sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

O Primeiro-Ministro foi com o Pai Natal e o Super-Homem no comboio ao circo...

Não sei se reparam no que se passava à vossa volta durante estes últimos dias, de festa e animação. Para além das mais que óbvias iluminações de Natal, da interminável crise, da arrogância crónica do primeiro-ministro, da sistemática pasmaceira da oposição, dos incidentes escandalosos na banca, dos acidentes e do aumento de mortes na estrada, da inundação quase apocalíptica de sms durante a noite de consoada, ainda apareceu uma praga de bonecos de pai natal a subir por umas cordas, pendurados às janelas, varandas ou chaminés, alguns deles com luzes no rabo! Depois das bandeiras de Portugal durante as provas desportivas (de futebol, mais concretamente), só mesmo a massificação da figura simpática do velhote gordo, barbudo e concorrente do super-homem no que à roupa interior diz respeito, bem como à velocidade de ponta que consegue atingir no ar. Ninguém me consegue convencer daquilo ser um casacão vermelho, mais parece um roupão, e o homem de aço é que também anda sempre com a roupa íntima – talvez o salto da roupa de quarto para a lingerie seja um esticão grande e um pedacinho exagerado, mas serve o propósito – à mostra, em plena rua, para toda a gente ver. Em relação à velocidade do Pai Natal, é engraçado, pois surgiu um estudo de uma universidade americana em que se revela que o trenó no Pai Natal tem de ser super-hiper-mega-rápido para que ele possa distribuir tanta prenda em apenas uma noite. Talvez nem o Super-Homem conseguisse tal proeza. Mas voltando às surpresas e constantes, tenho receio do que possa vir a seguir… haverá alguma praga bíblica que envolva campinos? Tenho medo!!

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

Anda tudo maluco, doente ou no estrangeiro

Aviso deste já que alterei (melhorei) um texto que recebi por mail, recusando assim toda e qualquer acusação de plágio.
Após ponderada análise e consequente reflexão dos fenómenos verificados nestes últimos tempos, parece que
este ano não vai haver presépio de Natal:
- a ASAE fechou o estábulo por falta de condições
- as vacas loucas tiveram de ser abatidas
- os burros estão todos no Governo ou na Assembleia da República, mas ao mesmo tempo a gozar férias ou em reuniões de trabalho no estrangeiro, ninguém os apanha por cá
- os reis magos cairam numa emboscada na Faixa de Gaza e foram levados pelos americanos para Guantanamo
- a palha ardeu toda nos incêndios deste verão
- o menino Jesus desapareceu algures este ano na Praia da Luz em Lagos
- Maria foi apanhada pelo SEF na noite a tentar arranjar uns trocos para comprar leite e pão
- José foi apanhado a vender autorádios roubados na rotunda do relógio em Lisboa, também ele a tentar arranjar algum sustento
- a estrela está apagada porque a REN anda num processo de enterrar cabos de muita alta-tensão
...enfim, são as marcas da indeléveis da realidade.

sábado, 22 de dezembro de 2007

Bófia, instintos pidescos e multas a granel

O post anterior fez-me pensar e ao mesmo tempo deu-me vontade de regurgitar algumas hipóteses e especulações (se tivesse escrito verdades ainda me crucificavam ou fechavam o blog). Trata-se de um assunto sério que já tenho debatido entre amigos e nem sempre é trazido para a praça pública, por razões pouco óbvias que vou tentando descortinar.
As autoridades e os jornalistas insistem em apelidar os tugas de aceleras, com alguma razão, mas há uma distinção que deve obrigatoriamente ser feita para que todos se apercebam da diferença: excesso de velocidade e velocidade excessiva não são a mesma coisa, atenção! Se não vejamos:
Seguir a 50km/h numa zona em que o limite de velocidade é 30km/h
Seguir a 110km/h numa estrada em que o limite de velocidade é 90km/h
Seguir a 140km/h numa auto-estrada em que o limite de velocidade é 120km/h
Qualquer dos cenários descritos apresentam situações de excesso de velocidade mas não necessariamente de velocidade excessiva. O conceito de velocidade excessiva depende muito de vários factores, alguns deles subjectivos:
- estado e qualidade do veículo em que se segue (pneus e pressão, travões...)
- capacidade física (idade) e instintiva (reflexos) do condutor
- estado psicológico em que se encontra o condutor (cansaço, irritabilidade, alterações químicas por drogas legais ou ilegais...)
- estado de conservação do piso (buracos, rasgões...)
- visibilidade da estrada (árvores, arbustos, cercas, vedações...)
- sinalização da via (traços no piso, sinais de trânsito...)
and last but not least... tacto do condutor! ...que, parecendo que não, nada tem a ver com a capacidade e/ou o estado psicológico em que este se encontra no momento.
Nisto tudo, o que me parece mal é misturarem nas notícias (repórteres, polícias entrevistados e conferências de imprensa por parte das várias autoridades envolvidas) um conceito com o outro e apenas dizerem que foram apanhados "X" condutores durante tal período em excesso de velocidade e que se conseguiu "Y" quantidade de dinheiro em multas. É pura demagogia e sensacionalismo barato.
Quantas pessoas que foram multadas por conduzir em excesso de velocidade seguiam em velocidade excessiva?
Quantas pessoas que seguiam em excesso de velocidade e não a velocidade excessiva sabiam efectivamente que estavam a ser filmadas e fotografadas?
Quantas das pessoas que foram multadas por excesso de velocidade estavam envolvidas nalgum tipo de acidente?
Quantas destas pessoas todas causaram alguma vez um acidente na sua vida?
Meus amigos (já pareço um político qualquer a falar)... porque é que a ASAE, o SEF, a PJ e a GNR têm tido o comportamento que se nota? Não querendo entrar na questão de um futuro, mais que provável, Estado totalitário, apenas vos deixo a seguinte consideração: além dos impostos, onde acham que este governo vai buscar o dinheiro para tapar os buracos deixados pelos anteriores e sucessivos governos? São todos uns cabrões (perdoem-me, mas não têm outro nome!) hipócritas e cínicos aprendizes de déspotas. Em vez de irem buscar o dinheiro ao bolso dos seus amigalhaços e familiares ricos, donos de bancos, seguradoras e clínicas de saúde, vão buscá-lo ao bolso dos que têm algum (classe média alta), dos que mal ou bem ainda vão tendo (classe média e média-baixa) e sempre que podem ao bolso dos que pouco ou nada têm (classe baixa). Estes último, quando não podem vão de cana e lixam-nos para a vida. Isto já para não falar dos medicamentos, das consultas e operações, das reformas, da falta de incentivos à natalidade, desemprego, entre muitas outras coisas.
Neste blog brinca-se muito, mas também se fala a sério! Espero comentários a favor, contra, ou meramente a dizer mal dos Pintos da Costa, Albertos João Jardins, Valentins Loureiros, e entre que tais. Esses estão sem dúvida na raiz de muita merda que p’raí há. É o costume, e o costume diz que "quem se lixa é sempre o mexilhão". Vá tudo a abrir a pestana-tana oh faxavor!

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

INEM, pizzas e condução perigosa

Na falta de conseguir ser piloto de rallys ou formula1, com a vontade e o gosto que tenho em acelerar, acho que ainda vou tirar um curso de enfermagem e trabalhar para o INEM. É impressionante a forma como aqueles tipos conduzem. Luzinhas acesas, buzina a bombar e lá vão eles a zunir. Pior do que eles, só mesmo os mensageiros e os tipos das entregas de pizza. Phonix!? (passo a publicidade)

terça-feira, 18 de dezembro de 2007

Belo dia!

Pronto, tudo bem! Está assim a modos que a cassimbar e tal mas acordei bem disposto porque ontem quando fui às compras apanhei um carrinho de supermercado com as rodas alinhadas. Que me lembre, acho que foi a primeira vez em muito tempo (tipo, desde sempre!!) que isso aconteceu. Aquilo é que foi andar à vontade nos corredores, para cima e para baixo, diante e de recto, sem fazer grande esforço. Ganda luxo! E depois, sem saber bem porquê, hoje de manhã foi dos dias mais fáceis para fazer a barba. Nem consigo explicar porquê. A água estava à mesma temperatura, o índice de humidade no ar dentro da casa de banho era o mesmo, a lâmina tinha apenas mais uma utilização em relação a ontem e cinco utilizações no total desde que a comecei a utilizar, a espuma apresentava a mesma consistência, o magano do espelho estava tão embaciado como das outras vezes, não consigo perceber... mas está a ser um belo dia! Gosto da chuva e do caos que provoca. Quando acompanhada de vento então, ainda melhor. É ver as pessoas todas aflitas de um lado para o outro, parecendo formigas num ninho (ninho!? lol) alagado por um gaiato de oito anos que brinca com uma mangueira. E se deus existe deve ser isso mesmo, um puto reguila que de vez em quando brinca com a mangueira, mas como não acredito muito nisso, gosto de pensar que é a Natureza a fazer das suas. Vinga-te com força, a gente merece!

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

tendas luxuosas e o circo montado cá fora

Acho muito mal o governo português ter deixado o Kadhafi montar uma tenda monstruosa enquanto cá esteve para a Cimeira UE/África. Aquilo mais parecia um harém com mulherío por todo o lado - hamam-lhes seguranças ou escolta, mas devem ser as tais 40 virgens que o Kadhafi já tem mesmo antes de passar para o outro lado. Já o príncipe do Dubai tinha feito o mesmo quando foi a feira do cavalo da Golegã este ano, mas essa ultrapassava os limites do razoável: torneiras de outro, televisões de plasma em todas as divisões (sim! mais do que uma divisão), tapetes persas por todo o lado, arranjos de flores feitos para o príncipe com as flores que ele gosta, design exclusivo encomendado a um arquitecto de interiores, e sei lá o que mais! Se fosse eu, num lugarejo qualquer da costa alentejana, era logo multado por campismo selvagem e invasão de propriedade. Tá mal!!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

O drama do pijama e da luz magana

Eu tenho dois pijamas de meia estação, um azul e outro amarelo, e dois pijamas de Inverno, um branco e outro cinzento – no Verão durmo de boxers e t-shirt, mas isso agora não vem ao caso – e acontece que no meu corredor se fundiu uma lâmpada de um dos dois candeeiros, que são pequenos, assim tipo olho de boi mas no tecto – também não interessa quem os colocou lá, já arrendei a casa assim – e como ambos somente suportam lâmpadas pequenas e de baixa potência, na casa dos 40W, não tenho grande iluminação e não me permitiram ver a roupa que escolhi no dia em que decidi passar dos referidos pijamas de meia estação – penso que o último que vesti foi o azul, mas isto é decididamente pouco relevante para o resto da história, ajudando apenas a manter esta frase enorme, coisa que estou a conseguir fazer com razoável êxito, pois ainda não apliquei um único ponto final – para os pijamas de Inverno. (ah!) Sem grande noção do que tinha em mãos, tirei as calças do pijama cinzento e a parte de cima do pijama branco, tendo apenas reparado nesse pequeno grande pormenor dois dias depois, altura em que, sem saber bem porquê, optei por me despir na casa de banho e não no quarto – agora sim, importa referir que nem sempre abro os estores da janela do quarto de manhã antes de me desramelar, mantendo aquele ambiente de lusco fusco, típico de quem apenas deixa entrar a luz por quatro ou seis fileiras (não me apeteceu dizer cinco) de furinhos de estores – precipitando toda uma cadeia de eventos ligados entre si (viva as redundâncias e os parêntesis!!). A derradeira questão que se coloca é a seguinte: como só tenho dois pijamas de Inverno, que vou alternando, usando um enquanto o outro está a lavar, e está demasiado frio para interromper esta sucessão de acontecimentos têxteis com um pijama de meia estação, será que tenho de esperar pelo próximo Inverno para poder acertar as cores das partes de cima e partes de baixo dos meus dois pijamas de Inverno e finalmente reequilibrar o status quo das coisas?
Após reler este post, mesmo antes de o publicar, não consigo perceber o que é mais maluco, se a sua forma ou o seu conteúdo… mas agrada-me!

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Jamba, Jorge Palma e o princípio do fim de tudo

Ao que isto chegou, meus amigos!! Estava eu a surfar na net, quando dei com um popup da Jamba. Mas isso em nada me surpreende, porque os tipos estão em todo o lado e aparecem mais vezes em popups do que a CEAC ou qualquer coisa que envolva . O que de facto me prendeu à cadeira e me deixou quase KO, foi o anúncio do toque real, polifónico, monofónico ou em ringtone da nova música do Jorge Palma... do Jorge Palma, perguntei eu em voz alta? Mas ninguém me respondeu além do homenzinho que vive dentro da minha cabeça e esse esteve no prenúncio da própria pergunta e também estava ligeiramente atónito. Rihanna, Alicia Keys, Justin Timberlake e sim, Jorge Palma. Oh Jorge! Depois de teres penado a tocar no metro de Paris para juntares uns trocos e comer (esqueçam lá o resto, para este post apenas interessam as necessidades mais básicas, o alcool não vem ao caso), depois de teres estado de parte durante muito tempo só ao alcance de minorias culturais, depois de teres sido um roqueiro e teres montado o teu próprio gang de gangas esfarrapadas e lenços na cabeça, já recentemente ainda fizeste parte de dois grupos assim já a atirar para o comercialoide, para agora pertenceres a este mundo de consumismo frenético e desinteressado? Como te manténs sempre fiel aos teus princípios e à tua mensagem libertadora e sempre inconveniente para a grande maioria (epá, deixem lá a questão do alcool aqui também!), não sei se te dou os parabéns também a ti, mesmo sem teres feito 99 anos, uma vez que terás (boldly went where no man has gone before, lol!) conseguido fazer o que alguns sonham e até agora muito poucos conseguiram sem terem sido logo queimados vivos ou lobotomizados à força, que é minar o sistema por dentro, ou se realmente te estranhe. Seja como for, aqui fica um grande abraço do teu maior fã! Cuida-te e vai fazendo poesia como sempre fizeste, vale a pena, pá!!

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Subsílios a granel!

O sr. Manoel d’Oliveira faz hoje 99 anos. Endereço-lhe desde já os meus parabéns mas não pelos seus filmes entediantes e muito menos pelos subsídios que recebeu do Ministério da Cultura (sem ir a concurso) para ajudar à produção dos seus mais recentes trabalhos. Os parabéns são inteiramente merecidos pelo facto de atingir tão bonita idade, ainda para mais com a lucidez que apresenta. Isso sim, é feito fantástico! O que já não soa tão fantástica é a atitude do sr. Ministro da Cultura e deste governo infecto e manhoso.

Velhos, porra frita e mercas para todos

A última abertura do ano da Boutique de Sº Braz, no mês do Natal... o trânsito é insuportável e as velhas parecem doidas, assim ao género do grande magusto de Lisboa na Praça do Comércio que aconteceu aqui há um mês ou dois, em que um velhote foi parar debaixo do assador empurrado pela horda de idosos famintos e enfurecidos que ali se encontravam. Acho que era para o Guiness ou algo assim. Põem-se loucos para comprar t-shirts a 4€, alarmes despertadores a 6€, auto-rádios a 35€, calças de lycra a 8€, blusas de malha a 10€ e porra frita, muita porra frita come esta gente!! Eu cá é mais bolos, mas se tiver de ser massa, venham churros!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2007

Curiosidades sensivelmente nojentas #2

Quem vai pagar os novos contadores de electricidade digitais nas casas particulares de cada um de nós?
20 anos a pagar 0,90€ por mês pelos bons dos tugas (em Espanha são as empresas de electricidade que pagam, obrigadas pelo governo espanhol a procederem dessa forma)

sexta-feira, 7 de dezembro de 2007

Curiosidades sensivelmente nojentas #1

Quem é que paga a factura de se convidarem líderes autoritários, fascistas e genocidas, responsáveis pelas maiores atrocidades aos seus próprios povos, bem como pelas mais bárbaras infracções aos direitos humanos nos seus territórios, para uma “festa” toda catita e pipi organizada pela presidência portuguesa?
10.000.000,00€ a serem cobrados pelos bons dos tugas

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Acordes, varandas e pianos de caudas

Quando um piano de cauda cai de uma varanda em cima de uma pessoa que vai a passar, que acorde é que soa?

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Apitos do demo

Sem querer entrar muito pela definição do trabalho que faço, apenas importa referir que, entre outras coisas, avalio a audição das pessoas. Hoje, enquanto fazia o questionário clínico a uma senhora, por forma a perceber melhor os sintomas que tinha e fazer uma melhor avaliação do problema, perguntei-lhe o seguinte:
-
"costuma ouvir apitos nos seus ouvidos?" ...querendo saber se tinha acufenos, lá está... apitos ou zumbidos!
Ao que a sra. responde, com um sotaque do norte (não foi a brincar, era mesmo do norte):
- "xim, àsh vezesh... as ambulânciash e asshim..."
Tive de me segurar à secretária para não me desmanchar a rir!

domingo, 2 de dezembro de 2007

Futebol, camaramen’s e algraviadas

Nas transmissões televisivas de futebol os camaremen apanham sempre os jogadores e treinadores quando dizem palavrões, altamente perceptíveis apenas pelos movimentos de boca e lábios, ou será que estes dizem palavrões constantemente e basta que haja uma câmara apontada a eles para que se possa ver?