O blog que vai bem com meia dose de migas de espargos, uma caneca de Mokambo e um rebuçadinho de mentol.
sábado, 17 de março de 2007
Sabonete e Prisões, esse grande mito
Palmolive – muito efeminado para um local com tanta testosterona, e daí talvez não!
Feno – ainda parece muito amaricado
Dove – claro que não!!
Festa – não sei como os responsáveis por esta marca ainda não se lembraram de fazer um protocolo com as prisões e penitenciárias portuguesas… lol
Sabão Macaco – boa escolha
Sabão Azul e Branco – assim sem pensar muito, votava neste
Depois da questão do SSL nos champôs e géis de banho, cheguei à brilhante conclusão que o Sabonete Azul e Branco é a melhor coisa para se ter em casa por todo o lado. No lavatório da cozinha, na bacia da cara, até na banheira, claro, e até imagino a possibilidade de figurar num móvel da sala como biblô. Long live Sabonete Azul e Branco!!
relembro:
http://ctanganho.blogspot.com/2006/08/ainda-o-champ-as-frias-de-vero.html
http://ctanganho.blogspot.com/2006/08/ssl-do-demo.html
quarta-feira, 14 de março de 2007
A tradição já não é o que era... ou não!
Como se não chegassem os milhares (milhares não, centenas!!) de telefonemas que um tipo tem de atender, que nem quando está sentado na sanita tem descanso, ou os postais foleiros com imagens tiradas dos livros da Anita, com moedas de 2€ coladas com uma tira de fita-cola que as tias mandam pelo correio (no Natal são meias grossas), os beijos lambidos que as tias-avós nos dão quando nos vêm, o sermão sobre responsabilidade que os nosso avôs nos dão, porque já estamos uns homenzinhos, os ciúmes da nossa namorada com as prendas que as nossas amigas e ex-namoradas nos dão, entre muitos outros exemplos, para ainda por cima termos de gramar com aqueles “amigos” chatos que nos falam de longe o ano todo e nos cravam duas ou três imperiais nesse dia porque se aperceberam quando entrámos no bar. Quando um amigo meu faz anos tenho todo o prazer de pagar o almoço ou o jantar, ou dar-lhe aquilo que eu sei que vai gostar, e caso fique fora das minhas possibilidades, junto o pessoal todo e fazemos uma vaquinha. Amizade é, sem dúvida, a partilha, e partilhar significa mesmo isso… partilhar! Não é andar à babuje a ver se pega. Proponho uma nova frase, que se quer máxima, para combater esta hipocrisia gritante: Ê cá na’pago nad’a cabrão nenhum! ...só a amigos!
Antes de fechar este post queria dar mais uma achega no repto que lancei ontem: Nós somos bués e o tio Alberto é só um! But todos p'rá Madeira!!!
terça-feira, 13 de março de 2007
Justiça, culpa partilhada e piscas nas rotundas
Como princípio, e por princípio, proponho três ou quatro medidas para mudar o estado letárgico em que nos encontramos (comfortably numb):
- pedir facturas em todo o lado e para qualquer bem ou serviço (assim é mais difícil fugir-se ao fisco)
- vejam mais televisão, se gostam, mas sem ser só novelas e reality shows
- leiam alguma coisa que não seja só jornais ou revistas de entretenimento
- levantem o cu do sofá!
- façam piscas nas putas da rotundas, porra!!!
- deixem de ver futebol até os clubes pagarem o que devem à Segurança Social, fiquem-se pelas selecções nacionais
…entre outras! (façam comentários com ideias, vá a ver!)
Por último, gostava de iniciar um movimento para levar as pessoas do continente a fixarem-se temporariamente na Madeira, fazendo também o recenseamento eleitoral, e votarem contra aquele pulha do A. João Jardim. Escolheu demitir-se, vamos então deixá-lo aproveitar a sua reforma milionária como deve ser.
Posso não fazer muito, mas gosto de verdades inconvenientes e nunca me calo!
Se nada disto der certo, podemos sempre pôr bombas e rebentar com isto tudo...
segunda-feira, 12 de março de 2007
Patifarias de amigo e vinganças cruéis
Se a vingança é um prato que se serve frio, esta é sem dúvida das melhores patifarias que se pode preparar a alguém.
quinta-feira, 8 de março de 2007
Videoporteiro, ya!
quarta-feira, 7 de março de 2007
Hoje tou ca’bolha!
terça-feira, 6 de março de 2007
Futebol, desperdício e sacos de plástico
segunda-feira, 5 de março de 2007
Truques e Dicas: cd’s e dvd’s para queimar!
Há marcas e marcas de material informático, algumas bem merdosas que não enganam ninguém e outras que já foram tudo e agora não valem nada. É por isso que vos deixo esta pequena lista de compras, assim em jeito de cardápio informático:
Memorex – excelente relação preço qualidade. Os pretos (de carbono) eram bons mas não servem na maior parte dos auto-rádios
Sony – muito bons, mas caros
TDK – os cd’s já não são o que eram (fundo mais claro, já foram quase roxos), mas os dvd’s ainda valem o dinheiro
Mmore – já foi das melhores marcas, inclusive por causa da parceria com a Bayer (makrolon), mas agora não vale puto! Para gastar dinheiro nisto, mais vale puxarem-lhe fogo (aos cd/dvd’s ou ao guito)
Emtec (ex-Basf) – as cassetes de VHS e de áudio eram belíssimas mas nunca singrou neste mercado
Princo – grande anedota! Já foram bons, sim…
Mitsai – buahahaha, quem é que compra desta morraça!? É preciso ter-se tomates ou ser-se completamente leigo!
Sky – outra que tal! São ao preço da uva mijona
Maxxel – já foram bons, agora não tenho visto noutro sítio que não no Lidl, e desconfio um pouco de os ver ao lado da caixa registadora
Erva – literalmente, só fumados, e não eram de carbono! lol
Universal – aqui há 2 ou 3 anos via-os à venda na Feira-Nova e no Intermarché, baratinhos e muito bons
eProFormance – começaram por ser baratos, são bons
Samsung ou Pleomax – bons, relativamente baratos
Verbatim – ui, eram carotes mas belíssimos; nunca mais vi à venda
Philips – eram bons, mas havia várias séries e com preços muito distintos
Kodak – caros, razoáveis
HP – bons, caríssimos
TraxData – bons, preço razoável
Intenso – não são maus para o preço; só vi à venda em Lisboa (Fnac, Vobis, etc.)
Platinum – não valem um chavo!
Basicamente é assim que funciona: quanto mais escura (azul ou roxa) for a cor do fundo dos cd’s e dvd’s, melhor eles são, e mesmo que não se possa vê-los dentro da loja, é abrir a caixa, pacote ou cake no carro e voltar lá dentro para os trocar se não corresponder às expectativas. Eu faço isso. Todas as outras marcas que existem e não aparecem nesta lista, nem vale a pena ver, ler ou registar o preço na memória, não prestam!
domingo, 4 de março de 2007
Truques e Dicas: lixo caseiro e moengas por telefone
Este texto é daqueles que todos costumamos receber por mail, mas nem todos lhe damos a atenção devida. Decidi expô-lo no blog porque acho que oferece um método simples e eficaz de dar a volta a uma série de situações que nos moem diariamente. No final do post, decidi acrescentar um sketch que apareceu num episódio da série Seinfeld.
"1. Um método que realmente funciona:
Ao receber uma chamada de telemarketing a oferecer um produto ou um serviço, diga apenas, com toda a cortesia: "Por favor, aguarde um momento...". Dito isto, deixe o telefone sobre a mesa e vá fazer outras tarefas (em vez de simplesmente desligar o telefone de imediato). Isso vai fazer com que cada chamada de telemarketing para o seu telefone tenha uma duração longuíssima, ultrapassando em muito os limites impostos ao indivíduo que lhe ligou. De vez em quando, verifique se o sujeitinho ou menina ainda está em linha. Reponha o telefone na posição de repouso apenas quando tiver a certeza de que desligaram. Não tenha dúvida de que esta é uma lição de custo elevado para os intrusos.
2. Já alguma vez lhe sucedeu atender o telefone e parecer que não há ninguém do outro lado?
Se sim, fique a saber que esta é uma técnica de telemarketing executada por um sistema computorizado, o qual estabelece a ligação e regista a hora em que a pessoa atendeu o telefone. Esta técnica é utilizada por alguns serviços de marketing para determinar a melhor hora do dia em que uma pessoa dos serviços poderá ligar-lhe, evitando assim que o "precioso" tempo de ligação deles venha a ser desperdiçado, se não encontrar ninguém em casa. Neste caso, ao receber este tipo de ligação, não desligue. Ao invés, pressione imediatamente a tecla "#" do aparelho, seis ou sete vezes seguidas e em sequência rápida. Normalmente, este procedimento confunde o computador que discou o seu número, fazendo-o registar que o número é inválido, eliminando-o assim da base de dados.
3. Publicidade inserida nas contas recebidas pelo correio.
Todos os meses recebemos publicidade indesejada inserida nas contas de telefone, luz, água, cartões de crédito, etc. Muitas vezes essa propaganda vem acompanhada de um envelope-resposta (RSF) que "não precisa de selo". Insira nesses envelopes pré-pagos a publicidade recebida e coloque-a no correio, endereçada de volta a essas companhias. Caso queira preservar a sua privacidade, antes de inserir a publicidade no envelope remova todo e qualquer item que possa identificá-lo. Este é um método que funciona excelentemente para ofertas de cartões, empréstimos, e outro material não solicitado. Portanto, não atire fora esses envelopes pré-pagos! Ao devolvê-los com a propaganda recebida, está a fazer com que as referidas empresas paguem duas vezes pela publicidade enviada. Se quiser adicionar uma pitada de malvadez, aproveite para inserir anúncios da pizzaria do seu bairro, da lavandaria, do dentista, de canalizadores, fabricantes de marquises de alumínio, ou qualquer outro item inoportuno que esteja à mão.”
Num episódio do Seinfeld aparecia a seguinte cena:
Quando telefonarem para casa com publicidade ou alguma forma de mostrar as vantagens de um determinado produto ou serviço, bata pedir a essa pessoa para dar o seu número de casa de modo a que possam telefonar mais tarde, e expliquem que nesse preciso momento não podem atender. E quando do outro lado disserem que não o farão, ainda que o justifiquem, digam apenas o seguinte: “ah, deve ser porque você não quer ser incomodado com telefonemas quando estiver em casa… então agora já sabe o que eu sinto!” E desliguem o telefone imediatamente.
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
Roupa, odores e furgões de carga
E para fechar este post marado, só mesmo uma reflexão muito parva: já repararam que os tendeiros nunca têm carrinhas Renault Traffic e só Ford Transit? É porque eles não traficam nada, o material deles anda sempre em trânsito.
Espero não ter ferido susceptibilidades com este post, pois além de machista e totó, não quero que me apelidem de “etnicamente preconceituoso”.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
My name is Gore, Al Gore!
Way to go Mr. Gore!!!
domingo, 25 de fevereiro de 2007
Dobra de cima ou dobra de baixo?
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Crank
terça-feira, 20 de fevereiro de 2007
O mito do lenço de papel
segunda-feira, 19 de fevereiro de 2007
Nem por isso, e hoje é dia de fessta!
sábado, 17 de fevereiro de 2007
Isto é só desgraças!
- “Ai credo, é só desgraças e violência, desliga lá a televisão filha!”
A minha mãe concordou e disse:
- “Pois é, de facto isto até arrepia. Fico mal disposta com estas imagens!”
Vi-as desligar o aparelho, fui à casa de banho, e passados três minutos voltei e estavam elas a falar de doenças e de uma senhora que tinha perdido um braço no elevador e outras coisas do género carregadinhas de gore. Vá lá perceber esta gente! Esta última frase não tem nada de machismo, pois não quis dizer “as mulheres”, e também nao é nada contra a minha família, que até está bem atestada de gente insana. Foi só um apontamento humorístico para o final de tarde de sábado num fim-de-semana de Carnaval… ninguém leva a mal.
sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
A tradição já não é o que era
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
“Vá lá um copito, homem!”
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
Epá, pronto, este é o último post sobre o aborto!
Digamos que vamos entrando finalmente no século XXI, mas não sendo esse o propósito e tão pouco uma consequência desejável, este referendo mostra-nos que existem dois países dentro do mesmo território.
Um que quer ser mais solidário e humano, e outro onde se vive agarrado a dogmas e convicções ultrapassadas que se opõem claramente à evolução natural das mentalidades.
Seja como for, e ainda que a passo de caracol, lá vamos andando e mudando, crescendo e amadurecendo, e congratulo-me com este isso, aliás, dou os parabéns a todos e não só às mulheres, a todos! Ainda assim, ao reflectir sobre os resultados, apercebo-me das grandes diferenças entre os tais “dois países”: a norte e a centro, excepção feita ao Porto e a Castelo Branco (não me lembro se houve outros e vou mencionar as ilhas de propósito, não quero falar sobre a Madeira, já chega de tristezas), todos votaram não, e no sul votou-se sim… onde é que eu quero chegar com isto!? Pois bem, lá em cima eles são muitos e são praticamente todos primos, e agora vai ser mais fácil controlar o nascimento de gente lerda porque, com o devido acompanhamento e o tão desejado planeamento familiar, vai nascer muito menos gente poucochinha e talvez este país venha um dia a ser uma coisa de jeito e motivo de orgulho para quem o habita.
O meu sonho é acabar com tudo o que é kitsch, com a música pimba, etc., e tenho esperança que este é o caminho mais certo e seguro para lá chegar, e que será feito de forma cada vez mais consistente e coerente.
Depois da eleição de Cavaco Silva para presidente da república e do resultado do referendo de ontem, tendo em conta os opostos e tudo o que está no meio, já acredito que tudo é possível neste país.
domingo, 11 de fevereiro de 2007
Aborto e Democracia
Por favor sejam exigentes com vocês próprios, tal como são com os vossos governantes, e exerçam o vosso direito e dever cívico… pelo sim ou pelo não, votem! Não sejam mais peso no prato da balança que pende para degenerescência desta Democracia que ainda vai a tempo de resultar em aborto espontâneo.
Ainda têm perto de duas horinhas, levantem o cu do sofá e vão votar!
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
"Minha alma está parva..."
Ah valente!!
Abortos, crânios e cromos
A vida começa no início e acaba com a morte, não há dúvidas quanto a isto, mas será que somos humanos quando somos gerados, quando temos todos os órgãos a funcionar e um sistema nervoso central, quando nascemos, quando crescemos e amadurecemos, ou apenas somos seres humanos quando somos humanos? O aborto é um problema de saúde pública e uma questão de ética, não uma questão de moral. Ao fim de tanto tempo, será possível que a religião ainda se imiscua tanto na política!?
Todos somos pessoas, alguns de nós são humanos, mas muito poucos serão verdadeiramente políticos.
A Política não é a politiquice a que se assiste na maior parte das situações, muitas vezes firmada em interesses pessoais, começa em coisas simples como uma disputa entre vizinhos e acaba em discussões de interesse universal. Acabo este post com uma frase belíssima e muito pertinente: “o cérebro é uma coisa fantástica, toda a gente devia ter um”!
domingo, 4 de fevereiro de 2007
Digno de um filme de terror
sexta-feira, 2 de fevereiro de 2007
Experiências, gatos e bófias simpáticos
quarta-feira, 31 de janeiro de 2007
Ecran meu, ecran meu, haverá alguém mais idiota do que eu?
segunda-feira, 29 de janeiro de 2007
O verdadeiro espírito motard
quinta-feira, 25 de janeiro de 2007
Dica culinária: ovos
Para os esquecidos está feito o trabalho, mas para os interessados aqui fica a descrição de todo o processo:
1. encher uma tigela com água da torneira (Evian é cara e depois fica contaminada com caca da galinha, perdendo qualquer possibilidade de voltar a ser ingerida posteriormente) de forma que seja possível submergir completamente um ovo de galinha (o que também dará para ovos de codorniz mas será completamente impossível para ovos de avestruz), não se preocupem que não afogam o pintainho
2. colocar o ovo em questão dentro da tigela
3. observar o resultado
4. …não, o resultado já expliquei no princípio do blog, ide relê-lo, ide!
5. comentar este post fantástico
6. desligar a net e o pc porque está quase a dar o Dr. House
7. não, já chega de pornografia cibernética, tudo o que é demais enjoa!
8. este ponto já não interessa porque o pc já está desligado
9. o que é que eu disse!? vá a ver!
10. agora demorem-se...
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Pedido de desculpas
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
Post assim tipo Maria
Buahahahahahahahah! lol
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
Jipes, t-shirts e organização
domingo, 21 de janeiro de 2007
O espaço e tempo de um momento…
quarta-feira, 17 de janeiro de 2007
Séries, suores frios e mamas grandes
terça-feira, 16 de janeiro de 2007
Chico-espertismo, o reverso da medalha
Continuando no campo da justiça (social), e porque este país está mal e todos os esforços para contrariar o que já vai parecendo irreversível revelam-se inúteis, parece-me de facto haver uma solução para algumas daquelas nefastas e eternas questões. A ideia será pôr os chicos-espertos, que são realmente mais do que as mães – a taxa de natalidade tem vindo a decrescer mas ainda assim vão nascendo chicos-espertos e na esmagadora maioria são do sexo masculino – a trabalhar para o bem da comunidade. Ok, bem sei que parece um paradigma, mas penso que é possível e altamente viável, senão reparem: quando os melhores piratas informáticos são caçados, colocam-nos a trabalhar para as autoridades, e o mesmo poderia acontecer com os chicos-espertos. Trata-se de os apanhar, não necessariamente em flagrante porque toda a gente sabe quem são, para os pôr a colaborar inter e proactivamente com instituições como o DIAP, a PJ, as Finanças, a Segurança Social, etc. Os que fossem realmente apanhados teriam penas acessórias de trabalho cívico para impedir que outros fizessem o que esses tão bem sabem fazer, assim na lógica do it takes one to know one. Para aqueles que nunca são apanhados, porque não se consegue ver bem a sua matrícula, ou o vizinho é mole demais para agir, ou quem sabe dele até é amigo de infância e outras razões do género, há uma forma de os ir amolecendo através do receio de serem apanhados. Não será bem uma forma de tortura de terror, talvez assente mais numa noção de coação passiva. A ideia de fazer listas de devedores e publicá-las é genial, quer seja a nível central ou ali na mercearia do bairro, mas há outras possibilidades do mesmo género, por exemplo: quando vamos na estrada e nos fazem sinais de luzes, e refiro-me a mais do que um carro, porque um ainda nos deixa na dúvida, temos sempre a tendência para abrandar na expectativa de avistarmos um jipe da GNR ou uma operação stop da BT, pois bem, todas as forças policiais podiam e deviam andar na estrada em carros descaracterizados a fazer sinais de luzes a quem passa como se não houvesse amanhã, e essa era uma forma de andarmos todos acagaçados e respeitarmos os limites de velocidade que já por si são para cumprir mas muito poucos ligam a isso, e os velhos andam de vagar mas muitas vezes em contra-mão, por isso também não contam. Por um lado não se verificariam decididamente tantos acidentes, por outro não haveria tantos agentes da autoridade à beira da estrada a esconder as médias (os tipos não bebem minis, é mesmo médias porque não correm o risco de deixá-las aquecer) quando passam carros, parecendo desinteressados e sem mandar parar ninguém. Assim todos estaríamos instituídos de forma a actuar no sentido da organização social. Ok, todos menos os cegos, mas esses não causam acidentes de viação e tão pouco conduzem.
Há duas coisas em que os tugas são realmente bons e que me parecem ser a consequência lógica e inevitável uma da outra: o chico-espertismo e o desenrasque; era uma questão de se aliar uma à outra definitivamente, tornando-nos a todos conscientemente producentes.
domingo, 14 de janeiro de 2007
Ele há leis para todos os gostos e feitios, façam uma que funcione!
Tenho assistido a muita gente regurgitar todo o tipo de disparates e despropósitos, mas também tenho apreendido opiniões inteligentes e extremamente lúcidas. De entre muita coisa, há duas que são factos incontornáveis: ninguém é a favor do aborto e uma vida é vida desde o momento em que é gerada. Tudo bem, acho que ninguém contesta, mesmo os idiotas que afirmam categoricamente que os defensores do sim estarão a possibilitar um irreversível abrir de portas a um crescente e exponencial sem número de futuros abortos, mas acontece que os abortos já se fazem, com ou sem controle e com ou sem monitorização, mas vamos a factos (por tópicos):
- já se fazem abortos
- não há uma mulher que seja, que não sofra psicologicamente com a ideia, o acto e a consequência de um aborto
- existe uma lei que permite haver abortos sob vigilância médica para situações muito especiais (violações, etc.)
- esta lei não é cumprida
- existe a prática de abortos clandestinos
- há quem ganhe rios de dinheiros com isso
- muitas mulheres que fazem abortos clandestinos sofrem fisicamente, podem ficar sem a capacidade de ter filhos e até se sujeitam a morrer na altura ou com as complicações que daí podem advir
- muitas mulheres que fazem abortos clandestinos acabam por se ver apanhadas nas malhas da justiça, presas e julgadas como criminosas
- o aborto é considerado crime, não por uma questão ética ou moral, mas pura e simplesmente porque existe uma lei que assim o aprecia
Como referi anteriormente, não se põe em causa que um feto seja uma vida, que seja capaz de aprender ou registar sensações (sensações e não emoções), mas não é ainda um ser humano no verdadeiro sentido do termo. É um ser, sem dúvida, uma vida, mas…
- não é mais importante do que os seus pais
- não é obrigatório que venha ao mundo se estiver destinado a sofrer de uma doença ou de privações porque os seus progenitores ou a sua família não têm as mínimas condições de sustentabilidade
- ou que seja filho de alguém que leva uma vida desastrada ligada à prostituição ou a drogas
…entre alguns outros exemplos, não muitos, mas alguns. O que verdadeiramente interessa mudar é a forma como se tratam as mulheres que se submetem a abortos, porque vamos ser francos e honestos, sempre se fizeram e sempre se farão abortos, não há lei, referendo ou opinião que alguma vez venha a mudar isso, e de certa forma, se o sim vencer, será muito mais fácil controlar quem comummente utiliza o aborto como forma de contracepção. Porque também haverá quem o faça com esse propósito e de facto não está certo. Além de se alterar ou fazer uma nova lei, há que mudar as mentalidades e a forma como se encara o planeamento familiar, e se isto tiver de ser imposto, pois que se faça também uma lei nesse sentido. E já agora, uma vez que a natalidade é uma questão tão importante dos tempos que correm e nas sociedades ditas modernas, que se faça uma lei para ajudar quem quer ter filhos e não tem possibilidade de os ter fisiológica e financeiramente.
Sinceramente, para todas as regras há excepções e são elas mesmas que confirmam a própria regra, mas parece que é maior e mais significativo o desvio do que a normalidade, e é por tudo isto e muito mais que eu digo não ao aborto mas SIM à sua despenalização.
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Moda x Política
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
Hino à estupidez
sábado, 6 de janeiro de 2007
Top’s, trabalho e cortinas de casa de banho
Ah, esqueci-me de dizer que vim em trabalho. Bom fim-de-semana!
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
Abaixo-assinados precisam-se
“pelo fim da Revista e o uso inteligente dos subsídios para a cultura”
“pela não volta do Santana Lopes à política e o incentivo para que fique em casa a escrever”
“pela proibição de ingestão de bolo-rei por parte do Presidente da República”
“pela investigação séria e definitiva de todos os casos que metam futebol e putedo”
“pela detenção do Major e dos seus pandans”
“pela recuperação do Parque Mayer, nem que seja para pocilgas”
“pela implosão e consequente afundamento da ilha da Madeira”
Há certas coisas que têm de ser feitas mas não se sabe ao certo quantos somos os que assim as querem fazer, desta forma será mais fácil o entendimento e a mobilização.
(comentários em jeito de mais exemplos precisam-se…)
quarta-feira, 3 de janeiro de 2007
Sketches novos, vidas novas
- Marcos Mendes, de visita a uma escola secundária, perguntou se o conheciam dizendo que era o responsável pelo partido da oposição, muito importante na nossa democracia, que já tinha feito parte de um governo, etc. e tal, até que, perfeitamente resignado, disse “sou o ganda nóia do Contra Informação”… não interessa quem se riu e quantos foram, toda a gente ficou a perceber quem ele era!
- Paulo Bento mudou de penteado e está a fazer um esforço enorme para falar de outra forma, menos pausadamente e sem a sonoridade típica do castelhano, e conta-se que a equipa técnica e todos os jogadores do Sporting, no treino da manha seguinte à exibição do famoso sketch, apareceram de risco ao meio e a proferir insanamente a palavra 'tranquilidade' como se não houvesse mais nada para dizer!
O que dizer desta situação e da forma como o humor pode influenciar a política e o futebol? Pois bem, felizmente nenhum destes programas foi suspenso, mas quando o Hérman fez as tais rábulas históricas, nomeadamente a entrevista à rainha D. Isabel no Humor de Perdição (1987) foi suspenso a meio do programa… o que quero eu dizer com isto? Ainda não chegaram lá!? Vivemos numa democracia moderna e há liberdade de expressão, mas pelos vistos não se pode brincar muito com a igreja, that’s what!! O Diácono Remédios não serve de exemplo, pois é uma tentativa demasiado politicamente correcta para aferir se houve ou não mudanças nesse plano, e de cera forma os Gato Fedorento têm avacalhado a cena religiosa mas ainda não o fizeram no canal do Estado. Os antigos pilares da sociedade portuguesa, os famosos três 'F' (Fátima, Futebol e Fado), terão definitivamente passado para 'I-F-P', Igreja, Futebol e Política – nesta ordem. Já os queimaram, cozeram e torturaram, agora estão mais amenos e delicados, mas o efeito é o mesmo… muito pouco ou nenhum! Podem atrasar a cultura e a própria civilização mas não conseguem travar definitivamente a vontade e a determinação humanas. Quando queremos, podemos! Mesmo que 'deus' assim não o entenda, e acho mesmo que o tipo não foi visto nem achado para a maior parte, senão todas as decisões da igreja, o homem sonha a obra nasce e a vida acontece (“enquanto fazemos outros planos” e regras (idiotas)).
Fecho o post com uma frase engraçada que pode ter vários sentidos (vários é mais do que um, certo!?) consoante o momento e a forma como se diz: “some things never change and some things do”.
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
Ano novo, o mesmo blog
Resposta: penso divertir-me até já ser velhinho!
sábado, 30 de dezembro de 2006
Just one man…
quinta-feira, 28 de dezembro de 2006
Amigos, putas e vinho tinto
Há duas frases míticas que têm um grande fundo de verdade:
Um Homem mede-se pelos amigos que tem.
Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és.
Sendo assim, não sei bem o que sou, presumo que alguém mo dirá oportunamente, mas tenho a certeza que sou um colosso cheio de sorte. Um grande abraço e obrigado!
…ah!, o resto do título era mesmo publicidade enganosa só para causar efeito.
Parece um chupito, mas não é bem!
quarta-feira, 27 de dezembro de 2006
A little big bit of soul!
domingo, 24 de dezembro de 2006
O Natal é quando um Homem quiser!
sexta-feira, 22 de dezembro de 2006
“Quer emagrecer, pergunte-me como”
quinta-feira, 21 de dezembro de 2006
Línguas traiçoeiras e pensamentos malandros
quarta-feira, 20 de dezembro de 2006
Em vez de um Especial Natal, porque não um Especial Dentistas!?
Com tanta clínica e tantos dias por semana para escolher, logo tinha de vir calhar a uma clínica em Portalegre onde também vem o dentista à quarta-feira. Tenho de gramar o diabólico e carnificínico som da broca o dia todo, todas as quartas-feiras. Má sorte!
Quando tinha sete anos, na minha última vez em que fui a um dentista, fui tratado (na verdadeira acepção irónica da palavra "tratar"... da saúde!) por um facínora sedento de sangue, envergando uma bata branca que mais parecia um talhante. O indivíduo de trato gentil, aparentemente, conquistou a confiança do meu avô, que na falta dos meus pais me acompanhava nesse fatídico dia, e por conseguinte a minha também. Esfregou com o seu dedo indicador (inquisidor até soava melhor) uma pasta azulada nas minhas gengivas e depois dedicou-se à tarefa de desvitalização de um dente molar como se de partir brita se tratasse, à bruta e sem controlo. Tanto a criatura da bata como o meu avô (o tal do coelho) passaram o tempo todo a referir-se à minha humilde e desataviada pessoa como "fiteiro", "menino" e outras desconsiderações do género. Pois que passados aqueles vinte minutos infernais, que ainda hoje me parece terem sido duas semanas de tormento, o imoral malfeitor acabou por reconhecer que se teria “esquecido” (mais uma vez um termo irónico) de me dar a injecção de anestesia antes de começar. Tudo isto foi presenciado por mim, à distância, enquanto o bandido me filava e prendia o antebraço do meu avô, barrando-lhe a saída do consultório, falando-lhe ao ouvido com a sua pérfida língua bífida de forma quase sussurrada. O monstro, que não tem outro nome, teve a sorte de eu ser muito novo e de ter má memória para quem me faz mal, senão estaria hoje deveras arrependido. O azar dele, mesmo não me lembrando da sua cara ou do seu nome, é que eu tenho um blog e uma forma muito imaginativa de relatar verdades… bem feito!
Por falar em dentistas (…arrepio!) tenho mesmo de contar uma história, também ela verdadeira, que acho fantástica e carregada de um humor do mais fino que há. O meu primo (o Super-Pai) foi a um dentista com todos os dentes, com 50€ no bolso e sem qualquer manifestação física de dor. Esteve lá meia hora e saiu sem um dente, sem os 50€ que trazia e com uma dor de dentes que durou uma semana e ainda o fez lá voltar mais uma vez… pagando, claro! Onde está a parte cómica da história? a graçola? …é aquele tipo de humor preconceituoso, tipicamente meu, que só dá para algumas mentes mais perversas e corrompidas alcançarem, assim muito ao género do exagero que compus com o post dedicado ao Senhor dos Anéis.
terça-feira, 19 de dezembro de 2006
Bifanas e canecas de leite morno
Quando venho de Lisboa para Évora e faço o trajecto pela estrada nacional, muitas vezes paro em Vendas Novas para comer umas bifanas (sempre duas, pelo menos!). A última vez que lá estive veio-me uma ideia à cabeça: alguém, no seu perfeito juízo, terá coragem para pedir uma tosta mista (ou uma sandes de presunto) num café em Vendas Novas? Pode parecer estranho colocar esta questão mas não se brinca com tradições (ou sim), e a bela da bifana de Vendas Novas já é um marco histórico e incontornável nas viagens de e para Lisboa. É a volta típica que faço muitas vezes nos meus passeios de mota, isso e os pastéis de toucinho em Arraiolos (sim, tem mesmo toucinho mas não sabe). Engraçado foi aqui há muito tempo, teria eu uns quinze aninhos, quando comecei a fazer as minhas primeiras incursões pela vida nocturna eborense, e fomos parar ao Manel dos Potes. Fizeram uma aposta comigo em como não conseguiria chegar até ao “barman” (sim, para quem conhece o local esta palavra até parece uma anedota), dar uma murreana no balcão para que toda a gente ouvisse (e ouviu!) e dizer: “quero um canecão de leite… morninho!”. Escusado será dizer que foi a cena da noite e fizemos sucesso com as universitárias. Nessas idades é coisa que marca! Agora estou à espera que novos desafios me sejam lançados, e esta ideia da tosta mista, dado que também é coisa que gosto muito, é mesmo para se fazer num futuro próximo. Até hoje só perdi duas apostas, e saíram-me caras, mas isso é conversa para outros locais menos virtuais.
segunda-feira, 18 de dezembro de 2006
Natal e Circo
domingo, 17 de dezembro de 2006
O Senhor do Comando
Play it again Sam!
sábado, 16 de dezembro de 2006
Cidade x Campinho
sexta-feira, 15 de dezembro de 2006
Long live and god save Quim Bóio
Em Inglaterra, um homem, e vamos identificá-lo como Bóio, Quim Bóio, foi encontrado a dormir numa linha de comboio, mas não se tratava de uma linha de comboio num local remoto e isolado, foi mesmo numa de oito ou nove linhas situadas numa zona que, a julgar pelas imagens, mais parecia um terminal ou uma estação. O Quim estava tão alcoolizado que nem se apercebeu de nada nem sequer acordou com as várias composições que passaram, e segundo referiu o pivot do telejornal, até fez do carril almofada para a cabeça. O que dizer de uma coisa destas? Ca’ganda carraspana, fogo!? Nem interessa porque razão o desgraçado se embebedou daquela forma, como se não houvesse amanhã, mas o pior é que além desse motivo ainda vai ter, muito provavelmente, de cumprir até seis meses de pena, visto ter sido acusado de obstrução de linha de caminho de ferro e ter provocado atrasos consideráveis e prejuízos significativos. E como foi o Quim descoberto, perguntam vocês? Aparentemente, os milhares de câmaras de vídeo-vigilância espalhadas pela cidade de Londres, que muito me chocam como princípio, até serviram para evitar que o tipo fosse passado a ferro enquanto dormia. Ganda maluco!
quinta-feira, 14 de dezembro de 2006
Josh Groban, o fenómeno!
quarta-feira, 13 de dezembro de 2006
Biografias e entrevistas a gente com (pouca) cabeça
Depois de reler o post anterior, e à luz dos recentes acontecimentos, acho inaceitável o que tem acontecido nos últimos dias. Há os que aceitam dar entrevistas em que confessam ter posto bombas em aviões, isto depois de trinta anos de silêncio; outros aceitam que se façam biografias sobre a sua vida, em que confessam terem sido responsáveis por pagar a capangas para que dessem sovas em alguém, a mando de dirigentes de clubes desportivos… Sinceramente, o que é que está a acontecer à justiça neste país? E às mentalidades individuais ou à noção de consciência comum? Já vai sendo cada vez mais normal ser-se cínico e contar-se as coisas apenas e só por dinheiro ou notoriedade e nunca por responsabilidade, sentimento de culpa ou arrependimento. Não preciso de reflectir muito para chegar à conclusão que esta gente me mete uma bequinha de nojo... assim a atirar para o bué!
terça-feira, 12 de dezembro de 2006
Livros de cabeceira por gente sem cabeça
Nos dias que correm toda a gente que é gente, e isto significa mesmo TODA a gente, escreve um livro. Quer dizer, escrever não escreve, mas lança assunto para que se escreva um livro sobre a sua pessoa, assim em jeito de biografia. Desde o governante has been, ao político never was, passando pelo coveiro solitário, o árbitro polémico, ou até mesmo a ex-striper/puta-amante do dirigente de clube de futebol, qualquer pessoa pode ganhar dinheiro e protagonismo com uma biografia feita sobre si ou apenas sobre um pormenor ou um momento específico da sua vida. É ridículo! Sinceramente, já espero uma biografia sobre o Emplastro ainda a tempo de forrar as prateleiras da Fnac antes do Natal. Como em toda a obra de ficção que se preze, livro ou não, qualquer semelhança entre a realidade e um sketch dos Monty Python será pura coincidência. Este país é um antro de vendidos! Isto é curioso, quase, quase a roçar o cómico, mas não deixa de ser grotesco.
segunda-feira, 11 de dezembro de 2006
Monopólio da idiotice ou idiotas a jogar Monopólio?
Será que o Vale e Azevedo, quando era puto, gostava de jogar ao Monopólio? E se sim, era pessoa para ganhar ou passava a maior parte do tempo a ir directamente para a prisão sem passar na casa de partida e sem receber 2000€?