quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Trump, Brexit e Rússia

Esta confusão toda à volta da questão "Trump" tem-me deixado perplexo. Tenho andado à nora, mas depois de ter lido algumas coisas e trocado impressões com algumas pessoas interessadas na questão da economia global, acho que começo a entender o porquê disto tudo...

É só uma teoria, mas lá que faz sentido, isso faz!

Têm noção que a bolsa americana (Wall Street) tem batido records positivos desde que o Circo Trump chegou à cidade? E em que noticiários ou jornais é que isso aparece? Porque é que não é analisado a par das questões climáticas, dos refugiados e do Obamacare!?

E os nomeados pela administração Trump para as várias pastas, que não têm experiência nem conhecimento nas áreas para as quais foram escolhidos serem todos milionários, com ligações a Wall Street e alguns até à Rússia e a Putin pessoalmente? (quando a bandeira de campanha era "limpar Washington" da corrupção e do lodo que Wall Street trazia para a Main Street)

E a força da FOX News nos últimos anos e esta postura do "fake news" face aos media dos outros grupos?

E porque é que muito disto tem ligações ao caso OJ Simpson e ao nascimento da FOX News, da reality tv e deste circo mediático que são os EUA?

E como é que a Rússia e a Inglaterra pós-Brexit se encaixam nisto?

E o porquê da zanga dos chineses face à nova postura americana?

E lembrar o que aconteceu na Grécia quando tentaram sair da UE à má-fila, quando geograficamente são fundamentais na lógica do petróleo e do gás por causa dos problemas com o Irão no estreito de Ormuz?

Cá para mim, pode muito bem ser uma manipulação dos Rotschilds, Rockefellers e afins, que são "a mão que embala o berço" da economia americana há muitos anos!! Faz todo o sentido metermos a Rússia ao barulho (por causa dos oleodutos e gasodutos na zona da Siria e Ucrânia), o UK pós-Brexit que mantém a economia a funcionar mesmo fora da UE, e tudo isto, especialmente numa altura em que se começa a falar de taxas de juro na Zona Euro, ao mesmo tempo que nos apercebemos do boom económico americano devido a uma postura nacionalista e proteccionista do Nacional-Trumpismo, com uma clara aposta nas energias clássicas (petróleo, gás e carvão), nos investimentos em obras públicas, em detrimento da indústria do armamento, e do rasgar de inúmeros acordos para trazer aos EUA os postos de trabalho que saíram...

...ahhh, assim já começo a entender a mudança de paradigma e as forças que estiveram por trás da campanha e eleições americanas e que continuam a mexer os cordelinhos nesta nova fase, pois!

Sinceramente, não me parece que Trump e a sua corja sejam uns meninos de coro que se estejam oportunamente a aproveitar de uma situação inédita. Acho mesmo que isto é um esquema muito bem montado.

Numa altura em que há visíveis mudanças de paradigmas a nível da economia, seja pela informação a que temos acesso e pela mudança de atitude de muitos face à saúde, alimentação, energias renováveis, etc., seja pela questão de oportunismo e/ou chico-espertismo se tivermos em conta fenómenos como o AirBnB, Uber e outros que fortalecem a economia paralela... uma coisa é certa, os senhores do dinheiro, os tais 1%, vão fazer de tudo para manter o poder e o controlo. Por isso acho mesmo que isto é propositado e controlado ao milímetro.

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Política, comédia e actualidade

À medida que vou estando atento ao que se passa na Europa, em particular no UK, e nos EUA, sinto que ando apreensivo, por vezes triste e quase sempre morto de festa e regalado até mais não e uma coisa é certa, não falta material à malta do humor e da comédia para trabalhar.

O Trump, o Tea Party e a canalhada republicana e democrata nos EUA, o Farange e a May no UK e outros artistas espalhados por essa Europa fora, parecem andar determinados em dar calinadas, montar caldinhos e meter os pés pelas mãos.

De tanta gente interessante que anda por aí no mundo da comédia, seja a fazer stand-up, programas noticiosos humorísticos ou até talk-shows, estes são os meus preferidos...

John Oliver
O programa é o Last Week with John Oliver e é simplesmente fantástico! Ele é super divertido, bem disposto, genuino, frontal e atrás dele tem uma equipa que, para além de trabalharem muito bem a parte humorística, fazem jornalismo de investigação a sério.

Trevor Noah
Foi o escolhido para substituir o mítico John Stewart no Daily Show e apesar de ser excelente no papel, no início não foi pacífico para quem seguia o programa e principalmente assistindo ao trabalho que o John Oliver e a Samantha Bee têm vindo a fazer, antes no Daily Show com o John Stewart e depois, cada um com o seu novo programa. Mas o Trevor é um senhor, astuto, brincalhão, bem disposto, frontal e apesar de achar que os correspondentes não estão ao seu nível (nem ao nível da equipa anterior), ele está muito bem e encheu e de que maneira os sapatos do anterior pivot.

Samantha Bee
Era uma das correspondentes da equipa anteior no Daily Show e o seu novo programa é muito interessante. Ela é super divertida, acutilante e tem uma equipa de escrita de enorme gabarito. O programa é o Full Frontal with Samantha Bee.

Seth Meyers
O Seth é um curtido, porreiraço e para além da macacada típica de um talk show, levou o Late Night da NBC para caminhos muito mais sérios e interessantes, pegando no que ele fez durante muito tempo no SNL, como news anchor a avacalhar com tudo o que se passava na actualidade e no formato do Late Night with Seth Meyers, ele está muito bem.

Steven Colbert
Substituiu o mítico David Letterman no Late Show da CBS e trouxe o seu estilo do Steven Colbert Report da Comedy Central para um talk show, que já de si tinha muita sátira política. É um senhor com um centro de gravidade humorístico muito interessante e com muita experiência no domínio da ironia política. O programa é o Late Show with Steven Colbert.

Jonathan Pie
No UK temos este animal da sátira política. Com um estilo bem diferente dos comediantes americanos, é acutilante, mordaz e brutalmente honesto a roçar a ferocidade animalesca que os (maus) políticos da actualidade merecem ter a morder as suas canelas. Não tendo um programa num canal televisivo e fazendo principalmente espectáculos ao vivo, está presente no YouTube e no Facebook com vídeos muito interessantes.

segunda-feira, 9 de janeiro de 2017

Meryl, Trump and the force

Há pessoas assim, excelentes na sua profissão/arte e conseguem dedicar mais tempo aos outros do que a si próprias, gosto disso!!

Deste fantástico discurso retira-se tanta, mas tanta coisa boa, que nem consigo referir outra que não a que me é mais grata e familiar... "Take your broken heart, make it into art" - Carrie Fisher

Em relação aos trumps deste planeta, este ano será duro, exigente e de luta constante... and 'may the force be with us'!

sábado, 17 de dezembro de 2016

Ray Donovan, Billions e séries boas

Adoro séries! Principalmente séries dramáticas tipo House e The Newsroom.

Recentemente apanhei um episódio marado da série Ray Donovan na televisão, enquanto investia 3 ou 4 minutos num zapping que se revelou altamente produtivo e fiquei siderado com o que vi. Ri-me com um capanga gordo a roubar um frango num supermercado e a fugir do segurança e logo a seguir levei um soco no estômago com o emaranhado de situações em que o gordo estava enfiado. Decidi ver tudo desde o início.

A série está muito bem realizada, tem excelentes actores, uma história interessante e situações que ainda não tinha visto na tv e se tentasse, não conseguiria imaginá-las...

Diria que tem um bom bocado de Shameless, um pedacinho de House of Cards e uma migalha da patine típica que Tarantino e Guy Ritchie emprestam às suas histórias.

Surpreendente, dinâmica, emocionante e prende do início ao fim de cada episódio. Bela série!

...e o 7º episódio da segunda temporada é uma pérola. Belíssimo!!

Outra que me deixou completamente à nora, de tão fantástica que se revelou, é a série Billions... Paul Giamatti e Damian Lewis!?!? ...nem é preciso dizer mais nada!

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Sexo, educação e inadaptação

Numa altura em que certos conceitos, tidos como garantidos durante tanto tempo e tantas gerações, como casamento, família, sexualidade ou género, são postos em causa, discutidos e até pervertidos, chego à conclusão que a Educação, sendo normalmente super-hiper-mega importante, passa agora e nestas áreas a ser fundamental.

Que a ignorância gera receios e medos, todos sabemos. Que a falta de informação possa mexer tanto com a nossa paz de espírito, felicidade e adequação ao mundo e contexto individual e social em que nos inseridos, talvez seja uma noção recente.

Especialmente em questões de sexualidade, sexo, relações e intimidade, a Educação tem um papel fulcral no desenvolvimento de cada pessoa, como indivíduo e como parte de um grupo, de uma família e de uma comunidade.

Achei esta Ted Talk por acaso no YouTube e achei genial, lúcida, positiva, altamente transparente e por demais pertinente nos dias de hoje...



Deixo também outras coisas interessantes que vi:
Romantic Competence | Joanna Davila
The New Rules of Marriage | Jessica O'Reilly
Dating & Relationships | Dan Ariely

Já dizia William Shakespeare: "Expectations are the root of all heartache"

domingo, 4 de dezembro de 2016

Poder, potência e power to the people

Julgando pelas séries e filmes americanos que tenho visto, como Aquarius, House of Cards e The People vs. OJ Simpson, em que faz impressão e mete nojo a lógica insidiosa, mesquinha e oportunista por trás da política, da advocacia e da imprensa naquele país... juntando ao que se passou nas eleições de Novembro e o que se tem visto depois...

...that country is not a super power... it's a fuckin' powder-keg!!

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Música, temas e recordações

Que a música tem magia, ninguém duvida. Agora, que a música de alguns artistas é transcendental e nos transporta instantaneamente para o rebuliço ou a calma das nossas memórias mais vívidas, isso já é relativamente subjectivo.

Quando ouço temas de certos artistas, como Norah Jones, Alanis Morisette, James Taylor, Paul Simon, Bob Dylan, mas também The Beach Boys, The Doors ou K's Choice, entro num frenesim de emoções que só mesmo sonhando lá chegaria. É imediato e é uma viagem absolutamente fantástica!!

Os primeiros acordes do piano de Norah Jones, as harmonias vocais de Simon & Garfunkle, a sensibilidade de James Taylor ou Martin Sexton, os arranjos dos temas de K's Choice ou Dave Matthews Band, os solos de órgão de John Lord no Made in Japan dos Deep Purlpe de Manzarek no In Concert dos The Doors, o riff do Creep ou Paranoid Android dos Radiohead, a frescura de qualquer tema de Alanis no álbum Jagged Little Pill, as vozes inconfundíveis de Phill Collins ou Dave Matthews, a rouquidão de Bob Dylan ou Bryan Adams, o baixo de John Deacon no Millionaire Waltz em simultâneo com o piano de Freddie Mercury e os estrondosos coros nos temas de Queen, o Dark Side of The Moon dos Pink Floyd, o som da Guitarra semi-acústica tocada pelo Clapton no Unplugged ou a banda que acompanha o Rod Stewart no concerto ao vivo da mesma série da MTV na década de '90, o vozeirão de Janis com os Kosmic, Big Brother ou Full Tilt, a envolvência do Gravity de John Mayer ao vivo ou em estúdio, a brutalidade do Don't Let The Sun Go Down On Me de Elton John, a leveza de Ben Harper com a sua voz e a lap steel guitar... tanta coisa boa que me vem à cabeça e aflora na pele quando oiço estas (e tantas outras) músicas...

A Música é fantástica!!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

House of Cards, Veep e a puta da loucura

Gostava de saber até que ponto a série House of Cards e forma como descreve com algum detalhe a maneira como os clãs e as famílias políticas funcionam em Washington trouxe à memória as famílias Clinton, Bush, Kennedy e outras... redundando numa expressiva votação em Trump, que, embora não o seja - longe disso, até - se afirma como um outsider anti-establishment...!?

Por outro lado, passamos da seriedade acutilante de House of Cards para a puta da loucura de Veep!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Selfies, egocentrismo e lições morais

Já há muito que venho dizendo que o culto da mediocridade que se faz com as redes sociais, a reality tv, a música a metro, o entretenimento fácil, as séries pejadas de violência gratuita, os filmes manhosos de domingo à tarde (Adam Sandler e companhia), os smartphones, as selfies, os 5m de fama no YouTube e a main stream media vinha minando e embrutecendo a cabeça de muita gente.

É nas eleições americanas, no resultado do referendo do Brexit no Reino Unido, mas também no golpe de estado no Brasil, nas sucessivas eleições em França, Áustria, Hungria, Países Baixos e outros, com a direita a ganhar terreno, que se prova isto mesmo. A ignorância fortalece o medo, em certa medida dando a ideia de o vencer, mas que acima de tudo o medo fomenta a ignorância que se alastra a passos largos, quase exponencialmente.

Como refere o MEC na sua brilhante crónica de hoje no Público, a Democracia está a ganhar em todas as frentes. Sejam outsiders, anti-estabelecimento, anti-sistema, hacktivistas ou o que for. Não são só os republicanos nos EUA mas também os Anounymous um pouco por todo o lado. Esta vontade de afirmação, de luta, de impor uma nova ordem não vem só de cima, dos senhores do mundo, vem de todo o lado, da maioria dos habitantes deste planeta.

Já ninguém se contenta com pouco. Pouca gente se conforma com a sua vidinha mediana. A Maioria das pessoas quer mais e melhor... e já!

O peso da individualidade que recai sobre as pessoas que se afirmam nas redes sociais, vestindo a pele de comentador e 'treinador de bancada', consumindo informação de páginas, blogs e sites e do eventual programa de televisão, rotunda num estrondoso egocentrismo que se revela uma verdadeira arrogância e prepotência que toma conta de assalto da opinião de muitos. E toda a gente tem a sua, claro! Anda tudo a vomitar as suas postas de pescada e a julgar que se é mais e melhor por isso.

Seja como for, vivemos tempos estranhos mas interessantes.

Há uma lição a retirar disto tudo and we must deal with it!!

Trump, brexit e medo

Ora bem... numa arriscada tentativa de tentar compreender o que raio se passou com as eleições americanas, só posso chegar a esta inusitada conclusão:

Quem realmente vence nesta noite, como aconteceu no Reino Unido com a vitória do Brexit, mas também um pouco por toda a Europa e com alguma relevância em países como na França e a família LePenn, mas também na Hungria, Países Baixos, Áustria e outros, é o medo! Quem sai destacadamente à frente, ainda que estatisticamente por uma margem relativamente pouco confortável, é a vontade de mudar 'só porque sim' e o receio da continuidade 'só porque já chega'.

A Hillary Clinton representa, aos olhos da maioria dos americanos, a imagem gasta e amarrotada do estabelecimento. Só assim se explica que tantos, que inicialmente votaram no Bernie Sanders, candidato também anti-estabelecimento, agora se tenham voltado para Donald Trump. Mas acontece que Trump não é só um outsider que tomou de assalto o Partido Republicano, um anti-estabelecimento. Trump é, principalmente, um anti-sistema! Senão, basta ver a sua postura ao avisar antecipadamente que não aceitaria os resultados caso perdesse as eleições, a sua briga constante contra as empresas de sondagem (nesta, se calhar até tinha razão, porque todas falharam!) e toda a sua forma de estar, de falar e de destilar veneno.

Donald Trump é o cúmulo do egoísmo, do egocentrismo, da má-educação, do desrespeito pelas regras, de uma total inadaptação a uma posição de base ou mediana numa qualquer hierarquia, da incapacidade de se retractar pelos abusos, disparates e mentiras que profere na sua verborreia habitual, enfim, a prova viva de que qualquer idiota pode chegar a Presidente dos EUA.

Mete medo!? Ah, pois mete! Porque este menino não venceu só as eleições, o Senado e a Casa dos Representantes, bem como o Supremo Tribunal, estarão sob o controlo de um Partido Republicano completamente esfrangalhado com o decorrer da campanha, desde as primárias até à noite das eleições. E o Tea Party, Ted Cruz e companhia ganham força com isto e alto lá, que esses, então, não são para brincadeiras e têm uma agenda muito bem definida. O Trump é um menino de coro ao pé de Ted Cruz.

No referendo do Brexit e nestas eleições americanas vence o medo, a ignorância, a mesquinhez, a xenofobia, o racismo e o chico-espertismo. Vencem aqueles que têm medo de perder o seu empregozito em vez de ficar do lado do que está certo e é justo. Ganha a vontade de mudar, mas mudar para pior, pois é mais que certo, porque estas pessoas não percebem um caralho de economia, de mercados, de princípios éticos e morais e do sentido da vida.

Que miséria franciscana!!

Haja coragem para viver num mundo que sucumbe ao peso das redes sociais, da desinformação geral, do entretenimento puro, dos 15m de fama, do culto da mediocridade e daquilo que já se sabe onde vai dar... os alemães e o 3º Reich deixaram bem patentes na História onde isto pode muito bem ir desembocar e é triste que não se tenha aprendido com o passado, triste.

Medo...

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Lembranças, enredos e traições

"Remember, remember
The EIGHTth of November
The gunpowder treason and plot
I know of no reason
Why the gunpowder treason
Should ever be forgot!"

"So this is how liberty dies... with a thunderous applause"

quinta-feira, 27 de outubro de 2016

Sporting, lençóis e idiotas

Na linha de "you can take the girl out of the trailer-park but you can't take the trailer-park out of the girl"...

«Alan Ruiz proibido de estacionar Ferrari (vermelho) junto dos colegas em Alcochete (...) vermelho é cor proibida em Alvalade por determinação presidencial (...) todos os resquícios de encarnado estão a tentar ser eliminados dos locais afetos ao clube (...) "a questão dos extintores ainda está em análise" (...) Alan Ruiz desloca-se no Ferrari para a Academia, em Alcochete, mas não o estaciona no parque reservado à ala profissional (...) o argentino parqueia o carro do lado do setor do futebol de formação e onde os visitantes do centro de futebol leonino também podem estacionar os seus veículos (...) o jogador já foi aconselhado a mudar a cor do carro.»
-  A Bola

Estou farto dos disparates de Bruno de Carvalho e a sua corja de mentecaptos e idiotas. Isto envergonha-me! Santa paciência, é demais!!

Desisto de apoiar o clube até que mudem os lençóis (ou as fraldas).

Por mim, o Benfica pode ganhar o tetra, o Porto voltar a ser campeão, o Braga ou o Guimarães...

Não há condições para que o Sporting seja um justo vencedor, mesmo que a equipa volte aos níveis do ano passado, jogue um futebol bonito e agradável e faça no campo por o merecer.

Que fartura desta gente!!

segunda-feira, 24 de outubro de 2016

Séries, zombies e sadismo na tv

Não sei quem é que gosta da série Walking Dead e tem seguido as várias temporadas. Tão pouco irei revelar spoilers, porque isso não se faz, mas assistir a mais episódios para além deste ponto é perverso.

Ok, trata-se de uma série que reflecte sobre as questões que assolam a sociedade ao quebrar-se completamente num cenário pós-apocalíptico. Há interesse nessa perspectiva e, para além de bons actores e personagens com interligações interessantes, embora com algumas reticências, tenho assistido até agora... epá, mas não pode valer tudo para alimentar suspence, expectativas e o interesse mórbido das audiências!!

Entendo ser importante não esquecer nunca que a humanidade é (também) capaz das maiores atrocidades sobre ela própria, animais e Natureza, mas isto é um absurdo! Não se pode chamar a isto de entretenimento ou arte e culturalmente tenho a certeza que nos empobrece, entorpece e nos torna mais estúpidos, ansiosos e frustrados.

Não encontro justificação artística, estética ou técnica para este nível de violência em televisão para além de um documentário sobre cenas reais de guerra, campos de concentração ou algo do género.

Cada um gosta do que gosta, pois claro... e não quero impôr a minha perspectiva a ninguém, mas fiquei mesmo mal disposto com os 15m que vi do novo episódio e sinceramente assusta-me este nível de sadismo .

A série Fear The Walking Dead vai pelo mesmo caminho... não consigo ver mais.

domingo, 23 de outubro de 2016

Casais, individualidades e partilha

"Por trás de um grande homem está sempre uma grande mulher"... claro e o contrário é igualmente válido... e nem é só entre casais!

No que diz respeito ao reconhecimento, notoriedade, sucesso e até ao estatuto de celebridade, pouco importa quem é que aparece mais vezes, mais tempo, à frente, atrás, ao lado ou até na sombra de alguém que se notabiliza e se afirma pelo seu valor. Cada pessoa tem o seu timing, o seu equilíbrio interior e o seu valor intrínseco, mas mesmo individualmente seremos sempre o resultado do investimento que as mais variadas pessoas - especiais, importantes e relevantes - fazem em nós.

O nível de cada pessoa é garantido por si e pelas suas características pessoais, de carácter e personalidade, sim, mas muito também pelo apoio e dedicação dos que cuidam de si... e "quando a gente gosta, a gente cuida", claro!

Pela minha parte, tenho muito a agradecer a quem vai tendo paciência, resiliência e capacidade para aturar e se moldar às minhas idiossincrasias e, apesar do meu reiterado mau-feitio e notória volatilidade, continua estoicamente a meu lado. É de valor!!

E já agora... a história de vida dos Robinsons é memorável e a cena com os Obama neste vídeo é deliciosa.

sábado, 22 de outubro de 2016

Doutores, engenheiros e suv's ecológicos

Os doutores e engenheiros de amanhã...

Enquanto andarem a empurrar-se em carrinhos de compras e não de Qasqais, X3, GLA's e V60's tá-se bem e o planeta agradece!!

Mas agora a sério. Sendo que a maioria deles irão acabar a trabalhar em supermercados ou call centers, isto já pode ser considerado uma espécia de estágio...



































in Público 17.10.2016

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Stand-up comedy, ted talks e o poder do ser

Apanhei esta Ted Talk numa partilha no Facebook por uma amiga e em vez ver o vídeo imediatamente, decidi guardar para ver mais tarde (pois, que vindo de quem vinha só podia ser bom). Hoje, entre vídeos de excertos de stand-up comedy do Louis CK e episódios de várias séries que estou a seguir, decidi então ver a Ted Talk de Roger Breisch...

Entre outras coisas, que só depois de toda a gente ver é que me atreveria a comentar, fui surpreendido com uma das curiosidades que referiu: as palavras 'coragem' e 'coração' têm a mesma etimologia. Fiquei pasmado... era tão básico e tão óbvio que me deixara aturdido! E claro, faz sentido. Aquilo a que vulgar e comummente apelidamos de 'coragem', é de facto, na maioria dos casos, inconsciência e pura estupidez. Porque a verdadeira coragem tem de vir de dentro, é sentida e deve deixar-se que nos transforme e tome conta das nossas decisões e acções. Faz todo o sentido!

«Trata-se de uma ligação directa. O substantivo coragem, registado em português desde meados do século XVI, foi importado do francês 'courage', vocábulo cinco séculos mais antigo (herdeiro do latim 'cor', 'cordis' - “coração”) que começou a sua carreira justamente como sinónimo de "coração". Não do coração físico, designado em francês pela palavra 'coeur', mas do coração como “morada dos sentimentos”. Poucas décadas depois a palavra tinha passado por uma expansão semântica para nomear “estado de espírito” e “desejo" ou "ardor”. Coragem era força interior, um sinónimo de ânimo. Coragem compreende em português uma série de acepções positivas – e apenas uma negativa, de 'desfaçatez'. As principais delas são:
1. moral forte perante o perigo, riscos; bravura, intrepidez;
2. firmeza de espírito para enfrentar situação emocionalmente ou moralmente difícil;
3. qualidade de quem tem grandeza de alma, nobreza de carácter, hombridade.»

E como diz Roger Breisch na sua dissertação, haja coragem para conhecer e descobrir-nos a nós próprios, não como pensamos ou nos lembramos ser, mas como somos realmente... "poderosos além de qualquer medida".