quarta-feira, 25 de junho de 2014

Casa de banho, duche e apontamentos

Ontem estava na casa de banho do meu local de trabalho e tive uma ideia que me deixou entusiasmado! Como não tinha onde apontá-la, fiz por me tentar lembrar e decidi pensar nela ciclicamente para que não se escapasse da memória até chegar ao telemóvel ou a um papel e caneta... claro que me esqueci e passei o dia todo a tentar lembrar o que seria, sempre sem sucesso. Hoje, heis-me no referido local, de telemóvel na mão, a escrever este post depois de me ter lembrado da ideia de ontem. Assim que aqui entrei veio-me logo à cabeça!
Já não venho ao wc sem o telemóvel ou pelo menos uma caneta e um caderno de notas ou uma folha de rascunho que seja!!
Pena que não dê para levar nada disto para a banheira... quantas coisas me ocorrem enquanto tomo banho!! Letras, riffs e melodias, ideias para o blog, possíveis novas receitas... uma parafernália de coisas interessantes e que se perdem pelo ralo, enquanto escorre a água do duche.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Televisão, linguagem corporal e chicos-espertos

Noutro dia estava a ver uma notícia sobre o comandante da Protecção Civil acusado de desvio de verbas e a pensar... serei só eu a achar que se consegue tirar o azimute a estes chicos-espertos pela pinta, expressões faciais e linguagem corporal!?

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Dicas subversivas, carros e coletes

Se um dia forem apanhados a mudar um pneu ou coisa do género, sem o colete, digam que não têm colete no carro, mesmo que tenham! A coima por não ter o colete é 60€, já por ter e não o utilizar é o dobro (120€).

sexta-feira, 9 de maio de 2014

Morte, amor e ironias da vida

A propósito da morte estúpida do irmão de um grande amigo - todas as mortes são estúpidas mas é pior quando parte alguém tão novo, cheio de vida e coisas boas para dar e ainda por cima por acidente...


Quando se ama a presença enche-nos e torna-nos leves e a ausência vaza-nos mas deixa-nos pesados... é um dos paradoxos e ironias estranhas da vida.

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Vida, amor e viagem

A malta hoje em dia distrai-se facilmente com a 'festa' e a 'celebração' que vai dentro da carruagem. Ligam demasiado ao imediato, à ilusão da imagem e não vêem para além da maquiagem. Não conseguem apreciar a paisagem! Muitos até se deixam ficar, a curtir 'a cena', a viver o momento num vagão desacoplado e à deriva, que o comboio, esse, lá partiu e seguiu viagem.


"Solteiros 3.0: o amor deixou de ser para sempre?

O solteiro 3.0 muitas vezes nem se chegou a casar e aterra sem pára-quedas numa espécie de meia-idade prematura, cheio de energia e alegria, como se tivesse renascido da uma morte lenta

O mais provável é que nunca tenha sido para sempre. Não me refiro ao amor de pais aos filhos, esse doce sentimento familiar que raramente se corrói e subsiste a males e desgraças. Nem do amor ao próximo e aos animais. Falo do amor que nasce da paixão e fica quando ela não resiste. Estaremos perante um novo paradigma social, face à nova onda de relações assentes em contratos a termo?

Não me parece. A mudança a que estamos a assistir é condicionada e aparente. Condicionada, porque os nossos comportamentos só estão mais visíveis, mais transparentes e mais fáceis — socialmente esta mudança está a ser mais aceite. Aparente, pois há um século a esperança média de vida era de 50 anos e hoje ronda os 80. Vivemos mais! Portanto, muitos dos que achavam que amavam para sempre, simplesmente não viviam tempo suficiente para descobrirem que talvez não. O mesmo efeito acontece com a saúde: as doenças cardiovasculares só chegaram ao topo das causas de mortalidade porque as pessoas passaram a viver tempo suficiente para o provar, uma vez resolvido o problema das infecções.

Este é obviamente apenas um dos vértices da questão. Porque o argumento mais importante é que hoje as pessoas resistem menos a viverem num amor morto, numa relação que transforma o lar numa casa mortuária feliz, onde a câmara ardente se vive com a tranquilidade de quem se habituou à ideia que basta sobreviver. O tempo dessa condescendência já passou e, em parte, graças à tecnologia que vai denunciando as pequenas infidelidades e as grandes deslealdades. E uma vez descobertas, já ninguém aguenta. Até porque o solteiro 2.0 — o divorciado de há duas décadas — era um marginalizado social de que não há memória. O solteiro 3.0 muitas vezes nem se chegou a casar e aterra sem pára-quedas numa espécie de meia-idade prematura, cheio de energia e alegria, como se tivesse renascido da uma morte lenta. Mais do que tolerados, já são socialmente normais. Bem vistos, até, por terem tido a coragem de querer voltar a viver e a celebrar essa vontade em animados festins de grupo.

Essa celebração é saudável, porque é autêntica e genuína. Porque tudo o que faz querer viver mais e sorrir melhor vale a pena. Mas substituirá no longo prazo a necessidade de um amor que fique? Julgo que não.

Será o amor para sempre impossível? Não. Provavelmente só é muito difícil, como tudo o que vale a pena. Porque o mais fácil é apaixonar-nos. Complicado é manter-nos apaixonados, interessados. Não é obviamente em câmara ardente que se segura um amor para sempre, mas duvido que seja com renovação de roupagem que nos fazemos vestir de felicidade. Precisamos de saber dar aos outros como se fosse a nós mesmos e interessar-nos por quem amamos como se fosse conosco. Porque só assim nos mantemos interessantes, precisos, parceiros, nossos. Porque essa é a característica patente nas relações que duram: nas relações familiares, quase sempre imortais.

Embora fundamental, este altruísmo para com quem amamos não chega. Precisamos de saber renovar, de aprender e dar de novo, de começar tudo como se fosse hoje a última vez. Como se fosse a primeira vez, num rastilho com cheiro a pecado até o aroma ser doce outra vez. Porque um amor sem altos e baixos é como um deserto: adormecemos na monotonia de uma paisagem sem cor."

in P3, por Pedro Barbosa • 07/05/2014

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Vozes, nozes e a praça cheia


Extremamente orgulhoso da noite de ontem, dos meus companheiros de banda e demais artistas envolvidos num espectáculo todo feito com a prata da casa - artistas/agentes/associações culturais e empresa locais!
Pela minha parte, agradeço o carinho de muita gente próxima que se fez notar antes, durante e depois e o calor absolutamente fantástico de um praça cheia de gente interessada num espectáculo diferente e sempre connosco do princípio ao fim. Levarei esta noite sempre comigo!
Obrigado

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Abril, praça cheia e gente viva

Évora, Praça do Giraldo - comemoração dos 40 anos do 25 de Abril (foto por Telmo Rocha, 2014)

De um punhado de imagens que possam efectivamente representar o que é a liberdade de um povo, talvez esta seja das melhores.
Há opressão, há coacção, há direitos conquistados que se vão perdendo, há uma nova espécie de fascismo no ar - por vezes sente-se!, no trabalho, no desinteresse pela causa pública, na ganância e egoísmo galopantes, nas notícias, na programação televisiva, sub-repticiamente até na internet e nas redes sociais, mas ainda há liberdade - com consequências, mas sempre as houve - para ter opinião, para nos exprimirmos, para sair à rua e até para dizer basta ...seja lá quando isso for!
A verdadeira revolução não será televisionada, não fará as capas dos jornais, não será recompensada de outra forma que não a de vivermos livremente, dentro de nós e com os que nos rodeiam. Há que limpar a cabeça de toda a merda com nos enchem e bombardeiam diariamente, separar o acessório do fundamental e perceber o que é realmente importante... ser-se livre vem sempre com uma responsabilidade e necessária maturidade acrescidas. É urgente ser-se gente, crucial ser-se emocional e pertinente ser-se desobediente!

Viva a Liberdade!! 25 de Abril SEMPRE!!!

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quarta-feira, 2 de abril de 2014

Sitcoms, viagens no tempo e bocadinhos bem passados

At first I was sort of like Barney, hopping to be Marshall. Then I was somewhat Marshall for a little while... but than I went to be Barney some more. And all this time I never, ever... EVER... thought I was anything like Ted, oh, but I am!

E foi o fim de uma fantástica viagem no tempo, durante 208 episódios e 9 temporadas. Mais uma série estranhamente marcante que acabou e com um final à altura! Depois de Seinfeld, Scrubs, Dharma & Greg e Boston Legal, agora foi o fim de How I Met Your Mother. Fica um vazio estranho e a ideia de que já não se vai fazer outra assim, but what the hell, it's only a sitcom!

terça-feira, 1 de abril de 2014

Mentiras, máscaras e palhaçadas

Quando me perguntam porque não gosto do Carnaval e do Halloween e porque não prego partidas no 1 de Abril, só tenho um comentário…

Numa altura em que vivemos demasiado tempo no mundo da ilusão e do artificial, em que investimos tanto na virtualidade das relações e valorizamos tanto o acessório em detrimento do fundamental, faço os possíveis por não me mascarar, mentir ou deixar de dizer o que penso e sinto. E se houvesse pelo menos um dia do ano em que não se mentisse, ninguém usasse máscaras e fossemos verdadeiramente genuínos uns com os outros? Isso é que era de valor!

segunda-feira, 31 de março de 2014

Telemóveis, tarifários e avacalhanço

Andava eu a sondar tarifários de telemóvel, para ver se mudava e poupava uns contes, quando me apercebi que há um tarifário que se chama 'WTF'. 'Yorn' era mau, 'Phonix' era pior e 'What The Fuck' então!? Mau, mas mau!!

quinta-feira, 27 de março de 2014

Passarada, ansiedade e a invernia que não acaba

Este Inverno já vai longo... chato e comprido! Anda tudo sedento de bom tempo, sol e ansioso por deixar para trás estes dias cinzentos e húmidos. Até a passarada anda doida! Hoje gastei um depósito de água do esguicho do pára-brisas a limpar as monumentais cagadelas com que uma série de pássaros presentearam o meu bólide esta manhã. E prefiro partir do princípio que era mais do que um pássaro, senão até custa imaginar o tamanho do bicho e da sua frustração. Venha o bom tempo, catano!!

segunda-feira, 24 de março de 2014

A vida, a ideia e a ilusão

Por mais que se lute contra, evite ou ignore, vivemos no tempo da ilusão, daquilo que parece que é mas não é bem ou não é de todo!

A comida não é o que aparece na publicidade, muitas vezes nem no label da embalagem; alguns dos maiores negócios fazem-se sob a capa de ser "amigo do ambiente"; as modelos e os modelos não são nada do que aparecem nas revistas com tanto photoshop que é aplicado; há os que não envelhecem à custa do botox, silicone, lipoaspirações e milhares de produtos anti-envelhecimento; já ninguém tem pelos... em lado nenhum!; as luzes dos stands iludem quando compramos carros e motas; os trailers de filmes enganam, exageram, contam pedaços importantes da história e estranhamente ficam disponíveis largos meses antes da produção estar concluída; os livros vendem histórias gastas e enaltecem-se plagiadores; a música já não é bem música e vende quem monta o melhor espectáculo, pouco importando se canta mal - há softwares que ajustam desafinações em tempo real num concerto, quanto mais em estúdio! - e sabe-se lá quem escreve as letras ou de que falam... pouco importa com o barulho das luzes; as notícias dos jornais, rádio e televisão vêm de quatro ou cinco fontes noticiosas, pertencentes a dois ou três grupos de empresas, que se organizam para só deixar sair o que dá jeito aos poderosos; a justiça tem um preço e é parcial para quem a compra; os políticos são quase todos boys ou velhos do restelo; os concursos de televisão já não são por equipas, são individuais e achincalha-se quem perde; as telenovelas abusam nas mensagens publicitárias e enchem-se de causas bacocas; as revistas só mostram o que as pessoas têm, raramente o que são; os casamentos são fachadas e os casais não se esforçam por comunicar e resolver problemas que muitas vezes são apenas grãos de areia numa engrenagem que podia ser bem oleada; não há tempo para as crianças, que passam o dia inteiro ocupadas com trabalhos e tarefas como se fossem adultos e as poucas brincadeiras que têm "trancam-nas" em casa ,normalmente à volta do computador, da consola ou do telemóvel/tablet; os flirts ganham contornos via sms, mais descarados e muitas vezes pouco respeitadores (cortejar é prática em extinção!); os relacionamentos multiplicam-se pelas redes sociais, mesmo quando nunca estivemos presencialmente com aqueles "amigos" e nessas redes sociais as pessoas revelam-se com disparates, de forma desadequada e muitas vezes exageradamente, como raras vezes o fariam numa mesa de café com 20 pessoas a ouvir, quanto mais as centenas atentas na internet...

Estranho mundo, este!

quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Redes sociais, redes reais e mau feitio

No Facebook e redes sociais, assim como na vida real...

"Pessoas sábias discutem ideias,
pessoas comuns discutem acontecimentos,
pessoas mesquinhas discutem pessoas."
(provérbio chinês)

Por vezes não há pachorra!!

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Ironia, compras e carrões para alguns

O que é a Ironia? Vamos por tópicos...

1. Fomos convidados, incentivados e até coagidos a consumir;

2. Os governos gastaram, a nível de recursos e apoios comunitários, aquilo que tínhamos e que não tínhamos;

3. Os bancos, seguradoras e grandes empresas de vendas a retalho andaram a viver à grande e à portuguesa, praticamente sem controlo e pouca fiscalização;

4. O Estado foi penalizado pelos exageros, descontrolos e roubos, mas quem se lixa é o mexilhão... o povão!

5. Levamos com a crise, a recessão, o desemprego, as falências, os cortes, os aumentos e tudo o que se lembram de criar para roubar quem não teve culpa, quem por ventura apenas foi na 'cantiga do malandro';

6. Apertam o cinto, enfiam a sonda pelo recto e ligam as máquinas e ficamos em coma à espera que passe...

...e agora premeiam os contribuintes, bons alunos e politicamente correctos por pedirem facturas, sorteando carros de luxo a quem for mais certinho e obediente.... a consumir!?!?

O que é que está errado neste filme!?

Carros de luxo? Sorteios?

Puta que os pariu!!

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Conversa manhosa, telefonemas e figurinhas

Haverá coisa mais ridícula e triste do que alguém irrequieto, a esbracejar, de pé de um lado para o outro a ocupar montes de espaço, a falar extremamente alto proferindo as maiores alarvidades dignas do mais orgulhoso chico-esperto, julgando que está a fazer a melhor figura possível perante quem está a ser brindado com tal performance digna de um Oscar e sem ter um pingo de vergonha na cara??? Haja paciência para gente deste calibre!

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Ano velho, novo e surpresa

Um ano difícil, tortuoso, cheio de becos e áreas mal iluminadas culminou inesperadamente no melhor final de ano de sempre, difícil de imaginar à partida.

Indeed, plan to be surprised!

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Bandeiras, meninos e não, não é por causa da selecção nacional

A julgar pela propaganda nas janelas, desta vez o menino nasceu umas semanas antes e confirma-se, é omnipresente!!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Dias maus, artistas e irritação

Depois de um dia chato de trabalho, para não dizer pior e evitado ao máximo recorrer a palavrões feios, chego a casa, senti-me no sofá, ligo a tv - não para ver televisão mas para desanuviar um bocadinho com a consola - e o canal que aparece está a passar um apanhado de vídeos de 'cromos' e 'totós' a cair, apanhar e levar com tudo o que é possível, nos tintins! Ele é corrimões, degraus, skates, pranchas de surf, bolas, tábuas, árvores (um artista conseguiu segurar numa árvore pequena com pouca folhagem, segurar nela durante uns segundos e largá-lá no preciso momento em que o suposto "amigo" vai a passar!), rolhas (outro artista abriu uma garrafa de champanhe apontada às virilhas do amigo que estava a "dormir"... entenda-se "bêbado" e completamente "off"!)... que bela forma de terminar um dia manhoso!! Ainda se fossem velhas a tombarem-se a dançar ou a perderem as dentaduras no momento da óstia...!? Bah!

...isto até percebido que estava a dar o Natal dos Hospitais noutro canal!

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Pão, vida e facas sem serrilha

Só vos tenho a dizer uma coisa... o pão alentejano é do melhor que há, mas se for cortado fininho e com uma faca sem serrilha então, é para lá de espectacular!
A malta que compra pão já fatiado não percebe nada disto e os que comem cacete, papossecos e pão de plástico, para esses então, a vida passa-lhes ao lado e nem um toque no ombro, assim meio de raspão, lhes dá!