Antes de abordar a questão que me levou a escrever este post, queria só referir que foi com muita pena que decidi não assistir ao concerto de anteontem de Bob Dylan no Pavilhão Atlântico.
Desde 2000 vi Joe Cocker, Eric Clapton, Supertramp, o concerto de 25 anos de carreira de Rui Veloso, Doors of The 21st Century, Roger Waters, Dave Matthews Band e depois de muita frustração após repetidas tentativas a achar "ok, há uns concertos com melhor som que outros e até pode ser dos sítios de onde tenho escolhido assistir" e de ter visto de vários ângulos e em vários níveis, decidi irrevogavelmente deixar de ir ver concertos naquele sítio manhoso!
Em 2011 engoli o que tinha dito porque era outro concerto de Roger Waters, celebrando um aniversário redondinho do The Wall, e por a logística que o acompanha ser, de facto, diferente. A equipa técnica do Waters posta na colocação de colunas de som no tecto e num sistema de surround que consegue minimizar o efeito que aquelas traves de madeira no tecto, as paredes e toda a estrutura elíptica do edifício que provoca aquele 'efeito tipo bola'. Mas desde 2011 que não ponho lá os pés!
Ontem li uma fantástica crónica do concerto por um amigo músico que assistiu ao vivo...
"Bob Dylan é quase uma distopia dele próprio e dos mitos à sua volta. Se quisessem ouvir as versões dos discos, bastava ficarem à porta a ouvir os imitadores, que soam mais como o senhor que ele próprio. Lá dentro, a conversa é outra. As músicas mais conhecidas transformam-se nas mais irreconhecíveis, sinal de arrogância para alguns, liberdade criativa para outros. Para quem gosta de grandes canções e conhece bem o trabalho do artista, tanto faz. Ele que faça o que quer, ainda mais numa altura em que são os artistas a correr atrás de um público maioritariamente prepotente, que acha que liga para o 760-não-sei-o-quê e escolhe o alinhamento dos concertos. "People are crazy and times are strange".
Foi um concerto excelente, cravado de liberdade, de honestidade. Há quem se queixe que ele não dirige a palavra ao público. A sério? Letras de 4 páginas A4, galardoadas com um Nobel da Literatura não chegam? Ouves os versos de Ballad of a Thin Man e queres um Olá Lisboa?
O único factor negativo foi, como sempre e com todos os artistas, o som péssimo do espaço - o Pavilhão Gimnodesportivo de Lisboa/Altice Arena/Meo Arena/Pavilhão Atlântico muda de nome mas ninguém lá faz obras e o som é o mesmo de sempre - uma merda.
Destaco ainda os inícios dos temas numa espécie de cacofonia ao jeito de ensaio, em que um dos músicos começa eventualmente a tocar parte do tema que vai ser interpretado, mas no meio do caos, o público não consegue distinguir qual deles. Só a banda sabe. Dylan sempre foi mestre no culto da omissão.
Obrigado Sr. Dylan por continuares mais fresco e relevante que bandas de putos de 20 anos."
Claro que há vários tipos de público e num evento desta natureza, numa arena que leva tanta gente, haverá muitas pessoas com expectativas tão díspares quanto as suas personalidades e cultura musical, mas acho que há um problema grave de formação de públicos um pouco por todo o mundo.
Por mim, quando vou ver um concerto mas também quando oiço um novo álbum de um artista, mais do que decidir - e não imediatamente - se gosto ou não, tento apreciar a evolução da sua obra, contextualizar o que oiço com esse facto e principalmente aposto em interiorizar o que o artista tem para dar no momento, seja pela forma ou pelo conteúdo, desde as letras ao tipo de produção e sonoridade que apresenta. Mais técnica, menos técnica, mais alto menos alto, mais diferente ou mais comum face ao seu percurso... é uma questão de respeito!
Pode parecer 'off topic' mas gosto muito de Standup Comedy e há quem trabalhe nessa área, principalmente nos EUA (Bill Burr, Jim Jefferies...), que se queixa muito do público ao vivo e principalmente dos cromos dos blogs/tweets/etc. Esta malta mais nova (os millennials) está tão formatada e é tão conservadora que qualquer coisa ao vivo uns furos abaixo de um espectáculo tipo Beyoncé ou Timberlake ou que não tenha milhares de leds coloridos, vídeos arrojados, roupas provocantes, pirâmides de luz e o camandro, é alvo das mais selvagens críticas...
Epá, haja paciência para os haters ou alguém que os abrace com força e determinação, porque nitidamente estão com déficit de atenção e carinho! Bem, pode ser falta de mimo ou então de não terem levado umas semantas quando faziam birras em mais novos!
O blog que vai bem com meia dose de migas de espargos, uma caneca de Mokambo e um rebuçadinho de mentol.
sábado, 24 de março de 2018
Dylan, millennials e semanas
Etiquetas:
filosofias,
música,
questões mais ou menos pertinentes,
revolução
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018
Metallica, Xutos e Zé Pedro
O que acontece quando num concerto de Metallica alguém grita "TOCA XUTOS!!!"
quinta-feira, 18 de janeiro de 2018
Um sério update, um update sério ou um update em série
Já há algum tempo que não fazia um post de Top's no blog, então aqui vai...
Top 10 - Séries
1. The Newsroom
2. House M.D.
3. Game of Thrones
4. Californication
5. Billions
6. Northern Exposure
7. Mr. Robot
10. Banshee
Top 10 - Sitcoms
1. How I Met Your Mother
2. Coupling
3. Seinfeld
4. Master of None
5. Modern Family
6. Boston Legal
7. That 70's Show
8. Veep
9. Scrubs
10. Frasier
1. The Newsroom
2. House M.D.
3. Game of Thrones
4. Californication
5. Billions
6. Northern Exposure
7. Mr. Robot
8. Men in Trees
9. Life10. Banshee
Top 10 - Sitcoms
1. How I Met Your Mother
2. Coupling
3. Seinfeld
4. Master of None
5. Modern Family
6. Boston Legal
7. That 70's Show
8. Veep
9. Scrubs
10. Frasier
terça-feira, 16 de janeiro de 2018
Chunga, kitsch e guilty pleasures
Numa conversa nas redes sociais surgiu uma boquinha sobre os Cranberries serem um guilty pleasure. Tudo bem que cada um com a sua e com os seus gostos, mas The Cranberreries? ...guilty pleasure!? ...really!?!?
Para mim, um guilty pleasure é quando alguém afirma categoricamente que não suporta Pimba e curte entrar nos comboios nos casamentos; dizer "epá, bem regado até dou uma perninha ao som de Quim Barreiros"; ou "se ela se mexer bem no varão, até engulo a banda sonora da Ana Malhoa"
Vejo este tipo de atitudes constantemente nos outros, mas eu não sou cá de pimbas, cenas kitches, chungas ou fatelas... ts...... mas o "Despacito" soa-me bem, pá! Que caraças!!
Para mim, um guilty pleasure é quando alguém afirma categoricamente que não suporta Pimba e curte entrar nos comboios nos casamentos; dizer "epá, bem regado até dou uma perninha ao som de Quim Barreiros"; ou "se ela se mexer bem no varão, até engulo a banda sonora da Ana Malhoa"
Vejo este tipo de atitudes constantemente nos outros, mas eu não sou cá de pimbas, cenas kitches, chungas ou fatelas... ts...... mas o "Despacito" soa-me bem, pá! Que caraças!!
Etiquetas:
música,
questões mais ou menos pertinentes
sábado, 23 de dezembro de 2017
Natal, hipocrisia e semvergonhíces
Hipocrisias e cinismos à parte...
...mais importante que tudo, especialmente neste contexto e independentemente daquilo em que se acredita, é bom lembrar que o Natal começou com uma família de refugiados e que o que nos move nesta altura do ano é a vontade de sermos pessoas melhores (e de nos sentirmos bem com isso... no shame in that!!)
Dito isto, um grande bem-haja e muitas e boas festas... distribuídas como e por onde melhor vos aprouver. Ora bem!
...mais importante que tudo, especialmente neste contexto e independentemente daquilo em que se acredita, é bom lembrar que o Natal começou com uma família de refugiados e que o que nos move nesta altura do ano é a vontade de sermos pessoas melhores (e de nos sentirmos bem com isso... no shame in that!!)
Dito isto, um grande bem-haja e muitas e boas festas... distribuídas como e por onde melhor vos aprouver. Ora bem!
Etiquetas:
dúvidas existenciais,
felicidade,
filosofias,
religião,
serviço público
sábado, 9 de dezembro de 2017
Mel, mãos e besunto
É impossível mexer num frasco de mel e não ficar com as mãos todas besuntadas... bah!!
segunda-feira, 27 de novembro de 2017
Humanos, bichos e extra-terrestres
Depois de assistir a imagens e vídeos de todo um circo execrável e desumano das compras na Black Friday, um pouco por todo o mundo, em que as pessoas se acotovelaram, brigaram e injuriaram, isto depois de muitas horas em filas e até a 'acampar' no exterior das lojas, esperando que elas abrissem, acho que o Roger Waters tem toda a razão quando diz que num futuro próximo, seres extra-terrestres virão à terra para encontrar este mundo dizimado pela ganância e egoísmo e relatarão "this species has amused itself to death".
Saldos, baixas de preços e compras oportunas são interessantes para qualquer um, mas um ser humano virar bicho só porque quer chegar aquela tv primeiro ou porque não consegue aquele telemóvel que tinha visto no folheto e aquela pessoa que tem à frente ficou com o último, é estúpido e desumano... aliás, virar bicho não, virar besta!
Saldos, baixas de preços e compras oportunas são interessantes para qualquer um, mas um ser humano virar bicho só porque quer chegar aquela tv primeiro ou porque não consegue aquele telemóvel que tinha visto no folheto e aquela pessoa que tem à frente ficou com o último, é estúpido e desumano... aliás, virar bicho não, virar besta!
Etiquetas:
dúvidas existenciais,
felicidade,
filosofias,
loucura,
revolução,
serviço público
domingo, 5 de novembro de 2017
Novembro, lembrança e pólvora
"Remember, remember, the 5th of November
The gunpowder, treason and plot.
I know of no reason, why the gunpowder treason
Should ever be forgot."
The gunpowder, treason and plot.
I know of no reason, why the gunpowder treason
Should ever be forgot."
quinta-feira, 2 de novembro de 2017
Muro, loira e banda sonora manhosa
Estou a ver o filme Atomic Blonde e esta banda sonora é manhosa a olho... a roçar o insuportável!
Bem, se isto é cíclico, estou em pulgas para que chegue a vez dos anos '60, pois já não suporto esta onda de '80 que para aí anda nos últimos tempos. E até tive obrigatoriamente de passar por eles uma vez, que já era sofrimento suficiente para o tempo de uma vida!
Juro que não percebo esta onda de revivalismo com uma das épocas mais nefastas para a humanidade. Só comparável com a Idade Média e o Santo Ofício.
Chiça!!
Juro que não percebo esta onda de revivalismo com uma das épocas mais nefastas para a humanidade. Só comparável com a Idade Média e o Santo Ofício.
Chiça!!
Etiquetas:
ainda sou do tempo,
cinema,
coisas chatas e irritantes,
música
quinta-feira, 26 de outubro de 2017
Bananas, toalhas turcas e o sentido da vida
Apercebi-me que as toalhas turcas e as bananas têm muito em comum...
As bananas têm um prazo de validade muito curto. Normalmente escolhem-se verdes, na altura do empregado da caixa as passar no leitor de código de barras já estão quase maduras e quando as colocamos na fruteira já começam a aparecer algumas manchas, mas nessa altura não apetece comê-las, muito menos as cinco que trouxemos para casa. Quando queremos uma para cortar às fatias para o iogurte do pequeno-almoço da manhã seguinte já ficam 4 com um ar manhoso e dois dias depois, já quase só se aproveitam três para batidos! E as toalhas turcas são mais ou menos a mesma moenga! Têm um período de vida óptimo muito curto, porque novas espalham mais água do que a limpam, o que no verão até nem custa muito mas no inverno é assim a atirar para o execrável, e quando estão quase a ficar no ponto e já foram lavadas sei lá quantas centenas de vezes, começam a ficar russas e a aparecerem buracos!
Algo me diz que o sentido da vida passará pelo momento certo de comer uma bela banana e o enxugamento oportuno, após um duche, com uma belíssima toalha turca.
As bananas têm um prazo de validade muito curto. Normalmente escolhem-se verdes, na altura do empregado da caixa as passar no leitor de código de barras já estão quase maduras e quando as colocamos na fruteira já começam a aparecer algumas manchas, mas nessa altura não apetece comê-las, muito menos as cinco que trouxemos para casa. Quando queremos uma para cortar às fatias para o iogurte do pequeno-almoço da manhã seguinte já ficam 4 com um ar manhoso e dois dias depois, já quase só se aproveitam três para batidos! E as toalhas turcas são mais ou menos a mesma moenga! Têm um período de vida óptimo muito curto, porque novas espalham mais água do que a limpam, o que no verão até nem custa muito mas no inverno é assim a atirar para o execrável, e quando estão quase a ficar no ponto e já foram lavadas sei lá quantas centenas de vezes, começam a ficar russas e a aparecerem buracos!
Algo me diz que o sentido da vida passará pelo momento certo de comer uma bela banana e o enxugamento oportuno, após um duche, com uma belíssima toalha turca.
quarta-feira, 25 de outubro de 2017
Publicidade, rádio e foleirada
Pensei afincadamente durante mais de 10m e não consigo conceber um reclame de rádio mais foleiro que o da Matrizauto de Viseu.
Epá, mas quem foi o totó que concebeu aquilo!? E terá sido ideia de uns cromos da publicidade, de alguma rádio local ou imposição de um idiota da própria empresa de automóveis, achando que aquilo é que é "A cena!"?
Oh cum'caraças!!
Epá, mas quem foi o totó que concebeu aquilo!? E terá sido ideia de uns cromos da publicidade, de alguma rádio local ou imposição de um idiota da própria empresa de automóveis, achando que aquilo é que é "A cena!"?
Oh cum'caraças!!
terça-feira, 24 de outubro de 2017
Cavaco, templo e marquise
..tu queres ver que o genro do Cavaco comprou o Templo Romano em Évora e vão montar uma marquise!?!?
Etiquetas:
ainda sou do tempo,
coisas chatas e irritantes
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Tiros e bombas e socos nas trombas
The Hitman's Bodyguard
Para quem gosta de um bom filme de acção, com uma história credível, cenas de perseguição, tiros e pancadaria excepcionalmente bem conseguidas - ao nível de um Bond com o Daniel Craig, Taken, Bourne ou John Wick - com uma belíssima banda sonora e actores escolhidos a dedo, este é um must see:
O humor é fantástico - a começar logo no trailer que parodia o filme The Bodyguard com o Kevin Costner e a Whitney Houston da década de '90 - os diálogos interessantes, os actores estão muito bem nos papéis e com grande química entre eles - excepto o Joaquim de Almeida, que volta a fazer dele próprio a fazer de polícia - e o filme resulta muito bem. Fartei-me de rir e fiquei muito bem impressionado com as cenas de acção!!
Dentro deste género, estreou em Agosto outro filme que também promete: Baby Driver
Para quem gosta de um bom filme de acção, com uma história credível, cenas de perseguição, tiros e pancadaria excepcionalmente bem conseguidas - ao nível de um Bond com o Daniel Craig, Taken, Bourne ou John Wick - com uma belíssima banda sonora e actores escolhidos a dedo, este é um must see:
O humor é fantástico - a começar logo no trailer que parodia o filme The Bodyguard com o Kevin Costner e a Whitney Houston da década de '90 - os diálogos interessantes, os actores estão muito bem nos papéis e com grande química entre eles - excepto o Joaquim de Almeida, que volta a fazer dele próprio a fazer de polícia - e o filme resulta muito bem. Fartei-me de rir e fiquei muito bem impressionado com as cenas de acção!!
Dentro deste género, estreou em Agosto outro filme que também promete: Baby Driver
sexta-feira, 18 de agosto de 2017
Road songs, arrepios e três marias
É difícil descrever o que sinto a ouvir esta música. As memórias e as vontades futuras...
Típica Road Song americana que tem muito de Eagles, Skynyrd e até Dire Straits. É daquelas músicas que dão alcance à vista e uma súbita latitude à alma. Uma espécie de abraço instantâneo e surpreendente, que nos remete para coisas boas que arrepiam e nos levam para "sítios" bons. Como se estivessemos a rolar pela Route 66 ou parqueados frente à vastidão do Grand Canyon... mas também podia ser a estrada entre Beja e Ourique ou com o chaço parado frente aos Alteirinhos ou às Três 'Marias'.
A música... algumas músicas... arrepiam-nos de dentro para fora e preenchem-nos os espaços que guardamos para as memórias e os desejos.
Típica Road Song americana que tem muito de Eagles, Skynyrd e até Dire Straits. É daquelas músicas que dão alcance à vista e uma súbita latitude à alma. Uma espécie de abraço instantâneo e surpreendente, que nos remete para coisas boas que arrepiam e nos levam para "sítios" bons. Como se estivessemos a rolar pela Route 66 ou parqueados frente à vastidão do Grand Canyon... mas também podia ser a estrada entre Beja e Ourique ou com o chaço parado frente aos Alteirinhos ou às Três 'Marias'.
A música... algumas músicas... arrepiam-nos de dentro para fora e preenchem-nos os espaços que guardamos para as memórias e os desejos.
Etiquetas:
ainda sou do tempo,
condução,
felicidade,
música,
viagens
domingo, 16 de julho de 2017
Senhor de Nada, uma série sobre tudo e boas surpresas
Adoro séries e sitcoms. Ando numa busca constante por novas séries, principalmente as que me conseguem ainda surpreender.
No cinema é bem mais difícil hoje em dia, mas o mundo da televisão está ao rubro, a fervilhar de criatividade e repleta de excelentes actores, realizadores e argumentistas. Muita gente prefere trabalhar no pequeno ecrã e isso nota-se.
As últimas séries que me surpreenderam, deixaram-me mesmo ko de um dia para o outro, sendo que por vezes vejo 3 ou 4 episódios de seguida; como Banshee e Master of None, mas é sobre esta última que me apraz falar e publicitar, pois vale bem a pena conhecer...
Master of None é uma série tipo Seinfeld (como acho que até o próprio nome indica) em esteróides, com umas pitadas de Woody Allen e Steven Sodderbergh. Aziz Ansari escreve o argumento (juntamente com Alan Yang), entra como protagonista, produz e ainda realiza alguns episódios.
A série é excelente, visualmente brilhante, com um argumento inteligente e cheio de assuntos pertinentes. E ainda que passe por algo meio descomprometido e arejado, entretém e cada episódio deixa-me a reflectir sobre uma série de questões interessantes.
Etiquetas:
dúvidas existenciais,
serviço público,
televisão
sexta-feira, 7 de julho de 2017
Religião, ficção e livrarias
Para mim, a questão da religião resume-se a um ponto apenas:
- quando se faz qualquer coisa por receio ou por incentivos (morais), não se vive a plenitude do que mais nos caracteriza como seres humanos: o livre arbítrio!
É preciso ter nobreza de carácter, edificação Ética, elevação de espírito e determinação humana para se procurar viver bem e fazer o bem apenas e só porque se quer ser um ser humano decente. Sim, há muito de egoísta nesta postura porque há uma boa dose de gozo (fruição) em ter paz de espírito e ser-se feliz, certo!? Então qual é o problema de ser-se egoísta de forma saudável, sem atropelar a liberdade dos outros? ...até dos outros que são idiotas, cobardes ou genuinamente bem intencionados, embora mal orientados, que têm fé e acreditam em personagens de ficção.
Quando encaixei completamente esta esta ideia, traduziu-se numa postura de deixar de gozar com as religiões; e com quem acredita, os mais desenvoltos e desempoeirados - coisa rara - apenas gosto de investir em conversas construtivas e interessantes... mas não na internet! (Oops!!)
- quando se faz qualquer coisa por receio ou por incentivos (morais), não se vive a plenitude do que mais nos caracteriza como seres humanos: o livre arbítrio!
É preciso ter nobreza de carácter, edificação Ética, elevação de espírito e determinação humana para se procurar viver bem e fazer o bem apenas e só porque se quer ser um ser humano decente. Sim, há muito de egoísta nesta postura porque há uma boa dose de gozo (fruição) em ter paz de espírito e ser-se feliz, certo!? Então qual é o problema de ser-se egoísta de forma saudável, sem atropelar a liberdade dos outros? ...até dos outros que são idiotas, cobardes ou genuinamente bem intencionados, embora mal orientados, que têm fé e acreditam em personagens de ficção.
Quando encaixei completamente esta esta ideia, traduziu-se numa postura de deixar de gozar com as religiões; e com quem acredita, os mais desenvoltos e desempoeirados - coisa rara - apenas gosto de investir em conversas construtivas e interessantes... mas não na internet! (Oops!!)
Etiquetas:
conspirações,
dúvidas existenciais,
felicidade,
filosofias,
religião,
serviço público
quarta-feira, 28 de junho de 2017
Fogos, matas e festança rija
Festarolas, cantoria, juntar comida, água e dinheiro para ajudar as vítimas é óptimo, mas ninguém se levanta do sofá senão para ir curtir ao Pavilhão do Cavaco. Já ir para as matas limpar o lixo ou plantar árvores nas áreas afectadas, tá quieto!
Etiquetas:
questões mais ou menos pertinentes,
serviço público
sexta-feira, 2 de junho de 2017
Trump, scooter e pornografia
Andava eu à procura de torrents do House of Cards (se bem que neste contexto político, séries como House of Cards e Veep perderam a piada, porque a realidade é bem mais cómica e interessante de seguir), quando me deparo com um filme pornográfico (aqui nem precisava justificar, porque confesso apreciar pornografia de qualidade!) que tem Jazz como banda sonora, bom som ambiente, iluminação interior, enquadramentos, qualidade de imagem em alta definição, boas interpretações dos actores (!!), história e maquilhagem decente... é que até o genérico está artístico e bem feito, espera lá!!
O rapaz teve um pequeno acidente de scooter, deixou cair as compras e até perdeu o capacete; chega a casa com a motoreta pela mão, calças coçadas, t-shirt rasgada e algumas escoriações e a rapariga, delicada que é, decide tratar dos ferimentos com um unguento especial e, claro está, sexo oral à maneira! Opá, está muito bem esgalhado, pois está!
Agora que isto estava a ficar interessante, o sacana do Trump decide mandar tudo abaixo e dar cabo do planeta!!
link: https://rarbg.bypassed.gold/torrent/9ur7lc5
O rapaz teve um pequeno acidente de scooter, deixou cair as compras e até perdeu o capacete; chega a casa com a motoreta pela mão, calças coçadas, t-shirt rasgada e algumas escoriações e a rapariga, delicada que é, decide tratar dos ferimentos com um unguento especial e, claro está, sexo oral à maneira! Opá, está muito bem esgalhado, pois está!
Agora que isto estava a ficar interessante, o sacana do Trump decide mandar tudo abaixo e dar cabo do planeta!!
link: https://rarbg.bypassed.gold/torrent/9ur7lc5
Etiquetas:
humor negro,
loucura,
revolução,
serviço público,
sexo,
televisão
domingo, 14 de maio de 2017
Eurovisão, Salvador e música a sério
Como músico e compositor fico extremamente contente com a vitória dos manos Sobral no Festival Eurovisão da Canção.
Sou pouco dado a música a metro e a pimbalhada, embora não me ofenda com isso, porque há espaço para todos, mas é tão reconfortante saber que um tema tão rico, tão bem escrito, composto e arranjado e tão fantasticamente interpretado - num embalo quente, com momentos de voz meiga e sussurrada, contrastando com a força bruta e o volume exagerado da 'pastilha semsaborona' que são os temas Pop-plástico típicos da música 'fast food' - consegue reunir consenso e mobilizar tanta gente.
Em cima disto tudo, está a imagem de um miúdo preocupado com questões humanas e cívicas, que se interessa pelos seus pares e por promover mudanças que vêm para melhorar o que está gasto ou estragado... é um absoluto regalo. O Salvador é um curtido!
Não sei o que vem depois disto nem o que trará de bom para a Europa e Portugal, mas hoje o sentimento é óptimo e recomenda-se.
Parabéns Salvador!!
sexta-feira, 12 de maio de 2017
Pormenores, fechos e botões
Há um pequeno pormenor a meu respeito que me irrita e ao mesmo tempo me deixa absoluta e incomparavelmente intrigado. É uma das idiossincrasias que, não me definindo como pessoa ou ser humano, caracterizam e marcam alguns momentos, normal e oportunamente em contextos que me deixam meio aturdido e sem jeito, ainda que e apesar de tudo, pouco ou nada surpreendido.
Vá-se lá saber porquê - e já reflecti sobre esta questão inúmeras vezes e ao longo de incansáveis horas - mas sempre que uso calças de fecho é comum e normal sair de casa de braguilha aberta. Mas o mesmo já não acontece com calças de botões! Porquê!? Não faço a mais pequena ideia, mas é assim e é coisa que acontece já há bastante tempo.
Subscrever:
Mensagens (Atom)