terça-feira, 28 de abril de 2009

O social e a pornografia

Vi uma reportagem nas notícias em que referiam que as estatísticas mostram que os sites de redes sociais, do tipo Hi5, MySpace, FaceBook, etc., têm tido mais acessos, visitas e procuras do que a pornografia… alguma coisa só pode esta definitivamente errada com este mundo. Só espero que não seja irreversível!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Gripes e constipações

Com tanta alteração climática, efeito de estufa, degelos e chuvas ácidas, não admira que toda a gente se torne alérgica e a bicheza se constipe. Hoje em dia até os porcos, galinhas e aves em geral apanham gripes. Isto está bonito, está!

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril

Há coisas que merecem ser recordadas e outras nem tanto, mas se há evento que deve ser imortalizado, estando sempre presente na nossa memória individual e colectiva é o 25 de Abril. Não vou abordar e tema pela negativa, apontando as diferenças do ideal face à realidade que vivemos nos dias de hoje. Antes recordar que a luta é algo inerente à condição humana e como tal, a auto-crítica, o juízo crítico, a ponderação, a reflexão e todo o tipo de análise possível e imaginável devem ser feitos constantemente, de forma a que as nossas escolhas e decisões sejam tomadas com base na experiência da observação, na razão da reflexão sincera e descomprometida mas também na emoção da vivência apaixonada, porque de outra forma somos apenas matéria. Não há nada mais fantástico do que fazer uso das nossas capacidades como seres pensantes e sencientes. Estamos em ano de eleições como nunca se viu antes e gostava que estes três sufrágios que se aproximam, viessem a ser os mais participadas de todos os tempos, mesmo que as percentagens de votos em branco e nulos fossem as mais altas de sempre, pois o que importa é mostrarmos a quem governa, que quem detém verdadeiramente o poder somos todos nós! O voto é o primeiro e mais elementar pilar da Liberdade e da Democracia, que além de um direito ganho e mantido com muito esforço, é também um dever. Nunca nos podemos esquecer dos nossos direitos mas também não nos devemos afastar das nossas responsabilidades. Somos directa ou indirectamente culpados pelo estado das coisas, um pouco por tudo o que pensamos, pelo que dizemos e pelo que fazemos (ou não!). Se estamos descontentes, então arregacemos as mangas, arreganhemos os dentes, arregalemos bem os olhos e gritemos bem alto para que se oiça com fervor e sem pudor… “25 DE ABRIL SEMPRE, FASCISMO NUNCA MAIS!!!”

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Cartas, bancos e cartéis

Mais um email que recebi e que faço questão de publicar no blog.
(autor desconhecido)

"Esta carta foi direccionada ao banco BES, porém devido à criatividade com que foi redigida, deveria ser direccionada a todas as instituições financeiras.

Exmos. Senhores Administradores do BES
Gostaria de saber se os senhores aceitariam pagar uma taxa, uma pequena taxa mensal, pela existência da padaria na esquina da v/. Rua, ou pela existência do posto de gasolina ou da farmácia ou da tabacaria, ou de qualquer outro desses serviços indispensáveis ao nosso dia-a-dia.
Funcionaria desta forma: todos os senhores e todos os usuários pagariam uma pequena taxa para a manutenção dos serviços (padaria, farmácia, mecânico, tabacaria, frutaria, etc.). Uma taxa que não garantiria nenhum direito extraordinário ao utilizador. Serviria apenas para enriquecer os proprietários sob a alegação de que serviria para manter um serviço de alta qualidade ou para amortizar investimentos. Por qualquer outro produto adquirido (um pão, um remédio, uns litros de combustível, etc.) o usuário pagaria os preços de mercado ou, dependendo do produto, até ligeiramente acima do preço de mercado.
Que tal?
Pois, ontem saí do BES com a certeza que os senhores concordariam com tais taxas. Por uma questão de equidade e honestidade. A minha certeza deriva de um raciocínio simples.
Vamos imaginar a seguinte situação: eu vou à padaria para comprar um pão. O padeiro atende-me muito gentilmente, vende o pão e cobra o serviço de embrulhar ou ensacar o pão, assim como todo e qualquer outro serviço. Além disso impõe-se taxas de. Uma 'taxa de acesso ao pão', outra 'taxa por guardar pão quente' e ainda uma 'taxa de abertura da padaria'. Tudo com muita cordialidade e muito profissionalismo, claro.
Fazendo uma comparação que talvez os padeiros não concordem, foi o que ocorreu comigo no meu Banco.
Financiei um carro, ou seja, comprei um produto do negócio bancário. Os senhores cobram-me preços de mercado, assim como o padeiro cobra-me o preço de mercado pelo pão.
Entretanto, de forma diferente do padeiro, os senhores não se satisfazem cobrando-me apenas pelo produto que adquiri.
Para ter acesso ao produto do v/. negócio, os senhores cobram-me uma 'taxa de abertura de crédito'-equivalente àquela hipotética 'taxa de acesso ao pão', que os senhores certamente achariam um absurdo e se negariam a pagar
Não satisfeitos, para ter acesso ao pão, digo, ao financiamento, fui obrigado a abrir uma conta corrente no v/. Banco. Para que isso fosse possível, os senhores cobram-me uma 'taxa de abertura de conta'.
Como só é possível fazer negócios com os senhores depois de abrir uma conta, essa 'taxa de abertura de conta' se assemelharia a uma 'taxa de abertura de padaria', pois só é possível fazer negócios com o padeiro, depois de abrir a padaria.
Antigamente os empréstimos bancários eram popularmente conhecidos como 'Papagaios'. Para gerir o 'papagaio', alguns gerentes sem escrúpulos cobravam 'por fora', o que era devido. Fiquei com a impressão que o Banco resolveu antecipar-se aos gerentes sem escrúpulos. Agora, ao contrário de 'por fora' temos muitos 'por dentro'.
Pedi um extracto da minha conta - um único extracto no mês - os senhores cobram-me uma taxa de 1 EUR. Olhando o extracto, descobri uma outra taxa de 5 EUR 'para manutenção da conta' - semelhante àquela 'taxa de existência da padaria na esquina da rua'.
A surpresa não acabou. Descobri outra taxa de 25 EUR a cada trimestre - uma taxa para manter um limite especial que não me dá nenhum direito. Se eu utilizar o limite especial vou pagar os juros mais altos do mundo. Semelhante àquela 'taxa por guardar o pão quente'.
Mas os senhores são insaciáveis.
A prestável funcionária que me atendeu, entregou-me um desdobrável onde sou informado que me cobrarão taxas por todo e qualquer movimento que eu fizer.
Cordialmente, retribuindo tanta gentileza, gostaria de alertar que os senhores se devem ter esquecido de cobrar o ar que respirei enquanto estive nas instalações de v/. Banco.
Por favor, esclareçam-me uma dúvida: até agora não sei se comprei um financiamento ou se vendi a alma?
Depois de eu pagar as taxas correspondentes talvez os senhores me respondam informando, muito cordial e profissionalmente, que um serviço bancário é muito diferente de uma padaria. Que a v/. responsabilidade é muito grande, que existem inúmeras exigências legais, que os riscos do negócio são muito elevados, etc., etc., etc. e que apesar de lamentarem muito e de nada poderem fazer, tudo o que estão a cobrar está devidamente coberto pela lei, regulamentado e autorizado pelo Banco de Portugal. Sei disso, como sei também que existem seguros e garantias legais que protegem o v/. negócio de todo e qualquer risco. Presumo que os riscos de uma padaria, que não conta com o poder de influência dos senhores, talvez sejam muito mais elevados.
Sei que são legais, mas também sei que são imorais. Por mais que estejam protegidos pelas leis, tais taxas são uma imoralidade. O cartel algum dia vai acabar e cá estaremos depois para cobrar da mesma forma.
... ou talvez não.."

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Cardápio de doenças

Já vimos que ser-se coxo e possuidor de um terrível mau-feitio compensa se formos brilhantes naquilo que fazemos, mas isso deu-me a fantástica ideia de empreender a realização um inventário de doenças e maleitas que, conjugadas de certa forma, se anulam ou se tornam mais fáceis de desculpar em contextos sociais e porventura serem, de alguma forma, proveitosas para a sociedade.

Síndroma de Tourette e Alcoolismo: se uma pessoa sofre da impossibilidade de conter palavrões e obscenidades, independentemente do local onde se encontre, mais vale dar em alcoólico, que assim a coisa tende a arranjar forma de se justificar.

Lepra e BreakDance: se partes do corpo podem saltar e cair a qualquer momento, porque não fazê-lo com estilo e incorporar (lol) esse aspecto negativo numa performance inesquecível?

Esquizofrenia e Telemarketing: acredito piamente que não se permanece muito tempo nesta profissão porque se ouve todo o tipo de desaforos e ninguém aguenta muito tempo calado, assim conseguia-se transmitir a mensagem e quem, do outro lado da linha, se passasse dos carretos durante o telefonema, teria de aturar alguém bem mais instável e passado do sentido deste lado da linha até acalmar.

Alzheimer e Segurança Privada: para quem, por vezes, se esquece de quem é ou de onde está, porque não tornar-se segurança privado, por exemplo de um museu ou algo do género? Andar desconfiado de tudo e todos é a melhor forma de não deixar passar pormenor algum.
Parkinson e Padeiro: que melhor tarefa para quem tem tremores nas mãos do que amassar massa de pão e bolos? É, no mínimo juntar o útil ao agradável!
Doença Bipolar e Política: para quem tem duas caras, duas posturas e gosta de ter os dedos cruzados durante os discursos, sofrer de doença bi-polar é simplesmente fantástico. É uma condição altamente adaptativa!

Obsessivo-Compulsivo e Biliotecária: melhor que organizado, metódico e picuinhas, só mesmo ser-se obsessivo-compulsivo para manter tudo arrumadinho e na linha, porque não fazê-lo numa biblioteca? Desse modo, o que normalmente parece uma característica de personalidade extremamente irritante, torna-se proveitoso num ambiente profissional e talvez essa pessoa chegasse cansada a casa o suficiente e relaxar em termos de afinação de manias.
Dislexia e Actor de Teatro: o actor que deu voz ao personagem Yoda da saga Star Wars, só podia ser disléxico. Também podia funcionar na publicidade ou locução de programas religiosos radiofónicos.

Asma e Arbitragem: era a solução para os problemas da arbitragem no futebol português. Os árbitros só podiam escolher uma de duas coisas: correr atrás das jogadas ou apitar; não haveria fôlego suficiente para ambas as tarefas e os jogos decorriam normalmente, como no campeonato Inglês, por exemplo, sem paragens por tudo e por nada e os jogadores ganhavam estaleca, competitividade e tornavam-se mais sociáveis no campo de jogo.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Ser-se tuga e os impostos

Não faço ideia de qual seja a essência ou o que esteja na base de se ser português. Apenas sei que se não tratar dos impostos nos últimos dias, se não disser mal do governo ou se não vir a maioria dos jogos do Sporting, mesmo sofrendo com isso, não me sinto bem! É um estádio evolutivo estranho e até algo bizarro. Ficámos parados no tempo e enquistando algumas características menos boas da nossa personalidade comum ou pura e simplesmente escolhemos um caminho alternativo ao de outros povos? E se foi esta segunda hipótese, quem foi que decidiu isso? Ser-se tuga é, por defeito e por excesso, deveras estúpido! Temos carácter, porque nos momentos decisivos o temos mostrado – a questão do aborto, Timor e outras – mas somos de convicções dispersas e por vezes etéreas. Individualmente não me revejo em quase nada, até costumo dizer que tenho muito orgulho em ser alentejano e pouco ou nenhum em ser português, mas de facto há coisas que me escapam e se notam nestes momentos críticos.

quinta-feira, 16 de abril de 2009

YouTube, MeTuga: Gospel

Quem me conhece sabe que sou das pessoas menos religiosas a passear-se por este planeta, mas a música para mim é qualquer coisa de religioso, só que a ligação, essa, em vez de ser projectada para algo pouco concreto e definido, faço-a comigo mesmo, na minha sensibilidade e humanidade, e com as outras pessoas, sejam elas músicos, melómanos ou apenas triviais apreciadores. A música tem essa característica fantástica de reunião e ligação de pessoas e pelas melhores razões. O Gospel, sendo um estilo musical tupicamente religioso, é talvez das coisas mais belas que existem no meio de tantos estilos musicais e neste vídeo pode ouvir-se alguém dizer "if heaven is like this I want to be dead!". Uma expressão interessante que ainda assim dificilmente explica o que sinto quando oiço música negra a capella. Deixo-vos dois belíssimos exemplos...

Soweto Gospel Choir




Ladysmith Black Mambazo

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Blog, posts e mails

Para quem possa estranhar, por estes dias não me tem faltado imaginação para escrever, ideias não faltam, mas tempo para as concretizar sim. Aviso também que vou estar uns dias ausente e sem possibilidade de acedar à net... lá terão de vocês de se dedicar aos powerpoints brasileiros e demais emails do género (ouch!). É por pouco tempo!

terça-feira, 14 de abril de 2009

Boo Hoo

Mais uma grande música! Desta vez trago-vos um tema da KT Tunstall que aparece no álbum "Acoustic Extravaganza"... o álbum é todo ele muito bom. Ide torrentar ou emular, ide!

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Brighter Than Sunshine

Esta é, sem margem para dúvidas, uma das melhores músicas que já ouvi. Entrou directamente para o meu Top100! ...parece muito mas mesmo assim é super restricto.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Wegue Wegue

Recebi um email que quase me provocava uma paragem de digestão ou uma espécie de choque anafilático de tanto rir:

De: ...
Para: ...

Subject: Wegue Wegue

Olhó gajo a curtir Buraka!

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AHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...!!!

quarta-feira, 8 de abril de 2009

O poder da natureza é infinito

Porque é que somos consumidos por uma súbita e incontrolável vontade de nos esticarmos quando terminamos de ver um filme, ainda meio refastelados no sofá ou mesmo relativamente desconfortáveis na cadeira do cinema? Porque é que somos afligidos pela ingovernável necessidade de semi-cerrar os olhos e abrirmos a totalidade da boca quando estamos envolvidos numa conversa que, muito embora não nos desagrade totalmente, quer pelo conteúdo quer pelo seu locutor, naquele preciso momento, situação ou local, não nos está a interessar assim tanto e nos vemos confrontados com a inevitabilidade de tal acontecer e até de forma repetida e exponencial em número de ocorrências pontuais? Porque é que nos jantares de família, em que a mesa está sobrelotada ao ponto de ser preciso usar alternadamente, à vez, de forma ordenada e por fila, organizada horizontal e longitudinalmente de acordo com a estrutura da mesa, no preciso instante em que o torpor pós-prandial se instala no nosso sistema, nos aparece a vontade de esticarmos as pernas para a frente e os braços para os lados, num fatal e quase irrefreável espreguiçar? O poder da preguiça é algo que se mantém abaixo da tona de água no que a estudos científicos e censo comum dizem respeito. Mas é pena, porque é das melhores coisas que podemos fazer e não reconheço que se apresente como falta de respeito, seja em que situação for. Pior do que um saudável e simpático espreguiçar durante uma reunião de negócios, uma peça de teatro ou num funeral, é haver toda uma série de caricatas e bizarras situações que muitas vezes vêm a luz do dia ou sentem o ar da noite, na pele das mais incautas e menos presumíveis personagens… qualquer um de nós! Uma série de bufas tranquila num final de dia quando voltamos para casa, tendo a certeza de que ninguém mais vai entrar no carro até ao outro dia de manhã e acabamos sendo “obrigados” a dar boleia àquela amiga gira e interessante que se cruzou connosco na passadeira, com a qual nunca tivemos disponibilidade para passar tempo de qualidade com ela porque está sempre gente à nossa volta quando estamos juntos; um arroto deselegantemente que sai no meio da frase “estou convicto de que não se arrependerão de me contratar” numa trágica entrevista de emprego; um incontornável ataque de soluços, quase comparável a um ataque epiléptico, mas que dura bem mais que isso, num primeiro encontro com aquela que esperávamos secretamente poder vir a tornar-se a nossa companhia de muitos anos futuros; uma explosão de contentamento num elevador, apenas comparável a uma dança tribal africana em modo 45 rotações, depois de recebida aquela fantástica notícia, quando não supúnhamos estar a ser filmados e vistos por mais de trinta pessoas no lobby daquele edifício e estarmos a descer; toda uma série de situações, mais ou menos cómicas, mas todas elas passíveis de acontecerem. Não há que ter vergonha de se ser genuinamente espontâneo e daquilo que é, de facto, natural para todos nós. Os nosso corpos têm a tendência para nos trocar as voltas e muitas vezes decidirem agir sem o nosso consentimento, mas isso não tem que ser visto como uma afronta. Melhor do que não ligar, fingir que não se passou ou declinar com toda a veemência toda e qualquer responsabilidade no ocorrido, é deixar que aconteça o que tem que acontecer e rir com vontade e à vontade. Rir e fazer rir, mesmo com funções corporais, é do melhor que há.

...ahh, e perdoem-me a referência ao slogan daquela água, mas o título tinha de ser mesmo este.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Mijar ao relento

Numa nova série de posts, lembrei-me de reunir conselhos, dicas e truques dignos de serem proferidos por um avô ou um qualquer guru. Trata-se de uma espécie de inventário de coisas importantes que devem ser interiorizadas para nosso benefício e protecção, ajudando, antecipadamente, a ultrapassar situações menos confortáveis ou menos agradáveis no decorrer das nossas vidas. Agradecem-se contribuições…
Uma das coisas mais básicas que devem permanecer arquivadas na memória de um homem, mas também de certas mulheres mais aventureiras, festivas ou dadas à brincadeira, é o facto de quando se mijar ao relento, convir fazê-lo a favor do vento e não contra. Acreditem que não dá muito jeito de qualquer outra forma. Nem de lado nem muito menos em oposição a este e muito cuidado com os precipícios, falésias e valas com ventos danados para pregar partidas.
Mais conselhos se seguirão.

sábado, 4 de abril de 2009

YouTube, MeTuga: Julia Nunes

Apeteceu-me iniciar uma nova rubrica no blog que pretende juntar coisas giras que vou achando no YouTube, num cardápio de coisas interessantes que me apetece partilhar com as gentes insanas que por aqui se passeiam. Sendo assim, inicio este primeiro post dedicando-o à Julia Nunes, que não faço puto de ideia quem seja, além de saber que é americana, vive em Nova York, tem um nome tuga, canta bem, tem videoclips muito engraçados na net e é uma castiça!

Pelo que consegui apurar, ela pôs um primeiro vídeo online para participar num concurso de Ukeleles:


Depois, meio na brincadeira, dedicou-se a fazer mais covers:




Este é de um gajo se rebolar a rir... (click it and find out why!)




Há muitos mais e todos eles muito bons, tanto pela música como pela imaginação no que a improvisos e concepção videoclípica dizem respeito. Podem saber mais sobre ela em:

http://www.julianunes.com/
http://junumusic.com/http://en.wikipedia.org/wiki/Julia_Nunes

Ficam aqui com uma lista de temas originais da Júlia, se quiserem conhecer:
Baloons: http://www.youtube.com/watch?v=Mbiql_-H4KU
August: http://www.youtube.com/watch?v=nTMOCKXrxbU
Regrets: http://www.youtube.com/watch?v=bzps9iXwpG4
Odd: http://www.youtube.com/watch?v=rD5DS2_JmiY
First Impressions: http://www.youtube.com/watch?v=X0rm853iYYg
Into The Sunshine: http://www.youtube.com/watch?v=Jk5L0-SIceg
Short And Sweet: http://www.youtube.com/watch?v=OKH4JUtJfPs


Enjoy!

quinta-feira, 2 de abril de 2009

Como se mede a vida?

Vivemos tempos de estatísticas, números e gráficos. Tudo é medido, avaliado e comparado. Em qualquer momento aparece uma notícia ou reportagem que nos mostra os factores de risco para se contrair uma determinada doença, para se estar na eminência de um determinado fenómeno meteorológico, ou de ser-se vítima de um certo acontecimento social ou económico. Há factores de risco para tudo e todos os gostos e receios, independentemente da idade, sexo, envolvência política ou credo religioso, mas o maior factor de risco dos nossos tempos, talvez até de todos os tempos, por mais que o nosso tempo nos pareça um tanto evulsivo e instável, é, sem sombra de dúvida, ser-se ignorante e burro! Se não fizermos por estar atentos ao que se passa à nossa volta e aos filmes que se vão fazendo na nossa ausência de consciência, independentemente do que os números nos revelem, acabamos por passar ao lado de muita coisa e isso pode ser o fim do nosso sossego psicológico, do nosso equilíbrio emocional e, eventualmente, do nosso tempo de (qualidade de) vida. Um dos clichés mais carregados de verdade é aquele que nos revela que “o maior risco que corremos é o de não corrermos riscos”. Há muita incerteza e ambiguidade em tudo o que nos rodeia e que observamos no nosso dia-a-dia mas como também nos diz outro cliché, desta feita escrito por John Lennon, “a vida é o que nos acontece enquanto fazemos planos”. Não vale a pena evitarmos riscos, salvo os puramente desnecessários, e também não nos serve de muito investirmos demasiado tempo a analisá-los com o intuito de planificar uma estratégia ousada para encontrar os mais acessíveis, senão, consoante os vários momentos que se desencadeiam, e os mesmo nos confrontam, até quando as coisas acontecem sem nossa responsabilidade ou culpa. A vida é o que se passa agora e agora, e agora e… agora, sempre e a todo o momento! Desenrola-se a uma velocidade, cadência e ritmo frenéticos, mesmo quando optamos por relaxar confortavelmente num sofá da sala a ver todo o tipo de porcarias – em formato de raios catódicos, ou, para os tecnologicamente mais evoluídos, em formato de cristais líquidos ou plasma – o que também sabe bem, não digo o contrário e até prescrevo aos mais acelerados. Fundamental é usar-se a cabeça para algo mais do que acertar num esférico normalizado pela FIFA ou desviar da ocasional chumabada ou regurgitação desvitaminada que aparece em tudo quanto é programa televisivo, revista e jornal. Os neurónios estão contados à partida e quer a agressão seja física ou psicológica, há que lhes dar protecção e uso ao mesmo tempo. Tudo isto funciona como uma espécie de forma de bolos que se enche de massa bem temperada e amassada, com recheio de inúmeros ingredientes, doces e amargos, e uma cobertura farta de coisas saborosas mas também agradáveis à vista. Resulta mais ou menos ao gosto e consoante a habilidade de cada um, mas convém sempre levá-la ao forno, de forma apaixonada, na temperatura e no momento certo. Parece simples mas não é, de todo. A receita difere em género e conteúdo de pessoa para pessoa e há tantos formatos de formas quantas as personalidades. Não tenho dúvidas que viver resulta de uma conjugação de factores e características individuais. Os factores, sendo estruturais ou conjunturais, podem ser anulados, minimizados ou ultrapassados pelas nossas características de personalidade e carácter. Essas características podem ser inatas e outras adquiridas, mas seja como for não há como aprender com a experiência para se evoluir em espírito e crescer em habilidade. No fundo, a vida mede-se pelas memórias, umas mais resistentes que outras, resultantes de experiências mais ou menos interessantes. Toda a causa tem um efeito e uma escolha que a norteia. Livre-arbitramos a nossa vida, correndo riscos em todos os momentos e a cada inspiração e expiração que realizamos, por isso, há que viver cada bafo e da melhor forma… erh… parece que resulta melhor em inglês – “live every breath!” – e os asmáticos também não devem temer essa postura de vida, toca-nos a todos!

quarta-feira, 1 de abril de 2009

Auto-Confiança

...como mentira, foi fraquinha! Aqui está o post de hoje:
Aqui há tempos descobri que há um stand de automóveis de nome “Auto-Confiança”. Depois de investir uns bons vinte segundos a rir, decidi reflectir um pouco mais e reparei que é uma estratégia, no mínimo interessante, e que foi aplicada uma técnica de marketing muito bem afinada. Não nos podemos esquecer da área de vendas a que se destina a publicidade que o próprio nome faz, sabendo de antemão que é raro ou até mesmo impossível achar um vendedor de carros que seja de confiança. Em mim eu confio, resta saber se o stand é de fiar!

1 de Abril

Hoje não me apetece postar...