sábado, 31 de dezembro de 2005

Bom Ano de 2006!

Nesta quadra festiva embebedem-se, encharquem-se em doces e esqueçam por uns dias que o próximo ano só pode ser pior do que estes últimos... ainda assim, desejo o melhor possível para 2006! Andem de pestana bem aberta, e quer façam escolhas passionais ou tomem decisões reflectidas o que interessa é que sintam tudo o que façam... já agora reflictam sobre "certas coisas" e votem em consciência (NÃO AO VOTO ÚTIL!!!).
Sejam egoístas, porque se o forem verdadeiramente, farão o melhor por vocês e isso inclui todos de quem gostam, pois ninguém é feliz sozinho.

sexta-feira, 30 de dezembro de 2005

Pratos e talheres

Como falámos anteriormente (até parece que estou a apresentar um talk-show, eheh) em coisas que sabem mal ou que irritam, lembrei-me de referir outra: o ruído dos talheres e pratos. Quando estamos a pôr a mesa ou no final da refeição, a raspar os pratos, por vezes é uma chinfrineira que chega a magoar os ouvidos… it’s no good! Se trabalhasse num restaurante acho que me passava do juízo em muito pouco tempo. Depois de trabalhar nos correios, e não me refiro andar de mota a distribuir cartas, acho que lava-pratos num restaurante movimentado ficará num pouco distante segundo lugar.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2005

Fardas femininas e aglomerados de homens

Numa noite destas, tive um sonho excelente que me deu uma ideia genial: uma companhia aérea em que as assistentes de bordo, elas não gostam que se lhes chame de hospedeiras, seriam “vestidas” com fardas desenhadas pela Fátima Lopes… já estão a imaginar o filme?, não é Brutal!?!? E quem diz uma companhia aérea, diz os seguranças femininos de museus e lojas de roupa, aliás, só assim é que deixariam de existir aqueles aglomerados de amigos, namorados e maridos que se dão à porta das lojas da Bershka, da Zara e afins. Assim já haveria um sólido motivo para se permanecer dentro da loja. Mas sinceramente, eu nunca fiquei à porta de lojas de roupa e lingerie feminina. Acompanho o mulherio até à sala de provas e fico sempre à coca de qualquer situação que se me apresente, uma vez que estou por ali à espera que a amiga/namorada apareça no corredor para mostrar a blusa ou o casaco que está a experimentar. Há sempre uma rapariga que aparece cá fora meio despida, uma cortina mal fechada ou um espelho muito bem colocado e em ângulo ideal… só não entro em lojas de acessórios ou que estejam em saldos, aí é a morte do artista!

segunda-feira, 26 de dezembro de 2005

Prémio “O Trabalho Mais Parvo”

Podem dar-me os exemplos que quiserem, mas o 1º prémio vai para direitinho para os meninos e meninas (já grandes, entenda-se!) que apresentam o sorteio da Lotaria. Não há função mais estranha e idiota do que cantar números em frente às câmaras, aos jornalistas e demais mirones, roça mesmo o cúmulo do ridículo. Agora imaginem a vida que levam estas pessoas, alvos e vítimas de chacotas sucessivas, se já eram gozadas em crianças. Bastava chamarem-se Edalberto, Ricardina, Emanuel, Henriqueta, ou algo do género. O que eu me pergunto é o seguinte: será que os pais destas crianças é tudo gente estúpida que não conseguem antecipar o futuro, ou não gostam mesmo dos gaiatos e marcam-nos logo assim que nascem? Era escusado…

sábado, 24 de dezembro de 2005

Quem é afinal o Pai Natal?

É um tipo gordo, tímido, pouco social, apreciador de bolachinhas com leite simples e que gosta muito de dar presentes a meninos... síndrome da Casa Pia ou há aqui mesmo qualquer coisa em que ainda ninguém reparou!? Hum! ...é coisa para ser investigada seriamente.

“No Natal…

...o meu presente, eu quero que seja a minha agenda, a minha agenda… trá-lá-lá-lá-lá!"
Depois de ter lido a “Carta ao Pai Natal” do Boss AC reparei num pormenor que toda a gente conhece mas que não oiço à maioria a referir-se em conversas ou discussões: os meninos mal comportados são os que ganham as melhores prendas… ok, talvez não as melhores, mas as mais caras. Eu cá estou bem assim, nunca tive a menor pretensão de ser rico e também não o desejo a ninguém. Os ricos não têm amigos verdadeiros, não conquistam confiança através do carácter e das suas atitudes… “compram-no” sem esforço! Não desejo isso a ninguém, desejo antes, neste Natal e para o próximo ano, que haja sentido de humor, pois que como as coisas estão, como o país vai andando, com os governantes e políticos que temos, com a parca vontade e baixa motivação, bem como com toda a idiotice que nos caracteriza enquanto portugueses, só com bom humor e atitude combativa é que iremos sobreviver… e vamos sobreviver!

quinta-feira, 22 de dezembro de 2005

“There are things known…

…and things unknown… and in between are the doors”. Fez este passado dia 6 de Dezembro dois anos que vi os Doors ao vivo, e o Jim estava por lá… que pena o Densmore não fazer parte do projecto. Foi um concerto memorável! :))

quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Super Gorila

Quem não se lembra das pastilhas Super Gorila?, aquelas aos cubos que tanto prazer davam a mastigar, qual bola anti-stress, e que proporcionavam momentos de divertimento a fazer balões. E quando o sabor desaparecesse, punha-se mais uma na boca… mais prazer, mais divertimento, mais e maiores balões! Havia até quem fizesse balões do tamanho ou maiores que a sua própria cabeça, correndo apenas um risco… o de rebentar (o balão, e não a cabeça!) e passar horas a tirar pastilha elástica da cara, cabelos e roupa. Pois bem, ontem, uma amiga minha lembrou-se duma conversa em grupo que tivemos aqui há tempos, durante uma jantarada da kanalha, sobre pastilhas Super Gorila, Sugos, Conguitos, Caprisone, Tang, Bombocas, etc., e trouxe-nos um pack de pacotes de vários sabores de Super Gorila. Escusado será dizer que houve fessta até altas horas a fazer balões, como se não houvesse amanhã, e a partilhar recordações e sensações de adolescência, com a vantagem de nos lembrarmos de tudo pois o grupo de amigos ainda é o mesmo. Valente janta de Natal!

domingo, 18 de dezembro de 2005

Não conseguir espirrar

Ihhhhh, outra coisa que dá cabo de mim é ter vontade de espirrar e não conseguir. Por vezes fico até 5 minutos com aqueles “piquinhos” no nariz, tipo aquela sensação horrorosa de quem deixou, involuntariamente, chegar seven-up às fossas nazais, mesmo que não saia pelas narinas, já custa horrores! E por falar nisso, uma vez que sofro de alergias e isto me acontece, assim na boa, TODOS OS DIAS!!, devo partilhar um truque para acelerar o processo do espirro voluntário: levantar a cabeça e olhar para a luz, quer seja do sol (não durante muito tempo, claro!) ou de um candeeiro de tecto ou secretária; vão por mim que resulta na perfeição.

sábado, 17 de dezembro de 2005

O drama do tampo frio

Se há coisas que custam a fazer, uma delas é sentar o rabo num tampo de sanita nesta época de inverno. Não interessa se o tampo é de plástico ou de madeira, vai dar ao mesmo. Naquele preciso momento em que a pele sensível e delicada do nosso traseiro toma contacto físico com o tampo gélido de uma qualquer e vulgar, ficamos ali a grunhir cobras e lagartos durante uns bons 6 segundos de puro sofrimento. Tudo bem que dura pouco, mas é um curto momento de tortura.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2005

Há idiotas em todo o lado...

“Vá mandem-me lavar as mãos antes de ir p’rá mesa, filhos da puta de progressistas do caralho da revolução que vos foda a todos!” …há coisas que me deixam fora de mim!
Zé Mário Branco és um Senhor!

quinta-feira, 15 de dezembro de 2005

Green Day, american idiot e guerra no Iraque

Hoje apraz-me a ideia de escrever sobre um momento histórico que se deu ontem e que para sempre permanecerá na minha memória. O presidente norte-americano George W. Bush admitiu que a Guerra no Iraque se fez sob falsos pretextos, ou seja, mostrou de forma simpática e despreocupada que arrastou meio mundo, dito civilizado, para uma guerra injusta, fundamentada de forma atabalhoada com informação forjada e insidiosa.

Basicamente, aquilo que o fez precipitar um conflito que desencadeou uma Guerra, que, de forma atempada e oportuna, supostamente impediria que essa mesma Guerra viesse a ocorrer, não tinha qualquer razão de o ser… não existiam armas de destruição maciça, não existia motivo humanitário para o que se passou, não havia fundamento político para o que se deu, apenas e só existia interesse e especulação oportunistas… algumas mentiras, muito negócio e 30.000 mortos civis mais tarde, este senhor vem a público, sem se arrepender, mostrar que de facto se enganou.

Ao pé deste tipo de gente, Hitler era um menino!!

Fumem Marlboro, comam no McDonalds e encharquem-se em Coca-Cola… eu cá oiço boa música!

Green Day RULES!!!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

A Mansão

Hoje vou explanar uma teoria que teve origem noutra pessoa, que não eu ou um alter ego meu, sobre os videoclips dos rappers e hip-hopers americanos. A teoria assenta no facto de todas aquelas mansões, carros e mulherões serem absolutamente um mesmo e único cenário. Os gajos são todos primos e amigos, quer sejam pretos ou brancos, do rap ou do hip-hop, e é até isso que explica que eles se multipliquem da forma como o fazem, pois se são familiares, os genes não têm possibilidade de se espalharem. A dita mansão é uma só e deve ser enorme, com “n” divisões, de modo a partilharem-ma para fazer todos aqueles videoclips em que aparecem grandes bombas, gatas e aviões… e carros!! Agora que penso nisso, a malta que gosta desse estilo de música do lado de lá do oceano, assim como cá, tem sempre a tendência para gostar de coisas berrantes e que dêem nas vistas, quer seja roupa, carros, casas ou mulheres, só que em Portugal não se investe muito nas casas. Cá não há grandes hipóteses porque os tunings (ou xunings) compram carros de 3000cts e depois ainda lhes põem mais 2000 ou 3000cts em material: ailerons, saias, subwoofers, leds, muitos leds!, autocolantes para o tampão da gasolina, pele de zebra ou leopardo nos bancos e volante, buracos novos para servirem de entradas de ar, etc. Depois do bólide pronto, correm as zonas nocturnas e as roulotes de cachorros com música de discoteca em altos berros, de modo a ser impossível sequer formular um pensamento básico que seja, dentro do habitáculo, à procura duma gaja que vá bem com os estofos e que chegue com as mamas ao tablier. Estes tipos mais parecem pavões com o cio! lol
Aqui há tempos, em Lisboa, vi 4 tipos num Golf tuning, azul, cheio de plásticos e música pão com grão em altos berros, a fazerem valentes acelerações, mas parados!, completamente a seco. Tiveram naquele disparate, com muita a gente a assistir, durante uns bons 15 minutos. É óbvio que o carrito não aguentou e o motor cedeu… entrei numa loja, e 20 minutos mais tarde ainda tive o estranho mas delicioso prazer de os ver a entrar na carrinha do reboque e num táxi. Pode parecer um comportamento funesto e repreensível da minha parte, mas para quem já foi a muitas concentrações motard e de automóveis como eu, e viu a quantidade de energúmenos, que não têm outro nome, a destruir material (motas e carros) e a esbanjar dinheiro, é perfeitamente compreensível. Não merecem! Isto até me faz lembrar de uma outra teoria sobre a atribuição de licenças de condução e automóveis/motas consoante a habilidade técnica e capacidades psicológicas de cada um, mas isso fica para outro post.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Pasteis de nata, padres e a carneirada

Ouvi no último episódio de A Revolta dos Pasteis de Nata um padre dizer, como mensagem final no programa dedicado à religião, o seguinte: "o que eu peço aos jovens é que sejam a consciência crítica da igreja, para que deixe de ser uma igreja de rebanho e passe a ser uma igreja de pessoas". Pareceu-me uma afirmação corajosa e digna, mas que eu aplicaria a toda a população num sentido mais abrangente e não só ao nível da religião.

domingo, 11 de dezembro de 2005

Nazis dum cabro grande!

De uma forma sincera, frontal e crua devo dizer que não me senti mal ao ver os neo-nazis australianos a levarem no lombo com os bastões da polícia... antes pelo contrário! Se há seres humanos de segunda categoria são os que acreditam que isso existe. Racistas, brancos ou pretos, deveriam ser todos presos juntos até se conseguirem aceitar como iguais ou até não restar um vivo.
Nota: cabro grande = cabrão

sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

Sá Carneiro é nome de Aeroporto!?

Depois de reler o post “A Política e a Morte” reparei num pormenor interessante (ou não!): o aeroporto da cidade do Porto tem o nome de uma pessoa que morreu num desastre de avião… estranho, não!?

quarta-feira, 7 de dezembro de 2005

I Robot

Ontem vi o filme “I Robot” e achei fantástico! Filmado com muita mestria, contendo cenas verdadeiramente deliciosas, belíssimos efeitos especiais/visuais e um argumento muito interessante. A história, ainda que pouco original, serve como um perfeito complemento ao projecto Matrix, tendo em conta principalmente o Animatrix com as histórias que precedem a trilogia de filmes. Este fime apenas peca por algumas ingenuidades de argumento e pelo facto de todos os automóveis serem da marca Audi, mas o carro do Will Smith, que está muito bem no papel, é um valente bólide!

domingo, 4 de dezembro de 2005

Política, fellatio e assuntos sérios

Aqui há tempos, em ambiente de trabalho (fatiota e tal), conheci um tipo francês que me deliciou com uma frase de sua autoria.

Íamos a caminho do norte para uma reunião de trabalho e aproveitámos o tempo de viagem para conversar sobre as diferenças e semelhanças entre portugueses e franceses.

Entre outras coisas, e tocando ao de leve no assunto da 'política', ele saiu-se com esta pérola: “a economia e as finanças são assuntos sérios demais para serem tratados pelos políticos” (J.Pallota).

Já tinha essa sensação e agora que reflecti exaustivamente sobre a frase em causa e em tudo o que ela implica, cheguei à conclusão que não há político que se safe neste Portugal que é profundo e está sempre no seu melhor.

O Manuel João Vieira será, quiçá, o candidato mais apurado e ao nível da bandalheira descuidada em que se encontra o nosso país, quase em estado de sítio, e ideal para chegar a Presidente da República. Tal como ele diz, numa das suas frases de campanha, “um banana para uma república das bananas”, além disso ele promete fellatios gratuitos para toda a gente, tal como há 5 anos tinha prometido uma ginasta russa e um dançarino cubano para todos os portugueses e portuguesas, respectivamente. Se não for o Manuel João, e tendo em conta o caminho que isto está a tomar, acho que até o advogado do Bibi serve melhor do que o Cavaco ou o Soares.

Parafraseando um actual colega meu que não tem problemas em usar palavrões nas situações mais pertinentes, inclusivamente em ambiente de trabalho, digo e sublinho com veemência: "puta que os pariu!"

sexta-feira, 2 de dezembro de 2005

Interjeições de Rock

Este mundo seria um local bem mais aprazível e saudável se todos nos expressássemos com a maior das naturalidades e de forma inequívoca sempre que a situação o justificasse. Cada vez que alguém de quem não gostamos se dirigisse a nós, ou uma gaja boa se apresentasse perante a nossa visão periférica, fossemos promovidos, ganhássemos um passatempo na rádio, nos caísse um vaso no pé, ou uma qualquer outra situação pontual de entre um sem número de situações possíveis, bastava que nos déssemos a entender por meio de interjeições de rock! Numa situação agradável, bastava um “Oh yeah!”; depois de nos acontecer uma coisa má, usava-se uma “fuck you mamma!”; se fosse uma coisa normal usar-se-ia uma “Get Up-a!”; e assim sucessivamente. Não ficaria nada por dizer, pois cada pessoa manifestaria todo o seu sentimento. Por outro lado não se gastaria tempo com explicações da tanga e conversas moles… tudo dito de forma evidente e em poucos segundos. Simples, eficaz e prático.

domingo, 27 de novembro de 2005

A banana e o universo

O Universo começa e termina na banana que eu comi hoje de manhã. A explicação cósmica e holística da criação de tudo está contida no cacho de onde hoje eu retirei uma banana para degustar e ingerir. Pois que era uma banana com aspecto de estar madura e quase fora do período ideal para ser comida, já com manchas pretas, mas que depois de descascada se apresentava rija, com sabor e textura típicos de uma banana ainda verde… dei uma dentada e formulei o seguinte pensamento: “Estarei eu no nexos do universo, onde tudo começa e acaba, presenciando a espacio-temporalidade que se me apresenta de forma pouco respeitadora de quaisquer leis e regras até hoje vigentes, sem que disso alguém se dê conta excepto a minha singela e humilde pessoa? …ahh, eis-me na presença de algo transcendente e fantástico que tanto carece de explicação, mas para o qual jamais encontrarei lógica que o determine e lhe dê razão para existir… é melhor comer a porra da banana até ao fim antes que mude de cor ou se liquefaça!”

sábado, 26 de novembro de 2005

Naprons na chapeleira

No seguimento do post anterior, devo informar que adquiri conhecimento pertinente que vem dar explicação a uma das questões anteriormente colocadas. Neste momento sou o feliz possuidor da informação que desvenda o mistério dos naprons em forma de chapéu, devidamente depositados na chapeleira de certos automóveis (ex.: toyotas corollas e datsuns 1200 antigos). Eles existem nesse digno local para albergar um rolo de papel higiénico que possa ser útil numa situação pontual de aperto. Lá está o sentido prático do tuga sempre em evidência. Incrível!

Coletes e Fatos-de-Treino

Num país em que muita gente anda de fato-de-treino ao fim de semana, e com as cores mais garridas e contrastantes possível, só poderia aparecer uma moda tão estúpida e incrível como a do colete reflector no banco do carro. No banco não!, nas costas do banco, que é para se ver bem, ou não fosse aquela morraça fluorescente!! Não percebo, juro que não percebo… já dei voltas e voltas aos meus pensamentos e não encontro pedaço de lógica que se lhe aplique. Alguém me ajuda? E já que falo nisto, porque não explicarem-me a função dos CD’s pendurados no espelho reflector, dos naprons bordados na chapeleira e da placa de metal identificativa no tablier com o nome e morada, não vá o bólide ser encontrado perdido e precisar de alguém que o conduza de volta ao dono, porque caso o condutor se embebede ou algo assim, é mesmo o carro que se vai perder, ya!

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Os cabrões dos máximos

Que há gente parva a conduzir na estrada já toda a gente sabe, mas e aqueles idiotas que vêm de médios até chegarem perto e no preciso e exacto momento em que se cruzam connosco decidem ligar os máximos mesmo na nossa cara!? O que é que se passa com essa gente? Esta é uma das coisas que me dá vontade de galgar o separador central, se o houver, ou ultrapassar a faixa longitudinal contínua, mudar a marcha para o sentido contrário, e ir atrás do fdp com os máximos ligados só para lhe moer o juízo. Ele há pessoas que só não são mais estúpidas por falta de espaço. Nestas coisas não há cá ricos e pobres, mulher ou homem, velho ou novo... há gente estúpida ou não!

quarta-feira, 23 de novembro de 2005

Mijar sentado não lembra a ninguém!

Aqui há tempos participei numa conversa entre amigos, bastante elucidativa, sobre necessidades fisiológicas. Chegámos à conclusão de que a maioria dos homens ali presentes, na altura rapazes, mijavam sentados (“fazer xixi” é conversa de putos!), coisa que a mim me faz alguma confusão. Ora se as mulheres foram laureadas com o facto de terem orgasmos múltiplos como contrapartida de terem sido os homens, os presenteados com a possibilidade de mijar de pé, porque raio é que alguns espécimes do género masculino irão, conscientemente, abdicar dessa mais valia!?... não faz qualquer sentido! Mijar de pé é do melhor que há! É das melhores características que vêm no pacote “ser homem” e nem sequer é extra ou opcional, já vem de fábrica assim! E à semelhança das mulheres, que têm o bidé, nós também possuímos uma loiça só para nós nessa divisão original que é o quarto de banho: o urinol, esse conceito místico digno da mais árdua e intrincada contemplação. Quer se seja exímio ou trapalhão, esforçado ou preguiçoso, mais ou menos artista, mijar de pé é de homem!

segunda-feira, 21 de novembro de 2005

O drama da cortina

Para os mais modernaços este post não vai saber a vivência quotidiana, mas mesmo para estes, bem como para os demais, será sempre uma espécie de recordação indelével. De certo que já aconteceu a todos, estar a tomar um bom e reconfortante banho de chuveiro quando a merda da cortina se descola da loiça e toca nas nossas costas, ou mesmo que ao de leve na coxa, mais parecendo um íman sem despegar, e com o susto, damos um ressalto para trás, o que nos faz tocar com o nalguedo nos azulejos ainda mais frios! Minutos depois, já recompostos, e com um esforço empreendedor digno de um engenheiro holandês, lá conseguimos fazer aquela bolsinha de água para segurar a pérfida cortina no intuito de dar seguimento ao banho, mas agora numa ansiedade e nervosismo constantes, pois temos a certeza que está tudo fechado, porta e janelas, e mais ninguém está na casa de banho e não há puta de brisa que faça a cortina mexer, mas ela lá se descola de vez em quando!

domingo, 20 de novembro de 2005

Bichas vs Futebol de Salão

Epá, ok, eu sei que sou um bocadinho preconceituoso em relação às bichas, mas sinceramente… estava descansado a fazer zapping quando passei pela SIC (Blahhh!!) e vi os tipos do Esquadrão Gay a tentar jogar futebol de salão. Porra!?, mais parecia que estavam a fazer ballet! Eu conheço homens que fazem ballet e dança contemporânea, e nada que se compare com o que eu vi. Dança é dança, futebol é futebol, homem é homem, gay é gay, e bichonas loucas como estas não se parecem com nada. Nada tenho contra a homossexualidade ou contra o movimento gay, mas detesto ver homens femininos assim como detesto ver mulheres demasiado dengosas e cheias de sei lá… mariquices!!!

sexta-feira, 18 de novembro de 2005

Passarolas Voadoras

Só mais um pedacinho de cóltura... e da nossa:

"As Passarolas Voadoras são seres críticos e sensíveis que observam a realidade social e sobre ela fazem as suas dissertações em forma de música e poema. Vivem longe de tudo e todos, fazendo passagens muito pontuais e breves pelo nosso planeta. Relatam o que vêm de uma forma satírica e humorística para que seja perceptível por todos sem excepção. No final do bom ano de 2002 d.c. surgiu a tão suscitada obra prima, real cagada passarolal, o bestialmente aclamado álbum de estreia das Passarolas Voadoras. Estamos, portanto, em pleno momento estasiático de inspiração e introspecção para que se dê mais uma vinda e consequente descida das Passarolas à Terra. Eles andem n'aí, e muito d'em'breve se mostrarão ao mundo qual D. Sebastião na neblina vespertina... aguardai!"

quinta-feira, 17 de novembro de 2005

Valdez e as Piranhas Douradas

Serve este post para vos injectar um pouco de cóltura:
"Valdez e as Piranhas Douradas é uma banda de seis/sete músicos, formada no início dos anos noventa. A sua estética xunga/rock/comercial caracteriza-se pela criação de ambientes de loucura dançante e baladas bimbo/românticas, através da aglutinação de múltiplas sonoridades desde o tango ao pop/rock, fazendo dos “Valdez e as Piranhas Douradas” uma persistente lufada de ar fresco no definido mundo musical."
Valdez e as Piranhas Douradas são: Pedro Wilson (voz), Odete (vozes de fundo e balarina), , Magui (vozes de fundo e balarina), Rui de Sá (acordeão, xilofone, harmónica, coros), João Baião (guitarra ritmo e solo), Abílio (baixo), Sérgio Bolota (bateria, percussão). Eu já vi ao vivo e o meu comentário é "loucura total!!!"

terça-feira, 15 de novembro de 2005

A long, long time ago...

There was a place called
Courela do Tanganho
A wish was made,
expectations were high
But finally...
...the circle is now complete!

Guerra dos Sexos: no trânsito

Noutro dia reparei num pormenor interessante (ou não!). Quando alguém faz algum tipo de disparate no trânsito, se for mulher e der conta do que fez, coisa que nem sempre acontece, nem tenta reparar em quem está a buzinar ou a mandar vir, segue em frente nunca olhando para o lado ou pelo espelho retrovisor; se for homem, claro que dá conta do que fez, começa logo armado em galarote a cacarejar de volta e a fazer manguitos ou coisa pior. Este é mais um exemplo das diferenças entre os sexos, neste caso, no que diz respeito à forma de guiar e de encarar o trânsito. Mas antes que me apelidem de sexista, coisa que me acontece não raras vezes, devo referir que as estatísticas mostram que as mulheres são os condutores menos propensos a ter acidentes, e as companhias de seguros sabem disso, daí que elas tenham que pagar menos pelo seguro automóvel. Afinal a história dos saltos-altos e da maquilhagem enquanto conduzem não passa de mera especulação insidiosa, e elas também gostam de velocidade, coupés e descapotáveis como nós! Ah valentes!! …já agora, e uma vez que tenho a fama de ser (por vezes) machista, aproveito para deixar escapar uma boquinha oportuna: não há nada mais sexy do que ver uma mulher ao volante de um carro desportivo ou como pendura numa mota de pista, tenho dito!
(post scriptum: se a mota for conduzida por outra mulher, ui, bem melhor!!!)

domingo, 13 de novembro de 2005

Necessidades, campismo e o cocó

Quem está habituado a fazer a necessidade número 2 sentado não sabe mesmo a sorte que tem! Quando se faz campismo, quando se tem necessidade num domingo de compras num centro comercial, ou se trabalha num local com muita gente e a limpeza só é feita de manhã e também se tem vontade de “ir” já depois das 18h e os urinóis não têm bolas de naftalina e está um daqueles cheiros corpulentos no ar que parece que se leva um soco no estômago assim que se passa a porta e ainda por cima o pessoal não acerta com o papel nos baldes e o wc está um autêntico caos mas tu tens de aguentar isso durante uns bons 4 infernais minutos, a necessidade de “ir” durante uma viagem e as áreas de serviço são como são, ou até mesmo em sanitas sem tampo ou daquelas em que tem de se ser artista e acertar no buraco do chão (normalmente acontece nos wc’s de tascas e restaurantes de estrada); todas estas, situações que desafiam o corpo humano em termos psicológicos e físicos. Só quem tem de o “fazer” de pé, ainda que de vez em quando, é que tem a verdadeira noção do quanto sabe bem fazer o cocó sentado… para alguns é um luxo!

segunda-feira, 7 de novembro de 2005

Me Gandim, You Tarzan

Desapareceu de entre nós, comuns mortais, uma personagem rica e plena de magia. Um indivíduo marcante, quase transcendente. Um semi-deus capaz de grandes feitos e desvarios… um mito! A Fonte da Telha jamais será a mesma sem a sua presença. Tarzan Taborda deixou-nos no pico dos seus setenta e muitos anos, mas deixa saudades e memórias agradáveis. Pena que o Mário Soares fique sem mandatário para o desporto, mas é assim a vida! Serás recordado com carinho Tarzan! Agora vamos ter de mudar o tempo verbal da frase dos Gatos Fedorentos para “forte, forte ERA o Tarzan Taborda”, mas a mítica frase permanecerá igual: “beija-me na boca e chama-me tarzan”.

domingo, 6 de novembro de 2005

Mitos desvendados, parte II

Depois de reler os comentários ao post “Mitos desvendados (parte I)”, com referência aos “Amigos de Gaspar” e a outras séries e desenhos animados da nossa geração (quem nasceu entre ’75 e ’85, por aí) reparei num outro mito que se gerou à volta de 3 personagens de ficção: o Sport Billy, o Jerry do Parker Lewis Can’t Lose, e o McGyver. Já perceberam aonde quero chegar? Não!? Eu explico! Estes três são exemplos perfeitos do famoso e mui aclamado Self Made Man.

O Sport Billy tinha tudo dentro da sua malinha de mão (ou mariconete, como preferirem chamar), o Jerry sacava tudo do seu casacão, e por último, o McGyver conseguia fazer milagres com as coisas mais simples de que dispunha. Estes são os verdadeiros heróis, os outros, como por exemplo o Batman, são uma cambada de filhos de gente rica sem mais nada de interessante para fazer do que combater o crime quais vigilantes na noite, armados em pseudo-heróis… ou isso ou nasceram com a vocação, mas na família errada. E nada me afasta da ideia de que todos esses super-heróis andaram nos escuteiros quando eram putos, o que só os pode ter corrompido e levado a uma estado tal que os deixou incapazes de conter o impulso de andar constantemente mascarados (isto vem da grande máxima – escuteiros: bando de meninos vestidos de parvo, liderados por um parvo vestido de menino).

Os Self Made Men não precisam de máscaras, os verdadeiros heróis não carecem de levar uma vida dupla e inconstante que só lhes estraga ainda mais o sossego, psicológico e mental entenda-se, e a capacidade de funcionar em sociedade, e é desta gente que o mundo está a precisar, são precisas mais almas caridosas, generosas e solidárias.

O nosso futuro depende de pessoas altruístas e orientadas para os outros, não de Valentim’s Loureiro’s, Fátima’s Felgueira’s e afins… esses!?, puta que os pariu!!

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Jazz para ouvir em dias de chuva

Naqueles dias manhosos em que chove sem parar e não há vontade de sair à rua, está fresco e só apetece ficar frente à lareira, com meia dúzia de velas acesas, deitados num tapete de pelo grosso e fofo, almofadas por todo o lado, o cheiro a lenha e incenso, a observar o lume, na tua companhia, a ouvir um jazz típico de quinteto: piano, bateria com vassouras, contra-baixo, sax e uma voz quente de mulher... Sarah, Ella, Nina, Dinah, Diana… recordação ou fantasia!? ...tu decides!

domingo, 30 de outubro de 2005

Truque do papel higiénico

Para quem costuma utilizar as casas de banho públicas ou do local de trabalho, esta dica é de extrema importância. Esqueçam as tiras de 2 ou 3 quadradinhos de papel milimetricamente colocadas à volta do tampo da sanita ou o cagar de cócoras, que isso é só uma forma de evitar o contacto com o tampo infecto, ainda existe outra questão: a problemática dos salpicos de água! O maior pesadelo de quem usa sanitas – seremos todos, certo!? ok, tirando os que fazem campismo selvagem – deve ser o de dar caras (ou de cu!) com uma em que o buraco da água fique mesmo a direito com a saída… (acho que a explicação não carece de aprofundamento)… daquelas em que nem dá para usar a loiça como rampa de descida. Nesta altura, o que devem fazer é o seguinte: puxar uma longa tira de papel higiénico – tipo 10 ou 15 quadradinhos – e enrolar/dobrar de forma a que fique “assim” pró fofo; depois coloquem (não passem com as mãos abaixo da borda da loiça) o papel enrolado/dobrado a tapar a água (tem de ser papel suficiente para que algum fique seco à tona da água... agora é só baixar o calçame, apontar à vontade, sem grandes preocupações claro está, e arrear o calhau com fartura. Esta é uma ideia que serve como complemento ao descrito no início, só desta forma não haverá javardíce certa!
Se acharam uma ideia de um tipo insano e completamente fixado em teorias merdosas e pouco válidas, desafio-os a experimentar e depois comentarem o resultado. Só aceito críticas a postriori e de gente com experiência na matéria.
(Experiência: acto ou efeito de experimentar; observação; experimentação; ensaio; prova; a prática, por oposição à teoria; habilidade e perícia adquiridas com o exercício de uma arte ou ofício; conhecimentos resultantes de vivências subjectivas; soma de conhecimentos; conhecimento transmitido pelos sentidos.)

sábado, 29 de outubro de 2005

Take it to the bridge

Acho que todos os homens (rapazes!?) da minha idade mantêm, quase secretamente, a mesma fantasia: estar na pele do Captain Kirk da Enterprise (toda a gente se lembra do Star Trek, certo!?). Estar numa divisão única onde se controlam e supervisionam motores, armas, comunicações, mapas, e apetrechado com toda uma série de equipamento e gadgets para todo o tipo de utilização. É por esta razão que gostamos de armas quando somos crianças, que gostamos de aviões quando somos putos e gostamos de motas e carros desde que nos tornamos adolescentes. Recentemente descobri algo que me deu um prazer imenso e que me dá a sensação de estar aos comandos duma Federation Starship: conduzir um Monovolume! Costumava pensar que não havia prazer a retirar de um automóvel assim, e que era carro de cota ou de mãe… mas não!, é carro onde um homem se sente um rei. Tem um assento que mais parece uma poltrona, com todo o tipo de regulação e alguns com aquecimento, tem milhares de botões e luzinhas (“flashing and beepeing”) para controlar tudo e mais alguma coisa, tem computador de bordo e comandos para aceder a toda a informação sobre o carro, onde se vai e o que se faz no caminho, é confortável como uma divisão daquelas expostas no Ikea, possui um sistema de som (e vídeo) de fazer inveja às salas de cinema Alfa de Évora, visibilidade à farta que mais parece uma marquise… só lhe falta uma lareira!! eheh Eu ainda não experimentei uma Espace ou um 807, mas depois de um Modus e um Idea já me dou por contente. Now let’s boldly go where no man has gone before!

quarta-feira, 26 de outubro de 2005

Mitos desvendados, parte I

Já alguma vez pensaram quem seria que cantava aquela música do genérico daqueles desenhos animados ou daquela série de animação? Pois bem, revelo-vos aqui e agora o que há muito esperavam (ou não!):

Era Uma Vez o Espaço – letra e música de Paulo de Carvalho

Abelha Maia – letra e música de Tozé Brito, interpretada por Ágata

Se alguém souber mais alguma(s), faça o obséquio...

segunda-feira, 24 de outubro de 2005

Gel e Brilhantina

Vi um dia destes um reclame na tv sobre um novo gel para penteados que não se desmancham com água e resistem à transpiração… eu fiz esta pausa para ver se me acompanham no raciocínio… gel que não sai com água!?!? Então e o que acontece quando queremos tomar banho e remover a morraça!? Fica para sempre!?

Já lá vai o tempo em que os homens eram de facto Homens e só usavam qualquer artefacto que encaixasse na classe da maquilhagem para se tornarem ainda mais homens. Não saíam de casa à noite sem a brilhantina e um pente no bolso para enfrentar a movida numa postura de gallant, pondo-o todo para trás a la Clark Gable. A brilhantina saia facilmente com água, e podia-se ser o tipo mais charmoso à noite, qual playboy num bunnyranch, e de dia estava-se de volta ao matadouro ou ao guichet das Finanças sem qualquer vestígio do produto no couro cabeludo (provavelmente lavavam o pelo com Restaurador Olex). Hoje em dia é o Zé Castelo Branco na tropa, o Esquadrão G(ay) a mudar os homens portugueses, o La Feria a fazer teatro para milhões, o Carlos Castro nos bastidores da moda, o Herman que está loiro e cada vez mais abichanado, e agora esta nova ideia de que os homens se devem tratar com cremes, géis e outros porcarias que tal… geneticamente falado, isto qualquer dia dá merda!!

domingo, 23 de outubro de 2005

Dica culinária: ervas aromáticas

Como bom alentejano que sou, sei utilizar ervas aromáticas nos mais variados cozinhados (sei quais são os pratos, mas só sei fazer alguns... poucos!). De entre as muitas ervas, lembrei-me de completar o post anterior e passar a dica culinária do tempero da salada à versão 2.0: acrescentar oregãos ou hortelã, e pimento verde aos cubinhos muito pequeninos, se for salada de alface, ou só oregãos se for salada de tomate.
As coisas simples na cozinha, como em tudo, fazem a diferença entre a banalidade e a perfeição.

sexta-feira, 21 de outubro de 2005

Dica culinária: temperar saladas

O tempero da salada é das tarefas mais precisas e laboriosas que há no cardápio do exercício culinário. O objectivo máximo e último é o de atingir a perfeição, e para o alcançar, carece-se de um misto de precisão e sentido de oportunidade únicos. Esta dica culinária é preciosa para o uso doméstico, sendo mais difícil de aplicar em cozinhas industriais:
1. usar um tupperware com tampa que vede bem
2. lavar a salada e depositá-la com carinho no referido tupperware (o “carinho” é só porque me apeteceu! lol)
3. temperar a gosto (ex.: sal-azeite-vinagre, sal-azeite-limão...)
4. colocar a tampa no tupperware e fechar bem
5. agitar o tupperware como se não houvesse amanhã (cima-baixo, circunferências e elipses perfeitamente definidas no espaço, chocalhando ao calhas, é ao gosto do freguês)
6. abrir a tampa do tupperware e está pronto a servir (não fica com nada para escorrer)
Se for num tupperware de vidro com uma tampa de plástico é só levar para a mesa! ...que tal? Bestial, não!?!? ...assim de repente lembrei-me de uma frase: ”somos geniais, nós e os nossos genitais”.

segunda-feira, 17 de outubro de 2005

A batalha das bananas

Eu gosto muito de fruta, nomeadamente de bananas, mas há que convir que é um martírio conseguir-se o equilíbrio espacio-temporal necessário para não deixar escapar a janela de oportunidade em que uma banana está pronta para ser comida. E não há aqui qualquer tipo de duplo sentido sexual na minha narrativa, qual Saul ou Quim Barreiros, é mesmo uma constatação factual. As bananas passam imediatamente de ainda estão verdes para já estão muito maduras. Ou sabem mal e deixam a boca completamente encortiçada, ou sabem mal e apresentam uma textura ligeiramente ranhosa e pouco convidativa. Que raio aconteceu à fruta nos últimos 10 anos? Foram os avanços na medicina genética e biologia molecular? As alterações climatéricas e ecossistémicas de fundo? A Política Agrícola Comum? Algum tipo de bicheza que ataca primordialmente a fruta? É que não se consegue comprar um cacho de bananas, esperando que elas durem “algum” tempo, têm de ser todas comidas de seguida, sob pena de apenas lhes restar um fim… o batido! Nem para salada de fruta servem!! E sobre as bananas da Madeira nem vou tecer qualquer tipo de comentário ou consideração. Eu quero comer bananas como comia quando era puto, sem me preocupar em ter de ficar em casa à espera que elas atinjam o ponto certo para serem descascadas e degustadas com prazer. Para ficar em casa sem nada de socialmente produtivo para fazer já chegam as noites em que me dedico a reorganizar a minha gaveta das meias.

domingo, 16 de outubro de 2005

Corda Lá

Hoje, ao fim de mais de 10 anos de música, bandas e ensaios, parti uma corda Lá...

Pacotes de cartão

Mas quem é que atina com os pacotes de cartão??? Há duas coisas que me irritam solenemente: em primeiro lugar o facto de ainda a maioria ser do tipo paralelepípedo, e em segundo o facto de virem sempre muito cheios, o que, em conjunto, origina que eu entorne sempre para fora… ou porque falho o copo com as primeiras golfadas, ou porque a parte por onde agarro se “amolga”, dando desastre completo, ou porque acaba por escorrer ao longo do pacote… é sempre a mesma porqueira!! Agora já há os hexagonais da TetraPak, mas ainda só vi nos sumos (litro ou 33cl). O leite da Vigor vinha nuns porreiros, assim pró rectangular mas estreitos e mais altos; depois ainda há vários tipos de abertura, mas nada que me convença, dá sempre molho! Pior, pior, são os sumos do Lidl, que têm uma tampinha de plástico mesmo a jeito para o entornanço total. É fatal como o destino, verdadeiramente exasperante!! Eu já andava doente com ideia de ser um inadequado com as mãos de um puto de 18 anos sempre em fase de crescimento, mas depois de muitos anos de experiência e árduo treino, cheguei a uma conclusão que quero partilhar convosco: qualquer que seja o pacote, especialmente para os “normais” (paralelepípedos), façam uns golpes por cima e na parte oposta à da saída do líquido, pois sempre ajuda a evitar o efeito de vácuo, e o líquido não sai às golfadas desenfreadas, o que nos deixa controlar melhor o fluxo do jacto de saída. Vão por mim!

sexta-feira, 14 de outubro de 2005

TV Nostalgia

Quem não se lembra de programas clássicos e marcantes como o TV Rural com o Eng.º Sousa Veloso, o 70x7 com aquele padre a tender ligeiramente para o simpático, ou a Eucaristia Dominical com a padralhada toda? Foram programas que marcaram a nossa infância, sem dúvida… mais não seja porque sabíamos que logo de seguida davam os desenhos animados!

Ah, é verdade, por falar nisto, hoje vi o DVD do Duarte e Co. à venda (1ª série). Brutal!!! …”OH ROCHA!?!?” ahahahahahah :))

quinta-feira, 13 de outubro de 2005

Pequeno-almoço de campeões

Todos os dias deparo comigo a escolher de entre as várias hipóteses de um não vasto mas nutricionalmente farto cardápio de pequenos-almoços, é o denominado pequeno-almoço de campeões:
- tosta mística + leite com chocolate (nem quente, nem frio… morninho!)
- omelete com fiambre e queijo + yogurte líquido
- taçalhão de Chocapic com 2 colheres de açúcar.
Com qualquer destas opções fico logo pronto para a loucura atrás das bancadas!

quarta-feira, 12 de outubro de 2005

Paisagens perfeitas

Uma manhã de um dia limpo, depois de nevar, numa montanha no Inverno
Um final de manhã de um dia quente, no campo na Primavera
Uma tarde dourada num jardim de relva e plátanos no Outono
Um final de tarde numa praia deserta num dia de Verão
Uma noite qualquer, a vista do teu corpo…

segunda-feira, 10 de outubro de 2005

País de caca, políticos e bolo-rei

Vivemos no meio de gente mesquinha e de carácter duvidoso, num país onde compensa ser-se bandido e criminoso.

Tem-se como recompensa máxima, o acesso aos mais altos cargos políticos, cargos esses que deviam ser o ponto máximo de compensação por um caminho de excelência, civismo e solidariedade social… mas quem liga a isso hoje em dia na política?

Quem é que ainda presta contas ao eleitorado nos dias que correm? A confirmar esta teoria está o facto de quase todos os “políticos” com problemas com a “justiça” terem conseguido conquistar as autarquias a que se propunham nas eleições desta noite: a corruptamente meia-brasileira Fátima Felgueiras, o mafioso Isaltino Morais e o carroceiro Valetim Loureiro conseguiram fintar a lógica da razão e manter na sombra da ignorância os seus concidadãos… conseguiram todos excepto o celebre quintaneiro Ferreira Torres, esse incauto desgraçado!

Nepotismo, compadrio, subserviência, ganância e sede de poder estão na ordem do dia, é o salve-se quem poder, e a questão que se põe agora é a seguinte… o que virá a seguir!? O gajo do bolo? (*)

(*) bolo-rei

sexta-feira, 7 de outubro de 2005

O mito do Super-Homem

De certo já muita gente se lembrou disto, e também é certo que já ouvimos roçar neste assunto em stand-up comedy ou sitcoms, mas o tempo urge por uma compilação decente e abrangente para que possamos chegar a uma conclusão final. E eis que esta surge, para dar resposta a uma tão pertinente empolgante questão: o Super-Homem era gay?
- o tipo usava colants de lycra azul
- vestia umas cuecas vermelhas por cima dos ditos colants azuis, além de que eram slips e não boxers
- calçava umas botas de borracha vermelhas por cima dos referidos colants azuis e a condizer com as cuecas
- as cores escolhidas eram espampanantes e tudo em tecidos brilhantes
- por cima disto tudo, como se não bastasse, ainda envergava uma capa vermelha
- o penteado era feito com brilhantina e com um caracolinho proeminente ao meio da testa
…estão a ver o filme, não estão? …capa!? colants!? caracolinho!? O homem só pode ter passado pelas mãos do Esquadrão G (e todos sabemos o que o “G” significa… Gay, claro está!) assim que atingiu a maioridade e decidiu sair de Smallville para se aventurar na grande Metropolis. Sim, porque estamos a falar do Super-Homem e não do Super-Boy.
Em suma, o desgraçado é a figura da Marvel que mais mete dó. Porque ainda temos o exemplo do Batman, que também usa um fato completo, de pele, mais capa, mas tem bom gosto e não é espampanante. O Super-Homem está mais ao menos ao nível do Herman José, mas sem ter aloirado o cabelo. O Super-Homem é gay e prontos, pá!

quarta-feira, 5 de outubro de 2005

Nova pornografia

Recentemente deparei com um fenómeno muito interessante e deveras apelativo. Reparei que há mais que me excite sexualmente do que apenas gajas nuas e imagens de sexo (implícito ou explícito, que eu não sou esquisito). Acontece que uma partida de ténis feminino entre duas mulheres (perdoem-me a redundância) a gritarem uma com a outra quando batem com a raquete na bola e suadas de tanto esforço, ou os videoclips de fitness tipo “Call On Me”, dão completamente cabo de mim! Deixam-me mais para lá do que para cá!! É puro gozo. E é de saudar que este tipo de programação não tenha sido ainda censurada, auditiva ou visualmente, e que possamos contar com uma ou outra, fim-de-semana sim, fim-de-semana não. É caso para dizer que o desporto dá gozo e traz saúde a quem o pratica… e quem observa!

segunda-feira, 3 de outubro de 2005

Papel higiénico sem picotado

Mas quem, no seu lúcido e perfeito juízo, se orienta numa casa de banho em que só haja papel higiénico sem picotado? Com que tamanho é que se rasgam os pedaços de papel? (sim porque já não se podem chamar de quadradinhos de papel!) E se for numa casa de banho pública, daquelas em que não nos sentamos e fazemos de tudo para não tocar com os atacadores dos sapatos no chão ou mesmo com os cotovelos nas paredes do cubículo, infectas e repletas de frases manhosas mas no entanto pertinentes e a propósito? Deveria ser proibido produzir papel higiénico sem que os quadradinhos viessem devidamente identificados e facilmente destacáveis numa desacoplagem sucessiva e extremamente intuitiva, à medida que o rolo se iria progressivamente desenrolando. Isto sim, seria serviço de extrema utilidade pública! Mas há mais... os rolos de uma só folha, ou ainda que sejam de duas, mas ásperas, deveriam ser também banidos das linhas de produção.

domingo, 2 de outubro de 2005

A saga da Massa

O mundo está dividido entre as pessoas que dizem o esparguete e as que dizem a esparguete. Toda a gente sente que tem razão e acha que está correcta quando se refere a essa massa demoníaca como bem entende, dando uso ao livre arbítrio que tão marcadamente caracteriza a essência do ser humano. Será que, uma vez resolvida esta questão fulcral e primordial, os conflitos no mundo irão acabar? Será por isto que secretamente se debatem todas as candidatas nos mais e variados concursos de Misses por esse planeta fora, por uma Paz Mundial assente num pilar de força e comunhão em que todos nos referiremos ao esparguete da mesma e universal forma sem revezes ou infortúnios? Será que vale a pena orientarmo-nos por essa utopia, qual quimera dourada e resplandecente que se quer verdadeira e atingível no final de um túnel escuro, húmido e tenebroso que demora uma eternidade a ser percorrido mas do qual sairemos vencedores e orgulhosos da nossa demanda? Ou é de outra pasta que estamos a falar quando dizemos “é a massa que faz girar o mundo”? Duma forma ou de outra, faça-se luz sobre a mente humana e ergamo-nos por entre a imundice e a porcaria nefasta que nos enfeza e tolda o espírito, saindo incólumes de toda esta luta que nos assola desde a alvorada dos tempos. Seremos mais e melhores do que já fomos outrora. Seremos insanos e livres, apontando baterias à felicidade comum e ao nosso orgulho como espécie... gritem todos comigo: “ATÉ QUE IDADE PENSAS DIVERTIR-TE!!!”

quinta-feira, 29 de setembro de 2005

Inadequação, Ansiedade, Estranheza

“this is the age of decay and hipocrisy, sometimes I feel like the world isn’t ready for me”
música: S.O.S., álbum: Pigs, Peasants And Astronauts, banda: Kula Shaker

terça-feira, 27 de setembro de 2005

Vida, momentos e respiração

“A vida não se define pelas vezes que respiramos e sim pelos momentos que nos cortam a respiração”.
Esta frase, que tirei do filme que vi hoje (Hitch), dá que pensar! Eu tenho uma postura e uma filosofia de vida que me orienta para o que é verdadeiramente importante na vida. E o que é importante nesta vida, perguntam vocês absortos e interessados!? Para os outros não sei, mas para mim é básico… são mesmo as coisas simples as mais determinantes (já dizia o Joe Cocker). Tudo o que me faz arrepiar os pelos do braço e da nuca, tudo o que mexe com a minha sensibilidade, tudo o que me faz vibrar é aquilo a que eu me refiro como sendo o sumo da vida. Indo buscar outra referência cinematográfica, não se pode ter a noção do doce sem se provar também o amargo (“the sorrow and the sweet”, Vanilla Sky). Tendo ainda em conta o que nos dizem os Rolling Stones, “you can’t always get what you want”, para se ter acesso ao que é bom tem de se ter uma noção, sentida na pele, do que é mau, aprendendo e crescendo com isso – “you have to learn to crawl before you learn to walk” (Aerosmith).
Em suma, cada um é como cada qual, e cada qual sabe de si. Não há cá grandes ensinamentos nem teorias que se possam passar ou oferecer. Cada ser humano deve viver sobre os princípios da ética e do seu carácter e personalidade, sem se deixar influenciar (demais) pelos outros, procurando não se defraudar nos objectivos traçados, bem como das expectativas criadas ao longo da sua existência. A vida é o que fazemos dela!
Agora ide, ide gozar cada minuto da vossa simples e humilde existência e regozijai-vos com o facto de não terem terramotos, tsunami’s, furacões com nomes de mulher ou um presidente/1º ministro chamado George Bush (acautelo aqui o facto de podermos vir a ter o Cavaco Silva como Presidente da República).

Notas:
Ética: disciplina filosófica que tem por objecto de estudo os julgamentos de valor na medida em que estes se relacionam com a distinção entre o bem e o mal.
Moral: conjunto de costumes e opiniões que um indivíduo ou um grupo de indivíduos possuem relativamente ao comportamento.
Vida: espaço de tempo decorrido entre o nascimento e a morte.
Respiração: conjunto de processos através dos quais o organismo absorve o oxigénio de que necessita para as suas combustões, libertando-se, simultaneamente, dos produtos gasosos que constituem resíduos da sua actividade química.

Corolário da loucura

Excêntrico: maluquinho com dinheiro
Insano: maluquinho virtuoso
Louco: maluquinho que pensa que é destemido mas é apenas parvo
Doido: maluquinho com coragem, ou muito estupido
Maluco: maluquinho desprovido de tacto e bom senso
Alienado: maluquinho que não dá por nada do que se passa à sua volta

segunda-feira, 26 de setembro de 2005

Carpe Diem

“as soon as you’re born you start dying so you might as well have a good time... sheep go to heaven, goats go to hell”
música: Sheep Go To Heaven, álbum: Prolonging The Magic, banda: Cake

domingo, 25 de setembro de 2005

Poeta, políticos e palhassos

Ah valente! Temos Homem, temos Poeta, temos Político!!!

Oh Sócrates!? Toma e embrulha!! ahahaha

Oh Soares!? Tás aqui, tás com a Amália…

Citando Comme Restus, faço um segundo comentário a Sócrates, que tanto merece: "Palhasso do caralho!!!"

(música: Palhasso do Caralho, álbum: Pharmacia Ananaz, banda: Comme Restus)

sábado, 24 de setembro de 2005

Ainda os piropos

Estive a reler o post anterior e lembrei-me duma história verídica relacionada com um piropo (não a presenciei pessoalmente):
Um trolha, trabalhando devidamente acondicionado em seu andaime, vê uma mulher toda jeitosa e grita-lhe lá do alto:
- "Oh boa!... oh boa! ...fazia-te aquilo que tu mais gostas"
A mulher, não se deixando intimidar, retorquiu:
- "...só se for chupar a pila do meu marido!!"
...quem é que é o sexo fraco e o forte? LOL
Já nos encontramos de igual para igual, penso eu de que...

sexta-feira, 23 de setembro de 2005

Piropos e frases do género...

Anda cá ao tio que o tio dá sugos!

Se é assim na montra, como será no armazém!?

Tás cansada? …é que tens andado na minha cabeça o dia inteiro.

Doeu? …quando caíste do céu!?

Queres ir dar uma queca e comer umas fatias de pizza? (depois do mais que provável estalo na cara)… O QUÊ??? NÃO GOSTAS DE PIZZA!?!?!?

Se fosses iogurte serias fruta no fundo ou mexida?

(felizmente ou infelizmente não fui eu que inventei estas frases)

quinta-feira, 22 de setembro de 2005

Comida saudável… ou não!

Coca-cola (ou Pepsi), Panrico (ou Bimbo), batatas fritas do McDonalds, frango do KFC, molho da Pita Shawrma, Bolicao, wafers de limão, maionese de limão, ketshup, salsichas, chocolate das figuras de natal, bombons com recheio alcoólico, bolachas com recheio tipo “gel” de frutas…

terça-feira, 20 de setembro de 2005

Recordações de infância, parte IV

“Bic Laranja escrita fina, Bic Cristal escrita normal… bic, bic, bic… bic, bic, bic”

“O Boca-Doce é bom, é bom, é. Diz o avô e diz o bebé. O Boca-Doce é bom, é bom, é!”

“Tenha um bom dia bom Mokambo, Mokambo, Mokambo...”

domingo, 18 de setembro de 2005

Lagostins de rio

A pedido do meu amigo Rafi, vou a explicar como os lagostins de rio (e de barragem), que estão bem longe da fama e proveito do monstro de Loch Ness, esse sim um animal de ficção (até ver!), são seres reais e membros da típica fauna Alentejana, pois’atão! Os lagostins de rio são bem mais pequenos, co-existem pacificamente com humanos e outros animais, comem-se mas não entram como personagem em filmes da Disney… o que é uma pena (daa-a!) …ok, eu passo explicar: o meu amigo Rafi teve uma discussão com habitantes da grande e cosmopolita cidade de Lisboa (alfacinhas, que também vai bem com arroz de lagostim) e pois que eles não acreditavam na possível realidade de poderem existir lagostins de rio… era sobejamente impensável e terminantemente improvável! Mas fica aqui, e desde já, a prova:
http://www.bragancanet.pt/picote/portugues/imprensa/2000-04/jn_especie_fragil.htm
(não exponho a foto no blog porque eu não gosto dessa bicheza manhosa)

sexta-feira, 16 de setembro de 2005

Questões pertinentes sobre chocolate

Como é que fazem os Maltesers naquela forma de bolinhas?
Como é que põem o arroz dentro do Crunch? E leva refogado? uma cebola ou duas? e dentes de alho?
O que faziam aos buracos dos Filipinos antes de se lembrarem que os podiam comercializar?
Chocolate branco? Será que é mesmo chocolate?


relembro:
questões mais ou menos pertinentes

Questões fundamentais, parte I

O que acontece ao piloto do esquentador quando não há gás?
O que acontece à luz do frigorífico quando se fecha a porta?
O que acontece ao vento da ventoinha quando esta está desligada?
O que acontece ao som depois de ter sido ouvido ou escutado?
…interessante… (ou não!)

segunda-feira, 12 de setembro de 2005

Freddie rules!

Deixo-vos os agradecimentos de Freddie Mercury no álbum a solo “Mr. Bad Guy” de 1985:
“Special thanks to Barbara, for big tits and inspiration (…) this album is dedicated to all the cat lovers around the world. Screw everybody else!”
Mamas e Gatos… não tenho mais nada a acrescentar! lol

domingo, 11 de setembro de 2005

9/11

Só tenho quatro coisas a dizer em relação a este tópico, e não me tomem por cínico ou insensível:
1º: já faz 4 anos e os americanos continuam a dar tiros nos pés... não aprendem, os desgraçados!!
2º: disseram que o mundo nunca mais seria o mesmo e que tudo iria mudar... era isto que tinham em mente???
3º: 11 de setembro é um dia que há todos os anos
4º: frase para reflectir - "one man's terrorist is a nother man's freedom fighter"

quarta-feira, 7 de setembro de 2005

Queres um balão???

Estive em trabalho na abertura de uma loja nova (quem me conhece sabe do que falo, não quero passar publicidade aqui) e, entre outras coisas, havia um grupo de quatro palhaços a tentar “encantar” a gaiatagem. Digo tentar porque não tinham muito jeito para a coisa. Os dois de andarilhas até se safavam, mas dos dois que andavam rente ao chão com aqueles sapatos exagerados, havia um que era francamente mau mas que me fez rir duma forma stúpidamente genial e que jamais vou esquecer. O tipo com má cara, notava-se através da base branca, do bigode em forma de vasculho (palhaços de bigode??? …estranho!) e do nariz vermelho de plástico mal encaixado, passava pelas crianças a oferecer balões de figuras que ia fazendo no momento. A certa altura depara com um puto que estava com o pai, mesmo a meu lado, e tenta brincar com ele:
(a cena seguinte tem de ser imaginada com os seguintes pormenores extremamente pertinentes: vestimenta de palhaço feliz e comportamento de palhaço triste, má cara, voz grossa (tipo Darth Vader mas sem a asma - James Earl Jones) e sotaque do norte, bem carregado!!)
Palhaço: “Olá… queres um balão???”
Puto: …mudo e quedo…
Palhaço: “…faço-te um cãozinho!!!”
Puto:
…sem reacção…
Palhaço: …nesta altura estava o tipo, feito palhaço, a apertar o nariz vermelho de plástico e a imitar o som de uma buzina de automóvel dos anos 20!
Puto:
…completamente aterrorizado…
Palhaço: fez-lhe um cãozinho (bem jeitoso até) e foi em busca de outra vítima.
Se não acharam piada, paciência, eu caguei-me a rir e serviu de motivo de galhofa durante todos os dias que estive a trabalhar e acho que ganhou um lugar de destaque no meu repertório de bocas e anedotas.Um grande abraço para Santarém e ao pessoal do reforço! ;)

Recordações de infância, parte III

Algumas destas iguarias, sobejamente apreciadas pelo comum mortal, já não se encontram entre nós, outras existirão por aí, mas depois de terem desaparecido e reaparecido com upgrades que em nada as favoreceram, outras, as mais puras, existem ainda inalteráveis e com a formula original… ui!, essas é que valem a pena serem re-saboreadas! Deliciem-se...

...Bombocas, Tang, Caprisone, Milo, Mini Milk, aqueles “chupitos” tipo Calipo fininhos e compridos com vários sabores que se compravam na mercearia, Gorila e Super Gorila, Sugos, chocolate de morango e ananás da Regina, sombrinhas de chocolate, Coma Com Pão, Cerelac (com a antiga família na caixa), Nestum de Arroz...

quinta-feira, 1 de setembro de 2005

Xunguíces

Os anos ’80: música, roupa, arquitectura, os cenários da tv… quase tudo!
Comer (bolo-rei) com a boca aberta.
Fazer barulho com a língua para tirar coisas dos dentes.
Usar um palito à grande e à francesa à frente de toda a gente sem tapar com as mãos e com a boca toda aberta.
Mandar bocas foleiras às raparigas de cima de um andaime.
Homens de cabelo curto em cima e comprido atrás (tipo jogador de futebol nos anos ‘80).
Homens de camisa aberta, fardula de fora e fio de ouro.
As idas ao café de bairro em fato-de-treino (pior se for com as seguintes cores: roxo, verde e amarelo).
Unha do dedo mindinho comprida.
Decorar o carro com ailerons desproporcionais, chamas e entradas de ar em todo o lado (xunging).
Gostar de música pimba, espanholadas e brasileiríces manhosas.
Ser-se escuteiro com mais de 16 anos.
Apreciar touradas (6 touros 6), largadas de touros, lutas de galos e afins.
Ser-se filiado no PP.

segunda-feira, 29 de agosto de 2005

Recordações de infância, parte II

Lego, Playmobil (das duas qualidades, com e sem mãos que rodavam), bonecos do He-Man (“I have the Power” lol), aqueles quadros para fazer desenhos geométricos com duas "manivelas" que rodavam, as caixas que se rodavam e faziam o mugido da vaca...

quinta-feira, 25 de agosto de 2005

Água de litro e meio

De certo já aconteceu a toda a gente beber água duma garrafa de 1,5l enquanto se conduz, estando parado na berma ou mesmo no parque de estacionamento. E o que acontece quando se chega ao fim e esta já só tem pouquinha água? Acontece que se quer beber esse restinho e não há espaço suficiente para se pôr a garrafa no ângulo certo de forma a se conseguir beber o que falta… parece ridículo!? Se ainda não experimentaram, testem! Eu já analisei este pormenor em vários carros e de vários segmentos, até mesmo monovolumes!

segunda-feira, 22 de agosto de 2005

Metaleiros vs Bichonas Loucas

Toda a gente sabe que o pessoal do Metal é malta rija e apreciadora de música pesada, e isto é regra! Na outra ponta da macheza, já BEM a sair dessa classificação genérica, estarão as bichonas loucas, certo?, Ok! Mas como qualquer regra, esta também tem a sua excepção. As baladas das bandas de Metal são baladas puras, em ritmo lento, com letras simples contendo uma converseta manhosa à volta do amor, da paixão e da consequente tristeza e ansiedade que se lhes seguem, e além disso são músicas chatas e compridas. Mas há mais, vocês é que não estão a ver o filme todo!! Os metaleiros num concerto de metal, a determinada altura, não são mais do que bichonas loucas de cabelo comprido numa berraria imensa, gesticulando como gajas tontas a fugir de baratas ou ratinhos faroleiros. E tudo isso por causa duma música!? Isto meus amigos, é a verdadeira sobreposição dos antípodas por um breve, pontual e singular momento. O nexus do Universo exposto aos nossos olhos. Homens grandes, fortes e peludos a sofrer como meninos imberbes em idade escolar. A história da civilização humana está repleta de exemplos de extremos antagónicos, aparentemente difíceis de se encontrar, mas que por vezes, muito raramente, se mostram como uma só e indivisível realidade. E isto nada tem a ver com a teoria da relatividade. É absolutamente real, sendo apenas relativamente fácil a sua comprovação empírica. Mas eles andem'nai!!

quinta-feira, 18 de agosto de 2005

Piaçá ou Piaçaba?

Ora aqui está uma questão relevante e extremamente pertinente. O dicionário do Word dá-me as duas possibilidades, mas qual a verdadeira diferença entre estas duas palavras e qual a sua origem?

Piaçá: “vassoura de piaçaba”

Piaçaba: “nome de duas palmeiras que produzem fibras empregadas no fabrico de vassouras”

Vassoura: “utensílio feito de ramos, giestas, piaçaba, etc., para varrer o lixo dos pavimentos"

Esclarecidos? Eu cá dou-me por satisfeito!

quarta-feira, 17 de agosto de 2005

E porquê "auto-colante"?

Ao reler o post anterior lembrei-me duma questão minha, de criança: auto-colante??? Mas porquê!? Não se cola sozinho… tudo bem, não é preciso pôr-se cola extra, mas também não se fixa por si só! Acho que deveria chamar-se colante e descolante, colante fácil, fácil fixante ou algo do género. Não era mais fácil de pronunciar, mas era mais verdadeiro. Os tipos do Marketing dão cabo de nós...


relembro:
questões mais ou menos pertinentes

terça-feira, 16 de agosto de 2005

Quem inventou o “lava-me porco”?

Quem é que foi o cromo que se lembrou de esfregar os dedinhos na porcaria de forma a fazer aparecer a frase “lava-me porco”? E o que esperava ele conseguir com tal feito? E o tipo do carro, lavou-o imediatamente ou gostou da obra de arte e manteve-a orgulhosamente durante algum tempo no seu bólide? Há alguém que seja primo ou amigo desta gente e me explique como foi que tudo aconteceu??? É que isto é uma questão de afirmação cultural transversal a toda a humanidade… só não sei como o farão nos riquexós na China, nos yaques no Tibete, e nos Lamas do Peru. Ahhhh, e depois há "aquela" boneca de cabelos compridos (tipo Joan Baez) auto-colante que todos os machos têm nos carros e camiões, sem saberem que é duma discoteca que há em Espanha! LOL


relembro:
questões mais ou menos pertinentes

segunda-feira, 15 de agosto de 2005

O Vazio… parte III

O Vazio é o resultado dos fogos na NOSSA floresta. É a ausência de vida e verde nas NOSSAS paisagens. É a morte lenta e anunciada do NOSSO país, cheio de gente idiota e mesquinha a quem o fogo nunca chega aos seus quintais, não queima os seus haveres e tão pouco destrói as suas vidas. Não há punição suficiente para um crime desta natureza… porque é contra a Natureza! FILHOS DA PUTA!!!

O Vazio… parte II

O Vazio não é o Nada, é apenas a ausência de Tudo.

O Vazio… parte I

sexta-feira, 12 de agosto de 2005

Travessa com o nome de Gandim...

Ahahahahah, em Arraiolos há uma travessa com o meu nome…quer dizer, mais ou menos!

segunda-feira, 8 de agosto de 2005

"Ovomaltine era a tua Nouvelle Cuisine"

Não poderia deixar escapar este momento único sem referir, no seguimento do post anterior e em homenagem ao meu amigo Turão, o Ovomaltine como a bebida suprema, exemplo máximo da Nouvelle Cuisine e expressão última do bom gosto, numa rima passarolal de emergente alegria e fantasia (outra rima fantástica) que a todos nos conforta e deleita. Porquê o Ovomaltine? …why not!?

domingo, 7 de agosto de 2005

Chocapic com açucar

Pois é, serei louco!? Estarei eu naqueles 12% de insanos e excêntricos que se misturam por entre os comuns mortais? Didn’t I see it coming!? E será isto uma dúvida existencial ou apenas uma pergunta retórica que coloco a mim mesmo?? É que eu como Chocapic com leite frio e 2 colheres de açúcar… mas só no tempo quente, porque no Inverno os flocos amolecem depressa com leite morno (Bahh!!) e com leite frio faz-me doer a cabeça durante 14 segundos a seguir a cada colherada, and that’s no good!

quarta-feira, 3 de agosto de 2005

No norte é tudo gente doida!

1º Postulado: se para os bimbos, a mouraria é pr’abaixo do Douro, para nós, o norte é acima do Tejo.
No seguimento do post anterior, sobre o Alentejo, lembrei-me de contar uma história engraçada que aconteceu aqui com a minha pessoa, yours trully.
Estava com uns amigos e amigas a passar o ano num dos locais mais bonitos deste país, Sortelha, situada entre as serras da Malcata e da Estrela, quando se passou um dos episódios mais insólitos que já testemunhei na primeira pessoa. Interessa saber que alugámos uma casa para 8 pessoas e tínhamos lenha e uma cozinha industrial à nossa inteira disposição; normalmente, quando chegávamos a casa (foram vários dias), já tínhamos a lareira acesa e 1 ou 2 baldes de lenha à porta para a alimentarmos durante a noite. Na noite da passagem de ano, acabou-se-nos a lenha mais cedo, e aqui o toni (eu!), ficou incumbido de ir buscar mais (buscar?? ehe, procurar!!). Passados 3 minutos de busca, dei com um brutal monte de lenha mesmo encostado à parede traseira da casa alugada, partindo do princípio que estava no terreno da casa (no Alentejo temos outra noção de espaço físico, terrenos, campo, hortas (!?), etc.), eu limitei-me a retirar uns míseros 4 ou 5 pauzinhos (1º erro, ingénuo). Já tinha alguns entre braços quando me aparece uma criatura (pessoa, que isto não é um filme de terror… é de suspence!) aos berros do outro lado da rua, num 1º andar, proferindo a seguinte barbaridade: “Gatuno! Gatuno! Tá-ma’roubar a madeira!!” (sem tirar nem pôr!); ao que eu retorqui, sem recalcitrar: “Não, tou só a tirar uns pauzinhos para a lareira” (2º erro, crucial). Atão não é que o velho me saca duma espingarda enquanto esbracejava violentamente à janela do prédio de dois andares, do outro lado da rua? – parece-vos de loucos? esperem pelo final. É óbvio que larguei tudo, pus-me a andar e fui a correr para casa. Abri a porta repentinamente, ofegante e incrédulo disse, enquanto retirava a chave do lado de fora da porta, “vem aí um velho louco atrás de mim por causa da lenha”. Toda, mas TODA a gente se cagou a rir. Imaginem o cenário: tudo com os copos (ainda não estavam bêbados, alguns!), a jogar às cartas, tocar viola e a cantar, etc., e deparam-se comigo neste preparo!?, também eu me ria! …15 segundos e batem violentamente à porta! AGORA cagam-se de medo, que eu vi nos olhinhos de todos eles. O mais bêbado de todos ainda deu uma risada solta, mas depressa lhe passou a besana e se pôs de pé. Passados alguns bons minutos (p’raí uns 20) a situação ficou resolvida com a ajuda do proprietário da casa alugada. Mas não acabou por aqui… festejámos até às 3h da manhã, no pátio frente à casa, sempre com o olhar vigilante do velho na sua varanda, e fizemo-nos à cama sem pensar na sequela. No outro dia de manhã, por volta das 14h, não havia nem um aparo, nem uma casca, no local onde, na madrugada anterior, havia alguns 40 contos de lenha. O velho insano carregou orgulhosamente, e talvez com os primos e sobrinhos todos (ái o que faz a consanguinidade), a lenha toda para dentro de casa ou para um quintal afastado, porque nunca mais ninguém viu pauzinho que fosse daquele monte, e não havia lenha no quintal frente ao prédio do velho, nada!
2º e Último Postulado: no norte é tudo gente doida!
I rest my case.
(este post deu origem a um novo blog: http://kanalhajavalim.blogspot.com)

terça-feira, 2 de agosto de 2005

Alentejo...

Nunca tive particular orgulho em ser português e tão pouco sou minimamente nacionalista. Considero-me um cidadão do mundo (já dizia o outro). Qualquer cantinho é bom para se estar desde que estejamos bem connosco próprios, mas não há nada que se compare ao Alentejo. E se há coisas que me fazem lembrar desta terra e desta região quando estou longe ou a percorrê-la, são as seguintes:
- as planícies douradas
- os montes alentejanos
- as searas (de onde vêm os cereal killers, alentejanos psicopatas)
- fardos de palha (dos redondos ou dos quadrados, tanto faz)
- as vinhas
- os girassóis
- as árvores típicas: oliveira, sobreiro, azinheira (também conhecido por chaparro)
- velhos a jogar à malha
- os cafés centrais nas aldeolas
- as tascas (bom vinho se faz por cá)
- velhas de bigode e barba (isto cá é tudo gente rija, principalmente as mulheres! lol)
- ceifeiras (humanas e industriais)
- a sombra
- o calor
- os tanques de água
- as barragens
- os pivots de rega ao longo dos campos
- o cheiro
- o cante
- a singular hospitalidade e simpatia das pessoas
- as histórias
- as alcunhas
- os nomes…enfim, tanta coisa!!

domingo, 31 de julho de 2005

Frases emblemáticas e kitches

Frases como “Oh chefe!?”, “Eh xerife!?”, “Jovem!”, “Óó boa!!”, normalmente usadas pelo típico tuga, vão bem com certo tipo de acessórios e apetrechos ou determinados cenários, senão vejamos (ordem aleatória): palito, buzina de camião, trolha devidamente colocado em andaime, GNR barrigudo em operação stop, um tipo a pedir a conta num tasco qualquer, tuga ostentando orgulhosamente o seu vasculho, amolador de facas e tesouras (e a sua gaita), … e por aí adiante. Se há coisas que nos caracterizam, como povo, é os exemplos da nossa cultura e folclore (não é só os ranchos que são folclore). Nós somos o que dizemos e aquilo que fazemos.

quarta-feira, 27 de julho de 2005

A sorte não se faz, têm-se!

É segundo este postulado que eu nunca jogo no totoloto, no euromilhões ou seja lá no que for. Se estiver escrito que vou ganhar uma dessas coisas, ganho mesmo sem comprar o boletim e o preencher. Sorte é um dia destes virem-me dizer que ganhei o jackpot sem ter mexido uma palha! lol
Eu gosto mais de jogar Sobe&Desce, Lerpa, Poker, Sueca ou King a dinheiro. Nos jogos de cartas há o elemento sorte mas também há o saber jogar, sempre se tem algum controle… se calhar, o único controle que se tem é saber quando desistir: estando a ganhar (para não se perder) ou estando a perder (para não perder mais).Também é giro ir ao Bingo, estar-se ali a conter o entusiasmo e a ansiedade para gritar “linha” ou “bingo” na altura certa, mas para isso prefiro ir ao futebol e gritar golo quando o Sporting marca. Aiii, esta época é que vai ser!!!

segunda-feira, 25 de julho de 2005

“E aquele cheirinho a roupa lavada!?”

Ora aí está uma frase que não se esquece. Bem como “é que é já a seguir”. Quem não se lembra dos reclames do Boca Doce, ou do Mokambo… ah!, a boa publicidade sempre nos deu que falar. Chegava a ser, ela própria, motivo de conversa. Eu lembro-me, nos tempos áureos do Herman José (Tal Canal, Hermanias, Casino Royal, Herman Enciclopédia) que ele tinha a capacidade inata de encher as conversas do dia-a-dia com frases, bocas e clichés provenientes das mais ricas personagens por si inventadas. No dia a seguinte a um programa dele, toda a gente tinha aquela frase na ponta da língua, era impressionante! Agora que ele se vendeu, está podre e decrépito, temos outro tipo de humor para nos salvar. Os Malucos do Riso, Fernando Rocha, Camilo de Oliveira, Fernando Mendes, Marina Mota e afins, são um bom exemplo do humor básico, revisteiro e kitch, que sempre teve o seu espaço, mas nunca de destaque. É como a música Pimba, ouve-se mas não se faz notar. Recentemente apareceu o humor com base nas Produções Fictícias, que nos trouxe o Gato Fedorento, Bruno Nogueira, Nuno Markl, Marco Horácio, Aldo Lima, entre outros. Estes são a coqueluche e a nata do humor nacional nos tempos que correm. Voltámos a ouvir em toda a parte frases como “qual papel?” ou “o que tu queres sei eu!?”, até mesmo na publicidade. Voltámos a ser nós próprios! Depois de anos de cinzentismo e de crise humorística, temos outra vez com que nos entreter… mas atenção!?, o bom humor que se faz nos dias que correm não é um humor fácil e despreocupado, é um humor que nos faz pensar e reflectir sobre nós próprios, sobre o status quo e como as coisas chegaram até aqui. Agora sim, temos Humor!

O Humor é a segunda melhor coisa do mundo, e sabe bem melhor quando se partilha, tal como a primeira, o Amor

quinta-feira, 21 de julho de 2005

Enganos e expectativas

Hoje parei num semáforo atrás dum carro que tinha o seguinte autocolante no vidro de trás (juntamente com o da RR): “O dom grátis de Deus é a vida eterna”. E eu que sentia que andava enganado por pensar que mais dia, menos dia, ainda dava de caras com a Laetitia Casta ou a Jennifer Garner. É que nem a Conceição Lino!!! (eu tenho uma pancada séria com a Conceição Lino desde que a ouvi e vi cantar numa das primeiras festas de aniversário da SIC; é bonita, tem pinta, canta bem, tem um sorriso daqueles que enche a sala como o sol às seis da tarde no verão pela janela do alpendre, e é uma jornalista séria… quantos jornalistas sérios há neste mundo, vá lá… 24???).
Se foi o Forrest Gump a inventar o “Shit Happens” e o Have a Nice Day”, quem foi o toni que se lembrou desta frase? E terá um Q.I. inferior a 75!?

Ataque imundo

Lord Cotton à cabine de som... Lord Cotton à cabine de som...
Podes parar com a invasão, por favor? O meu quarto está imundo!

quarta-feira, 20 de julho de 2005

Alter-Lego

Mas que raio será um alter-lego?
Um trolha de Alfama com as mãos sujas de estuque que pensa que ainda é um puto que brinca com blocos de Lego?
Um rato vegetariano politicamente alternativo…? (p.joke, lol)
E para que servirá este tipo de reflexão?
Vou-me deixar tar quieto.

segunda-feira, 18 de julho de 2005

Meio cheio ou meio vazio?

Esta é uma das mais intrigantes questões existenciais de todos os tempos. Algo com o qual toda a gente já se confrontou e debateu, por certo, quase tão intrigante como o laxante em dias de caganeira. A derradeira solução para este enigma já se me ocorreu há algum tempo, não vem de agora, mas eu tenho todo o gosto em compartilhá-la convosco, simpáticos leitores (digo eu cheio de fé! lol). Eis que se faz luz neste mundo obscuro, cinzento e entediante.
Na minha visão, muito própria e pessoal (gosto de redundâncias, são fixolas!), vejo a coisa da seguinte forma:
- um copo que se enche até ao topo e se vai bebendo até meio, estará meio vazio;
- um copo que se enche até meio, estará meio cheio.
Nada mais fácil!!

segunda-feira, 11 de julho de 2005

Para o Rui...

"And so it is / Just like you said it would be / Life goes easy on me / Most of the time"

Começo este post com uns versos da música do Damien Rice que me fazem pensar em inúmeras coisas. Entre elas, uma pessoa que morreu esta madrugada. Era das pessoas mais vivas e vividas que conheci até hoje. Sempre cheio de vontade de fazer e acontecer, com aquele brilho cintilante nos olhos e um sorriso aberto e sincero. Morreu estupidamente, afectado por um cancro que começou nos pulmões. Ele fumava imenso!

Este post vem no seguimento do “Papel Decisivo” e serve para mostrar que o Rui teve um papel decisivo na minha vida, postura e forma como encaro os meus dias e o meu futuro. Recentemente vi o filme Million Dollar Baby e fez-me lembrar outro filme, Magnólia. Passo a explicar...

Ainda não “assisti” a muitas mortes, mas as que presenciei, ou pelas quais passei de perto, afectaram-me sempre. Recentemente o meu avô materno, há pouco tempo o meu cão, pouco antes disso a minha gata de dois anos que me deixou dois leais companheiros, há algum tempo um amigo de família, pouco mais tempo que isso um tio/avô, e há mais tempo o meu gato, companheiro de dez anos que morreu velhinho e fui eu que o enterrei, tal como ao cão do meu primo aqui há tempos. Isto não vos diz nada mas serve de desabafo, para mostrar que é péssimo quando se perde alguém que nos é próximo e querido. Pior ainda, quando perdemos a hipótese de estar com quem está próximo ou quando nos perdemos de nós mesmos.

A vida é uma coisa estranha e por vezes sem significado, mas vale sempre a pena ser vivida. Tenho muito respeito por quem cá está, tanto quanto por quem parte. Sei bem que não há nada depois do que sentimos e vivemos aqui. Não há ali nem mais tarde! Só há a ausência de dor e sofrimento desnecessário, como aconteceu agora, neste caso. Ninguém pode travar o caminhar para a morte, mas há outra postura que se pode ter: caminhar pela vida. Quero com isto dizer que além de se ter objectivos, expectativas e um querer chegar lá, importa também gozar a paisagem, ver umas árvores "pela janela", tirar umas notas e umas fotos, observar, reflectir... Talvez resulte melhor em inglês: a journey through life!

Há vícios que são bons de ter e isso é MESMO com cada um! Mas há vícios estúpidos que, irreflectidamente, vamos tendo e deixando estar e seguir, sem que nos apercebamos do possível e mais que provável resultado. Quando pensarem em vícios como o álcool ou o tabaco, que são, DE FACTO, as piores drogas do mercado (e legais!!!), pensem numa pessoa, que uma vez irradiava vida e depois, ainda cedo, sofria à espera do fim… e que fim estúpido, morrer-se doente! QUE FIM ESTÚPIDO!!!

Não quero ser pessimista, muito pelo contrário! Idealizo a vida como uma viagem com destino certo mas sem rumo. E cada pessoa que morre não deita abaixo. Não perco força nem vontade de viver. Faço a celebração da vida. Da minha e de quem morre. De quem parte e de quem fica. Porque a vida pertence aos que fazem por ela e a sentem.

"Get busy living or get busy dying”.

sexta-feira, 8 de julho de 2005

O que é o papel decisivo?

Um papel decisivo é, por exemplo, o último quadradinho de papel higiénico num wc público; ou a última folha A4 para se imprimir um documento de 8 páginas; ou pode ser a carta da escola, dizendo que o gaiato atingiu o número máximo de faltas em todas as disciplinas; ou aquela cábula que não conseguimos encontrar durante o exame; a folha de rascunho que tanto jeito dava durante um telefonema… mas nem caneta há!?; pode também ser aquele impresso que é preciso ir buscar às finanças para se poder comprar a merda do selo do carro; também pode ser aquele post’it com a data e local da entrevista de emprego que não conseguimos encontrar de feitio nenhum, e aquilo é já amanhã!; ou pedaço de papel com o número de telefone daquela miúda gira que conhecemos no bar há 3 noites atrás; o guardanapo de papel com aquela ideia fantástica ou a anedota que queríamos decorar; ou aquela folha com os pagamentos que estava em cima da secretária, no topo duma pilha de tralha, que o gato conseguiu espalhar pelo chão todo; ou aquele papel de Romeu na peça da escola que ficou para o loiro estúpido, e agora ele é que vai beijar a rapariga de quem nós gostamos desde o 7º ano; a nota de 10€ que escondemos no sapato enquanto estávamos na praia, e que desapareceu; pode até ser o papel de consumo do bar que não sabemos o que aconteceu porque estamos com uma cardina do caraças e os nosso amigos já todos pagaram e saíram do bar e agora estamos entalados mas bêbados demais para perceber as implicações, e os porteiros são enormes, e o barman também é grande, e isto fica longe de tudo…
Há sempre coisas importantes que são menosprezadas, esquecidas ou que nos passam ao lado, às quais nunca damos a devida atenção, e são de extrema importância… por vezes até vital! Em suma, o que quero mostrar é que as coisas simples são as que nos fazem rir e nos deixam bem dispostos, mesmo que seja só ao fim de uns tempos, quando a história nos for contada em forma de piadola e nós até achamos piada.
Quem é que nunca se riu de si próprio? Mesmo que muito tempo depois da situação ter acontecido!? Ah!, é verdade, há uma frase do John Lennon que eu gosto sempre de dizer a toda a gente: “a vida é o que nos acontece enquanto fazemos planos”; e é bem verdade! Agora uma frase minha: “a vida é curta mas pode ser uma curte. Apreciem-na!” ;)

domingo, 19 de junho de 2005

Vento no focinho é belíssimo...

Há coisas muito engraçadas e outras que não têm piada nenhuma. Para mim, e porque pensei nisto por mero acaso, foi muito interessante ter chegado à seguinte conclusão: eu gosto de levar com vento no focinho! Ok, pode parecer estranho, mas esta brilhante conclusão resulta da seguinte ordem de ideias: em pequenino, das coisas que mais ansiava fazer era andar com a cabeça de fora da janela do carro, ou em pé na parte de trás de uma pickup. Carrinhas de caixa aberta era coisa relativamente rara de encontrar naquela altura, mas de quando em vez lá aparecia um tio do norte, um primo da aldeia, ou alguém que fazia obras em casa, e caía do céu a oportunidade dourada de surfar na traseira duma pickup. Era o delírio! Parecíamos doidos!! Mais tarde, e mesmo sendo afectado pelo mal de querer ser sempre eu a guiar o carro, em férias ou de passeio, eu apreciava imenso (*) ir no banco do lado, descalçar os ténis e pôr os dois pés fora da janela, apoiados no espelho retrovisor… mas com meias, porque o resultado era muito mais satisfatório com meias calçadas. Ah, e quem é que não gosta de guiar com o braço de fora, a lutar contra o vento, mudando constantemente a posição da mão, da vertical para a horizontal, rapidamente, e vice-versa? Fantástico, não!? Adoro andar de mota, e hoje em dia o que mais quero é ter um descapotável. É que nem precisa de andar a cento e cem e acelerar dos 0 aos 100 em instantes poucos, basta que não tenha capota quando a vontade se apoderar de mim. Aí sim, será o delírio outra vez!
(*) seria possível!?

terça-feira, 7 de junho de 2005

Nudez, meias e a virilidade masculina

Se há coisa que faz uma mulher sentir vergonha de um homem, deixando-o numa situação de desvantagem óbvia, é este aparecer descascado (entenda-se nu) só com meias perante a sua companheira, ou acompanhante. Ser-se bronco e não atinar com a sensibilidade dela, dizer disparates completamente descabidos, ter uma crise de impotência (pontual, daquelas que só acontecem uma vez na vida!), são coisas que se ultrapassam com relativa facilidade, agora, ser-se visto todo nu só com umas soquetes nos pés, numa visão digna do pior dos filmes pornográficos dos anos ‘70, é imagem que fica gravada na cabeça de uma mulher! A partir deste momento qualquer mulher perde o respeito pelo macho que se quer dominante (ou não), quando aliás, a virilidade deste ficou lá atrás no chão, junto com as calças de ganga.

Dica: descalçar as meias antes ou juntamente com as calças.

segunda-feira, 6 de junho de 2005

Coragem x Estupidez

Muitas vezes nos questionamos sobre a diferença entre coragem e estupidez. Há momentos em que nos deparamos com situações incríveis e pensamos: aquele tipo ou é muito estúpido ou tem uns tomates do demo!?”. Pois bem, a coragem não é a ausência de medo, mas a realização de que há algo superior e mais importante que o medo. Sendo que, quando há alguém que se atira para uma situação de cabeça quente e, por vezes, até na base do showoff, é por mera estupidez. Uma corrida de carros, um mergulho dum penhasco, acrobacias numa mota, desportos ultra radicais, ou ser-se tratador de gnus (daqueles que serem 7 e andem’naí aos pares), não são actos de coragem. Por outro lado, ser-se bombeiro, trabalhar-se na recolha do lixo ou ser-se filiado na Juventude Centrista, são actos de generosidade e solidariedade, verdadeiros actos de coragem.

sexta-feira, 3 de junho de 2005

"Dinner With Friends"

Vi hoje um filme fantástico. A história anda toda à volta de 2 casais, no momento em que um deles se separa. Questões como a nossa mortalidade, a segurança e estabilidade das relações, o que se espera da vida e da pessoa que levamos anos a conhecer, sentimentos, razões, sexo, amor, família, amigos, entre outras questões importantes. Em suma, é um filme com diálogos crus, reais e inteligentes. Ao estílo do Closer, baseado na vida real e em tudo o que nos rodeia desde a adolescência até à fase adulta, e depois também. É um filme 5*, fácil de se ver e difícil de se digerir... estas coisas levam tempo a encaixar e a resultar em conclusões. Aconselho vivamente! ;)

quinta-feira, 26 de maio de 2005

O fenómeno do capacete

img src="http://ctanganho.no.sapo.pt/blog/velha.jpg" align="left" />Já repararam que as mulheres quando passam de uma determinada idade (+/- 45 anos), começam a tratar do cabelo de forma diferente? Chegam a uma certa idade e passam a usar o cabelo mais curto atrás e repleto de laca manhosa, numa espécie de armação no topo!! É o típico fenómeno do capacete, também apelidado de cabeção (referência: personagem Caco Antíbes no “Sai de Baixo”). Talvez seja uma questão cultural. É com certeza! As mulheres americanas e nórdicas, por exemplo, quando ficam (mais) velhas, mantêm o cabelo comprido, ou ainda assim solto. As velhas tugas não… põem-se doidas e encharcam-se de betume todos os dias para criar aquela homenagem monolítica e intemporal aos calhaus, antas e copas de chaparros. "É a loucura atrás das bancadas!"

segunda-feira, 16 de maio de 2005

Um dia mau começa logo pela manhã!

Um dia mau começa logo de manhã, quando nos acontecem as coisas mais chatas e irritantes que parecem ter hora marcada nos momentos menos oportunos… quando temos pressa! É o papel higiénico em que só restam 3 folhas de papel, e até é de folha simples porque fomos forretas na altura de tirá-lo da prateleira do super, e é manifestamente pouco para limpar a morraça; é o gás que acaba a meio do banho e a toalha que ainda está húmida porque nos esquecemos de a pôr a secar; é a manteiga que está no fim e não dá jeito a tirar da caixa para pôr no pão-de-leite que se desfaz em migalhas quando a barramos nele; é o saco do lixo que se rompem as asas quando lhe pegamos, e mais tarde se rasga o fundo no trinco da porta quando o tiramos da mala do carro; é um furo no caminho para o trabalho e a multa por o estarmos a mudar sem ter a merda do colete ridículo (esta já a estou a adivinhar… e quando pararmos para mandar a pontual mijadela!?); é o trânsito infernal no caminho; é a caneta de tinta permanente que rebenta; é a sopa que espirra para a roupa à hora do almoço… todas estas, situações relativamente controláveis se tivermos tempo para organizarmos o nosso tempo.
Deitem-se com tempo, levantem-se com tempo e desfrutem o tempo que têm antes que o vosso tempo se acabe.
O tempo é relativamente absoluto e absolutamente relativo. Não há como lhe dar a volta.
Ah!, e lembrem-se disto: "é só mais um dia mau!"

domingo, 8 de maio de 2005

Tempo inútil

Às vezes penso na quantidade de tempo que se desperdiça em coisas menos importantes no dia-a-dia: os 3m especados a observar o microondas enquanto este aquece a refeição; os 2m da lavagem dos dentes; os 5m passados a enviar "faxes"; os vários 37s (+/-) das mijadelas da praxe - isto para alguns homens, porque há os que mijam sentados (!?); as assobiadelas ou as melodias sussurradas enquanto estendemos a roupa; os intervalos no cinema; a fila para pagar na bomba de gasolina, ou para levantar guito no MB... de facto, é tempo morto, porque não se formulam pensamentos decentes nestes tempos mortos. Todos este momentos somados, e tendo em conta que levamos 1/3 das nossas vidas a dormir, é muito tempo gasto sem propósito! Antes gastá-lo doutra forma... a pensar!

sábado, 23 de abril de 2005

A magia da noite.

É incrível como à noite tudo parece fazer mais sentido. Talvez por já termos o peso de um dia inteiro em cima a noite aparente um saudoso aspecto mágico. Traz significado à nossa imaginação, às ideias mais recônditas... às nossas fantasias. A noite potencia a nossa capacidade intrínseca de sonhar, e não só enquanto dormimos. A noite é amiga, confidente, tem-nos respeito. Podemos fazer qualquer loucura, dar azo à mais estranha das vontades que ela não nos ignora, não sente despeito. À noite não há lugar para ressentimento. É durante o dia que os nossos pensamentos nos ferem, nos deitam abaixo, nos transformam. O dia é escravo da nossa consciência, dos nossos preconceitos e preocupações. De dia sente-se o tempo, controlam-se as horas, medem-se os momentos. A noite não tem fim, é eterna e está sempre dentro de mim.

quarta-feira, 20 de abril de 2005

Carta de um potencial suicida

Nunca tive a mais ínfima intenção de pôr termo à minha vida. Nem tão pouco pensei nisso! Era coisa que nunca me tinha passado pela cabeça. A minha vida estava inquieta, empolgante, quase descontrolada. Sucediam-me, em catadupa, uma quantidade incrível de ideias e projectos para realizar, ou somente para pensar e dedicar mais tarde. A minha cabeça não parava, estava, como eu gosto de dizer, num turbilhão de ideias e emoções – sempre gostei desta noção, dá uma sensação de frescura – mas ao mesmo tempo pensava como é engraçado pararmos para reflectir sobre a nossa vida, em tudo o que nos acontece e encarar as coisas sob uma outra perspectiva. Nestes momentos deparamo-nos com uma certa letargia ao nível das ideias, só compensada com o fluir da nossa imaginação, que essa, nunca pára. Não são raras as vezes em que nos questionamos acerca das imutáveis e eternas dúvidas, aquelas do tipo: quem sou eu realmente?, qual o sentido disto tudo?, entre outras mais degradantes. Sim, porque é nestas alturas que nos revelamos mais egocêntricos e indecentes. Nestas alturas pomo-nos à parte de tudo. Somos nós contra o mundo. Nós e a nossa vontade nesta demanda última de saciar o mais antigo dos instintos: a curiosidade.

O que me atormenta verdadeiramente é o facto de a vida ser tão imprevisível, irónica, mesmo. Um dia estamos apaixonados, por nós, ou mesmo por outra pessoa, e de repente acontece algo que transforma e desfigura completamente a nossa percepção da realidade. Tornamo-nos taciturnos e melancólicos, mais reflexivos, e por vezes até nos insuflamos de raiva e vontade de estragar o pouco que se mantém de pé. E é aqui que somos capazes de tudo, em potência até de nos extinguirmos. Em última instância somos apenas pó…

Há uma frase dos Monty Python que sempre achei genial: Do nada vimos e para o nada caminhamos. O que é que temos a perder entretanto!? …NADA!

quinta-feira, 31 de março de 2005

Um ente misterioso e fantástico...

Ninguém dá por ele até se erguer, qual Fénix renascida do pó, e conquistar de assalto a nossa fortaleza. Ele é inimigo do sossego e da bonança. Move-se na sujidade provocando o caos. Irritante e imbatível, não tem princípio nem fim. Não se conhece a sua origem nem se prevê a sua morte, apenas se consegue minimizar o seu efeito. Vilão de feitos terríveis, alimenta-se dos mais fracos, dos seus pedaços e fragmentos, tristezas e lamentos. Só tem um único medo, muito embora lhe resista... o aspirador! É ele, Lord Cotão!!
(outros heróis: Sir Vajuco, Lady Saláiva)

Curiosidades: Espelho Duplo

Para uma eventualidade ou mesmo para os que têm a mania das perseguições, aqui fica a forma de tirar as dúvidas quanto à possibilidade de um espelho, aparentemente normal, poder ser um espelho de 2 vias (daqueles em que vemos a nossa imagem reflectida mas que pode ser transparente para quem nos observa do outro lado).
Teste: encostar a unha de um dedo à superfície reflectora do espelho; se existir um espaço (milimétrico, claro) entre a unha e a imagem reflectida, o espelho é genuíno; este espaço é equivalente à espessura do vidro do espelho; neste caso a pelicula reflectora está por detrás do vidro. Por outro lado, se a unha tocar directamente na imagem reflectida, é sinal que a pelicula reflectora está à frente do próprio vidro, significando que este será um espelho de 2 vias. Se assim for, isso é crime, e como tal, punível por lei. Circula muita imagem e muito vídeo feitos em vestiários de lojas, hoteis, etc. Hoje em dia nunca se sabe... (eu não sofro deste tipo de paranoia, mas é sempre bom saber estas coisas) ;)

segunda-feira, 28 de março de 2005

Guardanapos de papel

Esta é uma questão que me perseguia há algum tempo a esta parte, mas felizmente, "descobri" (entenda-se "mostraram-me") a solução.
Porque é que os guardanapos de papel dos cafés, aqueles que saiem tipo kleenex, vêm sempre com a parte que realmente limpa virada para dentro, forçando-nos a ter de virá-los ao contrário e dobrá-los de forma diferente da original?
A resposta é simples e conclusiva, mas coloca outras questões não menos pertinentes:
A parte que limpa do guardanapo está voltada para dentro para se manter resguardada e afastada do contacto de quem não o vai retirar do local onde está devidamente depositado, bem como dos germes existentes no meio ambiente que o rodeia.
Ok, eu acreditei, mas e as mãos de quem os coloca no receptáculo de quarganapos? E o contacto da parte de dentro do guardanapo, supostamente limpa, com o próprio plástico que, de certo, raramente é lavado? E todas aquelas mãos fétidas de quem vai à casa de banho e não as traz lavadas (a maioria dos homens) que transportam os recipientes (ketchup, guardanapos, mostarda, etc.) de mesa para mesa consoante a necessidade? Tudo questões que me ultrapassam em termos teóricos e conceptuais, mas que também não me moem assim tanto no ponto de vista da eficácia prática (mais à frente explicarei porquê, mas fica já o cheirinho: "TERRA").


relembro:
questões mais ou menos pertinentes