quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Álbuns "revolucionários"

Ok, para começar já coloquei "revolucionários" entre aspas logo no título, eheh!
No seguimento do post anterior, lembrei-me de fazer o mesmo mas com álbuns. Para quem tiver paciência de ler e até comentar, criticando, claro está, irá ver que há ligações entre músicos/bandas do post anterior e os álbuns deste.
Atenção que não estão por ordem cronológica ou de preferência...

The Dark Side Of The Moon - simplesmente fabuloso, ao nível das melhores criações levadas a cabo pela própria Natureza

The Wall - logo depois vem este, que além de ter muita coisa boa em termos de música, é um verdadeiro marco histórico

Abbey Road - o melhor álbum dos Beatles, um dos primeiros álbuns conceptuais de sempre

White Album - o que dizer desta pérola, só que a coloco em 2º na lista de álbuns dos Beatles

News Of The World - para mim, o melhor álbum dos Queen que comporta 2 das suas melhores e mais abrangentes músicas em termos de qualidade e quantidade de estilos: "It's Late" e "Spread Your Wings And Fly"

Day at The Races - embora o "Bohemian Rhapsody" esteja no Night at The Opera, este álbum é melhor, mas há quem ache que se deva considerar os dois como um só, como os Queen queriam ter feito se não fosse a imposição da editora na altura

In Concert - o álbum mais carismático dos Doors e que nem sequer é um álbum, lol, passo a explicar... é uma compilação "live" de 3 prestações ao vivo da banda que já tinham saído em vinil: Absolutly Live, Alive She Cried e Live at The Hollywood Bowl; tive várias cópias feitas destes dois cd's porque se gastavam/riscavam nas festas em que os ouvíamos quase até à exaustão; outro álbum com o mesmo nome é o da Janis Joplin que também passou inúmeras vezes em festas

An American Prayer - o álbum mais simbólico dos Doors e nem sequer é creditado à banda... ehehe, mais um equívoco: é um álbum com gravações de narrações do Jim Morrison com música da banda; ainda hoje me faz muitas vezes companhia

Made in Japan - mais um álbum com performances ao vivo que se tornaram inesquecíveis, desta feita pelos Deep Purple

Pearl - um álbum fantástico da Janis Joplin, todos os temas são 5*!

Transformer - quanto a mim, o melhor álbum do Lou Reed e com um som impressionante; ainda vacilei entre este e o Berlin

Ok Computer - The Bends é bom, mas o Ok Computer é melhor!!

Waiting For The Punchline – um álbum fantástico de uma das minhas bandas preferidas, os Extreme

Jagged Little Pill - quando saiu, deu a volta à cabeça e à sensibilidade de muita gente, eu incluído

'Té Já - o álbum que me deu a conhecer o Jorge Palma

Very Sentimental e Mundo Catita - parecendo que não, Irmãos Catita foram muito importantes para mim porque, a par com Monty Python, marcaram o meu sentido de humor de forma irreversível e isso também aparece de forma patente na minha música

Thick as a Brick - um álbum conceptual de deixar a cara à banda!!

III - quanto a mim é o melhor álbum dos Chicago; aquele tema do poema é uma desconstrução mental assombrosa

Tapestry - um álbum fantástico da Carole King

Sweet Baby James - alguns dos melhores temas de James Taylor apareceram neste álbum

Teaser And The Firecat - belo álbum de Cat Stevens, antes de se passar do sentido, fugir de tudo e todos, passar anos incomunicável e voltar com o nome de Yusuf Islam; ganda maluco!

In The Flesh - podia ter escolhido o Amused To Death ou o The Pros And Cons Of Hitch-Hiking do Roger Waters como o melhor álbum, mas assim a escolha cai para os dois lados porque é a compilção de quase todos os temas num álbum ao vivo; vi este concerto no Pavilhão Atlântico... brutal!

Prenda Minha - como álbum de estúdio não me diz grande coisa, mas a versão ao vivo com o mesmo nome, e tendo visto o concerto no Coliseu, principalmente depois de mais de uma década sem o Caetano Veloso ter vindo a Portugal, é algo que mexe muito comigo

Stripped - um dos primeiros álbuns (Rolling Stones), a par com os MTV Unplugged de Eric Clapton e de Rod Stewart, a abrir-me a sensibilidade para as potencialidades do ambiente acústico, uma vez que na altura só queria era guitarradas e distorção

Desperado - os Eagles têm muita coisa boa, mas este é algo que fica para os anais

Fight For Your Mind - O Ben Harper tem muita coisa boa, mas este é o melhor e o que mais me tocou

The Best Of Bob Dylan - ok, ele tem "N" álbuns marcantes, mas sem dúvida que o melhor é mesmo compilar os seus temas mais característicos e, se possível, tocados por outras bandas! lol

August & Everything After - uma delicia de álbum, mas há outros também muito bons dos Counting Crows

Crash - estive muito indeciso entre este e o Under The Table And Dreaming, ambos da DMB, mas este é o que tem os temas "Crash Into Me" e "#41", por isso...

Early Recordings - este álbum ao vivo da Joan Osborne é um colosso e não faz propriamente sombra aos seus álbuns de estúdio, mas é sem dúvida o que eu mais gosto, muito por causa da sua versão do tema da Dusty Springfield ("Son Of a Preacher-Man")

24 Nighst - já tinha falado no Unplugged, mas este é o melhor dele

Tuesday Night Music Club - o primeiro de muitos bons álbuns de Sheryl Crow, sem dúvida o mais marcante

Chasing Daylight - o melhor entre muitos bons de Sister Hazel

Diamonds And Pearls - belíssimo álbum de Prince, mas ele também tem o The Love Symbol Album e o próprio Purple Rain

Bachelor No. 2 - o melhor da Aimee Mann, a par com a banda sonora do filme Magnólia

When The Pawn - é um colosso da Fiona Apple

Acoustic Extravaganza - álbum muito interessante da KT Tunstall, acústico de estúdio e sem o toque da MTV

Tatuagem - um álbum fantástico da Mafalda Veiga, alguém que eu admiro muito pela composição dos temas, mas também pela simplicidade na vida e no palco

No Need To Argue - não tanto pelo álbum em si (The Cranberries), mas pela altura em que entrou na minha vida e como me influenciou musicalmente, numa altura em que eu compunha e fazia arranjos de temas nos JusyBlazz

Kazoo - um álbum que mudou muita coisa em mim e a vários níveis (Clã); apaixonei-me por ele e com ele; a voz da Manuela Azevedo a cantar o tema "Problema de Expressão" ficará para sempre gravado na minha memória

Rock in Rio Douro - (GNR) um álbum de uma banda que aprecio mais pelo geral (músicas) do que pelo particular (letras)

Cocoon Crash - (K's Choice) uma verdadeira revolução na minha sensibilidade; os jogos de vozes são assombrosos!!

Circus - ui! que coisa fantástica que o Lenny Kravitz se lembrou de fazer

Magnólia - o álbum da Lúcia Moniz que me fez perceber que ainda um dia destes quero trabalhar com o Nuno Bettencourt na produção de um álbum de músicas minhas

Tempo - não era fácil escolher entre este e o Viagens de Pedro Abrunhosa, mas acho que este é mais maduro e tem mais qualidade

Out Of Time - belo álbum de R.E.M.

I've Been Expecting You - o Robbie Williams nunca mais foi o mesmo depois de se desligar de Guy Chambers, com muita pena minha

Abraxas - o melhor de Carlos Santana

Scream - além de fazer coisas fantásticas com os K's Choice, Sarah Bettens ainda se lembra de fazer esta pérola a solo

Achtung Baby - os U2 é uma banda que hoje em dia não posso nem ver... ichh!, mas este álbum está brutal

Vitalogy - talvez o melhor dos Pearl Jam

Back in Black - há qualquer coisa de extraordinário e libertador nas músicas dos ACDC e este álbum é o que electricidade traz ao mundo da música

Music For Nations - bela malha, este álbum de André Indiana!

These Days - os Bon Jovi têm tanto de bom como de piroso, mas eu gosto e adoro este álbum

Prolonging The Magic - quando ouvi um dia, quase por acaso, o tema "Sheep Go To Heaven" dos Cake, mal eu sabia que iria ter uma adoração por tudo o que eles fazem, este á o melhor álbum deles

Brothers in Arms - talvez o melhor dos Dire Straits

The Colour And The Shape - acho o melhor dos Foo Fighters

Dookie - (Green Day) quando saiu foi uma verdadeira injecção de adrenalina

Peasants, Pigs & Astronauts - o melhor dos Kula SHaker

O Monstro Precisa de Amigos - e a música portuguesa precisa de Ornatos Violeta!

Blood Sugar Sex Magik - o melhor dos Red Hot Chilli Peppers, assim a par com o Californication

Stoosh - tive dificuldade entre escolher este e o Post Orgasmic Chill dos Sunk Anansie

A Tribute To a Work in Progress - belo título e belo álbum dos Black Crowes

Dados Viciados - os Xutos são os Xutos!

Undiscovered - fantástico primeiro álbum de James Morrison

Mi Nina Lola - belo trabalho da Buika

La Revancha del Tango - Gotan Project é um projecto fantástico e o primeiro álbum continua a ser o melhor

Cinema - algo verdadeiramente transcendente criado por Rodrigo Leão

Lunas Rotas - bom álbum de Rosana

Pharmácia Ananáz - (Comme Restus) o melhor do rock pesado em Portugal

Simple Things - a par com "When it Falls", são dois belíssimos álbuns de Zero 7, uma banda que admiro muito

Agaetis Byrjun - os Sigur Ros fazem muito mais que música, criam verdadeiras paisagens musicais que me deixam verdadeiramente siderado; se não conhecem, deviam ir presos porque é um crime!!

Bullit - a melhor banda sonora original

Desperado - a melhor banda sonora tipo compilação

Dan in Real Life - recentemente vi este filme e conheci Sondre Lerche que é um músico de mão cheia e tem álbuns muito bons: Phantom Punch, por exemplo

Where The Light is, Live in Los Angeles - é um álbum ao vivo de John Mayer que me deixa ko!

The Gabe Dixon Band - entrou directamente para os tops assim que o experienciei auditiva e sensivelmente

terça-feira, 10 de novembro de 2009

Revolução musical senciente

Hoje deixo-vos uma listagem de bandas e projectos musicais, clássicos e contemporâneos, que revolucionaram a minha sensibilidade musical como melómano, assim como músico e compositor. A lista está feita segundo o critério “revolução musical senciente” e não tanto por gosto ou preferência. Digamos que foram músicos e bandas que mudaram a minha forma de sentir e fazer música e fizeram de mim, em parte, aquilo que sou hoje como pessoa.

(por ordem cronológica de experiência e conhecimento, do mais recente para o mais antigo)

The Beatles - acho que foi o meu primeiro contacto com a música, melodias e canções

James Taylor - a primeira vez que me deu vontade de cantar foi ao som do “You Got a Friend” (Carol King); Beatles e James Taylor são as grandes referências que guardo da minha mãe em termos de música, a grande maioria veio através do meu pai

Simon & Garfunkel - a minha primeira experiência com vozes

The Beach Boys - um amigo dos meus pais ofereceu-me um cassete porque eu adorei e lembro-me de ficar horas a ouvir as músicas no carro dos meus pais com o meu primo quando íamos à pesca ou acampar, tinham de nos tirar de lá porque gastávamos a bateria do carro

The Eagles - a par com os Beatles, Simon&Garfunkel e os Beach Boys, marcaram profundamente a minha forma de cantar e conjugar vozes para sempre

Queen - o meu primeiro contacto com o rock

Pink Floyd - reacção de estranheza: umas coisas soavam lindamente e outras pura e simplesmente não gostava… porque não percebia, claro!

Eric Clapton - introdução aos Blues, primeira experiência com uma guitarra aos 14 anos

Resistência - das primeiras experiências com a guitarra sozinho, passei para as Jams com amigos nos intervalos da escola secundária

Guns N’ Roses - mais uma banda que me fez evoluir na guitarra, juntamente com os amigos da altura, a par com AC/DC e outras do género

Janis Joplin - foi com ela que veio a vontade de fazer uma banda e tocar ao vivo num palco; fiquei encantado com a versão que ela tinha de Summertime

The Doors - começaram os devaneios, as primeiras bebedeiras, experiências com instrumentos e não só; despertaram-me para o fantástico som do Hammond

Paul Simon - por mera parvoeira, deixei para bem mais tarde a vontade de conhecer o trabalho dele a solo; despertou-me para a escrita de canções

Bob Dylan - mais um músico que me ajudou a levar a minha escrita de canções para outros meandros e abriu a minha sensibilidade para o fenómeno das versões: os seus temas são sempre melhores quando tocados e cantados por outras bandas. lol

Jethro Tull - o album "Catfish Rising" abriu-me a pestana para certos pormenores no Rock que me tinham escapado e o "Thick as a Brick", que viria a conhecer algum tempo mais tarde, deixou-me completamente ko; incrível a forma como trazem a música clássica para o Rock de uma forma tão bem conseguida e deliciosa

Chicago - uma banda que me foi apresentada com alguma insistência por parte do meu pai; ele adorava Chicago e Frank Zappa, que para mim soavam quase "mal", mas lá acabei por entender que a dissonância também faz parte da música e que pode interagir de forma impressionante com a melodia fazendo coisas incríveis; nesta altura voltei a ouvir Queen e Pink Floyd de outra forma e abri a minha mente para um admirável mundo novo!!

Miles Davis - a minha primeira experiência no mundo do Jazz... marado!

Harry Connick Jr. - a minha segunda visita ao mundo do Jazz, desta vez ligeiramente mais comercial mas também melódico e “comestível”! lol

Sarah Vaughan - fez-me crescer a vontade de cantar Jazz; tem uma voz impressionante!; aqueceu muitas noites de inverno, algumas com companhia à luz de velas e lareiras, com almofadas à mistura, e precipitou-me na invenção do termo "música para ouvir em dias de chuva", que viria a ser o início do meu projecto "Music By Mood"

Dexter Gordon - quando eu ganhei a pancada de tocar saxofone

Stevie Ray Vaughan - o primeiro virtuoso que admirei, e logo quem!

Blues Brothers - vi o primeiro filme sobre eles e voltei a apaixonar-me pelos Blues como um fantástico legado da humanidade que deve sempre ser preservado; nesta altura, Blues era o que se tocava sempre nas Jams com outros músicos e a malta já se cansava, mas bem tocados e com metais, é algo de fantástico!

Sheryl Crow - uma mais-valia no mundo Pop em termos de composição, vocalizações e arranjos de vozes; apaixonei-me por vozes femininas e pelo Country

Jorge Palma - é, sem dúvida, a minha maior referência na música portuguesa; despertou-me para o outros compositores como o Sérgio Godinho (cuja música era difícil de "aceitar" por ser densa) e os Trovante

Extreme - depois dos Guns, foi a experiência com o rock pesado que mais me marcou; foi quando ganhei a vontade de tocar e ter uma bateria; o Nuno Bettencourt é um virtuoso na guitarra, nos arranjos vocais, nas orquestrações e na produção de álbuns que admiro muito

Aerosmith - mais uma banda que me marcou pela presença em palco, pelas músicas e pelos arranjos e orquestrações; foi a primeira vez que dei atenção a este pormenor muito pela saturação, no bom sentido, que eles aplicavam aos temas em termos de produção; costumava dizer que era impossível acrescentar fosse o que fosse a cada tema de estúdio; foi a primeira vez que dei atenção a um videoclip: a Liv Tyler marcou, de forma indelével e irreversível, a minha sensibilidade e gosto em relação ao sexo oposto, foi quando eu percebi que gostava mais das morenas (lol); uma das namoradas que mais me marcaram era quase igual

Radiohead - depois de os ouvir, nada mais seria igual! O Creep libertou-me de uma forma que não consigo sequer começar a explicar

Lenny Kravitz - levou-me para o mundo do Soul com o álbum "Circus", onde vim a conhecer nomes como Otis Redding, Ray Charles, Solomon Burke, Wilson Pickett, The Foundations, entre muitos outros; além do Soul, abriu-me as portas para o Funk e para Prince, James Brown, Bill Withers, etc.

Alanis Morissette - quando saiu o álbum "Jagged Little Pill" foi um marco musical

Counting Crows - a forma como apresentam os seus temas originais, IndiePop com incursões pelo Folk e Jazz, marcou a maneira como passei a compor as minhas músicas

Dave Matthews Band - uma verdadeira revolução na forma como abordavam as actuações ao vivo: músicas extensas, concertos em que os músicos se voltam para si e se divertem numa espécie de comunhão espontânea e volátil, como acontece no Jazz, para, então, entreter o público; cada concerto é uma verdadeira pérola

Pedro Abrunhosa - quando apareceu em 1994, foi um desatino! Reeducou a minha paixão pela música portuguesa de uma forma incrivelmente intensa; fórmula perfeita de combinar Jazz, Pop e Rock. O primeiro concerto que vi dele com os Bandemóneo foi brutal!

Ben Harper - uma nova forma de fazer música de intervenção; outra voz masculina que me fascinou na forma e no jeito de cantar; a par com Jeff Buckley e David Growl, influenciou a minha educação musical como cantor

K's Choice - um colosso em termos de composição Pop e arranjos vocais. Algo de verdadeiramente avassalador para a minha sensibilidade

Kula Shaker - uma das bandas que mais me impressiona na forma como misturam e acrescentam Wolrd Music e coisas étnicas aos seus temas de Rock

Porcupine Tree - uma revolução na forma de fazer Rock Progressivo e Rock SInfónico

Sister Hazel - costumo dizer que são a versão de verão dos Counting Crows; vieram trazer um boom incrível à minha capacidade de compor e fazer músicas; depois deles, passei a fazer por volta de 20 temas por ano... hoje em dia o número aumentou e a qualidade também

Ornatos Violeta - fizeram-me voltar ao Rock de forma intensa, como já não sentia há alguns anos; o Manuel Cruz é um colosso na escrita!!

Aimee Mann - depois de ver o filme Magnólia, decidi conhecer a sua obra; grande influência em termos de composição, adoro a forma como cola as referências clássicas

Clã - a minha escolha como banda portuguesa de referência; são do melhor que há em palco, em vários tipos e formas de actuação, a compor em português (com a ajuda do T, do Sérgio Godinho, e outros) e a fazer versões... ui, a fazerem versões são um colosso!

Jamie Cullum - quando apareceu, fez explodir a forma como o Jazz chega ao público de massas (a par com a Norah Jones, Diana Krall e o Michael Bublé); as suas versões de temas do Jimi Hendrix ou dos Radiohead, bem como de vários standards de Jazz, trouxeram muita frescura ao mundo da música

Norah Jones - chamou o Pop, o Folk e o Country para o mundo do Jazz; tem uma voz perfeita e adoro o som do Rhodes nas suas músicas

André Indiana - a prova que se consegue ainda hoje fazer rock clássico de forma original e sem desrespeitar o que já existe; foi um prazer abrir um dos seus concertos com WHY em 2005

Pato Fu - uma surpresa interessante do outro lado do oceano; o que têm de bom, é de facto muito bom, e o que têm de menos bom não me chateia minimamente; banda de referência a par com os Skank e outros

John Mayer - trouxe uma percepção diferente do que pode ser um concerto, noutro tipo de ambiente, diferente da DMB, e de que vale a pena continuar a apostar nas minhas músicas originais enquanto as vou misturando com covers na Kazoo Love Orchestra

KT Tunstall - trouxe-me tanta coisa interessante... o seu álbum "Acoustic Extravanganza" é uma pérola!

Sondre Lerche - depois de ver o filme "Dan in Real Life", fiquei encantado com a música deste tipo; gosto da forma como mistura coisas de forma original

Joe Purdy - a sensibilidade em pessoa; mostra-me como a música pode ser simples e complexa ao mesmo tempo, algo que por vezes os músicos esquecem ou deixam de lado; ponho Damien Rice, Martin Sexton e Amos Lee na mesma categoria

The Gabe Dixon Band - talvez o som que mais se assemelhe, em termos instrumentais, ao que eu quero que seja a minha banda; não me incomoda nada que já existam!


Como é óbvio, deixei de fora muitos nomes de músicos, interpretes bandas e projectos musicais porque seria quase uma tarefa para durar anos ou até impossível de realizar. Assim, fiz a compilação que a minha memória permitiu em tempo útil.

Agora em jeito de adjuntamento sem rei nem roque (retirados os nomes que já referi):

- bandas e músicos que me dizem muito e não me apetece explicar porquê (lol):
Dire Straits, Supertramp, Crosby, Stills, Nash & Young, Deep Purple, Led Zeppelin, The Fleetwood Mac, Yes, The Who, Irmãos Catita, Pluto, Blasted Mechanism, Portishead, Sigur Rós, Pomplamoose, The Cardigans, Oasis, The Black Crowes, Tito & Tarantula, Xutos & Pontapés, Ladysmith Black Mambazo, Zero 7, Green Day, Skunk Anansie, Fiona Apple, Cat Stevens, Joan Osborne, Rui Veloso, Rita Lee, Jacques Brel, Gilbert Bécaud, Georges Brassens, Léo Ferré, Mafalda Veiga, Susana Félix, Tiago Bettencourt, Tori Amos, Mário Laginha, Joe Cocker, Sting, Bob Marley, Jimi Hendrix, James Morrison, Robbie Williams

- compositores que mexem comigo:
Roger Waters, Lou Reed, Thom Yorke, Mark Knopfler, Tom Waits, Caetano Veloso, Chico Buarque, Djavan, Prince, Stevie Wonder, Van Morrison, Bryan Adams, Beethoven, Verdi, Astor Piazzolla, Rodrigo Leão

- vozes femininas que me impressionam (não sejam preconceituosos, ok!?): Joss Stone, Christina Aguillera, Whitney Houston, Mariah Carey, Beyoncé Knowels, Celine Dion (mais a cantar em francês), Sara Tavares, Sheryl Crow, Julianne Hough, Taylor Swift, Faith Hill, Brandi Carlile, as Dixie Chicks, Sarah Vaughan, Ella Fitzgerald, Etta James, Aretha Franklin, Maria João, Buika, Maria Rita

- vozes masculinas que me impressionam: Freddie Mercury, Bobby McFerrin, Michael Bublé, Harry Connick Jr., David Growl, Ben Harper, Stephen Tyler, Prince, Jeff Buckley, Brian Johnson, Manuel João Vieira, Francisco Menezes


Mesmo que vos pareça estranho, entediante ou fora de contexto e não apreciem este post, nem vos passa pela cabeça o prazer que deu a escrevê-lo! Nem imaginava, de início, no que viria a dar e as recordações deliciosas que me traria à memória presente. Fantástico! Qualquer dia faço um sobre cinema e talvez outras artes também...

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Lieutenant Dan

Porque é que na América todos os tenentes do exército se chamam “Lou”?


(esta tem direitos de autor, foi inventada pelo meu irmão ou ele ouviu em algum lado, seja como for, está a coisa devidamente autorizada…)

sábado, 7 de novembro de 2009

Tempo, relações e peidas reais

Pegando num comentário que deixei no blog da Cristal, achei por bem criar um novo post para serrar presunto e partir alguma brita, que é como quem diz, abrir as hostilidades em termos de brainstorming virtual à volta do tema...

Nesta fase da vida em que me encontro, e nisto de certo que não estou sozinho, acabo por passar algum tempo a sós e isso levanta algumas questões. Quando não é a mim mesmo, são amigos e familiares que me abordam com dicas e conselhos sobre o tema "relações". Por um lado temos o provérbio sempre válido que diz que "mais vale só, que mal acompanhado", por outro lado temos a voz da experiência de pessoas mais velhas que referem que mais vale mal acompanhado que só. Sendo assim, em que é que ficamos!?
Quer estejamos sozinhos ou acompanhados, devemos sempre tentar estar o mais confortáveis possível e não falo apenas sobre o local onde sentamos e encostamos a real peida e os costados, mas sim lembrar que quer seja no local de trabalho com chefes e colegas parvos, numa sala de aula com o professor mais entediante deste planeta e arredores, num almoço de família repleto de gente chata e bizarra, num encontro de casais em que temos de aturar os namorados/maridos e namoradas/esposas dos nossos amigos, que nem nos dizem nada de especial e até parece que fazem de propósito em tentar ser o mais irritantes possível, interessa sempre que passemos esse tempo com qualidade porque só assim sairemos a ganhar com essas experiências. Caso contrário, acaba por ser um gasto estúpido de tempo e só ficamos a perder com isso, dupla e triplamente, até.
Como homem, e levando a coisa para os meandros das relações a dois, posso dar o exemplo que me compete e mostrar que qualquer tópico de conversa pode ser interessante. As mulheres muitas vezes acusam os homens de serem básicos, simples e previsíveis mesmo antes das relações se iniciarem, mas deixo aqui alguns exemplos interessantes... ou não!

- uma conversa sobre motas pode ser sobre engenharia e tecnologia

- uma conversa sobre carros pode bem ser sobre arte conceptual, ambiente e um futuro sustentável para a humanidade

- uma conversa sobre sobre bola também pode ser sobre política, corrupção e comportamentos sociológicos de grupos e massas

- uma conversa que pode ser muito interessante entre duas pessoas que ainda não o fizeram e que, de certa forma, poderão estar inclinadas para o fazer antes, depois ou até durante a conversa (deixo isto à imaginação de cada um)

No fundo, conversa mole é que não interessa a ninguém! Interessa sim, que quando passamos tempo sozinhos ou com alguém, seja quem, quando, como e onde for, devemos apostar em sentirmo-nos o mais confortável possível e em transformar o tempo em "tempo de qualidade", porque de outra forma em vez de investirmos tempo, gastamo-lo e isso, se não é crime ou um atentado à humanidade, devia ser!

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Coisas chatas e irritantes… por tópicos! parte 3

terminando...

na cozinha
- aquela ervilha idiota que se tresmalha do rebanho e foge para algures, onde só 8 meses depois é encontrada e naquele momento perdemos 10 minutos a tentar achá-la
- queimaduras com vapôr, porque nos esquecemos do mais óbvio e tentamos espreitar para dentro do forno assim que abrimos a porta

na casa-de-banho
- o chuveiro que deita um esguicho de água desalinhado dos restantes e que molha, de forma irritante, zonas do corpo que não era suposto
- fazer a barba todos os dias
- aquelas ramelas resistentes que magoam horrores quando as tentamos tirar com os dedos, mesmo depois de já termos tomado duche ou lavado a cara
- a magana da cortina da banheira que se cola às costas durante o duche

na casa de amigos
- quando o prato principal do jantar é exactamente aquilo que menos gostamos de comer
- a mãe de um daqueles nossos amigos que ressona ao nosso lado no sofá enquanto tentamos ver um filme e que decide mudar para a novela sempre que acorda
- aquele puto hiperactivo filho de um casal nosso amigo que não nos deixa conversar

em geral
- ter vontade de espirrar e não conseguir
- tratar dos impostos
- adeptos do SLB quando ganham e do FCP em qualquer momento
- o cotão no chão e os borbotos nas camisolas
- gente alta à nossa frente e gente que não se cala atrás de nós quando estamos no cinema
- o Toni Carreira
- meias brancas
- gente parva

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Coisas chatas e irritantes… por tópicos! parte 2

continuando...

na política
- o tom de falinhas mansas de José Sócrates quando está a pedir a arrogância do mesmo quando está a mandar
- as alarvidades de Alberto João Jardim
- o gasto pouco ecológico de toalhetes desinfectantes por Paulo Portas durante as visitas a feiras e mercados em tempo de campanha

no escritório
- chefes incompetentes com a mania que fazem tudo bem!!!
- colegas com conversas chatas, que coleccionam filhos, fotografias das férias no Algarve, post its no ecran do computador e resmas de papel A4 que levam para casa (alegadamente para os filhos usarem para desenhar)
- o cabrão do novo achorddo hortoghráphiko

na internet
- popups de publicidade
- sites gays que no início pareciam ser de straight porn
- viroses causadas por zips manhosos que vinham em mails de gente, supostamente, de confiança
- powerpoints feitos por brasileiros

na estrada
- a quantidade de Qashqais que há por aí!!
- conduzir com o pára-brisas sujo e sem água nos esguichos num final de tarde e com o sol pela frente
- gente que muda de fila sem avisar
- a malta que não faz piscas nas rotundas
- os tipos que desligam os máximos quando já se encontram demasiado próximos de nós, vindo de trás ou em sentido contrário, e os que, quando vêm de frente, decidem ligá-los naquele exacto cagagésimo de segundo ANTES de se cruzarem connosco

no supermercado
- os bips ensurdecedores das máquinas registadoras
- os sacos de plástico que demoram uma eternidade e demasiada destreza para se abrirem enquanto as mercas vão rolando no tapete e acumulando de forma assustadora, estando o carrinho ainda vazio e a senhora da caixa já vai pedindo para pagarmos
- o único saco de compras que se rompe no trajecto do supermercado para o carro ser o que leva os ovos

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Coisas chatas e irritantes… por tópicos! parte 1

Alguns destes itens já foram abordados anteriormente e outros aparecerão, certamente, em posts futuros, mas por agora deu-me a gana de elaborar uma listagem de "coisas chatas e irritantes" que não carecem de grandes explicações. Só para ver como é que a malta reage...

na música
- toda a década dos anos '80 mais 2 ou 3 anos antes e 4 anos da década de '90
- a guitarra do The Edge dos U2
- a voz do vocalista dos B52
- os teclados do Yanni e do Vangelis
- as camisas do Brian May dos Queen
- os videoclips da Britney Spears e da Rhianna
- a Madonna!
- os musicais do Andrew Lloyd Webber e as cópias rascas do La Féria
- o tema “Final Countdown” dos Europe que ainda se vai ouvindo em algumas festas e discotecas por esse mundo fora

no cinema
- os finais dos filmes do Spielberg
- as câmaras lentas do Michael Bay
- nos filmes americanos as bebidas nunca são consumidas até ao fim e as portas dos carros que nunca são trancadas e por vezes até deixam os vidros abertos

na televisão
- os monólogos do Horatio Cane
- os intervalos durante filmes e séries na TVI que por vezes demoram mais de meia hora
- os anúncios com o Marco Paulo
- os concursos com a Teresa Guilherme
- a parvoeira já sem graça do Herman José
- as caras de parvo que os actores dos Malucos do Riso fazem no final das piadolas

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Tesla, carros eléctricos e conspirações

Dando continuidade ao tema mais eléctrico do momento, ambiental e comercialmente falando, lembrei-me de dar a conhecer um verdadeiro carro desportivo de prestações comparáveis à grande maioria dos desportivos a gasolina, mas completamente eléctrico - o Tesla Roadster - um carro familiar totalmente eléctrico que iniciou a sua produção este ano - o Tesla Models S - e aquele que foi o primeiro carro eléctrico a ser comercializado... e por incrível que pareça, logo tinha de ser no mercado americano!

Nikola Tesla
"Foi um inventor nos campos da engenharia mecânica e electrotécnica, de etnia sérvia nascido na aldeia de Smiljan, na Fronteira Militar, no território da actual Croácia. Era súbdito do Império Austríaco por nascimento e mais tarde tornou-se um cidadão norte-americano. Tesla é muitas vezes descrito como um importante cientista e inventor da idade moderna, um homem que «espalhou luz sobre a face da Terra». É mais conhecido pela suas muitas contribuições revolucionárias no campo do electromagnetismo no fim do século XIX e início do século XX. As patentes de Tesla e o seu trabalho teórico formam as bases dos modernos sistemas de potência eléctrica em corrente alterna (AC), incluindo os sistemas de distribuição de energia multifásicos e o motor AC, com os quais ajudou na introdução da Segunda Revolução Industrial. Aparte os seus trabalhos em electromagnetismo e engenharia electromecânica, Tesla contribuiu em diferentes medidas para o estabelecimento da robótica, controlo remoto, radar e ciência computacional, para a expansão da balística, física nuclear, e física teórica. Em 1943 o Supremo Tribunal dos Estados Unidos acreditou-o como sendo o inventor da rádio. Muitos das suas realizações foram usadas, com alguma controvérsia, para apoiar várias pseudociências, teorias sobre OVNIs, e as primeiras formas de ocultismo New Age."
in Wikipedia


Tesla Motors
Tesla Motors, Inc. é uma marca de automóveis eléctricos situada no famoso Silicon Valley, criada com o intuito de desenvolver veículos elétricos de alta performance, fundada em 2003, sendo o seu nome uma homenagem ao inventor Nikola Tesla.
site oficial: http://www.teslamotors.com/

Tesla Roadster
Roadster elétrico produzido pela Tesla Motors. Tem uma autonomia de 350 km com um único carregamento da sua bateria de Li-ion e uma aceleração de 0-100 km/h em 3,9 segundos.

Tesla Model S
Sedan desportivo elétrico produzido pela Tesla Motors.


General Motors EV1
Primeiro carro elétrico a ser produzido por uma grande empresa automóvel. Foi introduzido no mercado em 1996 e a sua produção foi interrompida em 1999. Entre 2003 e 2004 todos os carros alugados foram removidos do mercado e a maioria destruidos, tendo alguns ainda sido doados a museus e universidades. A interrupção da produção e a sua retirada forçada do mercado foi e continua a ser um tema altamente controverso, largamente questionado por grupos ambientalistas um pouco por todo o mundo.
- publicidade que nunca chegou a aparecer na tv: 1 e 2
- documentário "Who Killed The Electrical Car?"
- reportagem da BBC em 1996

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

Bicicletas, números e YikeBike

Ganda número!!

Só tenho uma palavra para descrever... BRUTAL!!!

Vejam ambos os vídeos, o de apresentação e o de teste (thumbnail no canto inferior direito no site), até ao fim porque vale a pena.

http://www.yikebike.com/

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Jazz no feminino e em português

Ok, não é necessariamente Jazz feminino em português e sim portuguesas a cantar Jazz. Vale bem a pena conhecer estas meninas de vozes bem interessantes que andam por aí, e fora de programas como o do Júlio Isidro, festivais de Jazz ou locais como o Hot Club Portugal e a Fábrica Braço de Prata, raramente se dão a mostrar ao (grande) público.

Marta Hugon

Claudia Franco

Joana Machado

Mariana Norton

Inês Sousa

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Ele há gajos muita marados!

Ok, depois do Woody Allen, do Larry David e também do Saramago, juntando talvez, e porque não, aqui a maluqueira privada de yours trully, só mesmo este maluquinho para elevar a fasquia da insanidade neste blog...
(prometo que um dia ainda vos conto umas histórias do meu amigo Rashid)

cromíce da bola
http://www.youtube.com/watch?v=Y3LRf2DqwZA

Super Mario Kart
http://www.youtube.com/watch?v=MytfhzcSF-Y&feature=fvw

Pac-Man
http://www.youtube.com/watch?v=pIrvpn3k9A4

Astronaut
http://www.youtube.com/watch?v=GAONkS06LFU&feature=channel

Ski-Jump
http://www.youtube.com/watch?v=n3or3TUuEIk&NR=1

Saving Private Rémi
http://www.youtube.com/watch?v=qrlrMYbMMFg&feature=channel

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

YouTube, MeTuga: Pomplamoose

Depois da fantástica descoberta da Julia Nunas no YouTube, heis que vos apresento os Pomplamoose.

YouTube
MySpace

aqui fica um cheirinho...

Expiration Date (original)


Single Ladies (cover da Beyoncé)


roadtrip para gravar um tema com a Julia Nunes...



...e não é que fizeram mesmo o site??? LOL
Things Sean Connery Should Say

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Dr House in the house!

Acabei de ver o primeiro episódio da 6ª temporada do House e fiquei completamente passado! Quando pensava que o último episódio da 5ª temporada teria sido o melhor final possível para toda a série e julgando já ter assistido a tudo no decorrer das 5 temporadas que precederam, heis que me surpreendem mais uma vez e quando menos esperava. O episódio de hoje foi soberbo, uma verdadeira obra de arte em televisão e por incrível que pareça, dada a especificidade intrincada que normalmente acompanha cada episódio da série, funciona por si sem grande necessidade de recorrer a episódios anteriores para contextualizar a personagem, está lá tudo. Um autêntico filme em quantidade de tempo e qualidade de conteúdo, incrivelmente bem escrito, genialmente realizado e com uma introdução fantástica ao som de um dos melhores temas dos Radiohead. Deu para rir, para pensar, para chorar e para ansiar por mais. Esta série é sem dúvida das melhores coisas que já apareceram por aí. Se tivesse de definir numa só palavra? ...brutal!!

Como o YouTube impede de embeber qualquer vídeo dos Radiohead em sites e blogs, podem seguir este link para ouvir o tema que acompanha a introdução deste episódio:
YouTube: Radiohead, No Surprises

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Deus, internet e pragas bíblicas inteiramente merecidas

Ok, eu percebo, pela lógica que lhe dá fundamento, que deus esteja em todo o lado. Mas como é que é possível, além de um ou outro site de confissões e planos de pagamentos por PayPal ou cartão de crédito de esmolas online, que deus esteja nos powerpoints e nas mensagens spam do Hi5??? Custa-me crer que o tipo perca tempo a surfar na net e se por acaso o faz, duvido que tenha paciência para chekar mais alguma coisa além concepts de automóveis revolucionários a sair daqui por 2 ou 3 anos, vídeos de coisas estranhas no YouTube ou gajas nuas a fazer sexo com tudo o que mexe, quer respire ou vibre a poder de pilhas ou corrente de 220v. Porquê os ursinhos em formato de desenho que nem se podem abraçar e sentir o pelo a feder a pó de uma década em cima da cómoda do quarto? Porquê a princesa e o sapo/príncipe em histórias que metem anões e não há orgias no final? Porquê a ameaça de perdermos o comboio da felicidade se não reenviarmos aquela idiotíce a 20 amigos no espaço de 1 dia? Porquê!?!? Se deus existe, e tal como Saramago tão bem descreve, sendo vingativo e torcionário, há-de lançar uma praga de gafanhotos, bolas de fogo ou um dilúvio em formato de email para esta gente que anda a brincar com a tropa! Vendo bem, a Igreja Católica anda a atrasar-se no tempo porque ainda não aproveitou estas provas em forma de spam e virus digitais, dignos das maiores pragas bíblicas do antigo e novo testamentos, para canonizar o inventor da internet e demonstrar que deus existe.

domingo, 25 de outubro de 2009

Ferramentas úteis para desvendar pequenos mistérios musicais

1. assentar a hora a que passa na rádio e depois verificar online na playlist

2. sites para identificar músicas pela publicidade:
- What's That Called?
- Commercial Breaks And Beats
- Clipland
- SongTittle

3. sites para identificar músicas pela banda sonora do filme
- imdb
- FilmSound
- Movie Music
- Music From The Movies
- Soundtrack

4. número de telefone para identificar músicas em tempo real, enquanto a ouves
- Qual é?

Este último já roça o fantástico assim num jeito muito orwelliano, mas funciona!

Música de levar à cabeçada

Não sei se isto acontece com mais alguém ou se é fruto única e exclusivamente da minha pessoa. Assim, fruta da época mas sendo a época eu, ou eu a fruta ou... não interessa... De quando em vez ouço uma música na rádio já no final e não apanho o nome de quem canta, ou aparece num reclame na televisão e não tenho como descobrir de quem é o tema original ou a versão apresentada, passa um carro com a música alta e não dá tempo de perguntar ao condutor, num bar muito movimentado perde-se a oportunidade de perguntar por aquele tema entretanto já tinha passado há algum tempo e o dj não se lembra qual era o cd, entre muitos outros cenários. É algo que me sucede desde puto e é verdade que entretanto apareceram algumas ferramentas que ajudam a desvendar estes pequenos e persistentes mistérios, mas o mais engraçado acontece quando a resposta se nos é revelada quase do nada exactamente num momento em que já não nos lembrávamos ou que até tínhamos perdido a esperança, estas são das coincidências mais saborosas que já tenho provado.

Quando era muito gaiato havia uma publicidade na televisão aos gelados Maxibom da Camy (Nestlé) com uma música muito engraçada que era um cruzamento bem disposto entre rock 'n roll alatinado e música africana, assim meio tribal meio conga-line, que só hoje descobri de quem é a versão original. Demorou perto de 20 anos porque nunca consegui saber o título do tema, embora já o tivesse ouvido na rádio, na televisão e em bandas sonoras de filmes. Ou era em programas de autor na rádio sem playlist ou sem informação disponível no site, ou era na televisão e a música aparecia em background ou incompleta em medleys, ou em filmes que não tinham esse tema na banda sonora em cd e, portanto, indisponível na informação detalhada que aparece nos sites tipo imdb ou outros do género.

Hoje, quase sem querer, o que significa dizer que era de outra coisa que andava à procura, dei com uns temas de Miriam Majeba, verdadeira lenda da música africana e do Jazz que faleceu em Novembro de 2008, e lá pelo meio aparecia a tal música bem disposta pela qual tanto procurei e tantas vezes trauteei e assobiei quase até à exaustão, num daqueles caricatos momentos em que sabe bem inicialmente mas que passadas oito horas com a mesma melodia na cabeça, a entrecortar todo e qualquer pensamento que nos aparece, especialmente quando chega ao ponto de serem outras pessoas, irritadas com o facto, a fazerem-nos dar conta de que parecemos um disco riscado e por fim só nos apetece dar cabeçadas na parede para fazer com que a tortura acabe de uma vez... Inclusivamente, cheguei a tocá-la ao vivo numa espécie de "cheirinho", pelo meio de um tema de reggae que se criou numa jam session com músicos amigos.

Miriam Makeba, "Pata Pata"

sexta-feira, 23 de outubro de 2009

Gripalhada do demo

Decidi, dando continuidade à lógica do "kit abre a pestana pá!" e do "manual de sobrevivência em sociedades decadentes e apodrecidas", fazer uma compilação de vídeos sobre a Gripe A para que cada um possa tirar as suas próprias conclusões sobre o fenómeno. Eu cá acho que é apenas e só mais uma forma de revitalizar a economia... erh... as finanças pessoais de alguns e, numa escala maior, de dar continuidade ao plano "New World Order"...google it!

Ex-Ministra da Saúde da Finlândia


David Icke sobre a vacina da Gripe A


Ron Paul, médico americano


Leonard Horowitz, médico americano


TAMIFLU, ataque biológico


Juan Carlos David, médico espanhol


Ministério da Saúde do Brasil


quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Saramago e as religiões

Desde o meu 10º ano, altura em que fui apresentado formalmente à Filosofia e ao fantástico mundo novo da reflexão, que leio tudo quanto posso e vejo todos os documentários e filmes sobre religiões. Durante todo este tempo mantive a mesma noção mas, ao contrário do Saramago, à medida que vou crescendo e envelhecendo vou ficando mais soft em relação ao tema. Acho que o sentimento religioso é algo intrínseco ao ser humano, dada a sua constante necessidade de encontrar paz de espírito quer no mundo real, quer no mundo da imaginação, mas que tem sido explorado bem para lá do limite da razoabilidade por gente sem escrúpulos que se alimenta do poder pelo poder e que concebeu esta receita genial para controlar as massas.
A Bíblia, que já li - obviamente apenas na diagonal e também em momentos diferentes - é apenas um interessante conjunto de escritos ficcionados ou de alguma forma exagerados, que nos ensinam coisas que só a experiência e vivência de outras pessoas nos poderiam transmitir. Considero-a como uma espécie de cardápio de histórias alegóricas, mitos metafóricos e fábulas curiosas e não de algo que sucedeu ou que poderá vir a suceder. Aliás, como ateu que sou, não acredito em qualquer tipo de divindade sobrenatural e também nunca corri o risco estúpido de idolatrar algo ou alguém para meu benefício, ou de outros. Se por ventura escrevesse que acho que a Religião se alimenta da cobardia individual e da estupidificação geral dos crentes, estaria a chocar muita gente e a ser indelicado com os que sofrem nesse processo, física e/ou psicologicamente, e muitas vezes se deixam cair em tentação, tendo fé em algo que lhes é apresentado por gente, esses sim, verdadeiros cobardes no sentido mais lato do termo, capaz de manipular pessoas pontual ou totalmente indefesas.
Sinceramente, não é preciso perder muito tempo a ler 30 livros, ver 15 documentários ou a assistir a 40 filmes sobre religião, bastando apenas visionar com toda a atenção o documentário Zeitgeist, pois está lá tudo o que interessa e é apresentado de forma extremamente concisa e prática, não custando nada a ver e o primeiro capítulo, que é o que interessa no que à Religião diz respeito, demora à volta de 30 minutos.
A religião cristã, reunindo as várias Igrejas que a compõem, é um plágio ridículo de 5 ou 6 outras religiões, movimentos religiosos e seitas pagãs, feito como forma de compilar uma série de ideias base, perpetrado por gente muito esperta e capaz que percebeu onde outros falharam, conseguindo conceber uma super religião de sucesso com um mínimo razoável de falhas, capaz de resistir e subsistir no tempo... e assim foi, já lá vão dois mil e tal anos! Já tiveram as cruzadas (mataram mais que o Hitler), já tiveram a Inquisição (torturaram mais que o Estaline), já tiveram a Companhia de Deus/Jesuítas (lavaram mais cérebros que a televisão nos sécs. XX e XXI), já tiveram o dízimo (roubaram mais que a IURD) e muito mais. As outras religiões, ui, são tão "más" como a Cristã mas andam, de certa forma, mais escondidas do mundo ocidental e os seus ideólogos ou não puseram a fasquia tão alto ou não foram capaz de organizar tão bem a coisa em termos logísticos. Vejam o documentário que é fantástico e grátis!

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Whatever Works"

Hoje assisti a um dos melhores filmes que o Woody Allen já teve a oportunidade de fazer: Whatever Works
O argumento, de tão simples que se revela a história que lhe dá o mote, é verdadeiramente genial. Os diálogos estão brutalmente bem escritos, as relações entre as personagens e as características que as definem são complexamente fantásticas e todo o enredo, surpreendendo quanto baste - depois de ler e ver alguns filmes dele, já dá para ir tendo uma noção do "ridículo" a que ele as sujeita e da ironia que acompanha inevitavelmente os seus percursos durante o desenrolar da trama - tem vários e saborosos twists à medida que a coisa se vai resolvendo e caminhando para o final.
A performance de Larry David (co-creador da série Seinfeld, autor e actor da série Curb Your Enthusiasm e standup comedian) é deliciosa e está, no mínimo, equiparada às interpretações do Woody Allen neste tipo de personagem, nitidamente influenciada por Woody Allen ao nível do conteúdo e pelo próprio Larry David ao nível da forma, que vem trazer uma mais valia que lhe é tão característica: humor, ironia e mau feitio.
Quanto a mim, está ao nível do melhor que já fez, nomeadamente com Deconstructing Harry (1997), Manhattan (1979), Annie Hall (1977) ou Bananas (1971). Um must see!!

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ainda o lesbianismo…

Continuando na senda do tema anteriormente abordado, lembrei-me de questionar o porquê dos homens gostarem tanto de filmes porno com lésbicas, preferindo-os, sem sombra de dúvida, às restantes temáticas dentro do fantástico universo que é a pornografia. A resposta comum é clara e concisa: “porque não têm homens, são só mulheres!!”. A maioria de homens, quando se lhes é pedido para dar uma explicação mais detalhada, responde que sem dúvida prefere filmes só com mulheres mesmo que tenha cenas com animais, e que a visionar filmes pornográficos onde entrem homens à frente das câmaras, só mesmo se estes forem bastante peludos, musculados e feios, pois assim, até em situações de grande plano e zoom haverá a certeza de todos os pedaços de corpo musculados e peludos pertencerem ao homem e, em última análise, não se correrem riscos desnecessários, podendo vir-se a admirar algo que não seria saudável para a psique masculina.

(gostaram da última frase contendo um verbo com duplo sentido, mantendo assim a linha editorial pautada pelo decoro e bom gosto que tem caracterizado este blog, mesmo quando o tema abordado é a Pornografia!? Vá lá vai!)

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Conversas de cama, lesbianismo e multitasking feminino

É certo e sabido que a fantasia de qualquer homem é participar numa orgia ou, quanto muito, numa sessão de sexo a três com mais duas mulheres na mesma cama. Isto é um facto que se aplica tanto a homens heterossexuais como a homens homossexuais, mas no caso dos segundos e no cenário das várias mulheres na mesma cama, seria mais ao nível da conversa, desabafo ou discussão sobre cortinados, roupa e defeitos dos homens em geral. A razão pela qual é raro um homem envolver-se com duas ou mais mulheres numa mesma relação sexual, ou duas ou mais mulheres em relações sexuais realizadas em momentos diferentes, é simplesmente porque a maioria dos homens não preenche os requisitos mínimos para conseguir suportar tal actividade. Não é só uma questão física, mas principalmente psicológica. Se for no caso da feliz coincidência de factores e se verificar estarem duas ou mais mulheres na mesma cama, é de facto preciso muita destreza física e concentração para contentá-las ao mesmo tempo, mas se ainda assim elas não souberem uma(s) da(s) outra(s), pior! Aguentar psicologicamente a angústia de ter mais do que uma companheira/namorada/mulher de uma só vez, é dose e não é para qualquer um! Por estas razões e mais algumas é que as lésbicas se dão tão bem, pois sabem exactamente o que as mulheres querem, gostam e aguentam em determinado momento porque também são mulheres, gozando do dom do multitasking e da virtude do know-how. Os homens querem tudo, tentam muito e sabem pouquíssimo no que diz respeito ao assunto “mulheres”; é algo a que nos temos vindo a habituar como civilização, mas que de certa forma tem piorado com o evoluir das liberdades que as mulheres destes últimos dois séculos têm vindo a adquirir e a conquistar. “Mulher” é e será sempre A incógnita por excelência e O maior mistério de todos os tempos e não adianta um homem mudar de sexo e tornar-se lésbica, que não vai dar para perceber o que se passa do outro lado da cortina.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

Xanatos, esse grande ex-líbris tuga

Qual é a coisa mais xunga a seguir a usar xanatos de enfiar no dedo com meias calçadas?
...usar xanatos de enfiar no dedo com meias brancas.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Amor é...

Ainda me lembro da série "Amor é", que aparecia em autocolantes, cadernos e todo o tipo de merchandising disponível nas lojas de prendas. A par com os cromos do Bolicau e das cadernetas de jogadores da NBA, era das coisas mais transaccionadas nos intervalos e aulas dos primeiros anos do secundário. Noutro dia ouvi esta piadola e achei que seria uma excelente definição de amor e uma forma tão generosa e simpática de um homem provar o seu amor pela sua mulher...
A mulher diz:
- “achas que pareço gorda?”
e o marido responde:
- “para mim não, mas para o resto das pessoas, sim!”

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Ironia à mesa

Irritam-me os vegetarianos! Se estou a comer à mesa com um, num jantar entre amigos por exemplo, diz-me que faço mal em comer carne e peixe porque são animais e seres vivos que merecem todo o respeito da nossa parte, que não devem ser mal tratados pelos humanos sem qualquer tipo de consideração mínima pela sua existência, uma vez que co-habitamos o mesmo planeta, supostamente em harmonia... ai sim!? – respondo eu – os vegetais também são seres vivos, só que não fogem quando vocês tentam apanhá-los!

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Com amigos destes... parte 2

...em resposta a um comentário e ainda a continuação do post anterior:

Como toda a regra tem a sua excepção, a "Ópera do Malandro" é a minha quanto a musicais. Até hoje, nada mais pegou porque não gosto do género e do conceito. Ou bem que é um concerto e cantam e dançam, ou então é um filme ou peça de teatro e actuam sem trautear melodias... vá lá um assobio! Já tentei ver óperas rock do Frank Zappa, The Who ou Beatles, musicais clássicos do Frank Sinatra, Dean Martin, Gene Kelly, Fred Astaire, as pirosadas do Andrew Lloyd Webber e até tentei desesperadamente assistir a filmes como o Mamma Mia, Moulin Rouge e Chicago, mas sempre sem sucesso. Não consigo! É como chupar um daqueles rebuçados de limão super ácidos, que aparecem à venda na altura do Carnaval em que só um idiota repete e come um segundo rebuçado! (excepto o meu amigo Zé Miguel, que os comia sem problemas e nem o primeiro serviu de partida porque ele gostou imediatamente do efeito... weirdo!).

Cada um gosta do que gosta e eu até admito que os Abba têm as músicas muito bem feitinhas segundo a receita comercial e até talvez com um cheirinho a algo mais alternativo (não sei é precisar bem o quê!), com jogos de vozes interessantes, melodias que ficam no ouvido (então não!?) e toda uma parafernália de fatiotas e penteados que assustariam o próprio Liberacce, mas daí até vir a gostar das suas músicas é um esticão!

Já o Lloyd Webber é o cúmulo da piroseira em todo o seu esplendor ...reparem como saltei de Abba, genuinamente kitsch's, para Andrew Lloyd Webber sem grande dificuldade... Algo que se revelaria a priori uma tarefa hercúlea, dada a extrema dificuldade em distinguir coisas tão idênticas em género e estilo. Como em tudo na vida, é uma questão de distanciamento e perspectiva, e ainda assim, perto consigo ver as ténues diferenças, já longe... não!

Por favor deixem o Chico Buarque fora desta caldeirada, ok!?

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Com amigos destes…

Por certo já ouviram a frase “com amigos destes, quem precisa de inimigos”, mas talvez seja pouco comum ser proferida excepto em cenários de brincadeira ou coincidência de mal entendidos. Pois, no meu caso tenho boas razões para estar decepcionado com um dos meus amigos mais próximos.


Então o filho da mãe não me diz na cara, e passo a citar, que tenho mudado muita coisa na minha postura e maneira de ser ao longo do tempo em que me conhece, algumas delas para melhor, e que de todas as características menos boas que tenho para desenvolver ainda me falta começar a apreciar Abba e musicais do Andrew Lloyd Webber… o que é que lhe faço!?


Não estou disposto a ir para a prisão com uma idade destas e há tanta coisa boa para apreciar cá fora, já excluindo Abba e Andrew Lloyd Weber.


Isto diz-se a alguém que se estima e preza?


Mais valia ter dito que tinha ar de panilas ou marialva, que já me viu nu e tem pena de mim, ou que estou condenado a ser um idiota sem qualquer possibilidade de vir a tornar-me alguém decente nesta vida... qualquer insulto, por mais fantasioso que fosse, era mais bem aceite do que ser amesquinhado desta maneira.


Um gajo levanta-se de manhã, sai à rua, faz-se à vida e, entusiasmado e saudoso, recebe um telefonema de um amigo para ouvir uma barbaridade destas?


Tá lixado comigo!!

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

YouTube, MeTuga: The Fun Theory

A ideia subjacente a esta teoria fantástica, para além de se revelar que os nórdicos também conseguem ser divertidos por muito civilizados que sejam intrinsecamente, é o facto de se conseguir alterar comportamentos através da diversão. O que é sempre bom, pois basta lembrarmo-nos dos professores que mais gostávamos na escola e na universidade, para chegarmos à conclusão que maior interesse mostrávamos em aprender, quanto mais “rebuscada” fosse a forma de ensinar.
Agradeço ao esmiuçador-mor Marius, pelas pérolas que vai achando na net e que me vai facultando por email.



quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Dicas a vulso

Vou dar-vos uma dica gratuita que pode vir a fazer toda a diferença.
Ao contrário do que a maioria das pessoas pensa, não precisamos de uma pessoa ao nosso lado para sermos felizes… precisamos de várias, não muitas, apenas algumas e bem escolhidas.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Compras, calipos e paragens exóticas

Correndo o risco assumido de roçar por excesso, talvez até transpondo totalmente, a ténue linha que delimita o mau gosto da decência, coisa que em bom rigor raramente acontece neste cantinho cibernético, decidi publicar uma história que me foi contada na primeira pessoa aqui há uns dias. Um amigo meu andava às compras no supermercado e decidiu trazer uns preservativos que não conhecia, de uma marca que nunca tinha comprado, por terem um invólucro interessante mas principalmente pela publicidade engenhosamente apelativa em que referiam ser o número um de vendas no Japão. Distraído como é, não pensou que pudessem ser realmente pequenos para ele, coisa relativamente normal em paragens mais “exóticas”, e ao que parece terá colocado um durante o acto sexual e dito à sua companheira: “é melhor fazeres-te ao Calipo de mirtilo antes que derreta!”

terça-feira, 6 de outubro de 2009

YouTube, MeTuga: Alison Krauss

E porque música nunca é demais, por mais que já vá fazendo falta um post original pejdado de humor e maluqueira da grossa, deixo-vos com uma verdadeira pérola musical.
Se bem que as pretas cantam que se desunham e têm feeling até dizer chega, as brancas do country não lhes ficam atrás de forma alguma e Alison Krauss é só das melhores vozes femininas que há... ponto!
Esta é uma versão do tema "Baby, Now That I Found You" dos The Foundations, que por acaso, e só por acaso, era a única formação etnicamente mista naquela altura nos EUA.




...já agora, e porque a senhora não canta só country, deixo-vos a sua performance ao vivo de um tema do filme Cold Mountain nos Oscars de 2004 (featuring Yo-Yo Ma & Elvis Costello).

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

YouTube, MeTuga: The Gabe Dixon Band

Para começar em grande a semana, e principalmente porque esta segunda-feira é feriado nacional e ainda estamos oficialmente de fim-de-semana, deixo-vos uma música de uma banda nova que conheci através do genérico do filme The Proposal, que também vale a pena ser visto porque está muito engraçado.

banda: The Gabe Dixon Band
álbum: The Gabe Dixon Band
tema: Find My Way

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Ainda a fornicação pós eleitoral

Ao contrário do que seria de esperar, não vou tecer grandes considerações sobre o comentário do Presidente da República. Em primeiro lugar porque não consigo perceber se o devia ter feito de pé ou sentado, porque de facto ele veio informar a população - coisa que em televisão se faz de pé - sobre a sua perspectiva dos acontecimentos em forma de comentário - coisa que em televisão se faz sentado - deixando-me muito pouca margem de manobra para o criticar a este nível, uma vez que não sei bem por onde pegar. Em segundo lugar, porque acho feio e inútil bater-se mais no ceguinho quando o coitado já fez tão mal a si próprio com aquela desculpa esfarrapada em forma de comunicação ao país que apenas serviu para não responder às questões óbvias e lançar ainda mais dúvidas. Nem a comer bolo-rei aquele discurso tinha sido tão incompreensível!

“Quando o nosso pior inimigo somos nós mesmos, não são necessárias grandes investidas por parte dos adversários”… se esta frase não aparecer no livro A Arte da Guerra ou no cardápio de Leis de Murphy, alguém devia fazer uma sebenta com o título Presidência Para Totós e oferecê-la ao Sr. Silva.

Sô Presidente… aquilo ontem é que foi meter carne à bruta no assador, hein!? Ah valente!!

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Coito pós eleitoral

Se tivermos em atenção ao que se passou ontem nas eleições legislativas e às reacções dos vários intervenientes, chegamos à conclusão que isto anda tudo doido! Ao que parece ninguém perdeu...

O PS venceu as eleições porque vai formar governo e usa o argumento de ter vencido face a todas as pressões e manobras políticas por parte de todos os outros partidos.

O PSD saiu vencedor porque reforçou a sua posição na Assembleia da República em termos de mandatos / número de deputados.

O CDS ganhou em percentagem de votos, em mandatos e em força no lado direito do espectro político.

O Bloco de Esquerda ganhou em toda a linha: votos, deputados e reforçando a esquerda na A.R.

O PCP (CDU) conseguiu segurar o seu eleitorado, reforçando-o ligeiramente e aumentando em mais um deputado a sua posição na A.R.

Moral da história: depois de todo este circo mediático e político, agora que cada um se estica para o seu lado da cama enquanto saboreia umas passas no cigarro pós-coital, quem sai fodido é o país em geral. Hoje começa a 3ª ronda eleitoral e ao que parece, vamos ter mais duas semanitas de manobras circenses à la garder.


P.S.: é verdade, alguém (mais) saiu a perder ontem… foi o Sr. Silva!
(a ironia da relação dialéctica entre a sigla post scriptum no início da frase e o final da mesma é assombrosamente extraordinária… ou não!)

domingo, 27 de setembro de 2009

Eleições é tempo de decisões

Nestas alturas gosto sempre de publicar um post que apele ao voto tendo por base aquele que é o nosso direito e dever cívico número 1, mas desta vez apelo à consciência de cada eleitor. De facto, votar é das armas mais importantes que temos à nossa disposição para construirmos o nosso futuro como comunidade, região e país, mas é por demais evidente que esta campanha eleitoral foi um fracasso decepcionante. Ao contrário do que nos foi sendo bombardeado desde o início da campanha até ao dia de 6ª feira, não votamos para escolher um governo ou um primeiro-ministro, fazemo-lo para escolher os nossos representantes para a Assembleia da República por círculos eleitorais. Só depois de expressa a intenção de voto de todos os portugueses, ou infelizmente dos portugueses que se dignam a ir votar, é que o Presidente da República chama o(s) vencedor(es), não necessariamente o(s) partido(s) mais votado(s), para formar governo.
É muito importante que se tenha isto em conta porque só assim o nosso voto pode ser útil.

Temos três hipóteses de voto nestas eleições legislativas:

- apostar no voto útil tendo em conta o representante a eleger para a A.R., não necessariamente da cor política que mais nos agradaria à partida (ex.: em Évora só tem hipóteses de ser eleito alguém da CDU, do PS ou do PSD, qualquer outra escolha acabará por favorecer o PS ou o PSD)

- votar como forma de protesto em relação às políticas do(s) último(s) governo(s) (ex.: votar noutro qualquer partido ou movimento que não no PS, PSD ou CDS que têm estado no governo de forma quase alternada)

- votar como forma de contestar a maneira como o sistema político se encontra desajustado dos reais interesses dos cidadãos (ex.: voto em branco ou voto nulo)

Seja qual for a vossa intenção de voto, vão votar porque só assim se faz ou desfaz alguma coisa. Não indo votar por desinteresse é pura estupidez! Se há desinteresse ou descontentamento, deve ser mostrado da melhor forma... votando e em consciência.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Vegas, baby!!

Não sei bem porque razão mas apeteceu-me fazer uma compilação de filmes de vários géneros passados em ou sobre Las Vegas, esse grande icon da maluqueira, da aventura e da badalhoquíce.

The Hangover (2009)
What Happens in Vegas (2008)
21 (2008)
Ocean's 13 (2007)
Ocean's 11 (2001)

Ok, faltam muitos e principalmente os clássicos, mas fiquem com estes e divirtam-se!

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Realizadores de culto

Já tenho feito listas de filmes pelos mais variadíssimos motivos mas hoje não há razão nenhuma para elaborar este cardápio, é apenas porque sim! São 2 realizadores que fazem filmes completamente ao seu jeito, que se tornam inconfundíveis em estilo e género, e têm conquistado fãs em todo o lado, desde a crítica ao público em geral.



Quentin Tarantino

Inglourious Basterds (2009)
Death Proof (2007)
Sin City (2005, co-realização)
Kill Bill: Vol. 2 (2004)
Kill Bill: Vol. 1 (2003)
Jackie Brown (1997)
From Dusk Till Dawn (1996, guião)
Four Rooms: The Man From Hollywwod (1995)
Pulp Fiction (1994)
Natural Born Killers (1994, guião)
True Romance (1993, guião)
Reservoir Dogs (1992)


Guy Ritchie

RocknRolla (2008)
Revolver (2005)
Snatch (2000)
Lock, Stock and Two Smoking Barrels (1998)

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Cortinados, Paula Bobone e o regabofe total

Desde que coloquei umas cortinas cor-de-laranja na janela do meu quarto nunca mais atinei com as cores da roupa que visto. Tudo o que é castanho e cinzento me parece igual e o mesmo acontece com o preto e o azul. Meias, boxers, calças e até t-shirts são escolhidas sem nexo e só quando saio à rua é que me apercebo, mas não antes de uns bons 2 minutos até me habituar à luz natural, que está tudo a destoar. Não me refiro ao “destoar” da moda ou das convenções sociais tipo Manual de Instruções para o Homem de Sucesso da Paula Bobone, mas sim um destoar mais do tipo “aquele gajo anda a snifar farinha Maizena e a embebedar-se com álcool isopropílico, só pode!”. Se for de noite, então, o regabofe é total! Muitas vezes só me apercebo quando chego a um local iluminado, que tanto pode ser a casa de amigos como um sítio qualquer público cheio de gente. Começo a achar que se não for o cabrão do alemão, de certeza será a cortina a dar-me cabo do juízo.

terça-feira, 22 de setembro de 2009

A política, o super-totó e a fofíce da Joaninha

Hoje só me apraz dizer que o Sr. Silva é um totó de primeira e a Joana Amaral Dias, além de super-hiper-mega fofinha, é um mulherão do camandro. Eh valentes, cada um ao seu jeito... ou falta dele (aqui tenho de abrir um parêntesis e explicar que a boca final apenas se destina ao presidente, não vá a coisa ficar mal entendida; fecha parêntesis)!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Romance, lastro e Halls mentoliptus

A frase "I'm a sucker for romantic comedies" não teria o mesmo impacto neste post se a traduzisse para português, portanto, deixo-a estar como está e deixo-vos também, em jeito de must see, uma lista de 3 filmes que, fazendo justiça ao género, extravasam muito para além do mesmo. Trata-se de três belíssimos filmes que entretêm e deixam lastro em forma de pensamentos residuais, mas daqueles que despertam emoções, sensações e sentimentos de forma simpática e fresca, assim como comer um After-Eight depois de uma refeição valente ou um Halls quando a garganta se assanha ao falar.

- P.S. I Love You
- Dan in Real Life
- Stranger Than Fiction

sábado, 19 de setembro de 2009

Ah pois é, coiso e tal...

...queria só referir e sublinhar que o blog já passou as 25.000 visitas desde Fevereiro de 2005 e que isso me enche parcialmente de orgulho e satisfação, assim em jeito de copo meio cheio e não de copo meio vazio. Mas sinceramente, quem é esta gente toda que por aqui se lembra de passar? De qualquer forma, muito obrigado a quem visita e se mantém fã da coisa e dizer-vos também que temo que isto nunca acabe, pois que as ideias são mais que muitas – apontadas em papelinhos e postits um pouco por toda a casa, num documento do Word com 34 páginas linha a linha e mais de um milhar de lembretes de voz gravados no telemóvel e entretanto já exportados em WAV para o pc (I kid you not!!) – e confesso que já não tenho mão nisto. Temo também que a coisa se vire contra mim e o cabrão do alemão me dê cabo do juízo antes de chegar a velho! Só não escrevo mais porque tenho um emprego e um hobby que me ocupam boa parte do tempo e o blog fica para 3º plano, mas mesmo assim vou passando por aqui sempre que posso e por incrível que pareça, até menos vezes que alguns de vocês, companheiros desta insanidade calculadamente desmedida que é a vida. Um valente abraço e um grande bem haja aos amigos, um sincero cumprimento de mão limpa, sem ser com o pulso, portanto, aos conhecidos e uma, vá lá... simpática pazada nas costas aos que raramente por cá passam mas ainda assim, lá de quando em vez, vão conseguindo encaixar na sua complicada agenda uma visita ao Blog da Courela do Tanganho. Os que não me conhecem de todo, provavelmente fazem bem!

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Mecânicos, roubos e teletransporte de massas

Há um fenómeno bizarro a passar-se nos meandros da mecânica automóvel que ultrapassa todos os limites do ridículo. O ritual do aperto de mão, que não é bem aperto de mão mas sim de pulso, é algo que transcende a minha compreensão e me deixa sensivelmente banzado, assim a tender para o atónito. O mecânico oferece o pulso ao cumprimento quando tem as mãos sujas e nós, que passaríamos bem com apenas um “bom dia”, “boa tarde” ou até mesmo um inocente “olá, como está!”, deixamo-nos levar por esta estranha forma de saudar que em nada nos beneficia porque o tipo vai acabar por nos fazer puxar do cartão de MB ou do cheque no final da conversa, naquela que é uma das mais cândidas formas de nos roubar nos tempos que correm. Sabemos que o mesmo se passa com os taxistas e as empresas transportadoras em geral, com os combustíveis, os parques de estacionamento, entre outros, mas que é difícil sermos nós a fazer a revisão ao carro no quintal ou à frente da porta do prédio ou deslocarmo-nos para onde quer que seja sem ser no nosso veículo ou no de outrem, porque ainda não disponibilizaram o teletransporte ao público em geral. E mesmo nesse cenário aparentemente fantástico, calculo que as contas de electricidade ou de plutónio aumentariam consideravelmente, o que daria exactamente no mesmo à parte de se enveredar por uma forma de deslocação ligeiramente mais, digamos… extravagante! Eu cá só vou investir numa cabine de teletransporte cá para casa quando o mercado estiver inundado de gadgets desses. Foi o mesmo com os telemóveis e os computadores portáteis. Temos de deixar que a coisa pegue e se vulgarize para não sermos completamente saqueados pelas primeiras empresas a aparecerem no mercado. Agora o que não pega mesmo é o cumprimento de pulso com o meu mecânico, isso não tem jeito nenhum!

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Os dramas do wc

A casa-de-banho é dos locais mais propensos a dramas e a complicações inerentes ao desenrolar de alguma acção, nem sempre controlada da melhor forma ou como se espera à partida. Bem sei que se chora bastante a descascar e a cortar cebolas na cozinha, quando se entala um dedo num gavetão dos armários da sala, quando se falha um degrau nas escadas, ou quando alguém nos passa com o carro por cima de um pé na garagem ou no quintal, ou ainda quando se sofre com o ressonar da nossa companhia de dormidas, mas sem dúvida que a casa-de-banho bate todas as outras divisões da casa aos pontos no que a dramas diz respeito, senão vejamos: dar uma mijadela de pé a escovar os dentes ou quando se espirra e o stress que isso causa; acordar a meio da noite e ir dar a real mijadela às escuras e ouvir aquele som que mais se parece com água a cair no tapete do que água a cair na água; o cabrão do tampo da sanita frio no inverno e nos dias em que estamos doentes com febre; a pasta de dentes que pica na língua ou o champô que arde nos olhos e quase nos leva a dar murros nos azulejos e que tanto precisavam de ser trocados de feios e gastos que estão; a cortina fria que se cola às costas enquanto estamos no duche e nos leva ao desespero em grunhidos atrofiantes; a inquietação dos rolos de papel higiénico sem picotado que nos leva quase à agonia; o toalhão turco impróprio para consumo e que não se segura pendurado na quina da porta da casa-de-banho e cai constantemente com a deslocação do ar sempre que passa alguém junto a ele, mesmo sem lhe tocar e ainda não nos lembrámos de aplicar aqueles cabides com cola do Ikea; a tortura de fazer a barba todos os dias como se não houvesse amanhã; a angústia de cortar as unhas com um corta-unhas do século passado com as lâminas super gastas e enferrujadas; aqueles momentos passados sentados na sanita meio acordados meio a dormir, já a caminho do início da ressaca a altas horas da madrugada; os ataques de diarreia que dão lá de quando em vez e dos quais nunca nos lembramos até estarmos a viver esse filme mais uma vez… O wc é a divisão da casa que mais memórias negativas nos deixa pela vida fora. Pouco ou nada de bom, que mereça ser recordada, se passa nesse vil e infame compartimento. Só talvez sexo na banheira!

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

"I must kill the queen..."

Se conseguirmos deixar de parte a estranha dentadura do Freddie, o péssimo gosto em camisas do Bryan, a bizarra cabeleira do Roger e a surpreendente pacatez de John, dado que eram uma banda de rock nos loucos e orgiáticos anos 70 e 80, poder-se-á chegar à conclusão que os Queen serão uma das melhores bandas de sempre. Muito particularmente, confesso que adoro freneticamente o trabalho de estúdio e não curto assim muito os temas ao vivo, mas pronto, há quem diga que é heresia da minha parte e eu apenas consigo referir que achava tão fantástico e brutalmente maravilhoso o que nos ofereciam nos álbuns de estúdio, que seria de todo impossível reproduzir a mesma grandiosidade ao vivo e isso deixava-me deprimido! Mas há coisas piores, claro.
Da minha extensa lista de temas preferidos dos Queen, devo dizer que um dos meus preferidos é o Spread Your Wings...




nota: a somehow triste referência do título vem do filme Naked Gun ("Onde Para a Polícia")... duvido que alguém lá chegasse...!

domingo, 13 de setembro de 2009

Linha SOS Política

Apareceu na imprensa espanhola o seguinte artigo:

«Mención especial merecen los carteles de Ferreira Leite que jalonan las carreteras portuguesas. "Não desista. Todos somos precisos", reza. Pero la desolada foto en blanco y negro de la candidata, sin maquillar, podría hacer pensar a los turistas que visitan el Algarve que se trata del mensaje de una asociación de apoyo a la tercera edad o de prevención del suicidio.»

Jordi Joan, La Vanguardia

sábado, 12 de setembro de 2009

Ironia no seu melhor

Recebi esta piada inteligente num email e achei importante divulgá-la aqui:

"IRONIA NO SEU MELHOR
90 pessoas apanham a gripe Suina e toda a gente quer usar uma máscara.
Um milhão de pessoas tem SIDA e ninguém quer usar um preservativo.
THINK!!!"

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

He's Just Not That Into You

Hoje vi um filme muito interessante, simples, com alguma genialidade no que aos diálogos diz respeito e numa perspectiva ligeiramente diferente daquilo que é normalmente apresentado como uma comédia romântica, com uma panóplia de bons actores, alguns deles em papéis estranhamente diferentes do que seria de esperar, que entretém de forma positiva e refrescante mas que sobre tudo nos deixa a pensar. Filme ideal para ver sozinho ou acompanhado se, e só se, estiverem definitivamente bem acompanhados, caso contrário irá mexer com algumas realidades, relacionamentos e sentimentos... ou não! Cada um espreme e sorve o que quer.

He's Just Not That Into You (2009)

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Política vs. Epidemia

Se apanhar a Gripe Suína entretanto, será que ainda vou a tempo de me filiar num partido e de me candidatar a um tacho nas próximas eleições legislativas ou autárquicas, enquanto espirro e regurgito toda a espécie de alarvidades em comícios apinhados de gente febril e desorientada!?

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Queijo, aguardente e a bicheza da gripe

Já alguma vez deixaram alguma coisa no frigorífico durante tanto tempo que chegam ao ponto de nem terem coragem de abrir o tupperware a fim de evitar sustos e complicações inerentes ao que poderá estar lá dentro? Se na natureza nada se perde e tudo se transforma, resta saber se é um ente vivo ou algo pior!? Dou-vos um exemplo: tenho uma espécie de tupperware todo catita que comprei no Ikea e que até vem com uma grelha para ralar, com o que resta de uma outrora digna de se chamar "porção de queijo parmesão". Não faço puto de ideia da cor ou do estado em que aquilo está porque não abro aquela caixa de plástico há mais de 6 meses. Por um lado tenho pena de deitar aquilo tudo fora e de ficar só com a grelha, que de pouco serve porque é elíptica e feita à medida da caixa de plástico, mas por outro calculo que não haja salvação possível porque nem lavado e desinfectado estará em condições de ser reutilizado. Se entretanto apanhar a Gripe A, abro aquilo e como a morraça que lá está dentro e acompanho com um shot de CRF para matar a bicheza.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Viagens, pontos e uma bazoocada valente

Hoje fui fazer uma viagem e só vos digo que cobri, em distância medida em linha recta, 3 páginas do meu mapa. E se há coisa chata e irritante é o que acontece quando vamos a conduzir e temos de fazer os cálculos com o mapa aberto sobre o volante, verdadeiro número de circo, e a zona a observar está precisamente na dobra, que entretanto abriu um buraquinho e comeu pedaço do papel e da tinta na zona envolvente. Pronto, lá me decidi a trocar mais alguns pontos do cartão da gasolineira – que a fazermos as contas tendo em conta os pontos que dão por litro, nos dá vontade de ganir nomes feios ao funcionário e chamar tudo à mãe dele – e arranjei um mapa novo todo catita que vale 7 depósitos cheios de gasóleo. Com este valor incrível, quando ficar como o que tinha, vou entregá-lo na biblioteca nacional para ser guardado na zona das raridades, naquelas pastas todas xpto com regulação de temperatura e vácuo. Façam as contas a quanto fica uma mochila ou um despertador e digam-me se não vos dá vontade de atear fogo numa bomba de gasolina sem ninguém ver. Quando tiver oportunidade, assim em época de saldos, compro uma bazooca!

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

Dinamarca x Portugal

Resumo do Dinamarca x Portugal:

- Liedson muito bem
se o homem é português e joga bem à bola, por acaso até é dos meus jogadores preferidos, porque não há-de fazer parte da selecção dos melhores jogadores portugueses? Leva 6 anos a jogar em Portugal e é tão português como outro gajo que tenha nascido fora do país, com pais portugueses, e tenha voltado para Portugal em criança ou adolescente. Ele quis tornar-se português para ter os direitos e os deveres de qualquer outro português. Não há mais discussão!

- selecção menos mal
jogaram muito bem na primeira parte mas com o problema de sempre, a finalização, na segunda parte andaram aos papéis por causa da mudança táctica que o treinador provocou, mas ainda assim o levezinho resolveu marcar 1 golo no seu jogo de estreia

- Carlos Queiróz péssimo
o homem só pode ser totó! então se estava tudo tão bem na primeira parte, só tinha da manter e fazer entrar quem fizesse os golos aparecerem, assim não sô Carlos, assim não!

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Semana marada

Esta semana foi muito estranha, quase saída de um episódio da Twilight Zone: 2ª feira o Benfica ganhava 5 a 0 aos 30 minutos de jogo contra o Vitória de Setúbal; 3ª feira vi uma publicidade na televisão que anuncia creme de baba de caracol como a melhor solução para a pele e a mais procurada pelas mulheres de todo o mundo; 4ª feira vejo o Liedson a treinar na selecção portuguesa (e bem!); ontem vi o Francisco Louçã e o Jerónimo de Sousa, verdadeiros arqui-inimigos partilhando o mesmo espectro político-partidário concordarem em tudo o que diziam; hoje comi Lasanha de Bacalhau feita pela minha mãe... estou para ver o que o fim-de-semana me reserva!

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Final oficial do Verão

O Verão é castiço para ir à praia molhar o pezinho, para todo o tipo de actividades ao ar livre que se fazem muito melhor com bom tempo, as noitadas nas esplanadas, os passeios pelo campo, entre muitas outras coisas, mas chega uma altura em que farta e essa altura, para mim, é agora! Para mim o Verão significa calor, muito calor... e isso irrita-me porque durmo mal de noite e ando mal de dia, ou seja, ando feito zombie mal disposto a toda a hora. A noite de ontem, dormida com as janelas fechadas e com o lençol a cobrir-me as costas foi a melhor de todo o Verão ou a primeira noite bem dormida do início do Outono. Seja como for, deixo-vos um tema que soa a final de Verão e início de tempo fresco...

banda: Beck
tema: Everybody's Gotta Learn Sometime

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Mamma Mia and the fucking cantoria

Hoje à noite estava em casa, sem programa ou companhia, e apeteceu-me ver um filme. Depois de cinco minutos a tentar escolher decidi-me por ver o Mamma Mia. Pensei: “toda a gente já viu esta merda e diz que é engraçado, tem actores conhecidos que aparecem muito bem dispostos como se se tivessem divertido à grande durante as filmagens e a história é tão básica que nem custa a ver”... eu juro que tentei, a sério!! Não sei bem o que se passou comigo durante a adolescência ou ainda em criança mas há certas coisas que não consigo engolir: palhaços, circo e musicais. Sim, já tentei ver o Chicago, o Moulin Rouge e alguns dos clássicos com o Fred Astaire ou o Frank Sinatra, mas não consigo. É como aqueles comprimidos em formato cápsula que simplesmente não se conseguem engolir por mais líquidos que se emborquem goela abaixo… não dá! 15m depois de ter decidido inicialmente ver um filme, optei por um filme de terror. Até pode ter extra-terrestres, zombies e cães que falam, mas ainda assim me parece muito mais perto da realidade do que uma data de gente a contar histórias alternando entre a narrativa, o monólogo a olhar para a câmara e a cantoria em grupo a cada dez minutos de filme… ridículo!

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Bicheza avoante e raquetes dos chineses

Para quem tem a ideia do exterminador implacável na imagem do Arnaldo Pretonegro do cinema americano, esta noção vai parecer um pouco descabida. Exterminador implacável sou eu de mata-moscas eléctrico numa mão – daqueles que se compram numa loja dos chineses, tratando-se do resultado do cruzamento genético entre uma raquete de ténis e um matador de moscas de talho – e um aspirador portátil na outra.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Rituais matinais, espelhos e um record pró Guiness

Hoje de manhã levantei-me como todos os dias me levanto, ou melhor, como todos os dias de semana me levanto, ainda meio ensonado e desorientado, e dei inicio ao processo comum a todas as manhãs de dias de trabalho. Escolher roupa, quando hoje até tive de passar a ferro um par de calças e uma camisa, tomar banho, e quando já estava frente ao espelho do wc, totalmente absorto e envolvido na briga que é rapar os pelos da minha cara, pestanas e sobrancelhas excluídas, cheguei à conclusão que, no mínimo, merecia algum tipo de menção honrosa no Livro do Guiness por fazer a barba todos os dias. Parece-me justo!

domingo, 30 de agosto de 2009

Romeo & Juliet

Esta é uma música fantástica que sabe sempre bem voltar a ouvir. Particularmente num final de tarde, de fim-de-semana, de férias, de Verão...

banda: Dire Straits
tema: Romeo & Juliet

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Que se lixe a Saudade

A Saudade é um sentimento tipicamente português que, segundo dizem, nos caracteriza como povo. É uma palavra que aparentemente não tem tradução para outras línguas. Não consigo evitar associar saudade ao sentimento que se tem quando se perde algo ou alguém e não quando apenas se está longe do que nos faz sentir falta, seja pessoa, objecto ou estado de espírito. Sentir falta é bastante positivo e faz-nos querer voltar de forma assertiva ao sentimento que tínhamos antes, quer fosse algo pontual e esporádico ou de certa forma periódica e sazonal. Já a saudade transporta algo de negativo, funesto e por vezes até nefasto. É daqueles sentimentos que nos fazem sentir pequenos e acomodados face ao imenso peso da irreversibilidade. É o que os fadistas cantam, e aqui aproveito para relembrar que fadistas são os músicos que cantam sobre o destino, lá está mais uma referência ao que nos estará traçado, é o que se sentia pelo D. Sebastião, pelas glórias antigas do Benfica ou das batalhas contra os espanhóis e os mouros, pelo Sá Carneiro e outros políticos desaparecidos ou até mesmo – infelizmente até me arrepio quando o oiço dizer e mais ainda de o escrever, mas até vou ouvindo cada vez mais amiúde – pelos tempos do Salazar em que, e passo a citar o que é mais vezes referido como incentivo associado a esta vontade, “andava toda a gente na linha”... sinceramente, se é a isto que se referem como exemplos da vasta e inegável alma lusitana, pobre de espírito, rica em desmazelo e incapaz de tocar as coisas para a frente, que é para onde é o único e válido caminho, então prefiro estar fora desse lote de gente estranha e poupar-me ao desígnio do sofrimento. Só temos uma vida e já que acontece tanta coisa má, mais vale não perder tempo a sofrer por antecipação e a amargar o que podia ser doce.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

United States of Sickoland

Os EUA vivem tempos de crise social e não é consequência, pelo menos directa, da crise económica e financeira. Votaram historicamente no Obama porque queriam alterações de fundo na política mas ao que parece a marioria queria mudança mas não tanta. Hoje em dia sucedem-se as manifestações de gente completamente acagaçada com as propostas de alteração ao sistema (nacional) de saúde. Aquela gente á maluca de todo! Vivem a comer nas mãos dos bancos e das seguradoras e acham isso mal, e é bem, agora vem o Obama, em quem votaram, e bem, mudar essa situação e já não acham bem, é mal! ...confusos!?

Este genial clip retirado do Daily Show explica tudo:

The Daily Show With Jon StewartMon - Thurs 11p / 10c
Reform Madness - White Minority
www.thedailyshow.com
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