sexta-feira, 21 de abril de 2006

Planos, bolos e mamas grandes

A condição humana, quando observada e estudada, sempre evidenciou uma dicotomia dialéctica que nos persegue a todos desde a alvorada dos tempos e nos caracteriza enquanto mortais dotados de livre arbítrio, coisa única entre as espécies que compõem este planeta e o universo conhecido. Podem existir outros animais dotados de inteligência conhecidos pelo homem, e até alguns que concebam, não a ideia, mas talvez a vontade de extinguir a sua própria vida, porém, aquilo que nos caracteriza enquanto espécie é sem dúvida único e, até ver, inédito. Passo a explicar: se “a vida é o que nos acontece enquanto fazemos planos”, então para quê entrar em grandes raciocínios lógicos de preparação para a vida real? Qual o porquê que fundamenta uma reflexão compulsiva a priori sobre aquilo que são os nossos sonhos e objectivos a concretizar no tempo futuro… a vida é aquilo que se passa lá fora enquanto passamos tempo cá dentro (na nossa mente). Mas por outro lado de que nos serve a adrenalina pura de um golpe espontâneo e completamente irreflectido se acabamos por nos prostrar na poeira de tais acontecimentos fugazes e voláteis como são cada um dos passos que damos em qualquer sentido que seja. Quando fecharmos os olhos pela última vez não haverá a necessidade de repensar e organizar memórias e pensamentos num álbum bonito e mágico… a vida já terá sido, já se terá extinguido, acabado. O que há a retirar de uma vida se nunca nos chegamos a aperceber do seu verdadeiro sentido e porquê o sermos responsáveis e modestos quando podemos ser deuses da nossa individualidade existencial e aparente satisfação? Ao sermos nós próprios, até ao ponto de não nos preocuparmos com os outros ou até com a nossa saúde física, psíquica e emocional, estamos a contaminar a água usada para saciar a nossa sede de felicidade, pois que o imediato nem chega sequer para alimentar a fome de satisfação evidente que nos move, o nosso contentamento e prazer instantâneo. Temos de ser inteligentes, até mesmo emocionalmente inteligentes, porque de nada serve entregarmo-nos a uma paixão, às cegas, se não houver um mínimo de reflexão cuidada no sentido de nos precavermos com base no conhecimento adquirido em experiências anteriores. A nossa paixão última deve ser, tendencialmente, a nossa vontade de viver e de experienciar. Experimentar antes, por vezes a medo, para depois reflectir um pouco e dar o salto certo, em equilíbrio, no momento oportuno. Não há tempo útil de vida para pensar demais, mas também não podemos agir constantemente de forma imprudente e infantil, há que crescer primeiro. De entre o muito lixo que eu acumulo na minha mente, as ligeiras barbaridades que regurgito, bem como as simples teorias que componho de forma inocente, como quem faz um jingle, escolho uma frase da minha autoria para acrescentar às frases e clichés referidas por filósofos, pensadores, simples observadores ou gente comum: “queima as tuas asas ao sol e não dentro do teu casulo” – sim, porque há espaço para todos arrotarem as suas postas de pescada nesta sociedade pluricultural e aberta, vivemos em democracia certo?, então gozemos dessa liberdade tão fundamental e primária – Há um tempo para observar, experimentar, crescer… e viver! Bem visto, bem medido, bem equilibrado, há tempo para tudo. Agora em relação à questão da dicotomia. Uma vez que não entendemos o sentido da nossa vida pessoal, proponho que se tome como correcto (não necessariamente verdadeiro) o facto de haver inexoravelmente um sentido de vida maior e superior à nossa existência individual. O conjunto de todas as vivências humanas cria uma base de dados maior, denominada de cultura ou conhecimento. Acima de todos nós, indivíduos, etnias e civilizações, está o sentido de existir enquanto um todo, e para isso existe a necessidade premente de partilhar informação e conhecimento. Sendo que, nos dias que correm se torna cada vez mais complicado organizar tertúlias, e o tempo nunca chega para dizer o que se tenciona, partilho agora convosco uma frase de um amigo comum, meu e de muitos os que visitam este blog, para dar os parabéns e as boas vindas a um novo projecto: “chose a life, faz um spam, publica um blog”.
Para saber qual o projecto basta clicar no título deste post e serão redireccionados para um novo blog feito em equipa, onde eu mui orgulhosamente me incluo.

quinta-feira, 20 de abril de 2006

Ainda existe Omo?

Para apoiar um tema relativamente entediante, sugiro que oiçam a música desta semana: “Elevator Beat” de Nancy Wilson, da banda sonora de Vanilla Sky, na MusicBox. Agora em relação ao tema do post: para a malta mais nova, que poderá pensar que esta pergunta terá um carácter negativo e homofóbico, respondo já que Omo era uma marca de detergente muito conhecida, do tempo da Farinha Amparo. Ainda existe Skip, Tide, e o Sonazol, mesmo não sendo em barra de sabão, também se consegue encontrar nas prateleiras dos supermercados, mas o que terá acontecido ao Omo? Deixo a pergunta em aberto para um sapiens que consiga responder...

quarta-feira, 19 de abril de 2006

Let’s look at the trailer

Que bela altura para ver bom cinema. Tenho estado de férias, e como tal, tenho-me administrado quantidades grotescas de cinema medíocre, como é de esperar em alturas em que se faz tão pouco, nos deitamos tardíssimo, passamos muito tempo em casa e procuramos qualquer forma de fugir à programação da televisão, que quanto a essa, qualquer filme manhoso lhe é incomensuravelmente superior. De entre os muitos filmes que tenho trazido do videoclube e pedido emprestado, ontem acabei por ver o Crash em dvd e hoje decidi ir ver o Inside Man ao cinema. Do primeiro há muito que eu podia dizer, mas para não estragar o filme a quem ainda não viu – e como é possível se é um filme de Fevereiro de 2005 e já está há séculos para aluguer – vou apenas dizer que se trata de um filme genial, muitíssimo bem escrito e magistral e simplesmente dirigido. A premissa sob a qual a história se vai desenleando é de uma verdade genuína e incontornável, que só quem vive em grandes metrópoles se apercebe na sua força máxima. É um filme simples e conciso, brilhante! Em relação ao segundo, fui vê-lo pelo realizador, mas também pelo elenco. Surpreendeu-me pela positiva… e eu já ia à espera de um bom filme. Spike Lee não prima pela técnica nem pela fotografia, e liga pouco ou nada a efeitos especiais, talvez apenas aos efeitos visuais, mas é um grande director de actores e faz verdadeiras obras-primas em torno de histórias sobre a condição humana, valores e ideologias. É um filme a não deixar de ver!

terça-feira, 18 de abril de 2006

Modus operandi

Hoje deixo-vos com uma lista de expressões linguísticas muito interessante (ou não). Tenho andado a reuni-las desde há algum tempo e sinceramente não me apetece tecer grandes comentários acerca delas. Basta que as leiam, talvez rir um pouco, e se for o caso de algum de vocês as utilizar… por favor corrijam isso!
derivado ao facto…
prontos
penso eu de que
a modos que…
hadém…
está em França Vs. está na França
(só funciona em alguns casos)
ele deve de ir a casa
aventoinha
rotar
(sim, quer mesmo dizer arrotar)
Ok, até vou comentar… acreditem ou não, eu ouvi estas duas últimas expressões ditas pelas mesmas pessoas. Significa isto que as mesmas pessoas que comem o “a” em arrotar, acrescentam-no a “ventoinha”. Posto isto, e depois de mais umas gargalhadas, retirar-me-hei para dormir.

domingo, 16 de abril de 2006

As músicas que nos tornam melómanos

Em jeito de best of, deixo-vos com uma lista de algumas das músicas mais importantes das últimas duas ou três gerações, que fizeram de mim um melómano e, de certa forma, a pessoa que sou hoje… aparentemente sem ordem… as músicas, entenda-se:
The End, Doors
Riders on The Storm, Doors
Comfortably Numb, Pink Floyd
Shine on You Crazy Diamond, Pink Floyd
Wish You Were Here, Pink Floyd
Bohemian Rhapsody, Queen
Somebody to Love, Queen
It’s Late, Queen
Come Together, Beatles
Lucy in The Sky With Diamonds, Beatles
Hey Jude, Beatles
Satisfaction, Rolling Stones
Paint it Black, Rolling Stones
Child in Time, Deep Purple
Smoke on The Water, Deep Purple
Stairway to Heaven, Led Zeppelin
All Along The Watchtower, Bob Dylan
Little Wing, Jimi Hendrix
Me And Bobby McGee, Janis Joplin
Hotel California, Eagles
The First Cut is The Deepest, Cat Stevens
You Got a Friend, James Taylor
Purple Rain, Prince
Old Love, Eric Clapton
Mrs. Robinson, Simon & Garfunkel
Hit The Road Jack, Ray Charles
Sex Machine, James Brown

…esqueci-me de alguma coisa? É bem possível!
E para vocês, quais são as músicas mais importantes? Não falo só das que vos tocaram individualmente, mas sim daquelas que marcaram a nossa geração, a anterior (dos nossos pais), e a semi-geração dos nossos irmão mais novos (para quem os tem).
Não incluí músicas portuguesas, brasileiras ou francesas nesta listagem porque me refiro a músicas universais. Por outro lado também me faltaram alguns intérpretes/compositores importantes como o Frank Sinatra, Elvis Presley, Van Morrison, B.B. King, etc., mas achei que seriam, de certa forma, secundários.
Comments please…

sexta-feira, 14 de abril de 2006

Música é do demo!

Eu digo mal dos canais televisivos portugueses pelos filmes que passam de forma tão repetitiva, mas nunca me canso de ver dois deles: Do Cabaret Para o Convento e Do Cabaret Para o Convento 2. Para quem é melómano e aprecia jogos de vozes, vocalizações e harmonias vocais, é uma delícia fantástica. Recomendo vivamente!
Deixo-vos com um cheirinho na MusicBox… gosto muito de Rock, Blues e Jazz, mas não há nada como Soul e Gospel, é uma música do demo!

quinta-feira, 13 de abril de 2006

É muita fruta!

Para desenjoar do post anterior, sugiro uma reflexão à volta do tema “o novo produto da Compal”.
Iogurtes com pedaços já eu conhecia; comprimidos de vitaminas e suplementos proteicos não me causam estranheza; até já ouvi falar de gente que gosta de tomar bananas via anal, tipo supositório… agora, fruta concentrada em pacote!? E não será para diluir com água e fazer suminho? Por favor!! Já estou a ver o filme todo: um Actimel logo de manhã com o rissol e o leite achocolatado; ao almoço, um Becel Pro.Activ, para controlar o colesterol, a acompanhar a sandocha de coirato; pela hora do lanche, um Compal Essential de manga, juntamente com fatias de pão light barrado com aquela manteiga diet que não tem sal nem açúcar mas engorda como as outras. E ao jantar, vai a famelga toda ao McDonalds, mais pelo Sundae do que pela chicha, devorar HappyMeals como se não houvesse amanhã… porque pode não haver! Não vos mete confusão?? É que eu também gosto de comer fruta com casca… mas inteira! …ok, dou várias dentadas, mastigo devagar, depois lavo os dentes e uso fio dental!!

quarta-feira, 12 de abril de 2006

Muito chocolate!

A Páscoa é uma época festiva que me desgraça, quase como o Natal. Mais valia darem-me uma injecção de chocolate na jugular, fazerem um compacto especial com os 10 Mandamentos, a Paixão de Cristo e o Sozinho em Casa e pronto, no outro dia lá iríamos trabalhar sem ter aturado tias-avós que nos lambuzam a cara, avôs caquécticos que se engasgam com folar, a pensar que poderão não estar cá na a próxima primavera, e gaiatagem espalhada pela casa toda aos berros a perguntar onde está a Playstation ou um computador com o Messenger ligado à net. Chamam a isto família??? Uma cambada de grifos que mais parece uma praga de gafanhotos que devora tudo por onde passa e não deixa nada direito? É que nem o tampo da sanita ou o isqueiro do fogão resiste a esta gente!! Não haverá, num futuro próximo, subsídios a fundo perdido ou linhas especiais de crédito para ajudar ao financiamento destes “imprevistos”? Talvez seja uma oportunidade de ouro que os bancos estarão a deixar passar em claro: depois do crédito automóvel e imobiliário, das férias, computadores, máquinas digitais e leitores de mp3… o crédito bonificado de apoio às reuniões de família e épocas festivas. E o símbolo da Páscoa? Não era já tempo de trocarem o coelhinho felpudo e ternurento por uma playmate meiguinha, enrolada em fitas de Carnaval e confetti? Porque é que a Playboy não passa a perna ao Vaticano e muda o look desta época festiva? O Natal também não perdeu a simbologia característica quando a Coca-Cola mudou a cor ao Pai Natal! Venham daí mulheres e homens que se encharcam em chocolate, quer seja líquido (em chávenas ou SPA’s), em tabletes ou amêndoas, e mantém a mesma figura ano após ano. Nesta sociedade que dá tanta importância à “beleza”, criando meterossexuais a cada dia que passa, não me espanta nada se trocarem o Coelhinho da Páscoa pelo Zé Castelo Branco de tanga, orelhas de coelho e pompom, e ainda uma daquelas cigarrilhas tão femininas, tipo Jessica Rabbit ou Marlene Dietrich… ischhhh!!! Agora retirar-me-ei, ouvirei cânticos de corais negros e música de Ravi Shankar, acenderei velas e incenso por toda a parte, de forma a limpar toda a conspurcação nefasta que me vai na mente… voltarei com pensamentos mais dignos e puros!

terça-feira, 11 de abril de 2006

Dove não é só chocolate

Quero dar os parabéns aos responsáveis pelas campanhas publicitárias da Dove por nos mostrarem mulheres normais em vez de supermodelos fantásticos de beleza ofuscante. O estereótipo da beleza dos dias de hoje está completamente corrompido e é de uma futilidade extrema. Levam-nos a desejar mulheres que não existem, que são fabricadas até ao mais ínfimo pormenor. Elas andam por aí, é certo, mas não existem sem aquela maquilhagem, aqueles cabelos e aquela roupa. São exactamente como as outras, que em certos momentos também se detestam fisicamente e mostram padecer dos mesmos medos e preocupações … no fundo são todas iguais, assim como os homens! O que é preocupante, é haver quem se queira igualar ao estereótipo e faça das tripas coração, deixando a saúde para segundo plano, para se parecer em certos pormenores com o modelo que uns tipos quaisquer, de certeza homens, se lembraram que seria o ideal para vender. Porque a questão é mesmo essa, vender! Por outro lado, assistimos às campanhas publicitárias da Dove que se baseiam em mulheres normais, cuidadas e preocupadas, mas com a saúde e o bem-estar, e não somente com o aspecto. A mim parece-me melhor assim. Gosto de ver mulheres lindas e fantásticas, em grandes poses sexy e com farpelas altamente excitantes, mas é só mesmo para olhar, e a imagem gasta-se depressa. Para mim, se uma mulher me parece fisicamente bonita quando acaba de acordar, será sempre bonita em qualquer outra situação. E depois há a beleza interior, a inteligência, o sentido de humor e o carácter – em suma, a personalidade – que podem não excitar tanto como o aspecto físico e a química natural, mas são a outra face da mesma moeda.

segunda-feira, 10 de abril de 2006

Smile

Uma vez que é segunda-feira, e outra semana recomeça, deixo-vos com uma música escrita por Charlie Chaplin e aqui interpretada por Michael Bublé. Dedico-a a uma pessoa muito especial... e aos demais também!

Ainda a pirataria…

Qual é a maior empresa, liderada pelo tipo mais rico do mundo?
Qual é o maior alvo da pirataria informática?
…e mesmo assim não fez “grande” mossa, certo?
I rest my case!

sábado, 8 de abril de 2006

Someone is watching Big Brother

Quem não se lembra da célebre frase de Clint Eastwood na pele do Dirty Harry: Do you feel lucky, punk!? Ok, agora experimentem a ir à página inicial do Google, escrever “failure” e clicar em Sinto-me Com Sorte! Buahahahahahahahah! lol

sexta-feira, 7 de abril de 2006

Pirataria informática

Tenho estado atento a esta questão, que parece ter vindo para ficar, mas tudo indica que é mais fogo de vista. Eu digo isto porque tenho lido muito sobre este tópico e concordo que será impossível passar do nível dos exemplos para uma prática contínua. Em primeiro lugar parece-me óbvio a necessária distinção entre quem faz downloads ilegais para consumo caseiro, ainda que grave em cd para ouvir no carro ou em festas com os amigos, e quem corre a net de uma ponta à outra para satisfazer o seu público alvo numa feira perto de si, esses sim, são os verdadeiros piratas informáticos: filmes, álbuns, jogos, etc. Posso não ser grande exemplo, mas nunca deixei de comprar dvd’s ou cd’s porque os arranjava de outra forma. Vou ao cinema, alugo filmes, peço cd’s emprestados e já tenho sacado muita coisa da net. Tenho a discografia completa das bandas que mais gosto, vou reunindo todos os filmes que aprecio, e a maioria dos cd’s e dvd’s são originais (tenho mais de 300 álbuns em cd e 170 filmes em dvd… tudo original!), aliás, serão todos originais num futuro próximo, é essa a minha meta. Eu até tenho muitos vinis e continuo a comprá-los. É neste ponto que acho que assenta o busílis da questão: quem perde mais, ou perde mesmo, com a pirataria informática são as editoras e não os autores, por isso me parece bizarro estarem a mascarar a questão desta forma. Sou músico, e embora apenas tenha músicas incluídas em colectâneas ou edições de autor, mas tudo registado na S.P.A., não me importo nada de passar as minhas músicas em formato de mp3 pela net ou em cd’s gravados por mim. Seria até um orgulho muito grande se me apercebesse que houvesse quem fizesse partilha das músicas das minhas bandas através dum meio tão grande e de tão largo alcance como a internet. A internet será o motor da cultura e do entretenimento deste século, não será a televisão de certeza. E até hoje não vi ninguém queixar-se de gravarmos filmes, documentários ou novelas em VHS!? E toda a gente o fazia e faz! Então porquê a dualidade de critérios? A internet chega a toda a gente? Talvez menos pessoas tenham net do que vídeos em casa. Para quem está no meio, vou confessar-vos um pormenor muito importante: os músicos ganham com os concertos e com os royalties. Recebem quando tocam ao vivo, quando aparecem na rádio e na televisão, o que conseguem com as vendas dos cd’s e dvd’s, embora dependa do estatuto músico e do seu contrato com o seu label (editora), é uma ninharia comparado com o que as editoras discográficas arrecadam com cada cd que se vende por 12€ ou 15€. E o escândalo ainda é maior quando nos apercebemos que nós temos um IVA de 21% para tudo o que é cultura e a maior parte do entretenimento, enquanto que a grande maioria dos outros países comunitários têm IVA’s de 5% e 3%... ah!, já perceberam onde quero chegar!? Ok, ainda vos deixo outra: os bilhetes de jogos de futebol têm um IVA baixíssimo, tipo 5% e são àquele preço que toda a gente conhece… onde é que quero realmente chegar!?? É tudo uma questão de negócio e interesses! E sendo assim, e porque há cada vez mais bandas e músicos (ou escritores!) a publicar os seus trabalhos na internet, quer seja de forma paga ou completamente gratuita, quero deixar uma palavra de ordem a estes senhores que são “donos” da cultura e das empresas que sustentam a cultura em Portugal, quer eles sejam também artistas ou não: PUTA QUE OS PARIU SEUS FASCIZÓIDES CINZENTÕES!!! E quanto aos tribunais e às autoridades competentes, vão mas é atrás de quem assalta velhinhas, prostitui criancinhas e leva empresas nacionais à falência e gera desemprego que são às centenas e se misturam com as pessoas “normais”. Pronto, já desabafei!

quinta-feira, 6 de abril de 2006

As Mulheres e o Sport Billy

Tanto as mulheres como o Sport Billy têm tudo e mais alguma coisa na mala que trazem como companheira, para toda e qualquer ocasião. Com características tão idênticas, no que aos adereços diz respeito, as mulher e o Sport Billy revelam-se verdadeiramente opostos. O Sport Billy tem um óptimo sentido de oportunidade e consegue tirar o que quer no momento certo para resolver a situação, enquanto que as mulheres nunca acham o telemóvel, mesmo quando este está a tocar. Uma malinha de mão está para uma mulher como uma mochila de 25 litros está para um campista – leva muita tralha, encontra-se relativamente arrumada, e é extremamente difícil tirar o que se procura sem antes pôr cá fora metade do seu conteúdo. Contando com o tão falado 6º sentido que as mulheres possuem, eu diria que o Sport Billy sairia vencedor num possível confronto. Já ele tinha tirado um escadote de 20 degraus para subir ao telhado e salvar o gatinho, enquanto que elas teriam de tirar o espelho, o maço de tabaco, o isqueiro, os penso higiénicos, o batom do cieiro, a escova, o telemóvel, o organizer, a carteira repleta de fotografias dos antigos colegas da secundária, os lenços de papel e as pastilhas elásticas antes de conseguirem chegar às chaves do carro… que nesta altura, percebendo-se ter ficado destravado, já se tinha estatelado, ladeira abaixo, contra um autocarro.

quarta-feira, 5 de abril de 2006

Afinação vs falta de ritmo

Por falar em desafinação... porque é que as mesmas pessoas que assistem a um concerto cantam afinadinhas a acompanhar a música mas se for a bater palmas não atinam com o ritmo? É uma confusão que não se percebe nada!

segunda-feira, 3 de abril de 2006

Se você disser que eu desafino…

Porque é que quando um grupo de pessoas canta os parabéns, supostamente para agraciar o aniversariante, parecem uma cambada de gatos com o cio e não conseguem atinar? Mesmo que haja uma ou outra pessoa com ouvido, é difícil de afinar porque cada um canta para o seu lado e no seu tom. No geral acaba por ser confuso e destabilizador, porque quase todos se apercebem de estar algo mal, mas pensam estar certos e não tentam seguir os outros. No seu aniversário, qualquer pessoa deseja festejá-lo com bons sentimentos e de forma agradável, não tendo o povo todo a tentar executar uma das obras musicais mais fáceis de trautear da história da humanidade, de forma abusadora e ultrajante. É o delírio atrás das bancadas!

sábado, 1 de abril de 2006

O último post!

Com muita pena minha, este será o último post que este blog irá ver. Foi uma decisão difícil e agonizante, que se prende apenas com questões do foro pessoal, não me deixando hipóteses de voltar atrás. Mas menos pena tenho em relembrar que hoje é dia 1 de Abril, logo, este post apenas serve para encher chouriços. lol Amanhã há mais!

sexta-feira, 31 de março de 2006

Verão, placas de chocolate e animais de colo

Há certas e determinadas coisas que me irritam solenemente, mas não querendo entrar em questões de política e referir nomes, revelo apenas que estando eu a comer um gelado de pau e caindo uma das placas de chocolate que o cobre, inteira, isto enquanto tento morder a que está mais próxima da boca, só me dá vontade de gritar desalmadamente e dar chutos violentos em caixotes do lixo, velhas e animais de colo… não sei bem explicar porquê, mas é esse o impulso contra o qual tenho de lutar com todas as minhas forças quando se dá esta situação, que não é tão rara assim… e não tarda está ai o Verão!

quarta-feira, 29 de março de 2006

Cadeiras de rodas

Por vezes surgem-me questões que o comum dos mortais acharia pouco interessantes ou apenas relativamente pertinentes, mas às quais eu dou muita importância do ponto de vista prático. As cadeiras de rodas também têm furos? E se sim, onde levam o pneu suplente e o macaco!?


relembro:
questões mais ou menos pertinentes

segunda-feira, 27 de março de 2006

Cúmulo dos cúmulos

Um amigo do meu irmão, que está a estudar em Espanha, conseguiu comprar uma camisola oficial da selecção nacional – a nossa – por cerca de 15€, e não estamos a falar de uma imitação asiática com as quinas mal desenhadas… what’s the catch??? Cá custam mais de 60€!!! É por isso que eles vivem (bem) e a gente sobrevive… mal!!

domingo, 26 de março de 2006

A Barbárie

Abriu há uns dias, no Canadá, a época de caça às focas e já foram dizimadas mais de 25.000 crias… ok, eu confesso que não me sinto mal quando oiço falar em pesca de peixe não adulto, e realmente esse facto não muda a minha postura, mas de qualquer forma, em relação à caça de focas, e pelas imagens que observei na televisão, que me deram a volta ao estômago, tão pouco considero aquilo uma caçada, é mais uma cambada de mentecaptos perversos e pouco viris a distribuírem pauladas em focas bebés que não conseguem fugir. A eficácia é a mesma de andar a “caçar” caracóis. PUTA QUE OS PARIU!!! Não valem o ar que respiram: os “caçadores”, os empresários que as procuram como matéria prima… E QUEM COMPRA!!!

Portugal no Seu Melhor

Os tugas, de facto, são do melhor que há no acto do desenrasque. Um dono de um restaurante achou uma forma de contrariar o baixo consumo de frango nesta época afectada pela gripe das aves. No menu e no próprio letreiro do restaurante pode ler-se, e passo a citar “Frango tipo Leitão”. Pode ser que a coisa peque e a malta não repare na diferença.

quarta-feira, 22 de março de 2006

Menschkeit

Existe um acordo tácito entre o cidadão comum, homem, e os farmacêuticos, também eles homens, no que diz respeito a certos artigos que se podem adquirir numa farmácia. Quando um homem vai comprar preservativos, lubrificante ou pomada para o hemorroidal a uma farmácia, não realiza o seu pedido de peito feito e com voz grossa, muito pelo contrário, existe uma variada gama de sinais e expressões que utilizadas nessas situações que só os farmacêuticos entendem e registam, satisfazendo com a máxima descrição e subtileza possível, o desejo do cliente. Erradamente, constatei hoje que não existe esse tipo de acordo de cavalheiros com os tipos que trabalham atrás do balcão das bombas de gasolina. Descansadamente, fui ver se já tinha chegado o meu cachecol do Sporting que tinha pedido, anteriormente através de uma troca de pontos de combustível. Acontece que o tipo que me atendeu, embora simpático, desatou aos berros lá para dentro – seja lá onde isso for, porque eu não vi mais nenhum empregado – a perguntar se já tinha vindo “algum cachecol do Sporting”… parece ingenuidade!? Não foi, foi até propositado! A bomba de gasolina tem um pequeno “bar” onde se abastecem de minis todo o tipo de trabalhadores de construção civil, trolhas, pintores e outros que tal, e à hora que por lá passei, aquilo mais parecia um antro, completamente apinhado… moral da história: era só benfiquistas que aproveitaram para me utilizar como alvo da mais vil e insidiosa chacota que há memória. Principalmente por ser hoje o dia das meias-finais da Taça de Portugal em que o Sporting joga com o Porto, e tendo sido o Benfica já afastado. Acontece que tenho andado a torcer pelo Benfica nas competições europeias – outro erro da minha parte – e como gosto muito de futebol e sempre me considerei um tipo justo e equilibrado, cheguei até a levar o meu avô benfiquista para tirarmos um petisco durante o último Benfica x Liverpool, mas agora já não volto a fazer a mesmo figura de urso. Com a família até vai, mas se é guerra que querem, é guerra que vão ter!

Menschkeit: palavra alemã que significa “cavalheirismo entre homens”

terça-feira, 21 de março de 2006

Circo vs TVI

Ai que bem escolhido! …circo e a TVI, duas das coisas mais rascas e mal orientadas da sociedade portuguesa dos dias de hoje. A primeira porque trata melhor o público do que os seus animais – chega a meter nojo, e a segunda porque trata melhor os “artistas” do que o “seu” público – chega a meter dó! Entre um e a outra venha o diabo e escolha, dasse!? Mas consigo descortinar uma coisa positiva nisto tudo. Já não vejo televisão durante o dia, agora chego a casa tão pouco a vejo à noite. Só torna tudo mais fácil para mim.

segunda-feira, 20 de março de 2006

Chegou a Primavera… ou não!

Por falar em prima, aqui no Alentejo temos a expressão “quanto mais prima mais se lhe arrima”, e por falar em rima, sendo hoje segunda-feira, dia de música nova na MusicBox, deixo-vos apreciar o equinócio ao som dos Afonsinhos do Condado, essa mítica banda tuga...

domingo, 19 de março de 2006

Farinha Amparo vs Chocapic

O comentário do Zé Pikeno ao último post fez-me lembrar de um pormenor que é mais um indicador de que estamos a ficar velhos e descontextualizados. Alguns dos nossos amigos já são pais e mães, já houve um ou outro casamento, há casais a viverem juntos e a comprar casa, e o mais terrível de tudo é que se eu usar a expressão “deve ter-te saído a carta na Farinha Amparo” com um tipo de 20 anos que me ia batendo no carro porque não se lembrou de fazer a merda do pisca na rotunda, não serve absolutamente de nada e acabo por fazer figura de urso. Mas se trocar Farinha Amparo por Chocapic já todos percebem, mesmo os mais velhos. De facto, sinto-me muito orgulhoso dos meus tempos de criança e adolescente. Joguei e brinquei com e a tudo e mais alguma coisa, dentro e fora de casa, conheci praticamente todas os gaiatos e gaiatas que viviam no meu bairro, e não me estou a referir apenas a uma rua ou quarteirão, o bairro inteiro sim! Mascarávamo-nos de cowboys sem ter de pensar duas vezes e até chegávamos a saltar à corda e a jogar ao elástico com as gaiatas no intervalo das aulas. Se elas brincavam aos Pin&Pons nós escolhíamos o estrunfe de borracha ou o E.T. de plástico, se elas brincavam com a Barbie nós éramos o Ken, e se elas jogavam ao elástico de uma forma puramente lúdica, nós entrávamos com uma mentalidade competitiva, era tudo perfeitamente normal. Naquele tempo não havia stresses relativamente a questões de orientação sexual, aliás, nem pensávamos muito nisso, apenas queríamos tornar-nos conhecidos na escola o suficiente para nos aniversários não calharmos com a vassoura quando chegasse à hora do baile. Hoje em dia não reconheço os comportamentos das crianças e adolescentes. Ele é consolas, computadores, DVD’s, telemóveis, Pokemons, Morangos com Açúcar, explicações para todas as disciplinas e almoços de família no McDonalds… estará tudo louco!?!? Então e os bonecos (vulgo Legos e Playmobis), os jogos em grupo e os desportos de equipa com o mínimo de competição ou a um nível aceitável? Se os putos de hoje, aos 11 anos, já têm acesso a filmes pornográficos em DivX sacados da net, nunca vão saber o gozo que dava tentar achar revistas eróticas no quarto do(s) pai(s) ou mesmo roubar uma Playboy numa tabacaria enquanto um amigo distraia o vendedor a encher os bolsos com pastilhas Super-Gorila e outro a abrir os pacotes de Bolicao para tirar os cromos. Estes putos de hoje vão ser uma cambada de enteguidos e vai-lhes passar ao lado muito do que faz parte sentir e viver enquanto se cresce e se forma carácter. Na altura do Natal ou do Dia da Criança são horas e horas de intervalos publicitários com anúncios dirigidos às crianças. Os putos de hoje têm o que querem e fazem dos pais reféns, para obter tudo o que desejam. Quem trabalha numa loja ou numa grande superfície sabe do que estou a falar, chega a meter dó a forma como os putos tratam os pais. E estes desgraçados, porque passam pouco tempo ou nenhum tempo de qualidade com os gaiatos, deixam-se cair na esparrela. Mas são eles os culpados, os pais é que fomentam este espírito… quem é que governa presentemente, quem são os administradores das empresas hoje em dia, quem dirige as televisões e a sua programação nos dias de hoje? Se nós éramos apelidados de Geração Rasca, que nome dar a esta geração que se forma nos tempos que correm? Sem dúvida que não somos os culpados, mas temos uma responsabilidade moral de tentar mudar o status quo, uma vez que estamos numa posição privilegiada de observadores e em breve seremos nós a embalar o berço. A dita Geração Rasca poderá mostrar, num futuro muito próximo, que se funda em valores humanos, mais do que económicos e de índole consumista, e dar uma chapada de luva aos “nossos pais” que, não fracassando na nossa educação, o fizeram estrondosamente na avaliação e ideia que fizeram de nós há bem pouco tempo. A ver vamos…

sábado, 18 de março de 2006

Recordações de infância, parte VI

Já que se falou em expressões típicas de jogos, lembrei-me de fazer uma lista dos que conheço: esconder, apanha, rolha, 1-2-3 macaquinho do chinês, mamã dá licença, bola à parede, jogo da garrafa, bate pé…
Alguém se lembra de mais algum?
Comments please…

sexta-feira, 17 de março de 2006

Recordações de infância, parte V

Neste último fim-de-semana estive com amigos numa noite de jogatana, e como não pode deixar de ser, demos uso ao nosso vocabulário. O rico conjunto de vocábulos e expressões típicas que compõem o dialecto Javalim, a língua da Kanalha. Entre muito palavrão e frases estranhas para o mais comum dos mortais, lá nos fomos lembrando de vários vocábulos e expressões típicos de jogos… mas do tempo em que éramos putos (e pitas!). Quem não se lembra dos seguintes termos:

Arrebinchar – quando um jogo ficava sem efeito porque alguém fazia batota.

Coito – local de protecção em que ninguém podia ser “apanhado” ou “tocado”

Está quinado – dizia-se quando um dado era lançado e ficava de esguelha, não se conseguindo ler com certeza o resultado em pontos.

A primeira é de gesso – era o que se dizia quando se iniciava um jogo de cartas, monopólio ou de bola à parede.

Já agora deixo-vos uma expressão inventada há relativamente pouco tempo, mas que não será esquecida tão depressa… ou nunca: “Está a sair!! Está a sair!!!” Só posso dizer que tem a ver com o Uno!

quinta-feira, 16 de março de 2006

Opas do demo

Estive a ver as notícias e confesso que fiquei confuso. Com toda a informação que consegui juntar, e apoiado em gráficos que mostraram no Financial Times, acho que tanto o BCP tem acções do BPI como o inverso; além disso, os vários accionistas de cada um destes dois bancos portugueses, que são bancos espanhóis e brasileiros, por sua vez, também detêm acções de ambos. O BCP lançou uma opa ao BPI, que significa, se bem compreendi, que oferecem um determinado valor pelas acções do BPI que ainda não detêm, de forma a poderem comprá-las e, assim, conseguirem controlar o BPI. Os tipos do BPI, chateados por sinal, lá disseram, à sua maneira, “ó’pá!, agora vamos nós lançar uma opa àqueles cabrões!” e pediram ajuda aos vários bancos que fazem parte do grupo, os tais que têm acções do BPI, para que se lançassem aos tornozelos do BCP, assim tipo “morde o osso e não deslargues”… mas o que eu não percebo é o seguinte: como é que isto é possível se são todos “donos” uns dos outros!? Alguém me explica??? Economia nunca foi o meu forte e isto parece, de facto, muito estranho. Faz lembrar um filme do Robert Altman… chato, comprido e não se percebem os plot twists!

quarta-feira, 15 de março de 2006

Moléculas dos maus odores

Ocorreu-me uma questão muito importante. Poder-me-ia ter ocorrido uma qualquer outra coisa, mas foi uma questão que se levantou. Reparei num pormenor de um reclame de ambientadores, onde se ouve a frase “elimina as moléculas dos maus odores”… ok, já chegaram lá? …eu espero… “moléculas dos maus odores”??? Como é que o cheiro de um assado que comemos com todo o prazer ou de um bouquet de flores se torna em mau odor? Até percebo que o que digerimos se transforme em merda, e então cheire mesmo mal, agora como é que uma coisa que tem umas determinadas moléculas, portadoras de um cheiro agradável, se transforma em mau cheiro sem ser ingerido por alguém? São as moléculas que se alteram, liquefazem-se, apodrecem? Que raio acontece às moléculas do cheiro, visto que não passam pelo estômago de ninguém? Como é que as moléculas dos cheiros apodrecem no ar? E como é que tudo isto me pode levar a mudar os meus cortinados e a colcha da cama? E já agora o que significa a expressão latina fodicare?

terça-feira, 14 de março de 2006

Lista de filmes para ver quando tiver Alzheimer

De certo já aconteceu a toda a gente, ter um amigo que revela o final de um filme que queríamos ver, provavelmente levado pelo entusiasmo e tentando convencer-nos a ir vê-lo, ou ouvir uma conversa de terceiros num elevador ou no café, que nos alerta para um pormenor importante do plot da história. É das situações mais chatas pela qual podemos passar, mas o pior é não conseguirmos evitar. Aqui há dias, numa conversa com um amigo, foi-me revelado parte importante da história do filme Matchpoint do Woody Allen, o qual eu quero muito ver, mas pelo que um outro amigo meu disse, já não vai ter grande piada depois do que me foi contado. Sendo assim, e porque esta ideia nasceu naquela conversa, proponho que pensem numa possível lista de filmes para verem quando tiverem Alzheimer. Eu tenho mais sorte, porque me esqueço dos plots da maioria dos filmes e consigo revê-los quase com a mesma intensidade como da primeira vez. Não é um defeito, acreditem, é uma grande vantagem. Tudo bem que não me consigo esquecer dos finais, mas mesmo em filmes como Usual Suspects, American Beauty, ou Vanilla Sky, me esqueço de montes de pormenores e sempre que os volto a ver retiro o mesmo gozo da primeira vez.

domingo, 12 de março de 2006

Linhas eróticas

De certo que já todos repararam, porque eles inundam-nos a televisão com este tipo de anúncios, especialmente à noite, que é quando a programação melhora um pouco… ok, tem dias! Este tipo de anúncio, além de estúpido por natureza, vai mais longe em idiotice na forma como é feito. Quase todos têm mulheres jeitosas de lingerie, ou a esfregarem-se, mas porque é que tem de haver linhas do género (telefone ou sms, entenda-se!): “gajas boas como o milho, manda sms com a palavra milho para o 4002… manda sms com a palavra milho para o 4002”… e porque é que repetem aquela história do sms e do número duas vezes? Estes tipos irritam, são bem piores que os da tvshop!!

sábado, 11 de março de 2006

Insultos e impropérios, part deux

Lembrei-me de um insulto que uso muitas vezes, e muito embora não tenha espaço naquele extraordinário Top3, merece o devido destaque. Aqui fica então a frase mítica: “Só não és mais parvo por falta de espaço!” Ah, e a beleza desta injúria é a de poder ser utilizada nas mais variadas e diversificadas situações, bastando para isso trocar a palavra “parvo” por outra qualquer que se adeqúe às circunstâncias:
Exemplo 1: só não és mais cromo por falta de espaço!
Exemplo 2: só não és mais fútil por falta de espaço!
etc.

sexta-feira, 10 de março de 2006

The Dark Side of The Force

Para mim, ontem foi um dia de luto... só me ocorrem frases do género: welcome to the dark side of the force, ou welcome to the desert of the real! I sob in mourn…

quarta-feira, 8 de março de 2006

Vida Diet

Se o Natal e o Carnaval são quando um homem quiser, então eu ponho música quando bem me apetecer e me der na real gana. Apresento-vos “Vida Diet” dos brasileiros Pato Fu…



A gente se acostuma com tudo
A tudo a gente se habitua
E até não ter um lugar
Dormir na rua
A tudo a gente se habitua

Me habituei ao pão light
À vida sem gás
O meu café tomo sem açúcar
E até ficar sem comer
Sem te ver
A gente custa mas se habitua

Sem giz, sem água
Sem paz, sem nada

Não vai ser diferente
Se eu me for de repente
Se o céu cai sobre o mundo
E o mar se abrir
Em um inferno profundo

Se acostumou sem querer
Ao salto alto
Salário baixo, à vida dura
E até ficar sem tv
É bom pra você
Televisão ninguém mais atura

Expressões alentejanas

A cultura alentejana é rica e farta em expressões originais e singulares, entre elas estão duas que eu aprecio imenso (“…afalfá-las!” lol) mas nem sempre as uso: “homessa!?” e “vá a ver!”. A primeira é uma expressão típica e muito utilizada pelo meu avô; a segunda é comummente utilizada por quase todos os alentejanos. O meu avô diz homessa a por tudo e por nada, qualquer coisa serve para ele se espantar. O vá a ver já é uma expressão mais generalizada, até os bimbos têm o “à’lá’ber!”, mas eles utilizam-na no início de uma frase e nós no fim, para arrematar, de forma inteligente, uma intenção ou vontade de fazer algo, por exemplo: “Oh Zéi! Tou chei'da fome. Vamo’z’ali até à tasca do Ti’Maneli comer uns torresmos e beber umas minis… vá ver!” c.q.d.

terça-feira, 7 de março de 2006

Insultos e impropérios

Dediquei algum tempo a reflectir sobre este tema e cheguei a uma conclusão interessante (ou não!). Pensei naquela que será a pior forma de vilipendiar alguém e cheguei ao um delicioso Top3. Em primeiríssimo lugar temos “se pudesse transferia-te para o governo Regional da Madeira”, que não carece de justificação; num segundo lugar, já um pouco afastado, temos “que te saia do rabo algo que nem a ciência possa identificar”; e num terceiro lugar, mas muito próximo do 2º, temos “devias comer comida de prisão para o resto da tua vida”. Houve muitos outros com que me debati para chegar a este top3, mas sem dúvida que se tornou esclarecedor à medida que fui pensando na eventualidade de me acontecer o que estes vitupérios representam.

segunda-feira, 6 de março de 2006

Bendito roupão!

Aqui há tempos escrevi as piores coisas sobre essa fantástica peça de roupa que é o roupão! Levei algum tempo, mas acontece que me apercebi de um pormenor muito interessante (ou não!). A forma mais credível que nós temos de nos vestirmos como um super-herói, tirando o Carnaval, é andar de roupão. Haverá indumentária mais análoga ao traje de um vigilante ou super-herói do que um roupão? É como se andássemos de capa! Depois é verem-me a saltar de prédio para prédio, ou montado numa bicicleta com a capa, desculpem, o roupão, a debater-se contra o vento da noite… o mundo é a minha ostra… brutal!

domingo, 5 de março de 2006

Oscars, apresentadores e ventos de mudança

Aqui há dias tive uma conversa interessante e lembrei-me de a transpor para aqui. Ok, foi mais um monólogo do que um diálogo, mas tinha todos os contornos de uma conversa.

Explicava eu porque é que gosto tanto de ver os Oscars e nunca perdi uma transmissão desde que era bem puto. Não vejo por causa dos filmes, nem tão pouco por causa dos prémios, vejo sim porque acho que é uma experiência interessante e única. Assisto a cinema europeu, mas é óbvio que sempre fui inundado com cinema americano desde tenra idade, e música também, embora oiça tanto americana como inglesa (e outra), e nos Oscars até se nota uma estreita ligação entre ambos os mundos (não gosto de ver os Grammys, MTV Awards, etc, só mesmo os Oscars… e os Golden Globes quando calha!).

Um pouco como toda a gente, sempre fantasiei com os actores, actrizes, realizadores e o mundo do cinema em geral e para mim o ponto alto revela-se naquelas quatro horas de emissão ao vivo, num domingo para 2ª feira, em que tudo pode acontecer.

Desde os tempos da caça às bruxas na era McCarthy que o mundo do cinema nos EUA está dividido, embora pouco se note em entrevistas, premieres, nas apresentações ou conferências de imprensa. Quedam estas alturas, muito pontuais, em que se notam as divergências e aparecem as rachas no verniz.

Começando pelos apresentadores, nota-se que tem havido uma grande evolução e progresso mental, pois os americanos são um povo preconceituoso e até hipócrita, mas revelam tudo o que têm de pior e melhor em situações muito específicas como é o caso dos Oscars. Senão vejamos:

Billy Cristal até tem piada, mas é demasiado mainstream;

Steve Martin esteve bem, mas em linha com o Billy Cristal;

Woopy Goldberg tem a sua graça mas é muito politicamente correcta;

David Letterman, muito ao seu estilo, já foi uma mudança… pelo menos diferente do normal;

Chris Rock grande mudança por um lado, mas sendo ele preto e tendo sido entregues 3 prémios a actores pretos no ano anterior (coisa inédita!), já se esperava; humor acido e interventivo com alguns rasgos de brilhantismo;

Jon Stewart será uma revolução... estaremos cá para ver!

Aqui há uns bons anos deram um prémio de carreira ao realizador Elia Kazan, conhecido por ter sido um bufo na altura da caça às bruxas e o que aconteceu quando subiu ao palco é que foi aplaudido por muitos e vaiado por outros. Essa foi a situação que mais destoou até ao discurso de agradecimento deo Michael Moore há uns anos atrás. E tendo em conta o país em que se encontram, o tipo de espectáculo que é, os motivos que o sustentam e sendo a Academia algo conservadora, estas pequenas mas cada vez menos pontuais situações, mostram um pouco do carácter daqueles com quem fantasiamos e julgamos serem de uma determinada forma e afinal são de outra, ou até são exactamente como antecipávamos...

Seja como for, é uma verdadeira experiência sociológica, digna de se ficar acordado até mais tarde para se poder assistir em directo. Sim, porque a tv dá um apanhado no dia seguinte, mas é uma tanga cheia de comentários manhosos, cortes e até alguma censura.

Vejam este ano que vai ser bombástico! Pelo apresentador e porque ficaram de fora das categorias principais os blockbusters e as grandes produções.

Este ano os Oscars vão ser um evento um pouco mais dedicado à cinefilia na sua vertente mais artística!

sexta-feira, 3 de março de 2006

A Guerra não é justa!

A guerra é uma coisa muito estúpida. Porque é que um país como os EUA manda aviões com bombas e mísseis tácticos, para logo de seguida serem enviados aviões com ajuda humanitária!? Primeiro vão as bombas e os rockets e depois o arroz e o feijão. Como se não fosse suficiente um tipo ficar sem uma parte da casa por causa de um bomba que explodiu no quintal, e depois ainda se arrisca a ficar sem telhado porque lhe pode muito bem cair um caixote de comida em cima. E como se não bastasse tudo isto, um ano ou dois mais tarde é só McDonalds e Burger King’s por toda a parte… a guerra não é justa, não é não!

quinta-feira, 2 de março de 2006

Dica culinária: batatas e maçãs

Esta descobri eu sozinho: batatas fritas (preferencialmente aos palitos, feitas em casa, claro!) e maçã crua (verde) ou pêro cru (amarelo). Se quiserem juntar maionese, para molhar as batatas, força, é belíssimo!

terça-feira, 28 de fevereiro de 2006

Carnaval dos pobres

Sobre este tema, achei melhor começar com duas frases, sendo a primeira tipicamente brasileira, das favelas mesmo:
- “pobre gosta mesmo é de luxo, quem gosta de pobreza é intelectual”
- “os brasileiros esquecem a pobreza com a riqueza dos fatos e o calor do samba”

Faz-me impressão o tempo e o dinheiro que se gasta na preparação do típico Carnaval Carioca, tido como o maior e melhor do mundo. Chega a ser quase um ano de organização para ser tudo consumido numa única noite. A esta atitude, chamam os antropólogos e etnólogos de Potlatch (palavra de origem índia que significa “dom”; comportamento de busca de poder que consiste, muitas vezes, na destruição espectacular de enormes riquezas e recursos). Sem querer entrar muito por definições e significados, gostava apenas de mostrar o meu ponto de vista e opinião sobre o Carnaval em duma forma geral. Acho inconcebível que, com a finalidade última da festa e da diversão, se empreenda tanto esforço humano, tempo de trabalho e recursos financeiros na produção de um espectáculo que apenas serve como droga colectiva, tipo pão e circo, com o efeito de provocar o esquecimento da situação real de pobreza, miséria e dificuldades em que se vive num país como o Brasil… ou Portugal! É uma montra de idiotice e falta de inteligência. Ok, há muita corrupção e miséria, o que só provoca abstinência, abstenção e inaptidão, mas quem faz um trabalho de mérito a produzir uma festa destas, também conseguiria empreender esforços em quaisquer outras tarefas que fizessem aquele país andar para a frente. Se há quem mate pela droga, porque tem fome ou inveja, que se organizem e se façam ouvir numa revolução… matem pela terra, pelo orgulho cultural e pela subsistência como povo. Assim não vão a lado nenhum! É pelo simples facto dos pobres ansiarem pelo luxo, e não pelo desejo de uma vida melhor, justamente, que as coisas estão como se mostram: um fosso cada vez maior entre pobres e ricos, e pouca capacidade de produzir pontes para o atravessar ou de ganhar fôlego para o conseguir cruzar a nado. Mantermo-nos à tona não é viver! Os brasileiros não são assim tão diferentes dos portugueses e nós até podíamos aprender com o que vemos neles, se assim o quisermos ver, claro! Se o Natal é quando um homem quiser, também o Carnaval o é. Não podemos andar cinzentos e taciturnos um ano inteiro, enchendo-nos de vontade e motivação só para gastarmos tudo em duas ou três ocasiões por ano. Temos de andar de olhos bem abertos sempre e não deixar que nos comam por parvos. Sejamos audazes e atrevidos. Tenhamos a coragem de nos dedicarmos a ser felizes. Desliguemos as televisões, não compremos mais revistas, e sobretudo não invistamos no apelo à ignorância, à pacatez e à mediocridade. Já basta de sermos um povo de brandos costumes. Deixemos a Amália e a Irmã Lúcia morrer, e assassinemos o Fado e a Saudade!! A estupidez é de facto feliz, mas só é verdadeiramente néscio quem faz por isso ou se deixa andar nesse caminho pouco sinuoso e fácil. Basta um suspiro e a percepção da realidade para tudo passar a ser diferente… WHAT IS THE FUCKING MATRIX!!!

domingo, 26 de fevereiro de 2006

A Preguiça…

Já repararam que estamos todos cada vez mais preguiçosos? Numa época em que há mais e mais coisas para “trabalhar” por nós, como os comandos para tudo e mais alguma coisa (tv, vídeo, dvd, aparelhagem, ar condicionado, etc.), os notebooks e PDA’s, o microondas e as comidas congeladas, andamos o mínimo possível a pé e fazemos por deixar os carros o mais perto possível dos sítios que visitamos, entre outras coisas. E esta tendência não se manifesta só no trabalho físico, mas também na postura intelectual e psicológica. Hoje em dia poupamos em tudo o que dizemos e escrevemos, senão vejamos:
“tasse?” em vez de “está tudo bem contigo?”
“Porta-te” em vez de “porta-te bem!”
“Fica” em vez de “fica bem”
“vá” em vez de “vou andando que está a ficar tarde”
“hasta” em vez de “adeus e até qualquer dia”
Nos sms e chats, por exemplo, escrevemos com siglas e abreviaturas, cada vez lemos menos e vemos mais televisão, menos cinema e mais dvd’s, menos álbuns e mais mp3. É impressionante no que nos estamos a tornar, a continuar neste caminho. Só a merda das telenovelas é que continuam a proliferar! Como é possível se são tão chatas e compridas!? Não percebo! Vá, tasse!? Fiquem…

sábado, 25 de fevereiro de 2006

Avô Cantigas!?

Em pequenino, alem do Coelho da Páscoa, do Pai Natal e de palhaços, não acreditava no Avô Cantigas, pareciam-me todos falsos. O Coelho da Páscoa e o Pai Natal serão os mais óbvios... quem põe ovos são as galinhas, não os coelhos, e ovos de chocolate?, fora da Suiça!?, não me parecia viável; o Pai Natal nunca conseguiria bater o mundo inteiro numa noite nem que fosse num Hércules C130, e renas voadoras!?, por favor!!, além disso, nem todos os edifícios têm chaminés e seria impossível o Pai Natal entrar numa palhota ou num igloo sem dar cabo de uma parede, e não estou a ver o Pai Natal a fazer maldades, mesmo que com boa intenção, seria ir contra as sua premissa (só os meninos bem comportados é que recebem presentes, o que me parece bem fascizante!), tipo “epá, dei cabo daquela parede mas foi com boa intenção, agora venham dai essas bolachas e esse copázio de leite, vá!”. Os palhaços porque não acreditava que alguém fizesse aquele trabalho com gosto ou por vontade própria, por muito bem pago ou muitas regalias sociais que tivesse, além de que aquele sorriso era nitidamente pintado; depois vi o filme do Batman e percebi logo que tinha razão quando vi que o Jack Nicholson tinha mau feitio naturalmente. Em último lugar vem o Avô Cantigas… ok, o que se pode achar dum tipo de 30 anos, de cabelo bem escuro por debaixo de um capachinho de cabelo grisalho falso, que dá saltos num palco como se nunca tivesse tido ponta de reumatismo ou osteoporose, a cantar cantigas manhosas a roçar o pimba… quanto muito teria aquela doença do alemão que nos lixa o cérebro e nem saberia de que terra era, mas ele parecia estar a gostar e sabia as letras todas duma ponta à outra. Não me parecia bem… Noutro dia vi, enquanto fazia zapping, o Natal dos Hospitais e reparei que o Avô Cantigas, que ainda cá anda, está muito consistente e coerente com a sua personagem, parece de facto muito mais velho: o cabelo grisalho é dele, a notória falta de genica em palco deve-se à sua real idade, falhou um ou outro verso de uma das músicas que cantava em playback… agora sim! Agora já posso dizer que acredito no Avô Cantigas! ...qualquer dia dou por mim a acreditar no Pai Natal!

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2006

Chinesices

Estou a desenvolver uma irritação especial pelos chineses. São de facto um povo com uma cultura milenar e com características muito interessantes, mas ao mesmo tempo mostram ser um gigante imperialista, prepotente e abusador dos direitos do Homem. Não me esqueço do que aconteceu no Tibete! Por outro lado, e face à invasão dos produtos chineses no nosso mercado português, há a noção de que eles fazem tão bem e mais barato… é uma ideia profundamente errada e acarreta consequências enormes: os chineses têm por hábito o roubo de ideias e patentes aos investigadores internacionais (sabemos que há muitos investigadores e inventores que vendem as suas ideias ou acabam por ir trabalhar para empresas e governos de outros países que não o seu de origem, mas o que se passa na China não é nada disso, é roubo mesmo!); os chineses ignoram por completo as regras de higiene e segurança no local de trabalho, forçam crianças a trabalhar nas piores situações e ambientes, e escravizam os trabalhadores forçando-os a trabalhar durante muito mais do que as 8 horas diárias; elaboram e constroem os seus produtos, muitos deles literalmente copiados como já referi, usando materiais de baixa qualidade (mas com grande engenho, sem dúvida); mostram um total desrespeito pela espiritualidade e sentimento religioso das “N” sub-culturas que os caracterizam como povo; quando no estrangeiro, os chineses mantêm-se afastados da população geral mais por sua vontade do que por “imposição natural”; os restaurantes e as lojas chinesas costumam ser antros de máfias bem organizadas e muitas vezes não vendem o que anunciam… em suma, os chineses são um povo estranho, de hábitos e costumes invulgares extremamente enraizadas. Não estou aqui a tentar passar a mensagem de que serão piores do que outros, não o são!, mas numa época em que os americanos são tão criticados por serem imperialistas, arrogantes e obtusos, não nos podemos esquecer que há outros. Além disso a comida deles enche durante meia hora e depois ficamos outra vez com fome, mas então com bónus: cólicas ou diarreia! …eles andem’naí!

terça-feira, 21 de fevereiro de 2006

Dica culinária: yogurte e muesli

Yogurte de Pêssego de 500g (ou Alperce ou lá o que é!), daqueles tipo balde, com Muesli… tudo isto num Lidl próximo de si! ;)

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2006

Hapiness is a warm gun

No seguimento do post sobre fanatismo e cartoons, com estas palavras até parece que estamos num registo nonsense montypythiano, e porque hoje é 2ª feira, dia de música nova, lembrei-me de dar a conhecer ao mundo uma frase de um amigo meu, frequente comentador deste blog (por esta nem esperavas… ou talvez sim!): “A felicidade não é estúpida, a estupidez é que é feliz”. Ok, dou-vos uns segundos para reflectir… e agora oiçam a música…
frase: Verde
música: Beatles (excerto da música)
…eheheh, tão a propósito! E com duplo significado (esta é só para quem conhece o Verde pessoalmente)

domingo, 19 de fevereiro de 2006

Mira Técnica Rules!!

Porra! Quero ver televisão porque estou no meu dia de folga, e não tenho muitos para gozar, e só dá Irmã Lúcia em todos os canais (não, não tenho cabo ou satélite). E como se não fosse mau o suficiente, o painel de convidados da RTP1 são os seguintes: Padre Borga (tá lá sempre!), D. Duarte de Bragança (“erhh, gosto muito de Sintra, e de Timor, e dos meus filhos… e de Sintra!”), e o ex-ministro das finanças Bagão Félix (coitadito!). A questão que se põe é a seguinte: onde está o Guterres e o Padre Melícias?? É que está lá a pandilha quase toda!? Às tantas ouvi o seguinte comentário de um jornalista da TVI, nos breves 2 minutos em que utilizei a luz da tv para me guiar enquanto achava os chinelos, e isto ainda durante o cortejo pela auto-estrada: “é impressionante a quantidade de gente que está a pé nos viadutos para dizer um último adeus à Irmã Lúcia quando ela passa” …erh-erhh… ELA VAI DENTRO DE UM CAIXOTE!!!, e por muito arejado que seja o caixão e muita superfície vidrada que tenha o carro funerário, a senhora não vai conseguir ver puto! Vou dar continuidade ao meu movimento que começou com a Amália: “DEIXEM A IRMÃ LÚCIA MORRER!!!” E enquanto escrevo isto, aos 31 minutos passados das 2 horas… MIRA TÉCNICA!!! AHAHAHAHAHAHAHAHA!!! Perderam a ligação com o exterior. VIVA A RTP! …ok, foram uns gloriosos 30 segundos de descanso. Normalmente eu não sou (muito) gozão, mas há limites! “O Último Adeus”?? What the f*?

Parabéns ao Blog!

Yep! Já passou um anito desde que resolvi ceder à tentação e deixar de produzir apenas sites para me dedicar também aos blogs. Entretanto já fiz um portal e vários blogs de (relativo) sucesso, mas o Blog da Courela do Tanganho é que se mantém no topo do cardápio cibernético e com a melhor avaliação… a vossa! Só fica bem agradecer a quem o visita e comenta, e tenho-o feito inúmeras vezes, mas o que é bom é para se celebrar sempre e da melhor forma: um obrigado e a vontade de continuar o projecto. A gente lê-se por ai! ;)

sábado, 18 de fevereiro de 2006

Cartoons do demo! Uhuhuh…

Em relação à questão dos cartoons nos jornais, tidos como blasfémia pela comunidade muçulmana, só me apraz dizer uma ou outra coisa. Só merece respeito quem respeita e se faz respeitar. Há muito muçulmano arrogante e obtuso por aí... é o que dá ser-se religioso, fanático e extremista! Até entendo quando se é "terrorista" pela terra, pela pátria, pela cultura, por uma ideia... mas não admito o exagero e a barbárie como meio de provar que deveriamos ser todos iguais. Já houve outros a cair pelo mesmo e até por muito menos. O humor pode e deve ser usado para criticar e expor a ironia e o ridículo, para nos fazer reflectir sobre as coisas mundanas e aparentemente "normais".
Há uma frase que eu acho fantástica e que se aplica a muitas situações que nós, apercebendo-nos apenas da realidade já mastigada e meio deglutida pelos directores de informação de televisões, rádios e jornais, não ligamos e não damos a devida importância: "one man's terrorist is a nother man's freedom fighter". Não nos podemos esquecer nunca que a verdade que encaramos, de forma racional ou passional, como real e absoluta é sempre e só um dos vários e possíveis pontos de vista. Seja como for, matar em nome de algo ou alguém é sempre errado, quer seja à bomba, a tiro ou por meio de uma cadeira eléctrica ou injecção letal. Não sou religioso, apenas me considero como sendo espiritual, mas há coisas boas a retirar da Bíblia, do Alcorão ou da Tora, e "não matarás" parece-me bem. Viva a liberdade de expressão!! Viva o Blog da Courela do Tanganho! Viva as postas de pescada e os arrotos!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2006

Dica culinária: pão do Rosalino

Hoje trago uma dica para quem gosta de torradas: torrar o pão fatiado e pincelar com manteiga derretida. Funciona infinitamente melhor se for com pão alentejano (pão de plástico sucks!). Já agora, e porque fica sempre bem dar a conhecer o que há de especial, e para quem vive em Évora, comprem pão do Rosalino (tasca/mercearia na antiga estrada de Beja perto do Café D’El Rei e duma Residencial que práli há). Vale a pena visitar o tasco por duas razões: pelo pão, porque é um monumento histórico, pela natureza especial e única do estabelecimento, e pela fauna que por lá se encontra.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2006

Ser rico, dinheiro e vidas chatas

Não tenho como objectivo ser rico! Os ricos são gente muito convencida, complexada e preconceituosa.

Não me parece bem...

O dinheiro não compra aquilo que não se adquire com esforço, dedicação e resiliência e ninguém edifica um carácter decente levando uma vida fácil.

Ser rico deve ser uma chatice!

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2006

Frase do dia

“Não se consegue lançar uma OPA sobre a inteligência de um Homem!”

terça-feira, 14 de fevereiro de 2006

Gente rija!

Gostava de ser um daqueles tipos madrugadores que começam logo o dia com um banho revigorante de água fria, só comem coisas saudáveis e atingem os 90 anos… mas não consigo! Eu gosto de gorduras, sal e pimenta, beber sumos do Lidl e de tomar banhos de água a escaldar, quase a descascar a pele. Posso não viver até aos 90, mas serão uns 50 ou 60 anos muito bem gozados! “Até que idade pensas em divertir-te!?”

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2006

Plim… e não tinha de me esforçar muito!

Se eu fosse ilusionista não faria aparecer pombas das mangas do meu casaco ou um coelho duma cartola, não faria desaparecer edifícios completos ou aviões em pleno voo, tudo isso me parece ridículo e falível. Se eu tivesse o dom da magia faria desaparecer o pó da casa, desentupia fossas sem ter de mexer na morraça, cortava a relva toda e podava as árvores do quintal, faria aparecer pequenos almoços na cama e cortava as unhas só com o poder da mente. Como é que os ilusionistas não pensam nisso!? São todos filhos de gente rica?? São é uma beca totós!

sábado, 11 de fevereiro de 2006

Batido de atum para toda a gente!

Juntando um pouco de cinema sci-fi, literatura e arte, aqui fica uma lista das naves mais conhecidas de sempre:
Nebuchadnezzar, Logos, Osiris – Matrix
Enterprise – Star Trek
Millenium Falcon, Tie Fighter, X-Wing – Star Wars
Nostromo – Alien
Discovery – 2001, A Space Odyssey
Leonov – 2010, The Year We Made Contact

quinta-feira, 9 de fevereiro de 2006

Maravilhas da Natureza… ou não!

Custa-me a acreditar que aqueles rolos de papel de alumínio ou de película aderente tenham 50 metros de material… nah, deve ser engano! Um dia destes prendo uma ponta na porta da rua e desenrolo tudo até ao portão para comprovar. Só assim dormirei descansado.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2006

Ramela D o m i n a t r i x

Ora aí está um post que se adequa às manhãs, e porquê? Porque é de manhã, mesmo depois de se ter lavado a cara ou tomado um banho de chuveiro, que as ramelas atacam. Quando nos damos conta que temos uma ramela fazemos de tudo para que ela saia. Esfregamos, friccionamos, coçamos, usamos saliva, tudo o que nos venha à cabeça… é a puta da loucura! Mas isso não é assim tão estranho, o que é curioso é o facto disso nos magoar à brava e não deixarmos de tentar tirá-la… ele é gemidos e grunhidos num comportamento verdadeiramente animalesco digno do maior empenho que podemos empreender, e tudo sem nunca cessar esforços. Desistir, mesmo com dor, é palavra que uma pessoa com ramelas não tem no seu dicionário… à força ou com jeitinho elas hão-de sair! Hão-de, hão-de!!

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2006

Revolução, tempos antigos e fascizóides

O que era giro era voltarmos outra vez aos tempos antigos.

Esta gentalha fascizóide está mesmo com vontade de amochar e levar nos costados outra vez.

O que eu acho mais estranho é que quem é responsável pelo estado de sítio em que nos encontramos não é uma geração alheia ao fenómeno da privação de liberdade, do partido único, da censura, etc., não é a minha geração que está no poder (quem nasceu no final da década de 70), são ainda os que cresceram e se desenvolveram durante o tempo do estado novo (nem destaco com letra grande, porra!).

O povo português tem memória curta, mas pelos “pecados” de alguns não deviam sofrer todos!!

Uma atitude positiva é o que nos pode salvar, e se voltarmos ao totalitarismo, e não será com uma monarquia da tanga, de certeza, uma coisa boa teremos mais tarde… outro feriado nacional!

Fixe era se os totós dos militares tomassem conta disto já em meados de Fevereiro, e depois os Espanhóis nos libertassem lá para dia 26 de Abril. Um duplo feriado!? Sempre é mais fácil de se verificar do que aparecer outro Messias… coitado! E se a coisa corresse mal com os Espanhóis, sempre podíamos esperar por 2 de Maio e fazíamos a revolução.

Tulha daqui para fora! Viva la revolucion Mexicana!!

sábado, 4 de fevereiro de 2006

Who is Tyler Durden?

O filme polémico e genial “Fight Club” serviu para abrir os olhos a muita gente. A mim fez-me pensar em muita coisa, e tendo em conta que sobrevivi ao ano de 1998, depois de ter visto em pouco mais de 3 meses os filmes “Fight Club”, “What is The Matrix”, “American Beauty” e “Clockwork Orange”, one wonders… esta lista de filmes, vistos de uma assentada, é de fazer arrepiar os pelos do rabo a qualquer um, mesmo a quem não os tem! Depois de tudo bem digerido, uma pessoa muda. A música que hoje começa a passar na MusicBox deste blog é um dos temas do filme Fight Club com o famoso discurso do Tyler Durden. Enjoy!

Como começam os boatos…

E por falar em António Sala… o tipo não estava também implicado no processo da Casa Pia?? Aquele tom de voz e o seu famigerado vasculho nunca me enganaram!
lol

Do Sala não reza a história!

Já que dediquei um post a personalidades do mundo da música, porque não falar sobre… os Enapá 2000!? Quem não se lembra da música sobre o António Sala? eheheh “Na lida da casa não há alegria, o Sala não sai da telefonia (…) do Sala não reza a história, cantemos alto a nossa vitória”. Entre outras coisas, o Manuel João Vieira é um visionário… eu de facto lembro-me da música, mas nunca penso na personagem, decididamente o Sala não fica para a história!

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2006

Um pouco de história e trivialidades

A pedido de muitas famílias, e resultante de uma conversa entre amigos, a maioria dos quais assíduos frequentadores deste blog, passo a revelar as idades de alguns dos nossos “ídolos”:
Jim Morrison, 8/12/1943, faria 63 anos
John Lennon, 9/10/1940, faria 66 anos
Paul McCartney, 18/6/1942, faz 64 anos
Janis Joplin, 19/1/1943, faria 63 anos
Jimi Hendrix, 27/11/1942, faria 64 anos
Roger Waters, 6/9/1943, faz 63 anos
David Gilmour, 6/3/1946, faz 60 anos
Mick Jagger, 7/6/1943, faz 63 anos
Keith Richards, 18/12/1943, faz 63 anos (e se não fossem as transfusões de sangue, já tinha lerpado 27 vezes)
James Brown, 3/5/1933, faz 73 anos
Tina Turner, 26/11/1938, faz 68 anos
Caetano Veloso, 7/8/1942, faz 64 anos
Chico Buarque de Hollanda, 19/6/1944, faz 62 anos
Ellis Regina, 17/3/1945, faria 61 anos
Tom Jobim, 25/1/1927, faria 79 anos

Bolacha-Bife

Ora aí está um conceito a passar ao próximo como se de um achado se tratasse. As “bolachas bife” são aquelas bolachas tipo integrais, de fácil digestão, que enchem como se fosse um bife ou uma banana. Não são as bolachas de dieta que o mulherio costuma comer, são as Digestive… as famosas Bolacha-Bife! É um bocado como o O.B., dão para o pequeno-almoço, almoço, lanche, jantar, ceia ou um snack sem hora definida, quer seja na praia, no campo, na montanha, etc. Um carregamento de bolachas-bife num país africano salvava muita gente… ou cá, porque também se passa fome por terras lusas, infelizmente!

terça-feira, 31 de janeiro de 2006

As Misses e as Bolachas

Tive uma ideia genial para acabar com a fome no mundo. E o que é que isso poderá ter a ver com um concursos de Misses, e mais estranhamente ainda, com bolachas? Eu respondo… sem qualquer tipo de hesitação ou ínfimo titubeio que seja! …eheh… ok, ok, eu digo: nos concursos de Misses, entre outras provas, há sempre aquela fase da pergunta decisiva, em que 99,9% das candidatas respondem “acabar com as guerras” ou “pôr fim à fome no mundo” à invariável pergunta “qual o seu maior desejo”. A questão das bolachas não se prende com uma proposta minha para mais uma prova além das eliminatórias dos fatos de banho ou do vestido de noite, mas sim com o que eu vou passar a revelar (a história das Misses era só para dar um leve colorido ao post); ora então cá vai – e esta é que é a verdadeira ideia, um novo e brilhante conceito a ter em mente para o futuro: quando chego a casa tarde, depois de mais de 4 horas sem comer nada, com a barriga a dar horas, ansioso por forrar o estômago com qualquer coisa que seja, se comer umas bolachas, por mais insignificantes que sejam, mesmo sem recheio ou cobertura de chocolate, perco imediatamente, como que por magia, toda a vontade de comer. Chego a ficar sem fome pela noite dentro. Horas a fio!! Ainda não estão a ver aonde quero chegar? Eu passo a explicar: a melhor forma para acabar com a fome no mundo é dar bolachas aos mais carenciados, é simples! Ok, para as zonas mais frias não é a mesma coisa que Vodka, mas será uma boa solução a curto prazo… sim, porque passadas umas horas, a fome acumulada reaparece como que se tivéssemos levado um soco no estômago, mas isso será sempre um problema para os capitalistas resolverem, não eu!

segunda-feira, 30 de janeiro de 2006

Desvio

Tenho um desvio no ventríloquo esquerdo, o meu coração fala por mim mesmo quando eu não digo nada…

domingo, 29 de janeiro de 2006

Cai neve na Courela

Não, não é uma música foleira do José Cid ou um jingle publicitário com uma versão dum tema do Roberto Carlos... está a nevar na Courela do Tanganho!!! Por uma vez na vida os meteorologistas acertaram na mouche e tiro-lhes o chapéu! Está a nevar! UHUHUHUHUHUHUH!!! Pode parecer ridículo para alguns, tipo as gentex daxe Beiraxe, mas é uma experiência única e fantástica para um alentejano viver... no Alentejo! ahahahahah! Altamente!!!

sexta-feira, 27 de janeiro de 2006

Jamba

Eu trocava em qualquer dia da semana, e com mais vontade ainda num dia de fim-de-semana, umas largas centenas de presos por homicídio, violação e assaltos a bancos, pelos tipos que inventaram o Clube Jamba, aquele sapo ridículo e os macacos que peidam melodias de natal. Corria-os todos à pazada! Fora daqui gentalha do demo!!

terça-feira, 24 de janeiro de 2006

You got mail!

Quem é que os tipos dos bancos pensam que enganam com aquelas cartas em envelopes brancos sem logótipo, sigla ou nome? Refiro-me às cartas dos bancos que trazem os cartões de MB. Os satânicos e indolentes parasitas não devem aperceber-se que essas são as cartas mais típicas que podemos receber na nossa caixa do correio… eu, pelo menos, apercebo-me logo de quando estou a receber um cartão, mesmo sem apalpar o envelope, no entanto, prevejo que os ladrões não se apercebam de tal coisa, uma vez que eles não possuem contas com cartões de débito. Esta patranha faz-me lembrar outra coisa interessante (ou não!); é tal e qual os bófias que se passeiam em carros descaracterizados. Eles bem tentam passar despercebidos e dissimuladamente controlar a “cena”, mas é óbvio que nos apercebemos do que eles são, principalmente pelos casados de cabedal com cotoveleiras, óculos escuros Rayban, e pelos bólides que ostentam, tipo Lancia Dedra, Fiat Croma, etc. ...há males que não têm cura possível!

segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

Fresca e fofa!

A partir de agora publicarei, num post semanal, a cada segunda-feira, uma música que goste e queira dar a conhecer. Como já fiz com antes, porei a letra juntamente com o respectivo mp3 na MusicBox. Esta semana temos uma música do novo álbum de Fiona Apple, de 2005 (Extraordinary Machine). É uma música ao estilo típico dela mas com uns pozinhos diferentes, uma vez que ela mudou de produtor neste novo trabalho. Quanto a mim está ao seu melhor nível, as usual! Esta música, pela sua letra, melodia e vocalização, merece o prémio pão de plástico: “fresca e fofa”!



I certainly haven't been shopping for any new shoes
And I certainly haven't been spreading myself around
I still only travel by foot and by foot, it's a slow climb,
But I'm good at being uncomfortable, so
I can't stop changing all the time

I notice that my opponent is always on the go
And won't go slow, so's not to focus, and I notice
He'll hitch a ride with any guide, as long as
They go fast from whence he came
But he's no good at being uncomfortable, so
He can't stop staying exactly the same

If there was a better way to go then it would find me
I can't help it, the road just rolls out behind me
Be kind to me, or treat me mean
I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine

I seem to you to seek a new disaster every day
You deem me due to clean my view and be at piece and lay
I mean to prove I mean to move in my own way, and say,
I've been getting along for long before you came into the play

I am the baby of the family, it happens, so
Everybody cares and wears the sheeps' clothes while they chaperone
Curious, you looking down your nose at me, while you appease
Courteous, to try and help - but let me set your mind at ease

If there was a better way to go then it would find me
I can't help it, the road just rolls out behind me
Be kind to me, or treat me mean
I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine

Do I so worry you, you need to hurry to my side? It's very kind
But it's to no avail; I don't want the bail
I promise you, everything will be just fine

If there was a better way to go then it would find me
I can't help it, the road just rolls out behind me
Be kind to me, or treat me mean
I'll make the most of it, I'm an extraordinary machine

domingo, 22 de janeiro de 2006

Cidadãos, Zé Povinho e República do Kunami

Que chore quem quer chorar, que dê o salto quem quer fugir, que se aprovisione quem teme a fome, e puta que os pariu para quem tem vontade de rir… este país tem realmente o que merece! A memória do Zé Povinho é curta e não há mazelas que durem mais do que 10 anos, fica assim tristemente provado.

Quem sabe se daqui a uns 10 anitos não é o Sócrates a ser eleito presidente. DASS!? :((

Está tudo podre e fede como se houvesse merda das sarjetas espalhada pelas ruas. Dou os meus parabéns a quem ganhou, claro, embora não com tanta veemência quanto a quem lutou fervorosamente e com determinação por princípios que parecem adormecidos, esses sim, merecem o meu respeito e orgulho: Alegre, Louçã, Jerónimo… ah valentes!, não desistam nunca, nós estamos aqui!!

Os cidadãos deste país têm tido e terão o que merecem, sempre foi assim e sempre há-de ser, no entanto não consigo deixar de ficar triste e pensar que, a andar para trás não chegamos a lado nenhum, e agora os espanhóis já não vão querer pegar nisto, que eles são tudo menos parvos, e era por isso que eu esperava… em suma, e mesmo sem isto ser o Brasil, Angola ou os EUA, sejam bem-vindos à República do Kunami.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2006

Charuto encabaçado

Para quem pensa que vou falar de ovnis, estão muito enganados. O post sobre o roupão fez-me lembrar outra coisa que nós usamos de quando em vez, e que sempre que o fazemos acabamos por nos arrepender. O saco de cama é daquelas coisas que só nos apercebemos do quão desconfortável é até nos enfiarmos dentro dele. E depois é tentar manter a roupa no lugar, sem despir involuntariamente a parte de cima do pijama, ou conseguir enfiar as pernas até ao fim sem descalçar as meias, porque é virtualmente impossível chegar com as mãos aos pés dentro de um saco de cama de tamanho individual, só mesmo abrindo o fecho; depois de aberto, ao correr o fecho, aquilo prende-se no forro a cada 15cms, e é uma briga para o voltar a fechar. Uma vez fechado, connosco devidamente instalados, começamos com comichões no nariz ou no pescoço, e se nos tentamos mexer para libertar um braço, lá começa o processo todo outra vez; mas desta vez, já a desesperar, mexemo-nos tanto que abrimos um pedaço do fecho da entrada da tenda, e assim vão entrar melgas, e só de pensar nisso ainda ficamos com mais comichões, mas agora é nas pernas, e no fundo das costas, e não nos conseguimos mexer porque estamos enfiados naquele sarcófago manhoso que mais parecemos um charuto encabaçado, e começamos a espernear e a dar cotoveladas nos nossos companheiros de tenda, e depois eles acordam, e vêem a tenda toda escancarada, e as melgas que já circundam a carne em busca do sangue quente de tanta excitação, e a confusão alastra-se para a tenda do lado, e depois para as seguintes, e assim sucessivamente, e não tarda muito está a merda do parque de campismo inteiro em alvoroço com centenas de alemães, ingleses e bimbos em altos berros a disparatar connosco por causa do mastronço do saco de cama que não tem ponta por onde se lhe pegue!! Bahhhhhh!!! Ainda se fosse de casal, e tivéssemos com uma menina toda giraça ao nosso lado, lá dentro, no quentinho do casulo em formato familiar, sem amigos que só fazem é ressonar a noite inteira sem dar sossego. Assim sim, seria perfeito! (mas tinha de se abrir antes de começar a esfrega!)

quinta-feira, 19 de janeiro de 2006

Sprite ou 7up?

Nos restaurantes ou cafés, há sempre aquele momento inusitado em que o empregado de mesa pergunta o que queremos para beber, ao que eu respondo: “vou querer uma 7up, se faz favor”; e momentos mais tarde aparece-me o infeliz com uma garrafa aberta de Sprite… ou pior, se for de Snappy! Mas que raio de inteligência caracteriza este pobre coitado!? Ou será um pormenor, aparentemente insignificante, de um grande plano maquiavélico montado para me importunar no conjunto das refeições que eu realizo no exterior da minha casa? Não vos parece ridículo!? É óbvio que não falo da minha mania da perseguição, mas sim deste mau costume singular e curioso que a maioria dos empregados de mesa manifestam possuir. Se peço uma merda de um Sumol, não quero uma Fanta! Se peço um Pleno Tisana, não quero a porcaria de um Nestea! ...se peço a conta, não quero que ele me dê com a puta da frigideira no alto da pinha!!! A ver se atinam, pá!

quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

Pão com manteiga

Adoro sandochas! …com manteiga de vaca, manteiga de amendoim, maionaise, seja o que for, mas detesto quando me perguntam num café se quero manteiga no pão e depois me aparecem com margarina. Estará tudo louco!? Margarina!?!? Essa poção fétida que teima em destruir o paladar durante a simples degustação de uma divinal sandocha. É que não há pão, queijo ou fiambre que lhe resistam. Essa gente devia ser presa a uma bigorna e lançada duma catarata de 15m. Não há pachorra!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Maldito roupão

O roupão é das peças de roupa mais ridículas que há, não dá jeito nenhum. A forma como se fecha deixa entrar frio, e para que não se abra tem de ser atado… atado!? …a era do fecho eclair, dos botões tipo mola e do velcro já passou meus amigos, a tecnologia já nos trouxe a roupa que nos alimenta e nos administra vitaminas pela pele, e que muda de cor consoante o nosso estado de espírito… um cinto em forma de cordel!? Isso é coisa de mosteiros conventos e retiros espirituais. Além das características referidas ainda há o facto de ser incómodo pelos materiais com que são feitos, grossos e desconfortáveis. Se o pijama consegue ser confortável, porque não fazem o mesmo com o roupão? Já requer um upgradezito como peça de roupa fundamental que é para a maioria das pessoas. Alguém que trate disso!

domingo, 15 de janeiro de 2006

Película de plástico

Eu prosterno-me de joelhos, no chão, perante o tipo que se lembrou de colocar aquela película de plástico a separar as fatias de queijo flamengo. É das melhores descobertas algumas vez alcançadas. Eu digo isto de peito cheio para o mundo ler, ou só os 3 ou 4 gajos que passam por aqui à procura de pornografia, porque já uma vez disse o pior sobre o tipo que se lembrou de pôr celofane à volta dos cd’s e dvd’s, coisa que não lembra a ninguém! Mas isto sim, é uma valente descoberta!

sábado, 14 de janeiro de 2006

Uma lição de vida

Para quem ainda não reparou, ou não quis ouvir, aqui fica a letra da música que escolhi para passar na MusicBox deste blog. É uma música do primeiro álbum a solo de Sarah Bettens, a vocalista dos K’s Choice, uma das minhas bandas preferidas. Esta música é linda e quero partilhá-la com quem gosto… os meus amigos! E principalmente porque nunca se perde tempo a ouvir ou a ler coisas com significado:



Don’t stop trying, there’s always reason to go on living
As long as you can breath
Stay clear of extremes
Just say what you mean
But try not to be mean

You should say thank you often
Like your hair
Wave to strangers everywhere
Do what you’re supposed to do
Don’t look at what the others do

Think before you buy a car
Don’t marry someone you met at a bar
There’s no such thing as going too far
Love who you are

Don’t be scared of what’s ahead
But wear a helmet to protect your head
Be aware, say you care, don’t say fair

Stay close to the hands that raised you
Watch for signs
Never waste expensive wine
Spoil your body, spoil yourself
Never cheat and share your wealth

Sing when you’re glad
Close the door if you sound bad
Don’t believe a man who knows he’s right
Don’t skip ahead, enjoy your flight

Be nice to your dog
Drive slow in the fog
Convince yourself to write a song
Change clothes every day
Call ahead when you’re late
Be safe when you’re planning to get laid

Read what you like
Be on your brother’s side
It’s okay to wonder why
But don’t expect to understand your life

Don’t expect to understand your life...

Tempo perdido, parte II

Tempo perdido são todos os momentos que passo sem ti…

Tempo perdido…

Um dos piores sentimentos que se pode ter é a percepção ou a sensação de tempo perdido: algo que ficou por dizer, fazer, sentir, viver. Na lógica do “you can’t taste the sweet without the sour”, até percebo que existam alturas em que temos de trabalhar e de nos dedicarmos às coisas menos felizes da vida, até porque há quem se sinta bem a fazer isso, ou até mesmo realizado pessoalmente, mas é uma pena vivermos tão pouco tempo e termos a noção de que se podia fazer tão mais! Visitar outros países, conhecer outras culturas, passar aquele tempo “morto” de sofá em frente à televisão, ou na internet, com os amigos na paródia ou só na conversa. Podia ser sempre rambóia até cair para o lado. Não haveria outra coisa senão diversão e tempo de ócio e lazer… porque é que esta sociedade está montada desta forma? Agora as coisas ainda se complicam mais, porque não há emprego, não há poder de compra, não haverá reformas, etc. É uma pena não termos mais tempo, mas piora um pouco se gastarmos o que de facto temos em merdas “pouco” significantes (que é sempre um conceito relativo, claro!)… vá a abrir a pestana, levantem o cu do sofá e aproveitem TODO O TEMPO de que dispõem, divirtam-se, que esta vida são só dois dias e passa num instante, só não precisa de ser um instante breve e insignificante, antes bem vivido e cheio de forma e conteúdo! Há uma postura muito interessante que resulta de várias frases de grandes pensadores/observadores: “hoje é o primeiro dia do resto da tua vida”, “começa cada dia como se fosse de propósito”, entre outras… é vital que nos sintamos sempre confortáveis em qualquer situação que se nos apresente, quer gostemos quer não. Não se trata de conformismos ou resignações, apenas de uma adaptação constante e inteligente a cada situação que apareça. Há coisas boas e coisas más, e se é no meio que está a virtude, então no meio da “estrada” é o pior sítio para se fazer equilibrismo, mas há que conseguir atingir um ponto de equilíbrio... é tudo uma questão de equilíbrio! Há uma outra frase que eu aprecio muito: “o orgulho é a muleta dos inseguros”; a segurança e estabilidade vêm com o auto-conhecimento e a auto-aceitação. Somos todos únicos e importantes… mais não seja para nós próprios!
Certo!? eheh… este postulado não carece de confirmação, eu penso assim e pronto! Como dizia um amigo meu: “a perfeição é” (sem reticências, ponto de exclamação, final ou de interrogação… apenas é)

Equilíbrio: estado em que se acham os corpos solicitados por forças iguais e contrárias; justa medida; proporção devida; igualdade de forças.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Jogar Futebol vs Jogar à Bola

Neste post vou falar na diferença entre jogar futebol e jogar à bola. Podem parecer o mesmo ao comum mortal, mas são coisas muito diferentes. Uma é desporto e a outra é lazer, uma faz-se com colegas e a outra faz-se com amigos. Jogar à bola é o que eu e o meu pessoal fazíamos no ringue da escola primária do Chafariz D’El Rei, no ringue da Universidade, no ringue da Caixa, ou no campo da Severim de Faria, jogar futebol é o que os cracks fazem nos torneios ou os profissionais fazem nos estádios. Mas também jogávamos matraquilhos e íamos à pesca, mas isso é conversa para outro blog…

quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Dúvida existencial

Se há coisas que sempre mexeram comigo, como que aquelas comichões a que não conseguimos chegar para coçar, por muito que nos estiquemos, é tentar perceber como é que põem os guindastes de pé. Já vivi ao lado de construções em que havia guindastes, e até me mantive atento para assistir ao processo, mas eles conseguiram pô-lo de pé no espaço de uma manhã enquanto eu estava a trabalhar. Qual o meu espanto e tristeza quando chego a casa à hora do almoço e deparo com aquilo tudo já montado e a funcionar. Como é que põem aquela bisarma de pé, com outro a elevar as últimas peças a montar no topo? E guindastes a montar outros guindastes!? Isso é perverso!!
…mas como é que aquilo se monta, porra!?!?

quarta-feira, 11 de janeiro de 2006

What do you mean!?

"There's always more than one way to say exactly what you mean"
Fastball, Out Of My Head, All The Pain Money Can Buy

terça-feira, 10 de janeiro de 2006

A mística da pastilha elástica

Quando se é puto, uma das coisas que dão um prazer enorme, antes de se descobrir o gozo (estúpido) dos cigarros, a adrenalina de se roubar uma Playboy ou um encontro fortuito com um buraco que dá para o balneário das raparigas, é o fenómeno da pastilha elástica. Funciona quase de forma mística, transmitindo uma sensação de poder e liberdade a quem a tem na boca. Podia-se passar pelas conversas mais entediantes com a maior descontracção, com cara de quem está a prestar atenção, estando-se completamente concentrado na pastilha, no sabor e na crescente vontade de fazer balões! ...melhor ainda quando se estava na sala de aula com o professor a explicar e nós ali, na buínha, sem perceber puto e a fazer muito pouco por isso, mascando como se não houvesse amanhã... até o sabor desaparecer!

segunda-feira, 9 de janeiro de 2006

Tem dias…

Por vezes penso que gostava de ser bem alto, para que ninguém reparasse que estou a perder cabelo. Outras vezes… não!

domingo, 8 de janeiro de 2006

Banzai!!!

Já era sem tempo de alguém, fora do seu perfeito juízo, fazer a celebração ao maior programa televisivo de todos os tempos. Não falo do Barco do Amor, do Nico de Obra ou do Rex o Cão Polícia, falo sim do grandioso, do esplendoroso, do genialmente fantástico Nunca Digas Banzai!! Puro programa de emoções e expectativas levadas ao seu extremo que nos ocupava as nossas gloriosas manhãs de sábado. Não eram os desenhos animados repletos de violência que nos cativavam e prendiam que nem súbditos obedientes ao grande altar do entretenimento passivo, ou os episódios antigos (na altura recentes) de séries como o Dallas ou o Norte e Sul, era mesmo o Nunca Digas Banzai, esse culto à adrenalina em ambiente de concurso. Porque é que nunca mais ninguém se lembrou de passar isso ao fim de semana, ou transformar a totalidade da série numa box-set de DVD’s, ou até mesmo fazer uma compilação tipo Best Of dos melhores e mais emocionantes episódios? Os putos destas últimas gerações, bem como as gerações vindouras, estão desesperadamente à procura de icons decentes e merecedores de afecto e idolatria. Os D’Zrt e os Pokemon não servem… tragam de volta o He-Man e o Sport Billy!

sábado, 7 de janeiro de 2006

sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Os pacotes medem-se aos palmos!

Os pacotes de leite ou de sumo pequeninos não têm líquido suficiente para me satisfazer, nunca chegam até ao fim da sandocha ou da tosta mística. Lá estou eu a comer qualquer coisa, todo contente, quando oiço aquele temido som do ar a esgueirar-se pela palhinha, significando que o fim do líquido está apenas a uns dois goles de distância, ou menos, e isso irrita-me!! Um pacote de litro de leite com chocolate seria um disparate qualquer, ou uma litrada de 7up poderia ser encarada como uma quase tentativa de suicídio, mas 25cl também não deixam ninguém saciado, porra!!, é manifestamente pouco. Uns míseros 25cl não chegam para satisfazer e sim, os pacotes podem medir-se aos palmos… as latas, essas, já são “outros quinhentos”.

quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

Mulheres bonitas...

Um amigo meu perguntava-me numa resposta a um mail meu: “Diz-me lá uma coisa. Estas mulheres são tão belas e já te passaram tantas pelos olhos (a mim tb mas de certeza em menor escala :) ) como é que vives com o real? Um dia destes, se pudermos, haveremos de discutir este assunto. Acho que estas fotos, como tantas outras, de mulheres fotograficamente belas, acabam por ser fonte de frustração”… ele há-de me perdoar a citação e a consequente exposição, mas talvez tenha vontade de responder em forma de comentário. Eis a minha resposta:
“Vivo bem com as mulheres bonitas e fantásticas que vejo nas fotos porque tenho a noção de que não existem. É tudo uma construção com base nas fantasias de alguém. Gosto de mulheres reais, do dia-a-dia, e prefiro-as sem perfume, sem maquilhagem, e com pouca roupa! Adoro ter acesso à verdadeira e real mulher, de pijama, a fazer o pequeno almoço antes de sair, ter acesso ao seu cheiro, à sua essência, saber o que adora e o que odeia, os seus medos e receios, o que a torna um ser humano mais forte. Adoro saber que posso fazer parte da vida dela ao ponto de me dizer que existe para me amar e é quem é porque eu faço parte da sua vida, que tudo o que está para trás do momento em que me conheceu já não faz muito sentido agora, que adora ser como é... e porque eu também sou o mesmo e sinto da mesma forma! Não há NADA que bata isto! Não há mulher bonita, momento sensual ou prazer carnal que transcenda o gozo/prazer/fruição/gosto de amar alguém. Depois disso, e usando uma metáfora de jogos de cartas, o resto é palha. Há mulheres, prazeres e momentos do "2" ao "10", mas será sempre e só... palha!”
Continuando a alegoria das cartas, uma trunfo assim permite-nos aceder a todas as outras que dão pontos. Só conseguimos ser realmente felizes quando nos sentimos bem connosco, mostrando-nos como realmente somos, e com alguém que também se sente bem consigo, ao nosso lado. E é tão mais fácil de se atingir isto quanto mais as pessoas se abrirem e se deixarem de merdas e atrofios, fechados e cada um no seu "caminho" não vamos a lado nenhum, é como andar a correr numa máquina de ginásio... conseguem-se grandes records, de sprints ou endurances, mas não há paisagem!
Agora que reli o mail, acho que ele não estava à espera duma resposta destas… ou estavas!? ;)

terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Dakar em África

Porque estamos à beira de mais um episódio importante nesta saga que é a democracia portuguesa, mas também porque já começou o Dakar deste ano, devo referir um pormenor interessante (ou não!): este ano é a primeira vez na história do Rally Dakar que este começa e acaba em África. Perdoem-me os mais susceptíveis mas as estatísticas comprovam-no!

segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

Ilha da Fantasia

Uma das personagens de séries televisivas mais carismáticas de sempre será sem dúvida o anão da Ilha da Fantasia, aquele que gritava “dé plén, dé plén!!”. Para quem não se lembra, a Ilha da Fantasia era uma daquelas séries americanas que iam buscar a fina flor do entulho no que dizia respeito a actores e actrizes quase reformados e fora de moda, reunindo-os em volta de “histórias” sem pés nem cabeça de episódios altamente repetitivos e desinteressantes. Outro bom exemplo destas séries manhosas é o Barco do Amor. Bem, mas de onde veio este anão e porque raio é que eu estou a escrever sobre ele, dedicando-lhe um post inteiro neste blog fantástico!? Pois bem, este anão trabalhava em part time numa caixa de MB quando foi convidado a participar no episódio piloto da referida série, como foi bem com o resto do elenco, decadente e ridículo, ficou até ao fim. A série lá teve o seu sucesso, principalmente nesse grande momento televisivo que era o Agora Escolha, e hoje podemos encontrar o dito anão em vários programas de televisão e palcos por esse país fora, mas não como actor. Nos dias que correm ele dá pelo nome de Toy e tornou-se num cantor romântico de relativo sucesso… sim, porque ninguém bate o Toni Carreira!! ...quer dizer, eu batia-lhe, se tivesse ao pé dele, e fazia-o engolir a guitarra, pimba manhoso!

domingo, 1 de janeiro de 2006

Moda do Pé de Gesso

Foi nos anos 80 que se inventou o conceito do pé de gesso. Naquela altura os actores porno, os músicos e os políticos partilhavam o mesmo fetiche de usar meias brancas independentemente do resto da farpela, e este pormenor, a par com os penteados, faziam uma mistura explosiva. Serve de exemplo o meu amigo Márcio que anda sempre com o pezito (mais pezão!!, porque tem umas plataformas que lhe permitem dormir de pé) revestido de meias brancas, como se quer (ou não!). Damn those 80’s!

sábado, 31 de dezembro de 2005

Bom Ano de 2006!

Nesta quadra festiva embebedem-se, encharquem-se em doces e esqueçam por uns dias que o próximo ano só pode ser pior do que estes últimos... ainda assim, desejo o melhor possível para 2006! Andem de pestana bem aberta, e quer façam escolhas passionais ou tomem decisões reflectidas o que interessa é que sintam tudo o que façam... já agora reflictam sobre "certas coisas" e votem em consciência (NÃO AO VOTO ÚTIL!!!).

Sejam egoístas, porque se o forem verdadeiramente, farão o melhor por vocês e isso inclui todos de quem gostam, pois ninguém é feliz sozinho.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Pratos e talheres

Como falámos anteriormente (até parece que estou a apresentar um talk-show) em coisas que sabem mal ou que irritam, lembrei-me de referir outra:

- o ruído dos talheres e pratos.

Quando estamos a pôr a mesa ou no final da refeição, a raspar pratos, por exemplo, por vezes é uma chinfrineira que chega a magoar… it’s no good!

Se trabalhasse num restaurante, acho que me passava do juízo em pouco tempo.

Depois de trabalhar nos correios, e não me refiro andar de mota a distribuir cartas, acho que lava-pratos num restaurante movimentado ficará num pouco distante segundo lugar dos trabalhos mais manhosos que há.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

Fardas femininas, aglomerados de homens e saldos

Numa noite destas tive um sonho excelente que me deu uma ideia genial:

- uma companhia aérea em que as assistentes de bordo - elas não gostam que se lhes chame de hospedeiras - andariam “vestidas” com fardas desenhadas pela Fátima Lopes…

Já estão a imaginar o filme?, não era brutal!?

E quem diz uma companhia aérea, diz os seguranças femininos de museus e lojas de roupa. Aliás, só assim é que deixariam de existir aqueles aglomerados de amigos, namorados e maridos que se dão à porta das lojas de roupa e lingerie. Assim já haveria um sólido motivo para se permanecer dentro da loja.

Mas sinceramente, nunca fiquei à porta de lojas de roupa e lingerie feminina. Acompanho o mulherio até à sala de provas e fico sempre à coca de qualquer situação que se me apresente, uma vez que estou por ali à espera que a amiga/namorada apareça no corredor para mostrar a blusa ou o casaco que está a experimentar, há sempre uma rapariga que aparece cá fora meio despida, uma cortina mal fechada ou um espelho teimosamente bem colocado e em ângulo ideal.

Só não entro em lojas de acessórios ou que estejam em saldos, aí é a morte do artista!