quinta-feira, 7 de novembro de 2019

U2, Coldplay e a mesma receita

Estava eu no trânsito a ouvir rádio no carro (coisa rara!), aparece uma canção que ainda não tinha ouvido e dou comigo a pensar...

- “olha, os U2 têm música nova... é a mesma merda mas esta até tem um baixo bem fixe, não é só palhetada!!”

Fiz Shazam... é Coldplay!!

LOOOL

sábado, 12 de outubro de 2019

Filmes, vilões and maybe the joke is on us

Há pouco mais de uma semana vi o filme Joker no cinema, logo em dia de estreia nas salas portuguesas, e só agora escrevo porque tem levado tempo a digerir algo que me marcou de forma indelével e até me arriscaria a referir que o que vi, ouvi e senti naquela sala ainda ecoa nos meus pensamentos e sonhos... mas nem um único pesadelo tive!

O filme mostra uma perspectiva muito diferente de uma personagem que cresceu com inúmeras interpretações ao longo de décadas. Jack Nicholson, Heath Ledger, Mark Hamill e outros deram muito de si, individual e criativamente, moldando uma personagem tão icónica e única como a de Joker. A par dos actores que a encarnaram, também temos vários realizadores com noções e ideias que, ora se aproximavam, ora se afastavam da banda desenhada.

Filme após filme, série após série - real ou de animação - cada interveniente contribuiu com a sua perspectiva... até mesmo o Jared Leto no papel secundário de Joker no filme Suicide Squad... mas o argumento e a realização muito bem conseguidos por parte do surpreendente Todd Phillips (que também teve como companheiro de escrita Scott Silver), também a fotografia de Lawrence Sher e a genial e extremamente envolvente banda sonora de Hildur Guðnadóttir, trouxeram uma lufada de ar húmido, viciado e bafiento, com tudo o que isso pode trazer de bom e útil para o contexto de degredo e alienação em que Gotham se insere, no reino da ficção e no universo multicolorido dos super-heróis. É uma obra prima que já se faz notar numa lista muito exclusiva e honrosa de filmes icónicos e marcantes.

No que diz respeito ao actor do momento, a performance de Joaquin Phoenix é brilhante, soberba, arrebatadora! Arranca de nós coisas boas e más ao mesmo tempo, de uma forma intensa e inesquecível, que promete ir-se desenvolvendo sub repticiamente, provocando novas marcas e cicatrizes, à medida que pensamos e revisitamos o que sentimos naqueles momentos de visualização de algo diferente e tão irrequieto. A sua entrega ao papel provoca-nos sensações múltiplas e por vezes até desajustadas. Sentimos pena e lamentamos, mas também somos forçados, de forma estranhamente deliciosa, a sentir empatia com tal personagem, ao interiorizar uma pequena parte da sua raiva ao longo de uma viagem que se inicia com uma pessoa insegura, ansiosa, medrosa e vítima de todo o tipo de bullying, terminando com o desabrochar mágico, inevitável e por nós tacitamente aceite, de alguém que natural e violentamente se revolta contra uma sociedade podre e socialmente falida, desproporcional e altamente desequilibrada, numa amotinação contagiante contra tudo e todos, deixando apenas de fora outros párias sociais em quem ele ainda se revê.

Quanto a mim, o desempenho de Phoenix, que se baseou nas personagens principais de Taxi Driver e A Clockwork Orange para talhar o seu Joker, não mancha o trabalho desenvolvido anteriormente por outros actores e cola, quase de forma perfeita, com a performance mais musculada de Heath Ledger em The Dark Knight realizado e escrito por Christopher Nolan.

Muito se tem escrito sobre o filme Joker e esta minha crítica é apenas e só mais uma opinião... e até sei que nada de original trará à internet, mas tinha de "desabafar" e trazer para este cantinho do éter a minha perspectiva.

Adorei o filme, encantei-me com o resultado final de um trabalho de co-produção com a chancela de Martin Scorcese que já estava prometido há algum tempo e fiquei siderado com os desempenhos do realizador Todd Phillips e Joaquin Phoenix. No imdb dei 10 estrelas... coisa rara!!

domingo, 18 de agosto de 2019

Séries, jogos e futebol

Algumas coisas fazem-me ter dificuldade em ser uma pessoa normal, como passar um fim-de-semana a ver a série Shameless, uma tardada a jogar GTA V na consola ou ver programas de comentário futebolístico com aqueles três artistas (não importa o canal, são todos maus, mas a CMTV é o pior!).

Se alguma destas coisas me for "dada" em dose reforçada, sinto que deixo de ser uma pessoa decente e os meus instintos mais, primários, bárbaros e animalescos tomam conta.

E é por isto que eu também não me dedico à política.

terça-feira, 6 de agosto de 2019

Rádio, anos e temas clássicos

Hoje estava a ouvir rádio no carro de manhã e aparece um tema do Bryan Adams, seguido da seguinte informação facultada pelo radialista, tão pertinente quanto inquietante: "não parece mas este tema já tem 35 anos!!".

Fiquei uns bons 5m no carro, parado, completamente atónito. e às tantas dei comigo a pensar: "mas como é que pode!?".

Até chegar aos 40 nunca nada disto tinha acontecido e agora estas pequenas e desagradáveis surpresas sucedem-se e sempre com o seu quê de chato e destabilizador.

Já me começava a irritar o facto dos futebolistas serem mais novos, dos filmes de super-heróis terem miúdos nos papéis principais... e pergunto o que virá a seguir... e tenho receio de pensar nisso!

terça-feira, 16 de julho de 2019

Manhãs, duche e dentes fa-si

Há qualquer coisa de inusitado e fantástico no estranho e (só) aparentemente incompatível acto de lavar os dentes enquanto se toma um duche. É uma sensação mágica e surpreendente de quente por fora e fresco por dentro... quase a lembrar aquelas sobremesas chinesas das bolas de gelado fritas!

sexta-feira, 21 de junho de 2019

Trump, Irão, Rússia

Donald Trump ordenou um ataque militar contra o Irão... epá, lá se vão as férias!! (à conta de, muito provavelmente, acabar a vida na terra em breve). Que chatice!!

sexta-feira, 7 de junho de 2019

Bee Gees, Pink Floyd e mashups

Hoje só consigo dizer... OHMFG, THIS IS FUCKING BRILLIANT!!!



Extra kudos para quem se lembrou, porque eu faço muitos mashups na minha cabeça e nunca dei com este e está fantástico!!

quinta-feira, 30 de maio de 2019

Relações, encher e transbordar

Ouvi noutro dia uma frase, a propósito de amor romântico, que dizia assim...

"se não for para me transbordar, não me encha"

Claro que todos os relacionamentos são úteis, na medida em que aprendemos sempre com quem passa pelas nossas vidas, mas é uma perspectiva interessante pensar que uma relação só vale mais ou mesmo a pena se for intensa, positiva e de construção. Mas mais importante do que pensar em alguém que nos encha - a transbordar - de vida, emoções e sensações boas, é realmente entender que quem nos deve preencher somos nós próprios.

Por mais que se goste e se ame alguém, se não estamos completos e não temos muita auto-estima, damos muito espaço para que a outra pessoa nos preencha e assim não estamos em sintonia, tão pouco em sincronia e não seremos pares, o que pode provocar situações menos agradáveis, desconfortáveis, viciantes e até de abuso. Este desnível é óptimo para potenciar relações tóxicas.

Por outro lado, se estivermos amadurecidos nas nossas ideias, decisões e objectivos, tranquilos e cientes de que estamos bem sozinhos, mas que com outra pessoa ao nosso lado pode ser ainda melhor, mágico até, aí sim, a outra pessoa transborda-nos e uma relação torna-se fantástica e única.

Nesta fase em que é tudo tão fácil, de processos acelerados e de uma ligeireza extrema, vale a pena estar algum tempo sozinho para investir, talvez não na pessoa certa, mas no momento certo!

quinta-feira, 16 de maio de 2019

Festival da Canção, Osiris e ir de conan

Depois do Salvador Sobral não me apraz tocar no assunto "Festival da Canção"... mas abro uma excepção para um comentário a esta pérola:

Isto sim, é um título!!


quinta-feira, 9 de maio de 2019

Machos, femeas e inversão de papéis

Ontem vi o filme Cold Pursuit com o Liam Neeson. Típico filme de acção e mais um de perseguição e porrada da grossa para o cardápio do actor.

A premissa é batida mas ainda assim interessante, embora o filme esteja mauzinho. Fraco ao nível da realização e principalmente na edição. Enfim...

As coisas vão-se sucedendo de forma meio atabalhoada e algo desconexas mas a acção desenrola-se, o Liam vai despachando tipos, que claramente meteram a pata na poça ao terem-se metido com a família dele, e às tantas, dois capangas do vilão têm mais diálogo do que o normal neste género de filme. Ok, tudo bem, enriquece a história. Começam a falar de férias e tal, normal, mas passado um bocado a conversa torna-se demasiado pessoal e a câmara inclina-se lentamente para baixo, mostrando que eles estavam de mãos dadas e a trocar mimos e carícias desde o início da cena, no driveway da mansão do vilão, dentro do carro. Aparece um terceiro na cena, a uns metros do carro a fumar e os dois jagunços não se fazem rogados, trocam umas carícias e a cena termina com os dois a beijarem-se apaixonadamente, determinados e sem medo. Ah, valentes!

Epá, não que haja algum mal nisso, pois sou todo pró relações de todos os género (e feitios), desde que sejam consensuais. Cada um é como cada qual e claramente o amor não tem limites. Pode muito bem acontecer entre tipos super másculos, musculados e viris, com cara de mau e que vestem fatos escuros para esconder pistolas, mocas, facas e punhos ingleses em tudo quanto é bolso - dando todo um novo significado à clássica piadola “isso é uma pistola que trazes no bolso ou estás contente por me ver?” - mas uma coisa é certa e fica patente neste filme: já não há gangsters como antigamente!

Na onda do politicamente correcto, que atinge os EUA nesta altura, nem sei como ainda não fizeram do Negan do The Walking Dead, do Captain Kirk do Star Trek ou do Thor dos Avengers (e agora dos Guardians of The Galaxy)gays e romanticamente enleados com outras personagens principais nas suas respectivas tramas e histórias... talvez seja só uma questão de tempo. Nesta onda de transformação, já estou à espera de um Lando Calrissian gay neste novo episódio de Star Wars. Da Disney, que dá cabo de tudo o em que toca - ainda que, ao jeito do Rei Midas, também crie ouro com fartura, já espero qualquer coisa.

Mulheres rijas, duronas e destemidas - não necessariamente lésbicas - a dominarem a acção e homens sensíveis e delicados a dominarem as relações, é o que está a dar. Sinais dos tempos, sem dúvida!

terça-feira, 30 de abril de 2019

GOT, MCU e WOW

Ontem à noite, às escuras e com o surround ligado, numa tv de 42", vi o terceiro episódio da oitava temporada de Game of Thrones... beeeeeem, fiquei fisicamente mal disposto! Depois dos primeiros minutos, o episódio é de uma intensidade impressionante, incrível mesmo! Nunca tinha visto nada assim em televisão.

Relativamente à história, estava à espera de mais do Jon Snow mas é compreensível e gostei de tudo o que vi.

Esta temporada é qualquer coisa de fenomenal e ao contrário do MCU - Marvel Cinematic Universe, por exemplo, e para mencionar algo comparável, os argumentistas e produtores de GoT conseguem dar protagonismo às mulheres de uma forma credível, justa e dignificante, sem falsos moralismos e cenas xoninhas só com mulheres, como acontece numa cena de batalha durante o filme Avengers Endgame, em que aparecem as mulheres todas  juntas a lutar... epá, demasiado lame e estupidamente PC (politicamente correcto).

Enfim... Go Arya and Brienne!! #got-me-too

sexta-feira, 19 de abril de 2019

Coisas, feng shui e leanving

Recentemente tornei-me adepto do Feng Shui. Nas divisões da casa, sim, mas principalmente na divisão que mais mobília, arte e tralha tem pendurada e espalhada... a minha cabeça!

No filme Fight Club a personagem de Brad Pitt diz: "the things you own end up owning you". É bom ter algumas coisas, de preferência úteis ou com significado, mas importante é não as deixar amontoar e que não se tornem empecilhos.

Em conversa com um amigo apercebi-me que ele inventou uma expressão para isso: Leanving.

segunda-feira, 15 de abril de 2019

Catedral, fogos e incendiários

A propósito do incêndio na Catedral de Notre-Dame, de património religioso e edifícios icónicos...

Antes uma catedral do que a casa de alguém!

E uma campanha de recolha de donativos para a reconstrução... será que ouvi bem? Está tudo maluco!?!?

O Vaticano tem que chegue para pagar as obras de reconstrução de Notre-Dame, umas quantas catedrais novas, encomendadas a arquitectos conhecidos, mais as indemnizações às vítimas de violações e assédio sexual e ainda fazer uma festa de arromba com a padralhada toda, freiras, beatas, acóitos, devotos e demais entusiastas, à espera que a sua senhora apareça lá por cima das oliveiras.

sexta-feira, 5 de abril de 2019

Moçambique, ajuda e música manhosa

Sinceramente, Moçambique não passou já por tanto nos últimos tempos, para agora ainda terem de aturar aquela música manhosa que fizeram em jeito de tributo para juntar dinheiro e ajudar? É que não ajuda nada, antes pelo contrário.

A música é sombria, tenebrosa, manda para baixo e dá vontade de cortar os pulsos!!

Se é para ajudar com boa energia e até para juntar dinheiro, então façam uma música bem disposta e animada, que dê vontade de levantar o cu do sofá e ajudar, nem que seja agarrar na App de homebanking e fazer uma transferência.

Ichhhh!!