muito embora não seja uma doença grave era anormal para a idade e isso deixava a equipa de médicos intrigada, ele passava o tempo todo com bocas inteligentes, carregadas de humor e ironia, num despique interessante e muito saudável com o próprio Dr. House. Os outros membros da equipa de diagnóstico não ligavam muito ao tipo, mas ele e o Dr. House até chegaram a tocar, guitarra e piano respectivamente, no final do episódio num barzinho ali perto. A directora do Hospital, a tal dos decotes incríveis, não conseguia tirar os olhos do tipo durante o tempo todo, e no final, a música que tocaram era uma medley em versão jazzada do jingle da Family Frost e do tema do Dartacão. Pode não fazer muito sentido para os outros, mas eu curti bastante e acordei muito bem disposto.

sexta-feira, 25 de maio de 2007

Malta da bola: mânfios, bandidos e gatunos... tudo boa gente!

Durante o almoço num restaurante, ao ver as notícias no telejornal, apercebi-me que já não estranho quando um dirigente desportivo ou lider de claque é detido, o que me faz confusão é saber que eles saiem logo no dia a seguir, quando não é apenas horas mais tarde. Este país é um antro de mafiagem e o futebol é um ninho de cobras que só serve interesses de gente cinzenta e sem escrúpulos. Eu gosto muito de futebol, adoro como desporto, mas abomino completamente as manobras de bastidores que envolvem esse mundo estranho. Cá por mim deviam ser todos presos, ou pelo menos afastados do poder. Os passes dos jogadores deveriam ser nacionalizados e, em parte ou na totalidade, controlados pelo Estado. Os impostos deveriam aumentar e haver um controlo mais apertado. Aquilo é tudo uma tropa fandanga que até mete impressão.